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Full text of "Rodriguésia: Revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro"

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ANO  XXVIII  — NUMERO  40 
1976 


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Á memória  de  Liberato  Joaquim  Barroso. 


3 


COMPOSITAE  — Subtribo  BACCHARIDINAE  Hoffmann 
Estudo  das  espécies  ocorrentes  no  Brasil. 


GRÀZIELA  MACIEL  BARROSO 

Bacharel  em  História  Natural 
Pesquisadora  em  Botânica  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas 


TESE  apresentada  à Universidade 
Estadual  de  Campinas  para  ob- 
tenção do  título  de  DOUTOR  em 
Ciências. 


Campinas,  1973  — SÃO  PAULO 


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1. 

ÍNDICE  geral 

Summarv  

7 

2. 

Introdução  

7 

3. 

Agradecimentos 

9 

4. 

Material  e Métodos 

11 

5. 

Comentário  Geral  sobre  a Literatura  consultada 

ii  ! 

6. 

A subtribo  Baccharidinae  Hoffmann  np  Brasil 

19 

7. 

6. 1 . Características  gerais  e sistemática 

Heterothalamus  Lessing  

Baccharidastrum  Cabrera 

Baccharidiopsis  gen.  nov 

Baccharis  Linnaeus  

6.2.  Chaves  para  o reconhecimento  das  espécies  do  gênero  Baccharis 

Linnaeus  ocorrentes  no  Brasil  

Grupo  1.  ER1GEROIDES  

19 

22 

24 

26 

28 

31 

54 

8. 

2.  LEUCOPAPPA 

59 

9. 

3.  TARCHONANTHOIDES 

66 

10. 

4.  BRACHYLAENOIDES 

68 

11. 

5.  ANÔMALA  

75  ! 

12. 

6.  SERRULATA 

80  | 

13. 

7.  MEDULLOSA  

84 

14. 

8.  ORGANENSIS 

86 

15. 

9.  HIRTA  

88 

16. 

” 10.  TR1PLINERVIA 

90 

17. 

” 11.  MÁXIMA 

91 

18. 

" 12.  ELLIPTICA 

92  1 

19. 

” 13.  SINGULARIS 

95 

20. 

” 14.  SPICATA 

100 

21. 

” 15.  PUNCTULATA 

109 

22. 

•'  16.  MICRODONTA  

115 

23. 

” 17.  OXYODONTA 

121 

24. 

” 18.  DENTATA 

123 

25. 

” 19.  CASSINIAEFOLIA  

126 

26. 

” 20.  PLATYPODA  

130 

27. 

” 21.  CAMPORUM 

133 

28. 

” 22.  RUFESCENS  

136 

29. 

” 23.  INTERMIXTA 

147 

30. 

” 24.  CULTRATA 

152 

31. 

” 25.  AXILLARIS  

156 

32. 

” 26.  GRACILIS  

172 

33. 

” 27.  TRIMERA 

176 

34. 

Espécies  Duvidosas 

197 

35. 

Distribuição  geográfica  

198 

36. 

Discussão  e conclusões 

202 

37. 

Resumo . ... 

204 

38. 

Literatura  Consultada 

205 

cm  1 


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COMISSÃO  DE  REDAÇAO 

C.  L.  Falcao  Ichaso  C.  Gonçalves  Costa  C.  L.  Benevides  de  Abreu 


BARROSO,  G.M.  — Compositae  — Subtribo  BACCHARIDINAE 
Hoffmann  — Estudo  das  espécies  ocorrentes  no  Brasil  ....  3 


CARVALHO,  L.  d’A.  Freire  de  — Considerações  sobre  a vascularização 
foliar  de  Hypoxis  decumbens  L.  — HYPOXIDACEAE  . . . 274 


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7 

1.  SUMMARY 


This  work  deals  with  the  species  of  the  subtribei  Baccharidinae  Hoffmann 
(Compositae)  from  Regio  Brasiliana  to  which  are  subordinated  four  genera 
with  about  125  species:  HETEROTHALAMUS  Lessing  (2),  BACCHARI- 
DASTRUM  Cabrera  (2),  BACCHARIDIOPSIS  nov.  gen.  (1)  and  BACCHA- 
RIS  Linnaeus  (120).  Most  of  the  species  are  found  in  the  south  of  Brazil; 
some  others  are  endemic  to  the  middlewest  and  southeast  and  only  a very 
few  of  the  Baccharis  species  reach  to  the  north  and  northeast  regions  of  this 
country.  The  new  genus  Baccharidiopsis  consisting  of  the  species  B.  pohlii  nov. 
comb.  is  trioecious,  that  is,  on  each  individual  plant  the  heads  have  either 
hermaphroditic,  female  or  male  flowers.  Besides,  the  flowers  of  this  species 
have  a particular  configuration:  the  hypanthium  is  continued  into  the  corolla 
tube  above  the  ovary  without  the  classic  delimitation  of  these  two  parts  (figs. 
46,  49,  49a).  Much  morphological  information  is  given  on  the  flowers  of  the 
Baccharis  species  such  as  the  edge  of  the  corolla  and  its  hairness,  the  forms 
of  the  achenes,  the  styles,  etc.  To  identify  the  genus  and  species  of  the  subtribe 
Baccharidinae  Hoffmann  there  are  keys  based  chiefly  on  the  following  cha- 
racteres:  monoecious,  dioecious  and  trioecious  habit,  forms  of  the  female 
flowers,  achenes,  presence  or  absence  of  wings  on  the  stems  and  branchs,  form 
and  arrangement  of  the  heads,  etc.  In  grouping  the  Baccharis  species  one  takes 
into  account  its  major  affinities  without  attempting  a division  of  the  genus 
into  subgenera  or  sections;  such  a division  can  only  be  satisfactory  after  a 
revision  of  all  the  species  of  the  genus.  Isolated  divisions  of  the  genus  Baccha- 
ris Linnaeus  have  only  local  value  and  only  serve  to  increase  the  confusion 
in  the  taxonomy  of  this  genus. 

2.  INTRODUÇÃO 

A escolha  da  subtribo  Baccharidinae  Hoffmann,  para  assunto  desta  Tese, 
prende-se  ao  desejo  de  esclarecer  a sistemática  desse  tão  interessante  grupo 
de  plantas  americanas,  confuso  pelo  número  muito  grande  de  suas  espécies, 
mal  descritas,  baseadas,  muitas  vezes,  em  caracteres  de  pouca  significação. 
Como  todas  as  plantas  diclinas,  as  deste  táxon,  principalmente  as  espécies 
do  gênero  Baccharis  Linnaeus,  têm  sido  classificadas,  com  muita  freqüência, 
levando-se  em  conta,  apenas,  um  só  espécime,  masculino  ou  feminino,  con- 
siderando-se antes  os  órgãos  vegetativos,  sem  muita  preocupação  em  descre- 
ver, com  detalhes,  os  órgãos  florais.  Daí  uma  série  de  confusões,  que  um  es- 
tudo mais  acurado,  de  maior  número  de  exsicatas,  coletadas  em  maior  número 
de  localidades,  e a análise  dos  tipos,  poderão  esclarecer. 

Foi  esse  o objetivo  deste  trabalho:  tipificar  as  espécies  de  Baccharidinae, 
relacionadas  para  as  diversas  regiões  do  Brasil,  delimitar  seus  graus  de  va- 
riação, estabelecer  suas  afinidades  e fornecer  meios  para  a sua  identificação. 
Se  ele  for  de  alguma  utilidade  para  aqueles  que  se  interessam  pelo  conheci- 
mento da  sistemática  de  plantas,  terá,  então,  cumprido  sua  finalidade. 


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3.  AGRADECIMENTOS 

Ao  Professor  Dr.  F.  G.  Brieger,  pela  orientação  dada  a este  estudo; 

Ao  Professor  Dr.  Dárdano  de  Andrade-Lima,  pelas  suas  valiosas  suges- 
tões; 

Aos  colegas  e amigos,  pelo  estímulo  e pelas  críticas; 

Aos  encarregados  dos  Herbários  do  Museu  Nacional,  Instituto  de  Bo- 
tânica de  São  Paulo,  do  Departamento  de  Botânica  da  Universidade  do  Rio 
de  Janeiro,  do  Royal  Botanic  Gardens,  Barbosa  Rodrigues,  Bradeanum, 
Hatschbach  e Anchieta,  pelo  empréstimo  de  coleções  e doação  de  fotografias 
de  tipos; 

Aos  botânicos  Carmen  Lucia  F.  Ichaso,  Júlia  Dames  e Silva,  Cecília  G. 
Costa  e Dimitri  Sucre,  e a Sra.  Hilda  Manhã  Ferreira,  pelos  desenhos  e fotos 
que  ilustram  este  trabalho; 

Aos  botânicos  Jorge  Fontella  Pereira  e Pedro  Carauta,  pela  revisão  cuida- 
dosa dos  textos; 

A todos  que,  direta  ou  indiretamente,  apontaram  meus  erros  e me  aju- 
daram a corrigi-los, 


o meu  sincero  agradecimento- 


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4.  MATERIAL  E MÉTODOS 

Na  organização  deste  trabalho,  foram  estudadas  coleções  de  exsicatas  de 
espécies  da  subtribo  Baccharidinae  Hoffmann,  depositadas  nos  herbários  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  (RB),  Museu  Nacional  (R),  Instituto  de 
Botânica  de  São  Paulo  (SP),  Herbarium  Barbosa  Rodrigues  (HBR),  Her- 
barium  Hatscbach  (HH),  Herbarium  Anchieta  (HA)  e Herbarium  Bradea- 
num  (HB). 

Pôde-se  identificar  um  grande  número  de  espécies-tipos,  das  coleções  de 
Sellow,  doados  ao  Herbarium  Imperial  Brasiliense  (HIB),  pelo  Museum  de 
Paris,  e das  coleções  de  Gardner,  que  se  encontravam  como  exemplares  incer- 
taes  sedis,  no  Herbário  do  Museu  Nacional. 

Para  confirmar  as  determinações,  contou-se  com  apreciável  número  de 
fotótipos  de  espécies  de  A.  P.  de  Candolle,  Gardner,  Baker,  Heering,  Schom- 
burgky  Dusén  e Malme  fornecidos  pelo  Field  Museum  of  Chicago  USA  e pelo 
encarregado  do  Herbário  dos  Royal  Botanic  Gardens,  Kew-England,  que, 
aliados  à consulta  de  obras  originais,  constituíram  auxílio  precioso  para  este 
estudo. 

Por  meio  de  cuidadosa  pesquisa,  pôde-se  sinonimizar  algumas  das  espé- 
cies classificadas  no  gênero  Baccharis  Linnaeus,  cujos  binômios  serão  men- 
cionados na  parte  em  que  se  tratar  do  estudo  dessas  espécies.  Fez-se,  também, 
a diagnose  latina  de  novas  espécies  classificadas  por  mim  e daquelas,  subor- 
dinadas ao  gênero  Baccharis  Linnaeus,  que  só  constavam  como  nomen  nudum. 

A observação  de  algumas  estruturas  florais  e dos  vários  tipos  de  indu- 
mento  só  pôde  ser  feita  por  meio  do  microscópio  ótico,  com  aumentos  de  200 
a 625  vezes.  Para  isso,  foram  diafanizadas  as  peças  florais  a examinar,  com 
hidróxido  de  sódio  a 5%  e montou-se  o material  em  lâmina  e lamínula,  em 
preparação  provisória.  Os  demais  detalhes  foram  examinados  em  microscó- 
pio estereoscópico  Zeiss,  em  vários  aumentos. 

Os  desenhos  dos  espessamentos  das  cerdas  do  pápus  das  flores  masculi- 
nas, do  ápice  das  corolas  das  flores  femininas  e dos  tipos  de  pilosidade  en- 
contrados nas  flores,  folhas  e aquênios  foram  feitos  ao  microscópio  ótico  e o 
dos  detalhes  de  formas  de  corola,  aquênios  e folhas,  em  estereoscópio,  com 
auxílio  de  câmara  clara,  nos  aumentos  figurados  ao  lado  de  cada  figura. 


5 . COMENTÁRIO  GERAL 
SOBRE  A LITERATURA  CONSULTADA 

Uma  análise  resumida  de  cada  obra  estudada  poderá  dar  uma  visão  do 
que  foi  feito  na  subtribo  Baccharidinae  Hoffmann. 


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1.  LINNAEUS,  1753  — Trata  da  descrição  do  gênero  Bacchaiis,  des- 
crição essa  que  nada  tem  em  comum  com  as  características  das  plantas  conhe- 
cidas, atualmente,  sob  essa  denominação  genérica. 

Na  diagnose  feita  por  Linnaeus,  para  seu  gênero,  percebe-se  a influência 
que  nele  exerceu  Baccharis  ivaeíolia,  a primeira  espécie  classificada,  e que, 
posteriormente,  foi  subordinada  ao  gênero  Conyza  Linnaeus. 

2.  MICHAUX,  1803  — A emenda  feita  pelo  autor,  para  o gênero 
Baccharis  Linnaeus,  pouco  acrescenta  à descrição  original,  pois  repete,  do  mes- 
mo modo  “Flosculi  ieminei  hermaphroditis  iniermixti”  e,  apenas  como  obser- 
vação, cita  “species  omnes  verae  hujus  generis  dioicae  fruticant”. 

3.  VELLOSO,  1829  — Ao  se  fazer  a revisão  de  um  determinado  grupo 
de  plantas,  deve-se  procurar  reconhecer  e restabelecer  as  espécies  classificadas 
pelo  eminente  pesquisador  patrício,  como  uma  homenagem  ao  esforço  de  um 
homem  que,  numa  época  em  que  tudo  lhe  era  desfavorável,  conseguiu  realizar 
uma  obra  como  a Flora  Fluminensis. 

Para  o especialista,  não  há  dificuldade  em  reconhecer,  nas  estampas  de 
Velloso,  espécies  classificadas,  sob  denominações  diferentes,  nos  trabalhos  pos- 
teriores. É revisão,  porém,  que  só  pode  ser  feita  por  um  perfeito  conhecedor 
do  grupo  em  estudo. 

Sob  os  gêneros  Chrysocoma  Linnaeus  e Cacalia  Linnaeus,  Vellozo  ilus- 
trou em  sua  obra  várias  espécies  de  Compositae.  Algumas  delas  podem  ser 
reconhecidas  como  representantes  do  gênero  Baccharis  Linnaeus. 

Assim,  A.  P.  de  Candolle  (1836),  baseado  nas  estampas  1 e 50  do  volu- 
me 8 da  Flora  Fluminensis,  fez  com  as  espécies  que  elas  representam  as  com- 
binações Baccharis  aphylla  (Vell.)  A.  P.  de  Candolle  e Baccharis  rtuda  (Vell.) 
A.  P.  de  Candolle. 

Baker  (1882)  identificou,  na  Flora  Brasiliensis,  muitas  das  espécies  de 
Vellozo,  colocando-as  na  sinonímia  de  espécies  de  Persoon  (1807)  e de  A.  P. 
de  Candolle  (1836). 

Por  exemplo,  juntou  três  binômios  classificados  por  Vellozo,  a saber,  Chry- 
socoma  singularis,  Chrysocoma  laterales  e Chrysocoma  purpurea  e,  juntamente 
com  Baccharis  daphnoides  Hooker  et  Arnott  subordinou-as  à sinonímia  de 
Baccharis  cassiniaefolia  A.  P.  de  Candolle.  As  espécies  de  Hooker  et  Arnott 
e A.  P.  de  Candolle,  como  já  foi  demonstrado  por  vários  autores,  são  perfei- 
tamente distintas  e constituem  dois  binômios  independentes.  As  espécies  ilus- 
tradas por  Vellozo,  sob  os  nomes  acima,  concordam  com  as  características  da 
planta  que  se  conhece  sob  o nome  de  Baccharis  daphnoides  Hooker  et  Arnott; 
sendo  este,  porém,  um  binômio  posterior  ao  de  Vellozo,  elejo  o epíteto  Chry- 
socoma singularis  Vellozo  e faço  com  ele  a nova  combinação  Baccharis  sin- 
gularis  (Vell.),  que  englobará  os  outros  nomes  de  Vellozo  e o dos  botânicos 
ingleses.  Do  mesmo  modo,  procedo  com  Chrysocoma  marítima  'Vellozo  e 
Chrysocoma  dentata  Vellozo  (estampas  22  e 47  do  vol.  8 da  Flora  Flumi- 
nensis), colocadas  por  Baker  na  sinonímia  de  Baccharis  orgyalis  A.  P.  de  Can- 
dolle, a qual,  segundo  o que  observei,  é um  sinônimo  de  B.  macrodonta  A. 


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P.  de  Candolle.  Considerando  a prioridade  dos  binômios  de  Vellozo  sobre  os 
de  A.  P.  de  Candolle,  proponho  o restabelecimento  do  nome  Chrysocoma  den- 
tata  Vellozo,  sob  a forma  de  uma  combinação  com  o gênero  Baccharis  Lin- 
naeus  e sob  o qual  ficarão  subordinados  Chrysocoma  marítima  Vellozo,  Ba- 
ccharis orgyalis  e B.  macrodonta  A.  DC. 

Chrysocoma  decussata  Vellozo,  Chrysocoma  indivisa  Vellozo,  Cacalia 
frutescens  Vellozo  e Cacalia  trinervis  Vellozo  (estampas  9,  12,  64  e 65  do 
vol.  8 da  Flora  Fluminensis)  foram  anexadas  por  Baker  à sinonímia  de  Baccha- 
ris camporum  A.  P.  de  Candolle,  B.  brachylaenoides  A.  P.  de  Candolle  e B. 
macrodonta  A.  P.  de  Candolle,  respectivamente;  como  tenho  dúvidas  da  su- 
bordinação dessas  espécies  de  Vellozo  no  gênero  Baccharis  Linnaeus,  prefiro 
manter  os  binômios  usados  por  de  Candolle  e conservar  os  do  botânico  patrí- 
cio, com  sinal  de  interrogação,  na  sinonímia  proposta  por  Baker.  Cacalia  de- 
currens  Vellozo  e Cacalia  sessilis  Vellozo  (estampas  72  e 73  da  referida  obra) 
representam  bem  espécies  da  seção  Cauloptera,  do  gênero  Baccharis  Linnaeus. 
Espécies  desse  grupo,  porém,  são  muito  afins  e só  mediante  uma  análise  cui- 
dadosa de  seus  detalhes  florais  podem  ser  conscienciosamente  determinadas. 
Desse  modo,  prefiro  deixá-las  na  sinonímia  de  Baccharis  trimera  A.  P.  de 
Candolle,  tal  como  já  foram  consideradas  por  outros  autores. 

4.  A.  P.  DE  CANDOLLE,  1836  — Sob  a a divisão  4.  Baccharideae, 
o autor  considerou  os  gêneros  Polypappus  Lessing  e Baccharis  Linnaeus.  O 
primeiro,  distinto  do  segundo  pelo  maior  número  de  cerdas  do  papus  foi  re- 
jeitado por  Baker  (1882),  que  fez  com  suas  espécies  novas  combinações  para 
o gênero  Baccharis  Linnaeus. 

Registrou  na  lista  de  sinônimos  do  gênero  de  Linnaeus,  os  gêneros  Mo- 
fina Ruiz  et  Pavon,  Baccharis  Lessing  e Molina  Lessing,  Sergilus  Gaertner 
e Baccharis  Gaertner,  Baccharis  Cassini,  Sergilus  Cassini,  Pingraea  Cassini, 
Tursenia  Cassini  e Arrhenachne  Cassini.  Dividiu  o gênero  Baccharis  Linnaeus 
em  seis  seções,  baseado  na  presença  ou  na  ausência  de  alas  do  caule  e dos 
ramos,  na  forma,  revestimento  e nervação  das  folhas.  Relacionou  225  espécies 
para  o gênero  Baccharis  Linnaeus,  das  quais  95  para  a flora  do  Brasil. 

Das  plantas  relacionadas,  apenas  Baccharis  aviceniaefolia,  B.  lessingiana, 
B.  polyptera  e B.  breviseta  A.  P.  de  Candolle  não  pertencem  ao  gênero  Baccha- 
ris Linnaeus;  são,  respectivamente,  Moquinia  racemosa  (Sprengel)  A.  P.  de 
Candolle,  Gochnatia  polymorpha  (Lessing)  Cabrera,  Pterocaulon  polypteron 
(A.  P.  DC)  Teodoro  e Baccharidastrum  argutum  (Lessing)  Cabrera. 

5.  HOOKER  et  ARNOTT,  1841  — Relacionaram  59  espécies  da  sub- 
tripo  Baccharidieae  Lessing,  ocorrentes  no  Chile,  Argentina,  Uruguai  e Sul 
do  Brasil,  das  quais  22  são  nomes  novos.  Dessas  novas  espécies  8 são  binô- 
mios válidos. 

6.  GARDNER,  1845  — Descreveu  7 espécies  do  gênero  Baccharis 
Linnaeus,  coletadas  em  Serra  dos  Órgãos,  Estado  do  Rio  de  Janeiro.  Delas, 
Baccharis  stylosa,  B.  vaccinioides  e B.  cilliata  são  boas  espécies.  Apenas,  por 
já  ter  sido  usado  o nome  vaccinioides  por  Kunth  (1896),  para  uma  outra 


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planta,  o binômio  B.  vaccinioides  Gardner  foi  mudado  por  Teodoro  (1957) 
para  Baccharis  pseudovaccinioides.  Baccharis  alpestris  Gardner  é espécie  du- 
vidosa, da  qual  não  se  localizou  o tipo;  Baccharis  depauperata,  B.  pyrami- 
dalis  e B.  laxa  foram  sinonimizadas  por  Baker  (1882),  respectivamente,  com 
Baccharis  serrulata  Persoon,  B.  megapotamica  Sprengel  e B.  trinervis  Persoon. 

7.  GARDNER,  1848  — Apresentou  a diagnose  de  17  espécies  novas 
para  o gênero  Baccharis  Linnaeus,  ocorrentes  nos  Estados  de  Minas  Gerais 
(principalmente  na  região  de  Diamantina),  Goiás  e Pernambuco.  Delas»  8 são 
espécies  válidas  (B.  truncata,  B.  elliptica,  B.  rivularis,  B.  ramosissima,  B.  in- 
termixta,  B.  varians,  B.  lychnophora  e B.  polyphylla);  6 (B.  oleiiolia,  B.  bu- 
pleuroides,  B.  subspathulata,  B.  íuchsiaeiolia,  B.  inammoena  e B.  lanuginosa) 
foram  sinonimizadas  por  Baker  (1882)  com  espécies  de  de  Candolle  e de 
Persoon;  2 — Baccharis  subcapitata  e B.  curvifolia,  considero  sinônimos  de 
B.  subdentata  A.  P.  de  Candolle  e B.  leptocephala  A.  P.  DG,  respecitvamente. 

Baccharis  recurvata  Gardn.  é sinônimo  de  B.  caprariaetolia  A.  P.  DC  .So- 
bre Baccharis  varians  Gardn.,  pude  verificar  que  o autor  baseou  sua  descrição 
em  dois  exemplares  coletados,  um  em  Minas  Gerais,  outro  em  Goiás.  O pri- 
meiro, sob  o n.°  4913,  corresponde  ao  tipo  da  espécie  e o segundo,  de  n.°  3899, 
enquadra-se  bem  na  diagnose  de  Baccharis  leptocephala  A.  DC.  (1836).  Essa 
espécie  tem  sido  registrada  por  muitos  autores  como  B.  ruiescens  var.  varians 
(Gardn.)  Baker. 

8 . SCHOMBURGK,  1848  — Na  relação  de  plantas  da  Guiana  Inglesa, 
feita  por  esse  autor,  há  a seguinte  referência  “Baccharis  guianensis  Rich. 
Schomb.  nov.  spec.  miss.  Aut  trockner  Savanne  in  der  Ungebung  von  Pirara. 
Blueht  im  Januar.  Halbstrauch”. 

Além  da  citação  desse  nomen  nudum,  nada  mais  foi  registrado  e,  somente 
agora,  mediante  a comparação  da  fotografia  do  tipo,  e do  exame  do  material 
procedente  das  Guianas,  Venezuela,  Norte,  Centro-oeste  e Sudoeste  do  Brasil, 
pôde  ser  reconhecida  a identidade  dessa  espécie  com  B.  leptocephala  DC.,  tão 
difundida  na  América  do  Sul  e sempre  referida  como  Baccharis  ruiescens  var. 
varians  (Gardner)  Baker. 

9.  BENTHAM,  1873  — Dividiu  a família  Compositae  em  13  tribos, 
fazendo  uma  análise  de  cada  uma  delas.  Considerando  imperfeita  a subdivisão 
da  tribo  Asteroideae  em  subtribos,  propôs,  com  finalidade  fitogeográfica,  certo 
número  de  tipos  divergentes  e representativos  des  principais  grupos  da  tribo, 
tais  como  Grangea,  Bellis,  Solidago,  Aster,  Erigeron,  Conyza  e Baccharis.  No 
último  tipo,  constituído  inteiramente  de  plantas  americanas,  incluiu  os  dois 
gêneros  Baccharis  Linnaeus  e Heterothalamus  Lessing. 

Para  o estudo  da  dispersão  geográfica  das  espécies,  dividiu  as  Américas 
nas  Regiões  Mexicana,  dos  Estados  Unidos,  das  Antilhas,  Andina,  Brasiliana 
e Chilena.  Fez  quadros  comparativos  da  dispersão  e por  eles  se  pode  verificar 
o número  relativamente  grande  de  representantes  do  gênero  Baccharis  Lin- 
naeus, principalmente  na  Região  Brasiliana. 


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O trabalha  de  Bentham  é considerado,  de  um  modo  geral,  como  um  dos 
melhores  sobre  a família  Compositae. 

10.  BAKER,  1882  — Estudou,  entre  outros,  dois  dos  gêneros  pertencen- 
tes à subtribo,  objeto  desta  tese,  incluídos  na  subordem  3.  — Asteroideae,  a 
saber:  Heterothalamus  Lessing  e Baccharis  Linnaeus. 

Do  primeiro  descreveu  3 espécies,  das  quais  H.  brunioides  Lessing  é hoje 
sinônimo  de  Heterothalamus  alienus  (Sprengel)  O.  Kuntz,  e H.  spartioides 
Hooker  et  Arnott  foi  retirada  do  gênero,  por  Cabrera. 

De  Baccharis  Linnaeus,  fez  estudo  pormenorizado.  Dividiu-o  em  6 séries, 
baseadas  nos  mesmos  caracteres  usados  por  A.  P.  de  Candolle  (1836)  na  sua 
divisão,  dando-lhes,  apenas,  denominações  novas.  Fez  a descrição  de  133  es- 
pécies, das  quais  43  eram  nomes  novos.  Delas,  apenas  25  são  espécies  válidas; 
as  demais  têm  sido  sinonimizados  com  espécies  de  A.  P.  de  Candolle,  por  di- 
versos autores  que  se  têm  ocupado  com  o gênero. 

Apesar  de  seus  inúmeros  enganos,  não  se  pode  deixar  de  reconhecer  que 
seu  trabalho  representa  a maior  contribuição  para  o estudo  das  Compositae,  no 
Brasil,  e é injusta  a crítica  que  dele  fez  Teodoro  (1957),  quando  pergunta 
“Para  o estudo  da  flora  sul-riograndense,  qual  o valor  da  Flora  Brasiliensis  de 
Martius?” 

Não  há  estudo  completo.  Sempre  haverá  erros  para  serem  corrigidos  pot 
outros  pesquisadores;  sempre  haverá  algo  para  ser  melhorado. 

11.  HOFFMANN,  1894  — No  estudo  geral  das  Compositae,  apresen- 
tou a tribo  Astereae  Hoffmann  dividida  em  6 subtribos,  distribuídas  em  três 
grupos:  o dos  capítulos  heterógamos,  com  flores  radiais  femininas  ou  neutras 
e as  do  disco  hermafroditas;  o dos  capítulos  homógamos,  e o das  plantas  diói- 
cas  ou  poligamo  dióicas. 

Foi  no  terceiro  grupo  que  incluiu  a sua  subtribo  Baccharidineae. 

Dividiu  o gênero  Baccharis  em  7 seções,  usando  para  elas  as  denomina- 
ções já  propostas  por  A.  P.  de  Candolle  e por  Baker. 

Apenas  a sétima  seção  — Imbricatae,  constituiu  nome  novo. 

12.  MALME,  1899  — Trata-se  do  estudo  do  material  de  Compositae 
coletado  nos  Estados  do  Rio  Grande  da  Sul  e de  Mato  Grosso,  durante  a Pri- 
meira Expedição  Regnelliana.  O autor  fez  excelentes  comentários  sobre  a dis- 
persão das  espécies  brasileiras  da  família,  descreveu  tipos  de  órgãos  subterrâ- 
neos de  plantas  do  cerrado  e deu  informações  sobre  o aparelho  chamariz  de 
algumas  espécies  de  Eupatorium  Linnaeus,  de  capítulos  pouco  vistosos. 

Para  as  Baccaridinae,  Hoffmann  relacionou  20  nomes  de  espécies  de 
Baccharis  Linnaeus,  das  quais  B.  pentodonta  Malme  constituía  um  nome  novo. 

13.  HEERING,  1900  — Estudou  os  caracteres  morfológicos  e anatô- 
micos dos  órgãos  assimiladores  de  espécie  de  Baccharis  Linnaeus  e fez  com- 
parações das  divisões  do  gênero  propostas  por  de  Candolle,  Baker  e Hoffmann, 
apresentando  outra  que  nada  acrescenta  àa  primeiras,  a não  ser  novas  denomi 
nações.  Descreveu  a estrutura  interna  dos  diversos  tipos  de  folhas,  que  ser- 


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viram  de  base  para  a sua  divisão  do  gênero  em  seções,  fundamentando-se  em 
material  herborizado.  Finalizou,  fazendo  uma  série  de  comentários  sobre  a eco- 
logia das  espécies  estudadas,  tendo  como  referência  a estrutura  interna  das 
folhas  herborizadas  e os  dados  fornecidos  pelos  coletores  de  material,  que  in- 
forma serem  deficientes,  na  maioria  das  vezes. 

14.  HEERING,  1904  — Apresentou  um  pequeno  histórico  do  gênero 
Baccharis  Linneaus  e a descrição  de  alguns  tipos  de  capítulo  e flores  de  es- 
pécies desse  gênero.  Seu  estudo  baseou-se  em  coleções  de  Ulle  (SC),  de  Rei- 
sek  e Czermak  (RS),  Mendonça  (RJ  e MG),  Lorentz  e Illin  (Argentina), 
Krause,  Philipi  (Chile),  Germann  (Bolívia),  Jess  (Venezuela),  Pringle  (Mé- 
xico) e Eggers  (Antilhas).  Tentou  dividir  o gênero  Baccharis  Linnaeus  em 
5 subgêneros,  8 seções  e 4 subseções.  Além  da  relação  do  material  estudado, 
estabeleceu  a posição  de  duas  espécies  — B.  cassiniiiolia  A.  P.  de  Candolle  e 
B.  daphnoides  Hooker  et  Arnott,  confundidas  por  Baker  (1882)  e por  muitos 
autores  que  o seguiram.  Classificou,  também,  3 espécies  novas  para  a flora 
Catarinense:  B.  villosa,  B.  petraea  e B.  palustris. 

15.  DUSÉN,  1910  — O trabalho  consta  da  descrição  de  espécies  no- 
vas, entre  as  quais  5 para  o gênero  Baccharis  Linnaeus.  Além  da  diagnose 
latina,  Dusén  apresentou  boa  ilustração  do  hábito  e de  detalhes  florais  dessas 
plantas.  Das  espécies  novas  de  Dusén,  do  gênero  Baccharis,  somente  duas,  B. 
paranaensis  Heering  et  Dusén  e B.  leucocephala  Dusén  são  válidas.  Baccharis 
meridionalis  Heering  ex  Dusén  é sinônimo  de  B.  microdonta  A.  P.  de  Candolle, 
B.  gracillima  Heering  et  Dusén  é nada  mais  que  B.  pentodonta  Malme  e B. 
subincisa  Heering  et  Dusén  é igual  a B.  paucillosculosa  A.  P.  de  Candolle,  con- 
forme pude  comprovar,  ao  estudar  os  tipos  dessas  espécies. 

16.  HEERING,  1911  — Fez  o estudo  das  espécies  do  gênero  Baccha- 
ris, ocorrentes  nos  arredores  de  São  Paulo.  Apresentou  uma  chave  analítica 
para  o reconhecimento  de  23  espécies  do  gênero  e a diagnose  de  duas  espécies 
novas,  uma  das  quais,  B.  pluridentata,  acrescentei  à sinonímia  de  Baccharis 
pentodonta  Malme. 

17.  HEERING,  1913  — Trata-se  de  uma  relação  de  espécies  de  Ba- 
charis  Linnaeus,  da  Argentina,  Paraguai,  Bolívia,  Uruguai  e,  Sul  do  Brasil. 

18.  MALME,  1932  — Relatório  da  Segunda  Expedição  Regnelliana, 
ao  Rio  Grande  do  Sul  e Mato  Grosso.  Nele  foram  enumeradas  26  espécies  de 
Baccharis  Linnaeus,  para  a flora  do  Rio  Grande  do  Sul  e 6 para  a de  Mato 
Grosso. 

19.  MALME,  1933  — Estudo  das  Compositae  Paranaenses,  da  coleção 
de  Dusén.  Foi  registrada  a ocorrência  de  60  espécies  d e Baccharis  Linnaeus, 
no  Estado  do  Paraná,  incluindo  7 novas  classificações  de  Heering,  Dusén  e 
Malme.  Quatro  delas  são  boas  espécies:  B.  nummularia  Heering,  B.  curity- 
bensis  Heering,  B.  Subumbelliíormis  Heering  e B.  oreophila  Malme.  Baccha- 
ris psammophila  Malme  e B.  sphenophylla  Dusén  ex  Malme,  na  minha  opi- 


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nião,  são  sinônimos  de  B.  radicans  A.  P.  DC.  e B.  subumbelliformis  Heering 
ex  Malme.  De  B.  angusticeps  Dusén  ex  Malme,  vi,  apenas,  uma  exsicata  e 
considero  a espécie  muito  afim  de  B.  lateralis  Baker. 

20.  CABRERA,  1937  — Comunicação  de  mais  um  gênero  para  a 
subtribo  Baccharidinae,  baseado  em  duas  espécies  que  Lessing  havia  classi- 
ficado sob  as  denominações  de  Conyza  triplinervia  e Conyza  arguta.  Deu  ao 
novo  gênero  o nome  de  Baccharidastrum. 

21.  CABRERA,  1944  — Apresentou  o novo  gênero  Pseudobacchaxis, 
fundamentado  em  Heterothalamus  spartioides  Hooker  et  Arnott,  para  incluir 
as  espécies  dióicas  com  receptáculo  do  capítulo  feminino  paleáceo.  Enumerou 
para  o novo  gênero  combinações  de  5 espécies  de  Baccharis  Linnaeus,  da  flora 
da  Argentina,  Peru,  Bolívia  e Chile. 

22.  TEODORO  LUÍS,  1948  — Revisão  das  espécies  de  Baccharis 
Linnaeus,  da  coleção  de  Glaziou,  do  Musèum  National  d'Histoire  Naturelle 
de  Paris.  Sinonimizou  Baccharis  íluminensis  Glaziou  com  Baccharis  rufescens 
Sprengel  e Baccharis  coriacea  Glaziou  com  Baccharis  cassiniifolia  A.  P.  de 
Candolle.  Propôs  a substituição  do  nome  Baccharis  myriocephala  Baker,  por 
ser  já  um  nome  ocupado  por  uma  espécie  de  A.  P.  Candolle,  para  B.  pseudo- 
myriocephala  Teodoro. 

23.  TEODORO  LUlS,  1949  — Apresentou  a nova  combinação  de  Ba- 
charis  ligustrina  A.  P.  de  Candolle,  com  o gênero  Pseudobaccharis  Cabrera,  e 
uma  relação  de  38  identificações  de  espécies  de  Baccharis  Linnaeus  das  cole- 
ções do  Irmão  Edésio  Maria  e de  Dr.  Wilson  Hoehne.  Classificou  e descreveu 
a espécie  Baccharis  riograndensis  Teodoro  et  Vidal,  de  material  coletado  em 
Canoas,  Rio  Grande  do  Sul.  Sinonimizou  Baccharis  meridionalis  Heering  com 
B.  sepastianopolitana  Baker  e fez  para  esta  uma  descrição  nova  que,  no  seu 
entender,  era  mais  completa  que  a original,  feita  pelo  botânico  inglês.  Consi- 
derou as  exsicatas  de  W.  Hoehne  1931  e 1934,  como  representantes  de  uma 
prole  híbrida  de  Baccharis  sebastianopolitana  Baker  ex  Teodoro  e Baccharis 
pluridentata  Heering,  propondo  para  ele  o seguinte  binômio: 

“X  Baccharis  wilsoniana  Teodoro  hyb.  nov. 

syn.:  B.  sepastianopolitana  X B.  pluridentata”. 

A série  de  argumentos  que  se  seguem  não  convencem  e a ilustração  apre- 
sentada do  hábito  da  planta,  confirma  a suposição  de  se  tratar  de  um  exem- 
plar de  B.  sebastianopolitana  Baker,  cuja  variação  foliar  tive  ocasião  de  com- 
provar, no  grande  número  de  exemplares  estudados. 

Na  página  seguinte,  descreveu  outro  híbrido: 

“X  Baccharis  paulopolitana  Teodoro  et  W .Hoehne  hyb.nov. 
syn.:  B.  myricaeiolia  DC.  X B.  tenuiíolia  DC.” 
que  considero  um  sinônimo  de  Baccharis  leptocephala  A.  P.  de  Candolle. 

Apesar  de  todo  o respeito  que  devo  ao  trabalho  de  Teodoro  Luís,  não 
concordo  com  seu  método  de  estabelecer  híbridos  novos,  baseados  em  espéci- 
mes de  herbário,  sem  uma  comprovação  experimental. 


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24.  TEODORO  LUÍS,  1952  — Apresentou  um  histórico,  bastante  ex- 
tenso, de  Bacharis  Linnaeus  e,  também,  uma  chave  analítica  para  separar  os 
gêneros  de  subtribo  Baccharidinae.  Distribuiu  as  espécies  da  subtribo  em  4 
regiões  fitogeográficas,  relacionando-as  em  ordem  alfabética. 

25 . TEODORO  LUÍS,  1954  — Relacionou  52  nomes  de  espécies  de 
Bacharis  Linnaeus,  da  coleção  de  Dr.  Wilson  Hoehne,  ocorrentes  em  São  Paulo 
e classificou  novos  híbridos.  Fêz  considerações  sobre  híbridos  naturais  e sobre 
a fenologia  das  espécies  de  Baccharis. 

26.  CABRERA,  1955  — Restabeleceu  a identidade  do  gênero  Psila 
Philipi  e subordinou  a ele  seu  gênero  P seudobaccharis. 

27.  TEODORO  LUÍS,  1957  — Criticou,  severamente,  a obra  de  Baker, 
fazendo  uma  revisão  da  nomenclatura  das  Bacharidinae,  na  Flora  Brasiliensis 
de  Martius. 

A par  das  muitas  informações  boas  que  esse  trabalho  contém,  há,  também, 
lapsos  que,  com  maior  serenidade  o autor  teria  evitado.  Por  exemplo,  adotou 
para  Baccharis  squarrosa  Baker  o nome  novo  criado  por  Heering,  sem  perce- 
ber que  o binômio  do  botânico  inglês  poderia  ter  sido  sinonimizado  com  outro, 
desse  mesmo  autor,  isto  é,  Baccharis  patens  Baker,  como  fez  Cabrera,  em  1960. 
Tão  pouco  verificou  o engano  de  Gardner,  quando  classificou  Baccharis  va- 
rians,  baseado  nos  caracteres  de  duas  espécies,  engano  esse  que  Baker  aumen- 
tou subordinando  o binômio  de  Gardner,  como  variedade,  a Baccharis  ruies- 
cens  Sprengel. 

Nesse  trabalho,  Teodoro  tornou  aos  híbridos  naturais,  já  assinalados  em 
obras  anteriores  e apresentou,  também,  diagnoses  de  5 espécies  novas  e de  1 
variedade  nova,  sem  dar  uma  ilustração  dessas  espécies,  nem  mencionar  suas 
afinidades. 

O estudo  dos  tipos  dessas  espécies  nos  mostrou  que  Baccharis  imbricata 
Teodoro  é igual  a B.  stylosa  Gardner,  com  a inflorescência  mais  contraída; 
Baccharis  perplexa  Teodoro  et  Vidal  corresponde  a B.  cylindrica  A.  P.  de  Con- 
dolle  e Baccharis  subcrispa  Teodoro  é sinônimo  de  B.  opuntioides  Baker.  Bac- 
charis  grandimucronata  é,  porém,  uma  boa  espécie. 

28.  TEODORO  LUÍS,  1958  — Fêz  anotações  críticas  sobre  as  Baccha- 
ridinae do  Herbário  do  Museum  D’Histoire  Naturelle  de  Paris,  e publicou,  no 
mesmo  ano,  seu  “Novum  Index  Baccharidinarum”. 

29.  CABRERA,  1959  — 1960  — Fêz  uma  série  de  notificações  nos 
tipos  de  Compositae  sul-americanas,  depositadas  noa  herbários  europeus.  Entre 
outras,  reconheceu  a identidade  de  Baccharis  breviseta  A.  P.  de  Candolle  com 
Baccharidastrum  argutum  (Less.)  Cabrera;  da  B.  serrulata  A.  P.  de  Candolle, 
B.  vulneraria  Baker  e B.  pseudoserrulata  Teodoro  com  Baccharidastrum  tripli- 
nervium  (Less.)  Cabrera;  de  B.  curtiiolia  S.  Moore  com  B.  notosergila  Grise- 
bach;  de  B.  collina  Martius  ex  Baker  com  B.  serrulata  (Lam.)  Persoon;  de  B. 
squarrosa  Baker  e B.  bakeri  Heering  com  B.  patens  Baker;  de  B.  discolor 
Baker  com  B.  uncinella  A.  P.  de  Condolle. 


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30.  CABRERA,  1963  — Levantamento  das  espécies  de  Compositae  da 
flora  da  Província  de  Buenos  Aires,  apresentando  descrições,  ilustrações  e cha- 
ves para  a identificação  de  34  espécies  de  Baccharidinae,  das  quais  19  são, 
também,  comuns  à flora  do  Brasil. 

31.  AR1STEGUIETA,  1964  — Levantamento  das  espécies  de  Com- 
positae da  Venezuela. 

Das  Baccharidinae,  considerou  os  gêneros  Psila  Philipe  e Baccharis  Lin- 
naeus.  Fez  de  Baccharis  brachylaenoides  A.  P.  de  Candolle,  cujo  tipo  foi  co- 
letado por  Lund,  nq  Rio  da  Janeiro  (GB),  uma  combinação  com  o gênero  de 
Philipe  e,  louvado  em  Maguire  e Wurdack  (1957)  reduziu  Baccharis  ligustrina 
A.  P.  de  Candolle  (tipo  coletado  por  Vauthier,  em  Minas  Gerais)  a uma  va- 
riedade de  Psila  brachylaenoides  (DC)  Aristeguieta. 

Baccharis  ligustrina,  espécie,  até  agora,  só  registrada  para  a flora  de  Mi- 
nas Gerais  e Brasília,  tem  sido  muito  confundida  com  Baccharis  brachylaenoi- 
des var.  polycephala  (Sch.  Bip)  G.M.  Barroso  (=  Pseudobaccharis  polyce- 
phala  Teodoro),  confusão  gerada  pela  estampa  reproduzida  por  Baker  (1882), 
de  uma  planta  classificada  por  Schultz  Bipontinnus  como  Baccharis  polyce- 
phala e colocada  por  aquele  autor  na  sinonímia  de  Baccharis  ligustrina  A.  P.  de 
Candolle,  conforme  Teodoro  informou,  em  1957. 

O material  relacionado  por  Aristeguieta,  como  Psila  brachylaenoides  var. 
ligustrina  nada  tem  a ver  com  a Baccharis  ligustrina  A.  P.  de  Candolle. 

Para  o gênero  Baccharis  Linnaeus,  o autor  enumera  9 espécies,  das  quais 
apenas  uma  Baccharis  leptocephala  A.  P.  de  Candolle  (citada  sob  o nome  B. 
rufescens  var.  varians)  originária  do  Uruguai,  é encontrada  nas  Guianas,  Norte, 
Centro-Oeste,  Sudeste  e Sul  do  Brasil. 

32.  CUATRECASAS,  1967  — Levantamento  das  espécies  do  gênero 
Baccharis  Linnaeus,  da  Colômbia. 

Subordinou  os  gêneios  Tursenia  Cassini,  Psila  Philipi  e Pseudobaccharis 
Cabrera  ao  gênero  Baccharis  Linnaeus.  Estabeleceu  16  seções  naturais  para  o 
gênero,  que  compreendem  37  espécies,  das  quais  duas  ocorrem  no  Brasil.  Apre- 
sentou ótima  ilutração  e descrição  detalhada  das  espécies  estudadas. 

33.  CABRERA,  1971  — Levantamento  das  Compositae  da  Patogônia, 
assinalando  um  total  de  23  espécies  do  gênero  Baccharis  Linnaeus,  das  quais  4 
participam  da  flora  do  Sul  do  Brasil. 

6.  A subt.  BACCHARIDINAE  Hoffmann,  no  Brasil. 

6.1  — Características  gerais  e sistemática. 

As  plantas  da  subtribo  Baccharidinae  se  caracterizam  pela  apresentação 
de  flores  femininas  muito  típicas,  isto  é,  com  corola  tubuloso-filiforme,  de  bor- 
do truncado,  denteado,  laciniado  ou  provido  de  lígula  curta  (figs.  144-174), 
geralmente  com  estilete  curto  ou  longamente  exserto,  dividido  em  dois  ramos 
planos,  com  papilas  estigmáticas  marginais  (figs.  120-143)  e flores  masculinas, 


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resultantes  da  atrofia  e conseqüente  esterilidade  do  gineceu,  ordenadas  num 
só  capítulo  ou  em  capítulos  diferentes. 

Pesquisando  espécies  dessa  subtribo,  encontrei  exsicatas  de  uma  planta 
coletada  em  Poços  de  Caldas,  Estado  de  Minas  Gerais,  que  num  exame  mais 
ou  menos  superficial,  considerei  tratar-se  de  um  representante  do  gênero  Bac- 
charis  Linnaeus. 

Usando  o processo  de  diafanização  das  flores,  para  examiná-las  com  au- 
mentos superiores  àqueles  possibilitados  por  um  estereoscópio,  verifiquei  o meu 
engano,  pois  a espécie  em  questão  apresentava  indivíduos  com  capítulos  de 
flores  femininas,  indivíduos  com  flores  masculinas  e amaa  outros  com  iiores 
andróginas.  Tratava-se,  pois,  de  uma  espécie  trióica.  A hipótese  de  que  as 
flores  andróginas  pudessem  ser  flores  femininas  com  estammódios,  tal  como 
aparecem,  em  casos  raros,  nas  espécies  do  gênero  Baccharis,  fica  invalidada, 
primeiro  pelo  fato  de  as  anteras  se  apresentarem  cheias  de  pólem  e em  se- 
gundo, porque  não  são  flores  isoladas  ou  raras,  andróginas,  que  aparecem  num 
capítulo  de  flores  femininas,  mas  sim  capítulos  constituídos,  inteiramente,  por 
flores  desse  tipo,  com  forma  distinta  da  das  flores  femininas. 

Criar-se  um  gênero  com  base,  apenas,  na  distribuição  dos  sexos,  em  plan- 
tas diferentes,  seria  arriscado,  pois  como  se  sabe,  embora  a determinação  dos 
sexos,  nas  plantas,  seja  um  fator  genético,  em  determinados  casos,  fatores  am- 
bientais podem  interferir.  Mas  a tal  espécie,  além  das  características  do  hábito 
trióico,  que  é um  fenômeno  bastante  raro,  apresenta  outra,  “sui  generis”,  ou 
seja,  o alongamento  do  hipâncio  acima  do  ovário  ou  do  rudimento  deste,  sob 
a forma  de  tubo  petalóide,  sem  a clássica  delimitação  de  corola  e ovário,  ve- 
rificada, até  então,  na  maioria  das  Compositae  (figs.  46.49.49a.).  Esse  caráter, 
possivelmente,  virá  robustecer  a hipótese  das  flores  monoclamideas,  nas  Com- 
positae, defendida  por  uma  corrente  de  morfologistas. 

Do  exposto,  resultou  a classificação  de  um  novo  taxon,  para  o qual  pro- 
ponho o nome  Baccharidiopsis,  pela  semelhança  com  espécies  do  gênero  Bac- 
charis Linnaeus. 

A subtribo  Baccharidinae  Hoffmann  fica,  então,  representada  por  4 gêne- 
ros de  plantas  americanas,  que  podem  se  distinguir  pelos  seguintes  caracteres: 

1.  Espécies  monóicas:  capítulos  com  flores  femininas  dispostas  em  várias 

séries  e 3-4  flores  masculinas  na  porção  central  (disco)  

Baccharidastrum  Cabrera. 

1’.  Espécies  dióicas,  polígamo-dióicas  ou  trióicas. 

2.  Espécies  polígamo-dióicas:  capítulos  com  uma  série  radial  de 
flores  femininas  com  corola  liguliforme  (figs.  62  e 64)  e muitas 
flores  masculinas  localizadas  na  porção  central  (disco)  e capítulos 
com  todas  as  flores  femininas,  com  corola  liguliforme,  dispostas  em 
indivíduos  diferentes.  Lígula  da  flor  feminina  curta,  mas  distinta 
(figs.  62  e 64);  receptáculo  do  capítulo  feminino  paleáceo;  páleas 
naviculares  (fig.  61)  Heterothalamus  Lessing. 


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2’.  Espécies  dióicas  ou  trióicas. 

3.  Espécies  dióicas:  capítulos  com  flores  femininas  © capítulos  com 
flores  masculinas  dispostos  em  indivíduos  diferentes.  Flores  fe- 
mininas com  corola  filiforme,  de  bordo  truncado,  denteado,  la- 
ciniado  ou,  raramente,  ligulado;  lígula  reduzida  (figs.  120-174). 
Receptáculo  do  capítulo  feminino  alveolado,  com  alvéolos  con- 
tornados por  pelos,  por  fímbria  membranácea  curta  ou  por  lací- 
nias  curtas  ou  mais  ou  menos  longas  (figs.  175-178),  ou  recep- 
táculo paleáceo,  com  páleas  lineares,  caducas. 

Baccharis  Linnaeus 

3’.  Espécies  trióicas:  capítulos  com  flores  hermafroditas,  femininas 
e masculinas  em  indivíduos  isolados.  Flores  com  hipâncio  pro- 
longado acima  do  ovário,  ou  da  porção  estéril  correspondente, 
sob  a forma  de  tubo  petalóide,  sem  a clássica  delimitação  de 
corola  e ovário  (figs.  46.49.49a).  Ovário  distintamente  com- 
primido. Baccharidiopsis  gen.  nov. 

Considerando  a necessidade  de  uma  descrição  mais  ampla,  que  a intro- 
dução de  um  gênero  novo  está  a exigir,  apresento  uma  diagnose  latina,  onde 
ressalto,  os  detalhes  mais  característicos  da  subtribo  Baccharidinae  Hoffmann. 

Subtr.  Baccharidinae  Hoffmann  in  Engler,  Nat.  Pflanzf.  4(5):  170 .1894 
Syn.:  Subdiv.  Heterothalameae  A.  P.  de  Candolle  et  Subdiv 
Bacchareae  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  211-212,  1836. 
Typus  Baccharis  Bentham  in  Bentham  et  Hooker,  Journ. 
Linn.  Soc.  13:413  1873  (non  L.) 

Capitula  dimorpha  alia  floribus  omnibus  iemineis,  alia  íloribus  disci  masculis, 
r adii  uniseriatis  ligulatis  iemineis  ( Heterothalamus  Lessing)  ve/  capitula  hete- 
rogama  discoides  floribus  exterioribus  iiliiormibus  multiseriatis  iemineis,  disci 
masculis  paucis  2 vel  4 ( Baccharidastrum  Cabrera)  ve/  capitula  periecte  dioica, 
floribus  masculis  et  iemineis  segregatis  ( Baccharis  Linnaeus)  vel  trioica,  a lia 
floribus  omnibus  iemineis,  alia  floribus  omnibus  masculis  et  alia  floribus  omni- 
bus masculis  et  alia  floribus  omnibus  hermaphroditis.  Corollae  f emineae  fili- 
formes apice  subtruncatae,  dentatae,  laciniatae  vel  ligulatae,  masculae  regula- 
res tubulosae  limbo  iníundibulari  vel  campanulato,  vel  hermaphroditae,  femi- 
neae  et  masculae  hypanthio  supra  germen  vel  rudimentum  germinis  valde 
producto  in  tubum  petaloideum  abeunte. 

A evolução  da  subtribo  Baccharidinae  deve  ter  se  originado,  em  parte,  da 
subtribo  Asterinae,  em  parte  da  subtribo  Conyzinae.  As  espécies  do  gênero 
Heterothalamus  Lessing  guardam  semelhanças  com  espécies  da  primeira  sub- 
tribo, enquanto  Baccharidastrum  Cabrera  e Baccharis  Linnaeus  são  tipicamen- 
te Conyzinae,  nas  quais  se  deu  a atrofia  e conseqüente  esterilidade  do  gine- 


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ceu,  nas  flores  hermafroditas  e,  depois,  a separação  de  flores  femininas  e 
masculinas  em  capítulos  próprios. 

O gênero  Baccharidiopsis  representa,  talvez,  um  elo  entre  o gênero  de 
Cabrera  e o de  Linnaeus. 

De  acordo  com  Solbrig  et  al  (1964  e 1967)  o número  mais  freqüente  de 
cromossomas  verificado  nos  representantes  da  tribo  Astereae  é x = 9 ou  múl- 
tiplo de  9,  numa  pesquisa  aproximada  de  70%  dos  gêneros. 

HETEROTHALAMUS  Lessing,  Linnaea  5:  145.  1830  et  6:503.  1831; 

A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:216.  1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (13): 

17.  1882. 


Gênero  descrito  por  Lessing,  que  a ele  subordinou  duas  espécies  H.  brun- 
nioides  e H.  psiadioides.  Em  1938,  Hooker  et  Arnott  descreveram  para  ele 
uma  nova  espécie,  ocorrente  na  Patagônia,  à qual  deram  o nome  de  Hetero- 
thalamus  spartioides.  Weddell  propôs  sua  Heterothalamus  boliviensis,  em 
1856,  e em  1865  publicou  o nomen  nudum  de  Heterothalamus  acaulis,  que 
Fries,  em  1905,  descreveu.  Em  1898,  O.  Kuntze  fez  com  Baccharis  tenella 
Hooker  et  Arnott  e com  Marshallia  aliena  Sprengel  novas  combinações  para 
o gênero  de  Lessing  e subordinou  Heterothalamus  brunnioides.  Lessing  a sua 
nova  combinação  Heterothalamus  allienus  (Sprengel)  O.  Kuntze. 

De  todas  essas  espécies,  apenas  Heterothalamus  psiadioides  Lessing  e 
Heterothalamus  allienus  (Sprengel)  O.  Kuntze  permaneceram  no  gênero.  As 
demais  foram  subordinadas  ao  gênero  Psila  Philipi,  por  esse  autor,  em  1891 
e por  Cabrera,  em  1955.  Não  sendo  considerado  o gênero  Psila,  as  espécies 
devem  ser  subordinadas  ao  gênero  Baccharis  Linnaeus. 


O nome  Heterothalamus  refere-se  à característica  polígamo-dióica  das 
espécies. 

São  arbustos  de  mais  ou  menos  0,50  m de  altura,  ramificados,  glutinosos, 
com  folhas  alternas,  densamente  pontuadas  de  glândulas.  Capítulos  dispostos 
em  ramos  corimbosos  terminais  ou  localizados  nas  bifurcações  dos  ramos.  In- 
vólucro campanulado  com  3-4  séries  de  brácteas  involucrais  (fig.  66).  Recep- 
táculo do  capítulo  feminino  paleáceo,  com  páleas  cimbiformes  (fig.  61).  Flores 
femininas  glabras,  com  corola  curtamente  ligulada  (figs.  62  e 64),  em  geral 
de  coloração  amarelo-citrino;  estiletes  com  ramos  curtos  que  mal  se  sobressaem 
do  tubo  da  corola;  aquênios  carenados  na  parte  ventral,  com  margens  espessa- 
das (fig.  67);  pápus  curto,  de  poucas  cerdas  barbeladas.  Capítulos  andróginos 
com  duas  séries  de  flores  femininas  radiais,  liguladas  e muitas  flores  masculi- 
nas, com  corola  tubuloso-pentasecta  (fig.  65),  enchendo  a porção  central  (dis- 
co). Tubo  estaminal  e estilete,  na  flor  masculina,  pouco  exsertos;  pápus  mais 
curto  que  a corola,  com  cerdas  espessadas  no  ápice. 

Espécie  genérica:  Heterothalamus  psiadioides  Lessing  . 

As  duas  espécies  do  gênero  ocorrem  nos  Estados  do  Rio  Grande  do  Sul, 
Santa  Catarina  e no  Uruguai. 


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Heterothalamus  psiadioides  é mais  freqüente:  encontrei-a  em  Porto  Ale- 
gre, em  formações  densas,  no  Morro  da  Polícia,  no  Parque  Saint  Hilaire  e em 
terrenos  do  Jardim  Botânico,  tomando  aspecto  dominante  em  lugares  devas- 
tados e à beira  das  estradas.  Heterothalamus  allienus  é mais  rara,  medrando 
sempre  em  formações  de  campo,  em  lugares  mais  ou  menos  elevados. 
Podemos  distinguí-las  pelos  seguintes  caracteres: 

1.  Folhas  lineares,  com  mais  ou  menos  1 mm  de  larg.,  de  margens  inteiras 
(fig.  60).  Capítulos  dispostos  em  corimbos  curtos,  localizados  nas  bifur- 
cações dos  ramos.  Heterothalamus  allienus. 

1’  Folhas  oblongas,  com  mais  ou  menos  5-10  mm  de  larg.,  com  margens 

serreadas  (fig.  63).  Capítulos  dispostos  em  corimbos  terminais  

Heterothalamus  psiadioides. 

1.  HETEROTHALAMUS  PSIADIOIDES  Lessing,  Linnaea  6:504.  1831  — 
A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:217.  1836  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6(3):  19.  1882. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul 
Tipo:  leg.  Sellow  hib  .958  — Foto  F.  37701. 

Material  estudado:  RS  — Porto  Alegre,  Morro  da  Polícia,  leg.  Rau 
(3.1937)  RB.  — Arredores  de  Porto  Alegre,  leg.  Pe.  E.  Leite 
11  (1942)  R. 

SC  — Siriú,  a mais  ou  menos  5 m s.m.,  restinga,  leg.  Klein  e 
Bresolin  9226  (18.11.1970)  RB. 

O nome  psiadioides  significo  semelhante  a Psiadia,  um  gênero  de  plantas 
das  Compositae. 

2.  HETEROTHALAMUS  ALIENUS  (Sprengel)  O.  Kuntze,  Rev.  Gen. 
Plant.  3(2):  158.  1898. 

Bas.:  Marshallia  aliena  Sprengel,  Syst.  Veg.  3:446.  1826. 

Localidade  típica:  Brasil,  Rio  Grande  do  Sul.  Segundo  Teodoro  (1957), 
entre  S.  Sepé  e Cachoeira  do  Sul. 

Tipo:  leg.  Sellow  d.  1673. 

= Heterothalamus  brunnioides  Lessing,  Linnaea  6:  504.  1831. 

A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:216.  1836;  Baker  in  Martius,  Fl.  Bras.6(3):18, 
tab.  7.  1882. 

Material  examinado:  SC  — São  Joaquim,  Rio  Taimbezinho,  c.  1100- 
1200  m s.m.,  leg.  L.  B.  Smith  e R.  Reitz  10216  (16.2.1957) 

RB,  HBR. 


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RS.  — leg.  Sellow  d.  1673,  F.  14864. 

O nome  alienus  é derivado  do  latim  alius,  que  significa  alheio,  estranho  e 

se  refere,  sem  dúvida,  ao  hábito  da  planta. 

BACCHARIDASTRUM  Cabrera,  Not.  Mus.  La  Plata  2:177.  1937. 

Gênero  descrito  por  Cabrera,  em  1937,  para  agrupar  duas  espécies,  in- 
devidamente colocadas  no  gênero  Conyza  Linnaeus,  por  Lessing,  a saber,  Co- 
nyza  triplinervia  Lessing  e Conyza  arguta  Lessing. 

Em  1959,  ao  fazer  uma  revisão  de  tipos  de  espécies  do  gênero  Baccharis 
Linnaeus,  Cabrera  verificou  que  Baccharis  vulneraria  Baker,  B.  serrulata  A. 
P.  de  Candolle,  B.  breviseta  A.  P.  de  Candolle  e B.  pseudoserrulata  Teodoro 
tinham  de  ser  subordinadas  às  espécies  de  seu  gênero  Baccharidastrum,  como 
sinônimos. 

As  plantas  desse  gênero  são  arbustos  com  folhas  alternas,  trinérveas,  em 
geral  glutinosas,  de  ovado-lanceoladas  a linear-lanceoladas,  com  capítulos  dis- 
postos em  corimbos  terminais  densos. 

Invólucro  do  capítulo  campanulado,  com  2-3  séries  de  brácteas  involu- 
crais;  receptáculo  cônico,  laciniado;  flores  femininas  dispostas  em  muitas  sé- 
ries, com  corola  filiforme  tubulosa,  de  ápice  denteado  (fig.  59),  com  estilete 
longamente  exserto,  dividido  em  dois  ramos  curtos;  aquênios  densamente  pa- 
pilosos,  mais  ou  menos  encurvados,  com  pápus  de  cerdas  finas  e longas.  Flo- 
res masculinas  de  2 a 6,  situadas  na  porção  central  do  receptáculo,  com  corola 
tubulosa,  dividida  em  lacínios  triangulares,  curtos  (fig.  58);  estilete  e tubo 
estaminal  pouco  exsertos;  pápus  constituído  de  cerdas  finas  e longas,  sem 
espessamento  apical. 


Espécie  genérica:  Baccharidastrum  triplinerve  (Less.)  Cabrera. 

Plantas  ocorrentes  no  Brasil,  Paraguai,  Uruguai  e nordeste  da  Argentina. 


O nome  Baccharidastrum  foi  dado  por  Cabrera,  para  exprimir  a grande 
semelhança  das  espécies  desse  gênero  com  as  de  Baccharis  Linnaeus. 


Baccharidastrum  Cabrera  apresenta  duas  espécies  muito  afins,  distintas, 
principalmente,  pela  forma  das  folhas. 


1.  Folhas  ovado  lanceoladas,  com  6-8  cm  de  compr.  e cerca  de  3 cm  de 
larg Baccharidastrum  triplinerve. 


1*.  Folhas  linear-lanceoladas,  com  6-13  cm  de  compr.  e cerca  de  0,2-2  cm  de 
larg Baccharidastrum  argutum. 


1.  BACCHARIDASTRUM  TRIPLINERVE  (Less.)  Cabrera,  Not.  Mus.  La 
Plata  2:  177.  1937  et  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  7 (3-4):  238.  1959. 


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Bas.:  Conyza  triplinervia  Lessing,  Linnaea  6:137.  1831  — A.  P.  de  Can- 

dolle,  Prodr.  5:377.  1836.  — Hooker  et  Anott  in  Hooker  Journ.  Bit.  3:21. 

1841.  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3): 33.  1882. 

“Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  d 2034”. 

= Baccharis  serrulata  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:402.  1836  non  Persoon. 

“Rio  Grande,  leg.  Sellow  HIB.  798”. 

= Baccharis  vulneraria  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  75.  1882. 

“Minas  Gerais,  Lagoa  Santa  leg.  Warming”. 

= Baccharis  pseudoserrulata  Teodoro,  Contrib.  Inst  Geobiol. 

Canoas  9:25.  1958. 

Nomes  vulgares:  erva-santa,  erva-de-sant’ana. 

Material  examinado:  MG  — Delfim  Moreira,  S.  Francisco  de  Campos,  perto 
de  um  brejo,  leg.  M.  Kuhlmann  2452  (6.  1950)  rb;  António  Carlos, 
alto  da  Mantiqueira,  leg.  Pe.  Roth  1819  (1. 1963)  RB;  Poços  de  Cal- 
das, Morro  do  Ferro,  leg.  M.  Emmerich  2445  a (3. 1965)  RB. 

PR  — Piraquara,  zona  da  Araucária  oriental,  leg.  Tessman  3659 
(1.1949)  rb;  Rolândia,  idem  89  (3.1937)  rb;  Curitiba,  campo,  leg. 
Dombrowsky  163  (12.1963)  rb;  Porto  Amazonas,  Fzda.  S.  Luiz  a 
780m  s.m.  à margem  do  rio,  leg.  Hatschbach  10804  (12.1963) 
rb.hh;  Guarapuava,  Fzda.  Capão  Redondo,  campo  sujo,  leg  Hatsch- 
bach 12535  (4.965)  rb.hh;  Ponta  Grossa,  leg.  E.  Pereira  8236 
(1.1964)  rb. 

SC  — Bom  Retiro,  Pinheiral,  Riozinho  a 1 . 000m  s . m.  leg.  L.  B. 
Smith  e Reitz  10285  (22 . 1 . 1957)  rb,  hbr;  Campos  Novos,  a 800  m 
s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e úlein  11980  (1.3. 1957)  rb,  hbr;  Canoinhas, 
ruderal,  a 750  m s.m.  Lelg.  L.  B.  Smith  e Reitz  8580  (17.12. 1962) 
RB,  hbr;  Porto  União,  rio  Timbó  a 1100-1200  m s”m.  leg.  L.  B.  Smith 
e Reitz  9051  (22.12.1956)  rb,  hbr;  ibidem,  Fzda.  Frei  Rogério, 
campo  úmido,  leg.  Reitz  e Klein  11579  (6.1.1962)  RB,  hbr;  Santa 
Cecília,  Campo  do  Areão  a 1100-1200  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  11381 
e 12650  (2.1. 1962)  rb,  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa  Vista,  capoeira 
a 800  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  10633  (27.12.1960)  rb,  hbr;  São 
Joaquim,  Bom  Jardim,  Fzda.  Laranja  a 1400  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein 
8185  (13.1.1959)  rb,  hbr. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  o tipo  de  nervação  foliar. 

2.  BACCHAR1DASTRUM  ARGUTUM  (Less.)  Cabrera,  Not.  Mus.  La 

Plata  2:177.  1937  et  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  7 (3-4):238,  1959. 

Bas.:  Conyza  arguta  Lessing,  Linnaea  6:138.  1831  — A.  P.  de  Candolle, 

Prodr.  5:377.  1836  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :33.  1882. 

“Brasil  meridional,  leg.  Sellow”. 


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= Baccharis  breviseta  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:402.  1836. 

“Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  hib,  781”. 

Nome  vulgar:  Mata-formigueiro. 

Material  examinado : DF  — Brasília,  Zoobotânico,  solo  úmido,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 10101  (1.1967)  RB. 

RJ  — Teresópolis,  leg.  A.  P.  Duarte  9597  (2.1966)  rb;  ibidem, 
brejo,  leg.  Góes  339  (3.1944)  rb. 

SP  — Parque  do  Estado,  leg.  Tatiana  594  (2.1966)  sp;  ibidem, 
idem  559  (1.1967)  rb. 

PR  — Campinas  do  Sul,  rio  Pinhal,  orla  de  brejo,  leg.  Hatschbach 
10979  (1.1964)  rb,  HH. 

SC  — Campo  Alegre,  ruderal  a 900-1000  m s.m.  leg.  L.B.  Smith 
e Klein  10506  (1.1957)  rb,  hbr;  Lauro  Mueller,  Vargem  Grande, 
em  roças  abandonadas  a 350 m s.m.,  leg.  Reitz  e Klein  7477 
(10. 1958)  rb,  hbr;  Palhoça,  Pilões  a 200  m s.m.  caboeira,  leg.  Reitz 
e Klein  3918  (10.1956)  rb,  hbr;  Sombrio,  Pirão  Frio  a 10  m s.m. 
leg.  Reitz  e Klein  9649  (12.5.1960)  rb,  hbr. 

RS  — Júlio  de  Castilhos,  leg.  Palacios-Cuezzo  2556  (4.3.1948)  rb. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  as  folhas  estreitas  e agudas. 

BACCHARIDIOPSIS  G.  M.  Barroso  Sellovia  26:  ano  27,  1975. 

A história  deste  gênero  começa,  conforme  já  mencionado,  com  o estudo 
de  exsicatas  de  plantas  coletadas  em  Minas  Gerais,  Poços  de  Caldas.  Fazen- 
do pesquisas  em  torno  desse  material,  verifiquei  que,  em  1882,  Baker  descre- 
vera, na  Flora  Brasiliensis  de  Martius,  uma  espécie  que  denominou  Aster 
pohlii,  baseada  no  exemplar  660,  coletado  por  Pohl,  no  Brasil  Central.  Essa 
espécie  distinguia-se  das  outras  do  mesmo  gênero,  por  apresentar  capítulos 
discóides.  Na  sinonímia  de  sua  espécie,  Baker  colocou  Baccharis  oliêpphylla 
Schultz  Bipontinus  (nomen  nudum ). 

Examinando  a fotótipo  F . 14884  da  espécie  de  Schultz  Bipontinus,  não 
houve  dúvida  em  identificá-la  como  um  exemplar  masculino  da  espécie  de 
Poços  de  Caldas.  A confusão  de  Baker,  tomando  as  flores  masculinas  por 
hermafroditas,  foi  muio  ntatural,  pois  nessa  planta,  o rudimento  de  ovário 
é bem  desenvolvido  e pode  levar  a engano,  se  examinado  com  menor  atenção. 

Considero  Aster  pohlii  Baker  a espécie  tipo  do  gênero  e faço  para  ela 
a nova  combinação,  cuja  descrição  se  segue: 


BACCHARIDIOPSIS  POHLII  (Baker)  nov.  comb. 

Bas.:  Aster  pohlii  Baker  in  Martius,  Fl.  Bras.  6(3) :23.  1882. 

“Habitat  in  Brasília  centrali,  legit  Pohl  660”. 

= Baccharis  oligophylla  Schultz  Bipontinus  in  sched.  — 
Fotótipo  F.  14884. 


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Holótipo:  Habitat  in  Brasília  Central,  Pohl  660  (W). 

Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  Represa  Saturnino  de  Brito, 
leg.  Roppa  270  (9.10.1964)  $ d1  R.  — ibidem,  leg.  Vidal  s.n. 
$ R.  75860,  75862  e 75865  (10. 1949).  — Belo  Horizonte,  Serra  do 
Curral,  campo  cerrado,  brotação  e floração  após  a queimada,  leg. 
Pe.  Roth  1623  (9.1955)  d RB.  Foto  1.  (Parátipos). 

Subarbusto  anual,  trióico,  com  raízes  fasciculadas,  fibrosas,  longas,  não 
ramificadas.  Caules  cespitosos  de  2-3,  simples,  com  mais  ou  menos  40-50  cm 
de  altura,  estriados,  pilosos;  folhas  sésseis,  alternas,  oblongas,  esparsas,  mem- 
branáceas,  tridenteadas  no  ápice,  triplinérveas,  com  mais  ou  menos  3-5  cm  de 
comprimento  e 1-1,5  cm  de  largura,  pilosas;  capítulos  de  5-10  com  pedicelos 
mais  ou  menos  da  mesma  altura,  formando  um  conjunto  corimbiforme,  ou  de 
comprimentos  alternados,  dispostos  em  alturas  diferentes,  constituindo  um  agru- 
pamento racemiforme;  pedicelos  com  mais  ou  menos  2-4  cm  de  comprimento, 
pilosos;  invólucro  campanulado,  com  mais  ou  menos  1-1,5  cm  de  altura  e 1 
cm  de  diâmetro,  3-seriado,  com  brácteas  involucrais  planas,  de  linear-lanceo- 
ladas  a oblongas,  com  mais  ou  menos  5-7  mm  de  comprimento  e 1-2  mm  de 
largura,  longamente  acuminadas  no  ápice,  com  margens  hialinas,  fimbriadas  e 
dorso  mais  ou  menos  esverdeado,  percorrido  por  nervura  mediana  crassa,  as 
mais  externas  hirsutas;  receptáculo  nu;  flores  hermafroditas  de  50-80,  com 
hipâncio  de  mais  ou  menos  1,5-2  mm  de  altura,  densamente  piloso,  continuado 
por  um  tubo  petaloide  de  mais  ou  menos  4,5-5  mm  de  comprimento  e cerca 
de  0,5-0, 7 mm  de  diâmetro,  piloso,  5-laciniado  no  ápice,  com  lacínios  oblongos, 
mais  ou  menos  agudos,  com  pelos  esparsos  (fig.  46);  estilete  glabro,  com  mais 
ou  menos  7-8  mm  de  comprimento,  dividido  em  dois  ramos  planos,  com  pa- 
pilas estigmáticas  marginais;  estames  com  filetes  crassos,  de  mais  ou  menos 
0,5  mm  de  comprimento,  e anteras  oblongas,  com  mais  ou  menos  0,5  mm  de 
comprimento,  poliníferas  (fig.  48);  flores  femininas  de  30-40,  com  hipâncio 
densamente  piloso,  com  cerca  de  2 mm  de  comprimento,  prolongado  em  um 
tubo  petalóide  de  mais  ou  menos  3 mm  de  comprimento  e cerca  de  0,3  mm  de 
diâmetro,  piloso,  com  bordo  5-lobado,  com  lobos  obtusos;  estilete  com  mais  ou 
menos  7 mm  de  comprimento,  longamente  exserto,  com  pelos  longos  dispos- 
tos abaixo  do  ponto  de  bifurcação  dos  ramos  (fig.  49);  flores  masculinas  de 
30-40  com  rudimento  de  ovário  (hipâncio)  com  cerca  de  1,5  mm  de  altura, 
densamente  piloso,  prolongado  em  tubo  petalóide  de  mais  ou  menos  6 mm  de 
comprimento,  que  se  alarga  em  forma  de  limbo  campanulado,  na  porção  su- 
perior, dividindo-se  em  5 segmentos  oblongos,  planos,  mais  ou  menos  agudos, 
levemente  pilosos;  estilete  com  cerca  de  7 mm  de  comprimento,  cercado  na 
base  por  um  disco  carnoso  de  mais  ou  menos  0,5  mm  de  altura  e dividido  no 
ápice  em  dois  ramos  densamente  pilosos  no  dorso;  estames  com  filetes  crassos  e 
anteras  de  mais  ou  menos  1,5  mm  de  comprimento  (fig.  49a). 

A vascularização  das  flores  se  dá  por  um  feixe  vascular  que  sai  da  base 
do  hipâncio  (fig.  53)  e se  bifurca  um  pouco  acima  em  dois  ramos  que,  logo 
após,  vão  se  dividir  em  mais  2 ou  3 ramos.  Esses  5 feixes  percorrem  a maior 


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extensão  do  hipâncio,  em  sentido  vertical.  Ao  alcançarem  o ápice  do  hipâncio, 
há  fusão  de  2 pares  de  ramos,  resultando  então  3 feixes  vasculares  que,  um 
pouco  mais  acima,  se  abrem,  de  novo,  em  5 ramos  e assim  prosseguem  até  al- 
cançarem a porção  superior  do  tubo  petalóide,  onde  o limbo  se  divide  em 
lacínios.  Nas  flores  hermafroditas  e femininas,  eles  desaparecem  nessa  região, 
não  penetrando  nos  lacínios;  nas  flores  masculinas,  porém,  eles  se  bifurcam 
um  pouco  abaixo  da  segmentação  do  limbo  e cada  ramo  acompanha  os  bor- 
dos dos  lacínios,  indo  cada  par  se  fusionar  no  ápice  de  cada  segmento  (fig. 
49a).  O estilete  é percorrido  por  dois  feixes  vasculares  que  correm  paralelos 
e vão  morrer  antes  de  alcançar  a parte  terminal  dos  ramos.  Esses  dois  feixes 
se  originam  da  ramificação  de  dois  ramos  que  vascularizam  o hipâncio  (fig. 
49a). 

As  células  epidérmicas  dessas  flores  têm  contorno  mais  ou  menos  alon- 
gado. No  ponto  de  inserção  das  cerdas  do  pápus,  apresenta-se  um  anel  unisse- 
riado  de  células  de  contorno  arredondado  e de  paredes  muito  espessadas  (fig. 
57a). 

O indumento  que  reveste  a parte  externa  do  hipâncio  e seu  tubo  peta- 
lóide é constituído  de  pelos  multiformes  (figs.  50-52,  54-57).  No  hipâncio,  pro- 
priamente dito,  a maior  extensão  é recoberta  por  pelos  unisseriados  de  8-10 
células,  de  forma  encurvada  e que  dão  à estrutura  um  aspecto  viloso  (fig.  56); 
recobrindo  o tubo  petalóide,  numa  grande  área,  há  pelos  uni  O bisseriados  dis- 
tribuídos irregularmente  (figs.  50-52,  54-57).  Os  pelos  unisseriados  podem  ter- 
minar por  uma  célula  curta  ou  alongada,  de  ápice  obtuso  ou  agudo,  ou  por 
uma  célula  flageliforme  (figs.  55  e 52).  Há,  ainda  pelos  bisseriados  clavelados 
(fig.  51)  e de  ápice  bilobado  (fig.  50)  e,  também,  pelos  unisseriados  que  for- 
mam braços  laterais  (fig.  54). 

Até  o momento,  a ocorrência  dessa  espécie  só  foi  verificada  em  Minas 
Gerais  e,  pelo  número  reduzido  de  exsicatas,  acredito  que  seja  bastante  rara. 
Como  não  tive  ocasião  de  examinar  aquênios,  no  material  estudado,  fico  sem 
saber  se  o prolongamento  do  hipâncio  permanece  sob  a forma  de  rostro,  ou 
se  ele  se  desprende  na  maturação  do  fruto. 

BACCHARIS  LINNAEUS 


Linnaeus,  Sp.  PL:  860.  1753;  Gen.  Pl.  ed.  5:310.  1754. 

Michaux,  A.  Flora  Boreali-Americana  2:175.  1803. 

A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:398.  1836. 

Bentham  et  Hooker  f.,  Gen.  Pl.  2:286.  1873. 

Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :37.  1882. 

Hoffmann,  in  Engler  u.  Prantl.  Naturl.  Pflanzf.  .(5):  170.  1894. 

Heering,  Jahr.  Hamburg.  Wiss.  Anstalten  21  (3):  1-46.  1903. 
Cuatrecasas,  Rev.  Acad.  Colomb.  Cienc.  Fisc.  Nat.  13(49) : 5-102.  1967. 
Molina  Ruiz  et  Pavon,  Prodr.  Fl.  Peruv.  24.  1794. 

Tursenia  Cassini,  Dict.  Sc.  Nat.  37:480.  1825. 


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Stephananthus  Lehmann,  Ind.  Sem.  Hort.  Hamb.  1826. 

Polypappus  Lessing,  Linnaea  4:314.  1831. 

Pingraea  Cassini,  Dict.  41:57.  1836. 

Psila  Philipi,  An.  Mus.  Nac.  Chile  7:36.  1891. 

Pseudobaccharis  Cabrera,  Not.  Mus.  La  Plata  9 (46):246.  1944. 

Espécie  genérica:  Baccharis  halimifolia  Linnaeus. 

O nome  Baccharis  foi  usado  por  Linnaeus  para  classificar  quatro  plan- 
tas, das  quais,  apenas  uma  — B.  halimifolia,  é realmente  uma  espécie  com  as 
características  do  táxon  em  questão,  tal  qual  é hoje  considerado. 

Foram  os  botânicos  espanhóis  Ruiz  et  Pavon  que  deram  uma  boa  des- 
crição das  plantas  que,  atualmente,  conhecemos  sob  o nome  de  Baccharis, 
quando  apresentaram,  em  1794,  seu  gênero  Molina. 

Em  1807,  Persoon  subordinou  todas  as  espécies  do  gênero  Molina  Ruiz 
et  Pavon  ao  gênero  Baccharis  Linnaeus;  daí  em  diante,  o nome  Baccharis  foi 
usado  por  Kunth,  Weddell,  de  Candolle,  Bentham  et  Hooker  e Baker. 

No  Congresso  Internacional  de  Botânica,  em  1930,  Hitchcock  e Green 
propuseram  o nome  de  Baccharis  halimifolia  Linnaeus  para  a espécie-tipo  do 
gênero. 

Em  1828  e em  1832  foram  descritos  os  gêneros  Stephananthus  Lehmann 
e Polypappus  Lessing,  e em  1836,  Cassini  apresentou  a diagnose  de  seu  gêne- 
ro Pingraea.  Baker,  em  1882,  reduziu  esses  gêneros  à sinonímia  de  Baccharis 
Linnaeus.  Em  1891,  Philipi  propôs  seu  gênero  Psila,  com  a espécie  tipo  P. 
caespitosa.  Considerado  um  gênero  duvidoso  por  Hoffmann,  em  1900,  ficou 
mais  ou  menos  esquecido.  Em  1944,  Cabrera  descreveu  o gênero  Pseudo- 
baccharis, baseada  na  espécie  Heterothalamus  spartioides  Hooker  et  Arnott  e, 
em  1955,  reconheceu  a identidade  de  seu  gênero  com  o de  Philipi.  Em  1967, 
Cuatrecasas  subordinou  Psila  Philipi  e Pseudobaccharis  Cabrera  à sinonímia 
de  Baccharis  Linnaeus. 

As  espécies  do  gênero  Baccharis  Linnaeus  são  subarbustos  ou  arbustos 
ramificados,  com  caule  e ramos  cilíndricos,  áfilos  ou  folhosos,  ou  mais  ou  me- 
nos angulosos  e providos  de  alas  foliáceas.  As  folhas,  via  de  regra,  são  alternas 
e muito  variáveis  na  forma  e no  tamanho,  com  textura  papirácea,  membraná- 
cea  ou  coriácea,  de  uninérveas  a trinérveas  ou  peninérveas,  glabras  ou  pilosas. 
Os  capítulos,  de  uni  a multifloros,  apresentam  invólucro  cilíndrico  ou  cam- 
panulado,  com  3-8  séries  de  brácteas  involucrais  escariosas,  membranáceas  ou 
mais  ou  menos  endurecidas,  com  ou  sem  nervura  média  pronunciada,  geral- 
mente  com  bordos  hialinos,  ciliados  ou  fimbriados.  O receptáculo  pode  ser  pla- 
no, convexo  ou  cônico,  profundamente  alveolado,  com  alvéolos  contornados  por 
pelos  ou  por  uma  orla  membranácea  curta  ou  longa,  inteira  ou  laciniada,  com 
lacínios  aristados  ou  múticos  (figs  175-178).  Em  um  grupo  de  espécies,  o 
receptáculo  se  apresenta  paleácio,  com  páleas  lineares,  planas,  hialinas  e ca- 
ducas. A corola  da  flor  feminina  é tubuloso-filiforme,  com  1,5-8  mm  de  com- 
primento, com  diâmetro  oscilando  entre  0, 1-0,5  mm,  mantendo-se  uniforme 


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em  toda  a extensão  do  tubo,  ou  alargada  na  base  e estreitada  em  direção  ao 
ápice  (figs.  121-131.  135-137.  139-142).  Quanto  ao  bordo,  a corola  pode  apre- 
sentá-lo  truncado  ou  dividido  em  dentes  ou  lacínios  mais  ou  menos  profundos, 
iguais  ou  desiguais  entre  si,  glabros,  papilosos  ou  pilosos  (figs.  132.  144-174). 
Em  geral,  o estilete  é bem  exserto  do  tubo  da  corola  e dividido  em  ramos  pla- 
nos, mais  ou  menos  profundos  (figs.  120-143).  O pápus  é constituído  de  cerdas 
finas,  barbeladas  e longas.  Os  aquênios  variam  na  forma  e no  tamanho;  ora 
são  mais  ou  menos  comprimidos,  cinco-angulosos,  ora  são  cilíndricos,  com 
10-12  costas  ou  estrias,  pouco  ou  muito  salientes  (figs.  179-197),  podendo  ser 
glabros,  pilosos  ou  glandulosos.  A flor  masculina  tem  corola  tubuloso-penta- 
secta,  com  tubo  cilíndrico,  curto  ou  longo,  gradativamente  ampliado  em  dire- 
ção ao  ápice.  O limbo  é campanulado,  infundibuliforme  ou  hipocraterimorfo, 
com  lacínios  triangulares,  curtos,  planos,  ou  de  lineares  a oblongos,  longos, 
enrolados  em  espiral  ou  só  com  o ápice  revoluto  (figs.  205-214).  O rudimento 
de  ovário,  em  geral,  é muito  curto.  O estilete  atravessa  o tubo  estaminal  e pode 
ultrapassá-lo  ou,  apenas,  se  sobressair  um  pouco;  pode  manter-se  inteiro,  com 
o ápice  espessado  em  maior  ou  menor  grau,  ou  dividir-se  em  dois  ramos  curtos 
ou  longos,  cobertos  de  pelos  coletores  densos  (figs.  215-217).  A base  do  esti- 
lete é envolvida  por  um  disco  nectarífero,  curto  ou  longo  (figs.  216-217).  As 
cerdas  do  pápus  podem  ser  lisas,  flexuosas  na  base  ou  muito  crespas.  São  cons- 
tituídas de  várias  séries  longitudinais  de  células  alongadas,  unidas  entre  si. 
Em  algumas  espécies,  a porção  terminal  das  cerdas  apresenta-se  espessada, 
com  aspecto  claviforme  ou  ramificado  (figs.  33-45).  A causa  desse  espessa- 
mento  é uma  disposição  densamente  imbricada  das  células,  nessa  porção  ter- 
minal das  cerdas,  cujos  ápices  ficam  mais  ou  menos  livres  e projetados,  em 
maior  ou  menor  extensão,  para  os  lados,  produzindo  o aspecto  ramificado  ou 
barbelado. 

As  células  epidérmicas  das  corolas  das  flores  de  Baccharis  têm  contorno 
alongado  e,  muitas  vezes,  apresentam  as  paredes  impregnadas  de  uma  subs- 
tância amarelada,  brilhante,  que  as  torna  bem  delimitadas. 

A vascularização  das  flores  femininas  é feita  por  5 feixes  vasculares  que 
percorrem  a corola  filiforme,  em  sentido  vertical,  até  quase  o ápice,  desapa- 
recendo um  pouco  abaixo  do  bordo.  Na  flor  masculina,  no  ponto  onde  o limbo 
se  divide  para  formar  os  lacínios,  os  feixes  vasculares  se  bifurcam  e margeam 
os  segmentos  (fig.  214).  O estilete  é percorrido  por  dois  feixes  vasculares  pa- 
ralelos, que  desaparecem  um  pouco  abaixo  do  ápice  dos  ramos. 

O gênero  Baccharis  Linnaeus  compreende  cerca  de  350  espécies,  todas 
americanas.  No  Brasil,  está  representado  por  uma  média  de!  120  espécies,  dis- 
tribuídas em  maior  concentração  na  Região  Sul. 

A divisão  do  gênero  em  seções,  com  base  nas  características  das  folhas, 
tal  como  fizeram  muitos  autores  que  trataram  de  sua  sistemática,  parece-me 
muito  artificial.  Talvez,  depois  de  conhecer  as  espécies  de  outras  Regiões,  ve- 
nha a aceitar  a divisão  do  gênero  em  subgêneros,  tal  como  propôs  Heering,  em 
1904. 


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Por  enquanto,  por  uma  questão  de  organização,  tentei  ordenar  as  espé- 
cies brasileiras  do  gênero  Baccharis  Linnaeus  em  grupos,  levando  em  conside- 
ração as  características  de  caules  e ramos,  formas  de  invólucro  dos.  capítulos, 
dos  aquênios,  das  corolas,  principalmente  as  das  flores  femininas,  tipos  de 
indumento,  disposição  dos  capítulos  nos  ramos,  espessamento  apical  das  cer- 
das  do  pápus  das  flores  masculinas  e,  em  poucos  casos,  a’  forma  das  folhas. 

Uma  sistematização  do  gênero  só  poderá  resultar  satisfatória,  depois  de 
um  estudo  geral  de  todas  as  suas  espécies;  qualquer  divisão  isolada,  baseada 
nos  levantamentos  de  cada  Região  resultará  numa  classificação  muito  artifi- 
cial, e só  terá  valor  local. 

6.2  — Chaves  para  o reconhecimento  das  espécies  do  gênero 
Baccharis  Linnaeus,  ocorrentes  no  Brasil. 

1.  Plantas  com  ramos  alados  (fig.  203;  foto  30-38);  folhas  sésseis  ou  pe- 
cioladas,  com  limbo  bem  desenvolvido,  de  tamanho  reduzido  ou  atro- 
fiado  Grupo  Trimera. 

2.  Capítulos  dispostos  em  inflorescências  com  ramificação  de  primeiro 

e de  segundo  grau;  ramos  de  segundo  grau  curtos  ou  longos  (fotos 
30-32;  35-36). 

3 .  Ramos  de  segundo  grau  com  mais  ou  menos  2-5  cm  de  compri- 
mento, ápteros  ou  com  alas  estreitas. 

4.  Porção  livra  do  limbo  foliar  bem  desenvolvido  (fotos  30-31). 

5.  Folhas  triplinéreas  B.  regnelli. 

5’.  Folhas  peninérveas. 

6.  Alas  dos  ramos  muito  interrompidas,  formando 
artículos  de  3-7  cm  de  comprimento,  de  ápice 

arredondado B.  glaziovii. 

6’.  Alas  dos  ramos,  vestigiais  ou  mais  ou  menos  de- 
senvolvidas, contínuas. 

7.  Alas  dos  ramos,  vestigiais;  flor  feminina  com 
corola  de  cerca  de  2 mm  de  comp.;  pápus 
com  2,5-3  mm  de  comp.  e aquênio  com  mais 
ou  menos  1 mm  de  comp.,  5 estriado. 
B.  vincilolia  (fotos  30-31). 

7’.  Alas  dos  ramos  com  2-5  mm  de  larg.;  flor  fe- 
minina com  corola  de  mais  ou  menos  3,5  mm 
de  comp.;  aquênio  com  cerca  de  1,5  mm  de 
comp.  de  6-8  estriado B.  milleílora. 


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4’.  Porção  livre  do  limbo  foliar  reduzida  ou  atrofiada. 

8 .  Artículos  dos  ramos  com  0,5-3  cm  de  compr.  e 5-10 
mm  de  larg.;  flores  femininas  com  corola  de  1,8-2  mm 
de  compr.,  de  bordo  truncado;  estilete  com  cerca  de 
2,5  mm  de  compr.;  pápus  com  2,5  mm  de  compr.;  flo- 
res masculinas  com  corola  de  mais  ou  menos  2 mm  de 
compr B.  articulata 

8’ . Artículos  dos  ramos  com  3-8  cm  de  compr.  e 2-3  cm 
de  larg.;  flores  femininas  com  corola  de  mais  ou  me- 
nos 2,5  mm  de  compr.,  de  ápicç  denteado;  estilete  com 
cerca  de  3,5  cm  de  compr.;  pápus  com  mais  ou  menos 
3 mm  de  compr.  (foto  32) B.  gaudichaudiana. 

3’ . Ramos  de  segundo  grau  com  cerca  de  2-30  cm  de  compr.,  dis- 
tintamente alados  (figs.  35-36). 

9 .  Ramos  de  primeiro  grau  com  mais  ou  menos  20-30  cm  de 
compr.;  ramificações  de  segundo  grau  com  2-5  cm  de  com- 
primento, mais  ou  menos;  capítulos  ordenados  em  espigas 
terminais  densas;  alas  dos  ramos  onduladas  (fig.  36)  ... 
B.  crispa. 

9’.  Ramos  de  primeiro  grau  com  cerca  de  40-50cm  de  compr.; 
ramificações  de  segundo  grau  com  cerca  de  10-30  cm  de 
compr.,  com  capítulos  ordenados  em  grupos  de  3-5,  sepa- 
rados por  espaços  de  2-3  cm  de  compr.  (fig.  35);  alas  dos 
ramos  planas  B.  myriocephala 

2'.  Capítulos  dispostos  em  inflorescências  com  ramificação  de  primeiro 
grau  (fotos  33,  34;  37,  38). 

10.  Limbo  foliar  bem  desenvolvido. 

1 1 . Plantas  vilosas B.  pseudovillosa. 

11’.  Plantas  glabras. 

12.  Folhas  lanceoladas,  de  base  aguda;  invólucro  com  5-8 
mm  de  altura  e cerca  de  5 mm  de  diâm.;  corola  da  flor 
feminina  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.;  aquênio 
com  cerca  de  2 mm  de  compr.  e 0,5  mm  de  diâmetro. 
B.  phyteumoides. 


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12’ . Folhas  ovais,  de  base  cordada  ou  a arredondada;  invó- 
lucro com  4-6  mm  de  altura  e 2,5-4  mm  de  diâmetro; 
corola  da  flor  feminina  com  2-3mm  de  comprimento  e 
aquênio  com  0, 8-1,5  mm  de  comprimento  e 0,2-0, 5 mm 
de  diâmetro. 

13 .  Invólucro  campanulado-globoso;  pápus  da  flor  fe- 
mina  exserto  (fig.  116);  corola  da  flor  feminina 
com  cerca  de  2-3  mm  de  comprimento,  de  bordo 
truncado  — liguliforme;  aquênio  com  mais  ou 
menos  0,8  mm  de  comprimento;  ramos  articula- 
dos, com  artículos  de  ápice  arredondado  .... 
B.  sagittalis 

13’.  Invólucro  campanulado;  pápus  da  flor  feminina 
não  exserto;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou 
menos  3, 2-3, 5 mm  de  comprimento,  de  bordo 
denteado;  aquênio  com  cerca  de  1 mm  de  com- 
primento; alas  dos  ramos  contínuas.  B.  usterii. 


10’.  Limbo  foliar  atrofiado. 


14.  Invólucro  do  capítulo  feminino  cilíndrico,  com  cerce  c.e  7-10  mm  de 
altura  e 2-2,5  mm  de  diâmetro;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou 
menos  5-6  mm  de  comprimento;  estilete  com  cerca  de  6-10  mm  de 
comprimento,  dividido  em  dois  ramos  profundos  (fig.  132);  aquênios 
com  cerca  de  2,5-3  mm  de  comprimento;  invólucro  do  capítulo  mas- 
culino com  mais  ou  menos  5-6  mm  de  comprimento  e 4 mm  de  diâ- 
metro; capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes  contínuos. 

15.  Alas  dos  ramos  onduladas,  corola  da  flor  feminina  com  ápice 
denteado;  flores  masculinas  e femininas  cerca  de  30-40  em  cada 
capítulo  B.  riograndensis 

15’.  Alas  dos  ramos  não  onduladas;  corola  da  flor  feminina  com 
ápice  liguliforme  (fig.  132);  flores  femininas  e masculinas  de 
10-20  em  cada  capítulo B.  stenocephala. 

14’ . Invólucro  oblongo  ou  campanulado,  com  6-8  mm  de  altura  e cerca  de 
2,5-5  mm  de  diâmetro;  corola  da  flor  feminina  com,  aproximadamen- 
te, 1,5-4  mm  de  compr.;  estilete  com  mais  ou  menos  2,5-5  mm  de  com- 
primento, dividido  em  2 ramos  curtos  ou  longos;  invólucro  do  capítulo 
masculino  com  3-6  mm  de  altura  e 3-5  mm  de  diâmetro;  capítulos  dis- 
postos em  ramos  espiciformes  mais  ou  menos  interrompidos  (foto  33). 


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34 


16.  Capítulo  feminino  com  invólucro  campanulado,  de  mais  ou  me- 
nos 6 mm  de  altura  e 4-5  mm  de  diâmetro  (fig.  258). 

17.  Brácte^s  involucrais  acuminadas  (fig.  230);  corola  da  flor 
feminina  de  ápice  liguliforme;  ramos  floríferos  com  capí- 
tulos aglomerados,  formando  espigas  interrompidas  (foto 
33) B.  trimera. 

17’.  Brácteas  involucrais  não  acuminadas;  corola  da  flor  femi- 
nina com  bordo  denteado;  ramos  floríferos  curtos,  contí- 
nuos  B.  opuntioides. 

16’.  Capítulo  feminino  com  invólucro  de  campanulado  a oblongo  ci- 
líndrico, com  3-8  mm  de  altura  e 2,5-3  mm  de  diâmetro,  com 
brácteas  involucrais  de  ápice  obtuso  a arredondado  (fig.  241); 
corola  da  flor  feminina  com  ápice  denteado. 


18.  Capítulo  feminino  com  invólucro  de  6-8  mm  de  altura  (fig. 
252)  e 2,5-3  mm  de  diâmetro  corola  da  flor  feminina  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  comprimento;  estilete  com  cerca 
de  4 mm  de  comprimento  e ovário  com  mais  ou  menos  1 mm 
de  comprimento B.  cylindrica. 

18'.  Capítulo  feminino  com  invólucro  de  mais  ou  menos  3 mm 
de  altura  e 3 mm  de  diâmetro  (fig.  260);  corola  da  flor  fe- 
minina com  mais  ou  menos  1-2  mm  de  comprimento;  estilete 
com  cerca  de  2,5-3  mm  de  comprimento  e ovário  com  mais 
ou  menos  0,5  de  comprimento B.  microcephala. 

1’.  Ramos  cilíndricos,  sem  alas  membranáceas,  áfilos  ou  com  folhas  de  base 
não  decorrentes  abaixo  do  ponto  de  inserção  (foto  29). 

19.  Plantas  com  ramos  virgados,  estriados,  áfilos  ou  com  folhas  esparsas 
(foto  29;  fig.  87). 

20.  Panículas  multifloras  (fig.  90).  Grupo  Notosergila  B.  notoseréUa. 

20’.  Capítulos  isolados  no  ápice  dos  ramos  ou  dispostos  em  inflores- 
cências  espiciformes  (figs.  87  e 102) Grupo  Aphylla. 

21.  Capítulos  isolados  na  extremidade  dos  ramos  (fig.  87  e foto 
29);  invólucro  do  capítulo  feminino  campanulado;  pápus 
da  flor  masculina  com  cerdas  flexuosas  na  base. 

22.  Raízes  com  espessamento  bulbiforme;  folhas  lineares, 
trinérveas,  glanduloso  pontuadas  nas  duas  faces,  com 


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cm 


35 

mais  ou  menos  5-7  cm  de  comprimento  e 1-5  mm  de 
largura;  corola  da  flor  feminina  com  pelos  bisseriados 
de  ápice  bilobado  (fig.  163) B.  gracilis. 

22’.  Raízes  fibrosas  longas,  sem  espessamento  bulbiforme; 
folhas  lineares,  pectinadas,  uninérveas,  com  0,7-1  cm 
de  comprimento  e cerca  de  1 mm  de  largura;  corola 
com  pelos  de  uni  a bisseriados,  de  ápice  não  bilobado 
(foto  29) B.  multisulcata. 

21’.  Capítulos  não  isolados  no  ápice  dos  ramos;  invólucro  do 
capítulo  feminino  cilíndrico  (fig.  109);  pápus  da  flor  mas- 
culina com  cerdas  crespas. 

23 .  Plantas  sempre  áfilas;  capítulos  dispostos  em  ramos  es- 
piciformes B.  aphylla. 

23’.  Plantas  com  folhas  lineares;  capítulos  em  grupos  de  2-3. 
B.  genistitolia. 

19’.  Plantas  com  ramos  não  virgados,  folhosos  (fotos  2-28). 

24.  Capítulo  feminino  com  invóluco  de  oblongo  a cilíndrico,  de  2 a 3 
vezes  mais  longo  do  que  largo  (figs.  104.  106-107.  109-110.  112.  239- 
240.  247-251.  255-256)  e o masculino  campanulado,  tão  largo  ou  mais 
largo  do  que  longo)  figs.  201.  203.  273-276).  Aquênio  cilíndrico,  com 
8-10  estrias  mais  ou  menos  salientes  (figs.  179-180.  188-193).  Pápus 
da  flor  masculina  com  cerdas  espessadas  ou  não  no  ápice  (figs.  33-37). 

25.  Capítulos  sésseis,  aglomerados  no  ápice  do  caule  ou  de  ramos 
curtos,  formando  glomérulos  globosos  (fig.  95;  fotos  14-15). 

26.  Subarbusto  de  caule  simples  com  xilopódio;  flores  de  25-40  em 
cada  capítulo  Grupo  Camporum 

27.  Folhas  de  orbiculares  a suborbiculares,  com  cerca  de  2-2,5 
cm  de  compr.  e 1,  5-2  cm  de  larg.  (fig.  83);  corola  da  flor 
feminina  com  ápice  5-lobado,  com  um  dos  lobos  maior  que 
os  demais;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  com  leve  es- 
pessamento abaixo  do  ápice.  (Foto  15) B.  sessiliflora. 

27’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  com  1-3  cm  de  compr.  e 
0,5-1  cm  de  larg.,  mais  ou  menos  (fig.  86);  corola  da  flor 
feminina  com  ápice  5-denteado,  com  3 dos  dentes  maiores 
que  os  outros  2;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  com  es- 
pessamento apical. 


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28 .  Folhas  com  2-2,5  cm  de  compr.;  capítulo  feminino 

com  10-11  mm  de  alt,  mais  ou  menos 

B.  campoTum  var.  camporum. 

28’.  Folhas  com  1-2  cm  de  compr.;  capítulo  feminino  com 
cerca  de  5 mm  de  alt.  . B.  camporum  var.  integriíolia 

26’ . Arbusto  ramificado,  com  1-2  metros  de  altura;  flores  de  3-16  em 
cada  capítulo.  Grupo  Platypoda. 

29.  Folhas  peninérveas,  reticuladas;  invólucro  do  capítulo  femi- 
nino com  12-15  mm  de  altura  e 4-5  mm  de  diâmetro;  flores 
femininas  de  8-10  B.  platypoda. 

29’ . Folhas  trinérveas;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  mais 
ou  menos  8 mm  de  altura  e 3-4  mm  de  diâmetro;  flores  fe- 
mininas cerca  de  3 em  cada  capítulo.  (Foto  14) 

B.  itatiaiae 

25’.  Capítulos  sésseis  ou  pedicelado;s,  agrupados  ou  isolados,  mas  não 
ordenados  em  glomérulos  globosos. 

30.  Capítulos  ordenados  em  ramos  curtos,  com  mais  ou  menos  1-3 
cm  de  comprimento,  dispostos  na  axila  de  bráctea  foliácea  de 
5-6  cm  de  comprimento,  formando  uma  panícula  estreita  (fig. 
96;  foto  13) Grupo  Cassiniifolia. 

31.  Folhas  lanceoladas,  de  ápice  agudo  ou  acuminado  e base 
longamente  atenuada,  com  margens  serrilhadas,  triplinér- 
veas;  nervuras  principais  salientes  na  página  dorsal  da  fo- 
lha, as  laterais  aproximadas  da  nervura  mediana;  receptá- 
culo feminino  laciniado,  com  lacínios  alongados  (fig.  175). 

B.  oreophila 

31’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  de  ápice  obtuso  ou  arredon- 
dado, peninérveas  ou  triplinérveas;  nervuras  laterais  apro- 
ximadas dos  bordos  da  folha;  receptáculo  do  capítulo  fe- 
minino não  laciniado. 

32.  Folhas  peninérveas,  com  o dorso  pontuado  de  glându- 
las; brácteas  mvoSucrais  de  ápice  arredondado  (fig. 
114),  de  coloração  castanho  avermelhado;  flores  fe- 
mininas de  20-25  em  cada  capítulo;  corola  9 com 
pêlos  bisseriadcs,  formando  um  anel  denso  abaixo  do 
ápice B.  cassiniifolia. 


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32’.  Folhas  triplinérveas;  brácteas  involucrais  de  ápice 
obtuso,  não  castanho  avermelhado;  flores  femininas 
cerca  de  5 em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina 
glabra B.  schultzii 

30’ . Capítulos  isolados,  difusos  nos  ramos  ou  dispostos  em  ramos  que 
ultrapassam  o comprimento  das  brácteas  foliáceas  (figs.  88-89. 
93;  fotos  21-28). 

33.  Capítulo  feminino  com  1-8  flores;  corola  da  flor  feminina 
de  base  alargada,  estreitada  em  direção  ao  ápice  (figs. 
262-265.  268);  aquênio  cilíndrico,  de  base  obtusa,  com  2-3 
mm  de  compr.  e cerca  de  1 mm  de  diâmetro,  com  10-12 
estrias  ou  costas  mais  ou  menos  pronunciadas,  com  pouco 
espaço  entre  elas.  (Figs.  179.  180.  193). 

34.  Capítulos  axilares,  difusos  nos  ramos  (Fotos  23-28). 

Grupo  Axillaria 

35.  Folhas  com  a base  distintamente  contraída  em 
pecíolo. 

36.  Folhas  de  margem  inteira  ou  com  3-5  dentes 
dispostos  acima  da  metade  superior  do  limbo. 

37.  Folhas  com  1-2  cm  de  compr.  e 1-2  cm 
de  larg.  de  ápice  truncado  (fig.  231). 

B.  truncata 

37’.  Folhas  com  2-2  cm  de  compr.  e 0,5, 8-1 
cm  de  larg.,  com  ápice  obtuso  e base 
longamente  atenuada.  . . B.  reticulana 

36’.  Folhas  de  margem  serreada  ou  denteada, 
com  8-15  incisões  dispostas  na  metade  su- 
perior do  limbo. 

38.  Folhas  com  1-2  cm  de  compr.  e 3-6  mm 

de  larg.;  capítulo  feminino  com  invólu- 
cro de  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr. 
e 1 mm  de  diâmetro  e o masculino  com 
2-2,5  mm  de  compr.  e 1,2  mm  de  diâ- 
metro  B.  coneinna. 

38’.  Folhas  e capítulos  com  maiores  dimen- 
sões. 


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11  12  13  14 


38 


39 .  Capítulo  masculino  com  invólucro  infundibuliforme,  com  5 mm  de 
alt.  e 3 mm  de  diâm.,  atenuado  em  direção  à base;  brácteas-involu- 
crais  ovado  triangulares;  capítulo  feminino  com  invólucro  de  mais  ou 
menos  5 mm  de  compr B.  pseudomyriocephala 


39’.  Capítulo  masculino  com  invólucro  campanulado  ou  hemisférico,  com 
2-4  mm  de  alt.  e 1-4  mm  de  diâm.,  não  atenuado  em  direção  à base; 
capítulo  feminino  com  invólucro  de  4-8  mm  de  compr. 


40.  Invólucro  feminino  com  7 mm  de  compr.;  capítulo  feminino 
séssil  ou  curtamente  pedicelado,  com  1-2  flores;  corola  da  flor 
feminina  com  4 mm  de  compr.  com  glândulas  na  porção  médio 
superior;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  3 mm  de  alt.  e 
2,5  mm  de  diâm.;  pedicelo  com  2-2,  2 mm;  flores  masculinas 
cerca  de  10  em  cada  capítulo B.  lateralis. 

40’ . Invólucro  do  capítulo  feminino  com  8 mm  de  alt.;  capítulo  fe- 
minino com  pedicelo  mais  ou  menos  longo,  com  3-4  flores  e 
corola  com  4-4,5  mm  de  compr.  com  glândulas  na  porção  médio 
inferior;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  4 mm  de  compr. 
e 4 mm  da  diâm.  e pedicelo  com  cerca  de  7 mm  de  compr.;  flo- 
res mais  ou  menos  15  em  cada  capítulo B.  angusticeps. 


35’.  Folhas  sésseis. 

41.  Folhas  cilíndricas,  canaliculadas  no  dorso  (fig.  261;  foto  27). 

B.  polyphylla 

41’.  Folhas  planas. 

42.  Folhas  espatuladas  (fig.  236) B.  xiphophylla. 


42’.  Folhas  não  espatuladas. 

43.  Folhas  lineares,  com  2-3  cm  de  compr.  e 1-2  mm  de 
larg. 

44.  Folhas  uninérveas,  com  mais  ou  menos  1 mm  de 
larg.  (fig.  234);  capítulo  feminino  com  invólucro 
de  4-5  mm  de  alt.  e 1-1,5  de  diâm.  unifloro,  e o 
masculino  com  2-3  mm  de  alt.  e 1-1,5  mm  de 
diâm.,  com  cerca  de  4-5  flores.  . . B.  minutiflora. 

44’.  Folhas  com  mais  ou  menos  2 mm  de  larg.,  peni- 
nérveas;  capítulo  feminino  com  7 mm  de  alt.  e 
1 mm  de  diâm.,  com  mais  de  1 flor  e o masculi- 
no com  3-4  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâm.  e com 
6-8  flores B.  selloi 


43’.  Folhas  oblongas,  lanceoladas  ou  elpticas,  com  mais 
ou  menos  1-3  cm  de  compr.  e 0,3  — lcm  de  larg. 


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45.  Folhas  opostas B.  lymanni 

45’.  Folhas  alternas. 

46.  Folhas  com  2,5-3  cm  de  compr.  e de  5-10  mm  de  larg.,  longamente 
atenuadas  em  direção  à base. 

47.  Folhas  florais  com  0,7-1  cm  de  compr.;  capítulos  femininos  sés- 

seis;  brácteas  involucrais  escariosas;  flores  3;  aquênio  com  1,5-1, 7 
mm  de  compr B,  pauciflosculosa 

47’ . Folhas  florais  com  1-1,5  cm  de  compr.;  capítulos  femininos  pe- 
dicelados,  com  invólucro  de  brácteas  rijas;  flores  5;  aquênio  com 
2-2,2  mm  de  compr B.  pseudovaccinioides 

46’.  Folhas  com  1-2  cm  de  compr.  e de  2-10  mm  de  larg.,  não  atenuadas 
em  direção  à base. 

48.  Bracteas  filiáceas  incisas  (fig.  76) B.  incisa. 

48’.  Bracteas  foliáceas  denteadas  ou  crenadas. 


49.  Subarbusto  com  mais  ou  menos  0,5  — 1 metro  de  altura;  capítulo 
masculino  com  2,5-3  mm  de  alt.  e 1,5  mm  de  diâm.  com  4 flores. 
(Foto  28) B.  hypenciiolia 

49’.  Sem  o conjunto  de  caracteres. 

50 .  Capítulo  feminino  até  8 mm  de  alt.  e 1-2  mm  de  diâm.  e o mas- 
culino com  2-5  mm  de  alt. 

51.  Folhas  trinérveas. 

52 .  Folhas  com  1-1,5  cm  de  compr.  e 2 mm  de  larg.  invó- 
lucro do  capítulo  feminino  com  mais  ou  menos  8 mm 
de  alt.  e 2 mm  de  diâm.  (fig.  248);  flor  feminia  3 em 
cada  capítulo,  com  corola  de  mais  ou  menos  5 mm  de 
compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  mais  ou 
menos  5 mm  de  compr.  e 2,5  mm  de  diâm.  B.  dusenii 

52’.  Folhas  com  2 cm  de  compr.  e 0,8-1  cm  de  larg.  (fig. 
235);  bractéola  espatulada  (fig.  242);  capítulo  femi- 
nino com  invólucro  de  mais  ou  emmenos  5-6  mm  de 
alt  e 1,5  de  diâm.  (fig.  256);  flor  feminina  1 em  cada 
capítulo  com  corola  de  mais  ou  menos  3,5  mm  de 
compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  cerca  de 


3 mm  de  alt.  e 2 mm  de  diâm B.  serrula 

51’.  Folhas  peninérveas  B.  axilarís. 


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14 


40 


50’ . Capítulos  femininos  com  invólucro  de  mais  ou  menos  9 mm  de 
altura  e 2,5  mm  de  diâmetro  (fig.  251);  corola  da  flor  feminina 
com  mais  ou  menos  4 mm  de  comprimento  e 0,5  mm  de  diâme- 
tro, pilosa,  circundada  na  base  por  pelos  dispostos  em  muitas 
séries  (figs.  162.262);  bordo  da  corola  feminina  curtamente 
denteado  (figura  162);  aquênio  com  mais  ou  menos  3 mm  de 
comprimento;  capítulo  masculino  com  pedicelo  cilíndrico,  glan- 
duloso,  de  mais  ou  menos  6 mm  de  comprimento  e 1 mm  de 
espessura  e invólucro  com  cerca  de  5 mm  de  altura  e 4mm  de 
diâmetro  (fig.  274);  corola  da  flor  masculina  com  tubo  de  mais 
ou  menos  3 mm  de  comprimento  e 0,8  mm  de  diâmetro;  estilete 
da  flor  masculina  com  cerca  de  4,5  mm  de  comprimento,  pro- 
vido na  base  com  disco  crasso,  estriado,  de  mais  ou  menos  1 mm 
de  altura  (fig.  266) B.  araçatubensis 

34’.  Capítulos  ordenados  em  inflorescências  (fotos  16-22). 

53.  Capítulos  bracteados,  agrupados  em  pequenos  corimbos  ou  gloméru- 
los  terminais,  ordenados  em  inflorescência  corimbosa.  (Foto  21.22) 

Grupo  Cultrata 

54.  Folhas  de  elípticas  a subarredondadas,  abruptamente  estreita- 
das na  base  (fig.  237),  com  5-7  mm  de  compr.  e 3-4  mm  de 
larg.;  nervação  constituída  por  uma  costa  média  tênue  (que  só 
se  ramifica,  um  pouco  abaixo  do  ápice  do  limbo  foliar,  em  dois 
ramos  finos,  opostos,  que  vão  terminar,  cada  qual,  no  ápice  dos 
dentes  laterais  do  ápice  da  folha)  e 2 nervuras  laterais,  muito 
delicadas,  que  se  ramificam  levemente,  no  ápice  do  limbo  foliar 

B.  cultrata 

54’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  com  costa  média  3 nervuras  late- 
rais ramificadas  desde  a base  (figs.  232,  233  e 238),  e atenua- 
das em  direção  à base. 


55.  Ramos  fastigiados,  ficando  os  aglomerados  dos  capítulos 
numa  disposição  mais  ou  menos  corimbosa.  (Foto  21) 

B.  pentziifolia 

55’.  Ramos  não  fastigiados, ; ficando  os  aglomerados  dos  capí- 
tulos em  raminhos  paniculados B.  pentodonta 


53’.  Capítulos  um  a um,  assentados  na  axila  de  bractéola  foliácea  de 
1-1,5  cm  de  comprimento  e de  5-6  mm  de  largura  (figura  228), 
agrupados  de  modo  espiciforme  no  ápice  de  ramos  bracteados,  or- 
denados em  panículas  multifloras Grupo  Intermixta. 


56 .  Folhas  de  ápice  agudo;  bractéolas  agudas,  lanceoladas,  com  mais 
ou  menos,  1,5  cm  de  comprimento  e 6 mm  de  largura  (fig.  238); 
invólucro  do  capítulo  feminino  com  10-13  mm  de  altura  e 4 mm 


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de  diâmetro;  receptáculo  laciniado,  com  um  dos  lacínios  mais 
longo  que  os  demais  (fig.  175);  flores  femininas  cerca  de  8 em 
cada  capítulo,  com  corola  de  7-8  mm  de  comprimento  e estilete 
com  cerca  de  12  mm  de  comprimento  dividido  em  ramos  de 
2,5-3  mm  de  compr.  (fig.  143);  estilete  da  flor  masculina  com 
ápice  ovoide  (fig.  269) B.  intermixta 

56’.  Folhas  de  ápice  obtuso  a arredondado  (fig.  221);  bractéolas  obovadas, 
com  4-10  mm  de  comprimento  e 2-5  mm  de  largura  (fig.  224);  invólucro 
do  capítulo  feminino  com  cerca  de  7-12  mm  de  altura  e 2-3  mm  de  diâ- 
metro; receptáculo  não  laciniado;  flores  femininas  de  3-6  com  corola  de 
4,5  a 6 mm  de  comprimento  e estilete  com  6-9  mm  de  compr.;  estilete  da 
flor  masculina  com  ápice  clavelado-oblongo  (fig.  270),  ou  ovoide. 

57 . Folhas  maiores  distintamente  obovadas,  com  ápice  arredondado,  den- 
teado (com  cerca  de  10-12  dentes)  e logo  abaixo  do  ápice  estreitada, 
gradativamente  em  direção  à base,  que  é longamente  cuneada  .... 

B.  retusa. 

57’.  Folhas  maiores  elípticas  ou  oblongas,  não  distintamente  obovadas. 
58 . Folhas  mais  ou  menos  elípticas,  com  ápice  truncado,  com  5 den- 


tes largos B.  salzmannii 

58’.  Folhas  oblongas,  com  ápice  obtuso,  com  10-12  dentes  dispostos 
acima  da  metade  superior  do  limbo.  B.  ramosissima. 

33’.  Capítulos  femininos  com  5-20  flores,  com  corola  cilíndrica,  de  mais  ou 


menos  0,2-0, 3 mm  de  largura  em  toda  a sua  extensão  (fig.  126);  aquênio 
de  1-2  mm  de  comprimento  e 0,5-0, 8 mm  de  diâmetro,  com  estrias  mais 
ou  menos  salientes,  deixando  espaço  entre  elas  (fig.  186);  capítulos  agru- 
pados no  ápice  de  ramos  curtos  ou  longos,  bracteados  a dispostos  em  pa- 
nículas  longas.  (Fotos  16-20) Grupo  Rufescens 

60.  Folhas  espatulado-oblongas  ou  linear-espatuladas,  com  cerca  de  1-5 
cm  de  comprimento  e 2-7  mm  de  largura. 

61.  Capítulos  aglomerados  na  ponta  dos  ramos.  (Fotos  18-19). 

62 .  Folhas  maiores  e menores  fasciculadas;  as  maiores  com  cer- 
ca de  5 cm  de  comprimento  e 5-6  mm  de  largura;  ramos 
curtos,  de  mais  ou  menos  2-4  cm  de  comprimento,  axilares, 
com  folhas  de  mais  ou  menos  2 cm  de  comprimento  e 1 mm 
de  largura,  trazendo  no  ápice  um  agrupamento  menos  5-8  ca- 
capítulos  providos  de  bracteas  foliáceas  de  mais  ou  menos 
1-2  cm  de  comprimento  e menos  de  1 mm  de  largura,  for- 
mando em  conjunto  uma  panícula  alongada  (Foto  18)  . . 

B.  leptocephala. 


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cm 


42 

62’.  Folhas  não  fasciculadas,  com  mais  ou  menos  1,5-3  cm  de 
comprimento  e 5-7  mm  de  largura;  ramos  com  mais  ou 
menos  5-10  cm  de  comprimento,  com  folhas  de  cerca  de  1 
cm  de  comprimento  e 3 mm  de  largura,  trazendo  no  ápice 
um  agrupamento  de  8-10  capítulos;  ramos  de  6-10,  em  dis- 
posição dística;  acima  deles,  o caule  continua  a se  alongar 
e forma  no  ápice  outro  conjunto  de  ramos  (Foto  19) 

B.  varians 

61’.  Capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes  (Fotos  16-17);  fo- 
lhas lineares  ou  linear-lanceoladas  de  mais  ou  menos  1-2  cm  de 
comprimento  e 2-4  mm  de  largura. 

63.  Folhas  de  margens  inteiras  (fig.  72).  B.  pseudotenuifolia 

63’.  Folhas  de  margens  denteadas  (fig.  73) B.  rufescens 

60’.  Folhas  obovais,  com  mais  ou  menos  0,7-5  cm  de  comprimento  e 3-25 
mm  de  largura,  de  base  cuneadea;  capítulos  agrupados  no  ápice  dos 
ramos. 

64 .  Folhas  com  mais  ou  menos  0,7-1  de  ecomprimento  e de  3-5  mm 
de  largura B.  brevifolia 

64’ . Folhas  com  mais  ou  menos  3-5  cm  de  comprimento  e 1,5-3  cm 
de  largura. 

65.  Ramos  férteis  longos,  em  geral  com  5-15  cm  de  compri- 
mento, freqüentemente  áfilos  na  sua  porção  médio  inferior. 

B.  subdentata 

65’ . Ramos  férteis  curtos,  geralmente  com  2-3  cm  de  compri- 
mento (Foto  20) B.  cognata. 

24’.  Capítulos  femininos  e masculinos  com  invólucro  campanulado  ou  hemis- 
férico, tão  largos  ou  mais  largos  do  que  longos  (figs.  108,  113,  115-119); 
aquênios  mais  ou  menos  comprimidos,  com  o dorso  levemente  convexo, 
com  5 estrias  ou  ângulos,  geralmente  pouco  pronunciados  (figs.  183,  184, 
187,  190,  192,  194  e 195),  ou  mais  ou  menos  cilíndricos,  com  8-10  estrias 
(figs.  181,  188),  glabros,  pilosos  ou  glandulosos;  cerdas  do  pápus  das  flo- 
res masculinas  crespas  ou  lisas,  com  ou  sem  espessamento  apical  (figs. 
33-37). 

66.  Aquênios  mais  ou  menos  comprimidos,  com  o dorso  mais  ou  menos 
convexo,  com  5 estrias  ou  ângulos  (figs.  183,  184,  187,  190,  194  e 
195). 


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cm  .. 


43 

67.  Plantas  tomentosas;  tomento  constituído  de  pelos  vilosos,  lon- 
gos, crespos  e lisos,  de  paredes  muito  espessadas  (figs.  7,  13, 
16);  flores  femininas  com  corola  cilíndrica,  com  3-6  mm  de  com- 
primento e 0,3-0, 5 mm  de  largura  em  toda  a sua  extensão,  com 
bordos  denteados;  dentes  da  corola  papilosos  (figs.  153,  160, 
171);  pápus  da  flor  masculina  com  cerdas  muito  crespas,  com 
ou  sem  espessamento  apical.  Capítulos  dispostos  em  panículas 
ou  em  corimbos  terminais. 


68.  Subarbustos  com  folhas  sésseis;  indumento  canescente;  re- 
ceptáculo do  capítulo  feminino  piloso;  aquênios  densamen- 
te pilosos;  pápus  da  flor  feminina  com  cerdas  brilhantes, 
lisas  e o masculino  de  cerdas  muito  crespas,  não  espessadas 
no  ápice  Grupo  Leucopappa 


69.  Capítulos  ordenados  em  panículas  alongadas;  pápus 
da  flor  feminina,  em  média,  com  8-12  mm  de  com- 
primento. 


70.  Folhas  de  base  alargada,  sagitado-cordada,  es- 
treitadas em  direção  ao  ápice;  capítulo  feminino 
com  invólucro  de  mais  ou  menos  6-8  mm  de  altu- 
ra e o masculino  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de 
altura;  flores  de  25-40  em  cada  capítulo;  aquênio 

com  cerca  de  1-2  mm  de  comprimento 

B.  helichrysoides 

70’.  Folhas  de  base  não  alargada,  nem  sagitado-cor- 
dada, de  ápice  acuminado;  capítulo  feminino  com 
invólucro  de  mais  ou  menos  6-11  mm  de  altura 
e o masculino  com  cerca  de  5-6  mm  de  altura; 
aquênio  com  mais  ou  menos  2-3  mm  de  compri- 
mento  B.  leucocephala 


69’.  Capítulos  ordenados  em  inflorescência  corimbosa  (Fo- 
to 2.9);  pápus  da  flor  feminina,  em  média,  com  4-6 
mm  de  comprimento. 


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44 


71.  Subar busto  ascendente,  radicante  na  porção  basal;  corimbo  paucifloro.  . . 

B.  radicans 

71’.  Subarbusto  ereto;  corimbos  multifloros. 

72.  Folhas  ovadas. 

73 .  Folhas  com  1-2  cm  de  comprimento,  de  margens  revolutas,  im- 
bricadas. (Fig.  81) B.  leucopappa 


73’.  Folhas  com  2-3  cm  de  comprimento,  de  margens  planas,  não 
imbricadas B.  gibertii 


72’.  Folhas  não  ovadas. 


B.  phyliciifolia. 


68’.  Arbustos  com  ramos  mais  ou  menos  robustos,  com  folhas  pecioladas,  co- 
riáceas;  indumento  amarelo-avermelhado;  aquênios  glandulosos  ou  com 
pelos  esparsos;  pápus  de  flor  masculina  com  cerdas  levemente  espessadas 
no  ápice Grupo  Tarchonanthoides 

73’.  Folhas  de  margens  denteadas,  reticuladas  na  página  inferior;  aquê- 
nios densamente  glandulosos B.  tarchonanthoides 

73”.  Folhas  de  margens  inteiras,  não  reticuladas  na  página  inferior; 
aquênios  glandulosos  e com  e pelos  esparsos B.  lychnophora. 


67’.  Plantas  glabras  ou  glàbrescentes,  mais  raramente  tomentosas;  tomento 
não  constituído  de  pelos  vilosos,  de  paredes  espessadas. 


74.  Plantas  com  folhas  lineares,  sésseis,  de  margens  inteiras,  planas  ou 
revolutas,  tomentosas  ou  não  tomentosas  na  página  inferior,  com 
cerca  de  0,5-4  mm  de  largura;  brácteas  involucrais  membranáceas 
(figs.  103-104);  corola  da  flor  feminina  cilíndrico-filiforme,  com  bor- 
dos denteados,  papilosos  (figs.  166-168);  estilete,  em  geral,  com  a 
porção  indivisa  não  ultrapassando  o tubo  da  corola  e só  com  os  dois 


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11  12  13  14  15 


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ramos  exsertos  (fig.  130);  aquênios  densamente  glandulosos;  corola 
da  flor  masculina  com  lacínios  curtos  e planos  (figs.  205  e 207); 

cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  não  espessada  no  ápice 

Grupo  Erigeroides 

75.  Plantas  ferrugíneo-tomentosas B.  ochracea 


75”.  Plantas  não  ferrugíneo-tomentosas. 


76.  Panículas  multifloras;  ramos  da  panícula  com  8-10  capítulos; 
pedicelos  dos  capítulos  com  3-5  mm  de  comprimento,  bibracteo- 
lados;  bractéas  involucrais  de  ápice  arredondado  (fig.  198). 

77.  Panículas  muito  mais  longas  do  que  largas,  densas;  capítu- 


los femininos,  em  geral,  com  8 flores B .coridifolia. 

77’.  Panículas  laxas;  capítulo  feminino,  em  geral,  com  20-30 
flores B.  patens 


76’.  Panículas  paucifloras;  ramos,  geralmente,  com  1-5  capítulos;  pe- 
dicelo  dos  capítulos,  via  de  regra,  com  mais  de  5 mm  de  com- 
primento e com  mais  de  2 bractéolas  (fig.  103);  brácteas  invo- 
lucrais de  ápice  agudo  (fig.  103). 


78.  Ramos  da  panícula  com  mais  ou  menos  1-4  cm  de  compri- 
mento; invólucro  do  capítulo  feminino  com  mais  ou  menos 
5 mm  de  altura B.  erigeroides  var.  erigeroides 


78’ . Ramos  da  panícula  com  mais  ou  menos  4-9  cm  de  compri- 
mento; invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  7 mm 
de  altura B.  erigeroides  var.  dusenii 


74’.  Plantas  com  folhas  não  lineares,  sésseis  ou  pecioladas,  de  margens 
inteiras  ou  denteadas  glabras  ou  pilosas,  com  mais  de  4 mm  de  lar- 
gura; brácteas  involucrais  escariosas;  corola  da  flor  feminina  filifor- 
me, com  bordos  denteados,  laciniados  ou  truncados,  pilosos  ou  gla- 
bros;  aquênios  pilosos,  glabros  ou  glandulosos;  lacínios  da  corola  da 


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cm  .. 


46 

flor  masculina  curtos  ou  longos,  planos  ou  enrolados  em  espiral;  cer- 
das  do  pápus  da  flor  masculina  em  geral,  com  espessamento  no 
ápice. 

79.  Capítulos  isolados  no  ápice  dos  ramos  da  inflorescência,  com 
invólucro  de  7-15  mm  de  altura  e cerca  de  10  mm  de  diâmetro, 
com  brácteas  involucrais  linear-lanceoladas,  agudas;  corola  da 
flor  feminina  densamente  pilosa,  com  cerca  de  5-6  mm  de  com- 
primento e mais  ou  menos  0,5  mm  de  diâmetro;  aquênio  piloso 
na  base,  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  comprimento;  folhas 

lanceoladas,  membranáceas,  denteadas,  peninérveas  

Grupo  Maxima.  B.  maxima 

79’.  Capítulos  não  isolados  na  ponta  dos  ramos;  curtos  ou  longos 
(figs.  91  e 94). 


80 .  Capítulos  ordenados  em  raminhos  de  mais  ou  menos  2 cm 
de  comprimento,  assentados  na  axila  de  bráctea  foliácea 
de  4-8  cm  de  comprimento,  de  ápice  atenuado  acuminado, 
formando  panícula  alongada  (fig.  94);  receptáculo  do  ca- 
pítulo feminino  convexo,  piloso;  pápus  da  flor  masculina 

com  cerdas  espessadas  no  ápice 

Grupo  Oxyodonta  B.  oxycdonta 

80’.  Capítulos  ordenados  em  ramos  mais  longos  do  que  as  brác- 
teas foliáceas  basais. 


81.  Capítulos  ordenados  em  ramos  curtos  ou  longos,  dis- 
postos numa  panícula  alongada,  multiflora  (fig.  91); 
excepcionalmente,  capítulos  organizados  em  ramos  co- 
rimbiforme  (B.  grandimucrcnata  Teodoro);  receptá- 
culo do  capítulo  feminino  paleáceo  (somente  em  Ba- 
charis  anômala  DC  e B.  ilexuosa  Baker  é epaleáceo); 
flores  femininas  com  corola  filiforme,  pilosa  abaixo  do 
ápice  (fig.  142)  ou  em  toda  a porção  médio  superior; 
bordo  da  corola  da  flor  feminina  denteado,  com  den- 
tes curtos;  aquênios  com  pelos  de  paredes  muito  es- 
pessados, bi  ou  unisseriados,  em  geral  bifurcados  no 
ápice  (figs.  20,  21,  24,  26,  30,  32)  ou  com  ápice  fla- 
geliforme  (fig.  4,  5);  cerdas  do  pápus  da  flor  masculi- 
na com  ou  sem  espessamento  no  ápice. 


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cm 


47 

82 . Plantas  trepadeiras;  porção  médio-superior  da  corola  da  flor  feminina  den- 
samente pilosa Grupo  Anômala. 

83 . Folhas  trinérveas,  glabras  ou  pilosas,  de  margens  inteiras;  receptáculo 
do  capítulo  feminino  paleáceo. 

84.  Plantas  glabras B.  trinervis  var.  trinervis. 

84’.  Plantas  pilosas  B.  trinervis  var.  rhexioides 

83’.  Folhas  peninérveas;  receptáculo  do  capítulo  feminino  não  paleáceo. 

85 . Folhas  ovadas,  pilosas,  de  margens  denteadas;  receptáculo  do  ca- 
pítulo feminino  com  lacínios  longos  B.  anômala 

85’.  Folhas  lanceoladas,  glabras,  de  margens  inteiras;  receptáculo  do 

capítulo  feminino  hemisférico,  sem  lacínios  alongados 

B.  flexuosa 

82’.  Plantas  não  trepadeiras;  corola  da  flor  feminina  com  pelos  abaixo  do  ápi- 
ce (fig.  142) G.  Brachylaenoides 

86.  Plantas  ferrugíneo-tomentcsas;  folhas  oblongas,  de  base  obtusa  e ar- 
redonda  B.  vernonioides 

86’.  Plantas  glabras  ou  levemente  pilosas;  folhas  de  lanceoladas  a linear- 
lanceoladas  ou  obovais,  de  base  aguda  a atenuada. 

87.  Maior  largura  da  folha  localizada  abaixo  do  ápice;  folhas  de 
ápice  obtuso  ou  arredondado  e base  cuneada.  . . . B.  vismioides 

87’.  Folhas  com  a mesma  largura  em  toda  a sua  extensão  ou  com  a 
maior  largura  localizada  na  porção  mediana  do  limbo. 

88.  Folhas  linear-lanceoladas,  de  ápice  obtuso,  tridenteado,  tri- 
nérveas (Foto  4) B.ligustrina 

88’.  Folhas  de  linear  a lanceoladas,  de  ápice  agudo  ou  acumina- 
do,  peninérveas. 

89.  Folhas  de  ápice  agudo,  de  bordos  serreados  acima  da 
porção  médio  superior;  panículas  mais  largas  do  que 
longas B.  grandimucronata 

89’.  Folhas  de  ápice  acuminado,  de  bordos  inteiros;  paní- 
culas mais  longas  do  que  largas. 


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48 


90.  Folhas  com  cerca  de  0,7-1  cm  de  largura 

B.  brachylaenoides  var.  polycephala 

90’ . Folhas  com  mais  de  1 cm  de  largura  

B.  brachylaenoides  var.  brachylaenoides 


81’.  Capítulos  ordenados  em  ramos  corimbiformes  (fig.  92);  receptáculo  do 
capítulo  feminino  sem  páleas. 

91.  Corola  da  flor  feminina,  em  geral,  com  1-1,5  mm  de  comprimento, 
com  bordo  truncado,  circundado  por  uma  fileira  de  pelos  unisseria- 
dos,  obtusos  (fig.  157);  estilete,  em  geral,  longamente  exserto  do 
tubo  da  corola,  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  comprimento;  aquê- 
nios  papilosos  ou  com  pelos  de  paredes  espessadas,  em  geral,  com 
ápice  bífido  ou  bifurcado  (fig.  22);  cerdas  do  pápus  masculino  es- 
pessadas no  ápice;  folhas  trinérveas  ou  triplinérveas. 

92.  Ervas  com  raízes  gemíferas;  flores  femininas  de  50-100  em  cada 
capítulo;  aquênios  papilosos Grupo  Medullosa. 

93.  Folhas  ovado-lancealadas,  com  mais  ou  menos  1-5  cm  de 
larg.;  caule  e ramos  profundamente  sulcados.  B.  medullosa. 


93’ . Folhas  de  lineares  a linear-lanceoladas,  com  2-8  mm  de 
largura B.  pingraea 

92’.  Arbustos  sem  raízes  gemíferas;  flores  femininas  de  30-50  em  ca- 
da capítulo;  aquênios  com  pelos  de  paredes  espessadas  e ápice 
bífido  ou  bifurcado  (fig.  22) Grupo  Serrulata 

94 .  Folhas  lanceoladas B.  lundii 


94’.  Folhas  ovadas. 

95 .  Folhas  vernicosas  de  ápice  agudo B.  stylosa 


95’.  Folhas  não  vernicosas,  com  a metade  superior  do  lim- 
bo atenuada  em  direção  ao  ápice. 


91’.  Corola  da  flor  feminina  com  cerca  de  2,5-4  mm  de  compr.,  com  o 
terço  médio  superior  provido  de  pelos  unisseriados,  obtusos;  estilete 
com  4-6  mm  de  comprimento;  flores  femininas  de  30-100  em  cada 
capítulo;  aquênios  glabros Grupo  Hirta 


96.  Subarbusto  com  mais  ou  menos  10-20  cm  de  altura,  formando 
grupos  sobre  um  xilopódio  crasso;  folhas  com  mais  ou  menos 
1-2  cm  de  comprimento  e 7-10  mm  de  largura B.  humilis 


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96’ . Subarbusto  com  mais  de  50  cm  de  altura,  sem  xilopódio. 

97 .  Folhas  linear-lanceoladas,  com  2-3  mm  de  largura;  flores 
femininas  de  80-100  em  cada  capítulo;  aquênio  com  cerca 
de  1,5-2  mm  de  comprimento B.  arenaria 

97’ . Folhas  oblongas,  com  mais  ou  menos  1-3  cm  de  largura; 
flores  femininas  de  30-50  em  cada  capítulo;  aquênios  com 
mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  comprimento B.  hirta 

66’.  Aquênios  mais  ou  menos  cilíndricos,  com  8-10  estrias  ou  costas 
(fig.  179-182). 

98.  Capítulos  isolados  no  ápice  dos  ramos  (raro  mais  de  um)  ou  na  axila 
de  brácteas  foliáceas  (fig.  88). 

99.  Capítulos  isolados  no  ápice  dos  ramos Grupo  Triplinervia 

100.  Folhas  de  linear  e elípticas,  com  mais  ou  menos  0,5-1  cm 

de  comprimento  e 1-2  mm  de  largura,  com  pontuações 
glandulosas;  invólucro  com  cerca  de  5-1  mm  de  altura  e 
3-5  mm  de  diâmetro;  flores  de  40-50  B.  gilliesi 

100’ . Folhas  oblongas,  com  2-3  cm  de  comprimento  e 1-1,5  cm 
de  largura;  invólucro  com  mais  ou  menos  10  mm  de  al- 
tura e 8-10  mm  de  diâmetro;  flores  de  80-100 

B.  triplinervia 

99’.  Capítulos  isolados  na  axila  de  brácteas  foliáceas,  difusos  nos  ra- 
mos (fig.  88) Grupo  Myriciifolia 

101.  Folhas  de  linear  lanceoladas  a espatuladas,  com  ápice 

agudo  ou  obtuso  e base  longamente  atenuada  (fig.  82), 
com  margens  inteiras  ou  denteadas,  com  5-8  cm  de  com- 
primento e de  3-10  mm  de  largura;  pedicelo  dos  capítulos 
tomentosos;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  3-4  mm 
de  altura  e 5-6  mm  de  diâmetro,  com  brácteas  involucrais 
lineares,  planas,  agudas,  de  bordos  membranáceos  e costa 
média  saliente,  glabra;  corola  da  flor  feminina  com  1,5-2 
mm  de  comprimento;  aquênio  com  1-1,5  mm  de  compri- 
mento  B.  myriciifolia 

101’.  Folhas  de  elíticas  a suborbiculares,  de  ápice  obtuso  a 
arredondado,  com  3-6  cm  de  comprimento  e 1,5-4  cm  de 
largura;  pedicelo  dos  capítulos  viscoso;  invólucro  do  capí- 
tulo feminino  com  7-10  mm  de  altura  e 7-10  mm  de  diâ- 


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cm  .. 


50 

metro,  com  brácteas  involucrais  coriáceas,  viscosas,  de 
ápice  obtuso  ou  arredondado;  corola  da  flor  feminina  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  comprimento;  aquênio  com  mais 
ou  menos  2,5  mm  de  comprimento.  (Foto  5).  B.  elliptica 

98’.  Capítulos  agrupados  em  ramos  paniculados  ou  corimbosos. 

102 .  Capítulos  ordenados  em  ramos  curtos,  dispostos  na  axila  de 
bráctea  foliácea  (fig.  94) • Grupo  Bracteata 

103.  Brácteas  foliáceas  de  3-5  vezes  mais  longas  que  os  ra- 
minhos de  capítulos;  panícula  alongada,  laxa;  folhas  com 
bordos  denteados,  com  dentes,  geralmente,  largos. 

104 . Folhas  com  7-10  cm  de  comprimento  e 2-6  cm  de 

largura,  de  ápice  acuminado;  dentes  dos  bordos  da 
folha  mais  ou  menos  esparsos B.  dentata 

104’.  Folhas  de  5-7  cm  de  comprimento  e 1-2  cm  de  lar- 
gura, de  ápice  agudo  ou  obtuso;  dentes  dos  bordos 
da  folha,  em  geral,  mais  ou  menos  aproximados. 

B.  rivularis 

103’.  Brácteas  foliáceas  tão  longas  ou  um  pouco  mais  curtas 
que  os  raminhos  de  capítulos;  raminhos  de  capítulos  de 
capítulos  aproximados  uns  dos  outros,  formando  uma 
panícula  densa;  folhas  de  margens  inteiras  ou  serrilhadas. 

105.  Folhas  tomentosas  no  dorso. 

106.  Tomento  constituído  de  pelos  crespos,  enro- 

lados, formando  pequenos  tufos  arredonda- 
dos (fig.  9);  folhas  peninérveas,  de  margens 
inteiras B.  calvescens. 

106’.  Tomento  contínuo,  denso,  recobrindo  inteira- 
mente o dorso  da  folha;  folhas  triplinérveas, 

de  margens  serreadas 

B.  semiserrata  var.  elaegnoides 

105’.  Folhas  glabras  ou  glabrescentes  no  dorso. 

107 . Folhas  linear-lanceoladas,  glabrescentes;  aquê- 
nios  com  cerca  de  2 mm  de  comprimento.  . . 

B.  semiserrata  var.  semiserrata 

107’.  Folhas  lanceoladas,  glabras;  aquênios  com 
1-1,5  mm  de  comprimento,  mais  ou  menos  . . 

B.  microdonta 


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11  12  13  14  15 


cm 


51 

102’ . Capítulos  ordenados  em  ramos  alongados,  que  ultrapassam  o comprimento 
das  brácteas  foliáceas  (fig.  91). 

108 .  Plantas  tomentcsas;  tomento  constituído  de  pelos  crespos,  de  pare- 
des espessadas;  folhas  sésseis,  imbricadas,  com  cerca  de  3-20  mm  de 
comprimento  e 3-10  mm  de  largura;  capítulos  ordenados  em  ramos 
espiciformes  ou  glomeriformes,  formando  inflorescências  paniculi- 
formes  ou  corimbiformes Grupo  Uncinella 

109.  Folhas  de  orbiculares  a suborbiculares  (fig.  74);  flores,  em 
geral,  de  40-50  em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina,  ge- 
ralmente, com  4 mm  de  comprimento B.  nummularia 

109’.  Folhas  de  ovadas  a obovais  ou  elípticas;  flores,  em  geral,  de 
20-30  em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina  com  cerca  de 
2-3,5  mm  de  comprimento. 

110.  Folhas  de  ovadas  a elípticas,  com  margens  denticuladas, 
de  ápice  agudo  ou  obtuso;  corola  da  flor  feminina  com 
bordo  levemenet  denteado B.  erioclada 

110’.  Folhas  de  obovais  a elípticas,  de  ápice  obtuso  ou  arre- 
dondado e de  margens  inteiras;  corola  da  flor  feminina 
de  bordo  lobado  ou  laciniado B.  uncinella 

108’.  Plantas  glabras,  pilosas  ou  tomentosas;  tomento  não  constituído  de 
pelos  com  paredes  espessadas;  folhas  sésseis  ou  pecioladas,  com  mais 
de  20  mm  de  comprimento. 

111.  Capítulos  ordenados  em  ramos  espiciformes  (Fotos  8,9). 

112.  Ramos  espiciformes  longos;  folhas  lineares  ou  linear- 
lanceoladas,  sésseis,  uninérveas  ou  peninérveas;  brác- 
teas involucrais  mais  ou  menos  endurecidas,  de  ápice 
obtuso  ou  arredondado  (fig  115a).  ..  Grupo  Spicata 

113.  Folhas  opostas B.  spicata 

113’.  Folhas  alternas. 

114.  Folhas  lineares,  coriáceas,  de  margens  revolutas. 

115.  Folhas  com  mais  ou  menos  5 cm  de  com- 
primento e 5 mm  de  largura.  (Foto  8) 
....  B.  megapotamica  var.  me gapot arnica 


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11  12  13  14 


cm 


52 

115’.  Folhas  com  mais  ou  menos  1-3  cm  de  comprimento  e 
1-3  mm  de  largura B.  megapotamica  var.  weiríi 

1 14’ . Folhas  lineares  ou  não*  de  margens  planas. 

116.  Folhas  de  oblongas  e elípticas,  de  ápice  obtuso,  com 
mais  ou  menos  1 cm  de  largura.  . . B.  caprariaefolia 

116’.  Folhas  de  lineares  e linear-lanceoladas,  de  ápice  agu- 
do, com  mais  ou  menos  0,5  cm  de  largura 

B.  dracunculiíolia 

112’.  Ramos  espiciformes  curtos,  ordenados  em  panículas  curtas;  fo- 


lhas ovais,  pecioladas,  trinérveas Grupo  Orgamensis 

117.  Folhas  de  ápice  longamente  acuminado.  . . B.  paranaensis 
117’.  Folhas  de  ápice  agudo  ou  obtuso B.  crganensis 

111’.  Capítulos  ordenados  em  ramos  não  espiciformes. 

118.  Capítulos  corimbosos  (fig.  92) Grupo  Muelleri 


119.  Folhas  trinérveas;  corola  das  flores  femininas  cilindro-fili- 
formes, denteadas  no  ápice  (fig.  128). 

120.  Folhas  pecioladas,  discolores,  densamente  reticulado- 

venulosas  na  página  inferior B.  curitibensis 

120’ . Folhas  sésseis,  glanduloso-pontuadas  na  página  infe- 
rior, glabras  ou  com  bordos  densamente  cihados.  . . . 

B.  ciliata 

119’.  Folhas  peninérveas;  corola  das  flores  femininas  de  base  di- 
latada e estreitadas  em  direção  ao  ápice,  de  bordo  laciniado, 
com  3’  dos  lacínios  mais  longos  que  os  outros  dois  (fi.  154). 

121.  Folhas  lanceoladas,  agudas,  de  base  atenuada  e mar- 

gens denteadas,  hirsutas  quando  novas,  depois  glabres- 
centes,  com  4-5  cm  de  comprimento  e de  1-1,5  cm  de 
largura.  (Foto  7) B.  muelleri 

121’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  de  ápice  obtuso  ou  arre- 
dondado. 

122.  Folhas  obovais,  de  ápice  arredondado,  com  bor- 
dos denteados  na  porção  superior  do  limbo,  com 
2-3  cm  de  comprimento  e cerca  de  1,5  cm  de 


SciELO/JBRJ 


cm  .. 


53 

largura,  com  pilosidade  constituída  de  pelos  fi- 
nos, crespos,  aglomerados  e caducos  (fig.  10). 

B.  mesoneura 

122’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  de  ápice  constrito 
apiculado  a obtuso,  com  margens  inteiras,  com 
cerca  de  4-5  cm  de  comprimento  e 2-2,5  cm  de 
largura,  de  glabras  a glabrescentes,  com  a pá- 
gina inferior  densamente  pontuada  de  glândulas. 

B.  singulares 

q 

118’.  Capítulos  paniculados  (Fotos  10-12) Grupo  lllinita 

123.  Folhas  de  ovadas  a lanceoladas,  de  ápice  agudo  e margens 
serreadas. 


124.  Folhas  lanceoladas B.  punctulata 

124’.  Folhas  ovadas B.  conyzoides 


123’.  Folhas  de  obovais  a oblongas,  de  ápice  obtuso  ou  arredon- 
dado. 

125 .  Folhas  obovais,  de  base  cuneada,  com  cerca  de  4-6  cm 
de  comprimento  e 2-4  cm  de  largura,  vernicosas,  com 
perfeito  bem,  desenvolvido  (fig.  84). 

126.  Bordos  da  folha  com  5-7  dentes  largos,  mais  ou 
menos  distantes  uns  dos  outros.  (Foto  12). 

B.  illinita 

126’.  Bordos  da  folha  com  cerca  de  12-17  dentes  cur- 
tos e aproximados  uns  dos  outros  (fig.  84). 

B.  retusa 

125’ . Folhas  de  obovais  a deltoides  ou  oblongas,  de  base  lon- 
gamente atenuada,  com  1,5-5  cm  e 0,5-3  cm  de  largu- 
ra, sésseis  ou  com  pecíolo  muito  curto. 

127.  Ápice  da  folha  tridenteado  (Foto  10). 

B.  tridentata  var.  tridentata 
127’.  Metade  superir  do  limbo  foliar  com  5-7  dentes. 

128 .  Folhas  deltoides,  com  mais  ou  menos  1 cm 

de  comprimento 

B.  tridentata  var.  deltoides 
128’.  Folha  oboval,  com  mais  de  1 cm  de  com- 
primento (Foto  11) 

B.  tridentata  var.  subopposita 


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11  12  13  14 


cm 


54 

Grupo  1 . ERIGEROIDES 


De  subarbustos  a pequenos  arbustos  ramificados,  com  folhas  sésseis, 
lineares,  de  margens  inteiras,  planas  ou  revolutas,  uninérveas  ou  trinérveas, 
tomentosas  ou  não  tomentosas  na  página  inferior,  com  1-5  cm  de  com- 
primento e 0,5-4  mm  de  larg.;  capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes,  orde- 
nados em  panículas;  invólucro  dos  capítulos  masculino  e feminino  campanu- 
lado  (figs.  103  e 108)  com  mais  ou  menos  1,5-7  mm  de  altura  e 3-5  mm  de 
diâm.,  com  brácteas  involucrais  membranáceas;  flores  de  8-30  em  cada  capí- 
tulo; corola  da  flor  feminina  com 
cerca  de  2-3  mm  de  compr.  e 0,5 
mm  de  diâm.  (fig.  130),  denteada 
no  ápice,  com  dentes  papilosos  no 
dorso  (fig.  168);  estilete,  geral- 
mente, com  base  bulbosa  (fig. 

133),  quase  do  mesmo  compri- 
mento do  tubo  da  corola,  sobres- 
saindo-se, apenas,  os  ramos  (fig. 

130);  aquênios  comprimidos  late- 
ralmente, 5-estriados,  densamente 
glandulosos  (figs.  183  e 187);  co- 
rola da  flor  masculina  com  lací- 
nics  triangulares,  planos  (fig. 

207);  cerdas  do  pápus  da  flor 
masculina  crespas,  não  espessadas 
no  ápice. 

Com  4 espécies  e 1 varieda- 
de, das  quais  B.  coridifolia  A.  P. 

DC.  se  estende  desde  São  Paulo 
até  Uruguai,  centro  e nordeste  da 
Argentina,  Paraguai  e Bolívia;  B. 
erigeroides  A.  P.  DC  e sua  va- 
riedade ocorrem  de  São  Paulo 
a Santa  Catarina;  B.  ochracea 
Sprengel  tem  sido  encontrada  em 
Santa  Catarina,  Rio  Grande  do 
Sul  e Uruguai  e B.  patens  Baker 
em  Rio  Grande  do  Sul  e Uru- 
guai. 

1.  BACCHARIS  ERIGEROIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:418,  1836 
— Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :58,  1882. 

Baccharis  erigeroides  var.  erigeroides 
Localidade  típica : São  Paulo,  Mogi. 

Holótipo : leg.  Lund  s.  n.  — Fotótipo  F.  22481. 


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11  12  13  14  15 


cm  ± 


55 

Subarbusto  xilopodífero,  com  caule  glanduloso;  folhas  com  2-3  cm 
de  compr.  e cerca  de  3,5  mm  de  larg.;  capítulos  pedicelados,  dispostos 
em  pseudo-panículas  de  2-3  cimas  monomorfas,  em  ramos  curtos,  com 
mais  ou  menos  1-4  cm  de  compr.  ordenados  numa  panícula  estreita  e 
longa;  brácteas  involucrais  agudas,  com  o dorso  esverdeado  e bordos 
hialinos,  largos;  invólucro  com  mais  ou  menos  5 mm  de  alt.  e 4 mm  de 
diâm.;  flores  de  15-20;  corola  da  flor  feminina  com  2,5-3  mm,  pápus 
com  4 mm  de  compr.,  aquênio  com  1,5-2  mm,  aproximadamente;  invó- 
lucro masculino  com  2,5-3  mm  de  alt.  e 4 mm  de  diâm.,  corola  com 
2,5-3  mm  de  compr.,  estilete  com  3mm  compr.,  pápus  com  cerdas  finas, 
plexuosas  com  1,5-2  mm  de  compr.,  mais  ou  menos. 

Material  .examinado:  SP  — Itapeva,  leg.  Vidal  III.  262  (10.1950)  R; 
Itapetininga,  leg.  idem  III.  458  (12.1949)  R. 

PR  — Curitiba,  campo  úmido,  leg.  E.  A.  Moreira  78  (3.11. 
1970)  rb; 

Lapa,  Rio  Passa  Dois,  campo  limpo,  seco,  leg.  Hatschbach 
22259  (30.9.1969)  hh. 

la.  BACCHARIS  ERIGEROIDES  var.  DUSENII  Heering,  Arkiv  f.  Bot.  9 
(15):  23.  1910.  Est.  7,  fig.  1. 

“Paraná,  Capão  Grande,  nos  campos,  leg.  Dusén  2766”  s;  R. 

= Baccharis  puberula  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:401.  1836.  “São  Paulo, 
leg.  Sellow  HiB.  515”  — Fotótipo  F.  37735. 

Difere  da  variedade  típica  pelas  folhas  trinérveas  e pela  inflores- 
cência  mais  laxa,  com  ramos  mais  longos,  com  cerca  de  4-9  cm  de  compr., 
pelo  invólucro  do  capítulo  feminino  com  7 mm  de  alt.  e 4-5  mm  de 
diâmetro;  corola  da  flor  feminina  com  3,5  mm  de  compr.  e 0, 7-0,9  mm 
de  diâmetro,  pilosa,  5 — denticulada  no  ápice;  estilete  ± robusto,  com 
4,5  mm  de  compr.;  papus  unisseriado  com  6 mm  de  compr.;  aquênio 
glanduloso,  com  2,5-3  mm  e 0,7-9  mm  de  diâmetro,  5-6-anguloso,  com 
ângulos  pouco  proeminentes,  com  o dorso  percorrido  por  estria  leve; 
invólucro  masculino  com  3 mm  de  alt.  e 5 mm  de  diâm.  aproximada- 
mente. 

Material  examinado:  SP  — Butantan,  leg.  Hoehne  s.n.  (25.9.1917) 
SP.  — Itapetininga,  leg.  Loefgren  328  (7.11.1887)  SP.  — 
Jabaquara,  campo,  leg.  O.  Handro  21  e 26  (18.12.1948)  SP 
— Sorocaba,  campo,  leg.  Brade  s.n.  (21.11.1912)  SP. 

PR  — Pirai  do  Sul,  Tijuco  Preto,  campo,  leg.  Hatschbach 
5118  (9.10.1958)  rb. 

SC  — Lajes,  morro  do  Pinheiro  Seco  a 950  m s . m.,  campo, 
leg.  Klein  4535  (1.11.1963)  rb.  — São  Joaquim,  faz.  da 
Laranja,  a 1400  m s.m.  campo,  leg.  Reitz  e Klein  7736  .... 
(10.12.1958)  rb.  HBR.  entre  São  Joaquim  e Pelotas  a 1300 
m s.m.,  leg.  E.  Pereira  e Pabst  6395  (23.10.1961)  rb.  hbr 


!scíelo/jbrj 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


56 

Atitude:  entre  500-1400  m s.m,  em  área  localizada  entre 
23°58\  -2 8o  17’  lat.  S e 47°27’-50°19’  long.  0. 

Pela  sua  semelhança  com  espécies  de  Erigeron,  de  Candolle  ba- 
tisou  sua  espécie  com  o nome  de  erigeioides. 

2.  BACCHARIS  CORIDIFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5-422  1836 
— Baker  in  Martiua  Fl.  Bras.  6(3) :57.  1882  — Cabrera,  Colec.'  Cien- 
tif.  4 (6a):  128.  1963. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Herval  e Piratini. 
Holótipo s leg.  Sellow,  1893  — Isótipo  R.  Fotótipo  37711, 

= Eupatorium  montevidense  Sprengel,  Syst.  Veget.  3:417.  1826  non 
B.  montevidensis  Sprengel. 

Nome  vulgar:  mio-mio. 

Folhas  agudas  com  1,5-5  cm  de  compr.  e 1,2-5  mm  de  larg.,  com 
margens  ciliadas  e de  ápice  mucronado;  pseudo  panículas  longas  e estrei- 
tas, com  cerca  de  20-25  cm  de  compr.  e 2-4  cm  de  larg.;  de  inf.  racemosas 
capítulo  feminino  com  4-5  mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm.,  brácteas  involu- 
crais  obtusas,  com  o dorso  esverdeado,  translúcidas,  estrias  e margens 
longas  hialinas;  flores  cerca  de  8;  corola  cilíndrica,  com  3, 3-3, 5 mm 
de  compr.  e de  0,5-0, 3 mm  de  diam.,  mais  longa  na  base  e levemente 
estreitada  em  direção  ao  ápice;  estilete  com  4, 3-4, 5 mm  de  compr., 
apenas  exsertos  os  ramos  robustos;  ovário  glanduloso,  com  1 5-2  mm 
de  comprimento  (fig.  130  e 168)  e estilete  (fig.  133)  semelhantes  aos 
da  espécie  anterior;  pápus  da  flor  feminina  com  6-7  mm  de  compr. 
com  mais  de  1 série  de  cerdas  e o da  masculina  com  2 mm  de  compr., 
aproximadamente;  flores  masculinas  mais  ou  menos  15  em  cada  ca- 
pítulo, com  corola  de  2-2,5  mm  de  compr.,  campanulada,  com  bordos 
levemente  reflexos,  estilete  de  ápice  ovóide,  não  exserto;  aquênio  le- 
vemente anguloso,  com  2-2,3  mm  de  compr.  e 0,7  mm  de  diâmetro,  pá- 
pus persistente. 

Material  examinado:  SP  — Angatuba,  leg.  Macedo  Vieira,  SP.  — 
Buri,  leg.  Florência  Gomes,  SP.  — Itapetininga,  leg.  A.  Ca- 
valheiro, SP. 

PR  — Campo  Largo,  margem  do  rio  Papagaio,  a 1200  m 
s.m.  leg.  E.  Pereira  5457  (23.2.1960)  RB,  hb.  — Curitiba, 
Pinheirinho,  terreno  úmido,  nas  proximidades  de  um  capão, 
leg.  Hatschbach  8906  (21.3.1962)  RB.  HH.  — Guarapuava, 
Condoi,  orla  da  mata,  leg.  Hatschbach  10029  (28.4.1963) 
RB,  HH.  — Lapa,  Santa  Bernardete,  campo  leg.  Lange  261 
(5.3.1962)  RB.  — Ponta  Grossa,  Arroio  Quebra  Perna  a 
850  m s.m.  leg.  Hatschbach  9018  (2.3.1962)  RB,  hh.  — 
ibidem  leg.  J.  Bittencourt  (3.5.1944)  rb.  — ibidem,  cam- 


JSciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


57 

3.  BACCHARIS  OCHRACEA  Sprengel,  Syst.  3:  460.  1826. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Herval  e Piratini. 
Holótipo : Sellow  d 1978,  segundo  Teodoro  (1957). 

Iconografia:  Baker  in  Martius,  Fl.  Bras.  6(3),  tab.  19:46.  1882. 

Arbusto  com  tomento  ferrugíneo  denso;  folhas  uninérveas,  de  mar- 
gens revolutas  com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.  e 0,5  mm  de  larg.; 
invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  3 mm  de  alt.  e 2 mm  de 
diâm.  cem  6-8  flores,  com  corola  de  mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  com- 
primento; aquênio  densamente  glanduloso,  com  cerca  de  1,5  mm  de 
compr.  com  pápus  de  3-3,5  mm  de  compr.;  capítulo  masculino  com 
invólucro  de  mais  ou  menos  1,5-2, 5 mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm.,  com 
cerca  de  12  flores,  com  corola  de  2 mm  de  compr.,  aproximadamente. 

Material  examinado:  RS  — Barra  do  Ribeira,  leg.  Dutra  805  (2.1908) 
R.  — Porto  Alegre,  pr.  de  Menino  Deus,  leg.  Malme  1400 
(21.2.1902)  R.  — Canoas,  leg.  Teodoro  (3.1939)  SP  — 
Pelotas,  leg.  Brauner  11  (3.1958)  R.  — S.  Leopoldo,  Por- 
tão, no  campo,  leg.  Rambo  494  (30.11.1935)  SP.  — Santa 
Maria,  leg.  Rau  (2.1939)  SP. 

SC  — Caçador,  Joaçaba  a 1000-1200  mm  s.m.,  leg.  L.B. 
Smith  e Klein  10940  (6.2.1957)  RB.  hbr.  — Capivara, 
acima  da  Serra  Geral,  no  campo,  leg.  Ule  1501  (2.1891)  R. 
— Curitibanos  a 900  m s.  m.,  leg.  Reitz  e Klein  12222 
(22.2. 1962)  RB,  hbr.  — sem  designação  de  local,  leg.  Neves 
Armond  R. 

Uruguai:  leg.  Rosengurt  R.  2526. 

Altitude:  entre  4-1200  m s.m.,  em  área  compreendida  entre 
26°47’  - 29°55’  Lat.  S e 50°40’  - 53°43’  long.  0. 


O nome  da  espécie  está  relacionado  com  a cor  ferrugínea  do 
indumento. 

4.  BACCHARIS  PATENS  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :52.  1882  — 
Cabrera,  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  8(l):31-32.  1959. 

Localidade  típica:  Uruguai,  Montevidéu. 

Tipo:  leg.  Sellow  463  e 729  — Foto  K.  13206. 

= Baccharis  squarosa  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :50.  1882 
non  Kunth.  “Las  Minas,  Uruguay  leg.  Gibert  881”  — Foto  k. 
131187. 

= Baccharis  bakeri  Heering.  Jahrb.  Hamburg.  Wissenschaf.  Anst. 
21:39.  1903. 


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cm  .. 


58 

po  seco,  leg.  H.  Moreira  249  RB.  — Vila  Velha,  Faz.  Lagoa 
Dourada,  lugares  secos  a 830  m s.  m.  leg.  Tessmann  2978 

(20.2.1957)  RB  Rio  Negro,  Campo  do  Tenente,  margens 

de  capão,  leg.  Hatschbach  2176  (1.4.1951)  rb,  hb.  

Piraquara,  Pinhais,  leg.  Hatschbach  5502  (8-2.1959)  hb. 
SC  — Lages,  campo  a 900-1000  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e 
Klein  11334  (12.2. 1957)  rb.  hbr.  — ibidem,  campo  do  mor- 
ro do  Pinheiro  Seco  a 900-950  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  12212 

(3.1957)  rb.  hbr.  Mafra,  campo  a 800-850  m s.m.  leg. 
L.  B.  Smith  e Klein  12083  (13.3.1957)  rb.  hbr.  — ibidem, 
idem  12082  rb.  hbr.  r.  — São  Joaquim,  Bom  Jardim, 
Serra  do  Oratório  a 1400  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8665 
(19.3.1959)  rb.  hbr.  — Três  Barras,  leg.  A.  Mattos  e 
Labouriau  s.n.  (26.2.1948)  rb. 

RS  — Cachceiro,  leg.  Malme  808  (11.5.1893)  r.  Porto 

Alegre,  Morro  da  Polícia,  leg.  Malme  1532  (23.3.1902)  R. 

S.  Borja,  leg.  Rau  s.n.  (20.4.1935)  r.  — São  Jerônimo, 
leg.  Chagas  Telles  (4.1925)  r.  — Uruguaiana,  campo  na- 
tural, muito  freqüente,  leg.  Pott  40  (27.2.1969)  rb.  

Vacaria,  campo  natural,  pouco  freqüente,  leg.  Pott  57 
(26.1.1969)  rb.  — entre  Herval  e S.  Francisco  de  Paula, 
leg.  Sellow  1893  R.  — pr.  S.  Gabriel,  leg.  Sellow  3464  R.  — ' 
Argentina:  Corrientes,  San  Cosme,  Isla  Candia  leg.  Hnido- 
bro  2008  (16.4.1945)  R.  — ibidem,  San  Miguel,  leg.  Ibar- 
rola  4156  (28.1.1946)  R.  — Cordoba,  Calamuchita,  La  Cruz 
leg.  Gutierrez  104  (2.1947)  r.  Concepcion  dei  Uruguay,  leg. 
Schwacke  (4.1887)  R. 

Referências  bibliográficas:  Cabrera  (1952)  — “auf  Bergwiesen  der 
Cuesta  de  los  Monos,  1300  m alt,  Márz  1911,  Herzog  1734” 
Bolívia.  Fries  (1906)  — Bolívia  “auf  mit  Gras  bewachsenen 
Ebenen  im  ganzen  bereisten  Gebiete  nicht  selten,  stellenweise 
sehr  gemein;  giftig  (von  den  Eingeborenen  “mio-mio”  oder  “ro- 
merillo”  genannt)  und  daher  nicht  abgeweidet.  — Cabrera 
(1963)  — “sur  dei  Brasil,  Paraguay,  Uruguay  y centro  y nor- 
deste de  la  República  Argentina.  Es  planta  tóxica  para  el  ga- 
nado.  En  la  Província  de  Buenos  Aires  es  frecuente  en  la  es- 
tepa  climax”. 

Altitude:  entre  200-1400  m s.  m. 

O nome  da  espécie  deve  estar  ligado  a coris,  coridis,'  um 
gênero  de  Primulaceae,  com  folhas  lineares,  semelhantes  às 
da  espécie  em  questão. 


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59 

Ramos  tomentosos;  folhas  de  base  alargada,  mais  ou  menos  emar- 
ginada,  gradativamente  estreitada  em  direção  ao  ápice,  com  mais  ou 
menos  1-2  cm  de  compr.  e 1-4  mm  de  larg.,  de  margens  revolutas, 
tomentosas  no  dorso;  invólucro  com  mais  ou  menos  3-4  mm;  flor 
feminina  com  cerca  de  2,5-3  mm  de  compr.  e a da  masculina  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  compr.;  aquênio  com  1,5-2  mm  de  compr., 
aproximadamente. 

Material  .examinado:  RS  — Canoas,  leg.  Teodoro  3998  (3-1939)  RB. 

— Pelotas,  comum  no  campo,  leg.  Sacco  1223  (20.5.1959) 
RB,  R.  — Porto  Alegre,  Morro  da  Polícia,  leg.  Rambo  43330 
(9.9.1949)  ha.  — ibidem,  Morro  Teresópolis,  leg.  Pe.  E. 
Leite  3149  (10.1948)  SP.  — Porto  Alegre,  Ipanema  leg.  Com. 
Nélson  (10.973)  RB. 

Referências  bibliográficas:  Malme  (1932)  cita  exemplares  coletados 
em  Porto  Alegre,  no  Morro  da  Polícia,  e Cabrera  registra  ma- 
terial dessa  localidade  e do  Uruguai  (Minas  e Maldonado). 

Altitude:  entre  4-300  m s.  m. 

O nome  patens,  possivelmente,  se  refere  aos  ramos  abertos,  pa- 
tentes, da  inflorescência. 


Grupo  2.  LEUCOPAPPA: 


Subarbustos  com  ramos  densamente  albo-tomentosos;  tomento  cons- 
tituído de  pêlos  vilosos,  muito  longoa  e crespos  e pêlos  mais  curtos, 
lisos,  de  paredes  espessadas  e ápice  agudo  (figs.  7 e 11);  folhas  sésseis, 
tomentosas  na  página  inferior;  capítulos  ordenados  em  inflorescências  pani- 
culadas  ou  corimbiformes;  invólucro  dos  capítulos  masculino  e feminino  cam- 
panulado,  com  brácteas  involucrais  tomentosas  no  dorso;  flores  de  20-80;  co- 
rola da  flor  feminina  com  cerca  de  3-6  mm  de  compr.  e de  0,3-0, 5 mm  de 
diâmetro  em  toda  a sua  extensão,  com  ápice  denteado,  com  dentes  papiloso- 
pilosos  no  dorso  (figs.  153  e 160);  pápus  das  flores  femininas  com  cerdas 
lisas,  alvas  e brilhantes,  bem  longos  no  aquênio;  aquênios  mais  ou  menos 
comprimidos  lateralmente,  com  dorso  levemente  convexo,  pilosos,  com  5-6 
estrias  (figs.  190-191);  corola  das  flores  masculinas  com  limbo  infundibuli- 
forme  ou  campanulado,  dividido  em  lacínios  oblongos,  planos  (figs.  205  e 
208);  pápus  da  flor  masculina  com  cerdas  muito  crespas,  não  espessadas  no 
ápice. 


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Grupo  constituído  por  6 es- 
pécies muito  típicas,  das  quais 
B.  leucopappa  A.  P.  DC.  e B. 
helichrysoides  A.  P.  DC.  se  es- 
tendem desde  os  Estados  de  Mi- 
nas Gerais  e Rio  de  Janeiro,  até 
Rio  Grande  do  Sul,  sempre 
em  altitudes  superiores  a 500  m 
s.  m.;  B.  leucocephala  Dusén  tem 
sido  encontrada  nos  Estados  do 
Paraná  e Santa  Catarina,  em  al- 
titudes de  800-1000  m s.  m.;  B. 
gibertii  Baker,  B.  phyliciUolia  A. 

P.  DC.  e B.  gnaphalioides  Spren- 
gel,  ocorrentes,  respectivamente, 
em  R.  Grande  do  Sul  e Uruguai, 
de  São  Paulo  a Rio  Grande  do 
Sul  e em  Santa  Catarina  e Rio 
Grande  do  Sul,  são  próprias  de 
lugares  brejosos  ou  arenosos. 

5.  BACCHARIS  HEL1CHRYSOIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:415. 
1836  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :51,  tab.  21  fig.  1.  1882. 

Localidade  típica : Rio  Grande  do  Sul,  entre  Pirati  e Pelotas. 
Holótipo:  leg.  Sellow  d 2013. 

r=r  Baccharis  polyantha  Sprengel,  Syst.  II:  464.  1826. 

= Baccharis  leucolepis  Schultz  Bipontinus  in  Linnaea  22:570.  1849. 

Subarbusto  com  mais  ou  menos  1,5-3  mm  de  altura;  folhas  de  ova- 
do-lanceoladas  a sagitadas,  com  4-5  cm  de  compr.  e 1,5-2  cm  de  larg., 
gradativamente  estreitadas  em  direção  ao  ápice,  de  agudas  a acumina- 
das;  panículas  com  25-40  cm  de  compr.,  bracteadas;  invólucro  com 
mais  ou  menos  4-8  mm  de  alt;  receptáculo  do  capítulo  feminino  pilo- 
so;  flores  de  20-40;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  4 mm 
de  compr.;  aquênio  com  1-1,5  mm  de  compr.;  pápus  da  flor  feminina 
com  mais  ou  menos  8-9  mm  de  compr. 

Material  examinado:  RJ  — Teresópolis,  Posse,  em  campo  de  vege- 
tação rala,  leg.  Sucre  2311  (10.2.1968)  rb ibidem. 

Serra  dos  Órgãos,  leg.  Rizzini  434  (23.2.1949)  rb.  — Pe- 
trópolis,  vale  Bonsucesso  a ± 650  m s.  m.  leg.  Sucre  2754 
(13.4.1968)  rb.  — ibidem,  Correas  leg.  C.  Goes  8 (1.1943) 
rb.  — Itatiaia,  Ültimo  Adeus,  leg.  E.  Pereira  42B  (10.3. 1943) 
rb.  — ibidem,  Pedra  da  Divisa  a 2000  m s.m.,  leg.  Brade 
14567  (28.5.1935)  rb. 


cm  l 


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MG  — Poços  de  Caldas,  leg.  Regnell  I.  217  R.  — Riedel, 
s.n.,  RB.  — Serra  do  Ouro  Branco,  leg.  Pohl  3737,  RB.  — 
Viçosa,  leg.  Kuhmann  (10.1.1935)  RB.  — ibidem,  Ignes 
Mexia  (10.930)  Carangola,  Serra  da  Grama,  leg.  Kuhlmann 
(18.4.1935)  RB.  — Poços  de  Caldas,  Véu  das  Noivas,  leg. 
Roppa  588  (24.2.1965)  rb  — Serra  de  Ouro  Preto,  can- 
ga, leg.  Aparecida  62  RB.  — ibidem.  Damazio(  9.2.1905) 
rb.  — Mariana,  campo,  freqüente,  leg.  A.  Macedo  3038 
(23.1.1951)  rb.  — Belo  Horizonte,  Serra  da  Motuca,  leg. 
Williams  6274  (25.3.1945)  RB.  — Hermílio  Alves,  leg.  A. 
P.  Duarte  1048  (10.1.1948)  RB.  — Carandaí,  leg.  A.  P. 
Duarte  8718  (8.1.1965)  RB. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Lanstyak  (4.1937)  RB.  — 
ibidem,  leg.  Hashimoto  19  (16.2.1938)  rb.  — Bocaina,  leg. 
Brade  20762  (28.4.1951)  rb.  — São  José  dos  Campos, 
leg.  Loefgren  129  (19.1.1909)  SP.  — Parque  do  Estado, 
leg.  Tatiana  521  (5.1.1967)  rb.  sp.  — Boracea,  leg.  O. 
Travassos  347  (3.3.1962)  rb.  — Invernada,  Jardim,  cam- 
po leg.  Loefgren  (2.4.1894)  SP.  — ibidem,  D.  Bento  Pickel 
4538  (21.1.1930)  sp.  — Mogi,  leg.  Brade  5481  (14.1. 
1912)  SP.  — Butantan,  leg.  Hoehne  (24.1.1918)  SP.  — 
Vila  Mariana,  leg.  Usteri  124  (21.1.1906)  SP.  — Ipiranga, 
leg.  Luederwaldt,  SP.  — Amparo,  Monte  Alegre,  cafezal 
abandonado,  leg.  Kuhlmann  518  (1.4.1943)  SP.  — Boracea, 
leg.  A.  S.  Lima  (19.12.1940)  SP.  — nativa  no  Jardim 
Botânico,  leg.  O.  Handro  (12.938)  SP.  — Ubatuba,  leg.  A. 
P.  Viegas  (12.3.1940)  SP.  — Queluz,  leg.  Ule  2 (1894)  R 
PR  — Curitiba,  leg.  Lange  1006  (18.4.1957)  RB.  — Res- 
tinga Seca,  leg.  Dusèn  3108  (13.1.1904)  R.  — Volta  Gran- 
de, leg.  Dusèn  3637  (4.2.1904)  R. 

SC  — Alto  Matador,  Rio  do  Sul,  à beira  da  estrada  a 800  m 
s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8591  (13.3.1959)  rb.  — Campos 
Novos,  Tupitinga,  capoeira  leg.  Reitz  e Klein  4651  (11.4. 
1963)  RB.  hbr,  — Dionísio  Cerqueira  a 3 km  oeste  do  rio 
Capetinga  a 900-1000  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11655 

(22.2.1957)  RB.  hbr.  — Lajes  Painel,  campo,  leg.  Reitz 
e Klein  14944  (14.4.1963)  rb.  hbr.  — ibidem,  Vacas 
Gordas,  leg.  Reitz  e Klein  14819  (13.4.1963)  RB.  hbr.  — 
Nova  Teotônia,  leg.  Fritz  Plauman  414  (29.2.1944)  rb.  — 
Lauro  Mueller,  Rio  do  Meio,  capoeira  a 350  m s.  m.  leg.  Reitz 
e Klein  8451  (20.2.1959)  rb.  hbr.  — Xanzeré,  Joaçaba 
a 700-900  m s.  m.  ruderal,  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11848 

(26.2.1957)  RB.  — ibidem  a 13  km  de  Abelardo  Luz,  a 
500-600  m s.  m.,  ruderal,  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11515 

(19.2.1957)  RB.  RBH. 


!scíelo/jbrj 


cm  .. 


62 

RS  — Caxias  do  Sul,  leg.  Teodoro  (26.3. 1949)  r.  — Pinhal, 
leg.  Palacios  Cuezzo  2129  (6.3.1948)  rb. 

Referências  bibliográficas:  Baker  (1882)  cita  exemplar  coletado 

em  MT,  Cuiabá,  por  Silva  Manso.  Heering  (1914),  mencio- 
na exemplares  coletados  na  Argentina,  Misionis  e no  Para- 
guai, Caaguazu  e Anambai. 

Altitude : encontrada  em  altitudes  que  oscilam  entre  300-2000  m s.  m. 

Nome  dado  por  de  Candolle  para  indicar  a semelhança  dessa 
planta  com  espécies  de  Helichrysum,  um  gênero  de  Compositae. 

6.  BACCHARIS  LEUCOCEPHALA  Dusén,  Arkv  f.  Bot.  9(15) :24.  1910. 

Localidade  típica:  Paraná,  Roça  Nova. 

Holótipo:  Dusén  2208  S.  — Fotótipo  F.  20677. 

Iconograiia:  Dusén,  1.  c.  tab.  1 figs.  5-6. 

Folhas  oblongas, de  ápice  acuminado,  margens  revolutas,  com  4-7 
cm  de  compr.  e 0,8-2  cm  de  larg.;  capítulos  pedicelados,  com  invólucro 
de  5-11  mm  de  alt.  e 7-10  mm  de  diâm.;  receptáculo  cônico,  piloso; 
flores  de  30-70;  corola  da  flor  feminina  com  4-6  mm  de  compr.  e a 
da  masculina  com  4-5  mm  de  compr.;  pápus  da  flor  feminina  com 
6-11  mm  e o equênio  hirsuto  com  2-3  mm  de  compr.,  aproximada- 
mente; pápus  da  flor  masculina  com  cerca  de  4 mm  de  comprimento. 

Material  examinado:  Isótipo,  Dusén  2208  R. 

PR  — Curitiba,  leg.  Tessmann  260  (4.11.1950)  RB.  — ibi- 
dem,  Barigui,  leg.  Lange  1335  (25. 10. 1960)  rb  — Piraquara, 
Volta  Grande,  estrada  Graciosa,  leg.  Hertel  143  (2.1945)  sp. 
•SC  — Curitibanos  a 850  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
8355  (12.1956)  rb,  hbr.  — Leblon  Regis,  Rio  dos  Patos  a 
900  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  13876  (29.10.1962)  RB, 
hbr.  — entre  Papanduva  e Mafra  950  ms.  m.  leg.  E . Pe- 
reira 6882  e Pabst  6708  (10.11.1961)  rb,  hb.  — Porto 
União,  a 800  m s.  m.,  roça  abandonada,  leg.  Reitz  e Klein 
13692  (27.10.1962)  rb,  hbr. 

Altitude : entre  800-900  m s.  m. 

Planta,  até  o presente,  só  encontrada  no  Paraná  e em  Santa 
Catarina. 

Dusén  chamou  sua  espécie  Leucocephala  para  acentuar  a bran- 
cura do  pápus  das  flores  femininas  e do  invólucro  de  brácteas  albo- 
tomentosas. 


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7.  BACCHARIS  GIBERTII  Baker  in  Martius,  Fl.  Bras.  6(3)  :51.  1882. 

Localidade  típica : Uruguai,  Montevidéu. 

Holótipo:  Gibert  814  — Fotótipo  K.  13190. 

Arbusto  ramificado,  com  ramos  folhosos  (Foto  3);  folhas  ovadas,  de 
base  arredondada  a truncada,  de  ápice  obtuso-mucronado  e margens 
inteiras,  com  cerca  de  2-3  cm  de  compr.  e 1,5-2  cm  de  larg.;  capítulos 
ordenados  em  ramos  corimbosos.  Invólucro  com  mais  ou  menos  4-7 
mm  de  alt.  e 4-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  lineares;  re- 
ceptáculo convexo,  piloso;  flores  de  30-50;  corola  da  flor  feminina  com 
mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.;  aquênio  hirsuto  com  1-1,5  mm  de 
compr.;  pápus  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  comprimento. 

Material  examinado:  RS  — Pelotas,  campo  arenoso,  leg.  Edésio  Ma- 
ria s.n.  (10.11.1946)  SP. 

Referência  bibliográfica:  Heering  (1904)  cita  um  exemplar  de  Ule 
1510  coitado  em  Tubarão,  Santa  Catarina. 

O nome  da  espécie  é uma  homenagem  a Gibert,  botânico  que 
coletou  a planta  pela  primeira  vez. 

É planta  rara,  de  lugares  baixos  e arenosos. 

8.  BACCHARIS  LEUCOPAPPA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:415.  1836. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Encruzilhada  e Caçapava. 
Holótipo:  Sellow  d 3111  (segundo  Teodoro,  1957). 

= Baccharis  helichrysoides  A.  P.  de  Candolle  var.  leucopappa.  (DC) 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):51.  1882. 

Iconografia:  Baker,  1.  c.  tab.  21  fig.  2. 

Folhas  ovais  com  cerca  de  1-2  cm  de  compr.  e 0,5-1  cm  de  larg. 
Capitules  dispostos  em  ramos  corimbiformes.  Flores  e aquênios  seme- 
lhantes aos  de  B.  helichrysoides  A.  P.  de  Candolle. 

Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  Pedra  Assentada,  leg.  Occhioni 
(4.1921)  RB.  — ibidem,  leg.  Brade  17418  (8.2.1945)  RB. 

ibidem  a 2400  m s.m.  leg.  Brade  20360  (5.1950)  RB.  — 
ibidem,  Planalto,  leg.  E.  Pereira  29b  (26.3.1943)  RB. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Lanstyak  (4.1937)  rb.  — 
Jundiaí,  caminho  da  Cachoeira,  leg.  Pruggrari  (6.1.1895) 
SP.  — Parque  do  Estado,  ocasional,  leg.  Coleman  193 


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cm  .. 


64 

(29.12.1964)  SP.  — Invernada,  no  campo  leg.  Glasner  74 
(4.2.1940)  SP. 

SC  — Bom  Retiro,  Campo  dos  Padres  a 1650  m s.  m.  leg. 
L.  B.  Smith  e Reitz  10425  (25.1.1959)  rb.  hbr.  — La- 
jes, Morro  do  Pinheiro  Seco  a 950  m s.  m.  leg.  Klein  4502 
(1.9.1959)  RB.  HBR.  — São  José,  Serra  da  Boa  Vista  a 
1000  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  10778  (2.3.1963)  rb.  hbr. 
— São  Joaquim,  Curral  Falso,  Bom  Jardim  a 1500  m s.  m. 
leg.  Reitz  e Klein  8391  (19.2.1959)  rb.  hbr. 

RS  — Jaquirana  a 1150  m s.  m.,  leg.  E.  Pereira  6852 
(9.11.1961)  rb.  HB.  — Porto  Alegre,  Morro  da  Glória,  no 
campo,  leg.  Rambo  501  (10.9.1931)  sp.  — ibidem,  Morro 
da  Polícia,  leg.  Rambo  37696  (30.5.1954)  ha. 


Referência  bibliográfica:  Heering  (1904)  “Dieses  scheint  mir  die  echte 
B.  leucopappa  DC.  Baker  zieht  dieselbe  zu  helichrysoides  ale 
Varietát  und  charakterisiert  sie  durch  die  kleinerem  Blãtter 
und  ármeren  Bluütenstánde.  Ais  Synonym  zu  dieser  Varietát 
führt  er  auch  B.  phylicoides  DC.  auf.  Hier  liegt  ein  Schreib- 
fehler  vor,  da  es  nur  eine  B.  phylicaefolia  DC.  gibt.” 


Baccharis  phylicaefolia  A.  P.  de  Candolle  é espécie  afim,  mas  dis- 
tinta de  B.  leucopappa  A.  P.  de  Candolle. 


9.  BACCHARIS  PHYLICAEFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:415. 

1836. 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Holótipo:  Sellow  HIB  491  —Fotótipo  F.  37731. 


Folhas  uninérveas,  com  cerca  de  2-3  cm  de  compr.  e 3-10  mm  de 
larg.,  de  base  e ápice  obtusos;  capítulos  corimbosos  (foto  3).  Invólucro 
com  cerca  de  4 mm  de  altura  e 6 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involu- 
crais  obtusas;  flores  de  25-30  em  cada  capítulo,  com  corola  de  mais  ou 
menos  2,5-3  mm  de  compr. 

Material  examinado:  SP  — Interlagos,  brejo,  leg.  W.  Hoehne  1936 
(13.11.1946)  sp.  — e 1936  lp. 

SC  — Canavieiras  a 5 m s.  m.,  leg.  Klein,  Souza  e Bresolin 
5908  (6.10.1964)  rb,  hbr. 

RS  — Nova  Hamburgo,  leg.  Malme  224  (20.10.1892)  R. 


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11  12  13  14  15 


cm 


65 

10.  BACCHAR1S  RADICANS  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:416.  1836. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul. 

Tipo:  Sellow  HIB  906  —Foto  F.  37718. 

= Baccharis  gnaphalioides  A.  P.  de  Candolle,  1.  c.  415  (non  Sprengel) 
Teodoro,  Contrb.  Inst.  Geobiol.,  Canoas  8:21.  1957. 

— Baccharis  psamophila  Malme,  Kungl.  SV.  Vet.  Akad.  Handl 
12(2): 70.  1936  “Santa  Catharina,  Laguna,  in  arena  mobili  legit 
Malme  8425  (24.6.1909)  Syn.  nov. 

Iconografia:  Malme  1.  c.  tab.  4,  fig.  2 (dextra). 

= Baccharis  leopoldinensis  Teodoro  in  sched.  SP  49196  syn.  nov. 

Subarbusto  com  cerca  de  30-50  cm  de  altura,  de  base  radicante, 
com  caule  rasteiro  ou  ascendente,  folhoso  na  porção  média  inferior.  Fo- 
lhas com  cerca  de  1-2  cm  de  compr.  e 5-7  mm  de  larg.,  de  base  contraí- 
da, arredondada  ou  cordada,  de  ápice  mucronado,  acuminado,  com  mar- 
gens revolutas;  capítulos  poucos,  de  3-5,  com  pedicelo  de  mais  ou  me- 
nos 0,5-1  cm  de  compr.,  dispostos  em  cimas  corimbiformes  terminais; 
invólucro  com  mais  ou  menos  6-7  mm  de  alt.  e 6-7  mm  de  diâm.,  com 
brácteas  involucrais  densamente  tomentosas  (fig.  115);  flores  cerca 
de  80  em  cada  capítulo;  receptáculo  do  capítulo  feminino  laciniado; 
corola  das  flores  femininas  com  mais  ou  menos  3,5-4  mm  de  compr., 
com  bordo  5-lobado,  com  os  lobos  papiloso-pilosos  no  dorso;  estilete 
com  cerca  de  6mm  de  compr.  tênue,  dilatado  na  base,  com  ramos  mais 
ou  menos  profundos;  flores  masculinas  com  corola  de  mais  ou  menos 
3,5  mm  de  compr.;  estilete  com  ramos  abertos,  com  mais  ou  menos 
4 mm  de  compr. 

Material  examinado:  SC  — Florianópolis,  in  arenosis  ad  litus  leg.  A. 

Bruxel  6882  ha.  — Pântano  do  Sul,  Lagoinha  do  Leste  a 
50  m s.m.,  leg.  Klein  e Bresolin  8801  (20. 10. 1970)  RB,  hbr. 
RS  — Osório,  faz.  do  Arroio,  in  arenosis  dumetosis  leg.  Ram- 
bo  46790  (14.4.1950)  SP.  — Arredores  de  São  Leopoldo, 
leg.  Pe.  E.  Leite  2882  (9.1941)  sp.  — ibidem,  idem  2631 
SP.  — ibidem,  idem  17  R.  — Canoas,  leg.  Teodoro  3133 
(3.1939)  RB.  — Porto  Alegre,  Barra  do  Ribeira,  leg.  Rambo 
46620  (5.4.1950)  ha. 

Referências  bibliográficas:  Baker  (1882)  cita  exemplares  coletados  em 
Montevidéu  e Maldonado,  Uruguai.  Cabrera  (1963)  informa 
que  a planta  é freqüente  nas  dunas  próximas  do  mar,  nô  Uru- 
guai, e cita  um  exemplar  colhido  em  Serro  Bachica,  próximo 
de  Balcarce,  Província  de  Buenos  Aires. 

O nome  da  espécie  significa  aquela  que  forma  raízes. 


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cm  .. 


66 

Grupo  3:  TARCHONANTH OIDES 

Arbustos  com  ramos  mais  ou  menos  robustos,  densamente  tomen- 
tosos;  tomento  amarelo-avermelhado,  constituído  de  pêlos  mais  ou 
menos  semelhantes  aos  do  grupo  anterior;  folhas  pecioladas,  de  oblongas 
a lanceoladas,  com  cerca  de  7-15  cm  de  compr.  e 1-6  cm  de  larg.,  coriáceas, 
com  a página  inferior  tomentosa;  capítulos  ordenados  em  panículas  alonga- 
das, ou  raramente,  em  ramos  corimbiformes,  terminais;  corola  das  flores  fe- 
mininas e masculinas  semelhan- 
tes às  do  grupo  anterior;  aquê- 
nio  mais  ou  menos  comprido, 

5-estriado,  com  o dorso  leve- 
mente convexo,  granduloso-visco- 
so,  às  vezes,  com  pêlos  esparsos; 
pápus  da  flor  masculina  com  cer- 
das  crespas,  levemente  espessadas 
no  ápice,  e o da  flor  feminina  mui- 
tas vezes  de  cerdas  rosadas. 

Com  duas  espécies:  B.  tar- 
chonanthoides  A.  P.  DC  e B.  ly- 
chnophora  Gardner.  O centro  de 
dispersão  de  B.  tarchonanthoides 
é a parte  centro-oriental  de  Mi- 
nas Gerais,  estendendo-se  até  Po- 
ços de  Caldas,  Itatiaia  (RJ),  Bo- 
caina, Campos  do  Jordão  (SP)  e 
Castro  e Rio  Branco  do  Sul 
(PR),  em  altitudes  de  700-2200 
m s.  m.;  B.  lychnophora,  porém, 
é endêmica  das  Serras  de  Minas 
Gerais,  em  altitudes  que  variam 
de  1200  a 1800  m s.  m. 

11.  BACCHARIS  TARCHONANTHOIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prodr. 
5:414.  1836.  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):49-50,  tab.  20.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais. 

Holótipo:  Vauthier  275. 

= Baccharis  ibitensis  Toledo  apud  Handro,  Arq.  Bot.  Est.  S.  Paulo 
ns.  form.  major  3:67.  1935.  syn.  nov. 

Arbusto  de  mais  ou  menos  2-4  m de  altura,  com  folhas  lanceoladas, 
de  mais  ou  menos  8-10  cm  de  compr.  e 2-3  cm  de  larg.,  peninérveas, 
de  ápice  agudo,  com  bordos  denteados;  pecíolo  com  1-2  cm  de  compr. 


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11  12  13  14  15 


cm  .. 


67 

Capítulos  ordenados  em  panícula  terminal;  invólucro  com  mais  ou 
menos  4 mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  pi- 
losas  no  dolso;  pedicelos  e ramos  da  panicula  viscosos;  flores  de  30-50 
em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  3-3,5 
mm  de  compr.,  com  dentes  curtos,  papilosos  no  dorso;  corola  da  flor 
masculina  com  cerca  de  4 mm  de  compr.;  estilete  com  mais  ou  me- 
nos 4-5  mm  de  compr.  e aquênio  com  1-1,5  rnm  de  comprimento,  glan- 
dulosos. 

Material  examinado:  MG  — sem  localidade  especificada,  leg.  Wid- 
gren  (1845)  RB.  — Ouro  Preto,  leg.  Damazio  1131  RB.  — 
Conceição  do  Ibitipoca,  Lima  Duarte,  campo  pedregoso,  leg. 
M.  Magalhães  517  (13.9.1940)  rb.  — entre  Tiradentes  e 
S.  João  d’El  Rei,  cerrado,  leg.  A.  P.  Duarte  4077  (7.11. 1952) 
rb.  — Água  Limpa,  Serra  do  Curral,  cerrado,  leg.  Pe.  Roth 
1642  (25.7.1956)  rb.  — Poços  de  Caldas,  Morro  do  Ferro, 
leg.  Leocini  125  (8.1964)  rb.  — ibidem,  Campo  do  Saco, 
leg.  Roppa  671  (8.1965)  rb.  — ibidem,  leg.  Emmerich  2005 
(9. 1964)  RB.  — Maria  da  Fé,  sul  de  Minas,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 244  (31.8.1964)  rb.  — Delfim  Moreira,  São  Francisco 
dos  Campos,  leg.  M.  Kuhlmann  2537  (7.6.1960)  rb. 

RJ  — Itatiaia  a 2200  m s.m.,  leg.  Brade  12691  (9. 1933)  rb. 
— ibidem,  Macieiras  a 2130  m s.m.  leg.  Kauffmann  e Fidalgo 
2 (20.9.1955)  rb. 

SP  — Serra  da  Bocaina  a 1600  m s.  m.,  leg.  Brade  21178 
(10.10.1957)  rb.  — Amparo,  Monte  Alegre,  encosta  do 
Pico  da  Serra  Negra  a 1200  m s.  m.,  leg.  M.  Kuhlmann  1032 
(30.8. 1943)  SP.  — ibidem,  às  margens  do  rio  Camanducaia, 
sobre  pedras,  leg.  M.  Kuhlmann  (20.8.1943)  SP.  — Espí- 
rito Santo  do  Pinhal,  a 1000  m s.  m.,  leg.  C.  Novais  (1895) 
SP.  — Mooca,  leg.  Brade  5490  (6.10.1912)  SP. 

PR  — Castro,  Fundão  orla  de  capão,  leg.  Hatschbach  11654 
e 11656  (2.10.1964)  HH.  — Rio  Branco,  Curiola,  campo 
pedregoso,  no  topo  do  morro,  leg.  Hatschbach  17582  (27.10. 
1967)  HH. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  Tarchonanthus,  um  gê- 
nero de  Compositae. 

12 . BACCHAR1S  LYCHNOPHORA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ. 
7:85.  1884. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Diamantina. 

Holótipo : Gardner  4898  — Fotótipo  F.  33211  e 15009. 


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11  12  13  14  15 


cm 


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= Baccharis  tarchonanthoides  var.  integrifolia  Baker  in  Martius  Fl. 

Bras.  6(3):  50.  1882.  syn.  nov. 

Fotótipo  F.  1882  “summo  Brasiliae  monte  Itambé’. 

Folhas  de  lanceoladas  a oblongas,  de  margens  inteiras  com  cerca  de  7-15 
cm  de  compr.  e 1-6  cm  de  larg.;  capítulos  dispostos  em  panículas  longas,  am- 
plas ou  em  ramos  corimbiformes;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  mais 
ou  menos  6 mm  de  alt.  e 4 mm  de  diâm.  e o do  masculino  com  3-4  mm  de  alt. 
e 4 mm  de  diâm.;  flores  de  15-20  em  cada  capítulo;  receptáculo  do  capítulo 
feminino  laciniado,  com  lacínios  triangulares,  agudos;  corola  das  flores  femi- 
ninas com  mais  ou  menos  3 mm,  de  compr.  e a das  masculinas  com  cerca  de 

2 mm  de  compr.;  aqênio  com  1,5-2  mm  de  compr.  com  pápus  de  mais  ou  menos 

3 mm  de  compr. 

Material  examinado:  MG  — Sem  localidade  especificada,  leg.  Claus- 
sen  RB.  — Diamantina  a 1400  m s.m.,  leg.  Brade  13960 
(7.1934)  RB.  — ibidem,  a 1370  m s.  m.,  leg.  Irwin  22259 
(19.1.1969)  RB.  nv.  — Serra  do  Cipó,  estrada  para  Con- 
ceição a 1290  m s.  m.,  leg.  A.  P.  Duarte  2295  (12.12.1949) 
RB.  — Serra  do  Ibitipoca,  leg.  Pe.  Krieger  8534  (13.5.1970) 
RB.  — Ouro  Preto,  morro  São  Sebastião,  leg.  Damazio  1130 
RB.  — Itabirito,  cerrado,  Pe.  Krieger  (10.6.1971)  rb. 


Gardner  foi  muito  feliz  quando  batizou  sua  espécie  com  o nome 
de  lychnophora,  pois,  na  verdade  essa  planta  lembra  muito  espécies 
desse  gênero  de  Compositae. 


Grupo  4:  BRACHYLAENOIDES 

Arbustos  de  1-2  m de  altura,  com  folhas  sésseis  ou  pecioladas, 
membranáceas,  peninérveas  ou  trinérveas;  capítulos  dispostos  em  pa- 
nículas terminais  longas  (fig.  91)  ou,  raramente,  em  panículas  corimbiformes, 

curtas;  invólucro  campanulado,  com 
cerca  de  3,5-4  mm  de  altura  e 3 mm 
de  diâmetro;  receptáculo  do  capítulo 
feminino,  geralmente,  cônico,  profun- 
damente alveolado,  com  alvéolos 
fimbriados,  ou  receptáculo  paleáceo, 
com  páleas  lineares,  hialinas,  cadu- 
cas; flores  de  14-25  em  cada  capítulo; 
corola  da  flor  feminina  tubuloso-fili- 
forme,  pilosa,  de  bordo  denteado 


SciELO/JBRJ 


69 


(fig.  149);  pêlos,  geralmente,  dispostos 
abaixo  do  ápice  de  corola  (fig.  142); 
aquênios  5,  estriados,  com  pêlos  de 
formas  regulares  ou  irregulares,  com 
paredes  espessadas  (figs.  21-26;  29- 
30);  corola  da  flor  masculina  com  la- 
cínios  triangulares,  planos  (fig.  208); 
estilete  com  ramos  separados,  hirsu- 
tos; pápus  de  cerdas  pouco  crespas, 
não  espessadas  no  ápice. 

Com  5 espécies  e 1 variedade.  De- 
las, B.  brachylaenoides  A.P.DC.  e sua 
variedade  têm  dispersão  ampla,  ocor- 
rendo desde  a Venezuela,  Colômbia, 
Peru  e Guianas,  até  o Sudeste  e Sul 
do  Brasil.  B.  grandimucronata  Teo- 
doro,  B.  veinonioides  A.  P.  DC.  e B. 
vismioides  A . P . DC.,  ocorrem  na  Re- 
gião Sudeste  do  Brasil  B.  ligustri- 
na,  porém,  é encontrada  em  Brasí- 
lia, Goiás  e Minas  Gerais. 

13.  BACCHARIS  BRACHYLAENOIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:421. 
1S36  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :81.  1882  p.p.  — Cuatrecasas, 
Rev.  Acad.  Colomb.  Cienc.  Fis.  Nat.  13(49) : 66.  1967. 

Baccharis  brachylaenoides  var.  brachylaenoides. 

Localidade  típica:  Rio,  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Corcovado. 
Holótipo:  leg.  Lund  609  — Fotótipo:  F.  28529. 

= Chrysocoma  invisa  Vellozo,  Fl.  Flum.  8.  tab.  2.  1829  (?) 

= Baccharis  venulosa  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:421.  1836.  “Peru, 
leg.  Haenke” 

= Baccharis  oblanceolata  Rusby,  Mem.  Torr.  Bot.  Club  6:61.  1896. 
“Bolívia,  Mapiri,  leg.  Bang  1490” 

= Baccharis  meridensis  Steyermark  Field.  Bot.  28(3):  622.  1953. 

“Venezuela,  Páramo  de  los  Colorados,  leg.  Steyemark  56556”. 

= Psila  brachylaenoides  (A.P.DC)  Aristeguieta,  Fl.  Venezuela  10 
( 1 ) :316.  1964. 

Arbusto  de  + 2 m de  altura.  Folhas  sésseis,  lanceoladas,  glabras, 
com  cerca  de  9-15  cm  de  compr.  e 1-4  cm  de  larg.,  de  base  mais  ou 
menos  atenuada,  ápice  acuminado,  margens  inteiras,  peninérveas,  com 
nervuras  laterais  tênues;  invólucro  $ com  mais  ou  menos  2-6-mm  de 
alt.  e 3-4  mm  de  diâmetro,  com  brácteas  involucrais  ciliadas;  corola  da 
flor  feminina  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.  e 0,5-0, 3 mm  de 


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cm  .. 


70 

diâmetro,  com  pêlos  bisseriados,  obtusos  (figs.  20,  142,  149)  longos, 
dispostos  em  anel,  um  pouco  abaixo  do  ápice;  estilete  com  5 mm  de 
compr.;  aquênio  5-cupuloso,  com  2 mm  de  compr.  e 0,5-0,  7 mm  de 
diâmetro;  corola  da  flor  masculina  com  cerca  de  2,5-3  mm  de  compr., 
papilosa  na  porção  superior  do  tubo;  aquênio  com  cerca  de  2 mm  de 
compr.,  com  pêlos  de  uni  a bi-seriados,  de  forma  regular  ou  irregular, 
geralmente  bífidos  no  ápice  (figs.  21-26  ,29-30).  Papus  uniseriado  com 
4 mm  de  compr.  Receptáculo  do  capítulo  feminino  paleáceo. 

Material  examinado:  RJ  — Corcovado,  Mesa  do  Imperador,  leg.  E. 

Pereira  4134  (3.9.1958)  rb.  hb.  — Morro  do  Archer,  leg. 
Brade  18584  (28.8. 1946)  rb.  — Alto  da  Boa  Vista,  a 400  m 
s.m.  leg.  Sucre  1129  (8.10. 1966)  rb.  — Corcovado,  Mesa  do 
Imperador,  leg.  A.  P.  Duarte  1186  (7.7.1948)  rb.  — Estrada 
da  Tijuca,  leg.  Kuhlmann  532  (21.8.1931)  rb.  — Teresópo- 
lis,  Serra  dos  Órgãos,  Pedra  do  Frade  a 1400  m s . m.  leg.  Brade 
16544  (7.8.1940)  rb.  — Itatiaia,  leg.  C.  Porto  721  (29.8. 
1918)  RB.  — ibidem,  Picada  Nova,  leg.  Brade  18855  (16.2. 
1948)  rb.  ibidem,  Maromba,  leg.  Graziela  54  (12.7.1953) 
RB.  — Petrópolis,  Carangola,  leg.  C.  Goes  1030  (12. 1943)  rb. 
Serra  dos  Órgãos,  a 1800  m s.m.,  leg.  Cabrera  12265  (12.7. 
1956)  lp.  Cachoeira  do  Campo,,  leg.  Claussen  2058  (lp). 
MG  — Juiz  de  Fora,  leg.  Pe  Krieger  9039  (29.8- 1970)  rb. 
SP  — Alto  da  Serra,  leg.  Hoehne  s.n.  (31.7.1918)  sp  — Ipi- 
ranga, leg.  Luederwaldt  (9.1.1915)  SP.  — Alto  da  Serra,  leg. 
Pottermans  (23.8.1902)  SP.  — ibidem,  leg.  M.  Kuhlmann 
(18.8.1939)  SP.  — Boracea,  cabeceiras  do  rio  Guaratuba 
(19.7.1957)  SP. 

PR  — Campina  Grande  do  Sul,  Capivari,  leg.  Hatschbach  7167 
HU  — Guaratuba,  Pedra  Branca  do  Araraquara,  leg.  Hatsch- 
bach 17727,  HH.  — Serrinha,  São  Vicente,  borda  da  mata,  leg. 
Hatschbach  2283,  HH.  rb.  — São  José  dos  Pinhais,Serra  do 
Emboque,  matinha  nebular,  a 1000  m s.m.  leg.  Hatschbach 
19641  (29.8.1969)  hh.  rb. 

SC  — Biguaçu,  Serra  do  Fachinal,  leg.  Rambo  50380  e 59388 
(20 . 7 . 1951)  RB,  hbr.  — Blumenau,  Morro  Spitzkopf  a 950  m 
s.m.,  leg.  Reitz  e Klein  4166  (5.7.1960)  rb.  hbr.  — ibidem, 
idem  9630  (23.4.1960)  rb,  hbr.  — Bom  Retiro,  campo  dos 
Padres  a 2000  ms.  m.  leg.  Reitz  2712  (12. 1948)  RB,  hbr.  — 
Itajaí,  Morro  da  Ressacada  a 350  m s.m.,  leg.  Klein  1452 
(17.2.1955)  rb,  hbr.  — Lajes,  Encruzilhada,  alto  da  serra 
a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  12569  (19.4.1962)  RB,  hbr. 
ibidem,  idem  13228  (14.7.1962)  RB,  hbr.  — Monte  Gambi- 
rela,  leg.  Rambo  50331  (18.7.1951)  rb.  — Palhoça  Pilões 
a 200  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  3386  (9.7.1956)  rb,  hbr. 
— São  Francisco  do  Sul,  morro  do  Campo  Alegre,  a 1200  m 


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71 


13  a 


2 


s.m.  leg.  Reitz  e Klein  9771  (3.9.1960)  rb,  hbr.  — São 
Joaquim,  Bom  Jardim,  Serra  do  Oratório.  Aparados  da  Serra 
a 1500  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  7173  (18.9.1959)  rb,  hbr. 
GUIANA,  upper  Mazarium  River  basin  Mt.  Ayanganna  leg. 
Tillet  45060. 

NY.  — Serrania  Yutage,  rio  Manapiare,  Ter.  Amazonas,  leg. 
Maguire  35084  NY,  RB. 

BACCHARIS  BRACHYLAENOIDES  var.  POLYCEPHALA  (Schultz- 
-Bip.)  nov.  comb.  Bas.:  Baccharis  polycephala  Schultz-Bipontinus  in 
sched.  (Regnell  I.  244). 

= Pseudobaccharis  polycephala  (Schultz-Bip.)  Teodoro,  Contrib.  Inst. 
Geobiol.  Canoas,  8:36.  1957. 

Folia  8-9  cm  longa,  5-9  mm  lata;  panicula  laxior  quam  B.  brachylaenoi- 
des  var.  brachylaenoides. 

Devido  ao  engano  cometido  por  Baker,  que  colocou  Baccharis  po- 
lycephala Schultz-Bipontinus  na  sinonímia  de  B.  ligustrina  A.P.DC. 
e reproduziu  na  estampa  24  de  seu  trabalho  (1882),  as  características 
da  planta  de  Schultz-Pipontinus,  sob  o nome  da  espécie  de  A.P.  de 
Candolle,  a var.  polycephala  de  B.  brachylaenoides,  tem  sido  com  mui- 
ta freqüência  determinada  como  B.  ligustrina  A.P.  de  Candolle. 

Material  examinado : ES  — Castelo,  Braço  do  Sul,  à beira  da  mata, 
leg.  Brade  19309  (17.8.1948)  RB. 

RJ  — Teresópolis,  Serra  dos  Órgãos,  leg.  J.  Barcia  83 
(5.7.1970)  rb.  — Serra  de  Petrópolis,  variante  nova,  na 
orla  de  formação  primária,  leg.  A.  P.  Duarte  4682  (1.4. 1959  ) 
RB.  hb.  Itatiaia,  Lago  Azul,  a 800  m s.m.  leg.  Brade  12649 
(8.1933)  RB. 

MG  — Caxambú,  planta  de  formação  secundária,  em  fase  de 
reconstituição  natural,  leg.  A.  P.  Duarte  3822  (13.8.1954) 
RB.  — Poços  de  Caldas,  leg.  Leoncini  81  (4.8.1964)  RB. 
SP  — Bocaina  a 1600  m s.m.  leg.  Brade  21176  (10. 10. 1957) 
RB.  — ibidem,  leg.  Sucre  2910  (5.5.1968)  rb.  — Estação 
Biológica,  leg.  Kuhlmann  (17.8. 1939)  sp.  — Amparo,  Monte 
Alegre,  lugar  úmido  à margem  do  rio  Camanducária,  leg. 
M.  Kuhlmann  969  (26.8.1943)  SP.  — Cumbica,  prox. 
de  Pedreira,  entre  Guarulhos  e Nazaré  Paulista,  muito  co- 
mum, Ifg.  Kuhlmann  1378  (23.7.1946)  sp.  — Igaratá,  leg. 
M.  Kuhlmann  1936  (13.4. 1950)  SP.  — São  Carlos  do  Pinhal, 
leg.  Loefgren  720  (16.7.188)  sp.  — Jardim  São  Paulo,  Ca- 
pital, leg.  W.  Hoehne  1909  (16.8.1946)  LP.  — Bocaina,  leg. 
Glaziou  11112  (7.9.1874)  lp.  Botânico,  nativa,  leg.  O.  Han- 
dro  (9.8. 1933)  sp.  — Parque  do  Estado,  leg.  Hoehne  (22.8. 


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cm  i 


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1914)  SP.  — Serra  da  Cantareira,  leg.  Koscnisky  (21.7. 
1933)  SP. 

PR  — Conceição  do  Sul,  Bocaiúva,  leg.  Klein  2500  (22.8. 
1961)  RB,  HBR.  — Serra  das  Furnas,  Pirai  leg.  A.  P.  Duarte 
5369  (13.8.1960)  RB.  HB.  — São  José  dos  Pinhais,  leg. 
Hatschbach  3231  RB,  HH. 

SC  — Arredores  de  Santa  Cecília,  leg.  E.  Pereira  8344 
(15.1.1964)  HB.  — Blumenau,  Morro  Spitzkopf,  leg.  Reitz 
e Klein  899  (21.8.1959)  RB,  HBR,  HB.  — Lauro  Mueller, 
Vargem  Grande,  orla  da  mata  a 350ms.  m.,  leg.  Reitz  e Klein 
7031  (22.8.1958)  rb,  hbr.  — ibidem  idem  6708  650  ms. 
m.,  leg.  Reitz  e Klein  3518  (19.7.1956)  rb,  hbr,  hb. 

RS  — Caxias  do  Sul,  leg.  Edesio  127  (8.7.1949)  lp. 

O nome  dado  por  de  Candolle  para  a sua  espécie  signi- 
fica semelhante  a Brachylaena,  um  gênero  de  plantas  das 
Compositae. 


14.  BACCHARIS  GRAND1MUCRON  AT  A Teodoro,  Contr.  Inst.  Geobiol. 
Canoas  8:38.  1957. 

Localidade  típica : Rio  de  Janeiro,  Itatiaia 
Holótipo : Hermendorf  651  R. 

Arbusto  de  1-3  m de  altura,  com  ramificação  dicotômica;  folhas  se- 
melhantes às  de  B.  brachylaenoides  var.  brachylaenoides,  mas  com  bordo, 
na  metade  superior  do  limbo,  denteado;  capítulos  dispostos  em  ramos 
corimbiformes,  curtos;  flores  femininas  e masculinas  e aquênios  seme- 
lhantes aos  da  espécie  precedente. 

Material  examinado : RJ  — Itatiaia,  leg.  Hermendorf  651  r.  — ibi- 
dem a 2400  m s.  m.  à beira  da  mata,  leg.  Brade  20359 
(5.1950)  rb.  — ibidem,  Itamonte  a 1900  m s.  m.  leg.  E. 
Pereira  5778  (16.9.1961)  rb,  hb.  — ibidem,  Planalto  a 

2200  m s.  m.,  leg.  E.  Pereira  5688  (25.5.1961)  rb.  

ibidem,  Agulhas  Negras  a 2800  m s.  m.  leg.  Brade  14589 
(27.5.1935)  rb.  — ibidem,  idem  12724  (9.1933)  rb.  — 
ibidem,  idem  20286  (5.1950)  rb.  — idem,  a 2800  m s.  m. 
leg.  Toledo  747  (6.1913)  rb.  — ibidem  leg.  E.  Pereira, 
Egler  e Graziela  94  (16.7.1953)  rb.  — Friburgo,  leg.  Pe. 
Capell,  rb.  — Teresópolis,  Serra  dos  Órgãos,  Caminho  das 
Antas,  leg.  Dionísio  e Otávio  248  (28.6.1942)  rb.  — Pe- 
dra Açu  a 2000  m s.  m.,  leg.  Brade  16505  (31.7.1940)  RB. 
— ibidem,  leg.  Moura  (1887)  RB.  — ibidem,  Castelo,  leg. 
Brade  10936  (28.6.1931)  rb. 

MG  — Serra  do  Caparaó,  leg.  Brade  16917  (11.9. 1941)  RB. 


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cm  .. 


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O nome  da  espécie  está  relacionado  com  o ápice  das  folhas  que 
se  apresenta  mucronado. 

15.  BACCHARIS  LIGUSTRINA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:421.  1836. 
— Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  60.  1882  p.  p. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Serro  Frio. 

Holótipo:  leg.  Vauthier  285  — Fotótipo  F:  28512. 

= Baccharis  bupleuroides  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:86. 
1848.  “in  marshy  bushy  places  Diamond  District,  leg.  Gardner 
4915”  K. 

Fotótipo  F.  14952. 

= Pseudobaccharis  ligustrina  (A.  P.  DC)  Teodoro,  Contrib.  Inst. 
Geobiol.  Canoas  2:35.  1952. 

— Psila  brachylaenoides  A.  P.  DC.  var.  ligustrina  (A.  P.  DC)  Aris- 
teguieta  Fl.  Venezuela  10  (1):317.  1964. 

Arbusto  pouco  ramificado,  com  ramos  glabros  (Foto  4);  folhas  li- 
near-espatuladas,  sésseis,  com  ápice  eroso,  glabras,  com  6-10  cm  de 
compr.  e 0,8- 1,5  cm  de  larg.,  mais  ou  menos  atenuadas  em  direção  à 
base,  trinérveas;  capítulos  dispostos  em  ramos  corimbiformes,  forman- 
do panículas  curtas  ou  alongadas.  Invólucro,  receptáculo,  flores  e aquê- 
nios  semelhantes  aos  de  B.  brachylaenoides  A.  P.  DC. 

Material  examinado:  MG  — Diamantina,  Rio  Grande,  leg.  E.  Pe- 
reira 1718  (13.6.1955)  rb.  — Sete  Lagoas,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 8104  (18.9.1965)  RB.  — Serra  do  Curral,  Belo  Horizon- 
te, no  vale,  leg.  Pe.  Roth  1640  (18.7.1956)  RB.  — Santa 
Rita  de  Jacutinga,  em  lugares  úmidos,  leg.  Urbano  8986,  rb. 
— Paraopeba,  leg.  Heringer  9380  (5.9.1959)  RB.  — Serra 
do  Cipó,  Mato  Dentro,  leg.  A.  Macedo  3752  (5.9.1952)  RB. 
— Palácio,  Jabotica tubas,  leg.  J.  Evangelista  145  (18.8. 
1940)  RB.  — Parque  Zoobotânico,  Brasília,  DF  — leg.  He- 
ringer 8438  (20.6.1961)  RB.  — Sobradinho,  brejo,  leg.  He- 
ringer 8376  (23.5. 1961)  rb.  — Gama,  à beira  da  cachoeira, 
leg.  Cobra  299  (11.8.1963)  rb. 

O exemplar  NY  37114,  coletado  em  Cerra  de  la  Nebli- 
na Rio  Yatua,  Território  do  Amazonas,  e citado  por  Ariste- 
guieta  sob  o nome  de  B.  ligustrum,  com  folhas  obovais,  api- 
culadas  ou  erosas  no  ápice,  imbricadas,  é da  mesma  espécie 
dos  coletados  por  Luetzelburg  (21637  e 21629)  em  Roraima 
a 2850  m s.  m.,  sobre  pedras,  e bem  distintos  de  Baccharis 
ligustriíolia  DC.  que  ocorre  em  Minas  Gerais  e em  Brasília. 


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cm 


O nome  da  espécie  está  relacionado  com  o aspecto  da  folha,  um 
pouco  semalhante  às  de  Ligustrum. 

16.  BACCHARIS  VERNONIOIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:422. 
1836. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Mariana. 

Holótipo:  Vauthier  265. 

= Pseudobaccharis  vernonioides  (DC)  G.  M.  Barroso,  in  Teodoro 
Contrib.  Inst.  Geobiol.,  Canoas  8:34.  1952. 

Arbusto  de  mais  ou  menos  2 m de  altura,  com  ramos  densamente  fer- 
rugíneo-pilosos;  folhas  pecioladas,  lanceoladas,  membranáceas,  com 
5-7  cm  de  compr.  e 2-3  cm  de  larg.,  pilosas  nas  duas  faces,  peninér- 
veas;  capítulos  dispostos  em  amplas  panículas;  receptáculo  do  capítulo 
feminino  paleáceo.  Flores  e aquênios  semelhantes  aos  de  B.  brachy- 
laenoides  DC. 

Material  examinado:  MG  — Diamantina,  Biribiri,  leg.  Schwacke  8561 
RB.  — Baependi,  São  Tomé  das  Letras  a 1200  m s.  m,  leg. 
Brade  20466  (13.7.1950)  RB.  — Serra  do  Cipó,  estrada 
para  Conceição,  freqüente,  leg.  Mello  Barreto  10887  (13.7. 
1940)  RB.  — Serra  do  Curral,  Nova  Lima,  leg.  Pe.  Roth 
1373  (28.8.1955)  rb.  — Caxambu,  em  formação  secundá- 
ria, leg.  A.  P.  Duarte  3823  (3.7. 1954)  rb. 

ES  — Castelo,  Forno  Grande,  leg.  Brade,  19248  A (12.8. 
1948)  rb. 

RJ  — pr.  de  Pontal  leg.  Schwacke  (5.7.1904)  rb.  — Cam- 
po Grande,  leg.  Schwacke  1748  (23.5.1905)  rb.  — Recreio 
dos  Bandeirante,  leg.  Bertha  Lutz  16  (6.8.1948)  rb.  — Pe- 
trópolis,  leg.  Góes  687,  738,  735  rb.  — Serra  dos  Órgãos  a 
1350  m s.m.  leg.  Brade  16606  (20.8.1940)  rb. 

O nome  da  espécie  significa  semelhante  a Vernonia,  um  gênero 
das  Compositae. 

17.  BACCHARIS  VISMIOIDES  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:412.  1836. 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Holótipo:  Sellow  HIB.  478  — Fotótipo  F.  37746. 

Folhas  oblanceoladas,  agudas,  mucronadas,  pecioladas,  peninér- 
veas,  com  cerca  de  3-4  cm  de  compr.  e 1-1,5  cm  de  larg.;  ramos  da 
inflorescência  pilosos;  com  flores  e aquênios  semelhantes  aos  de  B. 
brachylaenoides  DC. 


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cm 


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Material  examinado:  SP  — sem  localidade  especificada,  leg.  Sellow 
Hm  478  r.  — SP,  Av.  Paulista  leg.  Usteri  8 c (12.4.1907) 
SP.  — Pinheiros,  leg.  Brade  7159  (8.3.1914)  SP. 

Colocada  por  Baker  (1882)  na  sinonímia  de  Baccharis  verno- 
nioides,  com  a qual  tem  afinidade,  do  mesmo  modo  que  com  B.  bra- 
chylaenoides,  distinguindo-se,  porém,  pela  forma  da  folha,  pela  pilo- 
sidade, etc. 

De  Candolle  deu  a sua  espécie  o nome  vismioides,  para  indicar 
sua  semelhança  com  espécies  do  gênero  Vismea,  da  família  das  Gutti- 
íerae. 

Segundo  Malme  (1933),  a espécie  também  ocorre  no  Estado  do 
Paraná. 


Grupo  5.  ANÔMALA 

Arbustos  escandentes,  pilosos  ou  glabros.  Capítulos  dispostos  em 
paniculas  multifloras  (fig.  91);  invólucro  campanulado,  com  cerca  de 


cs 


3-4  mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diam. 
(figs.  117,  119,  202);  receptáculo 
do  capítulo  feminino  paleáceo 
ou  com  lacínios  longos;  flores  de 
30-50  em  cada  capítulo,  corola  da 
flor  feminina  filiforme,  densamen- 
te pilosa  na  metade  superior  do 
limbo  (fig.  159)  com  pêlos  clava- 
dos,  unisseriados;  aquênio  com 
pêlos  de  paredes  espessadas,  ge- 
ralmente bífidos  no  ápice  (ápice 
(fig.  32);  .estilete  da  flor  masculi- 
na com  ramos  bem  desenvolvidos, 
abertos  (fig.  215).  Das  3 espécies 
que  integram  o Grupo,  Baccharis 
trinervis  Persoon  é a que  compre- 
ende maior  área  de  dispersão.  Es- 
tende-se desde  o México,  Panamá, 
Venezuela,  Colômbia  e Equador 
até  o Brasil  (AC,  RO,  PA,  PE, 
BA,  ES,  RJ,  MG,  SP,  PR,  SC, 
RS),  Argentina  Paraguai. 

B.  anômala  ocorre  de  SP  a RS  e 
vai  até  a Argentina  (Misionis), 
Uruguai  (Cuarcim)  e Paraguai 
(Vila  Rica). 

B.  flexuosa  Baker  vai  de  MG  e 
MT  ao  norte  da  Argentina. 


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cm 


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18.  BACCHARIS  ANÔMALA  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:403.  1836.  — Ba- 
ker, in  Martius  Fl.  Bras.  6(3): 77.  1822. 

Localidade  típica:  entre  Minas  Gerais  e Rio  de  Janeiro,  segundo  Teo- 
doro  (1957)  que  informa  ser  a localidade  clássica  de  B. 
anômala  DC.  entre  Minas  Gerais  e Rio  de  Janeiro,  e não 
no  Rio  Grande  do  Sul  como  informou  de  Candolle. 

Holótipo:  leg.  Sellow  c 1934. 

Iconografia:  Baker,  1.  c.  tab.  28. 

Ramos  híspidos,  patentes;  folhas  de  ovais  a ovadas,  pecioladas,  com 
mais  ou  menos  3-5  cm  de  compr.  e 2,5-3  cm  de  larg.,  de  ápice  agudo, 
margens  denteadas,  híspidas  nas  duas  faces,  principalmente  sobre  as 
nervuras;  pêlos  unisseriados,  geralmente  com  a célula  terminal  mucro- 
nada  ou  flageliforme,  raramente  obtusa  (Figs.  1-5);  corola  da  flor  mas- 
culina com  cerca  de  3-4  mm  de  compr.  com, o limbo  dividido  em  lací- 
nios  lineares,  enrolados  em  espiral. 

Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  campo  do  Saco,  leg. 

Becker  458  (17.6.1964)  RB.  — ibidem,  Caixa  d’Água,  leg. 
Leocini  449  (12.1.1965)  RB. 

SP  — Campinas,  leg.  C.  Novais  238  (12.1894)  sp.  — à bei- 
ra da  estrada  para  a Chapada,  leg.  Puttermans  (27.7.19021 
SP.  — Córrego  Alegre  capoeira,  leg.  Loefgren  (12.1.1919) 
SP.  — Butantan,  leg.  Hoehne  (21.8.1918)  sp.  — São  Pau- 
lo, à beira  da  mata,  leg.  D.  Bento  Pickel  4412  (31.8.1939) 
sp.  — Monte  Alegre,  Amparo,  leg.  M.  Kuhlmann  197 
(19.12.1942)  sp.  — Itapeva,  leg.  Vidal  (1.1958)  r.  — 
Campos  do  Jordão,  Capivari,  bosque  de  Podocarpus,  RB 
146293.  — ibidem,  leg.  G.  Hashimoto  31  (1.1938)  RB.  — 
ibidem,  leg.  Brade  20791  (30.4.1951)  rb. 

PR  — Antonina,  rio  Cotia  leg.  Hatschbach  12776  (16.9. 
1965)  RB.  — Curitiba,  Barigui,  leg.  Dombrowiski  225  rb. 
— Campo  Largo,  idem  210  rb.  — ibidem,  leg.  Lange  1002 
rb.  — Paranaguá,  leg.  Fromm  313  (17.10.1961)  rb;  en- 
tre Ipiranga  e Volta  Grande  leg.  Dusén  3348  (1.2.1904)  R. 
SC  — São  Bento,  leg.  Schwacke  (30.4.1895)  r.  — Caçador, 
leg.  L.  B.  Smith  10902  R.  — Araranguá,  Turvo,  barranca  do 
rio,  leg.  Reitz  c 70  (20.10.1943)  rb.  hbr.  — Blumenau, 
Morro  Spitzkopf  a 500  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  9132 
(18.9.1959)  rb.  hbr.  — Caçador,  Ponte  Alta  a 930  m 
s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12596  (19.4.1962)  rb.  hbr.  — 
Campo  Alegre  a 800-850  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
2036  (11.3.1957)  RB.  hbr.  — Caçador-Curitibanos  a 700- 
900  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11013  (8.2.1957)  RE. 


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11  12  13  14  15 


cm 


77 

hbr.  — < Curitibanos,  Ponte  Alta  do  Sul  a 800  m s.  m.  leg. 
Reitz  e Klein  11328  (2.1.1962)  RB.  hbr.  — ibidem,  a 900 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12244  (22.2.1962)  RB.  hbr.  — 
Joinville,  estrada  Dona  Francisca  a 500  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  5018  (4.10.1957)  rb.  hbr.  — Mafra,  campo  a 750 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  11498  (4.11.1962)  RB.  hbr.  — 
Nova  Teutônia,  leg.  F.  Plaumann  71  (9.2.1944)  rb.  Lajes 
a 950  ms.  m.  leg.  Reitz  e Klein  14860  (14.4.1962)  RB. 
hbr.  — Jacinto  Machado,  Sangra  Areia,  leg.  Reitz  e Klein 
9015  (4.9.1959)  rb.  hbr.  — Pilões,  Palhoça,  capoeira  a 
200m  s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  3182  (3.5.1956)  RB.  hbr. 
— Porto  União  a 750  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12396 
(25.2.1962)  rb.  hbr.  — Rio  do  Sul,  Serra  do  Matador  a 
800  m s.  m.  leg.  Reitz  6060  (29.12.1958)  RB.  HBR.  — São 
Joaquim,  Passo  do  Lavatudo  à beira  do  rio  a 1000  m s.  m. 
leg.  Reitz  6625  (4.2.1963)  rb.  hbr.  — São  José,  Serra  da 
Boa  Vista  a 900  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  9938  (8.9.1960) 

RB.  HBR. 

RS  — Canoas,  leg.  Teodoro  (24.1.1949)  R — Pelotas,  leg. 
Schwacke  2454  (3.3.880)  R.  — Santa  Maria,  leg.  Vidal 
(3.1939)  R.  — São  Leopoldo  leg.  Pe.  Eugênio  (2.1941)  R. 
Santo  Ângelo  pr.  de  Cachoeiras,  leg.  Malme  532  (2.2.1893) 
R.  — Santa  Rita,  pr.  Farroupilhas,  leg.  Rambo  45790 
(7.2.1950)  SP.  — São  Leopoldo,  morro  das  Pedras,  leg. 
Rambo  1755  (13.10.1934)  SP.  — Viamão,  leg.  Rambo 

46685  (10.4.1950)  rb.  — Tupanceretãn,  leg.  Pott  23 
(5.2. 1960)  rb. 

De  Candolle  deve  ter  dado  à espécie  o epíteto  “anôma- 
la” porque,  pelo  hábito  escandente,  a planta  foge  ao  tipo  mais 
comum  de  Baccharis. 

19.  BACCHARIS  TRINERNIS  (Lam)  Persoon,  Syn.  Plant.  2:423.  1807. 
Baker  in  Martius,  Fl.  Bras.  6(3):  73.  1882  — Cuat.recasas,  Rev.  Acad. 
Colomb.  Cienc.  Fis.  Nat.  13(49) :49.  1967. 

Baccharis  trinervis  var.  trinervis. 

Bas.  Conyza  trinervis  Lammark,  Encyi.  2:85.  1786  “'Brasil,  leg.  Com- 
merson”. 

Conyza  trinervia  Miller,  Gard.  Diet.  ed.  8:12.  1768  “Carthagena,  New 
Spain,  leg.  R.  Miller”. 

Baccharis  laxa  Gardner  in  Hoocker  Lond.  Journ.  4:121.  1845  “Rio  de 
Janeiro,  Serra  dos  Órgãos  leg.  Gardner  497’  — Fotótipo  k.  13056. 
Pseudobaccharis  trinervis  (Lam.)  Badillo,  Boi.  Soc.  Venez.  Cienc.  Nat. 
10:306.  1946. 

Psila  trinervis  (Lam.)  Cabrera,  Soc.  Argentina  Bot.  5:211.  1955. 
Folhas  de  oblongas  a lanceoladas,  trinérveas,  membranáceas,  de  ápi- 


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11  12  13  14  15 


cm  .. 


78 

ce  acuminado,  base  obtusa,  com  6-10  cm  de  compr.  e 3-4  cm  de  larg.; 
capítulos  dispostos  em  panículas  terminais,  laxas,  multifloras,  com 
ramos  patentes;  receptáculo  do  capítulo  feminino  paleáceo. 

Material  examinado:  AC  — de  Abunã  a Rio  Branco,  pr.  de  Campi- 
nas, leg.  Forero  6395  (19.7.1968)  RB.  r.  — De  porto 
Velho  a Cuiabá,  ao  sul  de  Nova  Vida,  leg.  Forero  7072 

(15.8.1968)  RB. 

ES.  — Linhares,  vale  do  Rio  Doce,  na  mata  leg.  Belém  3805 

(8.7.1968)  RB.  — ibidem,  leg.  Vidal  32  (5.12.1932)  rb. 
— Sooretama,  leg.  Belém  1542  (9.8. 1968)  rb,  ian. 

BA  — Itabuna,  leg.  N.  T.  Silva  58333  (10.7-1964)  rb.  — 
Ilhéus,  leg.  Belém  505  (24.3.1965)  rb.  — Canavieiras,  a 
30  km  de  Camacan,  leg.  Belém  1405  (28.7.1965)  rb,  ian. 
— Itabuna-Uruçuca,  leg.  Belém  1238  (1 . 7 . 1965  )rb,  ian.  — 
Ubaitaba-Ubatã,  leg.  Belém  2221  (16.5.1966)  rb. 

RJ  — Botafogo,  Mundo  Novo,  leg.  Kuhlmann  (16.10.1921) 
rb.  — Jacarepaguá,  mata  Três  Rios,  leg.  E.  Pereira  3906 
(24.6.1958)  rb.  — Sumaré,  leg.  E.  Pereira  3833  (28.5. 

1958)  RB.  — Restinga  do  Grumari,  leg.  Sucre  1076  (31.8. 

1966)  rb.  — Copacabana,  Morro  do  Pavão,  leg.  Sucre  1562 
(21.8.1967)  rb.  — Ilha  Furtada,  leg.  Sucre  1707  (15.10. 

1967) ,  2060  (25 . 12 . 1967)  rb.  — Petrópolis,  leg.  C.  Góes,  850, 
rb.  — Teresópolis,  Estrada  Nova,  leg.  A.  P.  Duarte  4715  (8.4. 

1959)  RB. 

MG  — Poços  de  Caldas,  represa  Saturnino  de  Brito  leg.  Roppa 
661  (17.8.1965)  rb.  — Juiz  de  Fora,  leg.  Pe.  Roth  1357 
(10.3.1949)  rb.  — Entre  Rios,  leg.  Pe.  Krieger  9116  (5.9. 
1970)  RB.  — S.  João  dei  Rei  leg.  Pe.  Krieger  8282  (3. 1970) 

RB. 

SP  — Ibiti,  mata  leg.  M.  Kuhlmann  1413  (2.8.1946)  rb. 
— Jundiaí,  compa  leg.  Brade  7171  (4.4.1915)  sp  . — Itu, 
lugar  úmido,  leg.  Russell  356  (20.4.1898)  sp.  — Ubatuba, 
leg.  C.  Smith  (1.10.1939)  sp. 

PR  — Palmeira,  Faz.  Quero-Quero,  leg.  Hatschbach  21622 
(12.6.1969)  rb,  hh.  — Lobato,  Faz.  Remanso,  leg.  Gomes 
e Mattos  1198  (19.7.1962)  RB.  — S.  Mateus,  leg.  Gurgel 
(6.3.1929)  rb. 

SC  — Palhoça,  morro  da  Gambirela,  mata,  a mais  ou  menos 
500  m s.  m.  leg.  Klein  e Bresolin  9401  (18.5.1971)  rb.  — 
Papanduva,  Serra  do  Espigão  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  12692  (20.4.1962)  RB,  hbr. 

RS  — S.  Leopoldo,  leg.  Pe.  Eugênio  1616  (7.1941)  SP. 
VENEZUELA,  entre  Rio  Branco  e Estado  Bolivar,  leg.  B.  Ma- 
guire  40249  rb.  — 

ARGENTINA,  Missionis  leg.  Bertoni  1568  rb.  — 


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11  12  13  14  15 


cm 


79 

EQUADOR,  leg.  Camp.  3692  RB.  — 

PANAMÁ,  Chhiriqui,  leg.  Sucre  200  (14.10.1960)  rb. 

19a.  BACCHARIS  TRINERVIS  var.  RHEXIOIDES. 

Bas.:  Baccharis  rhexioides  HBK,  Nov.  Gen.  Sp.  Pl.  4:66.  1830  “Peru, 
Montan  leg.  Humboldt  & Bonpland’  — Foto  F.  15051. 

= Baccharis  venusta  HBK,  1.  c.  “Venezuela,  Región  Caripense  y 
Orenoco  leg.  Humboldt  & Bonpland”. 

= Baccharis  cinerea  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:400.  1836  “Brasil, 
Bahia,  leg,  Blanchet  3487”  — Fotótipo,  F.  20674. 

= Baccharis  trichoclada  A.  P.  de  Candolle  1.  c.  “México,  ex  herb. 
Henke”. 

= Pseudobaccharis  rhexioides  (HBK.) ' Badillo,  Boi.  Soc.  Venez. 

Cienc.  Nat.  10:306.  1946. 

Com  ramos  e dorso  das  folhas  pilosos. 

Material  examinado:  PB  — Areia,  lugares  altos  à orla  da  mata,  leg. 
J.  Vasconcelos  62  (101944)  rb. 

PE  — Colônia  Leopoldina,  Eng.  S.  Sebastião  à beira  de  ca- 
poeira, leg.  A.  Lima  57-2774  (11.1957)  rb. 

BA  — Salvador,  Brotas,  leg.  Ferraz  e Lima  (6.12.1951)  RB. 
— Planalto,  leg.  A.  P.  Duarte  10536  (19.10.1967)  RB. 

ES  — Cachoeiro  do  Itapemirim,  leg.  Brade  19389  (1.9. 1948) 
RB.  — Norte  do  Rio  Doce,  leg.  J.  Vieira  34  (9.1950)  RB. 
RJ  — Restinga  de  Cabo  Frio  leg.  Sucre  1163  e 1936  (1.11. 
1966)  e (19.11.1967)  rb. 

O nome  trinervis  se  refere  ao  tipo  de  nervação  das  folhas.  Planta 
muito  difundida,  vivendo  tanto  ao  nível  do  mar  como  a grandes  al- 
titudes, por  toda  a Região  Neotrópica,  desde  o México  até  o Sul  do 
Brasil  e Norte  da  Argentina. 

20.  BACCHARIS  FLEXUOSA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  1882. 
Localidade  típica : Minas  Gerais,  Lagoa  Santa. 

Holótipo : Warming,  s.  n.  Fotótipo:  F.  22482. 

= Baccharis  mattogrossensis  Heering  miss. 

Malme,  Arkiv  for  Bot.  24A  (8):36.  1932. 

Folhas  lanceoladas,  papiráceas,  com  7-8  cm  de  compr.,  e cerca  de  2 
cm  de  larg.,  peninérveas,  de  ápice  acuminado;  invólucro  com  mais  ou 
menos  3-4  mm  de  alt.  e 4-5  mm  de  diâm.;  flores  de  40-50;  corola  da 
flor  feminina  com  2,5-3  mm  de  compr.  e a masculina  com  mais  ou 
menos  3 mm  de  alt.,  dividida  em  lacínios  oblongos,  com  ápice  re- 
voluto. 

Material  examinado:  MG  — entre  Serra  do  Cipó  e Lagoa  Santa,  na 
orla  de  mata  ciliar,  leg.  A.  P.  Duarte  6417  (24.10.1961)  RB. 
— Belo  Horizonte,  Venda  Nova,  cerrado  sujo  leg.  Pe.  Roth 
1358  (12.6.1955)  RB.  — Coronel  Pacheco  leg.  Heringer 


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11  12  13  14  15 


cm 


80 

1296  (10.9.1943)  RB.  — Paraopeba,  leg.  Heringer  6568 
(10.10.1958)  RB. 

MT  — inter  Cuyaba  et  Coxipo-Mirim  leg.  Malme  1783 
(17.4.1902)  R. 

Argentina,  Tucuman,  El  Cadilal  a 500-600  m s . m.  leg.  Sch- 
reiter  1449  (12.12.1920)  RB. 

Referência  Bibliográfica:  Heering  (1913). 

Grupo  6.  SERRULATA 

Arbustos  de  mais  ou  menos  1-2  m de  altura,  com  ramos  glabros, 
viscosos;  folhas  ovadas  ou  lanceoladas,  de  trinérveas  a triplinérveas,  pecio- 
ladas,  de  bordos  serreados  e ápice  agudo  ou  acuminado,  glabras,  glabrescen- 
tes  ou  pilosas;  capítulos  ordenados  em  corimbos  terminais  (fig.  97)  invólu- 
cro do  capítulo  feminino  com  cerca  de  3-4  mm  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.  e o 
do  masculino  com  mais  ou  menos  1,5-2  mm  de  alt.  e 2 mm  de  diâm.;  flores 
de  30-40  em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  1,5-2 
mm  de  compr.  com  bordo  truncado,  cercado  por  uma  fileira  de  pêlos  unisse- 
riados,  mais  ou  menos  longos;  estilete  muito  exserto  do  tubo  da  corola,  com 
cerca  de  3-4  mm  de  compr.,  dividido  em  dois  ramos  mais  ou  menos  profun- 
dos; aquênio  5-estriado,  com  pêlos  de  paredes  espessadas  e ápice  bífido  ou 
bifurcado  (fig.  32);  corola  da  flor  masculina  com  mais  ou  menos  1,5-2  mm 
de  compr.,  com  limbo  infundibuliforme,  denteado;  estilete  com  ramos  curtos, 
abertos  (fig.  210);  pápus  de  cerdas  lisas,  com  mais  ou  menos  1,5  mm  de 
compr.,  não  espessadas  no  ápice. 

O grupo  compreende  três 
espécies  muito  afins:  B.  serru- 
lata  (Lam.)  Pers.,  que  tem  sido 
encontrado  em  Garanhuns  (PE), 
mais  raramente  no  Espírito  San- 
to, Bahia  e São  Paulo  e com  mui- 
ta freqüência  nos  Estados  do 
Rio  de  Janeiro  e Minas  Ge- 
rais, tanto  em  lugares  bai- 
xos como  em  altitudes  superiores 
a 1500  m s.  m.;  B.  lundii  A.  P. 

DC.  está  restrita  à flora  dos 
Estados  do  Rio  de  Janeiro  e 
Minas  Gerais  (Juiz  de  Fora), 
em  altitudes  que  oscilam  en- 
tre 100-850  m s.  m.;  B.  stylo- 
sa  Gardner  tem  ocorrência  regis- 
trada apenas,  para  Itatiaia,  Serra 
dos  Órgãos  (RJ)  e Caparaó 
(MG),  em  altitudes  de  2000- 
2600  m s.  m. 


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11  12  13  14 


cm 


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21.  BACCHARIS  SERRULATA  (Lam.)  Persoon,  Syn.  Plant.  2:423.  1807; 

Cabrera,  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  7 (3-4):241.  1959. 

Bas.:  “Brésil,  M.  Commerson”.  Conyza  serrulata  Lamarck,  Encycl. 

Meth.  2:85.  1786. 

Sin.:  Baccharis  punctigera  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:404.  1836. 

“Minas  Gerais,  Marianna,  leg.  Vauthier  271”. 

= Baccharis  lundii  var.  punctigera  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3): 
75.  1882. 

= Baccharis  lundii  Baker  in  1.  c.  non  de  Candolle,  1836. 

= Baccharis  collina  Martius  in  sched.  “Rio  de  Janeiro,  collibus  pro- 
pe  R.  Janeiro”  leg.  Martius  — Fotótipo  F.  20678. 

= B.  depauperata  Gardner  — RJ:  Serra  dos  Órgãos  496  Foto  LP 
1971/433. 

Folhas  de  ovadas,  a íanceoladas,  membranáceas  ou  papiráceas,  de 

ápice  agudo  ou  acuminado,  com  cerca  de  7-12  cm  de  compr.  e 2-5  cm 

de  larg.,  de  pilosas  a glabrescentes  ou  glabras,  viscosas.  BA.  Leg.  Blan- 

chet  3694. 

Material  examinado:  PE  — Garanhuns,  brejo  Madre  de  Deus,  Alto 
da  Pedra  do  Cachorro,  leg.  A-Lima  59-3352  (19.4.1959) 
RB.  — ibidem,  leg.  Graziela  s.  n.  (1. 1972)  RB. 

ES  — leg.  Josino  Nascimento  s.  n.  (9. 1947)  RB. 

BA  — a 30  km  de  Curral  de  Dentro  para  Águas  Vermelhas, 
cerrado  baixo,  fechado,  leg.  Belém  372  (29.1.1965)  RB. 

MG  — Leg.  Saint  Hilaire  675  (lp).  — Serra  do  Caraça  a ca. 
de  1500  m s.  m.  a 12  km  de  Barão  de  Cocais,  no  campo  e à 
margem  de  mata  de  galeria,  comum,  leg.  Irwin  29311  (28. 1. 
1971)  rb;  Serra  do  Cipó,  entre  os  km  130  e 132,  leg.  Black 
e M.  Magalhães  11851  (5.4.1951)  rb;  Viçosa,  estrada  para 
a Escola  de  Agricultura,  ruderal  leg.  W.  Vidal  201  (5.1964); 
ibidem,  idem  179  (20.5.1963),  Serra  do  Caraça,  leg.  E.  Pe- 
reira e Pabst  3354  (21.3.1957)  rb;  Serra  do  Ouro  Branco 
a 1200  m s.  m.  leg.  E.  Pereira  e Pabst  3798  (18.4.1957) 
RB;  Município  de  Antônio  Carlos,  Faz.  Borda  do  Campo,  ca- 
poeira, leg.  Pe.  Roth  1818  (25.1.1963)  rb;  Município  de 
Santa  Luzia  a 1100  m s.  m.  leg.  V.  Assis  235  (13.12.1945) 
RB;  Mucuri,  leg.  A.  P.  Duarte  9234  (29.9.1965)  RB;  Belo 
Horizonte,  Aeroporto  de  Pampulha,  cerrado,  planta  cespito- 
sa,  leg.  Pe.  Roth  1349  (25.7.1955)  RB;  ibidem,  pr.  do  Mor- 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


82 

ro  das  Pedras  a 1000  m s.  m.  leg.  Williams  e V.  Assis  6670 
(13.4.1945)  RB;  Rodovia  BR-4,  km  952  mata  cipó,  leg. 
Belém  3730  (27.6.1968)  RB;  Ouro  Preto,  Cachoeira  das 
Andorinhas,  campo,  leg.  Aparecida  39  (8.11.1969)  rb;  ibi- 
dem  Saramenha,  em  capoeira,  leg.  A.  Macedo  3792  (7.9. 
1952)  rb;  Juiz  de  Fora,  leg.  Pe.  Roth  1608  (7.2.1949)  rb; 
ibidem,  nos  campos  abandonados,  leg.  Pe.  Roth  1250  (28.1. 
1949)  rb;  ibidem,  leg.  Pe.  Krieger  7944  (1.1970)  rb;  Po- 
ços de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg.  Roppa  343  (10.1964) 
rb;  ibidem,  campo,  muito  freqüente,  leg,  M.  Emmerich  2040 
(19.9.1964)  RB. 

RJ  — Teresópolis,  Posse,  Morro  das  Antenas  de  Televisão, 
campo,  leg.  Sucre  2307  (10.2.1968)  rb;  ibidem,  idem  2388 

(12.2.1968)  rb;  Santa  Maria  Madalena  Pedra  Dubois,  leg. 
E.  Pereira  1241  (16.3.1955)  RB.  — Restinga  do  Leblon, 
na  encosta,  leg.  O.  Machado  (2.4.1941)  rb;  Restinga  da 
Tijuca,  leg.  O.  Machado  (1947)  rb;  Ilha  do  Governador, 
leg.  Capanema  rb.  4992;  Botafogo,  Mundo  Novo,  leg.  Kuhl- 
mann  (22.6.1921)  rb;  Estrada  do  Grajaú  para  Jacarepaguá 
3924  (24.6.1958),  leg.  E.  Pereira  3924  rb;  Andaraí,  leg. 
Falcão  38  (31.11.1947)  rb;  Copacabana,  Posto  6 Mor- 
ro do  Pavão,  rupícola,  heliófila,  leg.  Sucre  1557  (1.8.1967) 
rb;  Morro  Macedo  Sobrinho,  capoeira,  leg.  Sucre  3985 

(30.11.1968)  rb;  Morro  do  Leme  a mais  ou  menos  100  m 
s.  m.  leg.  Sucre  1211  (11.1966)  RB. 

SP  — Campos  Jordão  leg.  Lanstyack  (4.1937)  RB. 

Referências  bibliográficas:  Fries  (1906)  relaciona  um  exemplar  (Fr. 

1657)  coletado  na  Bolívia,  “Gran  Chaco,  Fortin  Crevaux  ad 
Rio  Pilcomayo,  in  paludibus”.  Heering  (1914)  faz  a cor- 
reção da  determinação  para  Baccharis  medullosa  A.  P.  DC. 
Malme  (1932)  cita  exemplares  coletados  em  MT,  Cuia- 
bá e Corumbá.  Embora  não  tenha  revisado  essas  exsica- 
tas,  acredito  que  elas  devem  se  relacionar  com  B.  me- 
dullosa A.  P.  DC. 


22.  BACCHARIS  LUNDU  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:404.  1836. 

Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro. 

Holótipo:  Lund,  s.  n.  — Fotótipo  F.  22487. 

Folhas  lanceoladas,  coriáceas,  viscosas,  trinérveas,  de  ápice  acuminado, 
base  aguda,  com  cerca  de  8-9  cm  de  compr.  e 1,5-3  cm  de  larg. 


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Material  examinado:  RJ  — Nova  Friburgo,  à beira  da  mata,  leg.  Pe. 

E.  Leite  412  (8.1946)  rb.  — ibidem,  leg.  A.  Lisboa  s/data, 
RB.  — Mesa  do  Imperador,  leg.  E.  Pereira  4126  (3.9.1958) 
RB.  — Gávea,  leg.  A.  Duarte  222  (19.8.1946)  rb.  — 
Morro  dos  Cabritos,  leg.  A.  P.  Duarte  285  (5.9.1946)  rb; 
Pedra  da  Gávea,  a mais  ou  menos  800  m s.  m.,  leg.  D.  Sucre 
1649  (5.10.1967)  rb.  — Restinga  de  Copacabana,  leg. 
Weddel  132  (1943)  LP. 

MG  — Juiz  de  Fora,  Morro  do  Imperador,  leg.  Brade  15923 
(30.9.1937)  rb. 


23.  BACCHARIS  STYLOSA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  4:120. 
1845;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.,  6 (3):81.  1882. 


Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos. 

Holótipo : Gardner  5784  — Fotótipo  F.  22497. 

Syn.  nov.  Baccharis  imbricata  Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geobiol.  Canoas 
8:38.  1957  “Planalto  de  Caparaó,  Minas  Gerais,  leg.  Bruno  Lobo”  R. 
36938. 


Folhas  de  ovais  a ovadas,  vernicosas,  coriáceas,  de  base  e ápice  agu- 
dos, com  4-6  cm  de  compr.  e 1,5-3  cm  de  larg. 


Material  examinado.  RJ  — Teresópolis,  Serra  dos  Órgãos,  Pedra  do 
Sino  a 2260  m s.m.,  leg.  Lutz  2214  (2.11. 1947)  R — ibidem, 
leg.  Markgraf  10080  (2.10.1952)  rb.  — ibidem,  leg.  Sch- 
nell  8404  (10.1958)  rb.  — Itatiaia,  Pedra  do  Eco  a 2400 
m s.  m.,  leg.  Brade  15607  (3.1937)  rb;  ibidem,  Abrigo  Re- 
bouças,  leg.  Strang  653  (4.12.1964)  rb.  — ibidem,  idem, 
leg.  Strang  805  e Castellanos  25800  (30.12.1960)  HB.  — 
ibidem,  a 2600  m s.  m.,  leg.  Brade  20285  (5.1950)  rb.  — 
ibidem,  Prateleiras,  leg.  C.  Porto  2701  (18.1.1935)  RB. 

MG  — Serra  do  Caparaó,  a 2600  m s.  m.,  leg.  Brade  16965 
(18.9.1941)  RB.  — Planalto  do  Caparaó,  leg.  Bruno  Lobo 
s/n.°  (R-36939). 


O nome  da  espécie  se  refere  ao  estilete  longamente  exserto,  nas  flores 
femininas. 


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Grupo  7.  MEDULLOSA 

Ervas  com  raízes  gemíferas,  com 
0,5-1  m de  altura;  folhas  trinér- 
veas,  pecioladas,  de  margens  ser- 
ruladas;  capítulos  dispostos  em 
corimbos  terminais;  invólucro 
campanulado,  em  média,  com  3-5 
mm  de  alt.  e 4 mm  de  diâm.;  flo- 
res muitas  em  cada  capítulo;  co- 
rola da  flor  feminina  com  mais  ou 
menos  1 mm  de  compr.,  com  bor- 
do truncado,  contornado  por  uma 
série  de  pêlos  unisseriados  (fig. 
157);  estilete  longamente  exserto, 
com  mais  ou  menos  3,5-4  mm  de 
compr.;  aquênio  com  cerca  de 
1-1,5  mm  de  compr.,  papiloso,  com 
5 estrias  finas;  pápus  da  flor  mas- 
culina com  cerdas  lisas,  espessa- 
das abaixo  do  ápice  (fig.  38  e 39). 

Com  duas  espécies  muito  afins 
com  as  do  grupo  anterior.  Uma 
delas,  Bacharis  medullosa  A.P.DC, 
se  estende  de  Pernambuco,  Minas 
Gerais,  Rio  de  Janeiro,  São  Pau- 
lo, Paraná  e Santa  Catarina  até  o 
Uruguai,  centro  e norte  da  Argen- 
tina, Bolívia  e Paraguai;  a outra, 
B.  pigraea  A.P.  de  Candolle  ocorre 
de  S.  Paulo  a Rio  Grande  do  Sul, 
Paraguai,  Uruguai,  Argentina  e 
Chile. 

24.  BACHARIS  MEDULLOSA  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  405.  1836. 
Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft.  Anst.  31:  102.  1914;  Cabre- 
ra,  Colec.  Cient.  4:  132.  1963. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul. 

Tipo:  Sellow  hib.  850. 

Sin.:  B.  serrulata  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  58.  1882  p.  p. 
non  Pers.  = Baccharis  prenanthoides  Baker  in  l.c.  84.  p.p.  — Fotó- 
tipo  F.  22492,  “Warming  ad  Lagoa  Santa,  187”  (à  esquerda)  — Syn. 
nov. 


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Erva  perene  com  caule  meduloso,  profundamenie  sulcado;  folhas 
membranáceas,  de  oblongas  a ovadas,  com  3-10  cm  de  compr.  e 1-3 
cm  de  larg.,  densamente  glanduloso-pontuadas  no  dorso;  brácteas  in- 
volucrais  membranáceas,  agudas;  receptáculo  hemisférico,  laciniado; 
tlores  cerca  de  100  em  cada  capítulo. 

Material  examinado : PE,  Belém  do  São  Francisco,  Ilha  do  Estreito, 
Vasantes,  leg.  A.  Lima  58-3315  (11.12.1958)  rb. 

MG  — Coronel  Pacheco,  leg.  Heringer  843  (28.1.1952)  RB; 
Juiz  de  Fora,  brejo,  leg.  Pe.  Krieger  8180  (11.1960)  RB. 
RJ  — Itatiaia,  Monte  Serrat,  leg.  Campos  Porto  1872 
(21.1.1929)  rb;  Cabo  Frio,  à margem  da  estrada,  em  lu- 
gares alagados,  leg.  A.  P.  Duarte  3642  (29.11.1953)  rb; 
próximo  ao  km  40  da  antiga  rodovia  Rio-S.  Paulo,  leg.  M. 
Amélia  Monteiro  (20.2.1951)  rb.  — Praia  do  Pinto,  bei- 
rando a Lagoa  Rodrigo  de  Freitas,  leg.  Dionisio  (21.2.1918) 
rb. 

SP  — Lorena,  leg.  Delforge  7 (1.1. 1922)  RB. 

PR  — Ivaté,  mata  secundária,  leg.  R.  Braga  1530  (1.1961) 
RB. 

SC  — Itapiranga,  às  margens  do  rio  Uruguai,  no  campo  leg. 
Pe.  Rambo  49959  (2.1951)  rb. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  a característica  do  caule, 
fartamente  meduloso. 

25.  BACCHARIS  PINGRAEA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  420.  1836. 
Cabrera,  Colec.  Cient.  4 (6a):  132.  1963.  “in  Chile...’ 

Sin.:  Conyza  montevidensis  Sprengel,  Syst.  Veget.  3:  510.  1826. 

= Pingraea  angustilolia  Cassini,  Dict.  Scien.  Nat.  41:58.  1826. 

= Baccharis  angustilolia  Desf.  Cat.  Hort.  Paris  ed.  3:163.  1829. 

= Baccharis  serrulata  var.  pingraea  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3): 
59.  1882  tab.  23. 

= Baccharis  subpingraea  Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft. 
Ansfalt.  31:104.  1904. 

— Baccharis  pingraea  var.  pingraea  Cabrera,  Colec.  Cient.  4 (6a):  132. 
fig.  31  B.  1963. 

Folhas  lineares,  com  4-6  cm  de  compr.  e cerca  de  1-8  mm  de  larg.; 
flores  femininas  cerca  de  80  em  cada  capítulo,  com  corola  contornada 
no  ápice  por  pêlos  de  uni  a bisseriados  (figs.  14-15;  17-19);  corola  da 
flor  masculina  com  cerca  de  5 mm  de  compr.  e estilete  com  mais  ou 
menos  6 mm  de  compr.  com  os  ramos  abertos. 

Material . examinado:  SP  — leg.  Sellow  hib.  513  R;  Lins,  várzea  do  Rio 
Tietê,  Colônia  Boa  Sorte,  leg.  Hashimoto  403  (4.6.1941)  SP. 
RS  — ilha  dos  Marinheiros,  leg.  Schwacke  II.  264  (2. 1880)  R; 


cm 


2 3 4 


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Barra  do  Quaraí,  Uruguaiana,  leg.  Rambo  4240  (15.1.1941) 
HA;  Ijui,  Dr.  Pestana,  leg.  Rambo  55702  (10.2.1954)  ha. 
MT  — Aquidauana,  Fazenda  Santa  Cruz,  na  orla  da  Lagoa, 
Leg.  Hatsbach  22026  (19.7.1969)  rb. 

Referência  bibliográfica : Cabrera  (1963)  informa  que  a espécie  é mui- 
to freqüente  no  sul  do  Brasil,  Paraguai,  Uruguai,  Argentina  e 
Chile. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  Pingraea,  gênero  de  Com- 
positae,  criado  por  Cassini  e subordinado  à sinonímia  de  Baccharis 
Linnaeus. 


Grupo  8.  ORGANENSIS : 

Arbusto  ramificado,  com  cerca  de  0,5-1  m de  altura;  ramos  geral- 
mente,  flexuosos;  folhas  pecioladas,  de  ovadas  a oblongas,  trinérveas,  gla" 


*5> 


bras;  capítulos  sésseis  ou  curta- 
mente  predicelados,  dispostos  em 
ramos  espiciformes  curtos,  orde- 
nados em  panículas  densas,  termi- 
nais; invólucro  campanulado,  com 
cerca  de  4 mm  de  altura  e 3-4  mm 
de  diâm.;  flores  de25-50  em  cada 
capítulo;  flores  femininas  glabras, 
com  ápice  5-denteado,  com  dentes 
desiguais  entre  si;  aquênio  mais 
ou  menos  comprimido,  um  pouco 
encurvado,  com  cerca  de  1-1,5  mm 
de  compr.,  5-estriado;  flores  mas- 
culnnas  com  corola  de  3,5-4  mm 
de  compr.,  com  limbo  dividido 
em  lacínios  triangulares,  planos; 
pápus  da  flor  masculina  de  cerdas 
lisas,  mais  ou  menos  robustas,  com 
ápice  levemente  espessado;  estile- 
te da  flor  masculina  com  ápice 
espessado,  inteiro. 

Grupo  representado  por  duas 
espécies  muito  afins,  uma  Baccha- 
ris organensis  Baker,  com  disper- 
são ampla,  ocorrendo  desde  o Es- 
tado do  Rio  de  Janeiro,  até  Rio 
Grande  do  Sul  e outra,  Baccharis 
paranaensis  Dusén,  endêmica  do 
Estado  do  Paraná. 


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26.  BACCHARIS  ORGANENSIS  Baker,  m Martius  Fl.  Bras.  6(3):  74. 
1882. 

Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos. 

Holótipo:  Glaziou  4038  e 6034. 

Fotótipo : F.  15012. 

Folhas  oblongas,  de  base  e ápice  agudos,  lúcidas  na  página  superior,  com 
mais  ou  menos  4 cm  de  compr.  e 2 cm  de  larg. 

Corollae  femmeae  glabrae  circ.  2 mm  longae  apice  dentatae,  dentibm  inaequa- 
libus;  achaenia  parva  circ.  1 mm  longa,  5-costata,  costis  laevibus,  pappi  setae 
circ.  2-2,5  mm  longae.  Corollae  masculae  circ.  3,5-4  mm  longae,  limbo  laciniis 
triangularibus  diviso;  pappi  setae  circ.  3-4  mm  longae,  apice  leviter  incrassatae. 

Material  examinado:  RJ  — Serra  dos  Órgãos  a 2000  m s.m  leg.  Vidal 
II.  5735  (952)  R.  rb.;  Itatiaia,  Abrigo  Rebouças,  leg.  M.  C. 
Vianna  195  (3.12.1964)  RB. 

PR  — Morretes,  Serra  do  Murumbi,  Pico  Olimpo  a 1500  m 
s.m.,  na  orla  de  matinha  nebular,  leg.  Hatschbach  25379 
(13.11.1970)  HH.;  Quatro  Barras,  Morro  de  Mãe  Catiara  a 
1100  m s.m.,  nas  rochas,  ao  longo  das  margens  de  um  riacho, 
leg.  Hatschbach  15081  (7.11.1966)  hh. 

SC  — Bom  Retiro,  Campo  dos  Padres  a 1650  m s.m.  leg.  L.B. 
Smith  7739  (17.11.1956)  rb.  hbr.;  São  Francisco  do  Sul, 
Morro  do  Campo  Alegre  a 1300 m s.m.  leg.  Reitz  e Klein 
10335  (4.11.1960)  rb.  hbr.;  Lauro  Mueller,  Serra  Rio  do 
Rastro  a 800  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  6771  (13.7.1958)  RB. 
HER;  São  Joaquim,  Bom  Jardim,  Morro  do  Trombudo  a 1550 
m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  7829  (12.12.1958)  rb.  hbr.; 
ibidem,  Serra  do  Oratório,  aparados  da  serra  a 1400 m s.m. 
leg.Reitz  e Klein  7412  (23.10.1958)  RB.,  hbr. 

RS  — Taimbezinho,  in  araucarieto,  leg.  A.  Lehnem  50991 
(5.6.1954)  ha. 

Apresentei  a diagnose  latina  das  flores  femininas  e masculinas  de 
Baccharis  organensis  a fim  de  completar  a diagnose  de  Baker,  que  só 
poude  examinar  as  duas  exsicatas  de  Glaziou,  ambas  de  planta  mas- 
culina e com  flores  jovens. 

27 . BACCHARIS  PARANAENSIS  Heering  et  Dusén,  Arkiv  f.  bot.  9 (15) : 
29  pl.  1.  1915. 

Localidade  típica:  Paraná,  entre  Ipiranga  e Volta  Grande. 

Holótipo:  Dusén  3667  (S)  — Fotótipo  F.  15012. 

Folhas  ovadas,  de  base  arredondada,  lúcidas,  com  ápice  longamen- 
te acuminado,  com  mais  ou  menos  9-10  cm  de  compr.  e 2,5-4  cm  de  larg. 


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Material  examinado:  PR,  entre  Ipiranga  e volta  Grande,  leg.  Dusén 
3667  (16.2. 1904),  Isótipo  R.;  São  João,  leg.  Dusén  14394  RB. 
A espécie  deve  ser  bastante  rara,  pois  não  a encontrei  em  outras 
coleções. 

Grupo  9.  HIRTA: 

De  subarbustos  a arbustos  ra- 
mificados; folhas  sésseis;  capítulos 
dispostos  em  ramos  corimbosos; 
invólucro  campanulado  com  5-7 
mm  de  diâmetro;  flores  de  30-100 
em  cada  capítulo;  corola  da  flor 
feminina  com  cerca  de  2,5-3mm 
de  compr.,  com  o terço  médio  su- 
perior recoberto  de  pêlos  uni  ou 
bisseriados,  com  ápice  denteado; 
aquênios  com  mais  ou  menos  1,5- 
2,5  mm  de  compr.  com  5 estrias; 
corola  da  flor  masculina  com  mais 
ou  menos  4-5  mm  de  comp.;  cer- 
das  do  pápus  da  flor  masculina 
espessada  no  ápice.  (fig.  40). 

Com  duas  espécies  de  afinida- 
des não  muito  marcantes:  Bacha- 
ris  hirta  A.  P.  de  Candolle,  ocor- 
rente em  Minas  Gerais  (Serras  do 
Caraça  e Caparaó),  São  Paulo 
(Campos  do  Jordão),  Santa  Ca- 
tarina, Rio  Grande  do  Sul  e no 
Uruguai,  e Baccharis  arenaria  Ba- 
ker, registrada  para  o Uruguai, 
Rio  Grande  do  Sul  e Santa  Cata- 
rina. 

28.  BACCHARIS  HIRTA  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:405.  1836. 

Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  90.  pl.  31.  1882. 

Localidade  típica:  Uruguai,  próximo  de  Montevidéu  e Maldonado,  nas 
fissuras  das  rochas. 

Hclótipo:  Sellow  d.  384,  HIB.  833.  Fotótipo  F.  37721. 

Syn.  nov.:  Baccharis  pienanthoides  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3): 
84.  1882  “S.  Paulo  ad  Juqueri  leg.  Lund  200”  — Fotótipo  F.  22492  (à 
direita). 

Subarbusto  com  caule  híspido;  folhas  de  oblongas  a lanceoladas, 
híspidas  nas  duas  faces,  de  obtusas  a agudas  no  ápice,  com  4-5  cm  de 


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compr.  e 1-2,5  cm  de  larg.,  denteadas  na  metade  superior  do  limbo; 
dentes  da  folha  mucronados;  capítulos  dispostos  em  corimbos  termi- 
nais; flores  de  30  a 40  em  cada  capitulo;  corola  da  flor  feminina 
com  cerca  de  3 mm  de  compr.,  estilete  com  5 mm  de  compr.  e aquênio 
com  mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina  com 
cerca  de  5 mm  de  compr.  e estilete  dividido  em  dois  ramos  muito  hir- 
sutos no  ápice;  pápus  da  flor  masculina  com  espessamento  apical. 

O nome  da  espécie  tem  relação  com  a pilosidade  hirta  que  reveste 
toda  a planta. 

Material  examinado : MG,  Serra  do  Caparaó,  Rancho  de  Pedra,  leg. 
N.  Santos  (28.6.1950)  R. 

SP  — Campos  Jordão,  leg.  C.  Porto  3133  (20.2.1937)  rb; 
ibidem,  a 1300  m s.m.  leg.  N.  Santos  1226  (2.1944)  R. 

SC  — encosta  do  Capivara,  leg.  Ule  1773  e 1775  (2. 1891)  r; 
Curitibanos,  campo,  leg.  F.  Mueller  44  (3.1877)  R. 

RS  — Vacaria,  Faz.  da  Ronda,  leg.  Rambo  34888(6.1.  1947)ha. 

Baker  baseou  a diagnose  de  sua  Baccharis  prenanthoides,  em  dois 
exemplares,  um  coletado  por  Warming  em  Lagoa  Santa,  e outro  cole- 
tado por  Lund,  em  Juquiri,  São  Paulo.  O primeiro  corresponde  a Bac- 
charis medullosa  A.P.DC.  e o segundo  a B.  hirta  A.P.DC.,  segundo 
se  pode  verificar  na  Fotografia  22492,  do  Field  Museum,  onde  estão, 
lado  a lado,  os  dois  exemplares. 

29.  BACCHARIS  ARENARIA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  62. 

1882. 

Localidade  típica : Uruguai,  às  margens  arenosas  do  rio  Santa  Lúcia. 
Holótipo : Sellow  d.  588.  Fotótipo  F.  14917. 

Arbusto  de  mais  ou  menos  1-2  m de  altura,  com  ramos  novos  um 
pouco  angulosos;  folhas  linear-lanceoladas,  com  cerca  de  2-2,5  cm  de 
compr.  e 2-3  mm  de  larg.,  glabras;  capítulos  dispostos  em  ramos  co- 
rimbosos;  invólucro  com  cerca  de  5-6  mm  de  alt.  e 5-6  mm  de  diâm., 
com  brácteas  involucrais  obtusas;  flores  de  80-100  em  cada  capítulo; 
corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  2,5-3  mm  de  compr.;  aquê- 
nio com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina 
com  cerca  de  4 mm  de  compr.  e cerdas  do  pápus  com  mais  ou  menos 
3-4  mm  de  compr.,  muito  espessadas  no  ápice  (fig.  40). 

Material  examinado:  SC  — Porto  União,  São  Miguel,  a 800  m s.  m, 
capoeira,  leg.  Klein  3084  (16.9.1962)  RB.  HBR. 

RS  — Pelotas,  praia  do  Laranjal,  leg.  Ir.  Edésio  10677  (10. 
11.1946)  R. 

O nome  da  espécie  tem  relação  com  o habitat,  onde  o holótipo 
foi  coletado. 


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cm 


90 

Grupo  10.  TRIPLINERVIA 

Arbusto  ramificado,  com  ramos 
folhosos;  capítulos  solitários  no 
ápice  dos  ramos;  invólucro  cam- 
panulado;  aquênio  com  5 estrias. 

Representado  por  duas  espé- 
cies, Baccharis  triplinervis  (Spren- 
gel)  Baker  e Baccharis  gilliesi  A. 
Gray. 

A primeira  tem  ocorrência  re- 
gistrada para  Minas  Gerais  e São 
Paulo  e a segunda  para  o centro 
e o sul  da  Argentina,  tendo  sido 
encontrada  em  Santa  Catarina. 


30.  BACCHARIS  TRIPLINERVIS  (Sprengel)  Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6 (3):  79  pl.  29.  1882. 

Bas.:  Vernonia  triplinervis  Sprengel,  Syst.  3:435.  1826. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Mariana. 

Holótipo:  Sellow  816.  Fotótipo  K.  13197. 

Sin.:  Polypappus  triplinervis  Lessing,  Syn.  Comp.  204.  1832. 

Folhas  oblongas,  denteadas  na  metade  superior  do  limbo,  com  cerca 
de  2-3  cm  de  compr.  e 1-1,5  cm  de  larg.,  glabras;  invólucro  do  capí- 
tulo masculino  com  mais  ou  menos  1 cm  de  alt.  e 0,8-1  cm  de  diâm., 
com  4-5  séries  de  brácteas  involucrais  agudas,  glabras;  flores  de  80-100, 
com  corola  de  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.;  estilete  com  mais  ou 
menos  8 mm  de  compr.,  espessado  no  ápice;  rudimento  de  ovário  com 
cerca  de  2 mm  de  compr.;  pápus  de  cerdas  lisas,  com  mais  ou  menos 
7-8  mm  de -compr.,  com  espessamento  apical.  Não  vi  flores  femininas. 

Material  examinado:  SP,  Taipas  leg.  Brade  .6667  (7.1913)  sp. 

Espécie  bastante  rara.  Baker  (1882)  cita,  além  do  tipo,  outro 
exemplar  coletado  em  São  Paulo,  Jaraguá,  por  Bowie  e Cunningham. 
De  todas  as  coleções  examinadas,  só  encontrei  a exsicata  de  Brade, 
que  se  encontra  depositada  no  Herbário  do  Instituto  de  Botânica  de 
S.  Paulo. 

O nome  da  espécie  se  refere  à nervação  das  folhas. 

31.  BACCHARIS  GILLIESI  A.  Gray,  Proc.  Amer.  Acad.  Arts.  5:123.  1862. 
Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft.  Anst.  31:150.  1913; 

Cabrera,  Colec.  Cient.  4(6a):124.  fig.  32A.  1963;  idem,  in  Corrêa 


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11  12  13  14 


cm 


91 

Fl.  Patagônia  8(7):  87  figs.  75  a.  b.  c.  1971. 

“Prope  bonaria,  in  Pampas  S.  Bernardo,  leg.  Gillies  187”. 

Sin.:  lema  involucrata  Phil.,  Anales  Univ.  Chile  41:741.  1872. 

= Baccharis  nana  Don  ex  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :56.  1882. 
= Baccharis  inveluerata  (Phil.)  Hoffm.  in  Engler  und  Prantl,  Natür. 
Pflanzenf.  4(5):  170.  1894. 

= Baccharis  icma  Stuck  ex  Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft 
Anst.  31:165.  1913. 

Arbusto  densamente  glanduloso,  com  ramos  eretos;  folhas  de  li- 
neares a linear-elípticas,  com  0,5-1  cm  de  cempr.  1-2  mm  de  larg.,  gla- 
bras,  com  pontuações  glandulosas;  capítulos  solitários  no  ápice  dos  ra- 
mos, com  3-5  brácteas  foliaceas  basais;  invólucro  do  capítulo  feminino 
com  mais  cu  menos  7 mm  de  alt.  e 3-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  in- 
volucrais  glandulosas,  de  ápice  mais  ou  menos  enegrecido;  flores 
cerca  de  40-50;  corola  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr.,  com 
bordo  truncado;  estilete  com  cerca  de  7 ' mm  de  compr.,  dividido  em 
ramos  de  mais  ou  menos  1 mm  de  compr.;  aquênio  com  5 estrias,  gla- 
bro,  com  cerca  de  1,5  mm  de  compr.;  flores  masculinas  com  corola  de 
mais  ou  menos  6 mm  de  compr.,  dividida  em  lobos  planos,  agudos; 
estilete  com  cerca  de  7 mm  de  compr.,  com  ramos  levemente  abertos; 
papus  com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  com  cerdas  espessadas  no 
ápice. 

Material  examinado:  SC,  Bom  Retiro,  Campo  dos  Padres  a 1650  m 
s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Reitz  10455  (25.1.1957)  RB.  hbr; 
ibidem,  idem  10426  rb.  hbr. 

Segundo  Cabrera,  a espécie  é invasora  de  áreas  cultivadas  e é cha- 
mada, vulgarmente,  “mata  trigo”. 

Grupo  11.  MAXIM  A: 

Inclui  uma  só  espécie,  endêmica  de  Itatiaia,  Estado  do  Rio  de 
Janeiro. 

32.  BACCHARIS  MAXIM  A Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :80.  1882. 
Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Itatiaia. 

Holótipo:  Glaziou  4860.  Fotótipo:  F.  22488. 

Subarbusto  com  caule  simples,  com  mais  o .lenos  0,5-1  m de  altu- 
ra piloso;  folhas  sésseis,  lanceoladas,  agudas,  membranáceas,  peninérveas, 
de  base  estreitada,  com  dentes  dispostos  na  metade  superior  do  limbo, 
pilosas  nas  duas  faces,  com  cerca  de  7-10  cm  de  compr.  e 1,5-2  cm  de 
larg.;  pêlos  longos,  unisseriados,  dispostos,  principalmente,  sobre  as  ner- 
vuras; capítulos  pedicelados,  ordenados  em  inflorescência  laxa,  pani- 
culiforme;  pedicelos  com  3-6  cm  de  compr.,  pilosos;  invólucro  dos 


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11  12  13  14  15 


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capítulos  campanulado,  com  mais  ou  menos  7-15  mm  de  alt.  e 10  mm 
de  diâmetro,  3-seriado,  com  brácteas  involucrais  linear-lanceoladas, 
agudas,  pilosas;  flores  femininas  de  80-100  em  cada  capítulo,  com  co- 
rola de  mais  ou  menos  5-6  mm  de  compr.  e cerca  de  0,5  mm  de  diâm., 
densamente  pilosa,  principalmente  no  ápice;  bordo  5-denteado,  com 
dentes  desiguais  entre  si;  pêlos  da  corola  unisseriados,  clavelados;  es- 
tilete glabro,  bulboso  na  base,  com  cerca  de  8-10  mm  de  compr.,  divi- 
dido em  dois  ramos  de  0,7-1  mm  de  compr.;  aquênio  5-estriado,  mais 
ou  menos  comprimido,  com  cerca  de  3-4  mm  de  compr.  e 1 mm  de 
diâm.,  piloso  na  base;  pápus  de  cerdas  finas,  geralmente  rosadas,  com 
mais  ou  menos  10  mm  de  compr.;  flores  masculinas  cerca  de  50-80, 
com  corola  de  mais  ou  menos  6-7  mm  de  compr.,  com  tubo  de  mais 
ou  menos  2-3  mm  de  compr.  e limbo  campanulado,  dividido  em  la- 
cínios  oblongos,  planos,  de  mais  ou  menos  3-5  mm  de  compr.;  estilete 
com  cerca  de  9 mm  de  compr.,  com  ápice  clavado,  dividido  em  dois 
ramos  plano-convexos,  agudos;  pápus  com  cerca  de  5 mm  de  compr, 
com  cerdas  espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  Retiro  de  Ramos,  leg.  Dusén  25 
(16.5. 1902)  R.  — ibidem,  Planalto  a 2000-2200  m s.  m.  leg. 
E.  Pereira  7571  9 e c?  (13.4.1963)  rb.  — ibidem,  leg. 
Brade  14590  (28.5.1965)  RB.  — ibidem,  leg.  Occhioni  931 
(12.3.1947)  rb;  ibidem  Brade  15604  (3.1973)  RB.  — ibi- 
dem, Planalto  a 2200-2400  m s.  m,  leg.  E.  Pereira  7039  (6. 
3.1962)  HB. 

Grupo  12.  ELLIPTICA: 

Arbustos  ramificados:  capítulos 
com  pedicelo  longo,  um  a um  na 
axila  de  uma  bráctea  foliácea,  di- 
fusos nos  ramos  (fig.  88;  foto  6); 
invólucro  campanulado;  flores  de 
30-40  em  cada  capítulo;  corola  da 
flor  feminina  denteada  no  ápice; 
aquênios  glabros,  com  10  estrias 
ou  costas  mais  ou  menos  salien- 
tes; pápus  da  flor  masculina  com 
espessamento  leve  abaixo  do  ápice. 

Com  duas  espécies  bem  distin- 
tas entre  si.  Uma  delas  — Baccha- 
ris  elliptica  Gardner,  é endêmica 
da  região  de  Diamantina,  Minas 
Gerais,  e a outra,  Bacharis  myrici- 
ifolia  A.  P.  de  Candolle,  ocorre  nos 
Estados  de  São  Paulo,  Paraná  e 
Santa  Catarina. 


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33.  BACCHARIS  ELLIPTICA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:83. 
1848;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :79.  1882. 


Localidade  típica : Diamantina,  Minas  Gerais. 
Holótipo:  Gardner  4808.  Fotótipo  F.  14971. 


Arbusto  de  1-2  m de  altura,  com  folhas  de  elípticas  oblongas,  de 
sésseis  a curtissimamente  pecioladas,  coriáceas,  de  margens  denteadas 
na  metada  superior  do  limbo,  triplinérveas,  glabras,  com  3-6  cm  de 
compr.  e 1,5-4  cm  de  larg.,  reticuladas;  pedicelo  dos  capítulos,  em 
média,  com  1,5-3  mm  de  compr.  (foto  6),  viscosos;  invólucro  do  ca- 
pítulo feminino  com  mais  ou  menos  7-10  mm  de  alt.  e 7-10  mm  de 
diâmetro,  com  brácteas  involucrais  de  consistência  mais  ou  menos 
dura,  com  ápice  obtuso;  flores  de  30-40;  corola  da  flor  feminina  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  compr.,  mais  ou  menos  carnosa,  com  pêlos 
na  porção  basal  do  tubo,  com  ápice  denteado,  com  dentes  triangula- 
res, mais  ou  menos  iguais  entre  si;  estilete  robusto,  com  cerca  de  5 mm 
de  compr.  dividido  em  dois  ramos  curtos,  obtusos;  aquênios  glabros, 
com  mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  compr.;  flores  masculinas  com  corola 
de  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  com  tubo  glanduloso  e limbo  di- 
vidido em  lacínios  oblongos,  enrolados  em  espiral;  estilete  com  mais 
ou  menos  7 mm  de  compr.,  espessado  no  ápice,  dividido  em  dois  ra- 
mos curtos;  rudimento  de  ovário  glanduloso,  com  mais  ou  menos  1 
mm  de  comp.;  pápus  com  cerca  de  5 mm  de  compr.,  com  cerdas  lisas, 
com  espessamento  muito  abaixo  do  ápice. 


Material  examinado:  MG  — upland  campos  Diamond  District,  leg. 

Gardner  4908,  july  1840  R.  Isótipo;  ibidem,  solo  de  canga, 
leg.  D.  Romariz  (1.2.1947)  RB.;  de  Diamantina  para  Cur- 
velo,  leg.  Maguire  44769  (12.959)  RB.;  de  Conceição  para 
Diamantina,  leg.  Maguire  49141  (9.1960)  RB.;  Diamanti- 
na, leg.  Brade  13560  (6.  1934)  rb.;  ibidem.  Couto  de  Ma- 
galhães, leg.  A.  P.  Duarte  8534  (11.1964)  RB.;  ibidem,  pla- 
nalto, leg.  A.  P.  Duarte  8923  (9.1965)  RB.;  de  Diamantina 
para  Mendanha,  em  matas  de  galeria,  nas  adjacências  de  cer- 
rado a 1300  m s.m.  leg.  Irwin  22843  (1.1969)  82. 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  a forma  das  folhas  da 
planta. 


cm 


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cm 


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34.  BACCHARIS  MYR1CIIFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:405.  1836. 


Localidade  típica:  São  Paulo,  segundo  A.  P.  de  Candolle  (1836). 
Holótipo:  HIB.  484  (possivelmente  Sellow). 


= Baccharis  semiserrata  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  60.  1882 
(não  A.  P.  DC.)  (p.  parte). 


Folhas  oblanceoladas  (fig.  82),  de  margens  inteiras  a 1-7  denteadas, 
de  ápice  obtuso  e base  longamente  atenuada,  com  3-8  cm  de  compr. 
e 0,5-1  cm  de  larg.;  pedicelo  dos  capítulos  tomentoso,  com  cerca  de 
1-4  cm  de  compr.;  invólucro  campanulado,  com  mais  ou  menos  3-4 
mm  de  alt.  e 5-6  mm  de  diâmetro,  com  brácteas  involucrais  oblongas, 
agudas,  planas,  de  bordos  membranáceos  e nervura  mediana  saliente, 
glabra;  flores  femininas  cerca  de  35  em  cada  capítulo;  corola  com  mais 
ou  menos  1,5-2  mm  de  compr.,  glabra,  com  ápice  5-denteado,  com  den- 
tes desiguais  entre  si;  cerdas  do  pápus  mais  ou  menos  robustas,  com  2,5 
mm  de  compr.;  aquênio  10  estriado  ou  costado,  com  cerca  de  1 mm 
de  compr.;  pápus  da  flor  masculina  com  espessamento  abaixo  do 
ápice. 


Planta  muito  característica,  colocada,  sem  nenhuma  razão,  por 
Baker  na  sinonímia  de  B.  semiserrata  A.  P.  de  Candolle. 


Material  examinado:  PR  — Campo  Largo,  à margem  do  rio  Papa- 
gaio, leg.  E.  Pereira  5458  (23.2.1960)  RB.;  Lapa,  Serrinha, 
rio  S.  Vicente  leg.  Hatschbach  2288  (17.4.1951)  rb.;  ibi- 
dem,  Lageado  Grande,  leg.  Lange  197  (3.1960)  rb.;  Ponta 
Grossa,  Rio  Verde,  Capão  da  Onça,  às  margens  do  rio,  no 
campo,  leg.  Hatschbach  17426  (11.10.1967)  hh.;  Ponta 
Grossa,  leg.  Rombouts  (17.7.1938)  SP. 

SC  — leg.  L.  B.  Smith  14686  e 14754;  Campo  Alegre,  base 
do  morro  Iquerim  a 900-1000  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 


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95 

8490  (9.12.1956)  rb.;  Palmeira,  Witmarsum,  sobre  pedras, 
às  margens  de  um  regato  a 1000  m s.  m.  leg.  Klein  4597 
(12.11.1963)  RB. 

O nome  da  espécie  significa  folha  de  Myrica,  gênero  de  Myri- 
caceae. 


Grupo  13.  SINGULARIS: 


Arbustos  de  1-3  m de  altura;  folhas  de  obovais  a oblongas  ou  lanceola- 
das,  trinérveas,  triplinérveas  ou  peninérveas,  glabras  ou  pilosas;  capítulos  dis- 
postos em  ramos  corimbiformes  terminais  (fig.  92;  foto  7);  invólucro  cam- 
panulado,  3-seriado;  flores  de  30-50;  corola  da  flor  feminina  denteada  ou 
laciniada  no  ápice,  com  pêlos  esparsos;  aquênio  cilíndrico,  glabro,  com  8-10 
estrias  ou  costas  mais  ou  menos  salientes,  com  cerca  de  2 mm  de  compr.; 

flores  masculinas  com  corola  pen- 
tasecta,  com  segmentos  lineares 
ou  oblongos,  enrolados  em  espiral; 
cerdas  do  pápus  das  flores  mas- 
culinas com  espessamento  apical. 

Grupo  constituído  de  5 espé- 
cies, características  pela  inflores- 
cência  corimbosa.  Delas,  Baccha- 
ris singulares  (Vell.)  nov.  comb. 
ocorre  desde  o sul  da  Bahia  até  o 
Rio  Grande  do  Sul  e Uruguai,  tan- 
to na  mata  costeira  como  em  res- 
tingas, em  altitudes  que  oscilam 
entre  Í.0-700  m s.m.;  Baccharis 
cilliata  Gardner,  até  o presente, 
só  -registrada  para  Serra  dos 
Órgãos;  Baccharis  curitybensis 
Heering  e Baccharis  mesoneura 
A.  P.  de  Candolle  são  encon- 
tradas, a primeira,  em  São 
Paulo,  Paraná  e Santa  Cata- 
rina, sempre  em  altitudes  supe- 
riores a 700  m s m.,  e a segunda, 
de  São  Paulo  a Rio  Grande  do 
Sul,  geralmente,  em  lugares  bai- 
xos, arenosos.  Baccharis  muelleri 
Baker  é endêmica  de  Santa  Ca- 
tarina , crescendo,  geralmente,  em 
formação  densas,  em  lugares  are- 
nosos, entre  5-10  m s.  m. 


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96 

34.  BACCHARIS  SINGULARIS  (Vell.)  nov.  comb. 

Bas.:  Chrysocoma  singularis  Vellozo,  Fl.  Flum.  325.  1829  (1825); 
ícones  8:  t.  7.  1831  (1827);  in  Arch.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro 
5:  305.  1881. 

= Chrysocoma  purpurea  Vellozo,  in  11.  cc.  tab.  45. 

= Baccharis  senicula  Martius,  Bot.  Zeit.  2.  Beibl.  61.  1838. 

“Bahia  ad  Villam  Ilhéus,  leg.  Martius  231”.  Fotótipo  F.  15065. 

= Baccharis  daphnoides  Hooker  et  Arnott,  Lond.  Journ.  3:34.  1841. 
“Uruguai,  Baird”  — Fotótipo  K.  12780. 

Nome  vulgar:  cambará  de  serra. 

Folhas  geralmente  obovais,  mais  raramente  oblongas,  de  bordos  in- 
ros,  com  ápice  levemente  apiculado  ou  agudo,  com  4-5  cm  de  com- 
primento e 2-2,5  cm  de  largura,  glabras  na  face  ventral,  glabrescentes 
e densamente  pontuadas  de  glândulas  na  face  dorsal;  capítulos  orde- 
nados em  pseudo-panículas  corimbosas;  pedúnculos  da  inflorescência 
bracteados,  com  brácteas  e bracteolas  foliáceas,  mais  ou  menos  espa- 
tuladas,  com  cerca  de  1 cm  de  compr.;  invólucro  com  cerca  de  4-7 
mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  glabras,  de 
ápice  obtuso  ou  arredondado;  corola  das  flores  femininas  com  cerca 
de  4-5  mm  de  compr.,  de  ápice  laciniado;  estilete  com  mais  ou  menos 
5,5-7  mm  de  compr.;  ovário  com  1 mm  de  compr.;  pápus  fino,  unise- 
riado,  de  6-10,5  mm  de  compr.;  aquênio  com  2 mm  de  compr.  e 0,7 
mm  de  diâm.,  com  10-12  dentes;  invólucro  do  capítulo  masculino  com 
6 mm  de  compr.  e 4 mm  de  diâm.;  corola  das  flores  masculinas  com 
4-6  mm  de  compr.;  tubo  com  4 mm  de  compr.  e limbo  campanulado 
com  2 mm;  estilete  com  ápice  ovóide. 

Material  examinado:  BA  — Caravelas,  solo  arenoso,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 6600  (25.5.1962)  RB.;  Ibirapitunga,  leg.  Belém  2243 

(18.5.1966)  RB.;  Itacaré,  mata  costeira,  leg.  Belém  2174 

(12.5.1966)  RB.;  Maraú,  transição  de  mata  costeira  para 
mata  de  cacau,  leg.  Belém  2143  (11.5.1966)  rb.;  ibidem, 
idem  2174;  Una,  mata  costeira,  leg.  Belém  2386  (2.6.1966) 
e 2388  rb. 

RJ  — Rio  Bonito,  leg.  Mendonça,  RB.;  Xerém,  Baixada  Flu- 
minense, leg.  Brade  20265  (22.3.1950)  rb.;  Barra  da  Ti- 
juca,  leg.  Kuhlmann  (16.5.1932)  RB.;  Horto  Florestal  da 
Gávea,  mata,  leg.  Pessoal  do  Horto  (19.4.1930)  rb. 

SP  — Mandaqui,  leg.  F.  Toledo  635  (5.1913)  rb.;  Cana- 
néa,  Iguape,  lugar  brejoso,  leg.  F.  Hoehne  (27.4.1918)  sp; 
— Ilha  de  Santo  Amaro,  Santos,  à beira-mar,  leg.  D.  B.  Pic- 
kel  142  (3.1940)  sp;  ibidem,  leg.  Brade  7158  (5.1914)  sp. 
— Botequim,  pr.  de  S.  Paulo,  leg.  Brade  s.  n.  (25.2.1912) 
RB.  — Ubatuba,  praia,  leg.  Viegas  s.  n.  (15.3.1939)  SP.  — 


.SciELO/ JBRJ 


cm 


97 

ibidem,  leg.  C.  Smith  (29.2.1940)  sp.  — Alto  da  Serra,  leg. 
Koscinsky  164  (24.8.1933)  sp.  — Rio  Grande,  mata,  leg. 
Loefgren  (7.5. 1895)  sp.  — Guarujá,  leg.  Usteri  (13.1. 1907) 
SP. 

PR  — Sertãozinho,  leg.  Dombrowsky  176  (17.3.1964)  RB. 
— Ilha  do  Mel,  Restinga,  leg.  Steffeld  (27.3.1948)  sp. 

SC  — Joinville,  Palácio  Episcopal  a 10  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  6625  (27.3.1958)  RB.  — Palhoça,  Pilões  a 200  m 
s.  m.,  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  3174  (4.5.1956)  rb.  — 
São  Francisco  do  Sul,  Garuva,  Três  Barras  a 10  m s.  m.,  ca- 
poeira, leg.  Reitz  e Klein  6607  (23.3.1958)  rb. 

Referência  bibliográfica:  Malme  (1933)  cita  exemplares  coletados 
em  Paraná,  Santa  Catarina  e Rio  Grande  do  Sul. 

35.  BACCHARIS  CILIATA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:122.  1848; 
Baker  in  Martiug  Fl.  Bras.  6(3):  89.  1882. 

Localidade  Típica : Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos. 

Holótipo.  Gardner  5783.  Fotótipo  F.  28505. 

Ramos  cicatricosos,  fastigiados;  folhas  obovais  ou  oblongas,  de  mar- 
gens inteiras  ou  levemente  denteadas  na  porção  médio  superior,  cilia- 
das,  densamente  glanduloso-pontuadas  na  página  inferior,  com  3-5  cm 
de  compr.  e 1,5-2  cm  de  larg.;  invólucro  com  cerca  de  5mm  de  alt. 
e 4-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  agudas,  3-seriadas:  flo- 
res de  25-30. 

Planta  pouco  conhecida  e bastante  rara.  O exemplar  classificado 
por  Gardner  e revisado  por  Baker  e,  também  o coletado  por  Glaziou 
4040,  e o que  tivemos  em  mão  para  estudos,  são  todos  de  planta  mas- 
culina. 

Material  examinado:  RJ  — Serra  dos  Órgãos  a 2175  m s.  m.  leg. 
Vidal  II  553  (12.2.1952)  R.  rb. 

36.  BACCHARIS  CURITYBENSIS  Heering  in  Malme  Kungl.  Sv.  Vet. 
Akad.  Handl.  12  (2):69.  tab.  5.  fig.  dextra,  1933. 

Localidade  típica:  Paraná,  Curitiba,  no  campo. 

Holótipo:  Dusén  6906. 

Fotótipo:  F.  28507. 

Folhas  coriáceas,  elíptico-lanceoladas,  ou  oblongas,  pecioladas,  com 
3-5  cm  de  compr.  e 1-2  cm  de  largura,  discolores,  trinérveas,  com  reti- 
culado pronunciado  das  nervuras  no  dorso  tomentoso;  simeira  composta 
corimbosa,  com  pedicelos  dos  capítulos  tomentoscs;  pápus  frizados  no 


.SciELO/ JBRJ 


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cm 


96 

ápice;  invólucro  campanulado  $ com  6 mm  de  alt.  e 8 mm  de  diâm., 
com  brácteas  involucrais  de  oblongas  a lineares,  fulvo-tomentosas  na 
página  dorsal;  flores  de  40-50;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou 
menos  3 mm  de  compr.  e 0,3  mm  de  diâm.  em  toda  a sua  extensão, 
denteadas  no  ápice,  com  pilosidade  esparsa;  estilete  com  4, 2-4, 5,  só 
os  ramos  exsertos  do  tubo  da  corola;  aquênios  com  7-10  estrias  ou 
costas  com  1,5  mm  de  comprimento  e 0,5  mm  de  diym.;  pápus 
unisseriado,  caduco,  com  3 mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina 
com  3-4  mm  de  compr.  (2  mm  no  tubo  e 2 mm  no  limbo  campanu- 
lado); rudimento  de  ovário  piloso. 

Material  examinado:  SP  — Campos  do  Jordão,  Umuarama,  campo  a 
1750  m s.  m.  leg.  Kuhn  e Kuhlmann  2059  (22 . 11 . 1949)  sp.; 
ibidem,  leg.  G.  Hashimoto  5 (22.10.1961)  rb.;  Bocaina,  leg. 
Markgraf  10301  (9.12.1952)  RB. 

PR  — Campina  Grande  do  Sul,  Quatro  Barras,  campo  leg. 
Hatschbach  8501  (22.10.1961)  rb.;  Curitiba,  Florestal, 

campo  seco,  leg.  Tessmann  2782  RB.;  Pirai  do  Sul,  Joaquim 
Murtinho,  campo  úmido,  pedregoso,  leg.  Hatschbach  25423 
(17.11.1970)  hh. 

SC  — Campo  Alegre,  morro  Iquererim  a 1300-1500  m s.  m. 
leg.  L.  B.  Smith  e Klein  8551  (1012.1956)  rb.  hbr.;  ibi- 
dem, idem  7416  (8.11.1956)  rb.  hbr.;  São  Francisco  do 
Sul,  Guaruva,  Monte  Crista  a 900  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein 
10034  (6.10.1960)  RB.  hbr.;  São  Joaquim,  Bom  Jardim, 
Curral  Falso  a 1500  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  7800  (11.12. 
1958)  RB.  HBR. 

37.  BACCHARIS  MESONEURA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:412.  1836. 

Localidade  típica : São  Paulo. 

Tipo : Sellow  HIB.  501,  R. 

Nome  vulgar:  vassoura  cambará. 

Folhas  obovais,  com  margens  serreadas  na  porção  médio  superior 
do  limbo,  peninérveas;  ramos  e dorso  das  folhas  com  indumento  consti- 
tuído de  pêlos  muito  finos,  aglomerados  (fig.  10),  caducos;  capítulos 
pediceíados,  com  invólucro  campanulado,  com  cerca  de  5-6  mm  de 
alt.  e 4-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  agudas;  flores  de 
20-25;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr., 
de  ápice  denteado;  estilete  com  5-6  mm  de  compr.;  aquênio  com  cerca 
de  2 mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina  com  mais  ou  menos  4 
mm  de  compr.;  estilete  da  flor  masculina  com  mais  ou  menos  6 mm 
de  compr.  e pápus  com  cerca  de  4 mm  de  compr.  (Foto  6). 

Material  examinado:  SP  — Ubatuba,  leg.  D.  Hans  310  à beira  da 
praia,  SP. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


99 


SC  — Garopaba,  Siriú,  dunas,  leg.  Bresolin  e Souza  61 
(19.12.1970)  RB.  hbr.;  Pântano  do  Sul,  Lagoinha  de  Les- 
te, restinga,  a 5 m s.  m.  leg.  Klein  9190  (19.12.1970)  RB. 
HBR.;  Sombrio  a 15  m s.  m.  leg.  Reitz  1805  (30.12.1945) 

RB.  HBR.; 

RS  — Porto  Alegre,  Vila  Manresà  in  silvula  rupestri,  leg. 
Rambo  40088  (22.1.1949)  ha.;  Morro  Grande,  próx.  de 
Osório  in  silvula  arenosa  leg.  Rambo  51786  (10.1.1952) 

HA. 


Referência  bibliográfica:  Malme  (1933)  cita  um  exemplar  de  Dusén 
coletado  em  Ipiranga,  PR  e outro  em  SC,  Rio  Capinzal. 

38.  BACCHARIS  MUELLERI  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :61.  1882. 

Localidade  típica:  Santa  Catarina,  Barra  do  Itajaí. 

Holótipo:  F.  Mueller  355. 

Fotótipo:  K.  13205. 

Arbusto  de  3-4  m de  altura,  com  copa  arredondada;  folhas  lanceo- 
ladas,  agudas,  de  base  atenuada,  com  4-5  cm  de  compr.  e 1-1,5  cm  de 
larg.,  com  margens  denteadas,  quando  novas  densamente  hirsutas,  de- 
pois glabrescentes;  pedicelo  dos  capítulos  hirsutos;  invólucro  com  5-8 
mm  de  compr.  e 5 mm  de  diâm.,  3-seriado,  com  brácteas  involucrais 
de  ovadas  a oblongas,  as  mais  externas  densamente  hirsutas  no  dorso; 
receptáculo  do  capítulo  feminino  piloso;  flores  de  50-60;  corola  da 
flor  feminina  com  cerca  de  4 mm  de  compr.,  com  ápice  denteado, 
com  dentes  bem  desenvolvidos,  um  deles  maior  que  os  demais;  esti- 
lete com  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.;  aquênio  com  cerca  de  2 mm 
de  compr.;  corola  das  flores  masculinas  com  cerca  de  4 mm,  de  compr. 
(Foto  7). 

Material  examinado:  SC  — Araranguá,  Garuva,  a mais  ou  menos  20 
m s.  m.  leg.  Reitz  c 758  (1.10.1944)  rb.  hbr.;  entre  a 
enseada  de  Brito  e Paulo  Lopes,  em  formações  densas,  leg. 
A.  P.  Duarte  3303  (16.12.1950)  rb.;  Garopava,  restinga  a 
5 m s.  m.  leg.  Klein  e Bresolin  8856  (21.10.1970)  rb.  hbr.; 
Ilha  de  Santa  Catarina,  Cachoeira  do  Bom  Jesus  a 10  m s. 
m.  leg.  Klein  e Bresolin  5897  (6.10.1964)  RB.  hbr.;  Pilões, 
Palhoça,  leg.  Reitz  e Klein  4011  (28.9.1956)  RB.  hbr.;  Rio 
Tavares,  banhado  de  restinga  a 5 m s.  m.  leg.  Klein  e Breso- 
lin 8401  (17.10. 1969)  rb.  hbr.;  Sombrio,  banhado  de  campo 
a 10  m s.  m.  leg.  Reitz  1895  (19.9.1945)  rb.  hbr.;  ibidem, 
in  dumentosis,  leg.  Rambo  31866  (19.9.1945)  ha. 

O nome  da  espécie  é uma  homenagem  a Fritz  Mueller,  natura- 
lista alemão,  que  residiu  em  Santa  Catarina,  de  1856  a 18Ó7. 


cm 


SciELO/ JBRJ 


cm 


100 

Grupo  14.  SPICATA: 

Arbustos  ramificados,  com  0,5-3  m de  altura,  com  ramos  glabros  ou  to- 
mentosos;  folhas  sésseis,  de  obovais  a suborbiculares  ou  de  lineares  a lan- 
ceoladas  ou  oblongas;  capítulos  sésseis  ou  curtamente  pedicelados,  ordenados 
em  ramos  espiciformes  laxos  ou  densos  (fotos  8-9);  flores  de  20-50;  in- 
vólucro campanulado,  com  cerca  de  3-6  mm  de  alt.  e 3-5  mm  de  diâm.  (fig. 
115a),  com  brácteas  involucrais  escariosas  ou  de  consistência  mais  ou  menos 
dura;  corola  da  flor  feminina  de  bordo  denteado  ou  lobado,  com  cerca  de 
3-4  mm  de  compr.;  aquênios  com  1-2  mm  de  compr.,  com  10  estrias  ou  cos- 
tas, com  pápus,  em  geral  de  4 mm  de  compr.,  flores  masculinas  com  corola 
de  5-7  mm  de  compr.,  com  limbo  dividido  em  lacínios  lineares,  enrolados  em 
espiral;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  espessadas  no  ápice. 

Grupo  representado  por  7 es- 
pécies e 1 variedade,  a saber: 

Baccharis  spicata  (Lam.)  Bail- 
lon,  que  ocorre  desde  São  Paulo 
até  Rio  Grande  do  Sul,  Argentina, 

Paraguai  e Uruguai;  B.  megapo- 
tamica  Sprengel  e sua  variedade 
são  encontradas  em  Minas  Ge- 
rais, Rio  de  Janeiro  (Serra  dos 
Órgãos  e Itatiaia),  S.  Paulo 
(Campos  do  Jordão),  Paraná, 

Santa  Catarina,  Rio  Grande  do 
Sul  e Argentina  (Misionis);  B. 
caprariaeiolia  A.  P.  DC.,  de  S. 

Paulo  a Rio  Grande  do  Sul,  Ar- 
gentina e Paraguai;  B.  dracun- 
culiíolia  A.  P.  DC.,  do  sudeste  ao 
sul  do  Brasil  e Argentina  (Misio- 
nis); B.  uncinella  A.  P.  DC.,  no 
Rio  de  Janeiro  (Itatiaia)  e ao 
sul  do  Brasil  e B erioclada  A.  P. 

DC.,  em  Minas  Gerais,  S.  Paulo, 

Paraná  e Santa  Catarina.  B.  num- 
mularia  Heening,  PR,  SC,  RS. 

29.  BACCHARIS  SPICATA  (Lam.)  Baillon,  Buli.  Soc.  Linn.  Paris:  267. 

1880;  Cabrera,  Colec.  Cient.  4 (6a):  120.  fig.  30A.  1963. 

Bas.:  Eupatcrium  spicatum  Lamark,  Encycl.  Meth.  2:409.  1786. 

Localidade  típica:  Uruguai,  Montevidéu. 

= Baccharis  platensis  Sprengel,  Syst.  Veget.  3:465.  1826. 

Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):67  tab.  26.  1882. 

= Baccharis  attenuata  Don  ex  Hooker  et  Arnott  in  Hooker  Lond.  Journ. 

Bot.  3:34.  1841. 


SciELO/ JBRJ 


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101 


Nome  vulgar:  vassoura. 

Ramos  pilosos  ou  glabros,  sulcados;  folhas  opostas,  de  espatuladas 
a oblongas,  com  pêlos  adpressos  nas  duas  faces,  com  ápice  de  obtuso  a 
agudo,  base  atenuada  e margens  denteadas,  com  3-4  cm  de  compr.  e 
1 cm  de  larg.;  invólucro  com  6-7  mm  de  alt.  (fig.  115a)  com  5-6  sé- 
ries de  brácteas  involucraia  de  textura  mais  ou  menos  firme,  com  dor- 
so castanho-esverdeado,  margens  hialinas  curtas,  glabras;  receptáculo 
do  capítulo  feminino  cônico,  laciniado;  flores  femininas  de  40-50,  com 
corola  de  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.;  flores  masculinas  de  15-30, 
com  corola  de  5-7  mm  de  compr.;  estilete  da  flor  masculina  com  cer- 
ca de  7-8  mm  de  compr.  de  ápice  espessado  e densamente  piloso; 
pápus  da  flor  masculina  com  cerdas  crespas. 

Material  examinado:  SP  — São  Bernardo  do  Campo,  leg.  Hoehne 
(23.10.1918)  SP.;  Ipiranga,  leg.  Edwall  (3.1899)  SP.;  ibi- 
dem,  leg.  Brade  6657  (13.10.1913)  SP.;  Vila  Prudente,  leg. 
Usteri  47b  (9.12.1906)  sp.;  Capital,  leg.  Tatiana  435 
(27.2.1966)  RB. 

PR  — Curitiba,  leg.  Tessmann  3401;  Pinheiros,  leg.  Lange 
1327  RB.;  Fernandes  Pinheiro,  leg.  Vidal  III.  167  (9.1950)  R. 
SC  — Araranguá,  Sombrio  à margem  da  lagoa,  leg.  Reitz 
c514  (12.4.1944)  rb.  hbr.;  Lajes,  leg.  Rambo  49541 
(10.1.1951)  rb.  HBR.;  ibidem,  idem  49540;  Palhoça,  Morro 
da  Gambirela  a 800  m s.  m.  leg.  Klein  e Bresolin  9366 
(14.4.1971)  rb.  hbr.;  Pântano  do  Sul,  Sapé,  leg.  Bresolin 
200  (17.3.1971)  RB.  hbr.;  Praia  Alegre,  Piçarras,  leg.  E. 
Pereira  8797  (31.1.1964)  rb.;  São  José,  Serra  da  Boa  Vis- 
ta a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10591  (27.12.1960) 
rb.  hbr.;  São  Joaquim,  Bom  Jardim  a 1300  m s.  m.  leg. 
Reitz  e Klein  8205  (14.1.1959)  rb.  hbr. 

RS  — Leg.  Sellow  hib.  961  R.;  São  Leopoldo,  leg.  E.  Leite 
2632  (4.1941)  sp;  ibidem,  rio  dos  Sinos,  leg.  Rambo  539 
(10.10.1934)  sp;  Canoas,  leg.  Ligório  Afonso  (26.3.1949) 
sp;  Pelotas,  Praia  do  Laranjal,  leg.  Edésio  Maria  (10.11. 
1946)  SP. 

40.  BACCHARIS  MEGAPOTAM1CA  Sprengel,  Syst.  veget.  3:461.  1826. 
A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:422,  1836. 

Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  68.  1882. 

Baccharis  megapotamica  var.  megapotamica. 

Localidade  típica : Rio  Grande  do  Sul,  entre  Jaceguaí  e São  Francisco 
de  Paula  (Urban,  1893). 

Tipo:  Sellow  d.  1967. 


cm 


ISciELO/JBRJ 


cm 


102 

= Baccharis  pyramidalis  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  Bot.  4:123, 
1845.  “Moist  bushy  places,  Organ  Mountains,  at  elevation  of  about 
5000  feet,  legit  Gardner  5781”  — Fotótipo  K 13200. 

Folhas  lineares,  com  mais  ou  menos  4-5  cm  de  compr.  e 5 mm  de 
larg.,  com  margens  revolutas,  de  ápice  agudo  e base  levemente  atenuada, 
pilosas  no  dorso;  invólucro  com  4-6  mm  de  alt  e 4-5  mm  de  diâmetro, 
com  4-5  séries  de  brácteas  involucrais  obtusas,  de  textura  mais  ou  me- 
nos firme;  flores  de  30-50;  corola  da  flor  feminina  com  3-4  mm  de 
compr.;  aquênio  com  1,5-2  mm  de  compr. 

Material  examinado:  MG  — Carandaí,  leg.  A.  P.  Duarte  531  (18.11. 

1946)  RB.;  pr.  de  Barbacena,  leg.  Damazio  16209,  rb;  Maria 
da  Fé,  Sul  de  Minas,  leg.  A.  P.  Duarte  250  (31.8.936)  RB. 
RJ  — Serra  dos  Órgãos,  Pedra  do  Sino,  leg.  Brade  10770 
(2.5.1931)  rb.;  ibidem,  a 2200  m s.  m.  leg.  Brade  11465 
(13.3.1932)  RB.;  Itatiaia,  Pedra  Assentada  a 2100  m s.  m. 
leg.  Brade  17416  (8.2.1945)  RB.;  ibidem,  Planalto  a 2200 
m s.  m.  leg.  Brade  15115  (26.2.1936)  rb.;  ibidem,  leg. 
Pilger  (28.12.1934)  rb.;  ibidem,  leg.  Lanstyak  258  (1.1939) 
rb.;  ibidem,  Planalto  a 2400  m s.  m.  leg.  Pabst  9324  (17.2. 
1969)  HB. 

sS P — Campos  do  Jordão,,  Faz.  Retiro,  leg.  M.  Kuhlmann 
2146  (25.11.1949)  rb. 

PR  — Curitiba,  leg.  Dusén  3822  (20.2.1904)  R.;  Fernandes 
Pinheiro  leg.  Dusén  4297  (26.3.1904)  r. 

SC  — Curitibanos,  campo  úmido  a 900  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  12250  (22.2.1957)  rb.  hbr.;  Porto  União,  Matos 
Costa  a 1100  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12359  (23.2.1962) 
rb.  hbr.;  ibidem,  idem  12364;  ibidem,  Calmon,  idem  12336 
rb.  hbr.;  Serra  Geral,  leg.  Ule  1825  (3.1891)  r.;  São  Joa- 
quim, São  Francisco  Xavier  a 1200  m s.  m.  leg.  Reitz  6657 
(4.2.1963)  RB.  hbr.;  ibidem,  Invernadinha  pr.  dos  rios 
Rodinha  e Pastinho,  em  campo  sujo,  leg.  Mattos  15420 
(2.3.1969)  rb.;  ibidem,  idem  15630  (7.1971)  RB. 

RS  — São  Leopoldo,  leg.  E.  Leite,  2598  (1.1941)  sp.;  ibi- 
dem, em  campo  úmido,  leg.  Rambo  1969  (15.5.1935)  SP. 

40a.  BACCHARIS  MEGAPOTAMICA  var.  WEIRII  (Baker)  nov.  var. 
Bas.:  Baccharis  weirii  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :67.  1882. 
“São  Paulo,  leg.  Weir  509”. 

Foto  F.  15089  (Leg.  Sellow  3894). 

Folhas  mais  curtas  e mais  estreitas,  dispostas  mais  densamente  que 
que  na  var.  megapotamica. 


SciELO/JBRJ 


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103 


Material  examinado:  SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Hashimoto  10 
(22.10.938)  RB. 

PR  — Curitiba,  leg.  Dusén  2337  R.;  ibidem,  leg.  Tessmann 
3408  (8.10.1948)  rb.;  Piraquara,  Florestal,  leg.  Hatschbach 
388  (29.9.1946)  RB.  hh.;  Curitiba,  banhados  do  campo,  leg. 
Lange  1333  (3.10.1960)  RB. 

SC  — Caçador,  Faz.  Carneiros,  banhado  do  campo  a 1100 
m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13778  (28.10.1962)  RB.  HBR. 
Campo  Alegre  a 900  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  7471 

(9.11.1956)  rb.  HBR.;  Matos  Costa,  banhado  do  campo, 
a llOOm  s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13711  (27.10.1962)  RB. 
HBR.;  São  Joaquim,  Bom  Retiro,  campo  a 1400  m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  7706  (10.12.1958)  rb.  hbr.;  ibidem,  Cam- 
po dos  Padres  a 1650 m s.m.  leg.  L.B.  Smith  e Reitz  10325 

(23.1.1957)  rb.  hbr.;  Santa  Cecília,  Campo  Areão,  banhado 
do  campo  a 1100  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13512  (25.10. 
1962)  rb  hbr. 

RS  — Capivari  pr.  de  Palmares  in  subpaludosis  dumetosis 
leg.  Rambo  46934  (24.4.1950)  HA.;  Taimbezinho  pr.  de 
S.  Francisco  de  Paula  in  humidis  dumetosis  leg.  Rambo  54519 
(13.11.1953)  ha. 

O nome  megapotamica  se  refere  a Rio  Grande,  onde  foi  coletado  o 
tipo  da  espécie. 

41.  BACCHARIS  CAPRARIAEFOLIA  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:416. 
1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  66.  1882. 

Localidade  típica:  R.  G.  do  Sul,  entre  Porto  Alegre  e Taquari. 

Tipo:  Sellow  d 1242  e d 1243.  Foto  F.  37708 

= Baccharis  recuivata  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  Bot.  7:86 
1848. 

“Minas  Gerais,  leg.  Gardner  4900”  — Foto  F.  15046. 

= Baccharis  grisea  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  65.  1882. 
“Minas  Gerais,  pr.  Caldas,  leg.  Regnell  III.  750”. 

Nome  vulgar:  tupichava. 


Ramos  jovens  densamente  pilosos;  folhas  oblongas,  com  cerca  de 
2,5-4  cm  de  compr.  e 7-10  mm  de  larg.,  com  margens  denteadas,  com 
dentes  agudos,  mucronados;  brácteas  involucrais  pilosas  no  dorso, 
obtusas;  flores  cerca  de  20  em  cada  capítulo. 


Material  examinado:  SP  — Itu,  capoeira,  leg.  Russel  83  (25. 10. 1897) 
SP;  Monte  Jaraguá,  leg.  D.  Bento  Pickel  4365  (10.7.1939) 
sp;  Campos  do  Jordão,  leg.  Hashimoto  180  (6.6.1940)  SP. 


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11  12  13  14  15 


104 


PR  — Capiruzinho,  Rio  Branco  do  Sul,  dominante  na  capoei- 
ra, a 950  m s.m.  leg.  Klein  2477  (23.8.1961)  rb,  hbr; 
Curitiba,  Barigui,  leg.  Lange  1313  (19.9.959)  rb;  São  José 
dos  Pinhais,  capoeira,  leg.  Hatschbach  2812  (9.1952)  rb; 
ibidem,  Araucária,  cruzamento  da  estrada  de  ferro  com  a de 
rodagem,  capoeira,  leg.  Lange  386  (7.1962)  rb. 

SC  — Canoinhas,  Salseiro  a 750  m s.m.  leg.  Klein  3005 
(15.9.1962)  rb,  hbr;  Papanduva,  Serra  do  Espigão  a 1000 
m s.m.  leg.  Klein  2979;  Santa  Cecília,  Campo  Areão  a 1200 m 
s.m.  leg.  Klein  e Reitz  12622  rb,  hbr. 

RS  — São  Leopoldo,  no  campo,  leg.  Rambo  1754  (10.10.934) 
rb;  ibidem,  Monte  Sapucaia,  em  carrascal  arenoso,  leg.  Ram- 
bo 48696  (7.9.1950)  HA. 

O nome  da  espécie  se  refere  à semelhança  de  suas  folhas  com  as 
de  espécies  do  gênero  Capraria  (Scrophulariaceae). 

Reíerência  bibliográfica:  Cabrera  (1963)  cita  a dispersão  da  es- 
pécie para  o sul  do  Brasil,  Paraguai  e nordeste  da  Argentina  até  o 
Delta  do  Paraná. 

42.  BACCHARIS  DRACUNCULIFOLIA  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:421. 
1836. 

Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  71.  1882. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  pr.  de  Alegrete. 

Holótipo:  Sellow  d3549  — Fotótipo  F.  22480. 

= Baccharis  bracteata  Hooker  et  Arnott  in  Hooker  Lond.  Journ.  3:35. 

1841. 

= Baccharis  paucidentata  Schultz-Bipontinus,  in  sched. 

= Cortyza  linearifolia  Sprengel,  in  sched. 

Nomes  vulgares:  vassourinha,  alecrim-do-campo,  alscrim-de- 

vassoura. 

Arbusto  com  2-3  m de  alt.,  ramos  pilosos;  folhas  lanceoladas,  mem- 
branáceas,  uninérveas,  com  1-2,5  cm  de  compr.  e 3-4  mm  de  larg.,  den- 
samente pontuada  de  glândulas,  com  margens  inteiras  ou  1-3  — dentea- 
das, raramente  com  5-7  dentes;  flor  feminina  com  corola  de  2-3  mm  de 
compr.;  aquênio  com  1-1,5  mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina  com 
2,5-3  mm  de  comprimento. 

Material  examinado:  RJ  — Pedra  da  Gávea  a 300  m s.m.,  heliófila, 
flores  perfumadas,  leg.  Sucre  1304  (13.12.1966)  rb.;  Petró- 
polis,  leg.  O.  Góes  158  (3.1944)  rb;  ibidem,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 4665  (1.4.1959)  rb. 


cm 


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cm 


105 

BA  — Salvador,  Rio  Vermelho,  leg.  Becker  32  (12). 962)  R. 
MG  — Santa  Luzia  a 1100  m s.m.  leg.  V.  Assis  241  (13-12. 

1945)  rb;  Carandaí,  Brejão,  leg.  A.  P.  Duarte  714  (28.11. 

1946)  rb;  Paraopeba,  leg.  Heringer  9376  (1.10.1959)  rb; 
Serra  do  Espinhaço  a 1300  m s.m.  leg.  Irwin  22014  (15.1. 
1969)  rb;  às  margens  do  rio  Caraça,  leg.  E.  Pereira  e Pabst 
2640  (25.3.1957)  rb,  hb;  Sete  Lagoas,  no  cerrado  leg.  J.  B. 
Silva  189  (18.1.1968)  rb. 

SP  — em  Pariquara  e Jacupiranga  leg.  E.  Pereira  8200 
(12.1.1964)  rb;  Agatuba,  leg.  S.  Campos  (24.11.1969) 
sp;  Interlagos,  leg.  Hauff  114  (3.1941)  sp;  Sorocaba,  leg. 
Rombouts  (4.6.1938)  sp;  Campinas,  leg.  Santoro  (4.2. 
1937)  sp;  nativa  no  Parque  do  Estado  leg.  Hoehne  (5.9. 
1932)  sp. 

PR  — Guarapuava,  Condoi,  orla  da  mata,  leg.  Hatschbach 
10029  (28.4.1963)  rb. 

SC  — Araranguá,  Sombrio,  capoeira  a 5 m s.m.  leg.  Reitz 
C 527  (4.1944)  rb;  Caçador  a 900-1000  m s.m.,  ruderal, 
leg.  L.  B.  Smith  e Klein  10896  (6.2.1957)  rb,  hbr;  Dio- 
nísio  Cerqueira  a 750-850  m s.m.  ruderal,  leg.  L.B.  Smith  e 
Klein  11698  (23.2.1957)  rb,  hbr;  Lajes,  Rio  Caveiras  a 
800-900 m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11314  (12.2.1957) 
rb,  hbr;  Lacerdópolis,  Capinzal,  capoeira  a 500  m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  14685  (12.4.1963)  rb,  hbr;  Joaçaba,  nas 
margens  do  rio  Peixe  a 450-500  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e 
Klein  11898  (27.2.1957)  rb,  hbr;  Rio  Vermelho,  capoei- 
ra a 10  m s.m.  leg.  Klein,  Souza  e Bresolin  5878  (6. 10.964) 
rb,  hbr;  Santa  Cecília,  capoeira  a 1100  m s.m.  leg.  Reitz 
e Klein  13406  (24.10.1962)  rb,  hbr;  Sombrio,  capoeira 
a 4m  s.m.  leg.  Reitz  c 563  (15.4.1944)  rb,  hbr;  São 
Joaquim  Granja  Invernadinha,  leg.  J.  Mattos  4419  e 8758 
RB. 

Referência  bibliográfica:  Heering  (1913)  cita  exemplares  coletados  na  Argen- 
tina (Misiones,  Chaco  e Tucuman),  Paraguai,  Uruguai,  Brasil 
(Rio  Grande  do  Sul,  Santa  Catarina,  etc.)  e Bolívia. 

O mesmo  autor  e Baker  (1882)  consideram  Bacharis  leptos- 
permoides  A.  P.  de  Candolle  (1836),  um  sinônimo  de  B.  dra- 
cunculifolia  A.  P.  de  Candolle.  Teodoro  (1957)  contesta  essa 
subordinação.  Como  não  tive  ocasião  de  estudar  o tipo  de  B. 
leptospermoides  A.  P.  de  Candolle,  prefiro  incluí-la  na  lista 
de  espécies  duvidosas. 


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11  12  13  14  15 


cm 


106 

43.  BACCHAR1S  UNCINELLA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:415.  1836. 
Cabrera,  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  8(1):  33.  1959. 

Localidade  típica:  São  Paulo 

Tipo:  Sellow  HIB.  470  — Foto  F.  37745 

.==  Bacharis  discolor  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  41.  1882. 
“Itatiaia,  leg.  Glaziou  4858,  5902,  5691”.  Foto  F.  14967. 

Nomes  vulgares:  vassoura,  vassoura-lageana. 

Ramos  de  tomentosos  a glabrescentes,  com  folhas  sésseis,  de  obo- 
vais  a elípticas  ou  oblongas,  com  6-15  mm  de  compr.  e 4-6  mm  de  larg., 
com  a página  inferior  cinéreo  tomentosa,  com  margens  revolutas,  ápice 
obtuso,  mucronulado,  uninérveas;  brácteas  involucrais  agudas,  pilosas 
no  dorso;  flores  de  20-40;  corola  da  flor  feminina  de  ápice  laciniado; 
aquênio  com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.;  pápus  da  flor  masculina 
com  espessamento  denso  no  ápice. 

Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  acima  das  Macieiras,  entre  2100- 
2420  m s.m.,  região  seca,  batida  pelos  ventos;  dominante  no 
local,  leg.  O.  Fidalgo  e M.  E.  Kauffmann  (20.9.1955)  rb; 
Planalto,  a 200-2200  m s.m.,  leg.  E.  Pereira  5699  (25.5.1961) 
rb,  hb;  ibidem  a 2100  m s.m.,  leg.  Brade  15113  (26.2.1936) 
rb;  Base  das  Agulhas  Negras,  Vargem  dos  Lírios  a 2350  m 
s.m.,  leg.  Rizzini  800  (19.7.1952)  rb;  ibidem,  Brade 
(27 . 12 . 1934)  rb;  Planalto,  leg.  A.  P.  Duarte  840  (7.1. 1947) 
rb;  leg.  Luederwalt  1660  (29.5.1906)  sp;  ibidem  a 200  m 
s.m.,  leg.  R.  Diem  (25.2.1941)  sp;  Planalto,  Itatiaia,  a 
2200-2400  m s.m.,  leg.  E.  Pereira  7027  (6.2.1962)  hb. 

PR  — Curitiba,  Aeroporto,  leg.  E.  Pereira  5541  (23.2. 1960) 
hb;  Capão  de  Imbuia,  Curitiba,  no  campo,  em  abundância,  leg. 
Dombrowsky  141  e 308  (14.9.1964)  rb;  ibidem,  Atuba, 
leg.  E.  Moreira  373  (8.1963)  P. 

SC  — Alto  da  Serra  do  Espigão,  pr.  do  vale  de  Campos  do 
Areão  a 1200  m s.m.,  leg.  Pabst  6087  e E.  Pereira  (20.10. 

1961)  hb;  BR-2,  pr.  de  Mafra,  Porto  São  Jorge,  leg.  Pabst 
6039  e E.  Pereira  (20.10.1961)  HB;  Caçador,  Faz.  Carneiros 
a 1000  m s.m.,  leg.  Reitz  e Klein  13749  (28.10.1962)  rb, 
HBr;  ibidem,  ruderal,  leg.  L.  B.  Smith  e Reitz  8973  (rb,  hbr); 
Campo  Alegre,  campo  e pinheiral  a 900-1000  m s.m.,  leg.  L. 
B.  Smith  e Klein  7349  (6.11.1956)  rb  hbr;  ibidem.  Morro 
Iquererim  a 1300-1500  m s.m.,  campo  alpino,  leg.  L.  B.  Smith 
e Klein  7426  (8.11.1956)  RB.  hbr.;  Curitibanos,  Ponte  Alta 
do  Sul,  campo  a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13367  (24. 10. 

1962)  RB.  hbr;  Lajes,  campo  a 800-900  m s.m.  leg.  L.  B.Smith 


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11  12  13  14 


cm 


107 

e Klein  12063  (11.3.1957)  RB.  hbr.;  Porto  União  a 750 m 
s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13681  (27.10.962)  RB.  hbr.;  São 
José,  Serra  da  Boa  Vista  a 1000  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein 
10363  (10.11.1960)  RB.  hbr.;  São  José  do  Cerrito,  campo 
a 900  m s.m.  leg.  Klein  4309  (31.10.1963)  RB.  hbr. 

RS  — Taimbezinho  in  dumetis  leg.  Rambo  55940  (3.11.1954) 
ha.;  ibidem,  leg.  Rambo  54486  (13.11.1953)  ha. 

O ápice  curtamente  mucronulado,  um  tanto  encurvado,  das  folhas 
dessa  espécie  chamou  a atenção  de  A.  P.  de  Candolle  (1836),  que  ba- 
tizou-a com  o nome  tmcinella,  um  diminutivo  de  tincis  (anzol). 

O tipo  da  espécie  é de  Sellow,  e não  Gaudichaud,  como  tem  sido 
referido.  A respeito  dessa  confusão,  Tecdoro  (1957)  já  deu  boa  expli- 
cação, e o fato  mencionado  por  ele,  foi  também,  confirmado  por  mim. 

44.  BACCHARIS  ERIOCLADA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:415.  1836; 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  48.  1882. 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Tipo:  Sellow  HIB.  469  — Foto  F.  37715. 

= Baccharis  subintegritolia  Schultz  Bipontinus  in  sched.  segundo  Teo- 
doro  Notulae  Syst.  15(3) :283.  1958. 

= Baccharis  velutina  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:415.  1836. 

“Ria  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  HIB.  995  e 819”. 

Ramos  pilosos;  folhas  de  ovadas  a elípticas,  de  margens  denticula- 
das  ou  inteiras,  com  1-2  cm  de  compr.  e cerca  de  0,5  mm  de  larg.  to- 
mentosas  na  página  inferior;  brácteas  involucrais  escariosas,  amarela- 
das, as  mais  externas  papilosas,  pilosas  no  ápice;  receptáculo  cônico, 
fimbriado;  flores  de  20-30  em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina 
com  cerca  de  2-2,5  mm  de  compr.,  pilosa,  com  uma  série  de  pêlos  unis- 
seriados,  no  ápice;  estilete  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.;  aquê- 
nio  com  cerca  de  1-1.5  mm  de  compr.;  pápus  com  mais  ou  menos  3 mm 
de  compr.;  corola  da  flor  masculina  com  mais  ou  menos  2,5  mm  de 
compr.,  com  lacínios  oblongos,  de  ápice  revoluto;  estilete  com  mais  ou 
menos  3,5  mm  de  compr.;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  com  mais 
ou  menos  2-3  mm  de  compr.  flexuosas  na  base  e com  espessamento 
apical. 

Material  examinado:  SP  — leg.  Sellow  hib.  469  R.;  Campos  Jordão, 
Campo  dos  Moreiras,  leg.  M.  Kuhlmann  2518  (13.6. 1950)  sp; 
Jaraguá,  leg.  Hoehne  2060  (7.6.1946)  r.;  Cidade  Jardim, 
leg.  Hoehne  2059,  2067  (17.5.1946)  r. 

MG  — Poços  de  Caldas,  leg.  Regnell  1.238  R.;  ibidem,  leg. 
Roppa  732. 


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11  12  13  14  15 


cm 


108 

PR  — Lago,  leg.  Dusén  4112  (7.3.904)  R.;  Capão  Grande, 
leg.  Dusén  4170  (14.3.1904)  r.;  Rio  Passa  Dois,  campo  su- 
jo, orla  de  capão,  leg.  Hatschbach  21676  (25.6.1969)  hh.; 
Balsa  Nova,  Serra  São  Luiz,  junto  de  afloramentos  de  areni- 
to a 1000  m s.m.  leg.  Hatschbach  24472  (16.7.1970)  hh.; 
Curitiba,  leg.  Lange  1304;  ibidem,  Capão  de  Imbuia,  leg. 
Dombrowsky  139,  199  (20.4.1964)  rb;  Paranaguá,  leg. 
Hatschbach  2431  í 3. 8. 1951)  RB. 

O nome  eiioclada,  de  origem  grega,  significa  ramos  lanosos  e está 
relacionado  com  o tomento  denso  que  reveste  toda  a planta. 

44.  BACCHARIS  NUMMULARIA  Heering  ex  Malme,  Kugl.  Sv.  Vet. 
Handl.  12  (2):68-69.  fig.  12,  1933. 

Localidade  típica : Paraná,  Pinhais,  no  campo. 

Holótipo : leg.  Dusén  7105  (29.10.1908). 

Fotótipo : F.  28516. 

= Baccharís  barrosoana  Mattos,  Loefgrenia  45:1  fig.  1,  1970. 

“Santa  Catarina,  Urubici,  Vacas  Gordas,  Mundo  Novo  a 1500  m s.m., 
leg.  J.  Mattos  12130”.  SP.  RB. 

Folhas  de  elípticas  a orbiculares,  sésseis,  com  cerca  de  0,3-2  cm 
de  compr.  e 3-9  mm  de  larg.,  de  margem  inteira  a curtamente  dentea- 
da, albo-tomentosas  na  página  inferior;  capítulos  de  6-8  aglomerados 
no  ápice  de  ramos  folhosos;  invólucro  com  cerca  de  5-7  mm  de  altura 
e 3-4  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  pilosas  no  dorso;  flores 
de  30-50  em  cada  capítulo;  receptáculo  do  capítulo  feminino  cônico, 
fimbriado;  corola  da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr., 
pilosa,  de  ápice  denteado;  estilete  com  cerca  de  6 mm  de  compr.;  aquê- 
nio  com  mais  ou  menos  1,5-2  mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculina 
com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculina 
flexuosas  na  base  e com  espessamento  apical. 

Material  examinado:  PR  — Piraquara,  Florestal,  leg.  Hatschbach  385 
(29 . 9 . 1946)  RB.  hh.;  ibidem,  Santa  Maria,  nas  margens  de  um 
brejo,  leg.  Hatschbach  22422  (11.10.1969)  hh. 

SC  — São  Francisco  do  Sul,  campo,  a 900  m s.m.  leg.  Reitz 
e Klein  9998  (6.10. 1960)  rb.  hbr.;  ibidem  morro  do  Campo 
Alegre  a 1300  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  10072  (7. 10.1960) 
RB.  hbr.;  São  Joaquim,  Bom  Jardim,  Curral  Falso,  campo  a 
1500  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  8165  (13.1.1953)  RB.  hbr.; 
ibidem,  Rio  Capivaras,  Serra  do  Oratório  a 1200  m s.m.  leg. 
L.  B.  Smith  e Reitz  10137  (16.1.1957)  rb.  hbr.;  ibidem, 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


109 

Bom  Jardim,  Serra  do  Oratório  a 1400  m s.m.  leg.  Reitz  e 
Klein  7679  (9.12.1958)  rb.  hbr. 

RS  — Serra  da  Rocinha,  Bom  Jesus,  in  campestribus  subturfo- 
sis,  gramin.  legit.  Rambo  35271  (14.2.1947)  HA. 

O nome  nummulana  (moedas)  refere-se  à forma  das  fo- 
lhas. 


Grupo  15.  PUNCTULATA: 


Arbusto  com  folhas  ovadas  ou 


lanceoladas,  sésseis  ou  pecioladas; 
capítulos  dispostos  em  panículas 
multifloras  (Fotos  10-12);  capí- 
tulos com  30-100  flores,  com  in- 
vólucro campanulado,  com  cerca 
de  4-5  mm  de  altura  e 4 mm  de 
diâmetro,  com  3-4  séries  de  brác- 
teas  involucrais;  flor  feminina 
com  corola  de  bordo  denteado, 
com  mais  ou  menos  3-4  mm  de 
compr.;  aquênios  com  8-10  estrias 
ou  costas  mais  ou  menos  salientes, 
com  1-2  mm  de  compr.;  flores 
masculinas  com  corola  de  mais  ou 
menos  4-5  mm  de  compr.,  com 
limbo  dividido  em  lacínios  oblon- 
gos; cerdas  do  pápus  da  flor  mas- 
culina com  espessamento  apical. 

Grupo  constituído  de  5 espécies 
com  dispersão  de  Minas  Gerais  e 
São  Paulo  a Rio  Grande  do  Sul, 
chegando  Bacchaiis  punctulata  A. 
P.  de  Candolle  até  a Argentina, 
Uruguai  e Paraguai. 


45.  BACCHARIS  PUNCTULATA  A.  P.  de  Condolle,  Prodr.  5:  405.  1836. 
Cabrera,  Boi.  Soc.  Argentina,  Bot.  8(1):  32.  1959. 

Localidade  típica:  R.  Grande  do  Sul,  pr.  de  Alegrete. 

Holótipo:  Sellow  3618  hib.  970  — Fotótipo  F.  37737. 

— Baccharis  melastcmaefolia  Hooker  et  Arnott  in  Hooker  Lond.  Journ. 
Bot.  3:25.  1841  — “Montes  in  moist  woods  of  Tucuman,  leg.  Tweedie 
1185”. 

= Bacharis  atnygdalina  Grisebach,  Plantas  lorentz.:  125.  1874. 
“Tucuman”. 


ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


110 

= Baccharis  oxyodonta  var.  punctulata  (A.P.DC)  Baker  in  Martius 
Fl.  Bras.  6 (3):  77.  1882. 

Nomes  vulgares:  cambará-cheiroso,  rebentão,  mata-pasto. 

Arbusto  de  1,  5-2  m de  alt.,  com  ramos  sulcados;  folhas  de  oblongas 
a lanceoladas,  papiráceas,  de  base  e ápice  agudos,  margens  serrilhadas, 
trinérveas,  com  5-10  cm  de  compr.  e 1,  5-3  cm  de  larg.,  com  a página 
inferior  pontuada  de  glândulas;  pecíolo  com  0,5-1  cm  de  compr.;  brac- 
teas  involucrais  obtusas,  ciliadas;  receptáculo  do  capítulo  hemisférico, 
laciniado  (fig.  177)  com  lacínias  hialinas,  aristadas;  flores  femininas  de 
80-100  em  cada  capítulo;  flores  masculinas  de  40-50  em  cada  capítulo 

Material  examinado : MG  — Passa  Quatro,  Estação  Florestal  de  Man- 
tiqueira, leg.  A.  Barbosa  66  (10.3.1948)  rb;  Juiz  de  Fora, 
leg.  Pe.  Roth  1356  (15.3.1949)  rb;  Viçosa,  freqüente,  leg. 
W.  Vidal  205  (19.5.1964)  rb. 

RJ  — Petrópolis,  leg.  Campos  Góes  264  (3.1944)  rb;  Fri- 
burgo,  leg.  Pe.  Capell  (10.1951)  RB;  de  Friburgo  para  Tere- 
sópolis,  Leg.  A.  P.  Duarte  9573  (18.2.1966)  rb. 

SP  — Butantan,  campo,  leg.  A.  Joly  915  (3.1950)  rb;  Ita- 
petininga,  leg.  J.  Lima  (24.1.1950)  rb;  ibidem,  idem 

(4.6.1956)  rb;  Horto  Botânico,  s.n.  (21.3.1905)  SP;  Cam- 
pinas, leg.  Santoro  (18.5.1936)  sp;  Sorocaba,  leg.  C.  Smith 
19  (4.1935)  sp;  Campinas,  comum  nos  pastos  formando  tou- 
ceiras,  Inst.  Agron.  129;  Amparo,  Monte  Alegre,  leg.  M. 
Kuhlmann  145  (17.12.1942)  SP.;  Ribeirão  Preto,  leg.  G. 
Viegas  (20.10.938)  sp.;  Vila  Mariana,  leg.  Usteri  116 
(3.4.1905)  SP.;  Ipiranga,  Luederwaldt  (3.3.1908)  sp.;  Mogi 
das  Cruzes,  campo,  leg.  A.  Gehrt  (4.1921)  sp.;  Jundiaí,  leg. 
Priggari  (3.1894)  sp. 

PR  — Parque  Nacional  do  Iguaçu,  leg.  Falcão  185;  Media- 
neira, rio  Ocuí,  leg.  Hatschbach  21086;  Curitiba,  leg.  Steffeld 
1612  rb.;  Três  Córregos  à beira  da  estrada,  leg.  Reitz  e Klein 
12048  (24.1.1962)  RB.  hbr.;  Antonina,  leg.  Capanema 
(3.2.1883)  rb.;  Barigui,  beira  da  mata,  leg.  Dombrowsky 
224  (19.5.1964)  rb.;  Guabirotuba,  ruderal,  leg.  Steffeld 
(24.4.1966)  RB.;  Campo  Largo,  alto  da  serra  de  São  Luís 
de  Purumã,  leg.  H.  Moreira  (23.2.1960)  rb;  Areia  Branca, 
São  José  dos  Pinhais,  leg..  Hatschbach  2204  (1.4.1951)  rb. 
SC  — Caçador,  ruderal  a 900-1000  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith 
e Klein  10885  (6.2.1957)  RB.  hbr.;  Campos  Novos,  ru- 
deral, a 800-900  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11993 

(1.3.1957)  RB.  hbr.;  ibidem,  idem  11979;  Lajes  a 600  m 
s.m.  Reitz  e Klein  14824  (13.4.1963)  rb.  hbr.;  ibidem, 
Rio  Caveira,  a 800-900 m s.m.  leg.  L.B.  Smith  e Klein  11317 

(12.2.1957)  RB.  hbr. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


111 

RS  — Cerro  do  Cardoso,  arredores  de  Santa  Maria,  leg.  R. 
Beltrão  2247  (14.6.1950)  RB.;  Pelotas,  próx.  de  Encruzi- 
lhada, capoeira,  leg.  Sacco  1244  (22.5.1959)  RB.;  Tupan- 
ciretã,  campo,  leg.  Pott  19  (6.2.1969)  RB. 

O nome  punctulata  deve  se  referir  ao  ápice  das  folhas. 


46.  BACCHARIS  CONYZOIDES  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr. 
5:403,  1836  Bas.:  Molina  conyzoides  Lesseing,  Linnaea  6:129.  1831. 

Localidade  típica:  Santa  Catarina. 

Tipo:  Chamisso. 

= Baccharis  quinquenervis  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  399.  1836. 
“São  Paulo,  leg.  Lund  842”  — Fotótipo:  F.  8173. 

Arbusto  com  ramos  prostrados;  folhas  ovadas,  pecioladas,  carno- 
so-coriáceas,  de  base  arredondado-cuneada,  ápice  atenuado,  agudo, 
quinquenérveas,  de  margens  serreadas,  com  4-6  cm  de  compr.  e 2,5-4  cm 
de  larg.;  pecíolo  com  cerca  de  2 cm  de  compr.;  capítulos  dispostos  em 
ramos  corimbosos,  ordenados  em  panículas;  flores  femininas  de  50-60 
em  cada  capítulo. 

Material  examinado:  SP  — Boracea,  leg.  A.  S.  Lima  e L.  Silva 
(19.12.1940)  SP.;  Tietê,  leg.  Usteri  101  (1905)  sp.;  Ipi- 
ranga, à beira  do  córrego,  leg.  Hoehne  (19.10.1918)  sp.; 
Tremembé,  no  alto,  leg.  B.  Pickel  1219  (1. 1944)  SP. 

SC  — Araranguá,  leg.  Reitz  c 1580  (12.4.1946)  hbr.;  S. 
Francisco  do  Sul,  Garuva,  Mina  Velha,  leg.  Reitz  e Klein 
6683  (18.4.1958)  RB. 

RS  — Taimbezinho,  pr.  de  S.  Francisco  de  Paula,  in  sphag- 
neto  dumentoso,  leg.  Rambo  49437  (18.12.1950)  ha. 

O nome  conyzoides  significa  semelhante  a Conyza,  um  gênero  de 
Compositae. 

47.  BACCHARIS  ILLINITA  A.  P.  de  Candolee,  Prodr.  5:  412.  1836. 

Localidade  típica:  São  Paulo 
Tipo:  leg.  Sellow  hib.  502. 

Foto:  F.  37722 

Arbusto  com  ramos  o folhas  viscosos;  folhas  de  obovais  a suborbi- 
culares,  de  ápice  arredondado,  base  cuneada,  com  cerca  de  4-6  cm  de 
compr.  e 2-4  cm  de  larg.,  com  margens  denteadas  na  metade  superior 
do  limbo,  com  dentes  triangulares,  mais  ou  menos  espaçados,  trinérveas, 


!scíelo/jbrj 


11  12  13  14  15 


112 


com  nervuras  secundárias  patentes,  bem  pronunciadas  na  página  infe- 
rior; invólucro  com  cerca  de  4-7  mm  de  alt.  e 2-4  mm  de  diâm.,  com 
brácteas  involucrais  vernicosas,  dispostas  em  3-5  séries;  flores  cerca  de 
30  em  cada  capítulo;  aquênio  com  cerca  de  2 mm  de  compr. 

Material  examinado : MG  — Hermílio  Alves,  Mun.  de  Carandaí,  cer- 
rado, leg.  A.  P.  Duarte  6349  (14.2.1962)  rb;  ibidem,  leg. 
Roppa  295  (12.10.1964)  rb. 

DF  — Brasília,  Zoobotânico,  leg.  A.  P.  Duarte  10092 
(12.2.1966)  rb.  hb. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Pe.  E.  Leite  3336  (3.1945) 
rb.,-  Jundiaí,  Faz.  Traviú,  leg.  B.  Pickel  5166  (7.1.1941) 
SP.;  Bocaina,  no  campo,  leg.  Loefgren  (2.4.1894)  sp.;  Pi- 
rituba,  leg.  Brade  7160  (2.1914)  sp.;  Butantan,  estrada  de 
Osasco,  leg.  Hoehne  (23.3.918)  sp. 

PR  — Curitiba,  leg.  Dusén  2371  (26.1.1904)  R.;  ibidem, 
idem  3828  (20.2.1904)  R.;  ibidem,  idem  3856  (25.2.904) 
r.;  ibidem,  leg.  Tessmann  41  (14.3.1950)  rb.;  ibidem, 
Pinhais,  leg.  Hatschbach  613  (31.1.1947)  rb.;  Rio  Negro, 
Campo  do  Tenente,  brejo,  leg.  Hatschbach  2174  (1.4.1951) 
RB. 

SC  — Campo  Alegre,  morro  Iquererim  a 1300 m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  6434  (5.2.1958)  RB.  hbr.;  Capinzal  a 500- 
600  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11943  (28.2.1957)  rb. 
hbr.;  Chapecó  a 900-1000  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
11580  (20.2.1957)  rb.  hbr.;  Curitibanos  a 850  m s.m. 
leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11079  (2.957)  rb.  hbr.;  ibidem, 
banhado  do  campo  a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  11977, 
rb.  hbr.;  Porto  União  a 900-1110|m  s.m.  leg.  L.  B.  Smith 
12168  (15.3.1957)  RB.;  São  Francisco  do  Sul,  morro  do 
Campo  Alegre  a 1200  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  10493  (21. 
12.1960)  RB.  HBR. 

RS  — São  Francisco  de  Paula,  leg.  Marques  (2.8.1951)  rb; 
Taimbezinho,  leg.  Rambo  (14.4.1952)  rb. 

O nome  illinita,  dado  por  de  Candolle  a sua  espécie,  provém  do 
latim  illino,  illinere,  que  significa  untar  e está  relacionado  com  o as- 
pecto vernicoso  que  a planta  apresenta. 


48.  BACCHARIS  TRIDENTATA  Vahl,  Symbolae  3:98.  1794;  Heering, 
Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft  Anst.  21(3)  :31.  1904;  Cabrera,  Cole. 
Cient.  4 (6a):  130.  1963. 

Baccharis  tridentada  var.  tridentada. 

Localidade  típica : Uruguai,  Montevidéu. 

Holótipo:  Commerson,  s.n.  — Fotótipo  F.  22498. 


cm 


SciELO/JBRJ 


113 


= Baccharis  aífinis  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:413.  1836.  “São  Paulo  e 
Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  hib.  487,  398  e 963”. 

= Baccharis  subopposita  A.  P.  de  Candolle  var.  aífinis  (A.P.DC)  Baker 
in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :91.  1882. 

= Baccharis  pauciflosculosa  var.  puncticulata  A.  P.  de  Candolle,  Prodr. 
5:413.  1836  “Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  hib.  559”. 

Foto  F.  37730. 

De  subarbusto  a arbusto  com  cerca  de  0,5-1  m de  alt.,  com  xilopó- 
dio;  folhas  oblongas,  de  ápice  obtuso  ou  arredondado,  de  3-5  dentea- 
do, de  base  longamente  atenuada,  trinérveas,  com  cerca  de  1,5-5  cm 
de  compr.  e 0,5-3  cm  de  larg.;  capítulos  ordenados  em  grupos  de  3-5, 
dispostos  no  ápice  de  ramos  curtos,  axilares,  ordenados  em  panículas 
multifloras;  invólucro  com  cerca  de  2,5-5  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de 
diâm.;  flores  de  7-15  em  cada  capítulo;  corola  da  flor  feminina  estrei- 
tada em  direção  ao  ápice,  com  bordo  denteado,  com  dentes  curtos,  de- 
siguais entre  si;  aquênio  com  mais  ou  menos  1-1,5  mm  de  compr.; 
corola  da  flor  masculina  com  cerca  de  3 mm  de  compr.,  com  bordo 
dividido  em  lacínios  lineares,  enrolados  em  espiral;  pápus  da  flor  mas- 
culina com  cerdas  crespas,  com  leve  espessamento  apical. 

Material  examinado:  MG  — ad  Formigas,  leg.  Gardner  4911  r. 

SP  — Tanque  da  Bexiga,  leg.  Edwall  (28.10.1893)  SP 
Campo  Grande,  leg.  Edwall  (1.11.1892)  SP;  Bocaina,  leg. 
Loefgren  (2.4.1894)  sp;  Campos  do  Jordão,  leg.  Lanstyak 
(4.1937)  RB. 

PB  — Curitiba,  leg.  Dombrowsky  260  (9.1964)  rb;  Pal- 
meira, Papagaio,  planta  com  túberas,  no  campo  limpo,  leg. 
Hatschbach  5974  (7.6.1959)  rb,  hh;  Arapoti,  faz.  Lobo, 
orla  de  brejo,  leg.  Hatschbach  6898  (22.3.1968)  rb,  hh. 
SC  — Sombrio,  no  campo,  a 10  m s.  m.  leg.  Reitz  c 802 
(9.10.944)  lp. 

RS  — Pelotas,  Cascata  a 400  m s.  m.  leg.  Irving  e Ceroni 
(18.6.1968)  rb.;  São  Leopoldo,  leg.  Pe.  Leite  15  (7.1942) 
R.;  Santa  Maria,  Boca  do  Monte,  leg.  Vidal  (25.1.1941) 
r.;  Porto  Alegre,  Morro  Santa  Tereza  leg.  Rambo  43724 
(3.10.946)  lp  e 43726. 

O nome  tridentata  se  refere  ao  ápice  das  folhas. 


A estampa  reproduzida  por  Baker,  na  Flora  Brasiliensis,  sob  o 
nome  de  Baccharis  tridentata  representa  Baccharis  cognata  A.  P.  de 
Candolle. 


SciELO/JBRJ 


cm  .. 


114 

48a.  BACCHAR1S  TRIDENTADA  var.  SUBOPPOSITA  (A.  P.  DC.)  Ca- 
brera,  Coleccc.  Cient.  4 (6a):  130.  1963. 

Bas.:  Baccharis  subopposita  A.  P.  de  Candolle,  Prodr  .5:  413.  1836. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Caçapava  e Bagé,  se- 
gundo Teodoro  (1957). 

Tipo:  leg.  Sellow  d 1883  hib.  978.  Foto  F.  37744. 

= Baccharis  dentosa  Martius  in  sched.  “Minas  Gerais,  Vila  Rica,  leg. 
Martius”.  Foto  F.  20686. 

Folhas  obovais,  de  ápice  obtuso,  denteadas  na  metade  superior  do 
limbo,  de  base  cúneada,  com  cerca  de  3-6  cm  de  compr.  e 0,5-2, 5 cm 
de  larg.  flores  de  35-40  em  cada  capítulo. 

Material  examinado:  SP  — Mogi-Mirim,  cerrado,  leg.  Hoehne 
(23.5.1904)  SP.;  Itapetininga,  leg.  Sonia  Campos  226  (3.4. 
1960)  SP. 

PR  — Rio  Tibagi,  leg.  Dusén  3222  (7.1.1904)  R. 

SC  — Sombrio,  Araranguá,  leg.  Reitz  c 802  (19.10.1944) 

RB.  HBR. 

RS  — de  Rio  Taquari  para  Rio  Pardo  (Rio  Jacuí),  leg. 
Sellow  d 1432  (de  setembro  a novembro  de  1823)  r.;  Ca- 
choeira, leg.  Malme  638  (22.2.1893)  R. 

DF  — Brasília,  local  úmido,  leg.  J.  C.  Gomes  959  (29.5. 
1960)  HB. 


48b.  BACCHARIS  TRIDENTATA  var.  DELTOIDE  A (Baker)  Heering, 
Jahrb.  Hamb.  Wissenschaft.  Anst.  31:  134,  1913. 

Bas.:  Baccharis  deltoidea  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3): 90,  1882. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Porto  Alegre  e Encruzilha- 
da, segundo  Teodoro  (1957). 

Tipo:  leg.  Sellow  d 2875  — Foto  k.  13189. 

Folhas  de  base  cuneada  e ápice  truncado,  com  cerca  de  1-2  cm  de 
compr. 

Material  examinado:  RS  — Porto  Alegre,  Morro  do  Osso,  leg.  Ram- 
bo  43993  (21.10.1949)  HA.;  Morro  da  Polícia,  leg.  Rambo 
27273  HA. 

Referência  bibliográfica:  Cabrera  (1963)  cita  o Paraguai,  Uruguai  e 
Argentina,  além  do  Brasil,  como  áreas  de  dispersão  da  es- 
pécie e suas  variedades. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


115 

Grupo  16.  M1CRODONTA : 


Arbusto  de  1-3  m de  altura,  ramificado;  folhas  de  lanceoladas  a 
oblongas,  de  margens  finamente  denteadas,  ou  inteiras,  peninérveas  ou 
triplinérveas,  glabras  ou  pilosas,  pecioladas;  capítulos  dispostos  em  ramos  cur- 
tos, providos,  na  base,  de  uma  bráctea  foliácea,  geralmente  mais  longa  do  que 
eles,  e distribuídos  difusamente,  formando,  o conjunto,  uma  panícula  densa, 
bracteada;  flores  de  10-30  em  cada  capítulo;  invólucro  campanulado,  com  cer- 
ca de  3-7  mm  de  altura  e 2-5  mm  de  diâm.,  3-4-seriado;  corola  da  flor  femi- 
nina de  base  alargada,  estreitada  em  direção  ao  ápice,  glabra  ou  pilosa,  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  compr.  e cerca  de  0,2  mm  de  diâmetro,  com  ápice 
denteado,  com  dentes  curtos,  irre- 
gulares; aquênio  com  mais  ou  me- 
nos 1-2  mm  de  compr.  com  8-10 
costas  ou  estrias;  flores  masculi- 
nas com  corola  dividida  em  lací- 
nios  lineares,  enrolados  em  espiral 
(fig.  211);  estilete  dividido  em 
dois  ramos  curtos,  espessados; 
cerdas  do  pápus  com  espessamen- 
to  apical. 

Com  3 espécies  e 1 varieda- 
de, das  quais  Baccharis  micro- 
donta  A.  P.  de  Candolle,  e B.  se- 
mi serrat  a A.  P.  de  Candolle,  com 
sua  variedade  ocorrem  em  Minas 
Gerais  (Poços  de  Caldas),  Rio 
de  Janeiro  (Itatiaia,  Serra  dos 
Órgãos,  Friburgo),  Guanabara, 

São  Paulo,  Paraná,  Rio  Grande 
do  Sul  e Argentina  (Tucumán, 

Misionis  e Córdoba).  B.  calves- 
cens  A.  P.  de  Candolle  se  esten- 
de desde  a Bahia,  Espírito  Santo 
e Rio  de  Janeiro  até  Santa  Ca- 
tarina. 

49.  BACCHARIS  MICRODONTA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:416.  1836. 

Localidade  típica : Paraná,  de  Carambei  e Castro  para  o Rio  Itararé. 

Tipo : leg.  Sellow  4936  hib.  483.  — Foto  f.  37724. 

= Baccharis  retracta  Burchell  ex  Baker  in  Martius,  F1  Bras.  6(3):  64. 

1882.  São  Paulo,  leg.  Burchell  4513.  — Foto  k.  13201. 

— Baccharis  sebastionapolitana  Baker,  in  1.  c.  65.  1882. 

Rio  de  Janeiro,  leg.  Glaziou  2627.  — Foto  F.  15063. 


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cm  .. 


116 

= Baccharis  meridionalis  Heering  et  Dusén,  Arkiv  for  Bot.  9(15): 26. 
fig.  10.  Taf.  7.  fig.  3,  1910.  Paraná.  Fernandes  Pinheiro,  leg.  Du- 
sén 4337.  Foto  F.  15016. 

= Baccharis  wilsorúana  Teodoro  hyb.  nov.,  Boi.  Inst.  Geobiol.  Ca- 
noas 2:  11.  Lam.  2,  1949. 


Nomes  vulgares:  trapichava,  vassoura  branca,  vassoura  alecrim. 

Folhas  com  4-5  cm  de  compr.  e 0,5-2  cm  de  larg.,  de  ápice  agudo  a 
levemente  obtuso,  de  base  atenuada  em  pecíolo,  margens  denteadas, 
com  dentes  curtos,  finos,  aproximados  entre  si,  triplinérveas,  glabras; 
invólucro  com  3-6  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâm.,  com  brácteas  invo- 
lucrais  agudas,  glabras,  de  textura  mais  ou  menos  firme;  flores  de 
10-15. 


Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  Véu  da  Noiva,  leg. 
Roppa  587  (24.2.1965)  rb. 

RJ  — entre  Mogi  e Friburgo,  leg.  E.  Pereira  1341  (25.3. 
1955)  RB.;  Friburgo,  leg.  Pe.  Capell  rb.;  Petrópolis,  Vale  Bon- 
sucesso  a 650  m s.  m.  em  formação  à beira  da  estrada,  leg.  Su- 
cre  2223  (27.1.1969)  RB.;  Araras,  a 1200  m s.  m.  leg.  Sucre 
255  (29.3.1964)  rb.;  Itatiaia,  leg.  C.  Porto  (1918)  rb.;  Te- 
resópolis,  Granja  Comari,  leg.  Castellanos  24515  (10.2.1964) 
rb.;  Serra  dos  Órgãos,  leg.  Dionísio  288  (24.5.1942)  rb.  — 
Jacarepaguá,  leg.  Sucre  920  (18.5.1966)  rb. 

SP  — Cunha,  leg.  A.  Viegas  (17.4.1939)  sp.;  Campos  do 
Jordão,  leg.  M.  Kuhlmann  2073  (22.11.1949)  sp.;  ibidem, 
leg.  Hashimoto  25  (18.2.1938)  rb.;  Cotia,  leg.  Constantino 
(4.1941)  rb.;  Ipiranga,  leg.  Luederwaldt  (10.1906)  sp.;  Vila 
Mariana,  leg.  Usteri  (23.3.1907)  sp. 

PR  — leg.  Sellow  4936  hib.  483  R.;  Curitiba,  leg.  Tessmann 
57,  muito  abundante  próx.  de  um  pântano  (28.3.1950)  rb.; 
ibidem,  beira  da  mata,  leg.  Lange  1001  (18.4.1957)  rb.; 
Ponta  Grossa,  Rio  Vermelho,  Parque  de  Vila  Velha,  orla  de 
matinha  ciliar,  leg.  Hatschbach  8878  (2.3.1962)  rb. 

HH.;  Rolândia,  leg.  Tessmann  108  (3.937)  rb.;  Tibagi, 
Estrada  para  Castro  a 696  m s.  m.,  zona  de  campo,  próx.  de 
um  rio,  em  vales  artificiais,  leg.  Hatschbach  5982  (5.6. 1959) 
rb.  HH.;  Fernandes  Pinheiro,  in  silvulae,  leg.  Dusén  4337 
(28.3.1904)  R. 

SC  — Anita  Garibaldi  a 700  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  14802 

(13.4.1963)  rb.  hbr.;  ibidem,  idem  14804;  Capinzal,  La- 
cerdópolis  a 500  m s.  m.  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  14723 

(12.4. 1963 ) rb.  hbr.;  Campos  Novos,  Marombas  a 900 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  14587  (11.4.1963)  rb.  hbr.; 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


117 

Lauro  Mueller,  Rio  do  Meio  a 350  m s.  m.,  capoeira,  leg. 
Reitz  e Klein  8465  RB.  hbr.;  Nova  Teotônia,  leg.  F.  Plau- 
mann  415  (29.2.1944)  rb.  hbr.;  Rio  do  Sul,  Serril  a 700 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12547  (19.4.1962)  rb.  hbr.; 
São  Miguel  do  Oeste,  Canela  Gaúcha  a 700  m s.  m.  leg.  Klein 
9575  (1.8.1964)  rb.  hbr.;  Sombrio,  Pirão  Frio  a 10  m 
s.  m.  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  9575  (17.3.1960)  rb.  hbr.; 
Três  Barras,  leg.  Mattos  e Labouriau  (26.2.1948)  rb.;  Vidal 
Ramos  a 650  m s.  m.,  caminho  da  mata,  leg.  Reitz  e Klein 
4386  (16.6. 1957)  rb. 

RS  — Canelas,  leg.  Mattos  e Labouriau  (3.2.1948)  rb.; 
Pelotas,  Cascata  a 400  m s.  m.  leg.  Irgang  (18.6.1968)  rb.; 
ibidem,  leg.  Schwacke  2465  (7.3.1880)  rb.;  leg.  Sellow 
hib.  963.  R. 

Referência  bibliográfica:  Heering  (1914)  cita  exemplares  coletados 
na  Argentina  (Tucuman),  Uruguai  (Maldonado). 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  o tipo  de  incisão  do 
bordo  foliar. 

50.  BACCHARIS  SEMI  SSERR  AT  A A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:404.  1836. 
Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos. 

Holótipo:  leg.  Vauthier  338.  Foto  F.  28520. 

Baker,  in  Martius,  FI.  Bras.  6(3):  60.  1882. 

BACCHARIS  SEMISERRATA  var.  SEMISERRATA. 

Nome  vulgar:  trupichava,  vassoura  do  campo. 

Baccharis  doniana  H.  et  Am. 

Folhas,  quando  novas,  tomentosas  no  dorso,  depois,  glabrescentes 
ou  glabras,  denteadas  na  metade  superior  do  limbo,  tripünérveas,  longa- 
mente atenuadas  em  direção  à base,  com  3-7  cm  de  compr.  e 0,5- 1,5 
cm  de  larg.;  invólucro  com  cerca  de  5-6  mm  de  alt.  e 4-5  mm  de  diâm. 
com  brácteas  involucrais  agudas;  pedicelo  dos  capítulos  pilosos,  com 
8-11  mm  de  compr.;  flores  de  20-30  em  cada  capítulo;  corola  da  flor 
feminina  com  mais  ou  menos  3-3,5  mm  de  compr.;  pápus  com  mais 
ou  menos  5 mm  de  compr. 

Material  examinado:  SP  — Campo  Congonhas,  leg.  W.  Hoehne  2078 
(11.9.1948)  lp;  Barueri,  leg.  Brade  7166  (10.1914)  sp; 
Araçá  leg.  F.  Hoehne  (22.8.1944)  SP.;  Taubaté,  leg.'Viegas 
(29.9.1938)  SP.;  Jundiaí  leg.  M.  Kuhlmann  (1.10.1942) 
SP.;  Belém,  leg.  F.  Hoehne  (3.10.1945)  SP.;  Brotas,  leg. 
Simões  10  (19.12.1929)  RB. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


118 


PR  — Quatro  Barras,  Rio  Taquari,  matinha  nebular  do  topo 
do  morro  a 110-1200  m s.  m.  leg.  Hatschbach  19935 
(8.10. 1968 ) hh.;  Pecegueiro,  Bocaiúva  do  Sul  capoeira  a 
1000  m s.  m.,  dominante,  leg.  Klein  2478  (8.1961)  hbr.; 
Curitiba,  leg.  Tessmann  273  (4.11.1950)  rb.;  ibidem,  Ba- 
guari,  leg.  Lange  1312  (19.9.1959)  rb. 

SC  — Campos  Novos,  Tupitinga,  Caxambu  a 700  m s.  m.  leg. 
Klein  4224  (29.10.1963)  rb.  hbr.;  São  Joaquim  a 1400  m 
s.  m.  leg.  E.  Pereira  6388  e Pabst  6215  rb.  hb. 

RS  — Galópolis,  leg.  Rambo  3745  (8.9.1948)  lp. 


50b.  BACCHARIS  SEMISERRAT A var.  ELAEGNOIDES  (Steudel)  nov. 
var.  Bas.:  Baccharis  elaegnoides  Steudel  ex  Baker. 

Sem  indicação  do  tipo  e da  localidade  típica.  Foto  F.  37713. 

Distingue-se  da  var.  semiserrata,  pelo  tomento  canescente  que  re- 
veste o dorso  das  folhas. 


Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg. 

Roppa  345  rb.;  ibidem,  idem  356  (17.10.1964)  rb.;  Serro, 
Boca  da  Mata  a 1400 m s.m.  leg.  Williams  7912  (6.10. 1964) 
rb.;  Serra  do  Ibitipoca,  leg.  Pe.  Krieger  9268  (27.9.1970) 
rb.;  Belo  Horizonte,  Ponte  de  Mutuca,  leg.  Pe.  Roth  1612 
(25.10.1955)  rb. 

GB  — Pedra  Branca,  leg.  Castellanos  23852  (6.4.1963) 
RB.;  Sumaré,  leg.  A.  P.  Duarte  6211  (1.1962)  rb. 

RJ  — Friburgo,  leg.  A.  P.  Duarte  9580  (18.2.1966)  RB.; 
Itatiaia,  Abrigo  Rebouças,  leg.  M.  C.  Vianna  193  (12.1964) 
RB.;  ibidem,  Maromba,  leg.  A.  Barbosa  25  (18.10.1945) 
rb.;  Correas  leg.  Brade  18682  (29.10.1946)  rb.;  Serra  dos 
Órgãos,  leg.  W.  de  Barros  1060  (22.4.1942)  rb.;  Friburgo, 
leg.  Pe.  Capell  (1951)  RB. 

SP  — Alto  da  Serra,  leg.  Navarro  de  Andrade,  sp;  Congonhas, 
leg.  W.  Hoehne  2074  (21.9.1948)  sp;  Mogi,  Vila  S.  Geraldo, 
leg.  Hashimoto  53  (1.5.1938)  rb;  Bocaina,  a 1600  m s.  m. 
leg.  Brade  20519  (25.11.1950)  rb.;  São  Paulo-Santos,  leg. 
E.  Pereira  5922  (14.10.1961)  rb.;  Campinas,  leg.  Keickl 
(1939)  SP. 

PR  — Capão  Grande,  leg.  Dusén  2917  (23.12.1903)  R.; 
Lago,  leg.  Dusén  4113  (7.3.1904)  r.;  Curitiba,  Barigui,  leg. 
Lange  1311  e 1325  (20.8.1960)  rb.;  ibidem,  Capão  de  Im- 
buía, leg.  Dombrowsky  359  RB.;  Tobagi,  Monte  Alegre,  leg. 
Hatschbach  3303  (3.8.1953)  rb.  hh.;  Rio  Branco  do  Sul, 
Capiruzinho,  leg.  Klein  2468  (22.8.1961)  rb.  hbr.;  Capane- 


SciELO/JBRJ 


cm 


119 

ma,  leg.  Tessmann  3407  (10.948)  rb.;  Paranaguá,  leg.  Dom- 
browsky  368  RB. 

SC  — Bom  Retiro,  Campo  dos  Padres  a 1400-1500  m s.  m. 
leg.  L.  B.  Smith  e Klein  7648  rb.  hbr.;  Blumenau,  Morro 
Spitzkopf  a 950  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8987  (21.8.1959) 
rb.  hbr.;  Brusque,  Azambuja  a 100  m s.  m.  leg.  Klein  2798 
(6.12.1961)  rb.  hbr.;  Itajaí,  Cunhas  a 10  m s.  m.  leg. 
Klein  1605  (9.1955)  RB.  hbr.;  Lauro  Mueller,  Vargem 
Grande  a 350  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8696  (3.1959)  RB. 
hbr.;  Mafra,  leg.  E.  Pereira  6208  (10.1969)  RB.  hbr.; 
Mondai,  Pinheiral,  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11718  (2.957) 
rb.  hbr.;  Palhoça,  Represa  dos  Pilões,  leg.  Kuhlmann;  Pa- 
panduva,  Serra  do  Espigão  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein 
13414  (10.1962)  rb.  hbr.;  Rio  do  Sul,  Serra  do  Matador 
a 700  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  6848  (8.1959)  RB.  hbr.; 
Jacinto  Machado,  Sanga  de  Areia  a 200  ms.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  9017  (9.1950)  rb.  hbr.;  São  Francisco  do  Sul,  Três 
Barras,  Garuva  leg.  Reitz  e Klein  6679  (4.1958)  rb.  hbr.; 
Sombrio,  Pirão  Frio,  orla  da  mata  a 10  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  9074  (5.9.1959)  rb.  hbr.;  São  José,  Serra  da  Boa 
Vista  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10142  (13.10.1960) 

RB.  HBR. 

RS  — Caxias  do  Sul  leg.  Teodoro  (3.1949)  R.;  ibidem,  leg. 
E.  Santos  1875  R.  Canela,  leg.  E.  Richter  hb. 

Referência  bibliográfica:  Malme  (1933)  citou  o Paraguai  como  uma 
das  zonas  de  ocorrência  de  B.  semiserrata  var.  elaeagnoides. 

51.  BACCHAR1S  CALVESCENS  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:413.  1836; 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  53.  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Mariana. 

Holótipo:  Vauthier  332.  Fotótipo' F.  28504. 

= Baccharis  oleifolia  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:86.  1848- 
“Minas  Gerais,  Diamantina,  leg.  Gardner  4901”  — Isótipo  R.  lp. 
nome  vulgar:  alecrim  (Bahia). 

Folhas  lanceoladas,  pecioladas,  de  margens  inteiras,  5-8  cm  de 
compr.  e 1,5-3  cm  de  larg.  com  o dorso  revestido  de  pêlos  vilosos,  cres- 
pos, alvos,  que  formam  pequenos  tufos  arredondados  (fig.  9)  e pêlos 
longos,  lisos;  ramos  da  panícula  pilosos,  cada  um  nascido  na  axila  da 
bráctea  foliácea;  invólucro  campanulado  com  mais  ou  menos  3-4  mm 
de  alt.,  e 2-3  mm  de  diâmetro,  com  brácteas  escariosas,  obtusas;  flo- 
res de  20-30  em  cada  capítulo;  flores  masculinas  com  corola  hipocra- 
terimorfa,  com  tudo  de  rb  1,5  mm  e limbo  de  0,5  mm,  segmentos 
enrolados  em  espiral;  estilete  com  ápice  ovoide;  corola  feminina  com 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


120 

2 mm  de  compr.  e 0,1  mm  de  diâmetro,  filiforme;  pápus  unisseriados; 
aquênio  10-12  costas,  com  aproximadamente  1 mm  de  compr.  e 0,5 
mm  de  diâmetro. 

Material  examinado:  BA  — Itacaré,  mata  costeira,  leg.  Belém  2876 
(5.1.1967)  RB.;  Porto  Seguro,  leg.  A.  P.  Duarte  6778 
(6.1962)  RB.  hb.;  Ondina,  leg.  D.  Espinosa  (12.1953)  RB.; 
Itabuna,  saída  para  Uruçuca,  leg.  Belém  3558  (5.1968)  rb.; 
margem  da  estrada  Una-Olivença,  leg.  Belém  2379  (6.1966) 
RB. 

ES  — entre  Vitória  e Linhares  leg.  A.  P.  Duarte  9736 
(5.1966)  RB.  HB. 

MG  — Serra  do  Caparaó  a 2000  m s.  m.  leg.  Brade  17056 
(10.1941)  RB.;  arredores  de  Caxambu  a 900  m s.  m.  leg. 
Pabst  4059  (6.1957)  RB.;  Belo  Horizonte,  leg.  M.  Maga- 
lhães (16.6. 1943)  rb.;  Ouro  Preto,  leg.  Damázio  (5.7.1915) 
RB.;  Serra  do  Curral,  leg.  M.  Magalhães  1850,  muito  freqüente 
(7.1942)  RB.;  sem  local  determinado,  leg.  Claussen  58  LP-38 
(1846)  = B.  clausserú  Sch.  Bip  in  Schede  LP;  Caldas  leg. 
Regnell  (13.6.1874)  lp;  Barbacena,  leg.  Glaziou  19012  (2.7. 
1884)  lp;  São  Sebastião  do  Paraíso,  cerrado,  leg.  I.  Edesio  2 
(12.8.945)  lp. 

RJ  — Serra  dos  Órgãos,  pedra  Chapadão  a 1 . 900  m s . m.  leg. 
Brade  16497  (7.1940)  rb;  Serra  dos  Órgãos,  Abrigo  2 a 
1600  m s.  m.  leg.  Cabrera  12249  (13.7.956)  lp.;  Itatiaia, 
Pedra  da  Divisa,  a 2000  m s.  m.  leg.  Brade  14566  (5.1935) 
rb;  Serra  dos  Órgãos  a 1250  m s.  m.,  leg.  P.  Carauta  1118 
(7. 1970)  RB;  ibidem,  Pedra  do  Roncador  a 1600  m s.  m.  leg. 
Brade  16350  (7.1940)  rb;  Petrópolis,  caminho  para  a Gruta 
do  Presidente,  leg.  P.  Carauta  1118  (7.1970)  rb. 

SP  — Vila  Galvão,  leg.  Hashimoto  60  (7. 1938)  rb;  Jaraguá, 
leg.  W.  Hoehne  1970  e 1906  (7.1946)  r. 

PR  — Lago,  leg.  Dusén  4229  A (3.1904)  R;  Itaiacoca,  in 
silvulae,  leg.  Dusén  4229  (3.1904)  R;  Curitiba,  leg.  Lange 
1025  (5.1957)  rb.;  Alto  da  Serra  de  S.  Luiz  de  Purunã,  leg. 
H.  Moreira  193  (23.2.1960)  rb. 

SC  — Governador  Celso  Ramos,  Jordão  a 100  m s.  m.,  ca- 
poeira, leg.  Klein  e Bresolin  9439  (19.5.1971)  rb;  Palhoça, 
Pilões  a 200  m s.  m.,  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  2984  (6.4. 
1956)  rb.  hbr;  ibidem,  idem  3224  (4.5.1956)  rb,  hbr;  ibi- 
des,  Morro  da  Gambirela  a 800  m s.  m.  leg.  Klein  e Bresolin 
9358  (14.6.1971)  RB,  hbr;  São  José,  Boa  Vista  a 1000  m 
s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10982  (13.4.1961)  rb,  hbr;  ibidem, 
capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  10983  (4.1961)  rb,  hbr;  Som- 
brio, Garapuava,  Vista  Alegre  a 30  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein 
9684  (14.5.1960)  rb,  hbr. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


121 

Grupo  17.  OXYODONTA: 


Representado  por  uma  só  espécie,  que  se  encontra  isolada,  dentro  do 
grupo  das  espécies  do  gênero,  com  aquênios  mais  ou  menos  comprimidos  e 
5-estriados  e apresentando  maiores  afinidades  com  as  do  grupo  que  se  segue, 
de  aquênios  8-10-estriados  ou  costados. 

A espécie  Bacchaiis  oxyodonta  A.  P.  de  Candole  ocorre  de  Minas  Ge- 
rais, Rio  de  Janeiro  e São  Paulo  a Rio  Grande  do  Sul,  chegando  a Misionis, 
na  Argentina,  e no  Paraguai. 


52.  BACCHARIS  OXYODONTA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:404.  1386. 
Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Vila  Rica. 

Tipo:  Vauthier  260. 

Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3:  76.  tab.  27.  1882. 

~ Bacharis  triplinervia  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:404.  1836. 

“Minas  Gerais,  legit  Vauthier  271”  — Foto  F.  28525. 

= Baccharis  jordaniana  Teodoró  hybr.  n.  (=  B.  oxyodonta  SC  X B. 
melastomaeíolia  Hooker  et  Arnott)  in  sched,  SP.  42807.  syn.  nov. 


Arbusto  de  mais  ou  menos  1-3  m de  altura,  com  folhas  lanceoladas, 
de  base  cuneada  e ápice  acuminado,  com  10-15  cm  de  compr.  e 1,5-4 
cm  de  larg.,  membranáceas,  triplinérveas,  de  margens  serreadas,  pecio- 
ladas;  pecíolo  com  mais  ou  menos  1,5-2  cm  de  compr.;  capítulos  dis- 
postos em  ramos  curtos,  axilares,  ordenados  em  panículas  longas  (fig. 
94);  brácteas  foliáceas,  que  sustentam  os  raminhos  da  inflorescência, 
de  1-5  vezes  mais  longas  do  que  eles  (fig.  94);  invólucro  campanula- 
do,  com  3-4  mm  de  compr.  e 3-4  mm  de  diâm.,  3-seriado;  receptáculo 
do  capítulo  feminino  convexo,  laciniado;  flores  femininas  cerca  de  80 
em  cada  capítulo,  com  corola  de  cerca  de  2-3  mm  de  compr.  e 0,1  mm 
de  diâm.,  alargada  na  base,  pilosa,  com  bordo  denteado;  aquênio  obo- 
val,  com  mais  ou  menos  1-1,5  mm  de  compr.,  com  5 estrias  finas  e 
com  pêlos  seríceos,  esparsos;  pápus  com  cerdas  finas,  de  mais  ou  me- 
nos 3 mm  de  compr.;  estilete  com  cerca  de  3-4  mm  de  compr.;  flores 
masculinas  cerca  de  20-30  em  cada  capítulo,  com  corola  de  mais  ou 
menos  2,5-3  mm  de  compr.,  dividida  em  lacínios  oblongos;  estilete 
com  cerca  de  5 mm  de  compr.,  pápus  com  cerdas  lisas,  finas,  levemen- 
te espessadas  no  ápice  e com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr. 


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cm  .. 


122 

O nome  Oxyodonia,  que  significa  dentes  agudos,  deve  se  referir 
aos  dentes  dos  bordos  das  folhas. 

Material  examinado:  MG  — Coronel  Pacheco,  leg.  Heringer  1500 
(28.1.952)  RB.;  Viçosa,  leg.  W.  Vidal  (22.8.1962)  rb. 

RJ  — Itatiaia,  Maromba,  leg.  C.  Porto  1819  (25.10.1928) 
rb.;  ibidern,  leg.  Brade  12652  (8.1932)  rb.;  Serra  dos 
Órgãos,  Rio  Paquequer  a 1100  m s.  m.  leg.  Brade  16397 
(7.1940)  rb.;  Petrópolis,  leg.  C.  Góes  354  (20.7.1943) 
RB.;  Friburgo,  leg.  Pe.  Capell  (15.9.1953)  rb.;  Serra  dos 
Órgãos,  Córrego  Beija-flor,  barrageiri  a 1200  m s.  m.,  leg.  Bra- 
de 16714  (9.1940)  rb. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Hashimoto  179  (6.6.1940) 

SP. 

PR  — Guaratuba,  Serra  de  Araraquara,  Morro  Cauvi,  ca- 
poeira, leg.  Hatschbach  11059  (30.12.1963)  hh.;  Campo 
Grande  do  Sul,  Sítio  do  Belizário,  leg.  Hatschbach  14607 
(17.8.1967)  HH.;  Curitiba,  leg.  Lange  1149  rb.;  Cerro  Azul, 
leg.  Hatschbach  2302  rb.  hh.;  Jaguariaiva,  leg.  Rambouts 
(19.7.1938)  SP.;  Campo  Largo,  leg  Rambouts  (15.7.1938) 
SP.;  Piraquara,  Rio  do  Meio,  Volta  Grande,  Serra  da  Graciosa, 
leg.  Hertel  109  (8.1946)  SP. 

SC  — Cachoeira  do  Bom  Jesus,  leg.  Klein  e Bresolin  5396; 
Campos  Novos,  Passo  do  Rio  Canoas,  leg.  Reitz  e Klein 
15359  rb.  hbr.;  Herval  Velho  a'  700  m s.  m.  leg.  Klein 
5438  (25.8.1964)  rb.  hbr.;  Ibirama,  Horto  Florestal,  leg. 
Reitz  e Klein  3409  (17.7.1956)  rb.  hbr.;  ibidem,  idem 
3107  3490  rb.  hbr.;  Joaçaba,  Catanduvas,  leg.  Klein  5449 
rb.  hbr.;  Papanduva,  Serra  do  Espigão,  leg.  Reitz  e Klein 
13082  RB.  hbr.;  Leblon  Regis,  Rio  dos  Patos,  leg.  Klein 
3123  rb.  hbr.;  Nova  Teotônia,  capoeira,  leg.  F.  Plaumann 
574  (7.8.1944)  rb.;  Rio  do  Sul,  Serra  do  Matador,  orla 
da  mata  a 550  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8752  (16.4.1959) 
rb.;  São  Joaquim,  Bom  Jardim,  Serra  do  Oratório  à beira 
do  caminho,  leg.  Reitz  e Klein  8661  (19.3.1959)  RB.  hbr.; 
São  José,  Rancho  de  Táboa  a 500  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein 
11201  RB.  hbr.;  Vidal  Ramos,  Sabiá,  leg.  Reitz  e Klein  4530 
RB.  hbr. 

Reíerência  bibliográfica : Malme  (1933)  faz  citação  de  Misionis  e 
Paraguai,  como  zonas  de  dispersão  de  B.  oxyodonta  A.  P. 
de  Candolle. 


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123 


Grupo  18.  DENTATA: 


Arbusto  de  1-4  m de  altura,  com  folhas  pecioladas,  de  ovadas  a lanceo- 
ladas,  de  bordos  denteados,  com  dentes  triangulares,  largos,  mais  ou  menos 
distantes  uns  dos  outros;  capítulos 
dispostos  em  ramos  curtos,  dísti- 
cos, assentados  na  axila  de  brác- 
tea  foliácea,  de  1-5  vezes  mais  lon- 
gas do  que  eles  formando,  o con- 
junto, uma  panícula  alongada;  in- 
vólucro dos  capítulos  campanula- 
do,  com  cerca  de  4-6  mm  de  alt.  e 
4-5  mm  de  diâm.,  3-seriado;  flores 
de  20-50  em  cada  capítulo;  corola 
da  flor  feminina  com  tubo  piloso, 
dividido  no  ápice  em  5 lacínios 
profundos;  aquênios  com  10  es- 
trias ou  costas  mais  ou  menos  pro- 
nunciadas; flores  masculinas  com 
corola  tubulosa,  com  limbo  divi- 
dido em  lacínios  lineares,  enrola- 
dos em  espiral  (fig.  209-211)  e 
pápus  com  cerdas  espessadas  abai- 
xo do  ápice. 

O grupo  está  constituído  por 
duas  espécies  muito  afins:  Bacca- 
ns  dentata  (Vell.)  G.  M.  Barroso, 
com  dispersão  de  M.  Gerais,  Espí- 
nto  Santo,  Rio  de  Janeiro  e São 
Paulo,  até  Rio  Grande  do  Sul,  e 
P-  rívularis  Gardner,  limitada  aos 
Estados  de  Goiás,  Minas  Gerais  e 
Distrito  Federal. 

53.  BACCHAR1S  DENTATA  (Vell.)  nov.  comb. 

Bas.:  Chrysocoma  dentata  Vellozo,  Fl.  Flum.:  334.  1829  (1825);  íco- 
nes 8:  tab.  47.  1831  (1827);  in  Arch.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro 
5:313.  1887. 

= Chrysocoma  marítima  Vellozo,  11.  cc.  tab.  22. 

= Baccharis  macrodonta  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:416.  1836  “São 
Paulo,  leg.  Sellow  hib.  485”  — Foto  F.  33723. 

= Baccharis  orgyalis  A.  P.  de  Candolle  1.  c.  416.  1836  “Rio  de  Ja- 
neiro, Serra  dos  Órgãos,  leg.  Lhotsky”  — Foto  F.  37727. 


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cm  .. 


124 

= Baccharis  íuchsiaeiolia  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:88. 

1848.  “Minas  Gerais,  pr.  de  Japinhacanga,  Gardner  4917”. 

Fotótipo  k.  13196. 

Folhas  de  oblongas  a lanceoladas,  com  6-12  cm  de  compr.  e 3-5  cm 
de  larg.,  com  bordos  denteados,  com  dentes  de  pouco  a muito  profun- 
dos, mais  ou  menos  espaçados,  peninérveas,  com  4-8  nervuras  laterais, 
2 das  quais  saem  da  base  do  limbo,  mas  muito  aproximadas  da  ner- 
vura mediana  e só  se  abrem  a mais  ou  menos  5-6  cm  de  altura;  base 
do  limbo  aguda  e ápice  acuminado;  corola  da  flor  feminina  com  cerca 
de  3-4  mm  de  compr.,  com  tubo  piloso,  dividido  no  ápice  em  5 lací- 
nios  profundos,  desiguais  entre  si,  sendo  3 maiores  e 2 menores;  esti- 
lete com  mais  ou  menos  5-6  mm  de  compr.;  aquênio  com  1,5-2  mm 
de  compr.  e pápus  com  cerca  de  5 mm  de  compr.;  flores  masculinas 
em  número  menor  que  as  femininas,  com  corola  de  mais  ou  menos 
5 mm  de  compr.,  estilete  com  cerca  de  5-6  mm  de  compr.,  com  ramos 
curtos,  abertos,  e cerdas  do  pápus  levemente  espessadas  abaixo  do 
ápice. 

A denominação  dentata  está  relacionada  com  as  incisões  dos  bor- 
dos da  folha,  geralmente  profundas. 

Material  examinado:  MG  — Belo  Horizonte,  Ponta  da  Motuca,  leg. 
Pe.  Roth  1611  (25.9.1955)  rb. 

ES  — Santa  Tereza,  Alto  de  Santo  Antônio,  leg.  Giacomo 
(1.10.1953)  RB. 

RJ  — Itatiaia,  Planalto,  a 2100  m s.  m.  leg.  Brade  14592 
(28.5.1935)  rb;  Serra  dos  Órgãos,  Pedra  do  Chapadão  a 
1900  m s.  m.  leg.  Brade  16494  (30.7.1940)  rb.  — ibidem, 
Rio  Paquequer,  a 1200  m s.  m.  leg.  Brade  16647  (30.8. 1940) 
rb;  — Petrópolis,  Serra  das  Araras,  base  da  Pedra  Maria 
Comprida,  capoeira,  leg.  Sucre  3483  (10.8.1968)  rb;  — Fri- 
burgo,  leg.  Pe.  Eugênio  Leite  3633  (10. 1945)  rb;  — Itatiaia 
leg.  Brade  12651  (8. 1933)  rb;  — ibidem,  caminho  do  Repou- 
so, a 850  m s.  m.,  leg.  W.  Barros  19  (21.8. 1933)  rb. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Pe.  E.  Leite,  s.  n.  SP;  Serra 
da  Bocaina,  Sertão  Vermelho  a 1200  m s.  m.  leg.  Brade  20128 
(6.10. 1949)  RB.;  — Jardim  Botânico,  nativa,  leg.  O.  Handro 
(28.9.1940)  sp;  Ubatuba,  leg.  C.  Smith  55  (1.8.1939)  sp; 
— Parque  do  Estado,  leg.  F.  Hoehne  (4.9.1933)  sp;  — 
Campinas,  leg.  C.  Novais  (12. 1894)  sp;  — Cantareira,  Horto 
Botânico  (31.9. 1901)  SP;  — Araçá,  nas  imediações  da  Caixa 
d’Água,  leg.  Hoehne  (7.10.1918)  sp;  — Butantan,  leg. 
Hoehne  447  (26.8.1917)  sp. 

PR  — a Leste  de  Curitiba,  a 930  m s.  m.,  zona  da  araucária, 
leg.  Tessmann  2722  (10.12.1947)  rb;  — ibidem,  leg  Hertel 


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125 


1576  (12.1943)  rb;  — ibidem,  Capão  de  Imbuia,  leg.  Dom- 
browsky  436  (3.10.1964)  rb;  — ibidem,  leg.  Lange  1194 

(17.9.1958)  rb. 

SC  — Campo  Alegre,  Pinheiral,  Morro  Iquererim  a 1000- 
1200  m s.  m.,  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  7372  (8.11.1956) 
rb,  hbr;  ibidem,  leg.  L.  B.  Smith  12426  rb,  hbr;  Canoi- 
nhas,  Rio  dos  Poços  a 750  m s.  m.,  orla  do  Pinheiral,  leg. 
Reitz  e Klein  13601  (26.10.1962)  rb;  Lauro  Mueller  — 
Urussanga,  Pinhal  a 300  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  7549 

(25.10.1958)  rb,  hbr.  — Mafra,  leg.  E.  Pereira  e Pabst 
6199  (20.10.1961)  rb,  hbr;  Palhoça,  Pilões  a 300  m s.  m., 
em  mata  sobre  pedras,  leg.  Reitz  e Klein  3769  (27.9.1956) 
rb;  ibidem,  leg.  Reitz  e Klein  13428  (24.10.1962)  rb;  — 
Porto  União  a 800  m s.  m.,  imbuial,  leg.  Reitz  e Klein  13636 
(26 . 10 . 1962 ) rb;  Rio  do  Sul,  Alto  Matador,  pinheiral  a 800 
m s.  m.,  leg.  Reitz  e Klein  7292  (16.10. 1958)  rb;  — ibidem, 
capoeira  a 550  m s.  m.,  leg.  Reitz  e Klein  7137  (12.9.1958) 

RB,  HBR. 

54.  BACCHARIS  RIVULARIS  Gardner,  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:83. 

1848. 

Localidade  típica;  Goiás. 

Tipo:  Gardner  3838  — Foto  F.  15054. 

Folhas  lanceoladas,  de  carnosas  a subcoriáceas,  glabras,  com  cerca 
de  5-8  cm  de  compr.  e 1-2,5  cm  de  larg.  de  ápice  agudo  e base  longa- 
mente estreitada  em  direção  ao  pecíolo,  com  margens  denteadas,  com 
dentes  triangulares,  mais  ou  menos  aproximados  entre  si,  triplinérveas, 
com  nervuras  laterais  tênues,  mais  ou  menos  aproximadas  dos  bordos 
do  limbo;  pecíolo  com  cerca  de  2 cm  de  compr. 

O nome  da  espécie  relaciona-se  com  o local  onde  Gardner  encon- 
trou a planta  na  qual  baseou  sua  descrição,  isto  é,  às  margens  de  rios. 

Baker  (1880),  sem  nenhuma  razão,  subordinou  a espécie  de 
Gardner  a Baccharis  macrodonta  DC. 

Material  examinado : Brasília,  DF.,  Córrego  Landim  a ca.  de  20  km 
ao  norte  de  Brasília  a 950  m s.  m.,  leg.  Irwin  11346 
(16.12.1965)  SP.  hb;  Rio  Torto,  pr.  de  Sobradinho  a 915 
m s.  m.  leg.  Irwin  11441  (7.1.965)  hb. 

GO  — a 25  km  de  Corumbá  de  Goiás,  à margem  do  rio,  na 
estrada  para  Niquelândia  a 1150  m s.  m.  leg.  Irwin  18513 
(13.1.1968)  hb. 

MG  — Serra  do  Espinhaço  a 950  m s.  m.,  no  cerrado  e nas 
encostas  de  rochas,  leg.  Irwin  23323  (15.2.1969)  rb;  Ca- 
randaí, às  margens  do  rio,  em  formação  de  mata  ciliar,  leg. 
A.  P.  Duarte  8705  (7.1.1965)  rb;  Nova  Ponte,  entre  pe- 


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cm 


126 

dras,  às  margens  do  rio  das  Velhas,  pouco  freqüente,  leg.  M. 
Magalhães  221  (13.6.1940)  rb;  Turvo,  campo  sujo.  leg. 
Hoehne  e Gehrt  (24.4.1926)  sp;  C.  Verde,  à beira  de  cór- 
regos, e em  lugares  úmidos,  leg.  A.  Macedo  234  (25.1.1944) 
SP. 

Segundo  a informação  do  coletor  A.  Macedo,  essa  planta,  duran- 
te a secagem  do  material,  desprende  odor  muito  desagradável.  Os  ca- 
pítulos são  pedicelados  (curtamente)  dispostos  em  racemos  de  mais 
ou  menos  3-5  cm  de  comprimento,  axilares. 

Grupo  19.  CASSINIAEFOLIA: 

Arbustos  de  2-3  m de  altura,  com  folhas  pecioladas,  trinérveas  ou 
peninérveas;  capítulos  sésseis  ou  curtamente  pedicelados,  ordenados  densa- 
mente em  ramos  curtos  com  1-3  cm  de  compr.,  dispostos  disticamente  na 
base  de  umá  bráctea  foliácea  de  mais  ou  menos  5-6  cm  de  compr.,  formando 
uma  panícula  longa  e laxa;  invólucro  de  capítulo  feminino  com  7-13  mm 
de  altura  e cerca  de  4 mm  de  diâ- 
metro e o do  masculino  com  4-7 
mm  de  alt.  e mais  ou  menos  4 mm 
de  diâm.,  com  5-6  séries  de  brác- 
teas  involucrais,  de  textura  mais 
ou  menos  firme,  imbricada  (fig. 

114);  flores  de  5-30;  corola  da 
flor  feminina  com  mais  ou  me- 
nos 4-5  mm  de  compr.,  de  ápice 
lobado,  com  lobos  desiguais  entre 
si;  aquênio  cilíndrico,  glabro,  com 
cerca  de  2 mm  de  compr.,  com 
8-10  estrias  ou  costas  bem  pro- 
nunciadas; corola  da  flor  masculi- 
na com  cerca  de  5-6  mm  de 
compr.,  dividida  em  lacínios  linea- 
res, enrolados  em  espiral;  pápus 
da  flor  masculina  com  cerdas  le- 
vemente espessadas  no  ápice. 

Com  3 espécies  das  quais 
Baccharis  cassiniaefolia  R.  P.  de 
Candolle  ocorre  nos  Estados  da 
Guanabara,  São  Paulo,  Paraná  e 
Santa  Catarina;  B.  oreophila  Mal- 
me,  no  Rio  de  Janeiro  (Ita- 
tiaia), S.  Paulo,  Minas  Gerais  e 
Paraná,  e B.  schultzii  Baker,  no 
Rio  de  Janeiro  (Itatiaia),  Minas 
Gerais  e São  Paulo. 


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11  12  13  14 


127 


55.  BACCHARIS  CASSINIAEFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:412. 
1836.  Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissenschaft.  Anst  21(3):  37.  1904. 


Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro. 

Holótipo : Lund,  s.  n.  — Fotótipo  6.  22479. 

= Baccharis  riedelii  Schultz  Bipontinus,  in  sched.  — Foto  k.  12781. 
= Baccharis  coriacea  Glaziou,  Buli.  Soc.  Bot.  France  56.  Mem.  3 .1909; 
Teodoro,  Buli.  Bus.  Nat.  D’Hist.  Naturel  2.°  sér.  20  (6):  554.  1948. 

Folhas  oblongas,  de  margens  inteiras,  peninérveas,  de  ápice  abrup- 
tamente obtuso-acuminado,  com  cerca  de  5-6  cm  de  compr.  e 2-2,5  cm 
de  larg.;  brácteas  involucrais  castanho-purpúreas,  ciliadas  nas  margens, 
de  ápice  arredondado  (fig.  114);  corola  das  flores  femininas  com  pêlos 
bisseriados,  obtusos,  dispostos  na  base  dos  lacínios,  formando  uma  faixa 
tão  larga  quanto  o comprimento  dos  segmentos  (foto  13). 


Material  examinado : RJ  — Floresta  da  Tijuca,  leg.  Glaziou  531 
(7.1864)  R. 


SP  — Campo  Grande,  Estação  Biológica,  leg.  O.  Handro  399 
(15.7.1954)  sp;  Paranapiacaba,  Estação  Biológica,  leg. 
Kuhlmann  3272  (20.7.1946)  sp;  Alto  da  Serra,  leg.  Gehrt 
(8.8.1892)  sp;  Campo  Grande,  na  Mata,  leg.  Mattos  9073 
(6.12.1960). 

PR  — Ipiranga,  Monte  Alegre,  leg.  Dusén  3505,  R;  Quatro 
Barras,  Morro  Mãe  Catiara  a llOOm  s.m.,  leg.  Hatschbach 
16226  (30.3.1967)  hh.  — Piraquara,  Morro  Anhangava  a 
1350  m s.m.,  vegetação  higrófila  mesotérmica,  leg.  Hatsch- 
bach 2209  (8.4.1951)  hh. 

SC  — São  Francisco  do  Sul,  Garuva,  Monte  Crista  a 900  m 
s.  m.  Jeg.  Reitz  e Klein  10276  (3.11.1960)  rb,  hbr;  ibidem, 
idem  10932  (24.3.1961)  RB,  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa 
Vista  a 1000  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  9708  (11.8.1960) 
RB,  HBR. 

Embora  se  assemelhe  a B.  singularis  (Vell.)  G.  M.  Barroso,  no 
hábito  e na  forma  das  folhas,  é bem  distinta,  porém,  pela  disposição  dos 
capítulos  nos  ramos  da  inflorescência. 

O nome  da  espécie  é uma  homenagem  do  classificador  a Cassini. 


cm 


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128 

56.  BACCHARIS  OREOPHILA  Malme,  Kungl,  Svensk.  Vet.  Akad.  Handl. 
12  (2):  75.  fig.  13.  1933. 

Localidade  típica : Paraná,  Carvalho,  Monte  Morumbi  a 1200  m s.m. 
Holótipo:  leg.  Dusén  13313  (6.11.1911). 

— Bacharis  oxyodonta  var.  iasciculata  Dusén,  Arkv  f.  bot.  Bd.  9 (5): 
24,  1909. 

= Baccharis  mesoneuroides  Toledo,  in  sched.  SP.  Syn.  nov. 


Arbusto  com  1-3  m de  altura  (segundo  Dusén,  até  5m  de  altura); 
folhas  lanceoladas,  longamente  atenuadas  em  direção  à base,  de  ápice 
acuminado,  margens  serrilhadas,  com  cerca  de  7-9  cm  de  compr.  e 2-4 
cm  de  larg.,  triplinérveas,  com  as  3 nervuras  principais  paralelas  e sa- 
lientes na  página  dorsal  do  limbo;  pecíolo  com  mais  ou  menos  2 cm  de 
compr.;  capítulos  de  4-6,  sésseis,  dispostos  em  ramos  espiciformes  cur- 
tos; invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  10  mm  de  compr.  e 
4 mm  de  diâm.;  brácteas  involucrais  escariosas,  com  a nervura  central 
pronunciada,  com  bordos  hialinos  e ápice  escuro,  glanduloso;  repectá- 
culo  laciniado,  com  lacínios  longos;  flores  de  20-30;  corola  da  flor  fe- 
minina com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo 
masculino  com  cerca  de  4 mm  de  alt.  e 4 mm  de  diâm.;  corola  da  flor 
masculina  com  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.;  rudimento  de  ovário 
com  mais  ou  menos  1 mm  de  compr.  e estilete  com  cerca  de  8 mm  de 
compr.  dividido  em  dois  ramos  agudos,  densamente  pilosos. 


Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  Abrigo  Rebouças,  leg.  Strang  645 

(4.12.1964)  RB. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Pe.  E.  Leite  3627  (9.8. 1931) 
sp;  ibidem,  idem  (12.7.932).  sp;  Córrego  Alegre,  campo,  leg. 
Loefgren  (4.1. 1897)  sp;  Campo  Grande,  Estação  Biológica  de 
Paranapiacaba,  leg.  Kuhlmann  3271  (28.6.1947),  comum  nos 
campos  protegidos  contra  incêndios,  desde  1943,  SP;  Butantan, 
leg.  F.  Hoehne  (3.8.1917)  sp;  Paranapiacaba,  leg.  T.  M.  Pe- 
deraem  7801  e 7808  (16.6.1966)  lp;  ibidem,  Estação  Bioló- 
gica, leg.  O.  Handro  2171  (25.7.971)  hb. 

MG  — Poços  de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg.  Roppa  163 

(10.9. 1964)  RB;  Maria  da  Fé,  Sul  de  Minas,  leg.  A.  P.  Duar- 
te 241  (31.8.1964)  rb;  Santa  Rita  de  Jacutinga,' leg.  Pe. 
Krieger  8988  rb. 

O nome  da  espécie  significa  amiga  da  montanha. 


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57.  BACCHARIS  SCHULTZII  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  78. 

1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Poços  de  Caldas. 

Tipo : leg.  Regnell  III.  758  — Foto  F.  22494. 

= Baccharis  montaria  Schultz  Bipontinus,  in  sched.  (non  DC). 


Nome  vulgar:  alecrim-bravo. 

Ramos  cicatricosos,  com  folhagem  densa;  folhas  oblanceoladas,  com 
base  longamente  atenuada  em  direção  ao  pecíolo,  com  ápice  de  agudo 
a obtuso,  margens  denteadas  na  metade  superior  do  limbo,  com  cerca 
de  5-8  cm  de  compr.  e 1,5-2  cm  de  larg.,  trinérveas,  com  as  nervuras 
principais  laterais  mais  ou  menos  curvas  e aproximadas  dos  bordos 
do  limbo  foliar,  deixando,  na  porção  central,  um  campo  de  mais  ou 
menos  1-1,5  cm  de  larg.;  capítulos  sésseis,  agrupados  de  3-5  no  ápice 
de  um  ramo  curto,  de  mais  ou  menos  1-2  cm  de  compr.;  invólucro  do 
capítulo  feminino  com  cerca  de  13  mm  de  alt.  e 4 mm  de  diâm.;  brác- 
teas  invólucrais  obtusas,  glabras;  flores  cerca  de  5 em  cada  capítulo, 
com  corola  de  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  de  base  alargada,  es- 
treitada em  direção  ao  ápice,  curtamente  denteada,  glabra;  aquênio 
com  cerca  de  2-2,5  mm  de  compr.  invólucro  do  capítulo  masculino 
com  cerca  de  6-7  mm  de  alt.  e 5 mm  de  diâm.,  5-seriado;  flores  cer- 
ca de  10. 


Material  examinado:  MG  — Caldas,  leguminosa  Regnell  III.  758 
(2.2. 1868)  R.;  Hermílio  Alves,  leg.  A.  P.  Duarte  1055  e 1056 
(1 . 1948)  RB;  Ouro  Preto,  Taquaral,  leg.  M.  Aparecida  (1969) 
RB; 

S.  Sebastião  do  Paraíso,  Córrego  do  Atalho  e Baú  de  Santa 
Cruz,  Leg.J  . Vidal  140  lp. 

RJ  — leg.  Riedel  538  (1836)  R.;  Petrópolis,  Quitandinha,  leg. 
C.  Goes  141  RB;  Friburgo,  leg.  Pe.  Capell  (1951)  RB;  Itatiaia, 
Planalto  a 1800  m s.m.  leg.  E.  Pereira  7089  (12.6.1962) 
RB,  hb;  Teresópolis,  em  campo  de  vegeação  baixa,  leg.  Sucre 
2335  (10.2.1968)  rb. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Pe.  E.  Leite  3367  (4. 1945)  rb; 
de  Isolamento  a Água  Branca,  leg.  Usteri  (30.8.1905)  sp. 


O nome  da  espécie  é uma  homenagem  de  Baker  a Schultz  Bipon- 
tinus, botânico  inglês,  estudioso  das  Compositae. 


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Grupo  20.  PLATYPODA : 


Arbusto  de  mais  ou  menos  1-2  m de  altura,  ramificado;  capítulos  sésseis, 
densamente  agrupados  no  ápice  de  ramos  curtos,  formando  glomérulos 

globosos,  geralmente  circundados 
por  brácteas  foliáceas  (foto  14); 
ramos,  geralmente,  dispostos  na 
mesma  altura,  constituindo  uma 
inflorescência  corimbiforme;  invó- 
lucro do  capítulo  feminino  com 
cerca  de  8-15  mm  de  alt.  e 3-5 
mm  de  .diâm.,  e o do  masculino 
com  5-10  mm  de  alt.  e 3-5  mm  de 
diâm.;  brácteas  involucrais  em  4-5 
séries,  de  consistência  mais  ou 
menos  firme,  glandulosas  no  dor- 
so; flores  femininas  de  3-10  em 
cada  capítulo,  com  corola  glabra, 
com  mais  ou  menos  3-4mm  de 
compr.,  de  base  dilatada,  atenua- 
da em  direção  ao  ápice,  com  bor- 
do 5-denteado;  aquênio  com  10 
estrias  ou  costas  pronunciadas; 
flores  masculinas  de  10-16,  com 
corola  dividida  em  lacínios  linea- 
res, enrolados  em  espiral,  e pápus 
com  cerdas  espessadas  no  ápice. 

Representado  por  duas  espécies 
muito  características,  ocorrentes 
nos  Estados  do  R.  de  Janeiro  (Ita- 
tiaia, Serra  dos  Órgãos  e Fribur- 
go),  M.  Gerais  (P.  de  Caldas,  Ibi- 
tipoca,  Ouro  Preto,  Diamantina), 
São  Paulo  (Bocaina  e Campos  do 
Jordão)  e,  mais  raramente,  no  Es- 
pírito Santo  (Castelo)  e Bahia 
(Belmonte). 


58.  BACCHARIS  PLATYPODA  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:409.  1836 . 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Mariana. 

Holótipo : leg.  Vauthier  283. 

Iconografia:  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  99.  tab.  33.  1882. 

= Baccharis  syncephala  Schultz-Bipontinus  in  Lecher  Pl.  Peruv. 
Exsicc.  n.  1887  — Foto  F.  28523. 


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cm  .. 


131 

Folhas  coriáceas,  de  obovais  a oblongas,  pecioladas,  com  cerca  de 
6-10  cm  de  compr.  e 3-6  cm  de  larg.,  de  ápice  obtuso  ou  arrendondado, 
base  cuneada,  margens  denteadas,  peninérveas,  com  8-10  nervuras  la- 
terais oblíquas  e com  nervuras  terciárias  formando  reticulado  denso; 
pecíolo  com  mais  ou  menos  1-2  cm  de  compr.;  capítulos  ordenados  em 
grupos  de  5-10,  formando  um  glomérolo  globoso  terminal,  ou  glomé- 
rulos  menores  dispostos  em  ramos  da  inflorescência  mais  ou  menos 
comprimidos;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  12-15  mm  de  alt.  e 
4-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais,  em  4-5  séries,  glandulosas 
no  dorso,  com  ápice  mais  ou  menos  cuculado;  receptáculo  plano;  flores 
de  8-10,  perfumadas,  com  corola  de  mais  ou  menos  3-3,5  mm  de  compr., 
com  bordo  laciniado;  estilete  com  mais  ou  menos  5-6  m de  compr., 
dividido  em  ramos  profundos;  aquênio  com  mais  ou  menos  2-3  mm  de 
compr. 

O nome  platypoda,  de  origem  grega,  refere-se  aos  ramos  que  sus- 
tentam os  capítulos,  mais  ou  menos  comprimidos. 


Material  examinado : BA  — Belmonte,  mata  costeira,  leg.  Belém  3248 
(1.2.1967)  RB. 

ES  — Castelo,  Forno  Grande,  a 1600  m s.m.,  leg.  Brade  19865 
(18.5.1949)  RB. 

RJ  — Itatiaia,  a 2200  m s.m.  leg.  Brade  12718  (9. 1933)  RB; 
ibidem  a 2250  m s.m.  leg.  Toledo  746  (6. 1913)  RB;  Planalto, 
leg.  W.  D.  Barros  456;  Macieiras,  leg.  C.  Porto  1913  (9.4.929) 
rb;  Agulhas  Negras,  leg.  Kuhlmann  (21.10.1922)  rb;  Ser- 
ra dos  Órgãos,  Pedra  do  Frade  a 1700 m s.m.  leg.  Brade 
16437  (19.7.1940)  rb;  ibidem.  Pedra  do  Sino  a 2100  m 
s.m.  leg.  Markgraf  10146  (10.1952)  rb;  Santa  M.  Magda- 
lena,  Alto  do  Desengano,  a 2000 m s.m.  leg.  Santos  Lima  247 
(8. 1934)  rb;  ibidem.  Brade  13339  (3.3. 1934)  rb;  Friburgo, 
leg.  Pe.  Capell;  ibidem,  no  cume  do  Monte  Nossa  Cruz  a 1000 
m s.m.  leg.  Pe.  Capell  (15.9.1953)  rb. 

MG  — a 4 km  do  Pico  da  Bandeira  a 2500  m s.m.  leg.  Abi- 
gail  de  Souza  6 (6.8.1969)  rb;  ibidem,  na  descida  do  Pico 
da  Bandeira,  a 1900  m s.m.,  leg.  Abigail  de  Souza  26 
(6.8.1969)  rb;  Diamantina,  leg.  E.  Pereira  1396  (20.5. 
1955)  rb;  Serra  do  Cipó,  km  115  leg.  A.  P.  Duarte  8072 
(6.1964)  RB.;  ibidem,  km  111-120  a 1200  m s.  m.  Ma- 
guire  49038  (6.8.1960)  rb.;  Ibitipoca,  rupícola,  leg.  Pe. 
Krieger  8571  (11.5.1970)  rb;  ibidem,  Pico  do  Pião,  forma- 
ção rupícola  em  arenito  da  série  de  Lavras,  entre  1580-1600  m 
s.m.,  no  campo,  heliófila,  leg.  Sucre  6675  (11.5.1970)  rb; 
ibidem,  idem,  6717  rb;  Santa  Rita  de  Jacutinga,  Água  Santa, 
leg.  Urbano  8946  (31.7.1970)  82;  Serra  do  Cipó  km  134, 


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11  12  13  14 


cm 


132 

Mn.  de  Santa  Luzia,  entre  blocos  de  quartzito,  leg.  A.  P. 
Duarte  6441  (25.10.1961)  rb;  Ouro  Preto,  leg.  Damázio 
1127  rb.;  ibidem,  leg.  Aparecida  (1969)  rb.;  Serra  do  Itaco- 
lomi  a 1400  m s.m.  leg.  E.  Pereira  e Pabst  3079  (22.4. 1957 ) 
rb.  hb.;  Nova  Lima,  Serra  do  Curral,  leg.  Pe.  Roth  1381 
(28.8.1955)  rb.;  ibidem,  Três  Bicas,  capão'  da  mata,  muito 
freqüente,  leg.  M.  Magalhães  4474  (2.7.1943)  rb);  Itabi. 
rito,  Pico  de  Cata  Branca  a 1300 m s.m.  leg.  O.  Williams  7362 
(21.6. 1945)  RB.;  Carangola,  Serra  da  Grama,  leg.  Kuhlmann 
(20.6.1935)  RB.;  Passa  Quatro,  Pico  do  Muro,  leg.  Brade 
SP  — S.  José  do  Barreiro,  campo  da  Bocaina  leg.  Kuhlmann 
18991  (5.5.1948)  rb. 

4403  (5.1958)  sp;  Serra  da  Bocaina  a 1800  m s.m.  leg. 
Brade  20787  (28.4.1951)  RB. 


59.  BACCHARIS  ITATIA1AE  Wawra,  Itin,  Princip.  Sax.  Coburg.  2:28. 

1888. 

Localidade  típica : Rio  de  Janeiro,  Itatiaia. 

Holótipo:  leg.  Wawra  408  — Fotótipo  F.  33208. 


Folhas  oblongas,  coriáceas,  denteadas  na  metade  superior  do 
limbo,  trinérveas,  glabras,  de  base  cuneada,  ápice  obtuso,  pecioladas, 
com  cerca  de  3-5  cmde  compr.  e 1-2  cm  de  larg.;  capítulos  dispostos  em 
glomérulos  globosos,  contornados  por  brácteas  foliáceas  de  mais  ou  me- 
nos 1 cm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  8 mm 
de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  glabras,  viscosas; 
flores  cerca  de  3,  com  corola  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.,  com 
bordos  denteados;  aquênio  com  mais  ou  menos  2,5  mm  de  compr.,  gla- 
bro;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  cerca  5 mm  de  alt.  e 3 mm 
de  diâm.;  flores  de  10-15,  com  corola  de  mais  ou  menos  5 mm  de  compr., 
e pápus  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr. 


Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  Rio  dOuro  a 2100m  s.m.  leg. 
Brade  14090  (9. 1934)  rb; 

MG  — Ouro  Preto,  freqüente,  leg.  M.  Magalhães.  4476  e 
4507  (25.8.1944)  rb;  Congonhas  do  Campo,  leg.  Glaziou 
14995  (26.1.1884)  lp;  Itatiaia,  Planalto  a 2000-2200  m 
s.m.  leg.  E.  Pereira  7572  e C.  Pereira  (13.4.963)  hb. 


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11  12  13  14  15 


133 


Grupo  2 1 . C AM  POR  UM : 


Subarbustos,  em  geral  não  ra- 
mificados, com  xilopódio;  folhas 
de  obovais  a oblongas,  coriáceas, 
triplinérveas,  denteadas,  na  meta- 
de superior  do  limbo  (fig.  86);  ca- 
pítulos, em  geral,  multifloros,  dis- 
postos em  espiga  terminal  conges- 
ta,  glomeruliforme  (fig.  95);  in- 
vólucro da  capítulo  feminino  com 
cerca  de  5-15  mm  de  alt.  e 2-5 
mm  de  diâm.,  e o do  masculino 
com  4-7  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de 
diâm.;  corola  da  flor  feminina  com 
3-6  mm  de  alt.,  pilosas  denteadas, 
no  ápice;  flores  masculinas  com 
corola  dividida  em  lacínios  linea- 
res, enrolados  em  espiral;  aquê 
nios  com  1-2  mm  de  compr.,  com 
10  estrias  ou  costas  acentuadas. 

Com  duas  espécies  e uma  va- 
riedade, próprias  dos  campos,  ocor- 
rendo de  Minas  Gerais  e São  Pau- 
lo até  Rio  Grande  do  Sul,  Uru- 
guai, Argentina  e Paraguai. 


60.  BACCHARIS  CAMPORUM  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  399.  1836; 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  80.  1882;  Heering,  Jahrb  Hamburg 
Wissenschaft.  Anst.  31:  133.  1914. 

Localidade  típica : São  Paulo,  no  campo,  Mogi  e entre  Sorocaba  — Itk. 
Holóiipo : Lund  850  — Fotótipo  F.  8174 

= Baccharis  cephalotis  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  421.  1836. 

“S.  Paulo,  leg.  Sellow  H b.  dgf’  — Fotótipo  F.  37709. 

BACCHARIS  CAMPORUM  var.  CAMPORUM. 

Subarbusto  com  30-50  cm  de  alt.,  glabro;  folhas  com  2-2,5  cm  de 
compr.  e lcm  de  larg.  (fig.  86),  de  ápice  agudo,  de  margens  serruladas 
a inteiras;  capítulos  bracteados,  reunidos  em  espiga  terminal  congesta, 
glomeriforme  (fig.  95);  invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de 
6-10  mm  de  compr.  e 3-4  mm  de  larg.,  com  4-5  séries  de  brácteas  invo- 
lucrais  agudas;  flores  femininas  de  30-50,  com  corola  de  mais  ou  me- 
nos 5-6  mm  de  compr.;  estilete  com  6-8  mm  de  compr.  dividido  em 


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11  12  13  14  15 


cm 


134 

dois  ramos  profundos;  corola  da  flor  masculina,  em  média,  com  5 mm 
de  compr. 

Baker  (1882)  classificou  uma  var.  integrifolia  para  Baccharis 
campoTum  A.  P.  de  Candolle,  que,  acredito,  não  tenha  razão  de  se 
manter  como  nome  válido;  deixo  de  incluí-lo  na  sinonímia  da  referida 
espécie,  por  não  ter  visto  o material  tipo  dessa  variedade. 

Material  examinado:  SP  — leg.  Sellow,  hib.  476  (Isótipo  de  B.  cepha- 
lotis  A.  P.  DC.  R.  Ipanema,  no  campo,  leg.  Glaziou  12910 
(23.4.1881)  R;  São  José  dos  Campos,  leg.  Mimura  249 
(6.2.1962)  sp;  ibidem,  leg.  Loefgren  134  (18.2.1908)  rb; 
Vila  Ema,  leg.  Brade  16063  (4.1938)  rb. 

MG  — Santa  Luzia  a 1100  m s.m.  leg.  V.  Assis  195  (13. 
12.1945)  rb;  Belo  Horizonte,  Morro  das  Pedras,  leg.  V.  Assis 
5998  (4.3.1945)  rb;  Santa  Rita  de  Pirapama,  cerrado,  leg. 
Pe.  Krieger  10121  (17.2.1971)  rb. 

PR  — Curitiba,  leg.  Dusén  3860  (25.2.1904)  R;  Capão 
Grande,  leg.  Dusén  3967  (3.3.1904)  r;  Guarapuava,  cam- 
po, leg.  Brade  19595  (15.2.1949)  rb;  ibidem,  Faz.  Capão 
Redondo,  leg.  Hatschbach  12533  e 12534  (12.4.1965)  MH; 
Qatro  Barras,  campo  seco,  leguminosa  Hatschbach  10944 
(9.2.1964)  hh;  Ponta  Grossa,  Vila  Velha  leg.  E.  Pereira 
5267  (10.2.960)  hb;  Campo  Largo,  Rio  Papagaio  leg.  E. 
Pereira  5471  (23.2.960)  hb. 

Paraguai,  Serra  do  Amambaí,  leg.  Hassler  10106,  rb. 

60b.  BACCHARIS  CAMPORUM  F.  PARVIFOLIA  Heering,  Jahrb.  Hamb. 
Wissenschaftl,  Ans.  31(3):  134.  1914. 

Com  folhas  muito  menores  que  as  de  B.  camporum  var.  campo- 
rum;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  mais  ou  menos  5mm  de  alt; 
flores  de  25-30  em  cada  capítulo;  corola  das  flores  femininas  com  mais 
ou  menos  3-4  mm  de  compr.  e aquênio  com  cerca  de  1 mm  de  compr. 

Material  ex<  ninado:  São  Paulo,  Mooca,  leg.  Brade  5514  (23.2.1913) 
SP;  S.  Francisco  dos  Campos,  leg.  Loefgren  3419  (26 . 12 . 1896) 
sp;  — Santo  Amaro,  campo,  leg.  Usteri  136  (19.3. 1905 ) sp; 
S.  Bernardo,  leg.  O.  Handro  (19.4.1934)  sp;  Parque  Antár- 
tica, leg.  Usteri  sp;  Capital,  bosque,  leg.  B.  Pickel  4592  (3.3. 
1940)  sr;  Campos  do  Jordão  Umurama,  leg.  Kuhlmann  2070 
(11. 1949)  sp;  Bosque  da  Saúde,  leg.  O.  Handro  (17.3. 1943) 
sp;  Mogiguaçu,  pr.  de  Pádua  Sales,  leg.  Handro  585  e 586 
(20.6.1956)  sp;  Campos  do  Jordão,  leg.  Hashimoto  14  (22. 
10.1938)  rb;  Vila  Ema,  leg.  Brade  16064  (4.1938)  rb. 

PR  — Castro,  Carambeí,  rio  S.  João,  campo,  pr.  de  aflora- 
mento de  arenito,  leg.  Hatschbach  12122  (1.1965)  hh;  Qua- 


SciELO/ JBRJ 


) 11  12  13  14 


cm 


135 

tro  Barras,  campo  seco,  leg.  Hatschbach  10944  (9.2. 1964)  HH. 
SC.  — Lajes,  Morro  do  Pinheiro  Seco  a 900-950m  s.m.  leg. 
L.  B.  Smith  e Klein  12221  (16.3.1957)  rb,  hbr. 

Indicação  bibliográfica : Heering  (1914),  cita  como  áreas  de  ocorrência 
da  espécie,  além  do  Brasil  e Paraguai,  também  a Argentina 
(Missicuis,  Loreto,  leg.  Ekmann  229). 

61.  BACCHARIS  SESSILIFLORA  Vahl,  Symb.  3:97.  1794;  Teodoro, 
Contrib.  Inst  Geobiol.  Canoas  8:25.  1957. 

Localidade  típica : Uruguai,  Montevidéu. 

Holótipo  — Commerson,  s.n.  — Fotótipo  F.  22495. 

= Baccharis  rotundifolia  Sprengel,  Syst.  Veget  3:465.  1826  “Monte- 
vidéu, leg.  Sellow  d 554.” 

Folhas  de  orbiculares  a suborbicularis  (fig.  83;  foto  15)  com  mais 
ou  menos  2-3  cm  de  compr.  e 1,5-2, 5 cm  de  larg,  denteadas,  com  den- 
teadas, com  dentes  bem  constituídos,  dispostos  na  metade  superior  do 
limbo;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  10-15  mm  de  altu- 
ra e 3-5  mm  de  dâmetro  com  4-5  séries  de  brácteas  involucrais  obtusas, 
glandulosas  no  ápice;  flores  de  30-50  em  cada  capítulo,  com  corola  de 
mais  ou  menos  6-7  mm  de  comprimento,  com  bordo  5-lobado,  com  um 
dos  lobos  muito  mais  longo  que  os  demais;  estilete  com  cerca  de  9-10 
mm  de  compr.;  aquênio  glabro,  com  mais  ou  menos  1-2  mm  de  compr. 
e 0,5  mm  de  diâmetro,  com  11-12  costelas;  pápus  com  cerca  de  10-12 
mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  mais  ou  menos 
6-7  mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâmetro,  com  4-5  séries  de  brácteas  in- 
volucrais obtusas;  corola  com  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.,  com 
tubo  de  4 mm  de  compr,  cilíndrico  e limbo  campanulado,  com  mais 
ou  menos  2 mm  de  compr.  dividido  em  5 lobos  longos,  de  ápice  revo- 
luto;  pápus  com  cerca  de  8 mm  de  compr,  com  cerdas  espessadas,  mui- 
to abaixo  do  ápice,  estilete  com  ápice  ovoide. 

Planta  natural  dos  campos  do  Uruguai,  Paraguai,  Paraná,  Minas 
Gerais,  Santa  Catarina  e Rio  Grande  do  Sul. 

Material  examinado:  SP  — Botucatú,  cerrado  a 550  m s.m.  leg.  Use 
Gottsbergr  259  (31.7.1971)  Bota 

MG  — São  João  dei  Rei  a Piedade,  a 1000  m s.rq.  leg.  E.  Pe- 
reira 3169  e Pabst  4004  (26.4.57)  HB.  ’ ‘ 

PR  — Sengés,  Rio  Itararé,  campo  pedregoso,  leg.  Hatschbach 
17798  (15.6.1971)  hh;  Guarapuava,  Fzda.  Capão  Redondo, 
leg.  Hatschbach  12534  (12.4.1965)  HB.  HH. 

SC  — leg.  L.  B.  Smith  12227  RB. 

RS  — Porto  Alegre,  leg.  Malme  824  (29.5.1893)  R. 


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11  12  13  14 


cm 


136 

Grupo  22.  RUFESCENS: 


De  subarbustos  a arbustos  baixos,  ramificados,  geralmente  com 
xilopódio;  folhas  sésseis,  de  oblongas  a lineares  ou  espatuladas;  invólucro  do 
capítulo  feminino,  em  geral,  mais  alongado  que  o do  masculino,  com  cerca  de 
5-6  mm  de  alt.  e 1-2  mm  de  diâm.  (com  exceção  de  Baccharis  humilis  Schultz- 
Bipontinus);  brácteas  involucrais  escariosas;  flores  de  1-30  em  cada  capítulo; 
flores  femininas  com  corola  de  mais  ou  menos  3,5-4  mm  de  comprimento  e 
com  0,2-0, 3 mm  de  diâm.,  com  pilosidade  esparsa,  denteadas  no  ápice;  estilete 
filiforme,  com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.;  aquênio  mais  ou  menos  cilín- 
drico, com  cerca  de  1,5-2  mm  de  compr.  e de  0,5-0, 8 mm  de  diâm.,  com  pápus 
de  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.;  flores  masculinas  com  corola  dividida  em 
lacínios  lineares,  enrolados  em  aspirai;  pápus  de  cerdas  lisas,  espassadas  no 
ápice;  estilete  com  ápice  ovóide,  dividido  em  dois  ramos  curtos,  densamente 

Capítulos  agrupados  no  ápice 
de  ramos  curtos  ou  longos,  brac- 
teados  e dispostos  em  panículas 
alongadas  (fotos  16-20). 

Com  9 espécies  das  quais  Bac- 
charis leptocephala  A.  P.  DC.  se 
distribui  pela  Guiana,  Venezuela, 
Território  de  Roraima,  Estados 
do  Pará,  Maranhão,  norte  e sul 
de  Mato  Grosso,  Minas  Gerais, 
Goiás,  Distrito  Federal,  até  Uru- 
guai; B.  rufescens  var.  rufescens 
A.P.DC.  é freqüente  no  Para- 
guai, Uruguai,  centro  e norte  da 
Argentina,  e nos  Estados  de  São 
Paulo,  Paraná,  Santa  Catarina  e 
Rio  Grande  do  Sul;  B.  pseudote- 
nui folia  Teodoro  ocorre  de  S. 
Paulo  a Rio  Grande  do  Sul;  B. 
cognata  A.P.DC.  é encontrada 
em  Pernambuco  , Minas  Gerais, 
Mato  Grosso,  S.  Paulo  e Sul  do 
Brasil,  Paraguai  e Argentina, 

(Tucuman);  Baccharis  varians  Gardner,  B.  subdentata  A.P.DC.  e B. 
brevifolia  A.P.DC.  ocorrem  nos  Estados  de  Minas  Gerais,  Goiás,  Mato  Gros- 
so e São  Paulo,  alcançando  o Paraná;  Baccharis  humilis  Schultz  Bipontinus  é 
encontrada  nos  cerrados  de  Mato  Grosso,  Goiás,  Minas  Gerais  e Distrito  Fe- 
deral, logo  após  as  queimadas.  Baccharis  martiana  é endêmica  de  Serras  de 
Minas  Gerais. 


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11  12  13  14  15 


cm 


137 

62.  BACCHARIS  RUFESCENS  Sprengel,  Syst.  Veget.  3:464.  1826  — 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  63,  fig.  25.  1882  — Heering,  Jahrb. 
Hamb.  Wissenschaft.  Anat.  31(3):  136.  1914  — Cabrera,  Colec.  Cient 
4(6a) : 118.  1963. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul. 

Holótipo:  leg.  Sellow  d 1101. 

Baccharis  rufescens  var.  rufescens. 

= Baccharis  paucidentata  A.  P.  de  Candoll.e  Prodr.  5:420.  1836. 

“Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  hib.  823  e 840”. 

= Baccharis  paucidentata  A.  P.  de  Candoll,e  Prodr.  5:420.  1836. 

“Rio  Grande  do  Sul,  leg.  Sellow  823  2.  823  e 840”. 

= Baccharis  baldwinii  Hooker  et  Arnott,  in  Hooker  Journ.  Bot.  3:28. 
1841. 

“Maldonado,  leg.  Baldwin”. 

= Baccharis  fluminensis  Glaziou,  Buli.  Soc.  Bot.  France  57  (3):  400 
1910.  nomen.  — Teodoro,  Buli.  Mus.  Nat.  D’Hist.  Naturelle  2“  série 
20(6).  1948. 

Subarbusto  ramificado,  com  ramos  folhosos  (foto  16);  folhas 
oblanceolado-lineares,  com  margens  3-5  denteadas,  com  ápice  agudo  e 
base  atenuada,  com  1-3  cm  de  compr.  e 3-4  mm  de  larg.;  capítulos  or- 
denados em  espigas  curtas,  formando  o conjunto  uma  panícula  multi- 
flora;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  5-6  mm  de  alt.  e 2 mm  de 
diâm.,  com  3 séries  de  brácteas  involucrais  glabras,  castanho-amarela- 
das,  uninérveas;  flores  de  5-8,  com  corola  de  mais  ou  menos  4-5  mm  de 
compr.,  com  bordo  denteado;  aquênio  com  mais  ou  menos  1-1,5  mm 
de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  cerca  de  4-5  mm  de 
compr.  e 2 mm  de  diâm.;  flores  cerca  de  20,  com  corola  de  5-6  mm  de 
compr.  dividida  em  lacínios  lineares;  cerdas  do  pápus  da  flor  masculi- 
na finas,  com  espessamento  abaixo  do  ápice. 

Material  examinado:  SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  Pe.  E.  Leite  3334 
(3.1945)  RB;  — São  José  dos  Campos,  leg.  Loefgren  259 
(3.1909)  RB;  — Santana,  campo  seco,  leg.  Brade  5347 
(3.3.1912)  sp;  Emas,  Mercedes  Rachid  (28.1.1946)  sp; 
— Ibaté,  cerrado,  leg.  F.  M.  Magalhães  17  (16.3.1963)  SP. 
PR  — Laranjeiras  do  Sul,  campo  seco,  limpo,  leg.  Hatsch- 
bach  21139  (12.2.1969)  hh;  — Ibidem,  idem  2546 

(12.4.1965)  HH. 

SC  — Joaçaba  a 1000-1200  m s.m.,  leg.  L.B.  Smith  e Klein 
11426  (18.2.1957)  RB,  hbr;  Palhoça,  campo  de  Massiam- 
bu,  restinga,  a cerca  de  2 m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  462 
(12.3.1953)  rb;  Sapé,  Pântano  do  Sul,  leg.  Bresolin  201 
(17.3.1971)  RB. 


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138 


cm  1 


RS  — < leg.  Sellow  hib;  823  e 840  (Isótipos  de  B.  pauciden- 
tata  A.P.DC.)  R;  — Lombos,  pr.  de  Viamão  in  arenosis 
dumetosis  leg.  Rambo  46881  e 46882  (17.4.1950)  ha. 

Talvez  Sprengel,  ao  chamar  a espécie  de  ruíescené,  quisesse  se 
referir  à coloração  avermelhada  do  invólucro  dos  capítulos  e das  cer- 
das  do  papus,  depois  de  herborizados. 

63.  BACCHARIS  PSEUDOTENUIFOLIA  Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geo- 
biol.  Canoas,  8:35.  1957. 

Bas.:  Baccharis  tenuilolia  A.P.  de  Candolle,  Prodr.  5:423.  1836  (non 
Linnaeus). 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Tipo  — leg.  Sellow  HIB  512. 

= Baccharis  ruiescens  var.  tenuilolia  (DC)  Baker  in  Martius  Fl.  Bras 
6(3).  63.  1882. 

= Baccharis  spathulata  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  Bot.  7:87. 
1848  p.p. 

Folhas  linear-espatuladas,  com  cerca  de  2-4  cm  de  compr.  e 2-3  mm 
de  larg.,  de  ápice  obtuso-mucronado,  base  longamente  atenuada,  uni- 
nérvea,  glanduloso-pontuada  no  dorso  (foto  17);  flores  femininas  6 em 
cada  capítulo. 

Muito  afim  de  B.  ruiescens  var.  ruiescens. 

Material  examinado : SP  — leg.  Sellow  hib  512  (Isótipo)  r;  — leg. 

Sellow  5556  hib,  r;  — ibidem,  idem  hib  404,  405,  406,  407, 
R;  — Mogi  Mirim  cerrado,  leg.  A.  P.  Veigas,  sp;  — Inda- 
iatuba,  cerrado,  leg.  Viegas,  sp;  — Campinas,  leg.  Santoro,  sp; 
— Ipiranga,  leg.  Luederwaldt  105  (3.1907)  sp;  — Itú,  cer- 
rado, leg.  Russel  327  (20.3.1889)  sp;  — Jundiaí,  campo, 
leg.  Brade  7154  (14.3.1915)  sp;  — S.  José  dos  Campos,  leg. 
Mimura  433  (6.1962)  rb;  — Itapetininga,  leg.  J.  I.  Lima 
(1.4.1945)  RB. 

MG  — S.  Tomé  das  Letras,  a 1200 m s.m.,  leg.  Pabst  4243 
(18.6.1957)  rb,  hb. 

GO  — Alto  Paraíso,  Cinturão  Verde,  campo,  leg.  F.  Ribeiro 
Rosa  65  (11.6.1965)  RB. 

PR  — Vila  Velha,  Arroio  Quebra  Perna  a 828 m s.m.,  leg. 
Hatschbach  8963  (2.3.1962)  rb,  hh;  — Pirai  do  Sul,  Joa- 
quim Murtinho,  campo  limpo,  seco,  leg.  Hatschbach  18805 
(21.3.1968)  rb;  Campo  Largo,  Rio  Papagaio,  leg.  E.  Perei- 
ra 5483  (23.2.1960)  rb;  Guarapuava,  Faz.  Capão  Redondo, 
campo  limpo,  seco,  leg.  Hatschbach  12528  (12.4.1965)  HH; 


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139 


— Monte  Alegre,  campo,  leg.  Kuhlmann  (21.3.1954)  rb. 
SC  — Chapecó  a 900-1000 m s.m.  leg.  L.B.  Smith  e Klein 
11426  (18.2.1957)  rb,-  — Mafra,  a 800-850  m s.m.,  leg. 
L.  B.  Smith  e Klein  12111  (1.3.1957)  rb,  hbr. 

RS  — S.  Leopoldo,  leg.  Pe.  E.  Leite  2615  (3.1941)  sp;  — 
Tupanceretã,  leg.  A.  Pott  7 (6.2.1969)  rb. 

Argentina  — Missionis,  rb. 

Como  o nome  tenuiiolia  já  fora  usado  por  Linnaeus  para  uma  es- 
pécie de  Baccharis,  Teodoro  mudou  o nome  da  espécie  de  A.P.  de  Can- 
dolle  para  pseudotenuitolia. 

64.  BACCHARIS  MARTI  AN  A,  nom.  nov. 

Nom.  substituído:  Baccharis  mfescens  var.  alpestris  (Martius) 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  64.  1882,  non  Baccharis  alpestris 
Gardner. 

= Bacharis  alpestris  Martius  in  sched.,  non  Gardner  — Fotótipo  F. 
20685.  “Minas  Gerais,  Monte  Itambé,  leg.  Martius”. 

= Baccharis  peseudoalpestris  Teodoro,  Contrib.  Insti  Geobiol.  Canoas 
8:35.  1957,  nom.  illeg. 

Frutex  ramosissimus,  ramis  glabratis,  foliosis;  foliis  linearibus  im- 
bricatis,  apice  acutis,  ptanis,  uninervis,  perlucidis  punctatis  3 cm  longis, 
2,5  mm  latis;  capitulis  axilaribus,  dense  aggregatis,  ramis  brevibus  4-5 
cm  longis  bracteatis  dispositis,  quibus  conjunctim  paniculam  densam 
piramidalem  terminalem  iormantibus;  bracteis  ramulorum  íoliaceis, 
spathulatis,  uninerviis,  perlucidis,  obtusis,  mucronulatis,  1 cm  longis; 
involucro  femineo  ca.  5 mm  alto,  1,5-2  mm  lato,  4-seriato,  bracteis  invo- 
lucralibus  obtusis,  apice  glandulosis;  iloribus  1-5,  corollis  ca.  3 mm  lon- 
gis, basi  dilitatis,  versus  apicem  attenuatis,  5-dentatis,  glabris;  achae- 
niis  glabris,  2 mm  longis,  cylindricis,  10-costatis;  setis  pappi  3 mm  lon- 
gis; capitulis  masculis  involucro  campanulato,  2,5-3  mm  alto,  2,5  mm 
lato;  iloribus  6,  corollis  3 mm  longis,  tubo  glanduloso,  limbo  laciniis 
linearibus  divise;  pappi  setis  3 mm  longis,  apice  dilatatis. 

Material  examinado : MG  — Diamantina,  Água  Limpa,  leg.  E.  Pereira 
1442  (22-5-1955)  rb.  Ibidem,  local  pedregoso,  subida  para  a 
serra,  leg.  M.  Magalhães  17573  (1.4.1960)  ina.  hb. 

O nome  novo  proposto  por  Teodoro  (1957)  é contrário  ao  Art.  33 
do  Código  Internacional  de  Nomenclatura  Botânica  (1972),  pois  cita 
um  nomen  nudum  como  epíteto  substituído,  sem  dar  referência  con- 
creta da  descrição  anterior  (Baker,  1882). 


cm 


JsciELO/ JBRJ 


cm  1 


140 

65.  BACCHAR1S  LEPTOCEPHALA  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:  413. 
1136. 

Localidade  típica:  Uruguai,  segundo  Teodoro  (1957). 

Tipo:  Sellow,  hib.  950,,  977  e 948. 

= Baccharis  varians  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:8  4.1848  p.p. 
“Goyaz,  leg.  Gardner  3839”,  Foto  F 15081  e Foto  k.  13202  syn.  nov. 
= Baccharis  curvifolia  Gardner  1.  c.  87.  1848.  “Minas  Gerais,  leg.  Gard- 
ner 4903”  Foto  k,  13186,  syn.  nov. 

r=  Baccharis  guianensis  Schomburgk,  Fauna  et  Flora  Guyan.:  1135. 
1848.  “Auf  trockner  Savanne  in  der  Ungebung  von  Pirara,  leg. 
Schomburgk  605”.  Foto  F.  14985.  Syn.  nov. 

= Baccharis  ruíescens  var.  varians  (Gardner)  Baker  in  l.c.  Syn.  nov. 
6(3)  :64.  1882. 

— Baccharis  ruíescens  var.  varians  (Gardner)  Baker  in  l.c.  Syn.  nov. 
= Baccharis  paulistana  Teodoro  et  W.  Hoehne,  nov.  hybr.  — Boi.  Inst. 
Geobiol.  2:  17.  1949.  Lam.  III  ( Baccharis  myricaefolia  X Baccharis 
tenuifolia)  syn.  nov. 

Localidade  típica:  SP  campo  Congonhas  e Caieiras. 

Subarbusto  com  cerca  de  1-3  m de  altura,  com  xilopódio;  folhas  de 
espatulado-oblongas  a espatulado-lineares,  glabras,  com  1-5  cm  de  com- 
primento e 1-5  mm  de  larg.,  de  ápice  obtuso  e base  longamente  ate- 
nuada, folhas  maiores  e menores  fasciculadas;  na  axila  das  folhas  maio- 
res nascem  ramos  curtos,  de  2-4  mm  de  compr.,  com  folhas  lineares,  de 
1-2  mm  de  compr.  e cerca  de  1 mm  de  larg.;  na  porção  mais  próxi- 
ma do  ápice  dos  caules,  esses  raminhos  são  férteis  e apresentam  grupos 
terminais  de  5-10  capítulos  sésseis,  axilares,  mais  ou  menos  congestos, 
formando,  o conjunto  de  ramos,  uma  panícula  estreita  e longa,  de  mais 
ou  menos  15-20  cm  de  compr.  (foto  18);  bractéola  espatulada,  com 
mais  ou  menos  12  mm  de  compr.;  capítulo  feminino  com  invólucro 
mais  ou  menos  cilíndrico,  com  cerca  de  6 mm  de  alt.  e 2 mm  de  diâm. 
e o masculino  mais  ou  menos  campanulado,  com  cerca  de  5 mm  de 
altura  e 3 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  agudas,  glabras, 
escariosas,  3-seriadas;  flores  cerca  de  10  em  cada  capítulo;  corola  da 
flor  feminina  com  mais  ou  menos  3,5  mm  de  comprimento,  com  tubo 
piloso  e ápice  dividido  em  5 lacínios  estreitos;  estilete  com  mais  ou 
menos  6 mm  de  compr.,  dividido  em  dois  ramos  profundos;  aquênio 
glabro,  com  10  estrias  ou  costas,  com  mais  ou  menos  1-1,5  mm  de 
compr.;  corola  da  flor  masculina  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr., 
com  tubo  glanduloso  e limbo  dividido  em  lacínios  oblongos  agudos; 
papus  da  flor  masculina  com  cerdas  finas,  lisas,  com  leve  espessamento 
abaixo  do  ápice. 

Espécie  confundida  por  Gardner  com  a sua  Baccharis  varians,  foi 
considerada  por  Baker  como  variedade  de  Baccharis  ruíescens  SprengeL 


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cm  .. 


141 

Nem  Gardner,  nem  Baker,  notaram  que  as  exsicatas  coletadas  em  Goiás 
e em  Minas  Gerais  e etiquetadas  com  os  números  3839  e 4913,  eram 
duas  espécies  diferentes.  Heering  (1913)  foi  o primeiro  a sentir  que 
havia  algo  confuso,  quando  fez,  às  páginas  137,  o seguinte  comentá- 
rio: “Baccharis  rufescens  var.  varians  (Gardner)  Baker  ist  schlecht 
umgrenzt.  Baker  rechnet  hierher  z.  B.  auch  Balansa  739,  die  oben  bei 
B.  leptocephala  genannt  ist.  Wahrscheinlich  ist  auch  diese  Varietát 
eine  eigne  Art,  die  auf  das  õstliche  und  zentrale  tropische  Brasilien 
und  Guiana  beschrànkt  ist”. 

Fazendo  a revisão  das  exsicatas  3839  e 4913  de  Gardner,  pude 
comprovar  que  se  tratava  de  material  de  duas  espécies  diferentes, 
uma  das  quais  era  Baccharis  leptocephala  DC.,  cuja  fotótipo  doada 
pelo  Field  Museum,  comparada  com  o farto  material  coletado,  de  vá- 
rias procedências,  me  possibilitou  uma  determinação  correta,  e a outra 
é Baccharis  varians  Gardner. 

Também  Teodoro,  em  1949,  descreveu  seu  híbrido  novo,  a que 
deu  o nome  de  Baccharis  paulopolitana  (=  B.  myricaeíolia  X B.  te- 
nuilolia ) e em  1954  voltou  a mencioná-lo,  declarando  estar  incorreta 
a informação  anterior  (1949)  e considerando,  então,  a espécie  um  pro- 
duto de  Baccharis  dracunculiiolia  f.  denticulata  X Baccharis  pseudo- 
tenuifolia.  Na  realidade,  os  tipos  dessa  espécie  concordam  plenamente 
com  a descrição  e as  fotografias  (F.  e K.)  de  Baccharis  leptocephala 
A.  P.  DC.  uma  espécie  de  ampla  distribuição  e que  já  foi  bastante 
confundida  por  outros  autores. 

Material  examinado:  Guiana,  Paramacutoi  Savannah,  Ireng  District, 
leg.  Alston  509  (5.1926)  rb;  — entre  Território  do  Rio 
Branco,  Brasil  e o Estado  Bolivar,  Venezuela,  Serra  Sabang, 
a 950|m  s.  m.  leg.  Maguire  40328  (16.12.1954)  RB,  NY. 
Brasil:  PA  • — • região  do  Araguaia,  Igarapé  Gameleirinha,  ve- 
getação dos  campos  gerais,  leg.  Fróes  28779  (15.6.1963) 
rb;  ibidem,  rio  Paru  de  Oeste  (Tirirós),  campos  gerais,  lu- 
gar alagado,  leg.  P.  Cavalcante  (23.6. 1960)  rb;  ibidem,  idem 
914  (1.7.1960)  rb. 

MA  — à beira  da  estrada,  leg.  M.  Pires  e Black  1679A 
(6.8.1949)  rb. 

MT  — Xavantina  — Cachimbo,  cerrado,  leg.  Phlicox  3870 
(4.1.1968)  rb;  — ibidem,  Serra  do  Roncador,  cerrado  a 
550  m s.  m.  leg.  Irwin  16536  (3.6.1966)  SP,  HB;  Xavan- 
tina, a 550  m s.  m.  Irwin  46022  (22.5.966)  rb. 

MG  — Belo  Horizonte,  Serra  do  Curral,  leg.  Pe.  Roth  1420 
(10.4.1955)  e 1463  (19.6.1955)  rb;  — ibidem,  cerrado, 
Serra  do  Cipó,  leg.  Heringer  5320  (27.7.1956)  RB;  — ibi- 
dem, Patos  de  Minas  a 800  m s.  m.  A.  P.  Duarte  2898 
(21.8.1950)  rb;  — Aruriroca,  campo  pedregoso,  leg.  M. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


142 


Magalhães  46577  (25.6.1943)  RB;  — Belo  Horizonte,  Serra 
da  Motuca  a 1100  m s.  m.,  leg.  Markgraf  3560  (16.11. 1938) 
rb;  — Diamantina,  Palmital  leg.  M.  Magalhães  1624  (29.4. 
1942)  rb;  — Salinas,  leg.  Weddell  2192  (1844)  lp. 

DF  — Brasília,  Chapada  da  Contagem  a 1000  m s.  m.  leg. 
Irwin  8182  (11.9.1965)  rb,  hb. 

GO  — Chapada  dos  Veadeiros  a 1000  m s.  m.  leg.  Irwin 
12785  SP,  hb  — rio  Piau,  de  Barreiras  a Posse  a 850  m s.  m. 
leg.  Irwin  14646  (12.4.1966)  sp,  hb. 

SP  — São  José  dos  Campos,  leg.  Mimura  452  (11.7.1962) 
rb;  — Descalvado,  leg.  M.  A.  Pereira  (11.2.1955)  rb;  — 
Ibaté  cerrado,  leg.  F.  M.  Magalhães  17  (16.3.1863)  rb;  — 
São  Carlos  cerrado,  leg.  Gil  Felipe  165  (24.3.1963)  rb;  — 
Caieiras,  leg.  W.  Hoehne  2095  e 2096  (lp). 

PR  — Papagaios,  leg.  Hatschbach  6789  (23.2.960)  lp. 
RS  — Porto  Alegre,  leg.  Mohrdieck  1 (8.951)  p. 


66. 


BACCHARIS  VARIANS  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:84.  1848, 
emendavit  G.  M.  Barroso. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  próximo  de  Formiga. 

Holótipo:  leg.  Gardner  4913  — Fotótipo  K.  13203. 


Frutex  ramosus,  gíaber,  subviscosus,  ramos  primários  et  secundários 
íerens;  rami  primarii  striati  30-40  cm  longi,  foliis  sessilibus  spathula- 
to-oblongis,  apice  obtusis  raro  tridentatis,  base  attenuatis  integris,  circ. 
1-3  cm  longis,  Ofi-1  cm  latis  obsiti;  rami  secundarii  6-10,  distici,  5-10 
cm  longi  ad  rami  primari  apicem  dispositi  et  foliis  imbricatis  circ. 
0,5-1  cm  longis,  0,3-0, 5 cm  latis  et  capitulis  apice  aggregatis  praediti; 
capitulum  fem.  involucro  5 mm  alto,  2 mm  lato,  3-seriato,  bracteis 
involucralibus  obtusis,  dorso  glandulosis,  margine  hyalinis,  fimbriatis, 
10-15  iloribus;  corollis  2,5  mm  longis,  pilis  clavelatis  uniseriatis  spar- 
sis  et  apice  5-dentatis,  dentibus  inaequalibus  dense  pilosis;  pappi  setis 
circ..  3 mm  longis;  achaeniis  cylindricis,  10-costatis,  glabris,  1-1  £ mm 
longis;  capitulum  masc.  involucro  4 mm  alto,  2 mm  lato,  9 iloribus; 
corollae  tubo  piloso,  tenue  circ.  2,5  cm  longo,  limbo  1£  mm  longo, 
laciniis  oblongis  acutis,  spiraliter  tortis  diviso;  pappi  setis  apice  leviter 
incrassatis.  (Foto  19). 


Material  examinado:  MG  — near  Formigas,  leg.  Gardner  4913,  July, 
1840  R.  (Isótipo);  Belo  Horizonte,  Serra  da  Motuca,  leg. 
Mello  Barreto  10898  (28.7.1940)  rb;  ibidem,  leg.  Brade 
11856  (9.7.  1932)  rb;  ibidem,  Serra  do  Curral,  leg.  Pe. 
Roth  1346  (12.7.1955)  rb;  Ouro  Preto,  leg.  Damázio;  Ca- 
xambu a 1200  m s.  m.  leg.  A.  P.  Duarte  3824  (7.1954)  RB; 
Chapada  das  Perdizes,  Serra  de  Carrancas,  leg.  Heringer  742 


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11  12  13  14  15 


cm 


143 

(9.9.1939)  sp;  Poços  de  Caldas,  Campo  do  Saco,  leg.  Leon- 
cini  79  (4.8.1964)  rb;  Ituiutuba,  São  Vicente,  leg.  A.  Ma- 
cedo 4865  (28.10.1956)  rb;  Araxá,  leg.  A.  Macedo  4254 
(5.2.1956)  rb. 

GO  — Corumbá,  Pirineus,  leg.  A.  Macedo  4322  (17.2. 1956) 

RB. 

SP  — Caieiras,  leg.  Hoehne  (22.8.1945)  S.;  leg.  Loefgren 
20815  sp. 

Devido  à confusão  com  as  duas  exsicatas  coletadas,  de  duas  es- 
pécies afins,  mas  distintas,  Gardner  só  poderia  ter  dado  ao  novo  ta- 
xon  o nome  de  varians. 

67.  BACCHARIS  BREVIFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:409.  1836. 
Localidade  típica:  São  Paulo,  Mogi,  no  campo. 

Holótipo:  Lund,  s.  n.  Fotótipo:  F.  22477. 

= Baccharis  xerophila  Martius  ex  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  65. 
1882.  — Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geobiol.  Canoas,  8:25.  1957. 

Arbusto  de  1-2  m de  altura,  ramificado,  com  ramos  densamente  fo- 
lhosos; folhas  oboval-cuneadas,  com  cerca  de  0,7-1  cm  de  compr.  e 
3-5  mm  de  larg.,  glabras,  glutinosas,  mais  ou  menos  coriáceas;  capí- 
tulos aglomerados  no  ápice  de  ramos  folhosos,  formando  pseudo-pa- 
nículas  de  cimas  glomeriformes;  capítulo  feminino  com  mais  ou  me- 
nos 5-6  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâmetro,  com  cerca  de  10  flores; 
corola  com  cerca  de  3,5-4  mm  de  compr.  e 0,3-0, 5 mm  de  diâmetro, 
com  pelos  bisseriados,  de  ápice  clavado;  aquênio  com  mais  ou  menos 
2 mm  de  compr.,  1 0-costado  com  pápus  unisseriado;  capítulo  masculi- 
no com  invólucro  de  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr.  e 2-3  mm  de 
diâmetro  com  cerca  de  16  flores;  corola  com  mais  ou  menos  4-5  mm 
de  compr.,  com  lacínios  longos,  enrolados  em  espiral;  pápus  com  cer- 
ca de  4,5  mm  de  compr.  com  cerdas  espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  MG  — Santa  Bárbara,  estrada  Rio  Acima,  leg. 
L.  Duarte  941  (30. 10. 1966)  hb. 

RJ  — Itatiaia  a 2000  m s.  m.  leg.  Brade  1215  (9.1933)  rb; 
na  base  das  Agulhas  Negras,  leg.  Kuhlmann  (9.6.1930)  rb; 
a 2500  m s.  m.  leg.  Brade  20276  (5.1950)  rb.  Agulhas  Ne- 
gras, leg.  Graziela,  Egler  e Edmundo  95  (16.7.1953)  rb; 
Planalto,  leg.  E.  Pereira  32B  (26.3.1943)  rb. 

SP  — Campos  da  Bocaina  a 1600  m s.  m.  leg.  Brade  20517 
(25.11.1950)  rb;  ibidem,  idem  20518;  São  José  dos  Cam- 
pos, leg.  Loefgren  259  (3.  1909)  rb. 


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cm  1 


144 

PR  — Lapa,  Rio  Passa  Dois,  campo  pedregoso,  leg.  Hatsch- 
bach  21679  (6.969)  hh;  Serra  S.  Luiz  de  Purunã  (Campo 
Largo),  leg.  Hatschbach  153  (3.3.946)  lp;  Lapa,  Fazda. 
Santa  Amélia,  leg.  Hatschbach  153  (24.7.945)  lp. 

68.  BACCHARIS  COGNATA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:413,  1836. 
Localidade  típica : Rio  Grande  do  Sul,  entre  Herval  e Piratini. 

Tipo:  Sellow  d 1930.  Foto  F.  37710. 

= Baccharis  tridentata  Baker  (non  Vahl)  in  Martius  F1  Bras.  6(3): 
97.  tab.  32,  1882.  p.  p. 

= Baccharis  pseudotridentata  Heering,  Jahrb.  Hamb.,  Wissenschaftl. 
Anst.  31(3):  140.  1914. 

= Baccharis  hoehniana  Teodoro,  nov.  hybr.,  Contrib.  Inst.  Geobiol. 
“La  Salle’,  Canoas  3:5.  1954.  (=  B.  sebastianopolitana  X B.  cog- 
nata). 

Tipos:  f.  masc.  leg.  W.  Hoehne  2286;  f.  fem.  idem  2280  (SPF). 
Localidade  típica : São  Paulo,  via  Anhanguera. 

Nomes  vulgares:  vassoura,  vassoura-de-são-joão. 

Folhas  obovais,  com  cerca  de  2-4  cm  de  compr.  e 1-3  cm  de  larg., 
de  ápice  obtuso  ou  arredondado  e base  cuneada,  decorrentes  no  pecíolo, 
com  margens  de  6-8  denteadas,  triplinérveas;  capítulos  agrupados  no 
ápice  dos  ramos  curtos,  folhosos,  ordenados  em  panículas  mais  ou  me- 
nos longas;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  7 mm  de 
alt.  e 3 mm  de  diâm.;  flores  de  15-20;  corola  com  mais  ou  menos  4-5 
mm  de  compr.,  com  pêlos  unisseriados,  obutsos  e bordo  5 denteado, 
com  dentes  desiguais;  aquênio  com  mais  ou  menos  1,5-2  mm  de  compr., 
glabro;  pápus  com  6-7  mm  de  compr.;  invólucro  do  capitule  masculino 
com  mais  ou  menos  5-6  mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâm.;  flores  cer- 
ca de  15;  corola  com  mais  ou  menos  6 mm  de  compr.;  pápus;  com  cer- 
das  espessadas  abaixo  do  ápice. 

Material  examinado:  PE  — Garanhuns,  alto  da  serra,  estr.  para  Pai- 
meirinha,  área  tipo  cerrado,  leg.  Andrade-Lima  67-5083 
(18.10.1967)  RB.  INPA. 

MG  — leg.  Damázio  1462  RB;  Diamantina,  leg.  D.  Romariz 
(1.2.1947)  rb;  Poços  de  Caldas,  Alto  üa  lanta  Cruz,  leg.  J. 
Becker  408  (8.6.1964)  RB;  ibidem,  leg.  M.  Emmerich  2217 
(21.11.1964)  rb;  Ouro  Preto,  Cachoeira  n Campo,  leg. 
Mello  Barreto  11151  (28.6.1941)  rb;  Caldas,  leg.  B.  Ro- 
drigues 460  (12.1876)  rb;  ibidem,  leg.  Leoncini  430  (10.11. 
1964)  rb;  João  d’El  Rei  leg.  Pe.  Krieger  7171  (10.1969) 

RB. 

RJ  — Petrópolis,  leg.  Góes  1024  (12. 1943)  rb. 


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cm 


145 

SP  — Itapetininga,  leg.  J.  Lima  (8.4.1947)  RB;  Várzea  do 
Tietê,  Lins,  leg.  Hashimoto  351  (3.3.1941)  sp;  Caieiras,  leg. 
Hoehne  (11.4.1945)  sp;  Campos  do  Jordão,  leg.  Lanstyak 
(4.1937)  RB;  Itapetininga,  leg.  S.  M.  Campos  207  e 204 
(3.1960)  sp. 

SC  — Papanduva,  Estiva,  leg.  E.  Machado  (15.3.1947). 

RS  — leg.  Sellow  hib.  973  R;  Menino  Deus,  leg.  Malme 
1513  (20.3.1921)  R;  Porto  Alegre,  Morro  da  Glória,  leg. 
Rambo  484  (6.3.1933)  SP;  Morro  da  Polícia,  leg.  Malme 
1342  (14.2.1902)  r;  São  Leopoldo,  Sapucaia,  leg.  Rambo 
40535  (14.3.1949)  HA. 

SC  — Campo  de  Capivara,  acima  da  Serra  Geral,  leg.  Ule 
1784  (3.1891)  R. 

69.  BACCHARIS  SUBDENTATA  a.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:408.  1836. 
Localidade  típica : Minas  Gerais,  Serro  Frio. 

Fotótipo:  legit.  Vauthier  839  — Foto  F.  8136. 

= Bacchaiis  subcapitata  Gardner,  in  Hooker  Lond  Journ.  7:85.  1848. 
“Goiás,  entre  Arraias  e São  Domingos”  leg.  Gardner  4251  — Foto 
F.  15075.  Isótipo  lp. 

Folhas  obovais,  cuneadas,  com  3,5  cm  de  compr.  e 1-2  cm  de  larg., 
triplinérveas,  glabras,  com  bordos  inteiros  ou  levemente  denteados;  capí- 
tulos agrupados  no  ápice  dos  ramos;  invólucro  do  capítulo  feminino  com 
mais  ou  menos  7 mm  de  alt.  e 2 mm  de  diâm.;  flores  de  15-20;  corola 
com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.;  estilete  com  cerca  de  6 mm  de 
compr.;  aquênio  com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.;  invólucro  do 
capítulo  masculino  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de 
diâm.;  flores  de  8-10,  com  corola  de  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr., 
com  tubo  glanduloso  e limbo  dividido  em  lacínios  mais  ou  menos  pro- 
fundos; estilete  com  cerca  de  7 mm  de  compr.,  com  ápice  espessado; 
pápus  com  cerdas  de  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  com  espessa- 
mento  abaixo  do  ápice. 

Material  examinado:  MG  — de  Água  Boa  para  Jequitiaí  a 950  m 
s.  m.,  cerrado,  comum,  leg.  Irwin  23917  (25.2.1969)  rb; 
Paraopeba,  leg.  E.  Pereira  7505  (1.4.1963)  RB,  hb;  Dia- 
mantina, leg.  E.  Pereira  1381  e 1489  (24.5.1955)  rb.  hb; 
Serra  do  Curral,  leg.  Pe.  Roth  1419  (10.4.1955)  rb;  Poços 
de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg.  M.  Emmerich  1865  (3.3. 
1964)  rb;  Entre  Rios,  no  campo,  leg.  Pe.  Krieger.9229  (6.9. 
1970)  RB;  Lavras,  campo  aberto,  leg.  M.  Maia  59  (27.4. 
1944)  rb;  Ressaquinha,  Córrego  das  Pombas,  leg.  A.  P.  Duar- 
te (12.1946)  rb;  Ituiutaba,  à beira  do  córrego,  íurna  de  São 


SciELO/JBRJ 


146 


Vicente,  leg.  A.  Macedo  1109  (28.5.1948)  rb;  Jaboticatubas, 
a 900  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  6807  (2.5. 1952)  R. 

GO  — entre  Arrais  e São  Domingos,  leg.  Gardner  4251  LP; 
Chapada  dos  Veadeiros,  brejo  a 1000  m s.  m.  leg.  Irwin  24852 
(21.3.1969)  RB;  Cristalina,  leg.  Irwin  et  all.  13731  (7.3. 
1966)  hb;  Alto  Paraíso,  Pontezinha,  lge.  R.  Rosa  30  (3.6. 
1965)  rb. 

DF  — Brasília,  área  do  Zoobotânico,  campo  aberto,  leg.  A. 
P.  Duarte  10215  (23. 1. 1967)  rb.  hb;  ibidem,  brejo,  leg.  He- 
riger  8404  (12.6.1961)  rb;  leg.  Cabrera  15651  (29.1.1963); 
cerrado  leg.  Irwin  12214  (2.2.1966)  hb;  leg.  E.  Pereira  8987 
(19.3.1964)  hb;  Chapada  da  Contagem,  leg.  Irwin  11679 
(13.1.1966)  hb. 


70.  BACCHARIS  HUMILIS  Schultz  Bipontinus  ex  Baker  in  Martius  Fl. 
Bras.  6(3):  92.  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  campos  de  Santana. 

Holótipo:  leg.  Lund  s.  n.  Fotótipo  F.  22485. 


Subar busto  com  cerca  de  7-15  cm  de  alt,  nascendo  em  grupos,  sobre 
um  xilopódio  mais  ou  menos  robusto;  folhas  oblongas,  sésseis,  membranáceas, 
trinérveas,  com  1-2  cm  de  compr.  e 7-10  mm  de  larg.,  de  ápice  obtuso,  gla- 
bras;  capítulos  corimbosos,  no  ápice  dos  ramos;  invólucro  feminino  e mas- 
culino com  cerca  de  4-5  mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.;  flores  de  20-30;  co- 
rola da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.,  com  pêlos  espar- 
sos e bordo  denteado;  pápus  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.;  aquênio 
com  8-10  costas  ou  estritas,  com  1,5-2  mm  de  compr.;  corola  da  flor  masculi- 
na com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.  com  limbo  dividido  em  lacínios 
oblongos,  com  ápice  revoluto;  pápus  com  cerca  de  4 mm  de  compr.,  com  cer- 
das  lisas,  espessadas  no  ápice. 

Planta  encontrada  nos  cerrados  de  Minas,  Goiás,  Brasília  e Mato 
Grosso,  logo  após  as  queimadas. 


Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  morro  do  Ferro,  cam- 
po à margem  de  um  córrego,  leg.  M.  Emmerich  2496  (4.9. 
1965)  e 2495  rb;  Belo  Horizonte,  Serra  do  Curral,  cerrado 
queimado,  leg.  Pe.  Roth  1495  (9.10.1955)  rb;  de  Paracatu 
para  Cristalina,  leg.  A.  P.  Duarte  9292  A (14.10.1965)  RB. 
DF  — Brasília,  campos  da  UNB.,  cerrado,  muito  freqüente, 
leg.  Graziela  527  (10.1964)  rb;  ibidem,  leg.  Cobra  221 
(18.9.1963)  rb;  Zoobotânico,  cerrado,  leg.  Heringer  8645 
9.1961)  RB. 

MT  — leg.  H.  Smith  rb;  a 100km  de  Cuiabá  leg.  Maguire 
56401  (29.9.1963)  rb;  a 300  km  de  Cuiabá  para  Goiânia, 
a 670  m s.  m.  leg.  M.  Pires  56909  (28.9.1963)  rb. 


!scíelo/jbrj 


cm 


147 

Grupo  23.  JNTERMIXTA 

• I 

Arbustos  com  1-2  m de  altura,  ramificados,  glabros  viscosos,  folha 
de  obovais  a oblongas,  trinérveas  ou  triplinérveas,  de  margens  denteadas, 
pecioladas,  com  cerca  de  6-12  cm  de  comprimento  e 1,5-3  cm  de  larg.  (figs. 
218  e 221);  capítulos  curtamente  pedicelados,  um  a um  assentados  na  axila 
de  uma  bráctea  foliácea  de  mais  ou  menos  1-1,5  cm  de  compr.  e 5-6  mm  de 
larg.  (figs  224,  226,  228)  dispostos  densamente  no  ápice  de  ramos  bractea- 
dos,  ordenados  em  pseudo-panículas  multifloras;  ramos  folhosos,  com  brác- 
teas  um  pouco  menores  do  que  as  folhas;  capítulo  feminino  com  invólucro 
de  maisí  ou  menos  8-13  mm  de  altura  e de  3-4  mm  de  diâmetro,  na  base,  es- 
treitando-se gradativamente  em  direção  ao  ápice,  onde,  geralmente,  mede  cer- 
ca de  2 mm  de  diâmetro;  brácteas  involucrais  agudas  ou  obtusas,  dispostas 
em  5-7  séries,  glabras,  geralmente  com  a costa  média  saliente;  flores  de  4-12 
em  cada  capítulo,  com  corola  esparsamente  pilosa,  com  mais  ou  menos  5-8 
mm  de  compr.,  de  base  alargada,  com  cerca  de  0,4-0, 5 mm,  de  larg.  estreitada 
em  direção  ao  ápice  5-lobado, 
com  0, 1-0,2  mm  de  larg.;  lobos 
da  corola  desiguais  entre  si,  3 
maiores  e 2 menores;  aquênios 
cilíndricos,  glabros,  com  mais  ou 
menos  2-3  mm  de  compr.  e 1 
mm  de  diâmetro,  de  base  obtu- 
sa, 10-costado  (fig.  143),  com 
costas  salientes;  pápus  unisseria- 
do,  caduco;  capítulos  masculinos 
com  invólucro  campanulado,  com 
cerca  de  5-6  mm  de  alt.  e 3 mm 
de  diâmetro;  flores  de  10-18;  co- 
rola tubulosa,  com  mais  ou  me- 
nos 5-6  mm  de  compr.,  com  tubo 
cilíndrico  com  3-4  mm  de  compr. 
e limbo  dividido  em  lacínios  li- 
neares, enrolados  em  espiral;  pá- 
pus com  mais  ou  menos  5 mm 
de  compr.,  com  cerdas  lisas,  es- 
pessadas no  ápice;  estilete  com  a 
porção  terminal  oblonga,  um 
pouco  espessada  ou  ovoide,  bem 
distinta  da  porção  inferior  (figs. 

269-270). 

Representado  por  4 espé- 
cies: B.  intermixta  A.  P.  DC.,  B. 
retusa  A.  P.  DG,  B.  salzmanii 
A.  P.  DC.  e B.  ramosissitna  Gard- 
ner.  Apenas  B.  ramosissima  tem 


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148 

dispersão  restrita  à Região  Centro  Oeste,  as  demais  ocorrem  de  Minas  Gerais 
ao  Rio  Grande  do  Sul,  chegando  B.  salzmannii  à Bahia. 

71.  BACCHARIS  INTEMIXTA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:84. 
1848;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3)  :37.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais,  próximo  de  Cocais. 

Holótipo:  Gardner  4910.  Fotótipo  K.  13198. 


Folhas  de  oblongas  a lanceoladas,  cartáceas,  trinérveas,  com  ner- 
vuras salientes  na  página  inferior,  com  7-12  cm  de  compr.  e 1,5-3  cm 
de  larg.,  com  bordos  denteados  na  metade  superior  do  limbo,  com 
ápice  e base  agudos;  pecíolo  com  mais  ou  menos  1-2  cm  de  compr.;  co- 
rola com  6-7  mm  de  compr.,  com  pilosidade  esparsas;  estilete  com  cerca 
de  9-11  mm  de  compr.,  dividido  em  dois  ramos  profundos;  aquênio  gla- 
bro,  com  cerca  de  2-3  mm  de  compr.,  com  8-10  costas  salientes  (fig. 
143);  capítulo  masculino  com  invólucro  campanulado,  com  mais  ou 
menos  5-6  mm  de  altura  e 3-4  mm  de  diâm.;  corola  com  limbo  dividido 
em  lacínios  lineares,  longos,  enrolados  em  espiral;  estilete  com  ápice 
ovóide,  com  ramos  separados  (fig.  269);  pápus  com  cerdas  espessadas 
no  ápice. 


O nome  da  espécie  deve  se  referir  à característica  dos  ramos  fér- 
teis, entremeados  de  capítulos  e bracteolas  foliáceas. 


Material  examinado:  MG  — Belo  Horizonte,  Vila  Gutierrez,  leg.  M. 

Magalhães  4387  (16.8.1942)  rb;  ibidem,  Serra  do  Curral, 
leg.  Pe.  Roth  1337  (28.7.1955)  rb;  Juiz  de  Fora,  leg.  Pe. 
Krieger  9047  (29.8.1970)  rb;  Serra  do  Ibitipoca,  na  mata 
de  galeria,  leg.  Pe.  Krieger  9339  (28.9.1970)  rb;  Diaman- 
tina, leg.  A.  P.  Duarte  9903  (1965)  rb,  hb;  Muriaé,  BR-4 
leg.  A.  P.  Duarte  9236  (29.9.1965)  RB;  Rodovia  BR-4  Km 
944  leg.  Belém  3759  (27.6.1968)  rb. 

RJ  — Teresópolis,  Serra  dos  Órgãos,  leg.  Dionísio  e Otávio 
(10.6.1942)  rb;  Serra  dos  Órgãos  leg.  Cabrera  12236  (11.7. 
956)  lp;  Nova  Friburgo,  leg.  Pe.  Capell  rb;  Petrópolis,  Vale 
do  Bonsucesso,  leg.  P.  I.  Braga  (287.1970)  rb;  Correias,  entre 
650-700  m s.m.,  heliófila,  crescendo  em  formação  campestre, 
leg.  D.  Sucre  3125  (25.5.1968)  rb;  ibidem,  leg.  O.  C.  Góes 
768  (8.4.1944)  rb;  ibidem,  Araras,  base  da  pedra  Maria 
Comprida,  capoeira,  leg.  D.  Sucre  3435  (10.8.1968)  rb. 


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149 

SP  — Vila  Mariana,  leg.  Usteri  (20.8.1906)  SP;  Campinas, 
Leg.  C.  Novais  202  (12.1894)  sp;  estrada  para  a Chapada, 
leg.  Puttermans  (26.7.1902)  sp;  Butantan,  leg.  Hoene 
(16.7.1917)  sp;  ibidem,  idem  (1.8.1918)  sp;  Capital, 
campo  limpo,  terreno  seco,  capoeirinha  leg.  C.  Duarte  87 
(7.1910)  sp;  Jundiaí,  campo  limpo,  leg.  C.  Smitz  8 (13.9. 
1934)  sp;  Jaraguá,  leg.  B.  Pickel  4363  (10.7. 1939)  sp;  Cam- 
pos do  Jordão,  Pico  de  Itapeva  a 2000  m s.  m.  leg.  Coleman 
444  (11.1966)  sp;  Monte  Alegre,  Carrascal,  Faz.  Santa  Iza- 
bel,  leg.  M.  Kuhlmann  995  (28.8.1943)  sp;  Paranapiacaba, 
leg.  Pedersem  7802  (16.6.966)  lp. 

PR  — S.  José  dos  Pinhais,  orla  da  mata,  encosta  de  peque- 
nos morros,  a 900  m s.  m.  leg.  Hatschbach  22835  (5.11. 1969) 
HH;  Tranqueira,  Rio  Branco,  leg.  Saito  199  (20.9.1964)  RB. 
SC  — Brusque,  Azambuja  a 100  m s.  m.  leg.  Klein  2660 
(4.10.1961)  RB.  hbr;  Lajes,  Encruzilhada,  Alto  da  Serra, 
leg.  Klein  2924  (13.9.1962)  RB,  hbr;  Papanduva,  Serra  do 
Espigão  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  13067  (10.7. 1962) 
RB.  hbr;  Palhoça.  Pilões,  capoeira  a 200  m s.  m.  leg.  Reitz 
3645  (6.9.1956)  rb,  hbr;  Porto  União,  S.  Miguel  a 800  m 
s.  m.  leg.  Klein  3090  (16.2.1962)  RB,  hbr;  Rio  Branco  do 
Sul,  Campina,  capoeira,  leg.  Klein  2501  (23.8. 1961)  rb.  hbr; 
Santa  Cecília,  Campo  Areão  a 1200  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein 
12619  (20.4.1962)  rb,  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa  Vista  a 
1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  9844  e 9846  (7.9.1960)  RB, 
hbr;  São  Bento,  leg.  Schwacke  s.  n.  (19.6.1885)  R. 

RS  — Taimbezinho  in  araucorieto  leg.  Rambo  55950  (3.11. 
1954)  ha;  Montenegro,  Zimmersberg  in  rupestribus  dumetosis 
leg.  Hanz  32703  (17.10.954)  ha;  S.  Francisco  de  Paula,  leg. 
Rambo  52950  (9.1952)  rb. 

72.  BACCHARIS  RAMOSISSIMA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:84. 
1848. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  pr.  de  Formigas. 

Holótipo:  leg.  Gardner  4912  — Fotótifao  f.  15045. 

Folhas  oboval-cuneadas,  de  ápice  arredondado,  com  margens  curta- 
mente  denteadas  na  metade  superior  do  limbo  (fig.  221),  coriáceas,  tri- 
plinérveas,  com  mais  ou  menos  6-8  cm  de  compr.  e 1,5-3  cm  de  larg., 
reticuladas,  pecioladas,  com  a base  decorrente  no  pecíolo;  capítulo 
feminino  com  invólucro  de  mais  ou  menos  10-11  mm  de  alt.  e 3 mm 
de  diâm.  com  4-9  flores  com  corola  de  6-7  mm  de  compr.;  aquênio 


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com  mais  ou  menos  2,5-3  mm  de  compr.;  pápus  com  cerca  de  6-7  mm 
de  compr.;  capítulo  masculino  com  invólucro  de  mais  ou  menos  6 mm 
de  alt.  e 4 mm  de  diâm.,  com  10-12  flores,  com  corola  de  mais  ou 
mènos  5 mm  de  compr.  e pápus  com  cerca  de  4-5  mm  de  compr. 

Material  examinado:  MG  — Belo  Horizonte,  Serra  do  Curral,  cer- 
rado, leg.  Pe.  Roth  1466  (28.7.1955)  rb;  ibidem,  idem  1464 
(5.6.1955)  RB;  ibidem  Santa  Luzia,  cerrado  e capoeira,  leg. 
Pe.  Roth  1467  (20.7.1955)  rb;  Belo  Horizonte,  Venda 
Nova,  cerrado,  leg.  Pe.  Roth  1465  (5.6.1955)  rb;  ibidem, 
Morro  das  Pedras  a 1035  m s.  m.  leg.  O.  Williams  8016 
(9.7.1943)  RB;  Rodovia  BR-4,  Km' 952,  mata,  cipó,  leg.  Be- 
lém 3741  (20.6.1968)  RB;  Caxambu  a 900  m s.  m.  leg. 
Pabst  4051  (10.6.1957)  rb,  hb;  Lagoa  Santa,  Santa  Lu- 
zia, leg.  M.  Barreto  1040  (20.5.1932)  RB;  Serra  do  Curral, 
leg.  Vidal  s.  n.  (7.1949)  r;  Morro  do  Cumbé  a 1200  m s. 
m.,  Ouro  Preto,  leg.  Vidal  (4.8.1949)  r;  Campanha  leg. 
Schreier  (1885)  R;  Srera  do  Picu,  leg.  Netto,  Glaziou  et.  al. 
(9.4.1879)  R.  Patos  de  Minas,  a 20  Km  0.  da  cidade,  leg. 
M.  Magalhães  (2.6.944)  HB. 

GO  — Chapada  dos  Veadeiros  a 1800  m s.  m.  leg.  Irwin 
24924  (22.3. 1969)  rb. 

Baker  (1882),  sem  nenhuma  razão,  colocou  Baccharis  ramosissi- 
ma  na  sinonímia  de  B.  retusa  A.  P.  DC.,  juntamente  com  B.  mesoneu- 
ra  A.  P.  DC.  Todas  as  três  são  espécies  bem  características,  que 
apenas  mostram  semelhança  no  tipo  de  folha. 

73.  BACCHARIS  SALZMANNU  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:409.  1836; 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :97.  1882. 

Localidade  típica : Bahia. 

Tipo:  Salzsmann  s.  n.  Foto  F.  8165. 

= Baccharis  halimimorpha  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:411.  1836. 
“Bahia,  leg.  Lhotsky  s.  n.”  — Foto  F.  8163  syn.  nov. 

Folhas  de  ápice  abtuso,  base  cuneada,  geralmente  coriáceas,  glabras, 
com  margens  denteadas,  com  dentes  mais  ou  menos  profundos,  com 
nervuras  secundárias  mais  ou  menos  patentes,  com  cerca  de  3-5  cm 
de  compr.  e 1-2  cm  de  larg.  (fig.  218);  invólucro  do  capítulo  feminino 
com  cerca  de  7-9  mm  de  alt.  e 2 mm  de  diâm.,  com  3-5  flores,  com 
corola  de  3-5  mm  de  compr.  e estilete  com  4-7  mm  de  compr.,  dividi- 
do em  ramos  profundos;  flores  masculinas  cerca  de  10  a 13,  com 
corola  de  3,5-4  mm  de  compr.,  com  estilete  de  ápice  clavelado. 


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Material  examinado:  BA  — leg.  Blanchet  3693  RB.  lp;  Riedel,  ex 
herbário  Petropolitano,  LP;  Porto  Seguro,  formação  de  car- 
rasco, leg.  A.  P.  Duarte  6082  (1.9.1961)  rb,  hb;  ibidem, 
idem  6005  (28.8.1961)  rb. 

RS  — Taimbezinho,  pr.  de  São  Francisco  de  Paula,  leg.  Ram- 
bo  51371  (5.11.1951)  lp;  São  Leopoldo,  no  campo,  leg. 
Rambo  1774  (10.10.1934)  LP. 

MG  — São  Sebastião  do  Paraíso,  campo,  leg.  Irmão  Edésio 
5604  (1.7.1945)  lp. 


O nome  da  espécie  é uma  homenagem  a Salzmann,  botânico  ale- 
mão, que  excursionou  pela  Bania,  nos  anos  de  1827-1930. 


74.  BACCHARIS  RETUSA  A,  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:412.  1836. 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Tipo:  leg.  Sellow;  HIB,  479. 

Foto:  F.  37738. 


Folhas  obovais,  viscosas,  coriáceas,  de  ápice  arredondado,  quinque- 
nérveas  (fig.  84)  com  a porção  médio  superior  do  limbo  denteada,  de 
base  cuneada,  pecioladas,  com  cerca  de  4-6  cm  de  compr.  e 2-3  cm  de 
larg.;  dentes  do  bordo  do  limbo  cerca  de  12-17,  aproximados  entre 
si;  pecíolo  com  mais  ou  menos  1-2  cm  de  compr.,  canaliculado;  capí- 
tulos curtamente  pedicelados,  dispostos  no  ápice  de  ramos  curtos,  for- 
mando o conjunto  uma  panícula  pauciflora,  bracteada;  invólucro  com 
4-6  mm  de  altura  e 3-4  mm  de  diâmetro,  com  brácteas  involucrais 
glabras,  glutinosas,  agudas;  flores  de  12-30  em  cada  capitule. 

Material  examinado:  PR  — Ilha  do  Mel  a 20-50 m s.m.  leg.  Hatsch- 
bach  21432  (24.4.1969)  rb,  hh. 

SC  — Lajes,  a 900  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11286 
(12.2.1957)  rb,  hbr;  ibidem,  Morro  do  Pinheiro  Seco  a 950 
m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  15716  (14.7.1965)  rb,  hbr;  São 
Joaquim,  Serra  do  Oratório,  aparados  da  serra  a 1400  m s . m. 
leg.  Reitz  e Klein  6993  (21.8.1958)  rb. 

MG  — Serra  do  Taquaril,  Belo  Horizonte,  leg.  M.  Magalhães 
1536  (17.2.942)  rb;  Bahia,  Seabra  950  m s.  m.  leg.  E.  Pe- 
reira 2169  (13-9-956). 

Baker  (1882)  colocou  na  sinonímia  dessa  espécie  duas  outras  per- 
feitamente distintas,  ou  sejam:  B.  mesoneura  A.  P.  de  Candolle  e B. 
ramosissima  Gardner. 


SciELO/JBRJ 


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152 


Grupo  24.  CU LT RATA: 


CULTRATA:  Arbustos  de  0,5-2  m de  altura,  muito  ramificados,  com  ramos 

folhosos,  com  entre-nós  de  2-5 
mm  de  compr.;  folhas  obovais,  de 
ápice  arredondado  ou  truncado, 
de  tri-multidenteado,  com  dentes 
triangulares,  geralmente  de  ápice 
caloso,  glanduloso-pontuadas,  com 
costa  média  saliente  na  página  in- 
ferior e nervuras  laterais,  imersas 
no  tecido  foliar,  pouco  aparentes 
(figs.  68,  232,  233,  237);  capítu- 
los bracteados,  agrupados  em  pe- 
quenos corimbos  ou  glomérulos 
terminais  (foto  21-22);  invólucro 
do  capítulo  masculino  campanu- 
lado  e o feminino  de  oblongo  a 
cilíndrico,  com  3-4  séries  de  brác- 
teas  involucrais  glabras;  corola  da 
flor  feminina  com  ápice  dentea- 
do; aquênio  cilíndrico,  com  10  es- 
trias ou  costas  pronunciadas,  gla- 
bro;  cerdas  do  pápus  da  flor  mas- 
culina mais  ou  menos  flexuosas, 
não  espessadas  no  ápice. 

Grupo  constitudo  de  espécies 
muito  afins,  das  quais,  Bacchaiis 
cultrata  Baker  ocorre  no  sul  do 
Brasil  e no  Uruguai;  Bacchaiis 
penteziaelolia  Schultz-Bipontinus 
ex  Baker  é registrada  para  Minas 
Gerais,  Paraná  e Santa  Catarina, 
e B.  pentodonta  Malme,  de  São 
Paulo  ao  Sul  do  Brasil. 


75.  BACCHARIS  CULTRATA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  93. 

1882. 

Localidade  típica : Uruguai,  Montevidéu. 

Holótipo : leg.  Sellow  2895  — Fotótipo  K.  13194. 

= Bacchaiis  delicata  Teodoro  et  Hatsch.  in  sched  HH.  7040. 


ISciELO/ JBRJ 


153 


Arbusto  de  mais  ou  menos  í,20  m — 1,50  m de  altura;  folhas  de 
ápice  truncado,  tridenteado  (fig.  237),  abruptamente  estreitada  em  di- 
reção à base,  com  5-7  mm  de  compr.  e 3-4  mm  de  larg.;  invólucro  do 
capítulo  feminino  com  6-7  mm  de  alt.  e 2,5  mm  de  diâm.;  flores  cerca 
de  6,  com  corola  de  mais  ou  menos  3-3,5  mm  de  compr.  e cerca  de 
0,3  mm  de  diâm.,  pilosa;  pápus  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.; 
aquênio  com  cerca  de  2 mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculi- 
no com  cerca  de  4 mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm.,  com  10-15  flores,  com 
corola  de  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.  com  lacínios  de  ápice  revo- 
luto;  pápus  com  4 mm  de  compr.  (Foto  21). 

O nome  da  espécie  é derivado  do  latim  culter,  cultri,  que  significa 
dente,  lâmina  ou  faca  de  arado. 

Material  examinado:  PR  — Rio  Negro,  Campo  do  Tenente,  capoeira, 
leg.  Hatschbach  7040  (29.5.1960)  hh. 

SC  — Abelardo  Luz,  campo  a 900-1000  m s.m.  leg.  L.B.  Smith 
e Klein  13876  (8.12.1964)  rb,  hbr;  ibidem,  idem  16525 
(29.12.963)  rb,  hbr;  ibidem,  leg.  Klein  5538  (26.8.1964) 

RB.  HBR. 

Uruguai,  Depart.  de  Rivera,  Bajada  de  Pena,  leg.  Del  Puerto, 
Marchesi  6042  (7.2.1966)  rb;  ibidem,  idem  1463  (20.2. 
1966)  rb;  Maldonado,  San  Carlos,  leg.  Herter  (9.1922)  rb. 


76.  BACCHARIS  PENTZIIFOLIA  Schultz-Bipontinus  ex  Baker  in  Mar- 
tius  Fl.  Bras.  6 (3):  96.  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  no  campo,  leg.  Riedel  530,  531.  Foto 
F 20684  e LP  1971/486. 

= Baccharis  subumbelliíormis  Heering  ex  Malme,  Kungl.  Sv.  Vet 
Akad.  Handl.  12(2):  79  tab.  4 fig.  sinistra,  1933. 

Localidade  tipica:  Paraná,  Jaguaraiva,  no  campo. 

Tipo:  leg.  Dusèn  16587  — Foto  F.  28525. 

= Baccharis  sphenophylla  Dusen  ex  Malme  l.c.  78  fig.  15.  Syn.  nov. 

Localidade  típica:  Paraná,  Desvio  de  Ribas. 

Tipo:  leg.  Dusèn  7604  (20.1.1909)  — Foto  F.  - 15069 

= Baccharis  praemorsa  Heering  in  sched.  “São  Paulo,  Campos  do  Jor- 
dão a 1600-1800  m s.m.  leg.  Moura  819”  — Foto  F.  15033. 

Baccharis  pentziiiolia  var.  pentziiiolia. 


cm 


Arbusto  de  0,30-2  m de  altura;  folhas,  na  base  dos  ramos,  oboval 
cunéadas,  de  ápice  truncado  ou  arredondado,  denteado  e base  gradati- 
vamente estreitada  (fig.  233);  com  mais  ou  menos  2 cm  de  compr.  a 


JSciELO/ JBRJ 


154 


1-1,3  cm  de  larg.;  dentes  de  10-15,  dispostos  na  metade  superior  do 
limbo;  folhas  da  porção  superior  dos  ramos  oboval-oblongas  ou  subar- 
redondadas,  com  10-15  mm  de  compr.  e 3-5  mm  de  larg.,  de  ápice  trun- 
cado e 5-6  denteado,  e base  atenuada  (fig.  232  e 243);  invólucro  do 
capítulo  feminino  com  5-10  mm  de  compr.  e 2-3  mm  de  diâmetro,  com 
brácteas  lanceoladas;  flores  de  4-8  com  corola  de  mais  ou  menos  2-5 
mm  de  compr.;  aquênio  com  2-2,2  mm  de  compr.,  glabro,  costado  e 
pápus  com  2-5  mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com 
3-5  mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâmetro,  com  8-13  flores,  com  corola  de 
2,5-4  mm  de  compr.,  com  tubo  glanduloso  e limbo  dividido  em  lacínios 
enrolados  em  espiral;  pápus  com  2-4  mm  de  compr. 

Material  examinado:  SP  — in  campis  siccis  lég.  Riedel  1764  ex  Herb. 

Sch.  Bip.  815  lp.  — ex  herbário  Petropolitani  leg.  Riedel  lp; 

Jaraguá,  leg.  W.  Hoehne  1984  (3-7-1946)  e 1983  (7.6.1946) 

SP. 

PR  — Capão  Grande,  leg.  Dusén  3988  a (3.1904)  r;  Sen- 
ges,  Faz.  Morungava,  cerrado,  leg.  Hatschbach  29230  (27.2. 
1972)  hh;  Rio  Negro,  Campo  do  Tenente  capoeira,  leg.  Hats- 
chbach 7040  (29.5. 1960)  hh. 

sp  — Campos  do  Jordão,  leg.  Rambouts  37  sp;  ibidem,  leg.  N. 
Santos  1202  R;  ibidem,  leg.  C.  Porto  3005  (2.1937)  rb;  ibi- 
dem E.  Leite  3364  (3 . 1945)  rb;  Barreto,  campo  seco,  leg.  Fra- 
zão  (1917)  RB;  Caieiras,  leg.  Hoehne  (2.1.1946)  sp;  Ipiran- 
ga, leg.  Brade  5436  (31.12.1911)  sp;  Vila  Ema,  leg.  Brade 
12179  (12.1932)  r;  Jaraguá,  leg.  W.  Hoehne  1983  (7.6. 
1946)  R. 

76a.  BACCHARIS  PENTZIIFOLIA  var.  MINOR  nov.  var. 

Folia  linear-oblonga  apice  truncata,  tridentata,  5 mm  longa,  1,5-2 
mm  lata  (fig.  238);  involucrum  tem.  1,2-4  mm  altum,  1,5-2  mm 
crassum. 

Holotypus:  Paraná,  Castro  legt  Vidal  III-79  (11-1950)  R. 

Material  examinado : PR  — Purunã,  junto  a um  córrego  em  leito  de 
arenito,  leg.  Labouriau  1083  rb;  Campo  Largo,  margem  do 
rio  Papagaio,  leg.  E.  Pereira  5460  a (2.3.1960)  rb;  Palmei- 
ra, Tobagi,  campo,  leg.  Hatschbach  11269  (10.5.1964)  hh; 
Santa  Bernadete,  Lapa,  leg.  R.  Braga  e Lange  276  (5.3. 1960) 
RB. 

SC  — leg.  Rambo  49557  (10.1.1951)  ha 

O nome  da  espécie  significa  “folha  de  Pentzia’,  um  gênero  de 
plantas  da  família  Compositae. 


JSciELO/ JBRJ 


cm 


155 

77.  BACCHARIS  PENDONTA  Malme,  Kongl.  Sv.  Vet.  Akad.  Handl. 
Bd.  32  (5);  52  1889.  Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  Cruz  Alta. 
Holótipo : leg.  Malme  772  — Iconografia:  Malme  l.c.  Taf.  4 fig.  12. 
= Baccharis  gracillima  Heeringet  Dusén,  Arkiv  for  Bot.  9(15):  28, 

1910. 

Localidade  típica:  Paraná,  “in  grasreichem  Campo  nicht  selten  z.  B.  bei 
Curityba,  Serrinha,  Guavirava,  Villa  Velha,  Ponta  Grossa,  Pirahy 
u . s . w.” 

= Baccharis  pluridentata  Heering,  in  Usteri  Fl.  Stadt  S.  Paulo:  261, 

1911. 

“Villa  Marianna,  Mooca,  Villa  Leopoldina  (sp)”  — syn.  nov. 

Arbusto  com  xilopódio  do  qual  saem  vários  caules;  folhas  sésseis, 
oblongo-cuneiformes,  coriáceas,  glabras,  densamente  glanduloso-pon- 
tuadas  na  página  inferior,  com  margens  inteiras,  unidenteadas,  3-5-7 
denteadas,  com  dentes  patentes,  com  6-15  mm  de  compr.  e 1,5-5  mm 
de  larg.;  capítulos  femininos  com  invólucro  de  mais  ou  menos  5-6  mm 
de  alt.  e 2 mm  de  diâm.,  com  3 séries  de  brácteas  involucrais,  com  4-5 
flores  com  corola  de  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.;  estilete  com  3-4 
mm  de  compr.;  aquênio  com  10  estrias  ou  costas,  com  cerca  de  1 mm 
de  compr.;  capítulo  masculino  com  invólucro  de  mais  ou  menos  3 mm 
de  compr.  e 3 mm  de  diâmetro,  com  5 flores;  corola  com  mais  ou  me- 
nos 3 mm  de  compr.,  com  tubo  glanduloso. 

Material  examinado:  PR  — Bocaina  do  Sul,  São  Domingos,  campo 
seco,  leg.  Hatschbach  6932  (7.4.1960)  hb;  Curitiba,  cam- 
po seco,  leg.  Hatschbach  e Klein  8919  (20.3.1962)  rb; 
estrada  Curitiba-Palmeiras,  Faz.  Pe.  Inácio,  leg.  Tessmann 
2492  (15.10.1947)  rb.;  Palmeira,  Rio  Papagaio  a 900  m 
s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  14934  (21.1.65)  rb;  S.  Luiz 
do  Purumã,  terreno  seco,  freqüente,  leg.  Drombosky  204 
(4.1964)  rb;  ibidem,  leg.  E.  Pereira  5432  (23.2.1960) 
hb;  São  José  dos  Pinhais,  campo  seco,  leg.  Hatschbach  21459 
(6.5.1969)  HH;  Curitiba,  leg.  A.  M.  Franco  (20.6.1930)  sp; 
Rio  Papagaio  930  m s.  m.  leg.  Hatschbach  5974  (7.6.1954) 

HB. 

SC  — Lajes  a 900  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11275 
(2.1957)  rb.  hbr;  São  Francisco  do  Sul,  morro  Campo 
Alegre  a 1200  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10921  (24.3.1961) 

RB,  HBR. 

RS  — Porto  Alegre,  Morro  do  Osso,  leg.  Rambo  41500  (13. 
5.1949)  lp. 

SP  — Vila  Leopoldina,  leg.  Usteri  248  sp;  Caieiras,  leg.  M. 
Kuhlmann  1135  (4.5.1942)  sp;  Itapetininga,  leg.  S.  Cam- 
pos 225  (3.4.1960)  sp;  Serra  da  Bocaina  a 1700  m s.  m. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


156 

leg.  Brade  21059  (4.1951)  rb;  ibidem,  Lageado  a 1600  m 
s.  m.  leg.  Segadas  Vianna  2619  (3.1951)  r.  Butantan,  leg. 
Hoehne  103  R. 


Grupo  25.  AXILLARIS: 

De  subarbustos  a arbustos  ramificados,  com  ramos  folhosos;  folhas 
pecioladas  ou  sésseis,  de  obovais  a oblongas  ou  lineares,  com  margens  in- 
teiras ou  denteadas  (figuras  219,  220,  222,  223,  225,  227,  229,  231,  234, 
235,  236);  capítulos  masculinos  distintamente  pedicelados  e os  femininos 
quase  sésseis,  isolados  na  axila  de  brácteas  foliáceas,  difusos  nos  ramos  (fig. 
93);  invólucro  do  capítulo  feminino  cilíndrico  ou  ovóide  (figs.  239-251),  duas 
a três  vezes  mais  longo  do  que  largo,  com  1-5  flores,  com  corola  de  base 
alargada,  estreitado  em  direção  ao  ápice  (figs.  262-265)  com  ápice  5-dentea- 
do  ou  5-laciniado  (fig.  162);  aquênio  cilíndrico,  com  8-12  estrias  ou  costas 
bem  marcadas  (fig.  19),  invólucro  do  capítulo  masculino  campanulado,  com 
6-20  flores;  cerdas  do  pápus  com  leve  espessamento  apical. 

Grupo  constituído  por  16  espécies,  das  quais  Baccharis  axillaiis  DC.  e 
B.  incisa  Hooker  et  Arn.  ocorrem  desde  São  Paulo  até  o Sul  do  Brasil  e 
Uruguai;  B.  reticularia  DC.,  B.  lateralis  Baker  e B.  ducenii  sp.  nov.  são  mais 
frequentes  na  Região  Sudeste;  B. 
selloi  Baker,  B.  araçatubensis 
Teodoro  et  Hatschbach  e B.  ly- 
maiúi  G.  M.  Barroso  são  encon- 
tradas na  Região  Sul;  B.  serrula 
Schultz-Bip.,  em  Minas  Gerais  e 
S.  Paulo;  B.  pseudovaccinioides 
Teodoro  só  tem  sido  registrada 
para  Serra  dos  Órgãos  (RJ);  B. 
truncata  Gardner,  B.  concinna  G. 

M.  Barroso,  B.  xiphophylla  Ba- 
ker, B.  polyphylla  Gardner  e B. 
minutillora  Martius,  são  endêmi- 
cas das  Serras  de  Minas  Gerais 
e B.  hypericifolia  Baker,  do  Rio 
Grande  do  Sul  e Uruguai. 

78.  BACCHARIS  AXILLARIS  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:407.  1836;  Ba- 
ker in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  87.  1882. 

Localidade  típica:  São  Paulo. 

Tipo:  Sellow  hib.  481.  Foto  F.  37702. 

Arbusto  de  mais  ou  menos  05, -1,5  m de  altura;  folhas  caulinares 
esparsas,  oboval-cuneadas,  glabras,  de  margens  denteadas,  com  cerca  de 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


157 

2 cm  de  compr.  e 1 cm  de  larg.  (fig.  80);  folhas  dos  ramos  densa- 
mente dispostas,  as  inferiores  com  1-1,5  cm  de  compr.  e 0,5  cm  de 
larg.,  diminuindo  gradativamente  de  tamanho  até  a extremidade  dos 
ramos,  onde  medem  mais  ou  menos  0,5  cm  de  compr.  e 0,2  cm  de 
larg.;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  5-6  mm  de  alt.  e cerca 
de  1,5  mm  de  diâm.,  3-seriado,  com  brácteas  involucrais  escariosas; 
flores  cerca  de  3 em  cada  capítulo,  com  corola  com  mais  ou  menos 
2,5-3  mm  de  compr.,  denteada  no  ápice,  pilosa;  estilete  com  4-5  mm 
de  compr.;  aquènio  com  1,8-2  mm  de  compr.  e 0,8  mm  de  diâ.,  com 
8-10  estrias  ou  costas;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  2-3  mm 
de  alt.  e 2 mm  de  diâm.,  com  6-7  flores,  com  corola  de  2-3  mm  de 
compr.;  estilete  com  3,5-4  mm  de  compr.  com  ápice  espessado,  curto; 
pápus  com  cerdas  levemente  espessadas  abaixo  do  ápice. 

Material  examinado:  SP  — leg.  Sellow,  hib  481  r.  (Isótipo). 

PR  — Curitiba,  leg.  Lange  1319  e 1358  rb;  ibidem,  leg.  Tes- 
mann  2711  rb;  ibidem,  idem  236  rb;  São  José  dos  Pinhais,  leg. 
Hatschbach  12422  rb,  HH;  Campo  do  Tenente,  Ribeirão  da 
Fazenda,  capoeira,  leg.  Hatschbach  18444  (2.1.1968)  hh; 
Restinga  Seca,  no  campo,  leg.  Dusén  2666  (14.1.1904)  R. 
SC  — Mafra,  a800  m s.  m,  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  12076 
(11.3. 1957)  RB,  hbr. 

O nome  axillaris,  dado  por  A.  P.  de  Candolle,  é uma  alusão  aos 
capítulos  isolados  na  axila  de  bráctea  foliácea. 


79.  BACCHARIS  INCISA  Hooker  et  Arnott  in  Hooker  Lond.  Journ.  3:29. 
1841;  Baker  in  Martius  Pl.  Bras.  6(3)  :87.  tab.  30.  1882. 

Localidade  típica:  Uruguai. 

Tipo:  Baird  s.  n. 

= Baccharis  axillaris  var.  acutiloba  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:407. 
1836. 

“S.  Paulo,  Sellow  hib,  417,  418,  419”.  Foto  f.  37704. 

= Baccharis  axillaris  var.  dentata  A.  P.  de  Candolle  1.  c. 

“Rio  Grande  do  Sul,  de  Encruzilhada  para  Caçapava,  leg.  Sellow 
2976  e 3152  hib.  956  e 953”.  Foto  F.  37703. 

Arbusto  com  1-2  m de  altura,  ramificado;  folhas  oblongas  (fig.  76) 
com  7-10  mm  de  compr.  e 3-4  mm  de  larg.,  sésseis,  glabras,  com  a 
metade  superior  do  limbo  inciso-denteada,  triplinérveas;  dentes  da 
folha  caloso-mucronados;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  5-6,5 
mm  de  alt.  e 2 mm'  de  diâm.  na  base  e 1 mm  no  ápice,  com  brácteas 
involucrais  glabras,  obtusas;  flores  de  4-5  em  cada  capítulo,  com  co- 
rola de  3-4  mm  de  compr.  e 0,1  mm  de  diâm.;  estilete  com  cerca  de 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


158 


4-4,5  mm  de  compr.;  aquênio  com  2-2,5  mm  de  compr.  e 0,7  mm  de 
diâm.,  com  8-10  costas;  pápus  unisseriado  com  4 mm  de  compr.;  ca- 
pítulo masc.  com  invólucro  de  2-3  mm  de  alt.  e 1,5-2  mm  de  diâm., 
com  cerca  de  7 flores;  corola  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr. 
com  lacínios  enrolados  em  espiral;  pápus  com  cerdas  levemente  es- 
pessadas no  ápice. 

Material  examinado:  SP  — Guapira,  leg.  Brade  7167  (13.5.1914) 
sp;  Butantan,  Rio  Pequeno,  leg.  Hoehne  (28.10.1918)  sp; 
Mandaqui,  leg.  Usteri  140  (25.11.1906)  sp;  Tatui,  leg. 
Loefgren  108  (25.3.1887)  sp;  Sarapuí,  leg.  Loefgren  288 
(30.10.1887)  sp;  Pilar,  leg.  G.  Kuhlmann  (7.10.1922)  rb; 
Itapetininga,  leg.  J.  I.  Lima  (20.1.1944)  rb. 

PR  — Curitiba,  leg.  Capanema  (4.1877)  rb. 

SC  — Abelardo  Luz  a 900  m s.  m.  leg.  Klein  5538  (26.8. 
1964)  rb,  hbr;  ibidem,  leg.  Reitz  e Klein  16525  (29 . 12 . 1963) 
rb,  hbr;  Capinzal,  a 800  m s.  m.,  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein 
16192  (13.9.1963)  rb,  hbr;  ibidem,  idem  16193;  Abelardo 
Luz  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  13876  (8.12.1964)  rb,  hbr. 

RS  — Jaquirana  a 1150  m s.  m.  leg.  E.  Pereira  6859  e Pabst 
6685  (9.11.1961)  rb,  hb;  Santa  Maria  da  Boca  do  Monte 
leg.  Rau  2255  (28.2.1939)  rb;  São  Leopoldo,  Sapucaia,  leg. 
Rambo  1753  (10.1934)  sp. 

Uruguai,  Montevidéu  leg.  Sellow  3152  SP. 

O nome  incisa  tem  relação  com  os  recortes  do  bordo  das  folhas. 


80.  BACCHAR1S  PAUC1FLOSCULOSA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:413. 
1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :95.  1882. 

Localidade  típica:  São  Paulo  e Minas  Gerais. 

Tipo:  Sellow  hib.  480  e 486.  Foto  F.  37729. 

= Baccharis  subincisa  Heering  et  Dusén,  Arkiv  f.  bot.  9 (15):  25,  fig. 
Taf.  6 fig.  2.  1909-1910.  Syn.  nov. 

“Paraná,  Serrinha,  leg.  Dusén  3081”. 


cm 


Arbusto  com  mais  ou  menos  1-2  m de  alt.;  folhas  sésseis,  de  base 
atenuada,  ápice  arredondado,  com  bordos  denteados  na  metade  supe- 
rior do  limbo  (fig.  222),  com  2-3  cm  de  compr.  e 3-8  mm  de  larg.;  invó- 
lucro do  capítulo  feminino  (fig.  239)  com  cerca  de  9 mm  de  alt.  e 
2 mm  de  diâm.,  com  3 flores,  com  corola  de  mais  ou  menos  4,5  mm 
de  compr.;  estilete  com  cerca  de  6-7  mm  de  compr.  dividido  em  2 
ramos  profundos;  aquênio  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.  e .1 
mm  de  diâm.,  com  8-12  estrias  ou  costas  e pápus  de  mais  ou  menos 
4 mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  (fig.  276)  com  mais 
ou  menos  3-4  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais 


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agudas,  com  cerca  de  10  flores;  corola  com  mais  ou  menos  4-5  mm 
de  compr.;  estilete  de  mais  ou  menos  6-6,5  mm  de  compr.,  com  os  ra- 
mos abertos;  pápus  com  cerdas  espessadas  na  ápice. 

Material  examinado : SP  — sem  indicação  de  local,  hib.  486  R.  (Tipo). 

PR  — Campo  Largo,  S.  Luiz  de  Purumã,  leg.  E.  Pereira  5398 
(23.2.1960)  rb;  ibidem,  leg.  H.  Moreira  191  (23.2.1960) 
RB;  S.  José  des  Pinhais,  leg.  Suito  336  (8.1964)  rb;  Ti- 
moneira, Parque  Santa  Maria,  leg.  Lange  1348  (17.2.1963) 
rb;  Curitiba,  Cajuru,  leg.  Tessmann  35  (14.2.1950)  rb; 
Araucária,  leg.  Dombrowsky  2949  (16.2.1968)  rb;  Palmei- 
ra, Faz.  Boiada,  campo  sujo,  leg.  Hatschbach  12448  (7.3. 
1965)  hh;  Piraquara  Borda  do  Campo,  leg.  Hatschbach  5498 
(18.2.959). 

SC  — Mafra  a 800-850  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  12041 
(11.3.1957)  rb. 

81.  BACCHARIS  RET1CULARIA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:409.  1836; 
Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  100.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais,  Vila  Rica. 

Holótipo:  Vauthier  329.  Fotótipo  F.  28518. 

= Baccharis  vauthier  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:409.  1836;  Teodo- 
ro,  Contrib.  Inst.  Geobiol.  Canoas  8:32.  1957. 

“Minas  Gerais,  Tejuco,  leg.  Vauthier  328”.  Fotótipo  F.  8166. 

= Baccharis  micropoda  Baker  in  Martins  Fl.  Bras.  6(3):  88.  1882. 
Syn.  nov.  “Minas  Gerais,  Serra  da  Canastra,  leg.  Sellow  813  e 
1022”. 

Foto  F.  15017. 

= Baccharis  clausseni  Baker  in  1 . c.  99.  1882.  Syn.  nov.  “Minas  Ge- 
rais, Serra  do  Caraça,  leg.  Martius  764”.  Fotótipo  F.  20675. 

= Baccharis  arctostaphylloides  Baker  in  1.  c.  88.  1882.  Syn.  nov.  “En- 
tre Campos  e Vitória,  leg.  Sellow  216”.  Fotótipo  F.  14948. 

= Baccharis  bahiensis  Baker  1.  c.  Syn.  nov.  “Bahia,  leg.  Sellow  554” 
Fotótipo  F.  14951. 

Arbusto  com  1-2  m de  altura;  folhas  oboval-cuneadas,  com  mar- 
gens inteiras  ou  3-5  denteadas,  reticuladas,  com  1-5  cm  de  compr.  e 0,5-2 
cm  de  larg.,  viscosas,  papiráceas;  invólucro  do  capítulo  feminino  com 
6-10  mm  de  alt.  e 2-2,5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  gla- 
bras,  obtusas;  flores  de  3-5,  com  corola  de  2, 5-3, 5 mm  de  compr.  e 
cerca  de  0,5  mm  na  base,  estreitada  em  direção  ao  ápice;  'estilete 
com  3,5-4  mm  de  compr.  dividido  em  ramos  curtos,  pouco  exsertos; 
aquênio  glabro,  10-costado,  com  costas  bem  pronunciadas,  com  cerca 
de  2-2,5  mm  de  compr.,  invólucro  do  capítulo  masculino  com  3-4  mm 


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de  alt.  e 2,5-3  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  glabras,  vis- 
cosas, obtusas;  flores  de  15-30,  com  corola  de  mais  ou  menos  2,5-3 
mm  de  compr.  dividida  em  lacínios  oblongos,  de  ápice  revoluto;  esti- 
tilete  com  cerca  de  3 mm  de  compr.,  dividido  em  2 ramos  curtos, 
espessados;  pápus  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr.,  com  cerdas 
espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  MG  — Ouro  Preto,  leg.  Damázio  1430  (6.1909) 
rb;  Itabirito,  cerrado,  sobre  minério,  leg.  Pe.  Krieger  10636 
(10.6.1971)  rb;  Serra  do  Curral.  BR-3  km  435,  leg.  Pe. 
Roth  (20.2.1957)  rb;  Serra  do  Rola  Moça  a 1300-1400  m 
s.  m.,  canga,  muito  frequente,  leg.  Mello  Barreto  10560  (5.3. 
1940)  rb;  Serra  do  Ouro  Branco,  a 1200  m s.  m.  leg.  E.  Pe- 
reira 2957  (18.4.1957)  RB;  Delfim  Moreira,  São  Francisco 
dos  Campos,  leg.  M.  Kuhlmann  2410  (7.6.1950)  rb;  Passa 
Quatro,  Faz.  dos  Campos  a 1650  m s.  m.  leg.  Vidal  1811  e 
1822  (12.1948)  R;  Ouro  Preto,  morro  S.  Francisco  de  Paula, 
leg.  Vidal  (2.8. 1949)  r;  Diamantina,  Cruzeiro  das  Almas,  leg. 
Vidal  s.  n.  (8. 1949)  R;  Ouro  Preto,  leg.  Damázio  s.  n.  rb;  Pe- 
dra Azul  leg.  A.  P.  Duarte  9294  (21.9. 1965)  rb. 

RJ  — Nova  Friburgo,  leg.  Pe.  Capell  e Pe.  Eugênio  (12.12. 
951)  RB;  Itatiaia,  Planalto,  leg.  E.  Pereira  7628  (14.6.1963) 

RB. 

ES  — Vitória,  restinga,  leg.  Kuhlmann  (13.9. 195 1 ) rb. 

BA  — Prado,  restinga,  leg.  Belém  3897  e 3893  (19.7. 1968) 
rb. 

DF  — Brasília,  zona  do  calcário,  cerrado  leg.  Murça  Pires 
9414  (26.4.1963). 

SC  — São  Francisco  do  Sul,  Morro  do  Campo  Alegre  a 1200 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10930  (24.3.1961)  rb,  rbr. 

Os  tipos  de  Baccharis  reticularia  A.  P.  de  Candolle  e B.  arctos- 
taphylloides  Baker  foram  baseados  em  exemplares  femininos,  e os  de 
B.  vauthier  A.  P.  de  Candolle,  B.  micropoda  Baker,  B.  clausseni  Ba- 
ker e B.  bahiensis  Baker  em  exemplares  masculinos  de  plantas  cor- 
respondentes a uma  mesma  espécie.  Dos  exemplares  examinados,  os 
coletados  em  Vitória  (ES)  e Prado  (BA),  em  restinga,  e o de  Pedra 
Azul  (MG)  concordam  perfeitamente  com  os  tipos  de  B.  arctosta- 
phylloides  e B.  bahiensis  e divergem,  levemente,  daqueles  cqletados 
em  Minas,  Rio  de  Janeiro,  Santa  Catarina  e Brasília,  que  represen- 
tam, com  exatidão,  as  características  dos  tipos  de  B.  reticularia,  B. 
vauthier,  B.  micropoda  e B.  clausseni.  As  variações  apresentadas,  po- 
rém, são  tão  pequenas,  que  não  as  considero  suficientes  para  manter 
duas  espécies  independentes. 


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84.  BACCHARIS  PSEUDOMYRIOCEPHALA  Teodoro,  Contrib.  Geobil. 
Canoas,  8:31.  Iam.  6.  1957. 

Bas.:  Baccharis  myriocephala  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  93. 
1882.  non  DC,  1836. 

Localidade  típica : S.  Paulo,  Campos  da  Bocaina. 

Holótipo:  Glaziou  8130.  Fotótipo  F.  28513  e 22490. 

Arbusto  de  2-3  m de  altura,  com  folhas  obovais,  viscosas,  coriáceas, 
de  ápice  arredondado,  de  tri-a-multidenteadas,  com  dentes  agudos, 
com  a base  contraída  em  pecíolo,  com  2-4  cm  de  compr.  e 1-2  cm  de 
larg.  (fig.  79);  capítulos  pedicelados,  na  axila  de  bractéolas  obovais, 
com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.  (fig.  89);  capítulo  feminino  com 
invólucro  oblongo,  com  mais  ou  menos  7 mm  de  alt  e 2 mm  de  diâm. 
na  base,  estreitado  em  direção  ao  ápice,  com  cerca  de  5 flores;  corola 
da  flor  feminina  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr.,  de  base  alar- 
gada, estreitada  em  direção  ao  ápice,  pilosa,  5-denteada,  com  dentes 
desiguais  entre  si;  estilete  de  base  espessada,  dividido  em  dois  ramos 
de  mais  ou  menos  1 mm  de  compr.;  pápus  com  cerca  de  3-4  mm  de 
compr.;  aquênio  com  mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  compr.  e 1 mm  de 
diâm.;  capítulo  masculino  com  invólucro  campanulado,  com  cerca  de 
3 mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâm. 

Material  examinado:  SP  — Campos  da  Bocaina,  leg.  Glaziou  8130 
(12.2.1876)  r;  ibidem,  a 2100  m s.  m.  leg.  Segadas  Vianna 
3192,  r;  leg.  Usteri  39b  sp;  Jabaquara,  leg.  Hashimoto  352 
(10.1938)  sp;  Ipiranga,  leg.  Luederwaldt  (9.1908)  sp;  Santo 
Amaro,  leg.  Usteri  41b  (2.12.1906)  sp;  Caieras,  leg.  Hohne 
(24.8.1945)  SP. 

MG  — Serra  do  Ibitipoca,  Pico  do  Pião,  entre  1350-1450  m, 
s.  m.,  formação  de  arenito  da  Série  Lavras,  leg.  Sucre  6830 
(14.5.1970)  RB. 

SC  — Canavieiras,  Ilha  de  Santa  Catarina,  campo  úmido  a 
cerca  de  5 m s.  m.  leg.  Klein,  Souza  e Bresolin  5909  (6.10. 
1964)  RB,  hbr;  Rio  Tavares,  banhado  de  restinga  a 5 m s.  m. 
leg.  Klein  e Bresolin  8404  (17.10.1969)  rb,  hbr;  São  Fran- 
cisco do  Sul,  morro  do  Campo  Alegre,  orla  de  capão  a 1200 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  9761  (3.9.1960)  rb.  hbr;  Som- 
brio a mais  ou  menos  15  m s.  m.  leg.  Reitz  C 1266  (5.10. 
1946)  RB.  HBR. 

PR  — Capivari,  Colombo,  campo  pedregoso,  leg.  Hatschbach 
12656  (8.1965)  hh. 


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85.  BACCHARIS  TRUNCATA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:82. 
1848;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  95.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais,  Diamantina. 

Holótipo:  Gardner  4904.  Fotótipo  K.  13193.  Foto  F.  22499. 

Arbusto  com  cerca  de  1 m de  altura;  folhas  deltoides,  de  ápice  trun- 
cado, tridenteado  (fig.  231),  base  cuneada,  pecioladas,  com  1-2  cm  de 
compr.  e de  0,8-1  cm  de  larg.,  peninérveas,  reticuladas,  glabras,  co- 
riáceas;  pecíolo  com  mais  ou  menos  3-5  mm  de  compr.;  invólucro  do 
capítulo  feminino  ovoide,  com  cerca  de  5 mm  de  alt.  e 2-2,2  mm  de 
diâm.  na  base,  estreitado  em  direção  ao  ápíice,  com  brácteas  involu- 
crais  em  3-4  séries;  flores  5,  com  corola  5-denteada  no  ápice,  com 
dentes  iguais  entre  si,  distintos,  com  tubo  de  base  alargada  e estrei- 
tado em  direção  ao  ápice,  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.,  pi- 
loso;  aquênio  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.  e 1 mm  de  diâm., 
10  costado,  glabro,  com  pápus  de  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.; 
invólucro  do  capítulo  masculino  com  2,5-3  mm  de  alt.  e 2-2,5  mm  de 
diâm.,  com  14  flores,  com  corola  de  mais  ou  menos  2-2,5  mm  de  compr., 
glandulosa,  com  o limbo  dividido  em  lacínias  agudas,  revolutas;  cer- 
das  do  pápus  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.,  plumosas  no  ápice. 

Material  examinado;  MG  — Diamantina,  Água  Limpa,  leg.  E.  Perei- 
ra 1428  (22.5.1955)  rb;  ibidem,  idem  2836  e Pabst  3672 
(3.4.1957)  RB.  hb. 

O nome  truncata  se  refere  ao  ápice  da  folha. 

86.  BACCHARIS  CONCINNA  sp.  n. 

Suíírutex  ca.  0,5-1  m altus,  ramosus,  ramis  angulosis,  dense  glandu- 
losis ; ioliis  glanduloso-viscosis,  obovatis,  apice  rotundatis,  dentatis,.  ba- 
sem  versus  in  petiolum  attenuatis,  ca.  10-18  cm  longis,  3-7  mm  latis; 
capitulis  axillaribus,  difiusis;  involucro  capituli  lemin.  oblongo,  4 mm 
longo,  0,5  mm  lato,  3-4  seriato,  bracteis  acutis,  viscosis,  uniíloro;  co- 
rolla  lemin.  2 mm  longa,  base  dilatata,  attenuata  versus  apicem; 
achaenia  glabra,  1,5-2  mm  longa  10  costata,  pappi  setis  1,2-1  £ mm 
coronata;  stylo  ca.  2,5  mm  longo;  invólucro  capituli  masc.  campanu- 
lato,  2^2  mm  longo,  1,2  mm  lato,  5-floro;  corolla  íloris  masc.  2 mm 
longa,  tubo  glanduloso,  limbo  laciniis  oblongis  apice  revolutis  diviso; 
pappi  setis  2 mm  longis  apice  incrassatis.  (Foto  23). 

Holótipo : Minas  Gerais,  Serra  do  Cipó  km  132  a 1150  m s.  m.,  Palá- 
cio, campo  em  formação  de  quartzito,  leg.  A.  P.  Duarte  2096  (5.12. 
1949)  RB. 


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Material  examinado:  MG  — Serra  do  Cipó  a 1250  m s.  m.  leg.  E. 

Pereira  2924  e Pabst  3760  (7.4.1957)  rb,  hb;  ibidem  a 
1060  m s.  m.  leg.  E.  Pereira  8822  (15.3.1964)  rb,  hb; 
ibidem,  Jaboticatubas,  muito  freqüente,  leg.  M.  Magalhães 
51-12067  (5.4.1951)  rb;  ibidem,  encostas  dos  morros,  leg. 
Hatschbach  28738  (17.1.1972)  hh. 

Baccharis  concinna  é espécie  afim  de  B.  axillaris  A.  P.  de  Can- 
dolle  distinguindo-se  pela  forma  e textura  das  folhas  e das  brácteas 
involucrais,  pelo  número  menor  de  flores  nos  capítulos,  entre  outras 
características. 

O nome  concinna,  que  significa  elegante,  linda,  se  refere  ao  há- 
bito da  planta. 


87.  BACCHARIS  LATERALIS  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  100. 

1882. 

Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro. 

Holótipo:  Sellow  1146.  Fotótipo  F.  15001. 

Arbusto  ramosíssimo,  com  ramos  novos  seríceos  (foto  24);  folhas 
oblongas,  pecioladas,  de  base  cuneada  (fig.  227),  com  limbo  dentea- 
do na  metade  superior,  com  mais  ou  menos  11  dentes  bem  constituí- 
dos, levemente  pilosas  no  dorso,  viscosas,  com  cerca  de  2-3  cm  de 
compr.  e 0,8-1  cm  de  larg.;  trinérveas;  invólucro  do  capítulo  feminino 
com  6-7  mm  de  alt.  e 1,5-2  mm  de  diâm.  (fig.  250);  flores  de  1-2, 
com  corola  de  base  alargada,  estreitada  em  direção  ao  ápice,  5-den- 
teado,  pilosa,  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.;  estilete  com  cerca 
de  6 mm  de  compr.;  aquênio  glabro,  costado,  cilíndrico,  com  cerca  de 
2-2,5  mm  de  compr.  a 1 mm  de  diâmetro;  pápus  com  cerca  de  5 mm 
de  compr.;  invólucro  masculino  com  mais  ou  menos  3 mm  de  alt.  e 
2,5  mm  de  diâm.,  comi  10  flores,  com  corola  de  mais  ou  menos  4 mm 
de  compr.,  com  limbo  dividido  em  lacínios  oblongos,  de  ápice  revo- 
luto;  cerdas  de  pápus  com  cerca  de  3 mm  de  compr.,  espessadas  no 
ápice. 

Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  a 2000  m s.  m.  leg.  Dusén  18 
(14.5.1902)  R;  ibidem.  Prateleiras  a 2200  m s.  m.  leg.  Bra- 
de 20203  (1.3.1935)  RB;  ibidem,  leg.  E.  Pereira  7076  (6.3. 
1962)  hb;  ibidem,  Pedra  Assentada,  leg.  C.  Porto  2770 
(14.2.1935)  rb. 

SC  — Serra  Geral,  leg.  Ule  1776  (4.1891)  R. 

RS  — Serra  da  Rocinha,  p.  Bom  Jesus,  matinha  nebular  a 
1000  m s.  m.  leg.  Pe.  Sehnen  4261  (30.5.1950)  ha. 


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88.  BACCHAR1S  ANGUSTICEPS  Dus-n  ex  Malme,  Kungl.  Svensk.  Vet. 
Akad.  Handl.  12(2) :77  fig.  14.  1933. 

Localidade  típica:  Paraná,  Monte  Alegre  a 1000  m s.  m. 

Tipo : Dusén  8203  (4.6.1909)  “in  fruticetis  paludosis”. 

Fotótipo  F.  28500. 

Arbusto  com  folhas  de  obovais  a oblongas,  glabras,  com  2-3  cm  de 
compr.  e 1-1,5  cm  de  larg.,  cuneadas  na  base,  pecioladas,  com  mar- 
gens denteadas  na  porção  médio  superior  do  limbo;  capítulos  isolados 
na  axila  das  folhas  e difusos  nos  ramos;  capítulo  feminino  com  invó- 
lucro cilíndrico,  com  7-9  mm  de  compr.  e 2 mm  de  diâm.,  com  brác- 
teas  escariosas,  obtusas,  dispostas  em  4-5  séries,  com  3-4  flores;  corola 
com  4-5  mm  de  compr.  e 0, 5-0,2  mm  de  diâm.,  de  base  alargada  e 
estreitada  em  direção  ao  ápice,  com  bordo  dividido  em  5 lacínios  li- 
neares; estilete  com  6 mm  de  compr.;  aquênio  com  2-2,5  mm  de  compr.; 
capítulo  masculino  com  invólucro  hemisférico,  com  mais  ou  menos 
3-4  mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.,  com  3 séries  de  brácteas  e cerca 
de  10-25  flores;  corola  com  3-4  mm  de  compr.  com  limbo  dividido  em 
lacínios  lineares,  enrolados  em  espiral;  estilete  com  5-6  mm  de  compr. 
com  ápice  espessado,  dividido  em  dois  ramos  curtos;  pápus  com  cer- 
ca de  3 mm  de  compr.  de  cerdas  espessadas  no  ápice. 

Planta  rara,  só  localizada,  até  agora,  na  flora  do  Paraná. 

O nome  angusticeps  talvez  se  refira  aos  capítulos  femininos,  mui- 
to longos  e estreitos. 

Material  examinado:  PR  — Campina  Grande  do  Sul,  Serra  Ibiraqua- 
ra  a 1600  m s.  m.,  matinha  nebular,  leg.  Hatschbach  22208 
e 22216  (25.9.1969)  hh. 

89.  BACCHAR1S  PSEUDOVACCINIOIDES  Teodoro,  Contrib.  Geobiol. 
Canoas  8:35.  1957. 

Bas.:  Baccharis  vaccinioides  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  4:121. 
1845.  non  Kunth,  1820. 

Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos,  entre  1400  e 
1500  m s.  m. 

Holótipo:  Gardner  5782.  Fotótipo  F.  15079. 

Arbusto  muito  ramificado,  com  folhas  sésseis,  oblongas,  glabras,  de 
base  estreitada  e ápice  de  agudo  a obtuso,  denteado,  triplinérveas,  com 
mais  ou  menos  2-4  cm  de  compr.  e 0,7-1  cm  de  larg.  (Fig.  219);  in- 
vólucro do  capítulo  feminino  com  cerca  de  7 mm  de  alt.  e 2*  mm  de 
diâm.  (fig.  247);  flores  femininas  5,  com  corola  de  mais  ou  menos 
4 mm  de  compr.,  com  o ápice  dividido  em  5 lacínios  mais  ou  menos 
profundos  e iguais  entre  si;  estilete  de  base  espessada,  mais  ou  menos 


cm 


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cm  .. 


165 

robusto,  com  5 mm  de  compr.;  aquênio  com  cerca  de  2 mm  de  compr.; 
pápus  com  5-6  mm  de  compr.;  capítulo  masculino  com  cerca  de  12 
flores,  com  invólucro  de  mais  ou  menos  4 mm  de  alt.  e 3-4  mm  de 
diâm.,  com  brácteas  involucrais  obtusas;  corola  com  cerca  de  5 mm 
de  compr.,  com  tubo  piloso  e limbo  campanulado,  dividido  em  lacínios 
lineares,  longos,  enrolados  em  espiral;  estilete  com  mais  ou  menos  6 
mm  de  compr.,  com  ápice  muito  espessado,  dividido  em  dois  ramos 
curtos,  abertos;  pápus  com  cerca  de  4-5  mm  de  compr.,  com  cerdas 
espessadas  no  ápice. 

Em  virtude  de  Kunth  (1820)  já  ter  usado  o nome  vaccinioides 
para  uma  espécie  mexicana,  Teodoro  (1957)  mudou  o epíteto  pro- 
posto por  Gardner,  para  B.  pseudovaccinioides. 

Material  examinado:  RJ  — Alto  da  Serra  dos  Órgãos,  leg.  Glaziou 
16204  (20.1.1887)  R;  Pedra  do  Frade,  leg.  Glaziou  3693 
(8. 1887)  r;  Campo  das  Antas,  a 2100  m s.  m.  leg.  Luiz  Emig- 
dio,  s.  n.  (3.1942)  R;  ibidem,  leg.  Markraf  10144  (10.1952) 
RB;  ibidem  a 1800  m s.  m.  leg.  Brade  12506  (27.2.1933)  R. 
RB;  Pedra  do  Frade,  leg.  Brade  12509  (27.2.1933)  R.  Cam- 
po das  Antas,  a 2000  m s.  m.  leg.  Cabrera  12233  (13.7.956) 

LP. 

Espécie,  até  o momento,  só  registrada  para  a flora  da  Serra  dos 
Órgãos. 

90.  BACCHARIS  LYMANII  sp.  n. 

Frutex  1,5-2  m altus,  íoliis  oblongis,  chartaceis,  glabris,  oppositis, 
apice  obtusis,  basi  attenuatis,  ca.  3 cm  longis,  1,5  cm  latis,  dentatis  (fig. 
225);  capitulis  axillaribus,  pedicellatis,  diítusis;  involucro  íemin.  cy- 
lindrico,  7J5  mm  longo,  3 mm  lato,  4-seriato,  bracteis  glabris,  margi- 
nibus  hyalinis  ( fig.  240 );  pedicelo  ca.  4-5  mm  longo;  íloribus  ca.  8,  co- 
rolla  4-5  mm  longa,  basi  ca  0,3  mm  lata,  versus  apicem  pauce  atte- 
nuata,  dentata,  pilosa,  pilis  sparsis  (fig.  271);  stylo  ca.  7-8  mm  longo 
in  2 ramis  profundis  diviso;  achaenia  1,5-2  longa,  glabra,  apice  coro -> 
nula  brevi  praedita;  pappi  setis  ca.  5 mm  longis;  involucro  capituli 
maso.  campanulalo  5 mm  longo,  4 mm  lato  (fig.  272);  pedicelo  ca. 
5 mm  longo;  íloribus  12  corolla  4 mm  longa,  tubo  gtanduloso,  limbo 
laciniis  oblongis,  apice  revoluto  diviso;  pappi  setis  4-5  mm  longis,  basi 
flexuosis,  apice  pauce  incrassatis.  Foto  25. 

Hoíótipos:  SC  — Campo  Alegre  a 900  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e 
Klein  7461  (9.11.1956)  $ rb.  hbr;  ibidem,  campo  alpino 
Morro  Iquererim  a 1300-1500  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
7418  (8.11.1956)  d RB.  hbr. 


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11  12  13  14 


cm 


166 

Material  examinado:  SC  — S.  Francisco  do  Sul,  morro  do  Campo 
Alegre  a 1200  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  9748  (3.9.1960) 
RB.  hbr;  São  Joaquim,  Curral  Falso,  Bom  Jardim  a 1500 
m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  8417  (19.2.1959)  RB.  hbr;  ibi- 
dem,  Serra  do  Oratório,  campo  a 1500  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  7174  (18.9.1958)  rb.  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa 
Vista,  capoeira  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10167 
(13.10.1960)  rb.  hbr.;  ibidem,  idem  10184  rb.  rbr. 

PR  — Curitiba,  freqüente,  leg.  Dombrowsky  378  (20.9.1964) 

RB. 

Espécie  afim  de  Baccharis  lateralis  Baker  e de  B.  pauciilosculo- 
sa  A.  P.  DC.,  distinguindo-se  pelas  folhas  opostas  e pelos  capítulosr  com 
pedicelo  longo  e com  maior  número  de  flores.  A corola  das  flores  fe- 
mininas (fig.  271)  é muito  mais  tênue  que  a das  outras  espécies  do 
grupo  e,  também,  não  apresenta  a porção  basal  dilatada. 

91.  BACCHARIS  DUSENII  sp.  n. 

Frutex  1-1  £ m altus,  ramosus,  ioliis  linear-laneeolatis,  subcoriaceis, 
sessilibus,  13  mm  longis,  3 mm  latis,  5-dentatis,  trinervis,  costa  media 
dorso  prominula;  capitulis  axillaribus,  bracteis  linear-laneeolatis  8-10 
mm  longis  (figs.  244-245);  involucro  capituli  íemn.  (fig.  248)  7 mm 
longo,  2 mm  lato;  iloribus  3,  corolla  pilosa  4 mm  longa,  apice  dentata, 
dentibus  brevibus;  stylo  5-5,5  mm  longo;  achaenio  2,2  mm  longo,  1 
mm  diam.,  10  costato,  apice  anulo  crenato  circumdato  (fig.  263);  pappi 
setis  4 mm  longis;  involucro  masc.  4-5  mm  longo  2-2,5  mm  lato;  flori- 
bus  5 corolla  4 mm  longa,  glandulosa;  pappi  setis  ca  4 mm  longis, 
apice  incrassatis. 

Holotypus : Rio  de  Janeiro,  Itatiaia,  leg.  Dusén  660  (17.1902)  R. 

Material  examinado : RJ  — Itatiaia,  leg.  Ule  641  R.  — ibidem,  leg. 

Kuhlmann  (9.6.1930)  RB;  — Agulhas  Negras  a 2800  m 
s.  m.  leg.  Brade  14588  (27.5.1935)  rb;  — Prateleiras  a 
2200  m s.  m.  leg.  Brade  20202  (13.5.1950)  rb;  — Planalto, 
leg.  Hatschbach  11449  (30.8.1964)  HH,  rb; — Planal- 
to, subida  para  as  Agulhas  Negras,  entre  2400-2500  m s.  m. 
leg.  Sucre  4661  (6.6.1969)  rb. 

MG  — Passa  Quatro,  Itaguaré  a 2000  m s.  m.  leg.  Brade 
19055  (5.5.1948)  rb;  — Itatiaia,  Alípio  Rebouças,  leg. 
Strang  642  (4.12.964)  hb;  — ibidem,  leg.  Strang  802  e 
Castellanos  (30 . 12 . 966). 

MG  — Passa  Quatro,  Itaguará  a 2000  m s.  m.  leg.  Brade 
19055  (5.5.1948)  rb. 


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cm  .. 


167 

Espécie  afim  de  Baccharis  serrula  Schultz  Bipontinnus  ex  Baker 
e de  B.  pseudovaccinioides  Teodoro,  distinguindo-se  pela  forma  e di- 
dimensões  das  folhas,  tamanho  dos  capítulos,  etc. 

92.  BACCHARIS  SERRULA  Schultz  Bipontinnus  ex  Baker  in  Martius 
Fl.  Bras.  6 (3):  70.  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Serra  da  Lapa. 

HolótipoS  leg.  Riedel  s.  n.  Fotótipo  K.  13199. 

Arbusto  com  40-80  cm  de  altura,  ramificado,  com  ramos  folhosos, 
cicatricosos;  folhas  oblongas,  crasso-coriáceas,  de  ápice  arredondado, 
denteadas,  com  10-12  dentes,  com  costa  média  salientes  na  página  in- 
ferior (fig.  235)  do  limbo  e nervuras  laterais  secundárias  inconspícuas, 
com  base  atenuada,  com  12-15  mm  de  compr.  a 2-4  mm  de  larg.;  capí- 
tulos curtamente  pedicelados,  dispostos  mais  densamente  no  ápice  dos 
ramos;  brácteas  foliáceas,  com  4-8  mm  de  compr.,  espatuladas  (fig. 
242);  capítulo  feminino  com  invólucro  com  cerca  de  5 mm  de  alt.  e 

1.5  mm  de  diâmetro  (fig.  256);  flores  de  1-2,  com  corola  com  mais  ou 
menos  3 mm  de  compr.  mais  ou  menos  alargada  na  base,  com  0,7  mm 
de  larg.  e atenuada  em  direção  ao  ápice,  pilosa,  com  ápice  laciniado, 
com  lacínios  profundos;  estilete  com  mais  ou  menos  3,5-4  mm  de  com- 
primento, de  base  alargada  e mais  ou  menos  robusta,  desprendendo-se 
facilmente,  articulado  ao  ápice  do  ovário  por  um  pedículo  muito  curto; 
aquênio  com  mais  ou  menos  1,5-1, 7 mm  de  compr.  e 1 mm  de  diâm., 
com  costa  pouco  salientes;  papus  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr.; 
capítulo  masculino  com  invólucro  campanulado,  com  mais  ou  menos 

3.5  mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  glabras, 
de  ápice  agudo;  flores  cerca  de  5-7  com  corola  de  mais  ou  menos  3-4  mm 
de  compr.,  com  tubo  glanduloso  e lacínios  oblongos,  enrolados  em  es- 
piral; cerdas  do  papus  frizadas  na  base  e não  espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  MG  — Alto  do  Pico  de  Itambé,  leg.  M.  Maga- 
lhães 1622  (5.5. 1942)  rb;  Serra  do  Ibitipoca,  Pico  do  Pião, 
formação  rupícola  em  arenito  da  Série  de  Lavras,  entre  1580- 
1600  m s.m.  leg.  Sucre  6693,  RB. 

SP  — Pico  de  Tapeva,  pr.  de  Campos  de  Jordão  a 2000  m s.m, 
leg,  Pabst  4190  (2.5.1957)  RB,  hb. 

93.  BACCHARIS  XIPHOPHYLLA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  68. 
1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  in  alpinis. 

Holótipo:  Martius,  s.n.  — Fotótipo  F.  20688. 

= Baccharis  perlata  Schultz  Bipontinnus  ex  Baker  in  1 . c.  62. 

“in  campis  graminosis  prope  Diamantina,  legit  Riedel”  Syn.  nov. 
Fotótipo  K.  13204. 

= Baccharis  delicatula  Heering  in  sched.  Foto  F .14966. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


168 


Arbusto  com  mais  ou  menos  0,5-1  m de  altura,  ramificado,  com 
ramos  densamente  folhosos;  folhas  espatuladas,  viscosas,  crassas,  com 
cerca  de  6-10  mm  de  compr.  e 1 mm  de  larg.;  capítulos  pedicelados, 
axilares;  invólucro  do  capítulo  masculino  campanulado,  com  cerca  de 
2 mm  de  alt.  e 1,5  mm  de  diâm.,  3-seriado,  com  brácteas  involucrais 
viscosas,  glabras;  flores  6,  com  corola  de  mais  ou  menos  1,7  mm  de 
compr.,  com  tubo  glanduloso  e limpo  dividido  em  lacínios  triangulares; 
papus  com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.  com  cerdas  espessadas  no 
ápice;  rudimento  de  ovário  glanduloso,  com  cerca  de  0,5  mm  de  compr.; 
invólucro  do  capítulo  feminino  oblongo,  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de 
cmpr.;  aquênio  glabro,  com  costas  distintas.  (Fig.  236). 

Material  examinado : MG  — Diamantina,  subida  para  o cruzeiro,  plan- 
ta de  formação  rupestre  leg.  A.  P.  Duarte  7857  (11.1.1963) 
rb;  Curvelo-Dimantina,  leg.  Macguire  44779  (23.12.1959) 
rb;  — ibidem  leg.  Hatschbach  27960  (14. 11.1971)  HH. 

94.  BACCHARIS  ARAÇATUBENSIS  Teodoro  et  Hatschbach,  sp.  nov. 

Frutex  1-2  m altus,  ramosus  (foto  26);  ramis  toliosis,  cicatricosis; 
íoliis  imbricatis,  oblongis,  glabris,  10-12  mm  longis,  5 mm  latis  (fig.  229) 
margine  integris  vel  minute  serrulatis,  penninervis;  capitulis  axillaribus 
saepe  at  apicem.ramulorum  aggregatis;  invólucro  íemin.  cylindrico,  9 
mm  longo,  2,6  mm  lato,  5 -seriato,  bradeis  involucralibus  glabris;  ilori- 
bus  3,  corolla  4 mm  longa,  pilosa,  base  dilatata  pilis  multiseriatis  cir- 
cumdata  (fig.  162),  versus  apicem  attenuata  (fig.  262);  stylo  6 mm 
longo,  base  dilatato,  ramis  circa  1 mm  longis  diviso;  achaenio  cylindri- 
co, glabro,  3 mm  longo,  1 mm  lato,  multicostato;  involucro  masc.  5 mm 
longo,  4 mm  lato;  iloribus  10,  corolla  tubo  cylindrico,  piloso,  3 mm 
longo,  0,5  mm  lato,  limbo  laciniis  oblongis,  acutis,  1,5-2  mm  longis  di- 
viso; stylo  4-5  mm  longo,  base  disco  crasso,  sulcato,  ca.  1 mm  alto, 
crrcumdato  (fig.  266),  apice  turbinato,  ramis  dense  pilosis  diviso. 

Holotypus : Paraná,  Guaratuba,  Serra  de  Araçatuba  a 1300  m s.m.,  na 
orla  de  matinha  nebular,  leg.  Hatschbach  7078  e 7079)  (9.6. 1960)  HH. 

Material  examinado:  PR  — Serra  de  Araçatuba  a 1300 m s.m.  leg. 

Hatschbach  7078  e 1079  (9.6.1960)  hh.  Guaratuba.  Serra 
de  Araçatuba  a 1200  m nas  fendas  da  rocha  (região  nebular) 
leg.  Hatschbach  6691  (31-1-1960)  hb;  Pirapora  Serra  do  Em- 
boque  a 1.200m  s.m.  em  matinha  nebular  leg.  Hatschback 
24945  (14-10-970)  hb. 

SC  — Garuva,  Monte  Crista,  a 900  m s . m.  campo  sujo  leg. 
Reitz  e Klein  9809  (2-9-1960)  RB,  hbr;  ibidem,  idem  10015 


169 


(6-10-1960)  RB,  hbr;  Morro  do  Campo  Alegre  a 1.300  m 
s.m.  leg.  Reitz  e Klein  10345  (4-11-1960)  rb,  hbr;  ibidem  a 
1.200  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  9784  (3-9-1960)  rb,  hbr. 
SC  — Garuva,  Monte  Chista  a 900 m s.m.  campo  sujo  leg. 
Reitz  e Klein  9809  (2.9.1960)  RB,  hbr;  ibidem,  idem  10015 
(6.10.1960)  rb,  hbr;  ibidem  a 1200  m s.m.  leg.  Reitz  e 
Klein  9784  (3.9.1960)  rb,  hbr. 

Apresenta  bastante  afinidade  com  as  espécies  do  grupo,  como  B. 
pseudovaccinioides  Teodoro,  B.  lymanii  sp.  nov.,  B.  parvidentata  Teo- 
doro,  etc.  porém  se  distingue  pelas  folhas,  flores  femininas  e masculi- 
nas, com  carâcterísticas  diferentes. 

95.  BACCHARIS  SELLOI  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3:  68.  1882. 

Localidade  típica : Paraná,  de  Carambeí  a Castro,  para  o Rio  Itararé. 
Holótipo  — legit  Sellow  4964  — Fotótipo  F.  1564. 

= Baccharis  microthamna  Schultz  Bipontinus  ex  Baker  in  Martius  Fl. 
Bras.  6(3) :70.  1882  p.  p.  (Sellow  s.  n.  Foto  F 15019)  syn.  nov. 

Arbusto  ramificado;  folhas  liner-lanceoladas,  de  margens  inteiras, 
ápice  agudo,  sésseis,  com  1,5-3  cm  de  compr.  e 2-3  mm  de  larg.,  glabras, 
com  costa  média  saliente  na  página  inferior;  capitulos  curtamente  pe- 
dicelados  dispostos  em  racemos;  capítulo  feminino  com  invólucro  ci- 
líndrico, 4-seriado,  com  brácteas  involucrais  glabras,  com  6-7  mm  de 
comprimento  e 2 mm  de  diâm.;  flores  de  3-5  com  corola  de  mais  ou 
menos  4-5  mm  de  compr.,  de  ápice  laciniado,  com  lacínios  mais  ou  me- 
nos profundos  e regulares;  cerdas  do  papus  com  mais  ou  menos  4 mm 
de  compr.  aquênio  cilíndrico,  1 0-costado;  estilete  com  mais  ou  menos 
6 mm  de  compr.  dividido  em  ramos  de  mais  ou  menos  0,5  mm  de 
compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  campanulado,  com  mais  ou 
menos  3-4  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâm.;  flores  de  6-8,  com  corola  com 
tubo  cilíndrico,  glanduloso  com  3 mm  de  compr.  e limbo  com  2 mm  de 
compr.  dividido  em  lacínios  lineares,  agudos  enrolados  em  espiral;  pa- 
pus de  cerdas  finas,  levemente  espessadas  no  ápice,  com  4 mm  de 
compr. 


Material  examinado : PR  — Guarapuava,  orla  da  mata,  leg.  Hatschbach 
7359  (20.10.1960)  rb.  hh.;  Lapa,  Cel  Mariental,  à Corda  do 
capão  Leg.  Hatschbach  6426  (8-11-954)  hh.  hb. 

SC  — Caçador,  Faz.  Carneiros  a 1100  m s.m.  leg.  Klein  3464 
(7. 12. 1962)  rb;  — Campos  Novos  a 950  m leg.  Klein  4099 
(28.10.1963)  rb.  hbr;  — Abelardo  Luz,  banhados  do  cam- 
po a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  16577  (29. 12. 1963)  RB. 
hbr;  — Iraní,  campo  seco  a 700-900  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith 


JSciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


170 

e Klein  13045  (8.11.1964)  RB.  hbr;  ibidem,  rio  Iraní,  orla 
do  campo  a 1000  m s.m.  leg.  Klein  4808  (27.2.1964)  rb, 
hbr;  — Santa  Cecília,  capoeira  a llOO.m  s.m.  leg.  Reitz  e 
Klein  13406  (24.10.1962)  RB,  hbr;  — Serra  do  Espigão  a 
1200  s.m.  leg.  E.  Pereira  6268  (20.10.1961)  rb,  hbr; 
— São  Joaquim  da  Invernadinha,  perto  da  barra  do  rio  Pos- 
tinho  com  o rio  Rondinha,  leg.  Mattos  15631  A (7.1971)  rb; 
Aparados  da  Serra,  leg.  E.  Pereira  6457  e Pabst  6224  (24. 10. 
1961)  rb,  hb;  — entre  Ponta  Serrada  e Fachinal  dos  Guedes 
leg.  A.  Castellanos  24609  (27.2.1964)  rb. 

RGS  — Taimbezinho,  pr.  de  S.  Fco.  de  Paula,  ad  rivurn  in 
dumetosis,  leg.  Rambo  54521  (13-11-1953)  lp.;  ibidem,  idem 
54504  P. 

Não  tive  oportunidade  de  estudar  o tipo,  ou  mesmo  material  bem 
determinado  de  Baccharis  petraea  Heering.  Pela  diagnose  (Heering 
1904)  essa  espécie  me  parece  um  sinônimo  de  Baccharis  selloi  Baker. 


96.  BACCHARIS  POLYPHYLLA  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  7:88. 
1848. 

Localidade  típica : Minas  Gerais,  Diamantina. 

Holótipo:  legit  Gardner  4902.  — Fotótipo  F.  15037. 

Uma  das  espécies  mais  interessantes  do  gênero,  pela  apresenta- 
ção de  folhas  cilíndricas,  canaliculadas  na  página  dorsal  (foto  27) 
(fig.  261)  com  5-10  cm  de  compr.  e cerca  de  Imm  de  diâm.;  capítulos 
dispostos  em  ramos  espiciformes;  invólucro  do  capítulo  feminino  com 
5-6  mm  de  compr.  e 2-2  mm  de  diâm.,  4-seriado,  com  brácteas  involu- 
crais  glabras,  obtusas;  flores  de  3-4,  com  corola  de  mais  ou  menos  2 mm 
de  compr.  com  base  dilatada,  com  mais  ou  menos  0,5  mm  de  larg.  (fig. 
268)  estreitada  em  direção  ao  ápice,  5-denteada,  com  dentes  iguais 
entre  si;  pelos  unisseriados,  clavados,  dispostos  na  porção  médio  su- 
perior do  tubo  da  corola;  estilete  com  2,5-3  mm  de  compr.;  aquênio 
glabro,  com  2, 2-2, 5 mm  de  compr.  e 1 mm  de  diâm.,  10-costado;  invó- 
lucro masculino  campanulado,  com  cerca  de  2 mm  de  alt.  e 2 mm  de 
diâm.,  3-seriado;  flores  10,  com  corola  de  mais  ou  menos  2 mm  de 
compr.,  infundibuliforme,  com  tubo  espessado,  glanduloso  e limbo  di- 
vidido em  5 dentes  triangulares,  com  estilete  não  exserto,  e papus  de 
poucas  cerdas,  com  espessamento  abaixo  do  ápice. 

Material  examinado:  MG  — Diamantina,  Rio  dos  Cristais,  planta  de 
solo  arenoso,  leg.  A.  P.  Duarte  9082  (18.2.1962)  rb.  hb.; 
entre  Diamantina  e Biribiri,  leg.  Daázio,  RB. 


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cm 


171 

97 . BACCHARIS  MINUTIFLORA  Martius  er  Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6 (3):  69.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais. 

Holótipo : leg.  Martius  828  — Fotótipo  F.  14957. 

Arbusto  ramificado  com  mais  ou  menos  0,5-2  m de  altura,  com 
ramos  densifólios;  folhas  linear-espatuladas,  sésseis,  glabras,  com  1-1,5 
cm  de  compr.  e 0,5-1  mm  de  larg.,  uninérveas,  com  costa  média  saliente 
na  página  inferior,  com  ápice  mucronulado;  capítulos  axilares,  forman- 
do espigas  curtas;  invólucro  do  capítulo  feminino  cilíndrico  (fig.  253), 
com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  alt.  e 1-1,3  mm  de  diâm.,  glabro,  com 
brácteas  involucrais  agudas,  escariosas,  con>  costa  média  pronunciada; 
flores  de  1-4  (mais  freqüentemente  1),  com  corola  de  base  alargada, 
com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr.,  pilosa  no  ápice,  denteada;  esti- 
lete com  mais  ou  menos  2,5  mm  de  compr.;  aquênio  cilíndrico,  10-cos- 
tado,  glabro,  com  cerca  de  2-2,5  mm  de  compr.  e 0,8-1  mm  de  diâm.; 
papus  com  cerdas  finas,  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.;  invólucro 
do  capítulo  masculino  com  2-3  mm  de  compr.  e 1-1,5  mm  de  diâmetro, 
com  brácteas  involucrais  glabras;  flores  cerca  de  4 com  corola  de  mais 
ou  menos  2 mm  de  compr.;  estilete  pouco  exserto,  com  ramos  fecha- 
dos; papus  com  mais  ou  menos  2 mm  de  compr.  com  cerdas  levemente 
espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  MG  — a 12  Kb  Sw  de  Diamantina,  cerrado, 
leg.  Irwin  22460  (23. 1. 1969)  rb;  — Serra  do  Cipó,  Km  140 
leg.  E.  Pereira  2898  e Pabst  3734  (6.4.1957)  rb,  hb;  — 
Serra  do  Cipó,  Km  140  leg.  Brade  14677  (15 .‘4. 1935)  RB; 
— Serra  do  Cipó,  Km  137  a 1300  m s.m.  fazendo  parte  da 
associação  rupestre,  leg.  A.  P.  Duarte  2605  (21.4.1950)  rb; 
— ibidem,  leg.  Damázio  2009  e 9438  rb;  — Serra  dos  Cris- 
tais, leg.  Damázio  8515,  RB;  — Serra  da  Caraça,  leg.  E.  Pe- 
reira 2578  e Pabst  3441  (23.3.1957)  rb.  hb.;  Dimantina, 
subida  para  o Cruzeiro,  leg.  A.  P.  Duarte  7857  (11-1-963)  hb; 
Diamantina,  leg.  M.  Barreto  905  (11-937)  HB. 

98.  BACCHARIS  HYPERICIFOLIA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3): 
70.  1882. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  entre  Vila  de  S.  Martinho  e 
Cachoeira;  de  Rio  Pardo  para  Bagé. 

Tipo:  Sellow  d 1176  e d 1838.  — Foto  F.  14993. 

Subarbusto  com  ramos  delicados,  folhosos  (foto  28);  folhas  oblon- 
gas, de  margens  inteiras  ou  serrilhadas,  de  base  obtusa  e ápice  agudo, 
com  mais  ou  menos  1-2  cm  de  compr.  e 5 mm  de  larg.,  imbricadas;  ca- 
pítulos masculinos  pedicelados,  axilares,  racemosos;  invólucro  com  mais 


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cm 


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ou  menos  3 mm  de  alt.  e 1,5  mm  de  diâm.,  com  2-3  séries  de  brácteas 
involucrais  agudas;  flores  cerca  de  4,  com  corola  de  mais  ou  menos  2 mm 
de  compr.  com  limbo  campanulado,  dividido  em  lacínios  oblongos,  agu- 
dos; estilete  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr.;  pápus  de  cordas  fi- 
nas, não  espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  RS  — Vacaria,  faz.  da  Ronda,  leg.  Rambo 

35088  (13.1.1947)  hh. 

Planta  muito  rara,  ocorrente  no  Rio  Grande  do  Sul  e Uruguai. 

Grupo  26.  GRACILIS: 

Subarbusto  com  cerca  de  30-80  cm  de  altura,  com  ramos  cilíndri- 
cos, sulcados,  glabros  virgados  (foto  29);  raízes  longas,  fibrosas,  com  ou  sem 
espessamento  bulbiformes,  ou  plantas  providas  de  xilopódio  crasso;  capítulos 
isolados  no  ápice  dos  ramos  (fig.  87),  ou  agrupados,  formando  inflorescências 
laxas  ou  densas  (fig.  90).  Invólucro  campanulado,  com  2-3  séries  de  bráctes 
involucrais,  ou  mais  ou  menos  cilíndricos;  flores  de  15-50  com  corola  da  flor 
feminina  com  mais  ou  menos  4-6mm  de  compr.,  geralmente  pilosas,  com  ápice 
denteado  ou  liguliforme;  aquênio  com  5-10  estrias  ou  costas;  corola  da  flor 
masculina  com  4-5  mm  de  compr.,  dividida  em  lacínios  planos,  agudos  ou  li- 
neares, enrolados  em  espiral;  papus  com  cerdas,  em  geral,  frizadas  na  base,  e 
com  ou  sem  espessamento  apical. 

Grupo  representado  por  5 espécies  muito  características.  Delas,  Baccharis 
gracilis  A.  P.  de  Candolle  é encontrada  nas  Serras  de  Minas  Gerais  e Rio  de 
Janeiro,  em  altitudes  de  800  a 2400  m s . m.,  e em  São  Paulo  e Paraná,  ge- 
ralmente, em  formação  campestre. 
B.  multisulcata  Baker  ocorre  nos 
cerrados  de  Minas  Gerais,  Goiás 
e Brasília,  aparecendo  sempre 
após  as  queimadas.  B.  aphylla 
(Vell)  DC.,  tanto  aparece  nos 
campos  de  altitude,  como  nos  cer- 
rados, em  Minas  Gerais,  Paraná  e 
S.  Paulo.  B.  genistifolia  A.  P.  de 
Candolle  é espécie  da  flora  do 
Uruguai  nordeste  da  Argentina  e 
do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul. 
B.  notosergila  Grisebach  ocorre 
no  Uruguai,  nordeste  da  Argenti- 
na, no  Estado  de  Mato  Grosso,  na 
fronteira  com  o Paraguai,  e em 
Rio  Grande  do  Sul,  na  fronteira 
com  a Argentina. 


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99.  BACCHARIS  GRACIUS  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:423.  1836. 
Localidade  típica : São  Paulo. 

Tipo:  leg.  Sellow  hib.  516  — Foto  f.  37719. 

Subarbusto  delicado,  com  caule  subterrâneo  reptante,  provido  de 
raízes  com  espessamentos  bulbiformes  (fig.  87);  ramos  aéreos  com 
cerca  de  15-30  cm  de  altura,  providos  de  folhas  lineares,  trinérveas, 
glandulosas,  com  mais  ou  menos  1,5-7  cm  de  compr.  e 1-5  mm  de  larg.; 
escapo  floral  com  mais  ou  menos  30-35  cm  de  compr.,  ramificado  ou 
não  no  ápice,  com  brácteas  esparsas;  invólucro  campanulado,  com  mais 
ou  menos  5-7  mm  de  alt  e 7-10  mm  de  diâm.;  flores  de  30-60,  com 
corola  da  flor  feminina  de  base  dilatada,  com  mais  ou  menos  4-5  mm 
de  compr.  denteada  no  ápice,  com  pelos  bisseriados,  de  ápice  bilobado 
(fig.  163);  estilete  mais  ou  menos  robusto,  de  base  bulbosa,  com  8-9  mm 
de  compr.,  dividido  em  dois  ramos  profundos;  pápus  com  mais  ou 
menos  7-8  mm  de  compr.,  com  cerdas  ásperas;  aquênio  glanduloso,  com 
mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.  corola  das  flores  masculinas  com 
cerca  de  4 mm  de  compr.  dividida  em  lacínios  planos,  oblongos,  agudos; 
estilete  com  cerca  de  5 mm  de  compr.  dividido  em  dois  ramos  curtos, 
pilosos;  pápus  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr.  com  cerdas  den- 
samente espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  RJ  — Itatiaia,  a 2400 m s.m.  leg.  Markgraf 
21259  (26. 11.1952)  rb;  ibidem,  Pedra  Assentada,  leg.  Brade 
17419  (8.2.1945)  rb;  ibidem  a 2300  m s.m.  leg.  Pilger  e 
Brade  (28.12.1934)  rb. 

MG  — • Diamantina,  frequente,  leg.  Mello  Barreto  9455  .... 
(5.11.1937)  rb;  Pico  da  Serra  do  Curral,  Belo  Horizonte, 
leg.  Pe.  Roth  1491  (28.8.1955)  rb. 

SP  — Vila  Ema,  campo,  leg.  Brade  16056  (4.1938)  rb; 
ibidem,  leg.  Brade  6288  (28.10.921)  sp;  Vila  Mariana,  leg. 
Usteri  (7.11.1905)  sp;  Campinas,  leg.  Viegas  (8.12.1938) 

SP. 

PR  — Fortaleza,  leg.  Dusén  2881  (22.12.1903)  R;  Palmei- 
ras, leg.  Hatschbach  5430  (31.1.1959)  R. 

100.  BACCHARIS  MULTISULCATA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3): 
45.  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Lagoa  Santa. 

Holótipo:  leg.  Warming  151  — Fotótipo  F.  22489. 

Caule  subterrâneo  reptante,  curto  , provido  de  raízes  fibrosas  lon- 
gas, não  ramificadas;  caulas  aéreos  muitos  (de  10-20),  ramificados, 
cilíndricos,  glabros,  estriados,  com  folhas  esparsas;  folhas  sésseis, 
membranáceas,  de  bordos  pectinados,  glabrec,  com  4-7  mm  de  com- 


cm 


ISciELO/JBRJ 


cm  .. 


174 

primento  e 1 mm  de  largura;  capítulos  isolados  no  ápice  dos  ramos;  in- 
vólucro campanulado,  3-seriado,  com  5-10  mm  de  alt.  e 5-10  mm  de 
diâm.  com  brácteas  involucrais  oblongas,  agudas,  trinérveas,  glabras; 
flores  de  20-30;  corola  da  flor  feminina  com  4-5  mm  de  compr.  e 
0,5-0, 4 mm  de  diâm.,  com  bordo  truncado;  estilete  com  mais  ou  menos 
7-8  mm  de  compr.  pápus  unisseriado,  com  cerdas  ásperas,  com  mais  ou 
menos  8-10  mm  de  compr.  aquênio  com  4-5  mm  de  compr.,  10  costa- 
dos, com  costas  finas  o glandulosos  entre  as  costas;  corola  da  flor  mas- 
culina com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  com  limbo  campanulado; 
pápus  frisado  na  base,  com  mais  ou  menos  4-5  mm  de  compr,  com 
cerdas  espessadas  no  ápice;  estilete  bífido  no  ápice,  exserto. 

Depois  da  classificação  de  Baker,  (1882)  é a primeira  vez  que 
essa  espécie  de  Baccharis  é estudada.  Não  a encontrei  identificada  em 
nenhuma  das  coleções  estudadas.  Ocorre  com  frequência  nos  cerrados 
de  Brasília,  formando  touceiras  densas. 


Material  examinado:  DF  — Brasília,  cerrado,  leg.  Graziela  667 
(10.1964)  RB,-  Horto  de  Guará,  cerrado,  leg.  Heringer  8625 
(31.8.961). 

GO  — de  Paracatú  para  Cristalina,  leg.  A.  P.  Duarte  1296  A 
(14.10.1965)  rb;  Chapada  dos  Veadeiros,  campo,  leg.  E.  Pe- 
reira 10346  e 10351  (23.10.1965)  rb. 

MG  — Serra  do  Cipó,  campo,  leg.  Mello  Barreto  764 
(3.9.1939)  rb;  Montes  Claros,  Serra,  leg.  Markgraf  3231 
(10.11.1938)  rb;  Campos  Altos,  leg.  Damázio  RB. 

O nome  multisulcata  foi  dado  por  Baker  em  referência  a essa  ca- 
racterística do  cauie. 


101.  BACCHARIS  GENISTIFOLIA  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:423.  1836. 

Localidade  típica : Parte  sul  do  Uruguai. 

Holótipo:  leg.  Sellow  d 117.  hib.  835  — Fotótipo  F.  37717. 

= Baccharis  polygona  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  46.  1882. 
“Habitat  in  Brasil  australi,  sinedesignatione  loci:  Sellow  1353’.” 

Espécie  relacionada  para  o Sul  do  Brasil,  Uruguai  e nordeste  da 
Argentina.  Não  examinei  material  dessa  espécie. 

A fotografia  do  tipo  de  B.  polygona  Baker  representa  um  frag- 
mento de  uma  planta^que,  talvez,  possa  ser  considerada  um  sinônimo 
de  Baccharis  aphylla  A.P.  DC. 


SciELO/ JBRJ 


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102.  BACCHARIS  APHYLLA  (Vell.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:  424. 
1836.  — Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):45,  tab.  18.  1882. 

Bas.:  Chrysocoma  aphyla  Vellozo,  Fl.  Flum.:  324.  1829  (1825)  ícones 
8:  t.l.  1831  (1827);  in  Arch.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro  5:304.  1881. 
= Chrysocoma  nuda  Vellozo  l.c.  335;  ícones  8:  t.  50.  1831  (1827); 
1.  c.  314. 

= Baccharis  nuda  (Vell.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:424.  1836. 

Subarbusto  xilopodífero,  áfilo,  densamente  ramificado;  capítulos 
sésseis,  formando  ramos  espiciformes  terminais;  invólucro  do  capítulo 
feminino  com  8-10  mm  de  alt.  e 3-2  mm  de  diâm.;  com  5-6  séries  de 
brácteas  involucrais  obtusas;  receptáculo  plano,  laciniado,  com  lacínios 
ciliados;  floros  de  18-20;  corola  filiforme  com  cerca  de  7 mm  de  compr. 
e 0,4-0, 3 mm  de  diâmetro,  com  ápice  liguliforme;  estilete  com  mais 
ou  menos  1 1 mm  de  comprimento  dividido  em  ramos  longos,  acumi- 
nados;  pápus  com  10-11  mm  de  comprimento;  aquênio  glabro  com  cer- 
ca de  2 mm  de  compr.  invólucro  do  capítulo  masc.  com  cerca  de  5 mm 
de  compr.  e de  3-4  mm  de  diâm.,  com  3-4  séries  de  brácteas;  flores  de 
12-15;  corola  com  cerca  de  6 mm  de  compr.  dividido  em  lacínios  linea- 
res, enrolados  em  espiral;  estilete  com  mais  ou  menos  8 mm  de  compr. 
dividido  em  2 ramos;  cerdas  do  pápus  crespas,  não  espessadas  no  ápice. 

Material  examinado:  MG  — Entre  Rios  de  Minas,  no  campo,  forman- 
do touceiras,  leg.  Pe.  Krieger  9121  (6.9.1970)  rb;  — Ouro 
Preto,  Morro  do  Cachorro,  muito  frequente,  leg.  M.  Magalhães 
1023  (11.1.1942)  rb;  — ibidem,  leg.  Damázio;  Barbacena. 
leg.  Schwcke  6007  (22.9.1887)  rb;  Carandaí,  campo  seco, 
leg.  A.  P.  Duarte  479  (15.2. 1946)  rb;  ibidem.  Santa  Cecília, 
planta  de  campo,  usada  como  vassoura  pelo  povo  da  região, 
leg.  A.  P.  Duarte  3568  (26.10.1952)  rb;  Poços  de  Caldas, 
leg.  Roppa  383  (22.10.1964)  rb;  — Nova  Lima,  Serra  do 
Curral,  leg.  O.  Williams  8053  (16.9. 1945)  rb;  — Caeté,  leg. 
Gil  Felipe  37  (8.10.1961)  rb;  — Lima  Duarte,  Ibitipoca, 
leg.  M.  Magalhães  472  (13.9.1940)  rb;  Diamantina,  leg. 
Archer  4099  (1936)  rb; 

SP  — Campos  do  Jordão  leg.  C.  Porto  3419  (10.1937)  rb; 
— ibidem,  campo  limpo,  leg.  Hoehne  s.n.  (15.9.1923)  SP; 
ibidem  leg.  Hashimoto  43  (22.10.1938)  SP;  — Itapetininga, 
leg.  Loefgren  191  (5.9.1887)  sp;  — Ipiranga,  leg.  Constanti- 
no  52  (5.1941)  rb;  Mooca,  campo,  leg.  Brade  5713 
(12.1913)  sp;  — Vila  Ema,  leg.  Brade  12959  (12.1933) 
rb;  São  José  dos  Campos,  leg.  Loefgren  131  (10.1908)  Rb; 
Campinas,  leg.  Novais  88  (6.1918)  SP;  Campo  do  Cambuci, 
leg.  Edwall  (27.11.1893)  SP;  Santa  Ana,  leg.  Usteri  (1.12. 
1907)  sp;  Bosque  da  Saúde,  campo,  leg.  O.  Handro  (1.11. 


cm  1 


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11  12  13  14  15 


176 


1943)  SP;  Pilar  do  Sul,  cerrado  degradado,  leg.  J.  Mattos 
14096  (21.10.1966)  sp. 

PR  — Campina  Grande  do  Sul,  Quatro  Barras,  campo  limpo, 
rara,  leg.  Hatschbach  8352  (22.10.1961)  rb;  Ponta  Grossa, 
leg.  Hoehne  (3.11.1928)  SP. 

103.  BACCHARIS  NOTOSERGILA  Grisebach,  Symbolae:  183.  1879.  — 
Cabrera,  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  7 (3-4):  240.  1959. 

Localidade  típica:  Argentina,  Entrerios,  Estancia  Meliton  Lascono. 
Holótipo  — leg.  Lorentz  (19.2.1876). 

= Baccharis  curtiiolia  Spencer  Moore,  Journ  of  Bot.  42:37.  1894.  “Ma- 
io Grosso,  Porto  Murtinho,  leg.  Robert”. 

Subarbusto  xilopodífero,  com  mais  ou  menos  1-1,5  m de  altura, 
ramificado,  com  ramos  cilíndricos,  estriados,  áfilos  ou  com  folhas  linear- 
lanceoladas,  de  bordos  denteados,  com  mais  ou  menos  2 cm  de  compr. 
e 1 mm  de  larg.;  capítulos  isolados  no  ápice  de  pedúnculos  curtos  ou 
longos,  formando  uma  panícula  ampla  (fig.  90);  invólucro  com  mais 
ou  menos  5-6  mm  de  compr.  e 2-3  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involu- 
crais  4-seriadas,  glabras;  flores  de  20-30;  corola  da  flor  feminina  com 
3-4  mm  de  compr.  e 2-3  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  4-se- 
riadas, glabras;  flores  de  20-30;  corola  da  flor  feminina  com  3-4  mm 
de  compr,  com  ápice  laciniado,  com  lacínios  mais  ou  menos  longos, 
com  pelos  unisseriados  entre  eles;  estilete  com  mais  ou  menos  4-5  mm 
de  compr.;  aquênio  glabro,  cilíndrico,  com  1-1,5  mm  de  compr.  10-es- 
triado;  papus  com  3,5-4  mm  de  compr.;  flores  masculinas  com  corola 
de  4 mm  de  compr.;  cerdas  do  papus  com  espessamento  apical. 

Material  examinado:  RS  — Itaqui,  frequente,  leg.  Dobereiner  e Tokar- 
nia  838  (28.2.1972)  rb. 

MT  — Porto  Murtinho,  leg.  Malme  2783  (2.1.1903)  R. 

Espécie  ocorrente  no  Uruguai,  Paraguai  e Argentina.  Do  Brasil, 
só  conheço  as  duas  coleções  estudadas. 

Grupo  27.  TRIMERA: 

Subarbustos  ou  arbustos  de  0,8-3  m de  altura,  com  ramos  alados; 
alas  mais  ou  menos  contínuas  ou  interrompidas,  formando  artículos  de 
comprimentos  variáveis,  com  a mesma  estrutura  das  folhas,  constituindo-se 
em  órgãos  assimiladores,  esfoliantes  nas  porções  inferiores  dos  ramos;  caule, 
em  geral,  desprovido  de  alas;  folhas  esparsas,  sésseis  ou  curtamente  peciola- 
das,  de  lanceoladas  a oblongas  ou  ovais,  com  base  aguda,  sagitada  ou  cordi- 
forme,  ou  folhas  reduzidas  a brácteas  diminutas,  ou  atrofiadas;  capítulos  dis- 
postos emramos  espiciformes  curtos  ou  mais  ou  menos  longos,  ou  formando 


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pequenos  grupos  afastados,  ordenados  em  inflorescências  simples  ou  ramifi- 
cadas, (figs.  98,  99,  102;  fotos  30-38);  invólucro  dos  capítulos  de  campanu- 
lados  a oblongos  ou  cilíndricos,  com  3-5  séries  de  brácteas  involucrais;  flores, 
em  geral,  numerosas;  corola  da  flor  feminina  filiforme-cilíndrica,  com  1-6  mm 
de  compr.  e de  0, 1-0,3  mm  de  diâmetro,  com  ápice  liguliforme  ou  bilabiado, 
com  lábio  superior  tridentado  e o inferior  truncado  ou  com  dois  dentes  ves- 
tigiiais  (figs.  144,  146,  148,  150,  152);  estilete  com  cerca  de  2-10  mm  de 
compr.,  filiforme,  dividido  em  2 ramos  curtos  ou  longos;  aquênio,  geralmente, 
com  1-3  mm  de  comp.  e 0,3-0, 5 mm  de  diâm.,  com  o dorso  mais  ou  menos 
convexo,  com  base  aguda  e com  5-10  estrias  finas,  salientes,  geralmente  pa- 
pilosas  (figs.  194,  196),  corola  da  flor  masculina  com  2-5  mm  de  compr. 
dividida  em  lacínios  planos  ou  revolutos;  pápus  com  cerdas  crespas  ou  fri- 
sadas na  base,  sem  espessamento  apical. 

Com  as  seguintes  espécies:  Baccharis  regnelli  Schultz  Bipontinus,  ocor- 
rente em  S.  Paulo  e Minas  Gerais;  B.  vincaefolia  Baker,  no  Uruguai  e sul  do 
Brasil;  B.  milleflora  A.  P.  de  Candolle,  em  Minas  Gerais  e Rio  Grande  do 

Sul;  B.  glazioui  Baker,  no  Rio  de 
Janeiro,  Minas  Gerais  e São  Pau- 
lo; B.  opuntioides  Martius,  em 
Minas  Gerais  e Rio  de  Janeiro; 
B.  articulata  (Lam.)  Persoon,  de 
São  Paulo  ao  Rio  Grande  do  Sul, 
Paraguai,  Uruguai,  norte  e centro 
da  Argentina;  B.  gaudichaudiana 

A.  P.  de  Candolle,  de  São  Paulo 
ao  Rio  Grande  do  Sul;  B.  usteri 
Heering,  freqüente  nos  Estados 
de  São  Paulo,  Rio  de  Janeiro, 
Guanabara,  Minas  Gerais  e Rio 
Grande  do  Sul;  B.  sagittalis  A.  P. 
de  Candolle,  no  centro  e sul  do 
Chile,  na  Argentina,  desde  Men- 
doza  à Patagônia  e no  sul  do  Bra- 
sil; B.  crispa  Sprengel,  no  Uru- 
guai, Argentina  e sul  do  Brasil;  B 
microcephala  (Less.)  A.  P.  de 
Candolle,  em  Minas  Gerais,  São 
Paulo,  sul  do  Brasil,  Paraguai, 
Uruguai  e noroeste  da  Argentina; 

B.  trimera  (Less.)  A.  P.  de  Can- 
dolle, em  Minas  Gerais,  Rio  de 
Janeiro,  Guanabara,  São  Paulo, 
Paraná,  Santa  Catarina,  Rio  Gran- 
de do  Sul,  Uruguai,  Paraguai,  Bo- 
lívia e nordeste  da  Argentina;  B. 
cylindrica  (Less.)  A.  P.  de  Can- 


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ff 


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dolle  em  Minas  Gerais,  São  Paulo,  sul  do  Brasil,  Paraguai,  norte  e centro  da 
Argentina;  B.  phyteumoides  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  no  sul  do  Brasil,  Ar- 
gentina e Uruguai;  B.  pseudovillosa  Teodoro,  no  sul  do  Brasil;  B.  myrioce- 
phala  A.  P.  de  Candolle,  desde  a Bahia,  Minas  Gerais,  Rio  !e  Janeiro,  São 
Paulo,  sul  do  Brasil  e Argentina;  B.  stenocephala  Baker,  de  São  Paulo  ao 
Rio  Grande  do  Sul;  e B.  riograndensis  Teodoro  et  Vidal,  só  registrada  para 
o Rio  Grande  do  Sul. 


104.  BACCHARIS  REGNELLII  Schultz-Bipontinus  ex  Baker,  in  Martius 
Fl.  Bras.  6 (3):  74,  1882. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais,  Poços  de  Caldas. 

Holótipo:  leg.  Regnell  11.155  — Fotótipo  F.  22493. 


BACCHARIS  REGNELLII  var.  REGNELLII. 


Arbusto  com  2-3  m de  altura;  alas  dos  ramos  estreitos,  com  mais 
ou  menos  0,5-1  mm  de  larg.,  geralmente  contínuas;  folhas  de  oblongas  a 
lanceoladas,  de  margens  inteiras,  triplinérveas,  pilosas  quando  jovens, 
depois  glabrescentes,  com  4-6  cm  de  compr.  e 1-2  cm  de  larg.,  de  ápi- 
ce e base  agudos;  capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes  curtos,  or- 
denados em  panículas  terminais  multifloras;  invólucro  do  capítulo  fe- 
minino com  4-5  mm  de  alt.  e cerca  de  3 mm  de  diâm.  (fig.  254);  com 
50  flores;  receptáculo  plano,  laciniado,  com  lacínios  triangulares;  co- 
rola glabra,  com  2,5-3  mm  de  compr.,  estreitada  em  direção  ap  ápice, 
5-denteada,  com  dentes  desiguais  entre  si;  aquênio  giabro,  costado, 
com  1-1,5  mm  de  compr.;  pápus  com  mais  ou  menos  3 mm  de  compr. 
e estilete  com  4-4,5  mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino 
com  2,5-3  mm  de  compr.  e cerca  de  3 mm  de  diâm.,  com  cerca  de 
20  flores;  corola  com  -3-3,5  mm  de  compr.  com  limbo  campanulado, 
dividido  em  lacínios  triangulares,  agudos;  pápus  com  mais  u mt.ios 
3 mm  de  compr.,  com  cerdas  lisas,  com  leve  espessamento  no  ápice; 
estilete  com  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.,  com  ramos  separados. 

Material  examinado:  MG  — Poços  de  Caldas,  leg.  Regnell  II . 155 
(Isótipo,  R.Q;  ibidem,  Morro  do  Ferro,  beira  de  córrego,  leg. 
M.  Emmerrich  2020  (9.9964)rb. 

SP  — Serra  da  Bocaina  a 1600  m s.  m.  à beira  de  um  córre- 
go, leg.  Brade  21175  (10.1951)  rb;  ibidem,  Mata  da  Boa 
Vista,  leg.  M.  Kuhlmann  2183  (11.1949)  sp;  ibidem,  leg. 
Goro  Hashimoto  45  (10.1938)  SP. 


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cm 


179 

104b.  BACCHAR1S  REGNELLII  var.  SU BALATA  Heering  in  Usteri,  Flo- 
ra Stadt  S.  Paulo:  260.  1911. 

= Baccharis  burchellii  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  44.  Iè32. 

“S.  Paulo,  ad  margine  silvulae  prope  Morumbi,  leg.  Burchell  4471”. 
Fotótipo  F.  37707. 

Alas  dos  ramos  com  2-3  mm  de  larg.;  folhas  com  pilosidade  persis- 
tente; capítulos  menores  dos  que  os  da  var.  regnellii. 

Material  examinado:  SP  — Mandaqui,  leg.  Tamandaré  134  e 135 
(10.1912)  rb;  Campos  do  Jordão,  Pe.  Capell  3356  (3. 1945) 
rb;  Cantareira,  Horto  Botânico,  leg.  Puttermans  (9.10. 1902) 
SP;  Mandaqui  leg,.  Brade  5486  (27.10.1912)  sp;  Manda- 
qui, leg.  Usteri  70  b (23.11.1906)  SP;  Butantan,  rio  Pe- 
queno, leg.  Hohne  (28.10.1918)  sp;  Jaraguá,  leg.  Lueder- 
waldt  (4.1912)  sp;  Taboã,  leg.  O.  Handro  (4.11.1943) 
sp;  Campos  do  Jordão,  leg.  Coleman  434  (11. 1966)  sp. 

MG  — Poços  de  Caldas,  capoeirinha  em  brejo  leg.  Mello 
Barreto  10.966  (11.1940)  rb;  ibidem,  Represa  Saturnino  de 
Brito,  leg.  Roppa  256  (7.10.1964)  rb. 

O nome  da  espécie  é uma  homenagem  a Regnell,  botânico  sueco, 
que  excursionou  pelo  Brasil,  durante  os  anos  de  1841-1874. 


105.  BACCHARIS  VINCAEFOLIA  Baker,  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  83. 
1882. 

Localidade  típica : próximo  de  Montevidéu. 

Holótipo:  leg.  Sellow  d 453.  Fotótipo  K — 13188. 

= Baccharis  regnellioides  Teodoro  et  Hatschbach  in  sched. 

Arbusto  com  ramos  flexuosos,  curtamente  alados,  glabros;  alas  com 
mais  ou  menos  1 mm  de  largura;  folhas  lanceoladas,  pecioladas,  papi- 
ráceas,  curtamente  pecioladas,  peninérveas,  de  ápice  e base  agudos, 
com  3-7  cm  de  compr.  e 0,5-2  cm  de  larg.,  com  margens  inteiras;  ca- 
pítulos de  sésseis  a pedicelados,  dispostos  em  ramos  espiciformes  cur- 
tos, ordenados  em  paniculas  multifloras  (fotos  31,  32);  invólucro  do 
capítulo  feminino  campanulado  oblongo  (fig.  258)  com  3-4  mm  de 
compr.  e 2,5-3  mm  de  diâm.,  com  25-40  flores  com  corola  com  mais 
ou  menos  2 mm  de  comprimento,  de  ápice  denteado,  com  dentes  cur- 
tos, dois  deles  só  vestigiais;  pápus  com  mais  ou  menos  2;5-3  mm  de 
compr.;  aquênio  com  0,5-1  mm  de  compr.,  5-estriado;  capítulo  mas- 
culino com  invólucro  campanulado  (fig.  259),  com  mais  ou  menos 
4 mm  de  compr.  e 4 mm  de  diâm.,  com  3-4  séries  de  brácteas  invo- 


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lucrais  glabras,  obtusas;  flores  de  25-40  com  corola  de  mais  ou  menos 
4 mm  de  compr.  com  tubo  curto  e limbo  infundibuliforme  dividido 
em  lacínios  triangulares  agudos;  estiletec  om  mais  ou  menos  4-6  mm 
de  compr,  com  espessamento  fusiforme  no  ápice;  pápus  com  mais  ou 
menos  3 mm  de  compr.  com  cerdas  lisas,  não  espessadas  no  ápice. 

O nome  da  espécie  significa  “Folha  de  Vinca”,  uma  planta  das 
Apocináceas. 

Material  examinado:  PR  — Campina  Grande  do  Sul,  Coronel  Faria, 
zona  de  campo,  na  matinha  ciliar,  leg.  Hatschbach  7157 
(21.8.1960)  HH;  Guarapuava,  estrada  para  Palmeirinha, 
orla  de  matinha  ciliar,  leg.  Hatschbach  7372  (20.10.1960) 
hh;  Curitiba,  estrada  para  Araucária,  em  capoeira  pr.  de  um 
campo,  leg.  R.  Lange  96  (10.8.960)  rb;  ibidem,  Abranches,  à 
beira  da  estrada,  leg.  Hatschbach  11341  (18.8.1964)  rb.  hh; 
Guarapuava,  leg.  Hatschbach  22570  (21.10.960)  hh. 

,SC  — Água  Doce,  Campos  de  Palmas,  pr.  de  rio  pequeno, 
leg.  L.  B.  Smith  13478  (3.12.1964)  rb;  Bom  Retiro,  Cam- 
po dos  Padres,  1900  m s.  m.  leg.  Reitz  2513  (17.12.1948) 
hbr;  Campos  Novos,  à beira  do  rio,  a 950  m s.  m.  leg.  Klein 
4124  (28.10.963)  RB.  hbr. 

RS  — Taimbezinho  ad  rivum  rupestribus  dumetis  leg.  Ram- 
bo  54521  (13.11.1953)  ha;  ibidem,  idem  48313  (18.12. 
1950)  HA. 


106.  BACCHAR1S  MILLEFLORA  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:426. 
1836. 


Bas.:  Molina  milleilora  Lessing,  Linnaea:  143.  1831. 

“Brasília  legit  Sellow”. 

= Baccharis  genistelloides  var.  milleilora  Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6(3)  :41.  1882. 


Ramos  com  alas  de  5-10  mm  de  larg.,  interrompidas;  folhas  bracti- 
formes,  membranáceas;  capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes  cur- 
tos, ordenados  em  panículas  multifloras;  invólucro  do  capítulo  feminino 
campanulado,  com  mais  ou  menos  3-6  mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm., 
com  brácteas  involucrais  glabras,  escariosas;  flores  de  40-50,  com  co- 
rola de  mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.,  com  bordo  de  iteado,  bila- 
biado,  o lábio  superior  mais  longo  que  o inferior;  pápus  com  mais  ou 
menos  5-6  mm  de  compr.;  estilete  com  4-5  mm  de  coiifr.;  aquênio, 
geralmente,  com  1-2  mm  de  compr.,  5-costado,  com  costts  papilosas. 


!scíelo/jbrj 


181 


cm  1 


Material  examinado:  SP  — Serra  da  Bocaina,  Sertão  do  Rio  Verme- 
lho a 1200  m s.  m.  leg.  Brade  20136  (16.10.1949)  rb. 

SC  — Campo  Ere  a 900-1000  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
13710  (6.12.1964)  rb.  hbr. 

RS  — Hamburgerberg,  leg.  Malme,  198  (20.10.1892)  R. 
MG  — entre  Mariana  e Ouro  Preto,  leg.  Gardner  4895  R. 


107.  BACCHAR1S  GLAZIOUI  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  44.  1882. 
Localidade  típica:  Rio  de  Janeiro,  Itatiaia. 

Holótipo:  leg.  Glaziou  4838  e 5900  — Fotótipo  F.  22483. 

Arbusto  com  cerca  de  1 m de  altura;  alas  dos  ramos  com  cerca  de 
1-1,5  cm  de  larg.,  formando  artículos  de  mais  ou  menos  3-6  cm  de 
compr.;  folhas  oblongas,  membranáceas,  com  3-4  cm  de  compr.  e 10-12 
mm  de  larg.,  peninérveas,  de  ápice  obtuso;  capítulos  sésseis,  ordenados 
em  ramos  espiciformes  curtos  dispostos  em  panículas  multifloras;  ra- 
minhos da  inflorescência  angulosos,  glandulosos,  com  bractéolas  de 
obovais  a espatuladas,  com  mais  ou  menos  3-4  mm  de  compr.  e 1-1,5 
mm  de  larg.;  invólucro  do  capítulo  feminino  com  cerca  de  4 mm  de 
alt.  e 3 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  obtusas,  com  bordos 
ciliados,  dispostos  em  3 séries;  flores  cerca  de  40;  corola  com  mais  ou 
menos  2,5  mm  de  compr.  e 0, 1-0,2  mm  de  diâm.,  com  bordo  3-dentea- 
do,  sendo  um  dos  dentes  maior  que  os  outros  dois;  pápus  com  3 mm 
de  compr.;  estilete  filiforme,  com  3 mm  de  compr.  dividido  em  2 ra- 
mos curtos;  aquênio  com  mais  ou  menos  1-1,5  mm  de  compr.,  5-estria- 
do,  com  estrias  papilosas;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  cerca 
de  3 mm  de  compr.  e 3 mm  de  diâm.  com  25-30  flores;  corola  com 
mais  ou  menos  3 mm  de  compr.;  cerdas  do  pápus  frisadas  na  base, 
com  ápice  uncinulado,  não  espessado,  com  mais  ou  menos  3 mm  de 
compr.;  estilete  com  cerca  de  3,5  mm  de  compr.  espessado  no  ápice, 
dividido  em  2 ramos  curtos. 

Material  examinado : RJ  — Itatiaia,  leg.  Brade  6568  (9.1913)  sp; 

ibidem,  área  rochosa  a 2250  m s.  m.  leg.  Coleman  442 
(10.9.  1966)  sp;  Rio  das  Flores  a 2200  m s.  m.  leg.  Brade 
14048  (9.1934)  rb. 

SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  M.  Kuhlmann  2160  (25.11. 
1949)  sp;  S.  Francisco  dos  Campos,  à beira  do  córrego  Ma- 
chado, leg.  Loefgren  (22.12.1896)  SP. 

MG  — leg.  Gardner  4895  R;  Passa  Quatro,  Serra  da  Manti- 
queira a 1850  m s.  leg.  Vidal  (11.1948)  r;  Caparaó,  Pico 
do  Luiz  Inácio  leg.  A.  Xavier  42  (21.10.1947)  R;  ibidem, 
Casa  Queimada  a 2500  m s.  m.  leg.  Schethlage  (3.11.1929) 
r;  ibidem,  a 2600  m s.  m.  leg.  Brade  16964  (18.9.1941) 


JSciELO/ JBRJ 


cm 


132 

rb;  ibidem,  idem  17017  (25.9.1941)  rb;  Pico  da  Bandei- 
ra a 2500  m s.  m.  leg.  Abgail  de  Souza  5 RB. 

RS  — Porto  Alegre,  Morro  da  Glória,  campo  seco,  leg.  Ram- 
bo  543  (28.10.1933)  SP. 

108.  BACCHARIS  OPUNTIOIDES  Martius  ex  Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6(3)  :39.  1882. 

Localidade  típica : Minas  Gerais. 

Tipo : Martius  s.  n.  — Foto  F.  20682. 

= Baccharis  subscrispa  Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geobiol  8:39.  1957. 

Subarbusto  com  ramos  fastigiados;  alas  dos  ramos  planas,  coriáceas, 
vernicosas,  articudadas,  com  mais  ou  menos  5-10  mm  de  larg.;  folhas 
bractiformes;  capítulos  poucos,  solitários,  laxamente  espiciformes;  in- 
vólucro can.panulado,  com  brácteas  involucrais  agudas;  cerdas  do  pá- 
pus  avermelhadas. 

Material  examinado:  MG  — Planalto  do  Caparaó,  leg.  Bruno  Lobo 
(11.1922)  R. 

RJ  — Itatiaia,  Pedra  do  Altar  a 2400  m s.  m.  leg.  Brade 
15593  (3.1937)  rb;  ibidem,  Prateleiras,  leg.  Pedro  Carauta 
931  (9.11.1969)  rb;  Abrigo  Rebouças  leg.  Strang  793  e Cas- 
tellanos  (30.12.966)  hb. 

Os  ramos  fastigiados,  muito  articulados,  dessa  espécie,  natural- 
mente, trouxeram  a Martius  a lembrança  de  uma  miniatura  de  Opun- 
tia  e,  daí,  ter  ele  lhe  dado  o nome  opuntioides. 


109.  BACCHARIS  ARTICULATA  (Lam.)  Persoon,  Syn.  Plant.  2:425. 
1807;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3) :38.  tab.  15.  1882;  Cabrera, 
Colec.  Cient.  4 (a):  111.  1963. 

Bas.:  Conyza  articulata  Lamarck,  Encycl.  Meth.  2:94.  1786. 

“Monte  Video  dans  le  Paraguay”. 

= Molina  articulata  (Lam.)  Lessing,  Linnaea  6:140.  1831. 

Nomes  vulgares : carqueja,  vassoura,  carqueja-do-morro. 

Arbusto  com  0,5-1  m de  altura;  ramos  com  alas  articuladas,  forman- 
do artículos  de  1-3  cm  de  compr.,  com  extremidades  arredondadas;  capí- 
tulos ordenados  em  panículas  terminais,  com  ráque  alada,  articulada, 
com  mais  ou  menos  15-20  cm  de  compr.;  ramos  laterais  da  panícula 
com  mais  ou  menos  12-15  cm  de  compr.,  e os  secundários,  também 
articulados,  com  cerca  de  3-5  cm  de  compr.;  geralmente,  a extremi- 
dade desses  ramos  de  segunda  ordem,  onde  se  ordenam  os  capítulos, 
tem  alas  muito  mais  estreitas  do  que  as  da  porção  basal;  capítulos 
com  invólucro  campanulado,  com  cerca  de  3-4  mm  de  alt.  e 2,5-3  ram 


2 3 4 


JSciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


183 


de  diâm.  (figs.  203-204);  corola  da  flor  feminina  com  cerca  de  2 mm 
de  compr.  e 0,1  mm  de  diâm.  ,fig.  135);  aquênio  com  1-1,5  mm  de 
compr.,  5-estriado  (fig.  104);  corola  da  flor  masc.  (figs.  213/213)  com 
± 3-3,5  mm  de  compr.,  com  limbo  dividido  em  lacínios  triangulares, 
agudos;  estilete  com  ± 4 mm  de  compr.  com  ramos  abertos  (fig.  216). 
Flores  perfumadas. 

O nome  aiticulata,  dado  por  Lessing,  caracteriza  o caule  e os  ra- 
mos dessa  espécie,  com  alas  constritas,  formando  artículos  numerosos 
e bem  pronunciados. 


Material  examinado:  SP  — pr.  de  Cantareira,  leg.  A.  Silveira  2924 
(7.1898)  SP;  — Cotia,  leg.  Constantino  58  (5.1941)  rb; 
Morro  Jaraguá,  leg.  Toledo  515  (3.1913)  RB;  — Vila  Ema, 
leg.  Brade  12177  (12.1932)  R;  — entre  Taubaté  e S.  Luiz 
de  Paraitinga,  à beira  da  estrada,  leg.  Loefgren  (9.9.1892) 
SP;  — Itú,  leg.  Russel  120  (10.11.1897)  SP. 

PR  — Curitiba,  campo  limpo,  leg.  Tessmann  261  (4.11.1950) 
RB;  — ibidem,  Capoeira  de  Imbuia,  borda  de  capão,  leg.  Lange 
1055  e 1362  (5.11. 1957)  rb;  — ibidem,  leg.  Tessmann  3351 
(3.9.1948)  rb;  — ibidem,  Campo  Comprido,  leg.  Dom- 
browsky  315  (14.9.1964)  rb;  — ibidem,  idem,  abundante 
no  campo  seco  (15.9.1964)  rb;  — Curitiba,  leg.  Dusén  3023 

(21.1.1904)  R;  — ibidem,  leg.  Ruiz  Galvão  s.n.  (12.1884) 
r;  — Ibatiruçú,  Rio  Branco  do  Sul  a 850  m s.m.,  leg.  Klein 
2495  (25.8.1961)  rb,  hbr;  — Pinhais,  Fazenda  Scarpa,  cam- 
po, leg.  Lange  1328  (7.9. 1960)  rb;  Ponta  Grossa,  leg.  Dusén 

(7.1.1904)  R;  — Tamandaré,  leg.  Stellfeld  166  (12.11. 
1942)  rb. 

SC  — Abelardo  Luz,  banhados  do  campo  a 900  m s.  m.  leg. 
Klein  5531  (26.8.1964)  rb,  hbr;  — Araranguá,  Turvo,  lsg. 
Reitz  c 141  (11.11.1943)  RB,  hbr;  Caçador,  Fazenda  Car- 
neiros a 950-1100  m s.m.  leg.  Smith  e Reitz  9027  (12.12. 
1956)  RB,  hbr;  — ibidem  a llCOm  s.m.  leg.  Klein  3456 
(7.12.1962)  rb,  hbr;  — Campos  Novos,  Palmares  a 950  m 
s.m.,  leg.  Klein  4084  (28.12.1962)  rb,  hbr;  — Canoinhas, 
Horto  Florestal,  750  m s.m.  leg.  Klein  3017  (15.9.1962)  RB, 
hbr;  — Curitibanos,  Marambás,  no  campo  a 900  m s . m.  leg. 
Klein  3318  (6.12.1962)  RB,  hbr  — ibidem,  Ponte  Alta  do 
Sul  a 99m  s.  m.  leg.  Klein,  3245  e 3265  (5.12.1962) 
rb,  hbr;  — ibidem,  idem,  formando  associações  no  cam- 
po, Capinzal  a 800  m s.  m.,  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein 
7822  (11.12.1958)  e 16.196  (13.9.1963)  rb,  hbr;  La- 
jes, Capão  Alto,  campo  a 900  m s.  m.  leg.  Reitz  e 
Klein  14491  (22.12. 1963)  rb,  hbr;  ibidem  a 800-900  m s.m. 
leg.  L.  B.  Smith  e Klein  8066  (2.12.956)  RB,  hbr;  ibidem, 
Passo  do  Socorro  a 900  m s.m.  leg.  Klein  4399  (31.10. 1963) 


JSciELO/ JBRJ 


cm 


184 

RB,  hbr;  Mafra,  a 800  m s.m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  12102 
(13.3.1957)  RB,  hbr;  Leblon  Regis,  Rio  dos  Patos  a 900  m 
s.m.  leg.  Klein  3408  (6.12.1962)  rb,  hbr;  de  Lajes  para  S. 
Joaquim  a 950m  s.m.  à margem  do  rio  Caveiras,  leg.  E.  Pe- 
reira 6341  (22.10.1961)  rb,  hbr;  Ribeirão,  Tapera,  capoeira 
a cerca  de  50  m s.m.  leg.  Klein  e Bresolin  8368  e 8366  (14. 
10.1969)  rb,  hbr;  S.  Joaquim,  Bom  Jesus,  Fazenda  Laranja 
a 1400  m s.m.  campo,  leg.  Reitz  e Klein  7822  (11.12.1958) 
rb,  hbr;  ibidem,  pr.  da  encruzilhada  de  Boava,  campo  úmido 
e sujo  a 750  m s.  m.  leg.  Klein  3037  e 3039  (15.9.1962)  rb 
hbr;  ibidem,  idem  3041  e 3037  rb,  hbr. 

RS  — Guaira,  leg.  Juliano  29  (5.10.1970)  rb;  entre  Bom 
Jesus  e Vacaria,  leg.  E.  Pereira  e Pabst  6490  rb,  hbr;  Pe- 
lotas, leg.  Sacco  214  (9.8.1954)  rb;  São  Leopoldo,  Quinta 
S.  Manoel  leg.  Dutra  sp;  ibidem,  leg.  Rambo  29533  (5.9. 
1945)  HA. 

Uruguai  — leg.  Sellow  d.  658  hib  741  r. 


110.  BACCHARIS  CAUDICH AU  DIANA  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:424. 
1836. 

Localidade  típica : Santa  Catarina. 

Tipo : leg.  Gaudichaud  198. 

= Baccharis  articulata  var.  gaudichaudiana  Baker  in  Martius  Fl.  Bras. 
6(3)  :38.  1882. 

Nome  vulgar:  carqueja. 

Alas  dos  ramos  com  1-2  cm  de  larg.,  constritas,  formando  artículos 
de  mais  ou  menos  3-10  cm  de  compr.  Disposição  dos  capítulos,  forma  e 
dimensões  dos  capítulos  e das  flores,  aquênios,  etc.  mais  ou  menos  seme- 
lhantes aos  de  B.  articulata  (Lam.)  Persoon.  Embora  muito  afins,  as 
duas  espécies  se  distinguem,  não  só  pela  forma  e dimensões  dos  artículos 
das  alas  dos  ramos,  como,  também,  pela  coloração  que  ambas  apresen- 
tam “in  vivo”,  pois  enquanto  B.  gaudichaudiana  tem  seus  ramos  de  co- 
lorido verde  gaio,  B.  articulata  os  apresenta  em  tonalidade  verde-glauco- 
acinzentado  (figs.  102,  129,  144,  195;  foto  32). 

O nome  da  espécie  é uma  homenagem  a Charles  Gaudichaud-Beau- 
pré,  botânico  francês,  coletor  do  exemplar-tipo  da  espécie. 

Material  examinados  SP  — Jaraguá,  leg.  W.  Hoehne  1914  (18.7. 
1946)  sp;  Tatuí,  leg.  Loefgren  69  R,  SP. 

PR  — Lapa,  Serrinha,  leg.  Currial  517  (2.11.1946)  rb;  — 
— Paranaguá,  Caioba,  leg.  Tessmann  2604  (5.11.1947)  rb. 
SC  — Araranguá,  Soares,  nos  banhados,  vargem,  leg.  Reitz  c 
125  rb,  hbr;  — Ilha  de  Santa  Catarina,  Cachoeira  do  Bom 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


185 

Jesus,  a mais  ou  menos  10  m s.m.,  banhado,  leg.  Klein,  Souza 
e Brezolin  5890  (6.10.1964)  rb,  hbr;  — Itajaí,  Doze,  a 
± 10  m s.m.,  leg.  Reitz  e Klein  11213  (3.10.1961)  RB, 
hbr;  — Mafra,  Campo  Novo,  a 750m  s.  m.,  leg.  Klein  3881 
(12.12.1962)  rb,  hbr;  — Matos  Costa,  orla  de  capão  a 
1100  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  13714  (27.10.1962)  rb, 
hbr;  — Porto  União,  Fazenda  Frei  Rogério  a 750  m s.m., 
campo  úmido,  leg.  Klein  3667  (10.12.1962)  RB,  hbr;  — 
Ribeirão,  Tapera  a mais  ou  menos  10 m s.m.,  leg.  Klein  e Bre- 
solin  8369  e 8371  (14.10.1969)  rb,  hbr;  — Rio  do  Sul, 
Alto  Matador,  pinhal  a 800  m s.m.,  leg.  Reitz  e Klein  7285 
(16.10.1958)  rb,  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa  Vista  a 1000 
m s.m.,  leg.  Klein  e Reitz  10153  (13.10.1960)  rb,  hbr;  — 
ibidem,  idem  10151,  rb,  hbr;  — ibidem  a 700  m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  10213  (14.10.1960)  rb,  hbr;  — São  José  do 
Cerrito  a 950  m s.m.  leg.  Klein  4322  (31.10. 1963)  rb,  hbr; 
— Sombrio,  a 15  m s.m.,  leg.  Reitz  (15.9.1945)  R. 


111.  BACCHARIS  USTERI  Heering  in  Usteri  Flora  der  Umgebung  der 
Stadt  S.  Paulo,  260.  1911. 

Localidade  típica:  São  Paulo,  Santa  Ana.  Tipo:  leg.  Usteri  s.n. 

= Baccharis  heeringeana  Teodoro  nov.  hyb.  (=  B.  usterii  X B.  mille- 
ílora),  Contrib.  Inst.  Geobiol.  “La  Salle”,  Canoas  3:6.1954. 
Localidade  típica:  S.  Paulo,  Cidade  Jardim  e Campo  Congonhas  leg. 
W.  Hoehne  1948,  1953,  1957  e 1959  (SPF.). 

Subarbusto  ramificado,  com  cerca  de  0,5-1  m de  altura,  ramos  tria- 
lados,  com  alas  planas,  glabras,  mais  ou  menos  contínuas,  com  0,5-1, 5 
cm  de  larg.;  folhas  ovais,  curtamente  pecioladas,  trinérveas,  com  1-5  cm 
de  compr.  e 0,5-1, 5 cm  de  larg.,  de  base  cordiforme,  com  os  lobos  basais 
sempre  inflexos  (in  vivo).  Apresenta  parênquima  paliçádico  nas  duas 
faces,  verificando-se  a mesma  estrutura  nas  alas  foliáceas  dos  ramos. 
Estas,  como  as  de  todas  as  espécies  do  grupo,  constituem  um  prolonga- 
mento de  porções  marginais  das  folhas.  Capítulos  dispostos  em  ramos 
espiciformes,  ordenados  em  panículas  amplas;  invólucro  dos  capítulos 
com  ± 5-6  mm  de  alt  e 3-4  mm  de  diâm,  com  brácteas  involucrais  gla- 
bras, agudas;  flores  de  50-80;  corola  da  flor  feminina  com  ± 3,5  mm 
de  compr.,  ápice  denteado,  com  dois  dentes  triangulares  laterais  e um 
intermediário,  todos  papilosos  no  dorso;  aquênio  com  cerca  de  1-1,5  mm 
de  compr.  e 0,2-0, 3 mm  de  diâm.,  5-estriado;  papus  com  2f  3 mm  de 
compr.;  estilete  com  ± 5 mm  de  compr.,  dividido  em  dois  ramos. 

O.  nome  da  espécie  é uma  homenagem  a A.  Usteri,  que  foi  profes- 
sor na  Escola  Politécnica  de  São  Paulo. 


SciELO/JBRJ 


186 


Material  examinado:  SP  — Freguezia,  leg.  Usteri  (28.10.1906)  SP; 

Jardim  Botânico,  nativa  leg.  M.  A.  Pereira  (26.4.1946)  SP; 
Salesópolis,  Boracea,  leg.  O.  Travassos  352  (4.3.1962)  RB; 
leg.  Pabst  5529  (11-4-961)  hb. 

RJ  — Petrópolis,  brejo,  leg.  C.  Góes  362  (3.1944)  rb;  — 
ibidem,  a 650  m s.m.,  em  lugar  úmi  lo,  leg.  Sucre  2739  (13.4. 
1968)  rb;  — Santa  Maria  Madalena,  leg.  S.  Lima  45  (3 . 1937) 
RB;  — Jacarepaguá,  planta  de  brejo,  leg.  Sucre  3731  (7.5. 
1958)  rb;  — Barra  da  Tijuca,  leg.  A.  P.  Duarte  1178  (29.4. 
1948)  rb;  — Jacarepaguá,  Itaúna,  na  borda  da  mata,  leg. 
Sucre  (12.4.1973)  rb. 

MG  — Hermílio  Alves,  lugar  úmido,  leg.  E.  Pereira  2936  e 
Pabst  3772  (17.4.1957)  RB,  hb;  - — Viçosa,  leg.  Kuhlmann 
27770  (28.2.1935)  rb;  — Cel.  Pacheco,  Jeg.  Heringer  1868 
(28.1.1952)  rb;  — Congonhas  do  Campo,  leg.  A.  P.  Duarte 
9715  (20.4.1966)  rb;  — Passa  Quatro  leg.  Brade  18918 
(2.5.1948)  rb;  — Dias  Tavares,  leg.  Pe.  Krieger  10561 
(14.5.1971)  rb;  entre  Juiz  de  Fora  e Santos  Dumont,  leg. 
Trinta  558  (27-3-964)  hb. 

SC  — Pilões  Palhoça  capoeira,  leg.  Reitz  e Klein  3275  (7.6. 
956)  hb. 

RS  — Canoas,  Leg.  Irmão  Edésio  11012  (23-1-1950)  R;  Pe- 
lotas leg.  José  Gomes  (5.950)  hb. 


112.  BACCHARIS  TRIMERA  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:425. 
1836. 

Bas.:  Molina  trimera  Lessing,  in  Linnaea  6:141.  1831. 

“In  Brasilia  ad  fretuni  St.  Catharina,  leg.  Chamisso,  pr.  Ria  de  Janeiro, 
leg.  Beyrich”. 

= Baccharis  genistelloides  var.  trimera  (Less.)  Baker  in  Martius  Fl. 
Bras.  6(3):  40.  1882,  tab.  16,  fig.  3. 

Nome  vulgar : carqueja. 

Subarbusto  glabro,  glutinoso,  ramificado;  alas  dos  ramos  com  ± 
0,5-1, 5 cm  de  larg.;  folhas  muito  reduzidas,  ovais;  capítulos,  geralmente, 
aglomerados,  formando  espigas  interrompidas,  que  se  ordenam  em  in- 
florescência  paniculiforme,  com  ramificações  simples  (foto  33);  invó- 
lucro do  capítulo  feminino  com  5-6  mm  de  a't.  e 2-3  mm  de  diâm.  (fig. 
257)  com  3-4  séries  de  brácteas  involucrais  glabras,  agudas  ou  acumi- 
nadas  (fig.  230);  flores  de  30-40,  com  corola  de  3-4  mm  de  compr., 
com  ápice  truncado,  envolvendo  frouxamente  o estilete  (fig.  146);  aquê- 
nio  glabro,  com  ± 1-1,5  mm  de  compr.,  10-estritado;  estilete  com  4-6 
mm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo  masculino  com  cerca  de  4-4,5  mm 
de  alt.  e 5 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  ovadas,  glabras;  co- 


cm 


ISciELO/JBRJ 


187 


rola  da  flor  masculina  com  ± 3,5-4  mm  de  compr.,  com  limbo  dividido 
em  lacínios  longos,  enrolados  em  espiral  (fig.  209). 

O nome  trimera,  dado  à espécie,  tem  relação  com  os  ramos  tria- 
lados. 

Espécie  muito  confundida  com  Baccharis  cylindrica  e Bacharis 
myriocephala,  dua_  outras  espécies  do  grupo,  mas  bem  distinta  pela 
disposição  dos  capítulos  nos  ramos. 

Material  .examinado:  MG  — leg.  Gardner  4896  R;  leg.  Regnell  1-247 
r;  P.  Caldas,  leg.  Widgren  1845  R;  Belo  Horizonte,  Serra  do 
Curral,  leg.  Pe.  Roth  1610  (19.7.1955)  rb;  ibidem,  cerrado, 
leg.  Laboriau  1003  (26.7.1959)  RB;  Bicas,  no  campo,  leg.  Pe. 
Krieger  8727  (13.6.1970)  rb;  Montes  Claros,  brejo  a 950  m 
s.m.  leg.  Irwin  23859  (24.2.1969)  rb;  Paraopeba,  cerrado, 
leg.  Heringer  5207  (20.5.1956)  rb;  Sete  Lagoas,  cerrado, 
leg.  J.  B.  Silva  250  (4.7.1968)  rb;  Nova  Lima,  Lagoa  Gran- 
de a 1300-1500  m s.m.  leg.  L.  O.  Williams  6542  (10.4.1945) 
rb;  Delfim  Moreira,  São  Franciscc  dos  Campos,  nos  pastos, 
leg.  M.  Kuhlmann  2486  (9.6.1956)  rb. 

RJ  — Itatiaia,  estrada  para  Maromba,  leg.  Altamiro  26 
(18.10.1545)  rb;  ibidem,  Abrigo  Rebouças,  leg.  M.  C.  Viana 
207  (5.12.1964)  RB;  Teresópolis,  Serra  dos  Órgãos,  leg.  P. 
Occhioni  102C  (5.7.1947)  rb;  ibidem,  leg.  L.  E.  Paes  (20.5. 
1944)  rb;  idem,  leg.  Otávio  206  rb. 

SP  — Serra  da  Mantiqueira,  entre  Itajubá  e Guaratinguetá, 
leg.  Castellanos  (14.7.1962)  rb;  Campos  dc  Jordão,  pr.  de 
Umarama  leg.  Tatiana  176  (1.5.1956)  sp;  Mogi  das  Cruzes, 
vila  São  Geraldo,  leg.  Hashimoto  51  (4.6.1938)  rb. 

PR  — Rio  Negro,  Campo  do  Tenente,  leg.  Hatschbach  2197 
(1.4.951)  rb,  hh. 

SC  — Turvo,  leg.  Dobereiner  e Tokarnia  441  (13.2.1968) 
rb;  São  José,  Serra  da  Boa  Vista,  campo  a 100  m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  10186,  10192  e 10986  (13.10.1960)  RB,  HBR;  La- 
jes, Encruzilhada,  alto  da  serra  a 900  m s . m.,  capoeira,  leg. 
Reitz  e Klein  13938  (30. 10. 1962)  rb.  hbr;  São  Francisco  do 
Sul,  Garuva,  Monte  Crista,  campo  950,  leg.  Reitz  e Klein 
10899  (23.3. 196^)  rb,  hbr. 

RS  — Estação  experimental  de  S.  Gabriel,  freqüente,  leg.  A. 
Pott  28  (7.1.1969)  RB;  Estação  Experimental  de  Tupance- 
retã,  freqüente,  leg.  A.  Pott  5 (10.2.1969)  rb.;  sem  indicação 
de  localidade  leg.  Sellow  hib.  736  R. 

Uruguri,  Maldonado,  Sierra  Animas  a 200  m s.m.  leg.  Herter 
5051  (9.1929)  rb. 


SciELO/JBRJ 


Bolívia,  de  Santa  Cruz  a Cochabamba,  freqüente,  leg.  B.  Ma- 
guire  44496  (13.11.1959)  rb. 

Referência  bibliográfica : Cabrera  (1963)  cita,  além  do  sul  do 
Brasil,  Bolívia  e Uruguai,  o Paraguai  e nordeste  da  Argentina 
como  zonas  de  dispersão  da  espécie. 


113.  BACCHARIS  CY L1NDR1CA  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prod.  5:426. 
1836. 

Bas.:  Molina  cylindrica  Lessing,  in  Linnaea  6:144.  1831. 

Localidade  típica:  Uruguai. 

Holótipo:  leg.  Sellow  d.  649. 

= Baccharis  genistelloides  var.  cylindrica  (Less.)  Baker  in  Martius  Fl. 
Bras.  6 (3):41.  1882. 

Iconografia : Baker  l.c.  tab.  16  fig.  1. 

= Baccharis  perplexa  Teodoro  et  Vidal,  Contrib.  Insti.  Geo-biol.  8:38. 
1957. 

Nome  vulgar:  carqueja. 


Hábito  semelhante  ao  de  B.  trimera  (Less.)  A.  P.  de  Candolle. 
Capítulos  sésseis,  geralmente  em  grupos  de  3-5,  dispostos  em  ramos 
longos,  com  alas  de  2-3  mm  de  larg.,  formando  espigas  densas,  ordena- 
das em  inflorescência  paniculiforme  de  ramificação  simples  (fig.  34); 
invólucro  do  capítulo  feminino  oblongo,  com  6-9  mm  de  alt.  e 3,5-4  mm 
de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  de  4-5  seriadas,  mais  ou  menos  en- 
durecidas, glandulosas  no  dorso,  com  ápice  obtuso  ou  arredondado  (fig. 
252);  flores  femininas  cerca  de  50,  com  corola  de  4-4,5  mm  de  compr. 
e cerca  de  0,2  mm  de  diâm.,  com  ápice  denteado;  estilete  com  cerca 
de  5-6  mm  de  compr.;  aquênio  com  mais  ou  menos  1,5  mm  de  compr. 
e 0,5  mm  de  diâm.,  10-estriado;  invólucro  do  capítulo  masculino  com 
5-6  mm  de  alt;  flores  de  25-30,  com  corola  de  mais  ou  menos  4 mm  de 
compr.;  estilete  com  5-6  mm  de  compr.,  com  ramos  abertos. 

O nome  cylindrica  está  relacionado  com  a forma  um  pouco  alon- 
gada do  invólucro  do  capítulo  feminino. 

Material  examinado : MG  — Diamantina,  leg.  D.  Romariz  70113 
(1.2.1947)  rb;  ibidem,  estrada  para  Gouveia  a 1300  m s.m. 
leg.  Irwin  22006  (15.1.1969)  rb;  ibidem,  idem  22C18  (15. 
1.1969)  rb;  ibidem,  estrada  para  Mendanha  a 1300  m s.m. 
leg.  Irwin  22829  (29.1.1969)  rb;  Ouro  Preto,  leg.  Damázio 
9355  RB. 


cm 


SP  — Campos  do  Jordão,  leg.  C.  Porto  3137  (20.2.1937) 
rb;  Serra  da  Bocaina,  brejo,  leg.  Brade  20960  (12.5.1957) 
PR  — leg.  Dusén  4203  (não  Dusén  4293)  R.  38112  (Tipo 
de  B.  perplexa  Teodoro  et  Vidal). 


!scíelo/jbrj 


cm 


189 

SC  — Curitibanos,  campo  a 950  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein 
12915  (24.4.1962)  rb;  ibidem,  a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e 
Klein  12207  (22.2.1962)  rb,  hbr;  Campos  Novos,  na  estrada 
para  Anita  Garibaldi  a 800-900  m s.m.  leg.  L.B.  Smith  11962 
(1.3.1957)  rb;  ibidem,  campo  a 1000  m s.m.  leg.  Reitz  e 
Klein  14631  (11.4.1963)  rb,  hbr;  Jacinto  Machado,  leg. 
Dobereiner  e Tokarnia  443  (13.2.1968)  rb;  Turvo,  Araran- 
guá,  leg.  Reitz  c 401  (18.1.1944)  rb,  hbr;  Lajes,  Vacas 
Gordas  campo  a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  16282  (14.9. 
1963)  rb.  hbr;  São  Francisco  do  Sul,  Garuva,  Monte  Cristo  a 
900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  9993  (6.10.1960)  rb,  hbr 
RS  — Sta.  Maria,  leg.  Dobereiner  e Tokarnia  762  (24.11.970) 
rb;  Pelotas,  na  clareira  da  mata,  leg!  Sacco  567  (8.3.956)  rb. 


114.  BACCHARIS  MYRIOCEPHALA  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:426. 
1836. 

Localidade  típica:  Minas  Gerais. 

Holótipo:  leg.  Vauthier  265  — Fotótipo  F.  28514 
= Baccharis  genistelloides  var.  miriocephala  (Less.)  Baker  in  Martius 
Fl.  Bras.  6(3):  41.  1882.  p.p. 

Subarbusto  muito  ramificado,  com  ramos  trialados,  flexuosos  es- 
candentes  alas  com  mais  ou  menos  5-10  mm  de  larg.,  planas  ou  mais  ou 
menos  onduladas,  em  geral  interrompidas,  formando  artículos  de  mais 
ou  menos  5-10  cm  de  compr.;  capítulos  sésseis,  geralmente  em  grupos 
de  3-5,  cada  grupo  com  espaço  de  mais  ou  menos  0,5-2  cm.,  dispostos 
ao  longo  de  ramos  mais  ou  menos  alongados,  ordenados  em  inflores- 
cência  terminal,  com  ramificação  de  primeiro  e de  segundo  grau  (fig. 
35);  capítulo  feminino  com  invólucro  de  mais  ou  menos  4-6  mm  de  alt. 
e 3-5  mm  de  diâm.,  com  brácteas  involucrais  esverdeadas,  às  vezes  com 
o ápice  purpúreo,  agudos  densamente  glandulosas  no  dorso,  apresen- 
tando os  capítulos  novos  a forma  mais  ou  menos  ovóide,  isto  é,  com  a 
base  globosa  e a porção  superior  atenuada;  flores  de  30-40,  com  corola 
de  cerca  de  3-3,5  mm  de  compr.,  e 0, 1 mm  de  diâmetro  em  toda  a sua 
extensão  de  ápice  ligulado  (fig.  152);  estilete  em  média,  com  5 mm  de 
compr.  exserto  com  ramos  finos,  aquênío  com  mais  ou  menos  1 mm  de 
compr.,  10-estriado,  com  as  estrias  papilosas,  papus  unisseriado  com 
4 mm  de  compr.  e 4-5  mm  de  diâm.  com  bracteas  5-seriadas  agudas, 
com  cerca  de  15-20  flores  com  corola  de  mais  ou  menos  3-4  mm  de 
compr.,  com  tubo  cilíndrico  de  2 mm  de  compr.  e limbo  dividido  em  la- 
cílios  planos,  lineares;  papus  com  cerdas  crespas  na  base,  com  2 mm  de 
compr,  mais  ou  menos  robustas,  mas  não  espessadas  no  ápice;  estilete 
com  disco  bem  constituído  na  base,  com  ramos  bidenteados,  pouco  es- 
pessados, densamente  pilcsos. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


190 


O nome  da  espécie  está  relacionado  com  as  inflorescências  pluri- 
capituladas. 

Material  examinado:  BA  — Canavieiras,  a 18  km  de  Betânia,  leg.  N.T. 

Silva  58405  (14.7.1964)  rb;  ibidem,  Rodovia  para  Cama- 
can,  restinga,  leg.  Belém  1746  (8.9.1965)  RB;  Belmonte,  res- 
tinga, leg.  Belém  2502  (6.7.1966)  rb;  Camacan-Canavieiras, 
restinga,  leg.  Belém  1740  (8.9.1965)  RB;  Santa  Cruz  de  Ca- 
brálea,  restinga,  leg.  Belém  2542  (13.7.1966)  rb;  Belmonte, 
restinga,  leg.  Belém  2502  (6.7.1966)  rb. 

MG  — Poços  de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg.  M.  Emmerich 
1969  (8.9.1964)  rb;  Soledade  a 890  m s.m.  leg.  R.  Laroche 
151  (30.4.1972)  rb;  Lima  Duarte,  Serra  de  Ibitipoca,  leg. 
Pe.  Krieger  8525  (14.5.1970)  rb;  ibidem,  Pico  do  Pião, 
rupícola,  heliófila,  freqüente,  leg.  Sucre  6864  (15.5.1970) 
rb;  Maria  da  Fé,  leg.  A.  P.  Duarte  263  (31.8. 1946)  rb;  Juiz 
de  Fora,  em  terrenos  baldios,  leg.  Pe.  Krieger  8480  (16  6 
1970)  rb. 

RJ  — Petrópolis,  leg.  C.  Góes  11  e 153  rb. 

SP  — Apiaí,  leg.  O.  H.  Leonardos  rb. 

PR  — Curitiba,  Vale  do  Iguaçu  à margem  de  um  pântano, 
freqüente,  leg.  Tessmann  264  e 3398  RB;  Capão  de  Imbuia, 
leg.  Suito  e Dobrowsky  247  e 427  (1.10.1964)  rb;  ibidem’ 
idem  2y7,  139,  140,  306  e 307  (9.1964)  rb;  São  Brás, 
campo,  muito  freqüente,  leg.  Dombrowsky  469  rb;  Campo 
de  Imbuia,  leg.  Lange  1359  (12.10.1964)  rb;  Vila  Velha, 
Arroio  Quebra  Perna,  leg.  Hatschbach  11344  (23.8.1964) 
rb;  Campo  Mourão,  leg.  M.  Labouriau  68  (16.7.1962)  rb; 
Rio  Branco,  Tranqueira,  leg.  Saito  196  Lapa,  campos  do  Pas- 
sa-Dois,  leg.  Braga  11  (26.8.1954)  rb;  Ponta  Grossa  capão 
de  bracatinga,  leg.  Lange  1173  (2.8.1958)  rb;  Sengés,  Rio 
do  Funil,  Faz.  Morungava  à margem  do  rio,  zona  de  cerrado, 
leg.  Hatschbach  6301  (8.9.1959)  rb;  São  Luiz  de  Purumã 
à beira  de  um  córrego,  leg.  M.  Labouriau  1088  (14.7.1962) 
RB;  Palmeira,  leg.  Cecatto  25  (10.1.1942)  rb. 

SC  — Canoinhas,  capoeira  a 750  m s.  m.  leg.  Klein  3019 
(15.9.1962)  RB;  Caçador,  Faz.  Carneiros  a 1100  m s.m. 
leg.  Klein  3093  (16.9.1962)  rb.  hbr;  Curitibanos,  a 950  m 
s.m.  leg.  Klein  3140  (17.9.1962)  rb.  hbr;  Palmares  Cam- 
pos Novos  a 900  m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  16151  (12.9. 
1963)  RB.  hbr;  Porto  União,  mata  ciliar  a 750  m s.m.  leg. 
Klein  e Reitz  13658  (27.10.1962)  rb.  hbr.  São  José,  Boa 
Vista  a 1000 m s.m  leg.  Reitz  e Klein  10.984  (13.4.1961) 
RB.  hbr. 


!scíelo/jbrj 


cm 


191 

RS  — Aparados  da  Serra,  leg.  E.  Pereira  6452  e Pabst  6279 
(24.10.1961);  Canoas,  leg.  Teodoro  630  (3.1939)  RB;  Mon- 
tenegro,  leg.  E.  Pereira  8524  (22.1.1964)  RB. 

Argentina,  entre  La  Plata  e S.  Vicente  dei  Tieyer,  leg.  Black 
e Bodcke  51-11510  (14.3.1951)  rb. 


115.  BACCHARIS  CRISPA  Sprengel,  Syst.  Veget.  3:  466.  1826. 
Localidade  típica:  Montevidéu. 

Holótipo:  leg.  Sellow  d.  397. 

= Molina  Crispa  (Sprengel)  Lessing,  in  Linnaea  6:141.  1831. 

■ Jaceiiaris  genistelloides  var.  crispa  (Sprengel)  Baker  in  Martius  Fl. 
Bras.  6 (3):  41.  1882. 

Iconografia:  Baker  l.c.  tab.  16  fig.  2. 

Arbusto  de  mais  ou  menos  1,5  m de  alt.,  com  ramos  tridadcs;  alas 
com  mais  ou  menos  2-10  mm  de  larg.,  onduladas;  capítulos  sésseis,  dis- 
postos em  espigas  curtas,  que  se  ordenam  em  inflorescência  paniculifor- 
me,  terminal  (fig.  36);  invólucro  do  capítulo  com  cerca  de  5-6  mm  de 
alt.  e 2-3  mm  de  diâm.;  flores  de  40-50;  corola  da  flor  feminina  com 
mais  ou  menos  4 mm  de  compr.  e 0, 1-0,2  mm  de  diâm.,  glabra,  de  base 
alargada  e ápice  liguliforme;  aquênio  com  1-1,5  mm  de  compr.,  10-es- 
triado;  pápus  com  3-4  mm  de  compr. 

O nome  crispa  tem  relação  com  as  alas  onduladas,  dessa  espécie. 

Material  examinado:  Montevidéu,  leg.  Sellow  d.  397  (Tipo)  R. 

PR  --  Curitiba,  campo  limpo,  leg.  Tessmann  263  (11.950) 
rb; 

.RS  — S.  Leopoldo,  leg.  Rambo  543  (28. 10. 1933)  rb.  Porto 
Alegre  Ipanema  leg.  Pabst  7282  (2.2.963)  hb. 

Referência  bibliográfica:  Cabrera  (1963)  informou  que  a es- 
pécie ocorre  no  sul  do  Brasil,  Uruguai  e República  Argentina. 

116.  BACCHARIS  MICROCEPHALA  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr. 
5:  425.  1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  40.  1882;  Cabrera, 
Colec.  Cient.  4(6a):113:  1963. 

Bas.:  Molina  microecephala  Lessing,  in  Linnaea  6:  142.  1831. 
Localidade  típica:  Montevidéu. 

Tipo:  Sellow  d.  248. 

= Baccharis  microptera  Baker  ir.  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  42.  1882. 
“Minas  Gerais,  Poços  de  Caldas,  leg.  Widgren  264”  — Foto  F.  20680 
= Baccharis  mendes-magalhaensii  Mell.  Barr.  in  sched. 

Nomes  vulgares:  carqueja,  cambará. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


192 

Subarbusto  com  cerca  de  0,5-1  m de  alt,  com  ramos  trialados;  alas 
estreitas,  planas,  com  mais  ou  menos  1-3  mm  de  larg.,  contínuas  na  sua 
maior  extensão;  capítulos  sésseis,  agrupados,  dispostos  em  espigas  ter- 
minais interrompidas,  ordenadas  em  mtlorescência  paniculiforme  (foto 
37);  invólucro  dos  capítulos  com  3-4  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de  diâm. 
(fig.  260),  com  brácteas  involucrais  de  bordos  largos,  hialinos  e dorso 
glanduloso;  flores  femininas  cerca  de  30-40,  com  corola  de  mais  ou 
menos  1,5  mm  de  compr.,  denteadas  no  ápice;  estilete  com  cerca  de 
2,5-3  mm  de  compr.;  aquênio  com  0,5-1  mm  de  compr.  e pápus  com 
mais  ou  menos  2,5  mm  de  compr.;  flores  masculinas  de  20-30,  com  co- 
rola de  mais  ou  menos  3-3,5  mm  de  compr.,  com  limbo  dividido  em  la- 
cínios  triangulares;  estilete  com  3-4  mm  de  compr.  com  ramos  abertos; 
pápus  de  cerdas  crespas,  não  espessadas  no  ápice. 

O nome  microcephala  está  em  relação  com  o tamanho  diminuto 
dos  capítulos,  verificado  nessa  espécie. 

Material  estudado : MG  — Poços  de  Caldas,  Morro  do  Ferro,  leg. 

Roppa  594  (25.2.1965)  RB;  Joboticatubas,  leg.  M.  Maga- 
lhães 2487  (21.11.1942)  RB. 

SP  — Lageado,  leg.  Brade  5508  (2.3.1913)  sp. 

PR  — Curitiba,  leg.  Tessmann  71  RB;  Campo  de  Aviação  leg. 
E.  Pereira  5186  (9.2.960)  hb. 

SC  — Araranguá,  Sombrio,  na  praia  temporariamente  alaga- 
da, leg.  Reitz  e.  703  (23.9.1944)  rb,  hbr;  Curitibanos, 
campo  a 900 m s.m.  leg.  Reitz  e Klein  12231  (22.2.1962) 
rb,  hbr;  Irani,  leg.  Castellanos  24622  (2.1964)  rb;  hb. 
Porto  União,  Calmon,  banhado  do  campo  a 900 m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  12338  (23.2.1962)  rb,  hbr;  São  Francisco 
de  Paula,  leg.  Rambo  36299  rb;  S.  Jerônimo,  leg.  Schwacke 
6316  R. 

RS  — Santa  Cruz  de  Sul,  leg.  Vidal  IV.  657  (1954)  r;  Tor- 
res, Chimarrão,  Três  Cachoeiras,  leg.  Vidal  IV.  485  (1954)  R; 
São  Leopoldo,  Quinta  São  Manoel,  leg.  Dutra  669  (2.1904) 
r;  Canela,  leg.  E.  Richter  (11.4.963)  hb. 

Argentina,  Missionis,  Candelaria  leg.  Bertoni  2615  (8.1.1946) 
RB. 

Referência  bibliográfica:  Cabrera  (1963)  informa  que  a es- 
pécie é higrófila,  freqüente  no  sul  do  Brasil,  Paraguai,  Uru- 
guai e nordeste  da  Argentina. 

117.  BACCHARIS  PHYTEUMOIDES  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr. 
5:425.  1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  44. 1882;  Cabrera,  Colec. 
Cient.  4 (6a):  110.  1963. 

Bas.:  Molina  phyteumoides  Lessing,  Linnaea  6:  146.  1831. 

Localidade  típica:  Montevidéu. 

Tipo:  Sellow  d.  501  — HIB.  748.  — Foto  F.  33214. 


SciELO/JBRJ 


cm 


193 

Subarbusto  com  mais  ou  menos  1-1,5  m de  alt,  com  caule  pouco 
ramificado;  ramos  trialados,  com  alas  de  1-5  mm  de  larg.,  formando 
artículos  de  mais  ou  menos  6-8  mm  de  compr.  e 1-1,5  mm  de  larg.;  fo- 
lhas oblanceoladas,  de  base  atenuada,  com  5-8  cm  de  compr.  e 0,8-2  cm 
de  larg.  capítulos  formando  uma  espiga  de  mais  ou  menos  8-15  cm  de 
compr.  e 1-1,5  cm  de  diâmetro,  interrompida  na  porção  inferior;  invó- 
lucro do  capítulo  feminino  com  cerca  de  8 mm  de  alt.  e 5 mm  de  diâm., 
com  brácteas  involucrais  agudas,  mais  ou  menos  endurecidas;  flores  de 
50-80,  com  corola  de  mais  ou  menos  4 mm  de  compr.  e 0,2  mm  de 
diâm.,  glabra,  com  ápice  4-denteado,  com  dentes  mais  ou  menos  iguais 
entre  si,  e um  dente  vestigial;  estilete  com  5-6  mm  de  compr.;  aquênio 
com  o dorso  mais  ou  menos  convexo,  10-estriado,  com  estrias  finas,  com 
2 mm  de  compr.  e 0,5  mm  de  larg.;  invólucro  do  capítulo  masculino 
com  cerca  de  7 mm  de  compr.  e 5 mm  de  diâm.,  com  brácteas  involu- 
crais agudas,  glandulosas;  flores  de  40-50,  com  corola  de  mais  ou  menos 
5 mm  de  compr.,  com  limbo  infundibuliforme,  piloso  e glanduloso,  di- 
vidido em  lacínios  lineares  dq  2 mm  de  compr.  e 0,5  mm  de  larg.,  com 
ápice  reflexo;  pápus  com  cerdas  frisadas  na  base,  não  espessadas  no 
ápice. 


Material  examinado:  RS  — Pelotas,  brejos,  leg.  Edésio  Maria  s.  n. 
(10.11.1946)  sp. 

Referência  bibliográfica : Cabrera  (1963)  informa  que  a espé- 
cie vegeta  em  lugares  muito  úmidos,  no  sul  do  Brasil,  Uruguai 
e nordeste  da  Argentina. 


118.  BACCHARIS  SAGITALIS  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:425. 
1836;  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3):  42.  1882;  Heering,  Jahrb. 

Hamburg  Wissenschaft  Anstat.  31(3):  118.  1914;  Cabrera  in  Maevia 
N.  Corrêa.  Flora  Patagonica  8(7):  79.  1971.  fig.  64. 

Bas.:  Molina  sagittalis  Lessing,  Linnaea  6:  142.  1831. 

Localidade  típica : Chile. 

= Baccharis  trimerioides  Malme,  Arkiv  f.  bot.  24A  (6):  51.  1931. 
“Quinta  pr.  Rio  Grande  do  Sul  oppid.  in  ora  silvae  paludosae  ripae 
lacus  Lagoa  dos  Patos,  legit  Malme  11.1605  (4.4.1902)”. 

Foto  F.  28524. 

Subarbusto  com  cerca  de  30-70  cm  de  alt.,  com  ramos  trialados; 
alas  com  mais  ou  menos  2-5  mm  de  larg.,  interrompidas  nos  pontos  de 
inserção  das  folhas  ou  de  seus  rudimentos;  folhas  de  elíticas  a ovais 
ou  oblongo-lanceoladas,  com  1-2  cm  de  compr.  e cerca  de  0,5-1  cm  de 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


194 


larg.;  capítulos  sésseis,  dispostos  em  grupos,  formando  espigas  densas, 
contínuas  ou  interrompidas;  invólucro  do  capítulo  feminino  mais  ou 
menos  globoso,  com  4-5  mm  de  alt.  e 3-4  mm  de  diâm.,  estreitado  na 
porção  superior  (fig.  116),  com  brácteas  involucrais  glabras,  dispostas 
em  4-5  séries;  flores  cerca  de  50-80,  com  corola  de  mais  ou  menos  2-3 
mm  de  compr.  e 0,3-01,  mm  de  diâm.  com  ápice  4-denteado;  estilete 
com  cerca  de  4 mm  de  compr.;  pápus  de  cerdas  finas  com  mais  ou  me- 
nos 4 mm  de  compr.,  ultrapassando  o comprimento  do  invólucro;  ová- 
rio com  0,5-1  mm  de  compr.,  glabro,  com  o dorso  mais  ou  menos  con- 
vexo e carenado  na  face  ventral  (fig.  194);  invólucro  da  flor  masculina 
campanulado,  com  mais  ou  menos  3 mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm.,  com 
20-30  flores;  corola  com  cerca  de  3-5  mm  de  compr.  pápus  de  cerdas 
crespas  no  ápice,  não  espessadas,  com  mais  ou  • menos  3 mm  de  compr. 

Material  examinado:  PR  — S.  José  dos  Pinhais,  Rio  Pequeno,  no 
brejo,  leg.  Hatschbach  22817  (5.11.1969)  hh;  Paula  Frei- 
tas, Rondinha,  leg.  Hatschbach  29170  (22.2.1972)  HH;  Caio- 
ba,  caminho  do  Taboleiro,  leg.  Mattos  (30.4.1950)  rb. 

SC  — Campo  Alegre  a 900  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein 
7473  (9.11.1956)  RB,  hbr;  Santa  Cecília,  Campo  do  Areão 
a 1100  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  14180  (19.12.1962)  rb; 
ibidem,  leg.  E.  Pereira  8374  (15.1.1964)  rb,  hb;  São  Joa- 
quim a 1100-1200  m s.  m.  campo,  leg.  L.  B.  Smith  e Reitz 
14369  (6.2.1965)  rb,  hbr;  São  José,  Serra  da  Boa  Vista, 
campo  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  10707  (24.1.1961) 
rb,  hbr;  ibidem,  lég.  Reitz  e Klein  10392  (10.11.1960)  RB, 

HBR. 

RS  — Taimbezinho,  in  uliginosis  graminosis,  leg.  Rambo 
54065  e 54078  (20.3.1953)  rb;  Santa  Cruz  do  Sul,  leg.  Vi- 
dal  IV. 656  e 657  (2.1954)  r;  São  Francisco  de  Paula,  in 
campo  sicco,  leg.  Rambo  36253  (27.1.1948)  R.  Pelotas,  a 
beira  da  estrada,  leg.  G.  L.  Brauer  12  (12.3.958)  hb. 


A figura  62  de  Baccharis  saiittalis  (Less.)  A.  P.  DC,  que  ilustra 
o trabalho  de  Cabrera  (1971),  concorda,  perfeitamente,  com  a Foto 
F.  28524,  de  um  exemplar  coletado  por  Dusén,  no  Paraná,  e deter- 
minado por  Malme,  como  Baccharis  trimerioides  Melme.  Comparan- 
do as  diagnoses  dessas  espécies,  creio  ser  aconselhável  subordinar  a 
espécie  de  Malme  a Baccharis  sagitíalis  (Less.)  A.  P.  de  Candolle,  como 
sinônimo,  já  que  não  pude  encontrar  diferenças  que  justificassem  seu 
desmembramento. 

Baccharis  sagittalis  (Less.)  A.  P.  de  Candolle  ocorre  no  cemiu 
e sül  do  Chile,  e de  Mendoza  à Patagônia,  na  Argentina.  Seu  apare- 
cimento no  sul  do  Brasil  e Uruguai  sempre  foi  tido  como  duvidoso. 


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119.  BACCHARIS  PSEUDOVILLOSA  Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geobiol. 
8.35.  1957. 

Bas.:  Baecharis  villosa  Heering,  Jahrb.  Hamb.  Wissenschaft.  Anst 
31(3) :25.  1903.  (non  Vahl,  1790). 

Localidade  típica:  Santa  Catarina,  campos  de  Capivara,  Serra  Geral. 
Tipo:  leg.  Ule  1782. 

Subarbusto  de  mais  ou  menos  0,5  m de  alt,  com  ramos  trialados, 
vilosos;  alas  com  cerca  de  0,5-1  cm  de  larg.;  folhas  ovadas,  de  base 
cordada,  ou  arredondada,  com  0,5-1  cm  de  compr.,  vilosas;  capítulos 
agrupados  dispostos  em  ramos  espiciformes  congestos;  invólucro  do 
capítulo  feminino  oblongo-campanulado,  com  cerca  de  4-6  mm  de  alt. 
e 2,5-3  mm  de  diâm.,  com  3-4  séries  de  brácteas  involucrais  castanhas, 
com  o ápice  escuro  e piloso  e as  mais  externas  muito  vilosas;  flores 
femininas  de  40-50,  com  corola  de  mais  ou  menos  3 mm  de  compr, 
com  ápice  4-denteado;  estilete  com  mais  ou  menos  4,5  mm  de  compr.; 
pápus  com  cerca  de  3 mm  de  compr,  não  exserto  do  invólucro;  aquê- 
nio  com  mais  ou  menos  1 mm  de  compr,  10  estriado.  (Foto  38;  figs. 
105,  140). 

O nome  da  espécie  está  relacionado  com  o tipo  de  pilosidade 
verificado  nas  brácteas  involucrais,  folhas  e alas  dos  ramos. 

Material  examinado:  SC  — Araranguá  a 1000  m s.  m.  Serra  da  Pedra, 
leg.  Reitz  c.  312  (28.12.1943)  rb.  hbr.;  São  Joaquim, 
Cambajuva  a 1200  m s.  m.  leg.  Reitz  3479  (22.1.1950)  RB. 

HBR. 

RS  — São  Francisco  de  Paula,  in  paludosis  turíosis,  leg.  Ram- 
bo  36249  (5.2.1948)  R. 


120.  BACCHARIS  STENOCEPHALA  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6(3): 39. 
1882. 

Localidade  típica:  São  Paulo,  campos  do  Morumbi. 

Holótipo:  Burchell  4438.  Fotótipo  F.  22496. 

= Baecharis  tastigiata  Baker  in  1.  c.  “Minas  Gerais,  pr.  de  Cachoeira 
do  Campo,  leg.  Martius  747”.  Fotótipo  F.  20676. 

Nome  vulgar:  carqueja. 

Subarbusto  com  mais  ou  menos  50  cm  de  alt.  com  xilopódio;  ra- 
mos fastigiados,  trialados,  alas  com  2-3  mm  de  larg,  glabras,  interrom- 
pidas, formando  artículos  de  2-6  cm  de  compr.;  folhas  rudimentares, 
com  2-5  mm  de  compr.;  capítulos  ordenados  em  espigas  laxas,  ter- 
minais, com  mais  ou  menos  4-5  cm  de  compr.;  invólucro  do  capítulo 
feminino  com  7-10  mm  de  alt.  e 2-2,5  mm  de  diâm,  com  5-6  séries 


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cm  .. 


196 

de  brácteas  involucrais  duras,  obutsas,  glandulosas  no  dorso  (fig.  109); 
flores  femininas  de  15-20,  com  corola  de  mais  ou  menos  5-6  mm  de 
compr.  e 0,2  mm  de  diâm.  com  ápice  liguliforme  (fig.  148);  estilete 
com  7-10  mm  de  compr.,  profundamente  dividido  em  dois  ramos  qua- 
se filiformes,  atenuados  em  direção  ao  ápice  (fig.  132);  aquênio  com 
2-2,5  mm  de  compr.,  10  estriado;  invólucro  do  capítulo  masculino  com 
5-6  mm  de  alt.  e 3 mm  de  diâm.,  com  10-15  flores,  com  corola  de  4-5 
mm  de  compr.  com  tubo  curto  e limbo  infundibuliforme  dividido  em 
lacínios  planos  (fig.  212);  estilete  com  mais  ou  menos  6-7  mm  de 
compr.,  com  ramos  separados,  densamente  pilosos;  pápus  com  cerdas 
não  espessadas  no  ápice. 

Baker  chamou  sua  espécie  stenocephala,  para  ressaltar  a forma 
alongada  dos  capítulos  das  flores  femininas. 

Material  examinado:  SP  — Butatan  leg.  Hoehne  226,  no  campo 
(6.1917)  sp;  ibidem,  idem  (2 .5 . 1917)sp;  Vila  Ema,  leg. 
Brade  12958,  rb;  Morro  Jaraguá,  a 1000  m s.  m.  leg.  Brade 
5507  (21.3.1915)  R.;  S.  José  dos  Campos  (3.3.1915)  sp; 
Mooca,  leg.  Brade  5507a  (23.2.1913)  sp;  Jaraguá,  leg.  Us- 
teri  (14.4.1907)  sp;  Jaraguá,  Taipas,  leg.  G.  Hashimoto  101 
(30.4.1933)  SP. 

PR  — Lagoa  Dourada,  Vila  Velha  leg.  E.  Pereira  8261 
(13.1.1964)  rb,  hb;  Curitiba,  Xaxim,  leg.  Lange  1008  e 
1116  (5.1957)  e 137  (12.3.1956)  rb;  ibidem,  campo  lim- 
po leg.  Tessmann  60  (28.3.1960)  rb;  Guarapuava  a 1100 
m s.  m.,  campo,  leg.  Brade  19549  (15.2.1940)  rb;  Monte 
Alegre,  leg.  M.  Kuhlmann  (23.11.1954)  SP;  Ponta  Grossa 
a 1100  m s.  m.  leg.  Brade  19508  (13.2.1949)  rb;  Rio  Ne- 
gro, Campo  do  Tenente,  leg.  Hatschbach  2178  (1.4.1951) 
rb. 

SC  — Abelardo  Luz,  Chapecó,  leg.  Castellanos  24641  (28.2. 
1964)  rb;  Campos  Novos  a 1000  m s.  m.  leg.  Reitz  6415  e 
6394  (1. 1963)  RB.  hbr;  Curitibanos  a 850  m s.  m.  leg.  L.  B. 
Smith  e Klein  11123  (9.2.1957)  rb.  hbr;  ibidem,  rio  Ma- 
rombas a 900  m.  s.  m.  leg.  Reitz  e Klein  12291  (22.2.1962) 
rb.  hbr;  Irineópolis,  banhado  do  campo  a 750  m s.m.  leg. 
Reitz  e Klein  12482  (5.2.1962)  rb.  hbr;  Joaçaba,  campo 
das  Palmas  a 1000-1200  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  e Klein  11406 

(2 . 1957)  rb.  hbr;  Lajes  a 900  m s.  m.  leg.  L.  B.  Smith  11272 

(12.2.1957)  RB.  hbr;  Passo  do  Socorro  a 900  m s.  m.  leg. 
Reitz  6512  (3.2.1963)  rb.  hbr;  Valões,  banhado  de  campo 
a 750  m s.  m.  leg.  Reitz  12468  (252.1962)  rb.  hbr;  Rio 
Chapecó,  Abelardo  Luz  leg.  Castellanos  24641  (28.2.1964) 
HB. 


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121.  BACCHARIS  RIOGRANDENSIS  Teodoro  et  Vidal,  Boi.  Inform.  Inst 
Geobiol.  La  Salle,  Canoas  1:13.  1949. 

Localidade  típica:  Rio  Grande  do  Sul,  Santa  Maria. 

Holótipo:  leg.  J.  Vidal  III.  1939  R. 

Subarbusto  com  mais  ou  menos  1 m de  alt;  alas  dos  ramos  crespas, 
glabras,  com  0,5-1  cm  de  larg.;  ramos  férteis  com  alas  muito  estrei- 
tas; capítulos  dispostos  em  ramos  espiciformes  terminais,  fastigiados; 
invólucro  do  capítulo  feminino  com  7-10  mm  de  alt.  e 2-3  mm  de 
diâm.,  com  brácteas  involucrais  em  4-5  séries,  obtusas,  mais  ou  me- 
nos glandulosas  no  dorso;  flores  cerca  de  30;  corola  glabra,  com  cerca 
de  5-6  mm  de  compr.  com  base  levemente  dilatada,  ápice  denteado, 
com  dentes  bem  definidos;  estilete  com  cerca  de  6-7  mm  de  compr. 
dividido  em  dois  ramos  profundos;  aquênio  com  cerca  de  3 mm  de 
compr.,  10  estriado;  pápus  com  mais  ou  menos  7 mm  de  compr.;  in- 
vólucro masculino  com  cerca  de  5 mm  de  compr.  e 4 mm  de  diâm.; 
flores  de  30-40;  corola  com  tubo  muito  fino  com  mais  ou  menos  3-3,5 
mm  de  compr.  e limbo  com  2 mm  de  compr.  dividido  em  lobos  oblon- 
gos, agudos,  glabros,  planos;  pápus  com  mais  ou  menos  4 mm  de 
compr.,  com  cerdas  lisas,  somente  torcidas  no  ápice,  sem  espessamento; 
estilete  com  mais  ou  menos  5 mm  de  compr.,  com  ápice  hirsuto,  leve- 
mente espessado. 

Material  examinado:  RS  — Mun.  de  Santa  Maria  da  Boca  do  Mon- 
te, leg.  J.  Vidal,  março  de  1939  r.  37004  (Tipo);  Ilha  dos 
Marinheiros,  leg.  Vidal  11.283  (29.2.1880)  r;  Porto  Ale- 
gre, pr.  de  Menino  Deus,  leg.  Malme  900  (27.2.1901)  R; 
Canoas,  leg.  Teodoro  (16.2.1949)  R;  Santa  Cruz  do  Sul,  leg. 
Vidal  IV. 655  (1954)  r;  S.  Leopoldo,  Monte  Sapucaia,  ín 
arenosis  dumetosis,  leg.  Rambo  40467  (9.3.1949)  hh. 


ESPÉCIES  DUVIDOSAS 


1. 

2. 

3. 

4. 

5. 


6. 

7. 

8. 
9. 

10. 

11. 


Baccharis  junciformis  A.  P.  de  Candolle,  Prodr.  5:425.  1836. 

” pentaptera  A.  P.  de  Candolle  in  1.  c. 

alpestris  Gardner  in  Hooker  Lond.  Journ.  4:122.  1845. 

’’  bitrons  Baker  in  Martius  Fl.  Bras.  6 (3):  54.  1882. 

macrophylla  Dusén,  Arch.  Mus.  Nac.  R.  Janeiro,  13:14.  1903. 
1904. 

palustris  Heering,  Jahrb.  Hamburg  Wissens.  Anst  21(3):  1904. 
” petraea  Heering,  in  1.  c. 

cordata  Teodoro,  Contrib.  Inst.  Geobiol.  Canoas,  8:37.  1957. 
fraudulenta  Teodoro,  in  1.  c.  3:5.  1954. 
heeringeana  Teodoro,  in  1 . c.  * 
hoehneana  Teodoro,  in  1 . c.  * 


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cm 


198 

DISTRIBUIÇÃO  GEOGRÁFICA  DAS  ESPÉCIES  DA  SUBTRIBO 
BACCHARIDINAE  HOFFMANN 

A subtribo  Baccharidinae  Hoffmann  está  constituída  de  espécies,  exclu- 
sívamente,  americanas  distribuídas  em  regiões  fitogeográficas  que  Bentham 
(1873)  delimitou  e Teodoro  (1958)  revisou  e ampliou. 

Os  dois  principais  centros  de  dispersão  das  Baccharidinae,  na  América  do 
Sul,  são  a Região  Andina  e a Brasiliana.  A Região  Brasiliana  se  estende  do 
sul  do  equador,  na  parte  que  fica  a leste  da  linha  do  meridiano  de  60°  até  o 
trópico  de  Capricórnio  e,  daí  até  Bahia  Blanca,  na  Argentina,  segue  o meri- 
diano de  65°.  É nessa  área  que  se  distribuem  as  espécies  brasileiras  da  subtri- 
bo em  estudo. 

De  acordo  com  os  estudos  de  Teodoro  (1958),  as  Baccharidinae  são  me- 
sofíticas  e faixas  contínuas  excessivamente  secas,  como  a “depressão  hiperxero- 
fítica”  ou  muito  úmidas,  como  a planície  amazônica,  constituem  barreiras  para 
o seu  desenvolvimento.  São,  na  maioria,  plantas  de  campo  ou  de  lugares  aber- 
tos, constituindo,  nas  capoeiras  ou  terrenos  devastados,  formações  densas, 
muitas  vezes,  dominantes.  Muitas  só  medram  em  altitudes  superiores  a 500 
m s.  m.  poucas,  em  lugares  baixos,  de  5-20  m s.  m.,  e há  aquelas  indiferentes, 
que  tanto  vivem  em  lugares  baixos,  como  em  grandes  altitudes. 

Quanto  à dispersão  das  espécies,  podem-se  distinguir  os  seguintes  grupos: 

1.  Espécies  consideradas  endêmicas,  até  o momento: 

Baccharis  hypericiíolia  Baker  e B.  patens  Baker  — RS  e Uruguai. 

B.  angusticeps  Dusén  e B.  paranaensis  Heering  et  Dusén  — PR. 

B.  Ieucocephala  Dusén  — SC  e PR.  B.  araçatubensis.  B.  selloi. 

B.  muelleri  Baker  — SC  (Restinga). 

B.  riograndensis  Teodoro  et  Vidal  — RS. 

B.  elliptica  Gardner,  B.  martiana  G.  M.  Barroso,  B.  lychrtophora  Gard- 
ner,  B.  concinna  G.  M.  Barroso,  B.  polyplylla  Gardner,  B.  minuti- 
llora  Martius,  B.  xiphophylla  Baker,  B.  truncata  Gardner  — MG 
(Diamantina  e Serra  do  Cipó). 

B.  maxima  Baker,  B.  ciliata  Baker,  B.  pseudovaccinioides  Teodoro  — 
RJ  (Itatiaia  e Serra  dos  Órgãos). 

B.  salzmamúi  DC  — BA. 

2 . Espécies  da  Região  Sul  do  Brasil: 

B.  leoucocephala  Dusén,  B.  lymannii  G/  M.  Barroso,  B.  nummularia 
Heering,  B.  pseudovillosa  Teodoro. 

3.  Espécies  comuns  à flora  da  Região  Sul  do  Brasil  e do  Uruguai: 
Baccharis  ochracea  Sprengel,  B.  gibertii  Baker,  B.  radicans  DC.,  B.  are- 
naria  Baker,  B.  cultrata  Baker,  B.  vincaeíolia  Baker,  B.  incisa  Hoeker 
et  Arnott,  B.  oxydona  DC.,  Heterothalamus  alienus  (Sprengel)  OK, 
H.  psiodioides  Lessing,  Baccharidastrum  argutum  (Less.),  Cabrera  e 
Baccharidastrum  triplinerve  (Less.)  Cabrera. 


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199 


4.  Espécies  comuns  à flora  da  Região  Sul  do  Brasil,  Uruguai,  Argentina, 
Paraguai  e Bolívia: 

Baccharis  sessiliflora  Vahl,  B.  genistiíolia  DC.,  B.  crispa  Sprengel,  B. 
phyteumoides  DC.,  B.  capratiaeiolia  DC.,  B.  rufes  cens  Sprengel. 

5 . Espécies  que  se  estendem  de  São  Paulo  à Região  Sul  do  Brasil; 

B.  phylicüfolia  DC.,  B.  mesoneura  DC.,  B.  conyzoides  DC.,  B.  pseudo- 
myriocephala  Teodoro,  B.  pentodonta  Malme,  B.  erigeroide s DC.,  B. 
myricaefolia  DC.,  B.  curitybensis  Heering,  B.  axillaris  DC.,  B.  pauciflos- 
culosa  DC.,  B.  gaudichaudiana  (Less.)  DC.,  B.  stenocephala  Baker,  B. 
reíusa  DC.,  B.  camporum  DC. 

6.  Espécies  que  se  distribuem  de  São  Paulo  à Região  Sul  do  Brasil,  Uru- 
guai, Argentina,  Paraguai  e Bolívia: 

Baccharis  coridifolia  DC.,  B.  pingraea  DC.,  B.  spicata  Baillon,  B.  arti- 
culata  Persoon. 

7.  Espécies  que  se  estendem  de  Minas  Gerais  e S.  Paulo  à Região  Sul  do 
Brasil: 

Baccharis  erioclada  DC.,  B.  pentziaeiolia  Baker,  B.  dentata  (Vell.)  G. 
M.  Barroso. 

8.  Espécies  que  se  estendem  de  Minas  Gerais  e São  Paulo  à Região  Sul 
do  Brasil  e Uruguai: 

Baccharis  anómala  A.  P.  DC.,  B.  hirta  A.  P.  DC.,  B.  megapotamica 
Sprengel. 

9.  Espécies  que  se  estendem  da  Região  Sudeste  à Região  Sul  do  Brasil  e 
vão  até  a Argentina,  Uruguai,  Paraguai  e Bolívia: 

Baccharis  puctulata  DC.,  B.  tridentata  Vahl,  B.  helichrysoides  DC.,  B. 
leucopappa  DC.,  B.  trimera  DC.,  B.  microcephala  DC.,  B.  cylindrica 
Sprengel,  B.  microdonta  DC.,  B.  myriocephala  DC.,  B.  dracunculiíolia 
DC. 


10.  Espécies  da  Região  Sudeste  e Região  Sul  do  Brasil: 

B.  calvescens  DC.,  B.  singularis  (Vell.)  G.  M.  Barroso,  B.  dentada 
(Vell.)  G.  M.  Barroso,  B.  cassiniifolia  DC.,  B.  semisserata  DC,  B.  usterii 
Heer.,  B.  intermixta  Gardner. 


11.  Do  Rio  de  Janeiro  (Itatiaia,  Serra  dos  Órgãos)  à Região  Sul  do  Brasil: 
Baccharis  uncinella  DC.,  B.  organensis  Baker,  B.  lateralis  Baker. 

12.  De  Mins  Gerais,  Rio  da  Janeiro  (Itatiaia),  São  Paulo  e Paraná: 
Bacchari  tarchonanthoides  DC.,  B.  gracilis  DC.,  B.  aphylla  DC.,  B.  brevi- 
iolia  DC.,  B.  glazioui  Baker. 


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11  12  13  14  15 


cm 


200 

13.  De  Minas  Gerais  (Poços  de  Caldas),  Rio  de  Janeiro  (Itatiaia)  e S. 
Paulo  (Campos  do  Jordão) : 

B.  schultzii  Baker. 

14.  De  Minas  Gerais  e São  Paulo: 

B.  triplinervis  Baker,  B.  regnellii  Baker,  B.  opuntioides  Baker,  B.  serrula 
Sch.  Bip. 

15.  De  Minas  Gerais  e Rio  de  Janeiro: 

Baccharis  lundii  DC.,  B.  grandimucronata  Teodoro,  B.  stylosa  Gardner, 
B.  oreophila  Malme,  B.  itatiaiensis  Wawra,  B.  dusenii  G.  M.  Barroso. 

16.  Região  Sudeste  do  Brasil: 

Baccharis  platypoda  DC.,  B.  vernordoides  DC.,  B.  vismioides  DC. 

17.  De  São  Paulo  e Paraná: 

B.  subumbelliíormis  Heering. 

18.  Região  Sudeste  e Centro-Oeste  do  Brasil: 

B.  illinita  DC.,  B.  reticularia  DC. 

19.  Minas  Gerais,  Goiás  e Distrito  Federal: 

B.  ligustrina  DC.,  B.  rivularis  Gardner,  B.  subdentata  DC.,  B.  multisul- 
cata  Baker,  B.  ramosissima  Gardner,  B.  varians  Gardner. 

20.  Minas  Gerais,  Goiás,  Mato  Grosso  e Distrito  Federal: 

Baccharis  humilis  Sch.  Bip.  (cerrado). 

21.  Sul  de  Mato  Grosso,  Minas  Gerais  e Norte  da  Argentina: 

Baccharis  ilexuosa  Baker. 

22  Mato  Grosso  (Ponta  Porã),  Rio  Grande  do  Sul  (Itaqui),  Argentina  e 
Uruguai: 

Baccharis  notosergila  Grisebach. 

23.  Sul  da  Argentina  e Santa  Catarina: 

Baccharis  gilliesii  A.  Gray 

24.  Sul  do  Chile,  Argentina  (de  Mendoza  à Patagônia),  Uruguai  e Brasil 
(Rio  Grande  do  Sul): 

Baccharis  sagittalis  (Less.)  DC. 

25.  Em  Pernambuco,  Região  Sudeste  e Sul  do  Brasil,  Uruguai,  Argentina  e 
Paraguai: 

Baccharis  medullosa  DC. 


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26.  Em  Pernambuco,  Região  Sudeste  do  Brasil: 

Baccharis  serrulata  Persoon. 

27.  Em  Pernambuco,  Região  Sudest"  e Sul  do  Brasil  e Uruguai: 

Baccharis  cognata  DC. 

28.  Espécie  ocorrente  na  Venezuela,  Colômbia,  Perú  e Guiana,  reaparece 
na  Região  Sudeste  do  Brasil  e alcança  a Região  Sul: 

B.  brachylaenoides  DC. 

29.  De  Venezuela,  Guiana,  Norte  do  Brasil  (Pará  e Acre),  Norte  de  Mato 
Grosso,  Goiás,  Minas  Gerais  e São  Paulo: 

Baccharis  leptocephala  A.  P.  DC. 

30.  Espécie  que  se  estende  desde  a Região  Mexicana,  em  parte  da  Região 
Andina,  e na  Região  Brasiliana,  a partir  da  Região  Norte-Nordeste  até 
a Região  Sul  do  Brasil,  e no  Uruguai: 

Bacharis  trinervis  Persoon. 


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DISCUSSÃO  E CONCLUSÕES 


O cuidadoso  levantamento  das  espécies  da  subtribo  Baccharidinae  Hof- 
fmann,  no  Brasil,  veio  confirmar,  uma  vez  mais,  a necessidade  de  um  controle 
na  classificação  de  novas  espécies,  feitas  a esmo  ,e  que  tanta  confusão  trazem 
àqueles  que  consideram  a Sistemática  uma  ciência.  Cerca  de  300  nomes  foram 
propostos,  em  diferentes  épocas,  para  as  plantas  brasileiras  desse  táxon.  Deles, 
podem-se  manter,  mais  ou  menos,  130  que,  talvez,  depois  de  observações  eco- 
lógicas criteriosas,  se  reduzam  um  pouco  mais. 

A primeira  etapa  — a da  sistematização  das  espécies  dessa  subtribo,  a 
que  me  propus  realizar,  foi  cumprida;  outra  a de  um  estudo  ecológico  dessas 
espécies,  deverá  constar  de  um  trabalho  à parte,  realizado  por  um  especialista 
do  assunto.  Concordo  que  a Sistemática  de  nossos  dias  seja,  principalmènte, 
úm  trabalho  experimental,  mas  em  gêneros  ricos  de  espécies,  como  é,  por 
exemplo,  Baccharis  Linnaeus,  no  qual  as  diagnoses  das  espécies  nem  sempre 
são  completas,  faltando,  ora  a descrição  das  flores  femininas,  ora  a das  mas- 
culinas, a primeira  medida  a ser  tomada  tinha  de  ser  um  levantamento  dos  nomes 
válidos  de  suas  espécies.  Num  País  como  o nosso,  em  que  a flora  é mal  conhe- 
cida, e onde  os  problemas  de  conservação  lutam  por  uma  solução,  não  podemos 
nos  dar  ao  luxo  de  estudos  requintados.  O fator  primordial  é saber  o número  de 
espécies  de  um  determinado  gênero  e delimitar  suas  áreas  de  ocorrência,  antes 
que  elas  se  extingam.  É esse  o trabalho  de  um  taxonomista,  e é essa  a escola 
que  tenho  seguido. 

Neste  trabalho,  pude  verificar  a importância  dos  detalhes  florais  na  de- 
terminação das  espécies  do  gênero  Baccharis  Linnaeus,  características,  muitas 
vezes,  negligenciadas  pelos  sistematas,  que  trataram  do  táxon  em  questão.  Pude 
observar  as  diferenças  que  existem  na  forma  dos  invólucros  dos  capítulos,  na 
das  corolas,  principalmente,  das  flores  femininas,  e na  dos  aquênios,  que  me 
possibilitaram  separar,  com  certo  grau  de  segurança,  as  espécies  afins  em  gru- 
pos. Dei  a cada  um  desses  grupos  o nome  de  uma  das  espécies  componentes; 
esses  agrupamentos,  porém,  visam  apenas  uma  ordenação  das  espécies  afins, 
sem  ter  caráter  taxonômico.  Uma  divisão  geral  do  gênero  Baccharis  Linnaeus 
só  deverá  ser  feita,  havendo  um  entendimento  entre  os  diversos  especialistas 
que  estudam  o gênero,  nas  diversas  regiões  onde  é representado.  Divisões  iso- 
ladas em  subgêneros  ou  secções,  baseadas  em  critérios  individualistas,  não  le- 
varão a um  resultado  satisfatório. 


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203 

No  decorrer  deste  trabalho,  tive  ocasião  de  estudar  material  de  uma  es- 
pécie trióica,  coletado  em  Poços  de  Caldas,  Minas  Gerais,  cuja  estrutura  floral 
poderá  trazer  informações  para  os  morfologistas,  empenhados  em  esclarecer  a 
evolução  das  flores  das  Compositae.  O encontro  de  uma  espécie  com  flores 
hermafroditas,  femininas  e masculinas  nas  quais  o hipâncio  se  prolonga  acima 
do  ovário,  ou  de  seu  rudimento,  como  um  tubo  petrdáide,  contínuo,  parece 
robustecer  a corrente  que  defende  a hipótese  de  uma  flor  monoclamídea  para 
as  Compositae,  constituindo  o pápus,  apenas,  efigurações  do  cálice. 

Certas  pesquisas  deverão  ser  feitas  sobre  tal  espécie,  a que  batizei  com  o 
nome  de  Baccharidastrum  Pohlii,  como,  por  exemplo: 

1.  verificar  se  o aparecimento  dos  três  indivíduos,  masculino,  feminino  e her- 
mafrodita, é simultâneo  ou  sucessivo; 

2.  se  o pólen  das  flores  hermafroditas  é funcional,  e 

3.  se  o tubo  petalóide,  formado  pelo  prolongamento  do  hipâncio,  toma  par- 
te ou  não,  na  formação  do  aquênio. 

De  tudo  quanto  foi  exposto  neste  trabalho,  concluímos: 

a.  que  a subtribo  Bacchaiidinae  Hoffmann  é representada  por  quatro 
gêneros; 

b.  que  esses  gêneros  são  bem  distintos  entre  si; 

c.  que  no  Brasil,  ela  está  representada  por  mais  ou  menos  125  espécies; 

d.  que  não  se  deve  tentar  classificar  novas  espécies,  principalmente,  no 
gênero  Bacchatis  Linnaeus,  quando  não  se  tem  uma  visão  geral  das 
espécies  que  o compõem,  e 

e.  que  há  necessidade  de  um  estudo  ecológico  das  espécies. 

Aliadas  as  forças  de  ecologistas  e sistematas,  muitos  dos  problemas  abor- 
dados neste  e em  outros  trabalhos,  poderão  encontrar  uma  solução.  É,  pois, 
importante  que  haja  tal  aliança. 


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RESUMO 


A fim  de  se  proceder  ao  levantamento  das  espécies  da  subtribo  Baccha- 
ridinae  Hoffmann,  no  Brasil,  foi  revisado,  determinado  e comparado  com  os 
respectivos  tipos,  todo  o material  coletado  nas  diversas  Regiões  do  País  e de- 
positado nos  Herbários  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro,  (RB),  Museu 
Nacional  (R),  Instituto  de  Botânica  de  São  Paulo  (SP),  Bradeanum  (HB), 
Barbosa  Rodrigues  (HBR),  Hatschbach  (HH)  e Anchieta  (HA).  Pôde-se, 
também,  identificar  um  grande  número  de  exemplares  das  coleções  de  Sellow 
(HIB),  e de  Gardner,  que  se  encontravam  em  incertae  sedis,  no  Herbário  do 
Museu  Nacional. 

No  estudo  do  material,  foram  observadas,  principalmente,  as  estruturas 
florais  e se  pôde  comprovar  uma  grande  variedade  no  que  diz  respeito  aos 
bordos  e pilosidade  das  corolas  das  flores  femininas  e na  forma  dos  aquênios. 

A subtribo  Baccharidinae  Hoffmann  compreende  4 gêneros  com  espécies 
polígamo-dióicas,  monóidas,  dióicas  e trióicas.  No  Brasil,  a subtribo  está  repre- 
sentada por  uma  média  de  125  espécies,  distribuídas,  principalmente,  na  Re- 
gião Sul. 

Para  o reconhecimento  dos  gêneros  e espécies,  são  dadas  chaves  analíti- 
cas e descrições  resumidas  dos  caracteres  principais. 

São  apresentadas  diagnoses  latinas  do  gênero  novo  Baccharidiopsis  e de 
sua  espécie  B.  pohlii  (Baker)  nov.  comb.,  de  Bacchaiis  concirma  nov.  sp.,  B. 
lymani  sp.  nov.,  B.  martiana  sp.  nov.,  B.  dusenii  G.  M.  Barroso,  B.  araçatu- 
bensis  Teodoro  et  Hatschbach  e uma  revisão  ampliada  das  diagnoses  de  Bac- 
charis  variam  Gardner  e B.  leptocephala  A.  P.  de  Candolle,  duas  espécies  que 
foram  confundidas  por  Gardner,  Baker  e outros.  Na  sinonímia  das  espécies 
foram  acrescentados  um  total  de  45  sinônimos  novos. 


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LITERATURA  CONSULTADA 


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2.  Baker,  Joannes  Gilbertus  1882  — Compositae  III.  Asteroidae  in  Mar- 

tius  Fl.  Bras.  6(3):  1-100.  tab.  1-33  — Lipsiae. 

3.  Barroso,  G.M.  1957  — Flora  Itatiaia  (Compositae),  Rodriguésia 

20(32):  211-223.  ( Baccharis  Linnaeus). 

4.  Barroso,  G.  M.  1959  — Flora  da  Cidade  do  Rio  de  Janeiro,  1 c.  21-22 

(33-34):  120-125  ( Baccharis  Linnaeus). 

5.  Bentham,  G.  1873  — Notes  on  the  classification,  history  and  geographi- 

cal  distribution  of  Compositae.  Journ.  Linn.  Soc.  Botany  13:335- 
577  — London. 

6.  Cabrera,  A.L.  1937  — Notas  Mus.  La  Plata  2:177. 

7.  1939  — Las  Compuestas  dei  Parque  Nacional  dei  Nahuel 

Huapi,  Rev.  Mus.  La  Plata  2:258-269. 

8.  1944  — Compuestas  Sudamericanas  nuevas  o criticas, 

Notas  dei  Mus.  La  Plata  9(46):  249-254. 

9 . 1952  — Plantae  a Th.  Herzogio  in  itinere  eius  Boliviensi 

altero  annis  1910  et  1911  collectae,  pars.  10.  Compositae,  Blumea 
7(1):  195-196  ( Baccharis  Linnaeus). 

10.  1955  — La  identidad  dei  genero  Psila  Philippi,  Boi.  Soc. 

Argentina  Bot.  5(4):  209-211. 

11.  1959  — Notas  sobre  tipos  de  Compuestas  Sudamericanas 

en  Herbários  Europeos  I e II,  Boi.  Soc.  Argentina  Bot.  7 (3-4): 
238-241  e 8(1):  31-33. 

12.  1963  — Flora  de  la  Província  de  Buenos  Aires  part.  IV 

Compuestas,  Colec.  Cient.  4 (6a):  74-193,  figs.  18-32.  Buenos  Aires. 

13.  1971  — Compositae,  in  Corrêa  N.  M.  Flora  Patagonica 

7,  Colec.  Cient.  8:  41-95  figs.  27-86,  Buenos  Aires. 

14.  Candolle,  A.P.  1836  — Compositae,  tribo  III.  Asteroideae  Less.,  Prodr. 

5:211-497,  Paris. 


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11  12  13  14 


cm 


206 

15.  Cuatrecasas,  J.  1967  — Revision  de  las  espécies  colombianas  dei  gênero 

. .Baccharis,  Rev.  Acad.  Colomb.  Cienc.  Exact.  Fis  Nat.  13(49): 
5-102  figs.  1016. 

16.  Dusén,  P.  1910  — Gefásplanzen  aus  Paraná,  Arkiv  f.  Bot.  9(15):  23-30. 

Taf.  1 figs.  1-6;  Taf.  6 figs.  1-2;  Taf.  7 figs.  1 und  3 Figs.  9-110, 
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17.  Gardner,  G.  1845  — Contrib.  towards  a Flora  of  Brazil,  being  the  distinc- 

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18.  Contrib.  towards  a Flora  of  Brazil,  being  the  distinctive 

Characters  of  a century  of  New  Species  of  Plants  belonging  to  the 
tribe  Asteroideae,  in  Hooker’s  Lond  Journ  Bot.  7:78-88,  London. 

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gebiete  zwischen  Bolivia  und  Argentina,  I.  Compositae,  Arkiv  f. 
Bot.  (5):  130  12-14,  Stockholm. 

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21 . 1904  — Die  Baccharis  — Arten  des  Hamburger  Herbars, 

Jahrb.  Hamburgisch.  Wissenschaft.  Anst.  21(3):  3-45,  Hamburg. 

22.  1914  — Systematische  und  pflanzengeographische  Studien 

über  die  Baccharis  — Arten  des  aussentropischen  Süd  Amerikas, 
Jahrb.  Hamburgisch.  Wissenschaft.  Anst.  31(3):  65-173,  Hamburg. 

23.  Hoffmann,  O.  1894  — Die  Compositen,  in  Engler  und  Prantl.  Natürl. 

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24.  Hooker,  W.  J.  and  Arnott,  G.A.W.  1841  — Contributions  towards  a 

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25.  Koster,  J.  Th.  1938  — Compositae,  in  Pulle,  A.  Fl.  Suriname  4(2): 

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28.  Luiz,  T.  1949  — Exsiccata  Baccharidinarum  I.,  Contr.  Inst.  Geobiol. 

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29.  1949  — idem  II.  1. a 2:14-17  Lam.  I-III. 

30.  1949  — De  Re-Botanica  1-2,  l.c.2:9-ll. 

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33.  1955  — Porque  hay  en  America  dei  Sur  dos  centros  de 

expansion  de  las  Baccharidinae,  l.c.  5:3-11. 

34.  1957  — Para  o estudo  da  flora  sul-riograndense,  qual  o 

valor  da  Flora  Brasiliensis  de  Martius?  l.c.  8:3-59. 

35.  1958  — Novum  Index  Baccharidinarum,  l.c.  9:3-35. 


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11  12  13  14 


cm 


207 

36.  1948  — Note  preliminaire  sur  les  Baccharidinae  de 

1’Herbier  de  Glaziou  áu  Mus.  Nat.  D’Histoire  Naturelle  (Paris), 
Buli.  Mus.  Nat.  D’Hist.  Naturel.  2.°  série  20(6):  554-557. 

37.  1958  — Notes  critiques  à propos  des  Baccharidinae  de 

1’Herbier  du  Laboratoire  de  Phanérogamie  du  Musem  D’Histoire 
Naturelle  de  Paris,  Buli.  Mus.  Nat.  D’Hist.  Naturel.  2.°  ser.  30. 

38.  Malme,  G.O.A.  1988  — Die  Compositen  der  ersten  Regnel’schen  Ex- 

pedition,  Kugl.  Sev.  Vet.  Akad.  Handl.  32(5):  4-22  e 45-54.  Tab. 
4 fig.  12.  Stockholm. 

39 . 1932  — Die  Compositen  der  zweiten  Regnell’schen  Reise 

I.  Rio  Grande  do  Sul,  Arkiv  f.  Bot.  24  A.  (6):  49-58.  Stockolm. 

40.  1932  — Idem  II.  Matto  Grosso,  1.  c.  24  A (8):  36-37. 

Stockholm. 

41.  Mattos,  J.  1970  — Uma  nova  espécie  de  Baccharis,  do  Estado  de  Santa 

Catarina,  Loefgrenia  45.  fig.  1,  São  Paulo. 

42.  Michaux,  A.  1803  — Flora  boreali-americana  2:125. 

43.  Maguire,  B.  et  Wurdack,  1957  — Mem.  N.  Y.  Bot.  Gard.  9(3):368. 

44.  Persoon,  Christian  Hendrik,  1807  — Synopsis  Plantarum  2. 

45.  Raven,  P.  H.,  Solbrig.  O.T.  and  others  — 1960  — Chromosoms  numbers 

in  Compositae  I.  Astereae,  Amer.  Journ.  Bot.  42(2):  124-132. 

46.  Schomburgk,  M.  R.  1848  — Versuch  einer  Fauna  und  Flora  von  Britisch 

Guiana,  Flora:  787-1260,  Leipzig. 

47.  Solbrig,  O.T.  1964  — Chromosoms  numbers  in  Compositae  V.  Astereae 

II.  Amer.  Journ.  Bot.  51(5).  513-519. 

48.  1967  — Some  aspects  of  Compositae  evolution  interest, 

Taxon  (4):  304-307. 

49.  Sprengel,  C.  1826  — Syst.  Veget.  3:445-446;  459-466. 


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11  12  13  14  15 


cm 


209 


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cm 


Figs.  7 e 11  — Pelos  longos  , agudos,  de  paredes  espessadas,  que  formam  o tomento  das 
folhas  de  Baccharis  helichrysoides  DC.;  figs.  8.  10.  e 12.  — Pelos  curtos,  finos,  aglome- 
rados, de  folhas  e ramos  de  Baccharis  mesoneura  DC.;  fig.  9 — Pelos  vilosos,  dispostos  em 
tufos,  no  dorso  das  folhas  de  Baccharis  calvescens  DC. 


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211 


Figs.  13  e 16  — Pelos  longos,  de  ápice  obtuso  e paredes  muito  espessadas,  que  formam  o 
tomento  do  dorso  das  folhas  de  Baccharis  leucopappa  DC.;  Figs.  14.  15,  17  — 19.  Vários 
tipos  de  pelos  que  revestem  a corola  de  flores  de  Bacchari < pingraea  DC. 


cm  1 


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cm 


Figs.  20-21.  24-26.  30.  e 32.  — Tipos  de  pelos  encontrados  nos  aquênios  de  Baccharis 
brachylaenoides  DC.;  Figs.  22-23.  27-28.  — Tipos  de  pelos  encontrados  na  corola  de 
flores  de  Baccharis  muelleri  Baker;  Fig.  29.  — Pelo  bisseriado,  de  ápice  bilobado,  encon- 
trado na  corola  das  flores  de  Baccharis  gracilis  DC.;  Fig.  31.  — Pelo  bisseriado,  de  corola 

de  Baccharis  anômala  DC. 


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213 


Fig.  33  — 37.  Cerdas  do  pápus  das  flores  masculinas,  com  espessamento  apical  leve,  ou 
com  espessamento  abaixo  do  ápice,  ou  sem  espessamento.  de  Baccharis  pseudotenuijolia 
Teodoro,  B.  spicata  Baill.  e B.  axillaris  DC. 


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cm 


214 


Figs.  38  — 39.  — Cerdas  do  pápus  da  flor  masculina  com  espessamento  muito  abaixo  do 
ápice,  de  Baccharis  medullosa  DC.;  Fig.  40.  — Cerda  do  pápus  da  flor  masculina  de 
B.  arenaria  DC.,  com  espessamento  apical  denso;  Figs.  41-42  e 45.  — Cerda  com  ápice 
não  espessado,  de  flores  masculinas  de  B.  retusa  DC.  e B.  myriocephala  DC.;  Fig.  43  — 
Espessamento  abaixo  do  ápice  de  cerda  de  pápus  da  flor  masculina  de  Baccharis  noto- 
sergila  DC.,  constituído  de  células  muito  alongadas;  Fig.  44  — Espessamento  subapical 
de  cerda  do  pápus  da  flor  masculina  de  Baccharis  muelleri  Baker. 


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) 11  12 


215 


\ \rt 


Figs.  46  e 46a  — Flor  andrógina;  Fig.  49.  Flor  feminina  ,e  fig.  49a.  flor  masculina  de 
Baccharidiopsis  pohlii  (Baker)  G.  M.  Barroso;  Fig.  47.  Estame  da  flor  masculina;  Fig. 

48  — Estame  da  flor  andrógina. 


cm  1234 


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cm  1 


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216 


Figs.  50  - 52.  54  - 57  — Tipos  de  pelos  encontrados  nas  flores  de  Baccharidiopsis  pohUi 
(Eaker)  G.  M.  Barroso;  Fig.  53.  — Porção  do  hipâncio  da  flor  andrógina  de  B.  pohlii, 
com  seus  feixes  condutores.  Fig.  57a  Porção  do  hipâncio  das  cerdas  do  pápus. 


Figs.  58-59.  Flores  masculinas  e femininas  de  Baccharidastrum  triplinervis  Cabrera; 
figs.  60-62.  Folha  linear,  pálea  navicular  do  receptáculo  e flor  feminina  de  Heterotha- 
lamus  allienus  OK.;  figs.  63-67.  Folha,  flor  feminina,  flor  masculina,  invólucro  e aquênio 
de  Heterothalamus  psidioides  Less.;  figs.  68-69.  Folha  de  Baccharis  pentodonta  Malme 
e B.  pauciflorsculosa  DC.;  figs.  70-77.  Folhas  de  Baccharis  phyliciiJoUa  DC.,  B.  pseudo- 
tenuijolia  Teodoro,  B.  rufescens  Spreng.,  B.  nummulariaejolia  Heer.,  B.  uncinella  DC., 
B.  incisa  Hooker  et  Arn.,  B.  brevi/olia  DC. 


218 


Figs.  78-86.  Folhas  de  Baccharis  semiserrata  DC.,  B.  pseudomynocepiiala  Teodoro,  B. 
axillaris  DC.,  B.  leucopappa  DC.,  B.  myricaejolia  DC.,  B.  sessiliflora  Vahl,  B.  retusa  DC., 
B.  cognata  DC.,  B.  camporum  var.  camporum  DC. 


cm 


SciELO/ JBRJ 


cm 


219 


Fig.  87  — Ramo  com  folhas  e escapo  floral  de  Baccharis  gracilis  DC.;  Figs.  88-89  

Capítulos  axilares  de  B.  myricaefolia  DC.  e B.  pseudomyriocephala  Teodoro;  Figs.  90  e 

91  — Capítulos  em  panículas,  de  B.  notosergila  DC.  e B.  brachylaenoides  DC.;  Fig.  92  

Capítulos  em  inflorescência  corimbosa,  de  B.  singularis  (Vell.)  G.  M.  Barroso;  Fig.  93  — 
Capítulos  axilares,  na  extremidade  de  ramos  folhosos,  de  B.  araçatubensis  Teodoro  et 
Hatschb.;  Figs.  S4  e 96  — Ramos  mais  curtos  que  as  brácteas  de  B.  oxyodonta  DC.  e B. 
cassiniaefolia  DC.;  Fig.  95  — Capítulos  aglomerados  no  ápice  dos  ramos,  de  B.  cam- 

porum  DC. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


Fig.  97  — Capítulos  corimbosos  de  Baccharis  serrulata  DC.;  98  — Detalhe  da  inflores- 
cència  masculina  de  B.  sagitalis  DC.;  Figs.  99  — 102  — Detalhes  de  inílorescências  de 
B.  villosa  Heer.,  B.  erioclada  DC.,  B.  incisa  H.  et  Arn.;  B.  gaudichaudiana  DC.;  Figs. 
103  — 116  — Invólucro  do  capítulo  feminino  de  B.  erigeroides  DC.  (103) ; B.  pseudotenui- 
Jolia  Teodoro  (104);  B.  villosa  Heer.  (105);  B.  axillaris  DC.  (106);  B.  selloi  Baker  (107); 
B.  coridifolia  DC.  (108);  B.  stenocephala  Bak.  (109;)  B.  pauciflosculosa  DC.  (110);  B. 
camporum  var.  parvifolia  Heer.  (111);  B.  camporum  var.  camporum  DC.  (112);  B.  illinita 
DC.  (113);  B.  cassiniae/olia  DC.  (114);  B.  radicans  DC.;  B.  spicata  Baill.  (115a);  B.  sa- 

gittalis  DC.  (116). 


SciELO/JBRJ 


cm 


Figs.  117  — 119  — Capítulos  femininos  de  Baccharis  anemia  DC.,  B.  leucocephala  DC.  e 
B.  trinervis  Fers.;  Figs.  120  — 133  e 138  — Estilete  de  flores  femininas  de  Baccharis 
radicans  DC.,  B.  coridifolia  DC.  e B.  dracunculifolia  DC.;  Fig.  134  — Estilete  de  B.  ar- 
ticulata  Pers.;  Figs.  121  — 131  — 135  — 137  e 139  — 142  — Tipos  de  corola  das  flores 
femininas  de  B.  uncinella  DC.,  B.  illinita  DC.;  B.  nummularia  Heer.,  B.  platypoda  DC., 
B.  tarchonanthoides  DC.,  B.  microdonta  DC.,  B.  brevijuiia  DC.,  B.  curitibensis  Dusén, 
B.  gaudichaudiana  DC.,  B.  coridifolia  DC.,  B.  myriocephala  DC.,  B.  articulata  Pers., 
B.  serrulata  DC.,  B.  calvescens  DC.,  B.  paranaensis  Dusén;  flores  femininas  de  B.  villosa 
Heer.,  B.  sagittalis  DC.,  B.  brachylaenoides  DC.;  Fig.  132  — Detalhe  do  ápice  da  corola 
e da  parte  exserta  do  estilete  de  B.  stenocephala  Baker. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


Fig.  143  — Flor  feminina,  sem  pápus,  de  Baccharis  intermixta  Gardner;  Figs.  144  — 160 
— Detalhes  do  ápice  das  corolas  de  flores  femininas  de  Baccharis  gaudichaudiana  DC., 
B.  platypoâa  DC.,  B.  trimera  DC.,  B.  regnellii  Baker,  B.  stenocephala  Baker,  B.  brachy- 
laenoides  DC.,  B.  pseudollosa  Teodoro,  B.  sagittalis  DC.,  B.  mynocephala  DC.,  B.  radi- 
cans  DC.,  B.  muelleri  Baker,  Bí  calvescens  DC.,  B.  dentata  (Vell.)  G.  M.  Barroso,  B. 
medullosa  DC.,  B.  pentodonta  Malme,  B.  anômala  DC.,  B.  leucocephala  Dusén. 


SciELO/JBRJ 


cm 


Figs.  161  — 174  — Detalhes  do  ápice  de  corolas  das  flores  femininas  de  Baccharis  arc- 
naria  Bak.,  B.  araçatubensis  Teodoro  et  Hatschb.  (ápice  e base  da  corola) , B.  gracili s 
DC.,  B.  nummularia  Heer.,  B.  cognata  DC.,  B.  patens  Hak.,  B.  angusticeps  Dusén,  B. 

coridifolia  DC.,  B.  notosergila  DC.,  B.  brevifolia  DC.,  B.  tarchonanthoides  DC.,  B.  dra- 
cunculijoiia  DC.,  B.  serrulata  PeiS.,  B.  reticularia  DC. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


Figs.  175  — 178  — Detalhes  de  receptáculos  de  capítulos  femininos  de  Baccharis  latc- 
raiis  Baker,  B.  brachylaenoides  DC.,  B.  punctata  DC.,  B.  tridentata  var.  subopposita  Ca- 
brera;  Figs.  179  — 197  — Tipos  de  aquênios  de  Baccharis  platypoda  DC.,  B.  curitibensis 
Dusén,  B.  calvescens  DC.,  B.  erigeroides  DC.,  B.  articulata  Pers.,  B.  axillaris  DC.  B pseu- 
dotenuifolia  Teodoro,  B.  coridi  folia  DC.,  B.  paranaensis  Dusén,  B.  myriocephaia  DC 
B.  leucopappa  DC.,  B.  patens  Baker,  B.  pentziaefolia  Baker,  B.  sagittalis  DC.  B.  gau- 

dichaudiana  DC.,  B.  dentata  (Vell.)  G.  M.  Barroso,  B.  myricaefolia  DC  • Fig  198  

Capítulo  masculino  de  B.  coridi folia  DC.;  Figs.  199-204.  Capítulos  masculinos  de  Baccha- 
ns  myricaefolia  DC.,  B.  pseudotenuifolia  Teodoro,  B.  axillaris  DC.,  B.  anômala  DC  B 
articulata  Pers  (203  2 , 204  rf ) ; Figs.  205  — 214  — Tipos  de  corola  de  flores  masculinas 
de  Baccharis  radtcans  DC.,  B.  camporum  DC.,  B.  helichrysoides  DC.,  B.  leucopappa  DC 
B.  trimera  DC.,  B.  serrulata  Pers.,  B.  myriocephaia  DC.,  B.  stenocephala  Baker  e B ar- 
ticulata  Pers.  (213  — 214) ; Figs.  215  — 217.  Tipos  de  estilete  de  flores  masculinas  de 
Baccharis  anômala  DC.,  B.  articulata  Pers.  e B.  myriocephaia  DC. 


SciELO/JBRJ, 


11  12  13  14 


4 SciELO/JBRJ  ^ 12  13 


Fig.  228  — Bráctea  de  Baccharis  intermixta  DC.;  Fig.  229  — Folha  de  Baccharis  ara- 
çatubensis  Teodoro  et  Hatschbach;  Fig.  230  e 241  — Brácteas  involucrais  de  B.  trimera 
DC.,  B.  myriocephala  DC.;  Figs.  231  — 237  — Folhas  de  Baccharis  truncata  G§.rdner, 
B.  subumbelliformis  Heer.  (232  — 233),  B.  minutiflora  Martius,  B.  serrula  Sch.  Bip.,  D 
xiphophylla  Baker,  B.  cultrata  Baker;  Figs.  238  e 243  — Bráctea  e folha  de  B.  pent- 
ziaefolia  Sch.-  Bip.;  Fig.  242  — Bráctea  de  B.  serrula  Scli.  Bip.;  Figs.  244  — 245  — 
Folha  e bráctea  de  B dusenii  G.  M.  Barroso;  Fig.  246  — Folha  de  B.  selloi  Baker;  Figs. 
239  — 240  — Capitulos  femininos  de  B.  pauciflosculosa  DC.  e B.  lymannii  G.  M.  Bar- 
roso; Figs.  247  — 260  — Capítulos  femininos  de  B.  pseudovaccinioides  Teodoro,  B.  du- 
sennii  G.  M.  Barroso,  B.  polyphylla  Gardner,  B.  lateralis  Baker,  B.  araçatubensis  Teod. 
et  Hatsch.,  B.  cylinãrica  DC.,  B.  minutiflora  Martius,  B.  regnelli  Baker,  B.  reticularia 
DC.,  B.  serrula  Sch.  Bip.,  B.  trimera  DC.,  B.  vincaefolia  Baker  (258  g , 259^),  B.  mi- 
crocephala  DC.;  Fig.  61.  Corte  transversal  de  folha  de  B.  polyphylla  Gardner. 


* 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


Pigs.  262  — 265  — 268  i 271  — Flores  femininas  de  Baccharis  araçatube-isis  Teod.  et 
Hatschb.,  B.  dusenii  G.  M.  Barroso,  B.  vincae folia  Baker,  B.  serrula  Sch.  Bip.,  B.  po- 
lyphylla  Gardner,  B.  lymanii  G.  M.  Barroso;  Figs.  266  e 267  — Estilete  com  disco 
nectarífero  e detalhe  dos  ramos  do  estilete  de  flores  masculinas  de  B.  arcçatubensis 
Teod.  et  Hatschb;  Figs.  269  e 270  — Detalhes  dos  ramos  de  estiletes  de  flores  masculi- 
nas de  B.  intermixta  DC.  e B.  ramosissima  Gardner;  Figs.  272  — 276  — Capítulos  mas- 
culinos de  B.  lymannii  G.  M.  Barroso,  B.  serrula  Sch.  Bip.,  B.  araçatubensis  Teod.  et 
Hatschb.,  B.  dusenii  G.  M.  Barroso  e B.  pauci/losculõsa  DC. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


228 


Foto  1.  Baccharidiopsis  pohlii  G.  M.  Barroso 
Planta  masculina  e parte  de  planta  andrógina. 


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cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  2.  Baccharis  gibertii  Baker 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


230 


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Foto  3.  Baccharis  phylicii folia  DC. 


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cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  4.  Baccharis  ligustrina  A.  P.  de  Candolle 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


Foto  5.  Baccharis  elliptica  Gardner 


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cm  l 


SciELO/JBRJ 


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Foto  6.  Baccharis  mesoneura  A.  P.  de  Candolle 


234 


Foto  7.  Baccharis  muelleri  Baker 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


235 


Foto  8.  Baccharis  mcgapotamica  Sprengel 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Foto  9.  Baccharis  caprariae folia  A.  P.  de  Candolle 


cm 


SciELO/JBRJ, 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  10.  Baccharis  tridentata  Vahl 


238 


Foto  11.  Baccharis  tridentata  Vahl 
var.  subopposita  (DC)  Cabrera 


SciELO/JBRJ 


239 


Foto  12.  Baccharis  Ulinita  A.  P.  de  Candolle 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


240 


13.  Baccharis  cassiniaefolia  A.  P.  de  Candolle 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  14.  Baccharis  itatiaiae  Wawra 


242 


Foto  15.  Baccharis  sessili flora  Vahl 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  16.  Baccharis  rufescens  Sprengel 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


Foto  17.  Baccharis  pseudotenuifolia  Teodoro 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  18.  Baccharis  leptocephala  A.  P.  de  Candolle 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


246 


Foto  19.  Baccharis  varians  Gardner 


Foto  20.  Baccharis  cognata  A.  P.  de  Candolle 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


773 


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Foto  21 . Baccharis  cultrata  Baker 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  22.  Baccharis  pentodonta  Malme 


Foto  23.  Bacctiaris  concinna  G.M.  Barroso,  nov.  sp. 


SciELO/JBRJ 


cm  1 


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250 


Foto  24.  Baccharis  lateralis  Baker 


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253 


Foto  26.  Baccharis  araçatubensis  Teodoro  et  Hatschbach 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


254 


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Foto  27.  Baccharis  polyphylla  Gardner 


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cm  l 


2 3 4 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  28.  Baccharis  hypericifolia  Baker 


Foto  30.  Baccharis  vincae folia  Baker 
(Exemplar  masculino) 


Foto  31.  Baccharis  vincae folia  Baker 
(Exemplar  feminino) 


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cm  1 


SciELO/JBRJ 


Foto  32.  Baccharis  gaudichaudiana  A.P.  de  Candolle 


B.  trimera 

Foto  33.  Baccharis  trimera  A.  P.  de  Candolle 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


261 


262 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


B.  microcephala 


Foto  36.  Baccharis  crispa  Sprengel 


B.  crispa 


Baccharis  microcephala  A.  P.  de  Candolle 


cm  1 


SciELO/ JBRJ 


) 11  12  13  14 


Foto  38.  Bàccharis  pseudovillosa  Teodoro 


cm 


266 


ÍNDICE  DAS  ESPÉCIES 


Asterpohlii  Baker 26 

1.  Baccharidastrum  argutum  (Less.)  Cabrera 25 

2.  ” triplinerve  (Less.)  Cabrera 24 

3.  Baccharidiopsis  pohlii (Baker)  G.M.  Barroso,  nov.  comb 26 

Baccharis  affinis  A.P.DC 113 

alpestris  Martius  139 

’ ’ alpestris  Gardner 139 

” amydgalina  Grisebach 109 

4.  Baccharis  angusticeps  Biusen 164 

” angustifoliaDcsí 85 

5.  Baccharis  anômala  A.P .DC 76 

6 . Bacharis  aphylla  (Vell .)  A . P . DC 175 

7.  Baccharis  araçatubensis Teodoro  et  Hatschbach 168 

” arctostaphylloides  Baker 159 

8.  Baccharis  arenariaftakcs 89 

9.  Baccharis  articulatai Lam.)  Pers 182 

var.  gaudichaudianaBvket 184 

’ ’ attenuata  Don  ex  Hooker  ct  Arn 100 

10.  Baccharis  axillaris  A.P.DC 156 

” var.  acutiloba  A.P.DC 157 

” var.  dentata  A.P.DC 157 

” bahiensis  Baker 159 

” hakeri  Heering 57 

baldwinii  Hooker  ct  Arn 137 

” barro  soam  Mattos 108 

11.  Baccharis  brachylaenoides  A.P.DC 69 

var.  brachylaenoides  A.P.DC 69 

“ polycephalaGM.  Barroso  71 

” bracteata  Hooker  et  Arn 104 

12.  Baccharis  brevifolia  A.P  .DC 143 

breviseta  A.P.DC 26 

” bupleuroides  Gardner 73 

” burchelliBzkct  179 

13.  Baccharis  calvescens  A.P  .DC 119 

14.  Baccharis  camporum  A.P.DC 133 

14a.  ” ” var.  camporum  A.P  .DC 133 

14b  ” ” var.  parvifolia  Heering 134 

15.  Baccharis  caprariaefolia  A.P  .DC 103 

16.  Baccharis  cassiniaefolia  A.P. DC 127 

” cephalotes  A.P.DC 133 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


267 


17.  Baccharis  ciliata  Gardncr 97 

” cinerea  A.P  .DC 79 

” clausseniiBvkzx 159 

18.  Baccharis  cognata  A.P.DC 144 

” collina  Martius 81 

19.  Baccharis  concinnaGM.  Barroso  sp.  nov 162 

20.  Baccharis  conyzoides  A.P.DC 111 

” coriacea  Glaziou  127 

21.  Baccharis  coridifolia  A. P.DC 56 

22.  Baccharis  crispa  Sprengel  191 

23.  Baccharis  cultrata  Baker  152 

24.  Baccharis  curitybensis  Hecring 97 

” curtifolia  Spencer  Moore 176 

” curvifolia  Gardncr 140 

25.  Baccharis  cylindrica  (Less.)  DC 188 

’ ’ daphnoides  Hooker  et  Amott 96 

delicata  Teodoro 152 

” delicatulaHcetmg  167 

” deltoideaBdkzx 114 

26.  Baccharis  dentata  (Vell.)  G.M.  Barroso,  nov.  comb 123 

” dentosa  Martius 114 

” depauperataGzxàxxtx 81 

” discolor  Baker  106 

” doriana  Hooker  et  Arn 147 

27.  Baccharis  dracunculifolia  A.P  .DC 104 

28.  Baccharis  dusenii G.M.  Barroso,  nov.  sp 166 

” elaeagnoides  Steudel 118 

29.  Baccharis  elliptica  Gardner 93 

30.  Baccharis  erigeroides  A.P.DC 54 

30a.  ” ” var.  dusenii  Heering 55 

30b.  ” ” var.  erigeroides  A.P.DC 54 

31.  Baccharis  erioclada  A.P.DC 107 

” fastigiataBakex  195 

32.  Baccharis  flexuosaBzkcx 79 

” fluminensis  Glaziou  137 

” fuchsiaefoliaGsixàwtx 124 

33.  Baccharis  gaudichaudiana  A.P  .DC 184 

” genistelloidesvis.  crispa  (Spreng.)  Baker 191 

” var.  cylindrica  (Less.)  Baker 188 

” ” var.  milleflora  Baker 180 

var.  myriocephalaBzkzx 189 

var.  trimera  Á-ess.)  Baker 186 

34.  Baccharis  genistifolia  A.P  .DC 174 

35.  Baccharis  gibertii Baker 63 

36.  Baccharis  gilliesii  A.  Gray 90 

37.  Baccharis  glazioui  Baker 181 

” gnaphalioides  Sprengel 65 

38.  Baccharis  gracilis  A.P.DC 173 

” gracillima  Heering  et  Dusén 155 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


268 


39-  Baccharis  grandimucronata  Teodoro  72 

grisea  Baker 103 

” guianensis  Schomburgk 140 

40.  Baccharis  halimifolialÀnn^tus 29 

halimimorpha  A.P.DC 150 

” heeringeana  Teodoro  185 

41.  Baccharis  helychrysoides  A.P .DC 60 

” ” var.  helychrysoides  60 

” ” var.  leucopappa  (C.DC.)  Baker 63 

42.  Baccharis  hirta  A.P.DC 88 

” hoehniana  Teodoro 144 

43.  Baccharis  humilis  Schultz  et  Bipontinus 146 

44.  Baccharis  hypericifolia  Baker  171 

ibitibensis  Toledo 66 

’ ’ iorria  Stuck,  cx  Hecr 91 

45.  Baccharis  illinita  A.P.DC 111 

” imbricata  Teodoro 83 

46.  Baccharis  incisa  Hooker  et  Arnott 157 

47.  Baccharis  intermixta  Gardncr..'. 182 

” involucrata  (Phil.)  O.  Hoffmann 91 

48.  Baccharis  itatiaiae  Wawra 132 

” jordanianaTcoàoso 121 

” lateralisBdkcs 163 

laxa  Gardner 77 

” leopoldinensislcoàoro 65 

49.  Baccharis  leptocephala  A.P  .DC 140 

50.  Baccharis  leucocephalaDusén  62 

’ ’ leucolepis  Schultz  — Bipontinus 60 

51.  Baccharis  leucopappa  A.P  .DC 63 

52.  Baccharis  lingustrinaGG 73 

53.  Baccharis  lundii A.P.DC 82 

” lundii  Baker 81 

var.  punctigera  Baker 81 

54.  Baccharis  lychnophoraGzxàncs 67 

55.  Baccharis  lymanniiGM.  Barroso sp.  nov 165 

macro  donta  A.P  .DC 123 

56.  Baccharis  martiana  G.M.  Barroso  nom.  nov 139 

” mattogrossensis  Heering 79 

57.  Baccharis  maxima  Baker 91 

58.  Baccharis  medullosa  A.P  .DC 84 

59-  Baccharis  megapotamica  Sprcngel 101 

var.  megapotamica 101 

59a.  ” ” var.  weirii  (Baker)  G.M.  Barroso 102 

” melastomaefolia  Hooker  et  Arnott 109 

” mendes-magalhaensii  McWo-Bzsreto  191 

” meridensis  Steyemark 69 

’ ’ meridionalis  Heering  et  Dusén  116 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


269 


60.  Baccharis  mesoneura  A.P .DC 98 

” mesoneuroides  Toledo  128 

61.  Baccharis  microcephala  A.P  .DC 191 

62.  Baccharis  microdonta  A.P  .DC 115 

micropodaBdkes 159 

” microptera  Baker ...... *81 

” microthamna  Schultz  — Bipontinus 169 

63.  Baccharis  milleflora  A.P.DC. 180 

64.  Baccharis  munutifloralAaiúus 121 

” montana  Schultz-Bipontinus 129 

” montevidensis  Sprengel  56 

65.  Baccharis  muelleriBzkes 99 

66.  Baccharis  multisulcata  Baker 123 

67.  Baccharis  myricaefolia  A.P.DC 

68.  Baccharis  myriocephala  A.P.DC 189 

” myriocephalaBiket 101 

” nana  Don  ex  Baker  91 

69.  Baccharis  notosergila  Grisebach 126 

” nuda  (Vell.)  A.P.DC 175 

70.  Baccharis  nummularia  Heering  ex  Malme 108 

” oblanceolata  Rusby 09 

71.  Baccharis  ochracea  Sprengel 57 

oleifolia  Gardner 119 

” olygophylla  Schultz-Bipontinus 26 

72.  Baccharis  opuntioides  Baker  182 

73.  Baccharis  oreophilalAzlme 128 

74.  Baccharis  organensis  Baker 87 

” orgyalis  A.P.DC 123 

75.  Baccharis  oxyodonta A.P.DC 121 

” ” var.  fasciculata  Dusén 128 

” var.  punctulata  Baker 110 

76.  Baccharis  paranaensis  Heering  et  Dusén  87 

77.  Baccharis  patens  Baker  57 

” paucidentata  A.P.DC 157 

” paucidentata  Schultz-Bipontinus 104 

78.  Baccharis  pauciflosculosa  A.P  .DC 158 

” pauciflosculosa  var.  puncticulata  A.P.DC 113 

” paulistana  Teodoro  et  W.  Hoehne 140 

79-  Baccharis  pentodonta Malme 155 

80.  Baccharis  pentziifolia  Schultz-Bipontinus  ex  Baker 153 

80a.  ” ” var.  minorGM.  Barroso  nov.  var 154 

” ” var . pentziifolia 153 

” /(tfr/tfAaShuItz-Bipontinusex  Baker 167 

” perplexaTeodoso  et  Vidal 188 

81.  Baccharis  philyciifolia  A.P  .DC 64 

82.  Baccharis  phyteumoides  (Less.)  A.P.DC 192 

83.  Baccharis  pingraea  A.P  .DC 85 

” var.  pingraea  Cabrera 85 

” platensis  Sprengel *0° 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


270 


84.  Baccharis  platypoda  A.P .DC 130 

” pluridentataWtcúng  155 

’ ' polyantha  Sprengel 60 

” polygona  Baker 174 

85.  Baccharis  polyphyila  Gardner 170 

” praemorsa  Heering  153 

’ ’ prenanthoides  Baker 84  e 88 

” psammophila  Malme  65 

” pseudoalpestrisTtoàoso 139 

86.  Baccharis  pseudomyriocephala  Teodoro 16 1 

” pseudoserrulata  Teodoro 25 

87.  Baccharis  pseudotenuifolia  Teodoro 138 

’ ’ pseudotridentata  Heering 144 

88.  Baccharis  pseudovaccimoides Teodoro 164 

89-  Baccharis  pseudovillosaTtoàoso  195 

” puberula  A.P.DC 55 

” punctigera  A.P  .DC 81 

90.  Baccharis  punctulata  A.P  .DC 109 

” pyramidalis  Gardner 102 

” quinquenervis  A.P  .DC 111 

91.  Baccharis  radicam  A. P.DC 65 

92.  Baccharis  ramosissima  Gardner 149 

” recurvata  Gardner 103 

93.  Baccharis  regnellii Schultz-Bipontinus  ex Baker 178 

” var.  regnellii 178 

93a.  ” ” var.  subalata  Heering 179 

” regnellioides  Teodoro  et  Hatsch 179 

94.  Baccharis  reticularia  A.P.DC 159 

95.  Baccharis  retusa  A.P.DC 151 

, ” rhexioides  HBK 79 

” riedellii  Schultz-Bipontinus 127 

96.  Baccharis  riograndensis  Teodoro  et  Vidal 197 

97.  Baccharis  rivularis Gardner 125 

” rotundifolia  Sprengel  135 

98.  Baccharis  rufescens  Sprengel 137 

” var.  alpestris  (Martius)  Baker 139 

” var.  tenuifolia  Baker 138 

” var.  variam  (Gardner)  Baker 140 


var.  leptocephala  (DC)  Baker  pág.  140,  linha  12. a, 
onde  se  lê:  B.  rufescens  var.  variam  (Gardner)  Baker 
in  l.c.  Syn.  nov.,  leia-se:  B.  rufescens  var.  lepto- 
cephala (DC.)  Baker  in  Mart.  Fl.  Bras 


99-  Baccharis  sagittalis  (Less.)  A.P.DC 193 

100.  Baccharis  salzmanii  A.P  .DC 150 

101.  Baccharis  schultziiBzkct 129 

’ ’ sebastianopolitana  Baker  115 

102.  Baccharis  selloiBzker  169 

103.  Baccharis  semiserrata  A.P.DC 117 

103a.  ” var.  elaegnoides  (Steud.)  G.M.  Barroso  118 


SciELO/JBRJ 


cm 


271 

var.  semis  errata 117 

se  mis errata  Baker 94 

’ ’ senicula  Martius 96 

104.  Baccharis  serrula  Schultz-Bipontinus 167 

105.  Baccharis  serrulata  (Lam.)  Person  81 

serrulata  A.P.DC 25 

’ ’ serrulata  Baker 84 

,,  ” var.  pingraea  Baker 85 

106.  Baccharis  sessili flora  Vahl 135 

107.  Baccharis  singularis  (Vell.)  G.M.  Barroso,  nov.  comb 96 

” spathulata  G&sàncr 138 

108.  Baccharis  spicata  (Lam.)  Baillon 100 

” sphaenophylla  Dusén  et  Malme  153 

” squarrosa  Baker 57 

” subcapitataGzsàncs 145 

” subcrispa  Teodoro 182 

109.  Baccharis  subdentata  A.P .DC 145 

” subincisa  Heering  et  Dusén  158 

subintegrifolia  Schultz-Bipontinus  107 

subopposita  A.P.DC 114 

” var.  affinis  Baker 113 

” subpingraea  Heering 85 

110.  Baccharis  subumbelliformis  Heering  ex  Malme 153 

” stenocephalaBzkcr 195 

111.  Baccharis  stylosa  Gardner 83 

syncephala  Schultz-Bipontinus 130 

112.  Baccharis  tarchonanthoides  A.P  .DC 66 

” tenuifolia  A.P.DC 138 

” trichoclada  A.P.DC 79 

tridentata  Baker 144 

113.  Baccharis  tridentata\ ahl  112 

” var.  deltoidea  (Baker)  Heering 114 

” var.  subopposita  (DC)  Cabrera 114 

114.  Baccharis  trimera  A.P  .DC 186 

trimerioides  Malme 193 

115.  Baccharis  trinervis  (Lam.)  Persoon 77 

115a.  ” ” var.  rhexioides  (HBK)  Baker 79 

116.  Baccharis  triplinervis  (Spr.)  Baker 90 

” triplinervia  A.P  .DC 121 

117.  Baccharis  truncata Gaidner 162 

118.  Baccharis  uncinella  A.P.DC.  106 

119.  Baccharis  usterii Heering  185 

” vaccinioides  Gardner 164 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


272 


120.  Baccharis  varians  Gardner 142 

variam  Gardner  (p.p.)  140 

” vauthierh.V.DC 159 

” velutina  A.P.DC 107 

venulosa  A.P  .DC 69 

” venusta  H.B.K 79 

121.  Baccharis  vemonioides  A.P  .DC 74 

” villosa  Heering 195 

122.  Baccharis  vincae folia  Baker 179 

123.  Baccharis  vismioides  A.P  .DC 74 

” vulneraria  Baker  25 

” weirii  Baker 102 

” wilsoniana  Teodoro 116 

” xerophila  Martius  143 

124.  Baccharis  xyphophyllaBvkci 167 

Chrysocoma aphyllaWeWozo  175 

” dentata  Vellozo 123 

invisa  Vellozo 69 

marítima  Vellozo 123 

” nu  da  Vellozo 96 

purpurea  Vellozo 96 

singularis  Vellozo  96 

Coniza  arguta  Lessing 25 

” articulata  Lamarck 182 

” linearifoliaSptcngd 104 

” montevidensis  Sprengel 85 

” serrulata  Lamarck 81 

” trinervis  Miller 77 

” trinervis  Lamarck 77 

” triplinervia  Lessing 25 

Eupatorium  montevidense  Sprengel 56 

spicatumlaxnztcV 100 

128.  Heterothalamus  alienus  (Sprengel)  O.  Kuntze 23 

brunnioides  Lessing  23 

129.  Heterothalamus  psiadioides  Lessing 23 

lema  involucrata  Phil 91 

Marsh  alia  aliena  Sprengel  23 

Molina articulata  (Lam.)  Lessing 182 

” conyzoides  Lessing * 111 

” crispa  (Spreng.)  Lessing 191 

” cylindricaUssmg 188 

” microcephala'Lcsúng 191 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


273 


” mille flora  Lessing 180 

” phyteumoides  Lessing 192 

” sagittalis  Lessing 193 

” trimera  Lessing 186 

Pingraea  angustifolia  Cassini 85 

Polypappus  trip/inervius  Lessing 90 

Psila  brachylaenoides  (DC.)  Aristcguieta 69 

” ” var.  lingustnna  (DC.)  Aristeguicta  73 

” trinervis  (Lam.)  Cabrcra 77 

Pseudobaccharis  ligustrina  (DC.)  Teodoro 7 3 

” polycephala  (Sch.  Bip.)  Toledo 71 

” rhexioides  (H.B.K.)  Badillo 79 

’ ' trinervis  (Lam.)  Badillo 77 

’ ’ vemonioides  (DC.)  G.M.  Barroso  ex  Teodoro 74 

Vemonia  triplinervis  Sprengel  - • • 90 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


274 

Considerações  sobre  a vascularização  foliar  de 
Hypoxis  decumbens  L.  — HYPOX1DACEAE (*) 


Lúcia  d’Avila  Freire  de  Carvalho 
Seção  de  Botânica  Sistemática,  Jardim  Botânico,  Rio  de  Janeiro 


Dando  prosseguimento  à pesquisa  de  um  ecótipo  de  Hypoxis  decumbens 
L.  (Araújo,  1974;  Freire  de  Carvalho  et  Jochimek,  1975),  vamos  analisar 
neste  trabalho  as  variações  que  ocorrem  na  nervação  foliar  de  amostras  pro- 
venientes de  diferentes  localidades,  com  o objetivo  de  fornecer  dados  auxiliares 
ao  estudo  sistemático  e ecológico  deste  taxon. 

MATERIAL  E MÉTODOS 

Aqui,  como  na  análise  dos  grânulos  de  amido  extraídos  dos  bulbos  de 
Hypoxis  decumbens  L.  (Freire  de  Carvalho  et  al.,  1975),  utilizamos  as  mes- 
mas amostras  que  foram  estudadas  por  Araújo  (1974),  a saber: 


(*)  Sob  os  auspícios  do  Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento  Cientifico  e Tecnológico. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


275 


I.  Espontâneas  — 

JB  — nos  gramados  do  Jardim  Botânico. 

JAC  — à beira  da  estrada  para  Jacarepaguá. 

II.  Cultivadas  — 

101-103  — oriunda  do  Jardim  Botânico,  cultivada  no  mesmo  solo. 

104-106  — oriunda  do  Jardim  Botânico,  cultivada  em  solo  de 
Jacarepaguá. 

291-293  — oriunda  de  Jacarepaguá,  cultivada  no  mesmo  solo. 

294-296  — oriunda  de  Jacarepaguá,  cultivada  em  solo  do  Jardim 
Botânico. 


Parte  das  amostras  que  serviram  de  base  para  a realização  desta  pesquisa 
acha-se  depositada  no  herbário  do  Jardim  Botânico  (RB). 

Para  a diafanização  das  folhas  herborizadas,  seguimos  as  técnicas  já  con- 
sagradas para  este  tipo  de  estudo  e descritas  por  vários  autores. 

As  mensurações  das  nervuras  paralelas  e intervalos  “vein-spacing”,  de 
cinco  folhas  adultas  de  cada  amostra  analisada,  foram  realizadas  com  o auxí- 
lio do  micrômetro  ocular;  a contagem  do  número  de  nervuras  transversais  por 
milímetro  quadrado  (N2/mm2),  traçando  com  a lâmina  micrométrica  um  qua- 
drado de  1 mm  de  lado,  bem  como  os  desenhos,  foram  executados  com  o au- 
xílio do  microscópio  ótico  Zeiss  equipado  de  câmara-clara. 


RESULTADOS 


Foi  observado  o mesmo  padrão  de  nervação  para  todas  as  amostras: 
Paralelodromo  (fig.  1)  segundo  o Sistema  de  Ettingshausen  (1861). 

O número  de  nervuras  paralelas  é bastante  variável  (Tabela  — 1),  exis- 
tindo de  19-27  feixes  sendo  que  7-18  correspondem  às  nervuras  mais  finas. 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm  .. 


TABELA  I — CARACTERÍSTICAS  DA  VASCULARIZAÇÃO 


AMOSTRAS 

JB 

101-103 

104-106 

JAC 

291-293 

294-296 

NÚMERO  TOTAL  DE 
NERVURAS 

19-20 

23-27 

19-22 

19-23 

26-27 

20-22 

NÚMERO  DE  NERVURAS 
DE  1»,  2»,  3“  E 4»  ORDEM 

8-13 

9-10 

9 

9 

9 

9-10 

NERVAÇAO 

NÚMERO  DE  NERVURAS 
MENORES 

7-11 

12-17 

10-13 

10-13 

17-18 

11-14 

NÚMERO  DE  NERVURAS 
SECUNDARIAS  (mmU 

13 

2,2 

1 

U 

2,2 

1,6 

ESPESSURA  DAS 
NERVURAS  MAIORES 
DE  20  MICRA 

20-135 

24-88 

20-90 

44-158 

21-78 

25-81 

DISTANCIA  ENTRE  AS 
NERVURAS  EM  MICRA 

274-585 

103>-439 

175-402 

175-511 

169-557 

168-523 

TERMINAÇÕES 

VASCULARES 

Presente 

Ausente 

Ausente 

Presente 

Raras 

Raras 

TRAQUElDES  ISOLADOS 

Presente 

Ausente 

Ausente 

Presente 

Raros 

Raros 

ESCLERÔCITOS 

Curtos  e 
espessados 

Longos 

Longos 

Curtos 

Longos 

Longos 

SciELO/JBRJ 


14  15  16  17  18  19  20  21 


277 


cm 


A nervura  mediana  e as  de  l.a,  2.a,  3.a,  4.a  e 5.a  ordem  são  proeminentes 
e vão  diminuindo  de  espessura  à medida  que  se  aproximam  do  ápice  da  folha 
(figs.  2,  3 e 4).  Os  feixes  vasculares  de  diferentes  espessuras,  das  nervuras 
paralelas,  podem  variar  numa  faixa  de  20-158  micra,  obedecendo,  de  certo 
modo,  a uma  constante  (Esaú,  1974),  alternando  as  maiores  com  as  menores. 

O intervalo  entre  os  feixes  vasculares  paralelos  “vein-spacing”  (Wylie, 
1954)  varia  de  103-587  micra. 

As  nervuras  paralelas  (Nl)  estão  ligadas  entre  si  por  meio  de  pequenos 
feixes  vasculares  (nervuras  transversais  — N2),  que  podem  apresentar  uma 
das  extremidades  livre. 

As  nervuras  transversais  de  aspecto  diverso  (Tabela  — II  e figuras  de 
5 a 12)  são  escassas,  variando  de  1-2,2/mm2. 


TABELA  II 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


278 

As  terminações  vasculares  são  do  tipo  simples  com  um,  dois  ou  muitos 
traqueídeos  (figuras  13  a 16).  Entretanto  não  foram  evidenciadas  nas  amos- 
tras 101-103  e 104-106,  e são  raras  nas  amostras  291-293  e 294-296. 

Os  elementos  do  sistema  vascular  apresentam  espessamentos  helicoidais 
e às  vezes  anelares,  de  lignina. 

Os  traqueídeos  isolados  no  mesofilo  são  frequentes  apenas  nos  ecótipos 
JB  e JAC  (figuras  de  17  a 22)  e as  células  esclerenquimáticas  acompanhando 
os  feixes  vasculares  foram  vistas  em  todas  as  amostras. 

É freqüente  a presença  de  idioblastos  cristalíferos  contendo  ráfides  de 
oxalato  de  cálcio,  mas  somente  os  da  amostra  294-296  resistem  ao  tratamento 
pelo  hidróxido  de  sódio  a 10%. 

DISCUSSÃO 

A nervação  foliar  do  tipo  Paralelodromo  é comum  a todas  as  amostras. 

No  aspecto  morfológico  da  vascularização  as  várias  amostras  apresenta- 
ram uma  variação  numérica,  diferindo  somente  no  relativo  às  terminações 
vasculares,  traqueídeos  e células  esclerenquimáticas. 

O intervalo  entre  as  nervuras  paralelas  do  ecótico  JB  e JAC  está  numa 
faixa  comum:  175  — 585  micra,  enquanto  que  nas  amostras  cultivadas  há 
uma  pequena  redução  para  103-557  micra. 

Observamos  nas  amostras  cultivadas  101-103,  291-293  e 294-296  um  au- 
mento na  densidade  de  nervuras  paralelas  e transversais.  Daubenmire  (1959) 
também  observou  que  a densidade  de  nervação  é um  caráter  muito  influen- 
ciável pelo  meio  ambiente,  ao  contrário  do  que  acontece  com  o padrão  de 
venação,  disposição  da  venação  menor  e presença  de  células  espessadas  en- 
volvendo ou  acompanhando  os  feixes  vasculares. 

RESUMO 

A autora  analisa  a nervação  foliar  de  seis  amostras  de  Hypoxis  decum- 
bens  L.,  verificando  que  existe  uma  variação . numérica,  diferindo  o aspecto 
somente  no  relativo  às  terminações  vasculares,  tranídeos  e células  escleren- 
quimáticas envolvendo  ou  acompanhando  os  feixes  vasculares. 

SUMMARY 

Examination  of  six  samples  of  Hypoxis  decumbes  L.  demonstrated  varia- 
bility  in  the  number  of  veins.  Other  between  sample  differences  concerned 
bundle  endings,  tracheids  and  sclerenchymatic  cells  surrounding  the  vascular 
bundles. 


Agradecimentos 

Ao  Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento  Científico  e Tecnológico  pela 
bolsa  concedida  à autora. 

Ao  fotógrafo  Cláudio  Carcerelli  pela  elaboração  da  fotografia  que  serviu 
de  base  para  o desenho  de  aspecto  geral  da  nervação  foliar. 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


279 

BIBLIOGRAFIA 

Araújo,  D.  D.  1974.  Genetic  variation  in  two  populations  of  Hypoxis  decum- 
bens  L.  (no  prelo). 

Esaú,  K.,  1974.  Anatomia  das  plantas  com  sementes.  Trad.  B.  L.  Morretes, 
São  Paulo,  Edgard  Blucker,  Ed.  da  Universidade  de  São  Paulo. 

Darbenmire,  R.  F.,  1959.  Plants  and  environment.  XI  + 422  pp.,  ilustr.,  John 
Wiley  & Sons,  Inc.  London. 

Ettingshausen,  KL  R.  von,  1861.  Die  Blattskélette  der  Dycotyledomen  mit 
besonderer  Riicksicht  auf  die  Untersuchung  und  Bestimmung  der  Fossilen 
Pflanzenreste,  XLVI  + 380  pp.,  ilustr.,  Wien. 

Freire  de  Carvalho,  L.  d’A.  e M.  R.  Jochimek,  1975.  Considerações  sobre  a 
variação  morfológica  do  amido  encontrado  em  bulbos  de  Hypoxis  de- 
cumbes  L.  — Hypoxidaceae.  An.  Acad.  Bras.  Ciênc.  (no  prelo). 

Wylie,  R.  B.,  1954.  Leaf  organization  of  some  woody  dicotyledons  from  New 
2ealand.  Amer.  Jour.  Bot.  41  (3):  186-191. 


Explicação  das  figuras: 

— Aspecto  geral  da  nervação  foliar  — 1 

— Aspecto  da  nervação  no  ápice  da  folha: 

2:  na  amostra  cultivada  104-106. 

3:  na  amostra  espontânea  JAC. 

4:  na  amostra  cultivada  291-293. 

— Nervuras  transversais  (N2)  em  seus  vários  aspectos: 

5:  amostra  espontânea  JAC. 

6:  amostra  cultivada  101-103. 

7:  amostra  cultivada  291-293. 

8:  amostra  cultivada  104-106. 

9:  amostra  cultivada  101-103. 

10:  amostra  cultivada  291-293. 

11-12:  amostra  cultivada  294-296. 

— Diversos  aspectos  das  terminações  vasculares: 

13:  amostra  espontânea  JAC. 

14:  amostra  espontânea  JB. 

15:  amostra  espontânea  JB. 

16:  amostra  espontânea  JAC. 

— Diversos  aspectos  de  traqueídeos  isolados  no  mesofilo: 

17:  amostra  espontânea  JB. 

18:  amostra  espontânea  JB. 

19:  amostra  espontânea  JAC,  posição  do  traqueídeo  entre  duas  nervuras 
paralelas. 

20:  amostra  espontânea  JAC. 

21:  amostra  espontânea  JB,  posição  do  traqueídeo  entre  duas  nervuras 
paralelas. 

22:  amostra  espontânea  JB. 


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JARDIM  BOTÂNICO  DO  RIO  DE  JANEIRO 

Diretor 

OSVALDO  BASTOS  DE  MENEZES 


RODRIGUÉSIA 

Comissão  de  redação 

C.  L.  F.  ICHASO,  C.  G.  COSTA,  C.  L.  B.  DE  ABREU 


Rua  Jardim  Botânico,  1008  — Rio  de  Janeiro,  Brasil 


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ANEXO  DA  REVISTA  “RODRIGUESIA” 

ANO  XXVIII  — N.°  40  — 1975-1976 


BIBLIOGRAFIA  DE  BOTÂNICA.  I 

ANATOMIA  VJEGKTAL 


M.  DA  C.  VALENTE 
C.  GONÇALVES  COSTA 
J.  DAMES  E SILVA 


Seção  de  Botânica  Sistemática  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 


1S<!  ' 


Esto  trabalho  contou  com  o auxílio  do 
Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento 
Científico  e Tecnológico  (CNPq) 


2 3 4 


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ANEXO  DA  REVISTA  “RODRIGUESIA” 


ANO  XXVIII  — N.°  40  — 1975-1976 


BIBLIOGRAFIA  DE  BOTÂNICA.  I 

ANATOMIA  VEGJETAE 


M.  DA  C.  VALENTE 
C.  GONÇALVES  COSTA 
J.  DAMES  E SILVA 


Seção  de  Botânica  Sistemática  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 


Esto  tiabalho  contou  com  o auxílio  do 
Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento 
Científico  e Tecnológico  (CNPq.) 


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BIBLIOGRAFIA  BOTÂNICA.  I.  ANATOMIA  VEGETAL 

M.  da  C.  Valente  ** 
C.  Gonçalves  Costa** 
J.  Dames  e Silva* 

SUMMARY 

In  this  paper  the  authors  present  a bibliographic  list  of  works  published 
about  Vegetal  Anatomy  in  the  principal  reviews  from  the  Botanic  Institutions  of 
Rio  dc  Janeiro  State.  The  present  list  regards  of  the  works  by  alphabetic  order  of 
authors  referent  to  the  letters  A and  B. 

INTRODUÇÃO 

Com  este  trabalho,  realizado  para  obtenção  de  crédito  em  Bibliografia 
Botânica  (Curso  de  Pós  Graduação  em  Botânica),  pretendemos  trazer  uma 
contribuição  aos  estudiosos  desta  Ciência,  na  área  da  Anatomia,  à semelhança  do 
que  está  sendo  feito  no  campo  da  Taxonomia  de  Vegetais  Superiores  (BENE- 
V1DES  DE  ABREU,  C.L.  et  al.  1974).  Bibliografia  de  Botânica.  I.  Taxonomia  de 
Angiospermae.  Dicotyledoneae.  Anexo  de  Rodriguésia  39:1-80  pp). 

Por  se  tratar  dc  um  assunto  volumoso,  cuja  publicação  in  totum  seria  por 
demais  onerosa,  será  publicado  parceladamente  em  Apêndice  a Rodriguésia  **  Nesta 
primeira  etapa,  apresentamos  por  ordem  alfabética  de  autor  (letras  A e B),  os 
trabalhos  publicados  sobre  Anatomia  Vegetal  em  revistas  localizadas  nas  insti- 
tuições de  Botânica  do  estado  do  Rio  de  Janeiro.  Deixamos  de  incluir  aqui,  trabalhos 
específicos  sobre  especialidades  como  Micologia,  Ficologia,  etc.,  a não  ser  quando 
o assunto  se  prende  diretamente  à morfologia  interna  desses  vegetais.  Não  nos 
referimos  igualmente  aq  que  foi  publicado  sobre  Anatomia  do  Lenho,  uma  vez 
que  existe  uma  publicação  sobre  essa  matéria:  ARAÚJO,  P.A.  de  M.  1968 
Bibliografia  sobre  anatomia  das  madeiras.  — Separata  de  An.  Brasil  Econ.  Flor. 
19:244-332. 


* Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 

**  Pesquisador  em  Botânica  e Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 


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1913.  Studio  anatomo-biológico  sul  Gen.  “Saurauia”  Willd. 

con  speciale  riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  26:261-276. 

1913.  Studio  anatomo-biológico  sul  Gen.  “ Saurauia “ Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  26:  313-328. 

1913.  Studio  anatomo-biológico  sul  Gen.  “Saurauia”  Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  26:421-452. 

_ 1917.  Studio  anatomo-biológico  sul  gen.  “Saurauia”  Willd.,  com  speciale  ri- 
guardo alie  specie  americane  Malpighia  2733-48. 

1916.  Studio  Anatomo-biológico  sul  Gen.  “Saurauia”  Willd.  Malpighia 

159-190. 

1917.  Studio  anatomo-biológico  sul  Gen.  “ Saurauia ” Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  28:  148,  pl.  1-2. 

1917.  Studio  anatomo-biológico  sul  gen.  “ Saurauia ” Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  28: 49-8 1 . 

1917.  Studio  anatomo-biológico  sul  gen.  " Saurauia ” Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  28:  140-162. 

1917.  Studio  anatomo-biológico  sul  gen.  “Saurauia"  Willd.  con  speciale 

riguardo  alie  specie  americane.  Malpighia  28:  249-270. 

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11  12  13  14 


ANEXO  DA  REVISTA  “RODRIGUESIA” 

ANO  XXVIII  — N.°  40  — 1975-1976 


BIBLIOGRAFIA  DE  BOTÂNICA.  II 
TAXONOMIA  DE  ANGIOSPERMAE 
DICOTYLEDONEAÜ 


CORDÉLIA  LUIZA  BENEVIDES  DE  ABREU 
NILDA  MARQUETE  FERREIRA  DA  SILVA 
PAULO  CÉSAR  AYRES  FEVEREIRO 
ARIANE  LUNA  PEIXOTO 


Seção  de  Botânica  Sistemática  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 


154 


Este  trabalho  contou  com  o auxílio  do 
Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento 
Científico  e Tecnológico  (CNPq.l 


7 - 


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cm 


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BIBLIOGRAFIA  BOTÂNICA  II.  TAXONOMIA  DE  ANGIOSPERMAE  DICOTY- 
LEDONEAE+ 


Cordélia  Luiza  Benevides  de  Abreu+ 
Nilda  Marquete  Ferreira  da  Silva+  + 
Paulo  César  Ayres  Fevereiro+ 

Ariane  Luna  Peixoto  + 

Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 


ln  this  paper  the  authors  presentbibliographical  references  about  the  families 
of  Dicotyledoneous  plants,  (letter  B)  essencially  those  occuring  in  Brazil. 

INTRODUÇÃO 

Em  continuação  a Bibliografia  de  Botânica  I,  publicada  anteriormente  é 
apresentada  neste  trabalho  a segunda  etapa  desta  série  que 'consta  de  referências 
bibliográficas  sobre  as  diversas  famílias  botânicas  ocorrentes  no  Brasil  (natural  da 
flora  neotropical  ou  subespontâneas)  iniciadas  pela  letra  B. 

O critério  empregado  é o mesmo  da  primeira  etapa  deixando-se  apenas  de 
incluir  a relação  de  obras  gerais. 


+ Bolsistas  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 
+ + Herbarium  Bradeanum 


- 1 - 


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Familien.—  Ann.  Jard.  Bot.  Buitenz.  48:69-102. 

SOUKUP,  J.  1968.  Las  Rutáceas,  Simarubáceas  e Burseráceas,  sus  géneros  y lista 
de  espécies.—  Biota  7:157-176. 

SWART,  J.J.  1942.  Novitates  Burseracearum-  Rec.  Trav.  Bot.  Néerl.  39:189-210. 

1942.  A monograph  of  the  genus  Protium  and  some  allied  genera 

(Burseraceae).—  Rec.  Trav.  Bot.  Néerl.  39:21 1-446,  8 f. 

1948.  Burseraceae  (of  Guiana)  in  Maguire,  Basset  et  all.  Plant  Explo- 

rations  iri  Guiana  in  1944,  chiefly  to  the  Tafelberg  and  the  Kaieteur  Plateau  — 
VI.-  Buli.  Torrey  Club.  75:644. 

1950.  A new  Protium  from  Suriname,  an  Mendedel.  Bot.  Mus.u.  Herb. 

Rijksuniv.  Utrecht,  1 06:7 1 . 

1950.  A new  Protium  from  Suriname.—  Rec.  Trav.  Bot.  Néerl.  42:70. 

1972.  Novitates  Burseracearum.  II.  — Meded.  Bot.  Mus.  Herb. 

Rijkzuniv.  Utrecht.  1 10:224-249. 

1966.  Novitates  Burseracearum,  III.  Acta  Bot.  Neerlandica  15:45-56. 

TRAVASSOS,  O.P.  1965.  Burseraceae  em  Typus  do  Herbário  do  Jardim  Botânico 
do  Rio  de  Janeiro.-  Arq.  Bot.  Rio  de  Janeiro  18:249. 

-59- 


SciELO/ JBRJ 


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cm  .. 


WARBURG,  O.  19 16.  Burseraceae  in  Pflanzenwalt.  2:282. 

WEBBER,  1941.  Syst.  anatomy  woods  of  the  Burseraceae .-  Lilloa  6:441465. 

WEHMER,  1931  .Burseraceae  in  Pflanzenstoffe  2.  Aufl.  11:645-657. 

WILLIAMS,  L.O.  et  J.  CUATRECASAS.  1959.  A criticai  new  Bursera  ( stand - 
leyana ) from  Costa  Rica.—  Trop.  Woods  1 10:30-32. 

AGRADECIMENTOS 

Nossos  agradecimentos  ao  Conselho  Nacional  de  Pesquisas  pelas  bolsas 
concedidas  aos  autores.  Ao  Pesquisador  Jorge  Fontella  Pereira  pela  dedicada  e 
valiosa  orientação  dada  a equipe,  tomando  possível  a realização  deste  trabalho. 


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ANO  XXVIII 


NÚMERO  41 


iTISTA 


Instituto  Brasileiro  de  Desenvolvimento  Florestal 
JARDIM  BOTÂNICO 


RODRIGUÉSIA 

ANO  XXVIII  — NÚMERO  41 


RIO  DE  JANEIRO 
BRASIL 
1976 


3 


ERRATA 

Pg.  38  — Continua  na  pg.  68  e depois  volta  à 39. 

Pg.  121  — Luraceae  por  Lauraceae. 

Pg.  183  — Tronco  do  caneleiro,  Cenostigma  gardnerianum  Tul. 

Pg.  185  — A.  Pétala  de  Hymenaea  sagittipetala  Rizz.;  B.  Folíoio  da  mesma. 
C.  Folíoio  médio  de  Hymenaea  stübocarpa  Mart. 

Pg.  187  — Cordia  araripensis  (A)  em  confronto  com  C.  scabrifoiia  (B),  esta 
à esquerda. 

Pg.  189  — Peltogyne  pauciftora  Benth. 

Pg.  191  — Apterokarpos  gardneri  (Engl.)  Rizz.:  A.  Planta  masculina;  B.  Parte 
da  inflorescência  feminina  em  fruto. 

Pg.  193  — Couratari  asterophora  Rizz. 

Pg.  381  — Caixa  de  madeira  onde  pequenas  queimadas  de  capim  do  cer- 
rado foram  realizadas.  Astronium  urundeuva  foi  semeado  nela. 
À esquerda,  onde  se  queimou,  não  germinou.  À direita,  sem 
fogo,  vêem-se  plântulas  de  26  dias.  O orifício  escuro  é para 
introdução  de  um  termômetro. 

Pg.  383  — Germinação  variável  de  Bowdichia  virgiiioides.  Placa,  salvo  n.  7. 

1.  Exterior,  luz  difusa  e temperaturas  flutuantes  (Cuiabá,  MT, 
25-X-71).  2.  35.°  constantes,  obscuridade  (ib.).  3.  Idem,  após 
80.°/5  min.  (ib.).  4.  35.°  constantes,  obscuridade  (Luziânia,  GO, 
sementes  moles).  5.  Idem  (Paraopeba,  MG,  12  meses).  6.  Idem. 
após  80°/5  min.  (ib.).  7.  Areia  no  exterior  (Paraopeba,  5 meses). 


JSciELO/ JBRJ 


COMISSÃO  DE  REDAÇÃO 

Leonam  de  Azeredo  Penna  Ida  de  Vattimo  Carlos  Toledo  Rizzini 


ÍNDICE 

•L. 


RIZZINI,  Carlos  T.  — Loranthaceae  Austro-Americanae 
Novae 7 

MARQUES,  Maria  do  Carmo  Mendes  e Edy  Albertina 
Montalvo  — Levantamento  dos  Tipos  do  Herbário  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro.  Bignoniaceae  II....  37 


FALGAO,  Joaquim  I.  de  A.  e Wandette  F.  de  A.  Falcão  — 


Convolvuláceas  da  Restinga  54 

VALENTE,  Maria  da  Conceição  — Levantamento  dos  Tipos 
das  Espécies  de  Loganiaceae  do  Herbário  do  Jardim 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro 79 

VATTIMO,  Ida  — Estudos  sobre  Ocotea  AubL,  Phylloste- 

monodaphe  Kosterm.  e Licaria  AubL  (Lauraceae) . . . . 121 

BARREIROS,  Humberto  de  Souza  — Heliconiae  Novae 

Americanae  (Heliconiaceae). 129 

RIZZINI,  Carlos  T.  — Contribuição  ao  conhecimento  das 

Floras  Nordestinas 137 

MONTEIRO  NETO,  Honorio  — Pichisermollia  Monteiro 

Neto:  um  Nome  Novo  para  Gigliolia  Becc 195 

BARREIROS,  Humberto  de  Souza  — Variações  no  limbo 

foliar  e no  cincino  de  Heliconias  (Heliconiaceae)  — I.  199 


5 


JSciELO/ JBRJ 


CARVALHO,  Lucia  D’AviIa  Freire  de  — Tipos  do  Herbário 


do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  — Melastoma- 
taceae  — I,  Rhamnaceae  e Vitaceae 207 


RIZZINI,  Carlos  T.  — Influência  da  Temperatura  sobre  a 

Germinação  de  Diásporos  do  Cerrado 341 

LAROCHE,  Rose  Claire  Maria  — Situação  Atual  da  Tabe- 
buia  Cassinoides  (Lam.)  DC.  e Tabebuia  Obtusifolia 
(Cham.)  Bur.  na  Baixada  de  Jacarepaguá,  Rio  de 
Janeiro 385 


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LORANTHACEAE  AUSTRO-AMERICANAE  NOVAE 


CARLOS  TOLEDO  RIZZINI 
Jardim  Botânico 


Strutanthus  melanopotamicus  Rizz.,  n.  sp. 


Scandens  radicellis  prehensilibus  ramisque  elongatis  flexuosis  at  gracilibus, 
siccitate  fere  niger;  intemodiis  ad  8 cm  longis.  Folia  late  obovata  vel  subor- 
bicularia,  ambitu  irregularia,  ima  basi  paulo  cuneata,  apice  rotunda  rariusque 
emarginata,  crasse  coriacea,  rigida,  avenia  seu  nervis  subtiliter  impressis, 
margine  nerviformi  crasso  atro  subreflexo  cincta,  frequenter  pileis  fungi  auran- 
tiacis  punctata  (exclusis  novellis),  usque  ad  3 x 5 cm  sive  3,5  x 4 cm  in 
suborbicularibus;  petioli  in  his  valde  elongati,  ad  17  mm  usque  longis.  Spica 
eolitaria,  ad  6 cm  longa,  breviter  pedunculata,  remotiflora,  ternationibus  oppo- 
sitis  sessilibus,  intervallis  5-7  mm  interposito  distantibus,  rachi  sulcata;  brac- 
teis  cupularibus  haud  connatis  in  cupulam  unicam.  Alabastra  mascula  (quae 
solum  visa)  crassa,  apicem  versus  dilatata,  clavatula,  4-5  mm  longa.  Flores 
in  vivo  albo-viridescentes,  5 mm  longi.  Antherae  obtusae. 

Provenit  in  Alto  Rio  Negro,  S.  Gabriel  da  Cachoeira,  Amazonas,  legerunt 
J.  M.  Pires  & L.  R.  Marinho  15712  (6-III-75).  Holotypus  in  RB. 


Entre  as  poucas  espécies  da  Subseção  Struthiostachys  v.  Tiegh.,  esta 
foge  por  completo  pelas  folhas  tipicamente  arredondadas  e sustentadas 
por  pecíolos  comparativamente  longos.  Além  disso,  elas  se  revelam  por- 
tadoras de  espessa  margem  negra.  O alongamento  peciolar  é perceptível, 
de  modo  particular,  nas  folhas  jovens,  quando  o pecíolo  quase  equivale 
ao  comprimento  do  limbo.  Parece  haver  dimorfismo  ramular  nesta  es- 
pécie porque  os  ramos  providos  de  folhas  orbiculares  emitem  râmulos 
laterais,  cujas  folhas  são  oblongas  ou  obovadas  e sustentadas  por  pecíolos 
bem  mais  curtos.  M"ais  material  será  necessário  para  pôr  a limpo  esta 
questão. 


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cm  .. 


Dendrophthora  hylaeana  Rizz.,  n.  sp. 


Species  sui  juris  inter  Brasilienses  foliis  oblongis  cc.  1 cm  longis  spicisque 
2 mm  tantum  atque  2 x 3-floris. 

Fruticulus  erectus  dioicus  viridi-luteolus,  in  statu  sicco  fuscus,  ramis  elon- 
gatis  nodosis  basi  defoliatis,  ramulis  oppositis  ternatisve  ad  nodos  ramorum, 
apicem  versus  modice  complanatis  colapso  striatis;  internodiis  1-2  cm  longis. 
Cataphylla  solummodo  ad  basin  ramorum,  bidentata,  evoluta.  Folia  oblonga, 
basi  apiceque  fere  aequaliter  attenuata,  apice  acutiuscula  apiculataque,  coriacea 
sed  non  crassa,  enervia  et  plicatula  colapso,  7-12  mm  longa,  3-5  mm  lata; 
petioli  1 mm  longi  sed  distincte  evoluti.  Spicae  minimae,  solitariae,  floriferae 
2 mm  longae,  fructiferae  parum  ampliatae,  sessiles,  uniarticulatae,  omnes  quae 
suppetunt  femineae,  floribus  6 in  duabus  seriebus  conflatis  (2  x 3-floris). 

Habitat  ad  Serra  Araçá,  Amazonas,  1000  m.  s.  m.,  collegit  J.  M.  Pires 
15042  (10-11-75).  Holotypus  in  RB. 


Espécie  perfeitamente  caracterizada  pelo  tipo  foliar  e conformação 
das  espigas  oligantas  O simples  aspecto  do  espécime  já  é típico,  com 
seus  ramos  nodosos  e muito  alongados,  inserindo  folhas  nos  râmulos  si- 
tuados do  meio  para  o ápice.  Poucas  são  as  espécies  brasileiras  de  Den. 
drophthora,  tão-somente  D.  elliptica  (Gardn.)  Kr.  & Urb.  sendo  a única 
colhida  algumas  vezes.  Cumpre  observar  que  não  pude  examinar  as  ante- 
ras do  exemplar  em  tela,  atribuindo-o  ao  presente  gênero  por  vários 
caracteres  subsidiários,  visto  ser  feminino. 


Phthirusa  myrsinites  Eichl. 


Spicis  parvissimis  glomerulatis  foliis  pusillis  crassis  enerviis,  antherae 
fabrica,  etc,  cum  aliis  generis  nulla  affinitate  — sed  foveis  spicae,  bracteolis 
fovearum  atque  structura  floris  hermaphroditi  suo  genero  typicus. 

Fruticulus  ut  videtur  erectus  absque  radicellis  aereis  in  nostro,  ramis 
cinereis  nodosiusculis  teretibus  ramulisque  sulcatis  lepidibus  transversim  inser- 
tis  íuriuraeeis  ad  lentem.  Folia  elliptica,  utrinque  obtusis,  brevissime  apiculata, 
crasse  coriacea  rigidaque,  siccitate  olivacea,  prorsus  nervis  deficientia,  margine 
0-trato  circumdata,  petiolis  ad  2 mm  usque,  2-4  cm  longa,  1-2  cm  lata.  Spicae 
2 mm  longae,  ad  3 foveas  floresque  redactae,  bracteis  crassis  duris  deltoideis 
ejusdem  longitudinis  lateraliter  protectae,  in  glomerulos  axillares  8-10-floros 
arcte  aggregatae;  bracteolis  2 intra  foveas  ellipticis,  membranaceis,  0,7  mm 
longis.  Flores  6-meri,  crassi,  2 mm  longi,  perigonio  1 mm  tantummodo,  tepalis 
carnosis  1 mm  longis.  Calyculus  margine  minutissime  erosus.  Anthera  supra 
onedium  tepaii  inserta,  thecis  duabus  eonnectivo  amplo  interposito  distantibus, 
luteis,  mimmis,  sessilibus,  globosis  praedita.  Filamenta  tepalis  coalescentia, 
Jeviter  excavata  ad  insertionem  thecarum.  Stylus  crassus,  stigmate  capitellato. 
Fructus  ellipticus,  minute  verruculosus,  4-5  mm  longus;  endospermium  cras- 
sum  farinaceum,  albo-lutescens,  cotyledones  2 applicativos  foliaceos  fere 
omnino  cingens;  stratum  viscini  pergracile  sed  valde  viscosum. 

Crescit  in  Rio  Negro,  Cucui,  Amazonas,  ubi  lectus  in  silva  ab  O.  C.  Nas- 
cimento, J.  M.  Pires  & L.  Coradin  192  (25-IV-75). 

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Ê absolutamente  notável  a descoberta  desta  espécie,  que  à primeira 
vista  faz  pensar  em  Oryctanthus  por  via  da  inflorescência  reduzida  a um 
glomeruH.  axilar.  O exame  ateiuo,  contudo,  demonstra  que  semelhante 
glomérulo  é constituído  de  várias  espigas  mínimas,  reduzidas  a três  flores 
— porem,  conservando  a estrutura  típica  do  gênero  Phthirusa,  com 
fóveas  e bractéolas  intra-foveolares.  Ao  demais,  a flor  é característica: 
hermafrodita,  hexâmera  e com  tépalas  pertinentes. 

Cumpre  acentuar  que  as  duas  lorantáceas,  aqui  descritas,  do  rio  Ne- 
gro apresentam  o caráter  comum  de  terem  folhas  esclerófilas.  Esta  obser- 
vação é relevante  se  lembrarmos  que  tal  tipo  de  organização  é peculiar 
à vegetação  das  chamadas  "catingas  do  rio  Negro",  onde  inúmeras  plantas 
lenhosas  exibem  folhagem  espessa  e rígida,  rica  em  elementos  mecânicos. 
Seria  muito  de  desejar  que  novas  coletas  fossem  levadas  a cabo  na  mesma 
formação,  pelo  que  respeita  à família  em  toco,  porquanto,  outro  caráter, 
agora  tloristico,  da  vegetação  rionegrense  reside  no  elevado  grau  de  ende- 
mismo.  Não  deixa  de  ser  interessante  acentuar  que  dois  parasitas  apre- 
sentam esclerofilia  e endemismo,  as  duas  características  ecotlorísticas  bem 
conhecidas  na  região  em  pauta. 


Psittacanthus  piauhyensis  Rizz.,  n.  sp. 


P.  plagiophyllo  Eichl.  inflorescentia  floreque  toto  coelo  aequalis,  sed  foliis 
et  peduncuiis  umbellarum  perspicue  distinctus. 

jFrutex  ramis  crassis  nodosis  teretibus  cortice  minute  rimuloso  indutis;  ramulis 
laevibus;  internodiis  2-3,5  cm  longis.  Folia  quoad  formam  satis  variabilia, 
modo  ovato-elliptica,  modo  oblonga,  nunc  suborbicularia,  basi  obligua  vel  sym- 
metrica,  nunquam  falcata,  apicem  versus  parum  attenuata  et  obtusa  vel 
rotundata,  crasse  coriacea,  nervis  prorsus  carentia,  margine  undulata,  stoma- 
tibus  exiguuis  haud  detergibilibus,  4-7  cm  longa,  3-5  cm  lata  sive  3-5  cm 
diâmetro;  petiolis  2-4  mm  longis.  Umbellae  4-radiatae  pedunculis  circiter  1 cm 
Jongis  suffultae.  Flores  omnino  P.  plagiophylli,  rubri. 

Lectus  ad  Parque  Sete  Cidades,  Piracuruca,  Piauí,  in  cerrado  ubi  vulgaris, 
a Rizzini  & Mattos  5-IV-1974.  Holotypus  in  RB  173.541. 


Eichler,  na  Fl.  Bras.,  descreveu  dois  espécimes  sob  a designação  de 
Ps.  plagiophyllus  Eichl.,  um  amazônico  e outro  piauiense;  o primeiro 
indicado  como  proveniente  de  Santarém,  Pa.  Tendo  eu,  precisamente, 
material  de  ambas  as  origens,  inclusive  de  Santarém,  verifiquei  que,  pos- 
suindo a mesma  inflorescência  e flores  absolutamente  iguais,  eles  diferem 
marcadamente  no  concernente  à morfologia  foliar  e ao  comprimento  dos 
pedúnculos  das  umbelas.  É por  isso  que  aquele  monógrafo  apresenta  uma 
diagnose  bastante  vaga  quanto  aos  citados  fatos  morfológicos,  declarando, 
e.  gr.,  que  os  pedúnculos  medem  de  3/4  a 1 e 1/4  polegada  e que  as 
folhas  são  ovadas,  oblongas  oblanceoladas  — afirmando  textualmente: 
"folia  forma  et  magnitudine  multum  varia”. 


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Na  verdade,  os  exemplares  amazônicos  levam  folhas  mais  estreitas, 
oblongo-lanceoladas,  e acentuádamente  falcadas,  além  de  mostrarem  ner- 
vuras impressas,  porém,  perceptíveis;  e pedúnculos  muito  mais  compri- 
dos, entre  1,5-3  cm;  um  pequenino  apículo  é visível  na  maioria  das  folhas 
(por  ser  caduco).  Por  outro  lado,  o material  piauiense  conduz  folhas  desde 
ovado-elíticas  até  suborbiculares,  no  máximo  oblíquas  na  base,  muitas 
delas  simétricas,  e completamente  destituídas  de  nervuras,  além  de  mais 
rigiUameiite  coriáceas;  os  pedúnculos  das  umbelas  não  vão  além  de  1 cm. 
A Fig.  3 ilustra  as  diferenças  relativas  aos  caracteres  foliares  nos  dois  casos 
Outro  particular  digno  de  nota  é que  os  meus  dois  indivíduos  hileianos,  de 
localidades  tão  distintas  como  o são  Santarém  e rio  Negro,  revelam  per- 
feita semelhança.  Pires  & Black  (n.  1.136,  de  Santarém;  assinalaram  cor 
lúteo-aurancíaca  para  o perigônio  (o  que  Eichler  também  menciona), 
enquanto  que  o espécime  colhido  por  mim  próprio,  no  Piauí,  tinha-o 
coccíneo;  tal  é outra  diferença  acessória. 

A despeito  de  as  flores  concordarem,  em  ambas  as  áreas  nos  menores 
detalhes,  a ponto  de  ter-me  confundido  de  início,  como  provavelmente 
fizeram  ao  ilustre  Eichler,  as  folhas  exibem  tão  amplas  divergências,  cor- 
roboradas pelos  comprimentos  pedunculares  discordantes,  que  não  é pos- 
sível manter  a identidade  dos  exemplares  amazônicos  e piauienses.  Decidi, 
desta  sorte,  separar  os  dois  tipos  morfológicos  em  duas  espécies  distintas, 
reservando  a denominação  de  P.  plagiophyllus  para  as  plantas  hileianas 
e criando  um  novo  táxon,  P.  piauhyensis  Rizz.,  para  as  plantas  do  Piauí. 
Eis  as  respectivas  caracterizações  (Fig.  3). 

1 . Ps.  plagiophyllus  Eich.  — Folhas  oblongo-lanceoladas,  falcadas,  mu- 
cronuladas  e providas  de  nervuras  impressas,  porém,  perceptíveis,  até 
3 cm  de  largura;  pedúnculos  das  umbelas  1,5-3  cm  de  comprimento. 
Floresta  amazônica. 

2.  Ps.  piauhyensis  Rizz.  — Folhas  de  ovado-elíticas  a suborbiculares, 
crassas,  enérveas,  com  3-5  cm  de  largura,  não  falcadas,  simétricas  ou 
apenas  oblíquas  na  base;  pedúnculos  cerca  de  1 cm  de  comprimento. 
Cerrado  piauiano. 


Eichler  mesmo  observa  que  os  exemplares  amazônicos  ("spruceana") 
tinham  folhas  mais  estreitas  que  os  piauienses  ("gardneriana"),  favorecen- 
do a distinção  supra-exarada. 

É verdadeiramente  espantoso  que  duas  entidades  de  áreas  disjuntas, 
distantes  e divergentes  apresentem  inflorescência  e flores  tão  complemen- 
te iguais.  Isto  poderia  levar  a considerar  uma  só  entidade  específica  com 
duas  variantes  geográficas.  Mas,  o fato  explica-se  por  meio  da  vicariância, 
bastante  conhecida  nos  casos  em  que  uma  dada  espécie  se  difundiu  e 
colonizou  duas  áreas  ecologicamente  diversificadas.  Sendo  de  origem  co- 
mum e relativamente  recente,  as  duas  formas  derivadas  usualmente  mos- 

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tram-se  semelhantes  em  geral  e discrepantes  apenas  em  um  ou  outro  setor 
de  suas  constituições,  tal  sucede,  v.  gr.,  com  os  dois  vinháticos 
e os  dois  jatobás  — o da  mata  e o do  cerrado.  No  herbário, 
são  adiceis  ae  distinguir;  in  natura,  são  árvores  bem  diferentes.  Fenômeno 
idêntico  passa-se  com  os  dois  psitacantos,  um  da  floresta  pluvial  e o 
outro  da  savana,  ambientes  vastamente  antagônicos. 


Aetanthus  nodosus  (Desr.)  Engl.  Pflanzenf.  Nachtr.  1:  136.  '1.897. 

Ae.  colombiano  A.  C.  Sm.,  cui  floribus  appropinquat,  primo  intuitu  dignos- 
citur  ramis  teretibus  valde  nodosis.  nec  trigonis  tetragonisve,  cortice  grosse 
lenücellosis  indutis. 

Frutex  robustus,  ramis  teretibus,  crassis,  ad  nodos  fortiter  dilatatis,  dicho- 
tomice  ramosis;  cortice  rimoso,  lenticellis  amplis  fusiformibus  praedito.  Folia 
varia,  inter  obovatum  et  ellipticum,  basi  lata  sed  modice  angustata  ac  in 
petiolos  decurrentia,  apice  obtusa  vel  rotundata,  margine  parum  revoluta 
lundulataque,  coriacea,  plus  minusve  olivacea,  stomatibus  exiguuis  utrinque 
punctata,  6-12  cm  longa,  3-6  cm  lata;  nervis  secundariis  impressis,  3-5  adscen- 
dentibus,  curvis;  petiolo  6-10  mm  longo,  paene  alato  limbo  decurrente.  Flores 
coccinei  speciosi,  in  diades  aggregati;  diadibus  in  umbellas  bi-radiatas  ad 
nodos  numerosas  fasciculatas;  bracteis  parvis;  cupula  paulum  quam  bracteae 
Jongiore,  obliqua,  lateraliter  denticulata.  Alabastra  recta,  filiformia;  pedicellis 
[minute  papillosis,  3-5  mm  longis.  Calyculus  margine  denticulis  plurimis  or- 
matus.  Perigonium  8-10  cm  longum,  cc.  3 mm  latum,  usque  ad  supra  médium 
tubulosum,  mox  segmentis  6 acutissimis  reflexisque  instructum.  Antherae 
propter  18  mm  longae,  angustissimae,  apice  aciculiformes,  septis  transversis 
praeditae;  filamentis  filiformibus,  ad  partem  superiorem  tepalorum  insertis. 
Stylus  capillaceus,  stigmate  capitato.  Fructus  ellipsoideus,  in  vivo  niger,  15-20 
mm  longus,  10-15  mm  latus. 

Crescit  frequenter  in  Venezuela  ad  Estados  Lara,  Mérida,  Tachira  et  Tru- 
jillo,  altitudine  inter  2.000  et  3.000  m.  s.  m.  Praeterea:  Distrito  Moran,  Edo. 
Lara,  in  silva  nebulari,  1.900  m,  coll.  J.  A.  Steyermark  & V.  C.  Espinoza 
110.283. 


Aetanthus  nodosus  tem  sido  identificado  comoAe.  colombianus  A.  C. 
Smith.  Examinei  o tipo  deste  último  (Killip  & Smith  20.583)  e outros 
espécimes  da  mesma  localidade  (Depto.  Satander,  Colombia),  recolhidos 
pelos  mesmos  coletores  (17.795,  15.810  e 18.127).  As  plantas  desta  espécie 
apresentam  ramos  fortemente  trígonos,  com  ângulos  muito  acentuados 
ou  salientes;  ainda  os  râmulos  se  mostram  angulosos.  Ao  demais,  as  pseu- 
docimas  são  algo  maiores  e mais  robustas;  o ovário  é também  maior.  A 
casca  tem  uma  cor  verde  ou  verde-escuro,  sendo  uniforme,  sem  fissuras 
nem  lenticelas.  O exemplar  n.  15.810  é o único  que  exibe  ramos  tetra- 
gonais,  muito  grossos  e apenas  moderadamente  nodosos  em  os  nós.  Em 
A.  nodosus  os  nós  revelam-se  uniformemente  engrosados  chegando  a 
ser  globosos,  os  ramos  são  cilíndricos  e o córtex  lentiçeloso;  as  plantas 
são  evidentemente  mais  ramificadas  que  em  Ae.  colombianus.  Este  é o 
único  membro  das  Loranthaceae  sul-americanas  que  eu  conheço  com 
ramos  triangulares.  Tal  característica  marca  singularmente  Ae.  colombia- 
tnus;  assim,  não  é possível  confundí-lo  com  A.  nodosus. 

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Phthirusa  micrantha  Eichl.  var.  bolivariensis  Rizz.,  n.  var. 


A var.  micrantha  recedit  foliis  minoribus  usque  ad  15  (20)  mm  longis, 
vulgo  rotundatis  trinervisque. 

Lecta  ad  Cerro  Cotorra,  Estado  Bolivar,  Venezuela,  in  silva,  a J.  A. 
Steyermark  86.879. 

No  material  da  Amazônia  brasileira  as  folhas  mostram-se  maiores,  de 
cor  negra  em  seco  e mais  fundamente  incisas  no  ápice.  O material  vene- 
zuelano é de  cor  amarelo-esverdeado-sujo  ou  pardacento. 


Phthirusa  maculata  Rizz.,  n.  sp. 


Fruticulus  parvus  Ph.  micranthae  valde  affinis,  erectus,  dioicus,  rádicibus 
aereis  carens;  ramis  teretibus,  elongatis,  minute  rimulosis  y lenticellosisque; 
ramulis  teietibus,  dense  ferrugineo-furfuracis;  internodiis  6-15  mm  longis.  Folia 
plerumque  alterna,  late  elliptica,  rariter  suborbicularia,  basi  breviter  angustata, 
apice  rotundata,  leviter  emarginata  seu  tantum  truncata  et  apiculata,  nervis 
deficientia,  absque  estomatibus  sub  lente  visibilibus,  colore  castaneo  sed  plera- 
que  maculis  magnis  luteo-fuscis  ornatis,  coriacea,  rigida,  margine  paulum  in- 
crassato  cincta,  1-2  cm  longis,  8-15  mm  latis;  petiolis  1 mm  tantum  longis. 
Spicae  10-15-florae,  2-3  mm  longae,  crassae,  plus  minusve  quadrangulares, 
eessiles.  Flores  tetrameri.  Tepala  oblonga,  1,5  mm  longa,  in  alabastro  inter 
sese  adhaerentia  basi  pressione  solvuntur  velutque  calyptra  abjiciuntur.  Stylus 
ongulosus  1 mm  longus,  estigmate  capitellato.  Flores  feminei  staminum  rudi- 
mentis  carentes.  Fructus  immaturus  ovoideus. 

A Pr.  bernardiana  Rizz.,  cui  multis  notis  similis,  discrepat  foliis  late  ellipti- 
cis  minoribus  spicisque  2-3  mm  longis  sessilibis.  A Ph.  micrantha  Eichl.  abit 
foliis  absque  nervis  triadibus  parvispicatis. 

Vivit  in  savanna  ad  La  Paragua,  Venezuela,  285  m,  legit  E.  P.  Killip 
87.601;  holotypus  in  VEN. 


Espécie  muito  semelhante  a P.  micrantha  Eichl.  e a P.  bernardiana, 
«baixo  descrita.  A distinção  encontra-se  sob  a diagnose  latina.  £ talvez 
importante  assinalar  que  as  folhas,  conquanto  castanhas,  apresentam  em 
magna  parte  manchas  de  coloração  ocre  ou  amarelo-pardacento.  £ possí- 
vel que  novas  coleções  venham  a confirmá-lo,  caso  em  que  a entidade 
passará  a ser  muito  facilmente  separadas  das  afins. 


Phthirusa  bernardiana  Rizz.,  n.  sp. 


Ph.  phaeoclado  Eichl.  et  Ph.  micrantha  Eichl.  admodum  similis;  abhorrens 
foliis  vix  emarginatis  nervis  deficientibus  triadibusque  in  spicas  brevissimas 
conjuctis.  Cf.  quoque  Ph.  maculata. 

Fruticulus  erectus,  ramosus,  dioicus,  absque  radicellis  aereis  sed  rádicibus 
epicorticalibus  ad  basin  praeditus;  ramis  teretibus  fusci3,  lenticellis  minutis 

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instructis;  ramulis  complanatis  rufo-furfuráceis;  internodiis  1-3  cm  longis. 
Folia  vulgo  alterna,  interdum  opposita,  oblonga  vel  obovato-oblonga,  apice 
rotundata  leviter  emarginata  et  mucronulata,  basin  versus  parum  angustata, 
rigide  coriacea,  modice  undulata,  nervis  subnulli3  sive  prorsus  deficientibus, 
1-2  cm  lata,  2-4  cm  longa,  1-3  mm  longe  petiolata.  Flores  solummodo  1 mm 
longi,  tetrameri  sed  haud  raro  trimeri,  unisexuales.  Ternationes  3-5  glomeru- 
latae  vel  in  spicas  solitárias  pedunculo  1-2  mm  longo  fultas  conjugatae,  circiter 
6-6  mm  longitudine.  Calyculus  inconspicus.  Tepala  fere  rectangularia,  lata, 
basi  apiceque  trancata.  Antherae  prope  apicem  tepalorum  insertae,  loculis  2 
globosis  minimis  contiguis,  filamentis  cum  tepalis  omnimo  conflatis  sessiles; 
polline  aurato,  copioso,  nitente.  Stylus  brevis,  stigmate  capitatulo.  Flores  fe- 
minei  absque  antherarum  vestigiis,  ei  masculi  stylo  breviore  stigmateque  casso 
praediti.  Specimina  mascula  a femineis  abeunt  ternationibus  glomerulatis,  sed 
aliquoties  pedunculo  brevíssimo  fultis. 

Crescit  in  silva  pluviali  ad  flumina  Icabaru  et  Hacha,  450-850  m,  ab  A.  L. 
Bernardi  2.795  (masc.)  et  2.840  (fem. ),  hic  holotypus.  Species  collectore  dedita. 
In  Estado  Bolivar,  Venezuela. 


Ph.  bernardiana  parece-se  preferentemente  com  Ph.  micrantha  Eichl. 
e Ph.  maculata  Rizz.  Esta  última  afasta-se  pelas  folhas  menores  e espigas 
brevíssimas,  de  forma  positivamente  diversa. 


Phrygilanthus  megatermicus  Rizz.,  n.  sp. 


Habito  Phr.  flagellarem  (Cham.  & Schl.)  Eichl.  in  memoriam  revocat, 
sed  cum  aliis  Brasiliae  Venezuelaeque  nulla  affinitate  propter  florem  fructumque 
intermedium  ternationum  prorsus  sessiles. 

Scandens  absque  radicellis  aereis,  ramis  gracilibus,  elongatis,  teretibus, 
parum  ad  nodos  compressis,  restrictim  ramosus,  cortice  albescente  laevi;  inter- 
nodiis 2-5  cm  longis.  Folia  opposita,  lanceolata  vel  oblongo-lanceolata,  basin 
versus  angustata,  minus  ad  apicem,  extremo  apice  obtusiusculo  et  in  apiculo 
perparvo  caduco  porrecto,  plana,  glauco-viridia  in  statu  sicco,,  coriacea,  rigida, 
omnino  nervis  destituta  nisi  medio  subtus  indicato,  stomatibus  utrinque  puncta- 
ta,  margine  cartilagineo  cincta,  usque  ad  6 cm  longa,  1,5  cm  lata;  petiolo 
limbo  breviter  marginato,  4-7  mm  longo.  Fructus  solummodo  suppetunt,  flores 
desunt.  Inflorescentia  solitaria,  racemosa,  15-35  mm  longa;  racemis  e 4-8 
paribus  ternationum  conflatis,  triadibus  basi  alternis,  apicem  versus  oppositis, 
interdum  ad  pseudocymas  reductis.  Flores  laterales  pedicellati,  pedicellis  3-5 
mm  longis,  ei  centralis  sessilis;  pedunculo  ternationum  ad  5-8  usque  in  fructu. 
Bracteae  ad  pedicellorum  ápices  insertae,  deltoideae,  denticuliformes,  acutae, 
1 mm  tantum  attingentes.  Fructus  glaucus,  ellipsoideo-globosus,  circiter  8-10 
mm  longus. 

Viget  in  ripa  fluminis  Atabapo,  ad  fines  fluvii  Atacavi,  Território  Federal 
Amazonas,  Venezuela,  E.  Foldats  3.652  (14-IX-60). 

É especialmente  notável  a descoberta  desta  espécie  de  Phrygilanthus, 
pertencente  a um  pequeno  grupo  restrito  (Cymosophrygilanthus)  à região 
andina  de  Chile,  Peru  e Bolívia,  e Juan  Fernandez,  na  bacia  amazônica, 
sob  um  clima  equatorial.  Isto  faz  recordar  a descoberta  de  Acanthosyris 
paulo-alvinii  G.  M.  Barroso  na  floresta  pluvial  austro-bahiana,  gênero 

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que  é , igualmente,  preeminentemente  andino.  Phr.  megatermicus  carac- 
teriza-se pela  flor  central  séssil  e pelas  folhas  glaucas  estreitamente  oblon- 
gas ou  lanceoladas. 


Struthanthus  porrectus  Rizz.,  n.  sp. 


Ramis  tetragonis  foliisque  apice  porrecti3  facili  negotio  distinguitur. 

Planta  scandens,  complexa,  radicibus  aereis  manifestis,  ramis  obtuse  qua- 
drangulatis  ramulisque  quadrangulis,  omnibus  nigricantibus;  nodis  haud  dila- 
tatis,  intemodiis  3-7  cm  longis.  Folia  oblonga  sed  plerumque  ovalia,  basi 
rotundata,  extrema  basi  tantum  breviter  cuneata,  apice  acuminata  vel  caudata, 
acumine  longo  et  acutissimo,  modice  coriacea,  siccitate  fusca  aut  nigrescentia, 
nervis  venulisque  fere  semper  omnino  nullis,  3-6  cm  longa,  2-3  cm  lata;  petiolo 
supra  canaliculato,  5-10  mm  longo.  Raceml  e 3-4  paribus  triadum  conflati, 
solitarii,  2-3  cm  longi,  rachi  compresso-tetragona,  pedunculis  6-12  mm  longis 
suffulti;  pedunculis  tenationum  sursum  versus  amplioribus,  2-3  mm  longis. 
Alasbastra  utriusque  sexus  clava  tuia.  Flores  masculi  5 mm  longi;  calyculo 
fere  integro;  tepalis  lanceolatis  acutiusculis,  4 mm  longis;  filamentis  antheris 
duplo  triplo  ve  longioribus,  gracilibus;  antheris  apice  breviter  apiculatis;  stylo 
staminibus  breviore,  stigmate  capitellato.  Flores  feminei  5 mm  longi;  tepalis 
3 mm  longis;  staminodiorum  antheris  cassis  late  oblongis  fere  foliaceis,  valde 
complanatis,  apice  obtusis  haud  porrectis;  filamentis  brevioribus  latioribusque; 
stylo  magis  elongato  et  crassiore,  stigmate  capitato  crasso.  Fructus  latet. 

Tipo:  En  las  faldas  boscosas  a lo  largo  dei  rio  abajo  el  salto,  Montafia 
Paraguariba,  Sierra  de  San  Luis,  Estado  Falcon,  Venezuela,  collegit  J.  A. 
Steyermark  99.443. 


Struthanthus  dissimilis  Rizz.,  n.  sp. 


Foliis  St.  mucronato  Steyerm.  valde  accedens  sed  longe  distat  floribus 
parvis  ternationibusque  pseudocymosis. 

Planta  scandens,  complexa,  ramis  crassis  quadrangulatis,  absque  lenti- 
cellis,  laevibus;  ramulis  brevibus  validis,  foliosis;  radicellis  aereis  crassiusculis. 
Folia  late  oblonga,  basi  parum  angustata  breviter  cuneiformia,  apice  rotun- 
data haud  raro  leviter  emarginata,  novella  brevissime  mucronata,  crasse  co- 
riacea, colore  castaneo  donata  vel  nigrescentia,  stomatibus  utrinque  sub  lente 
nulU3,  margine  planta,  prorsus  enervia  et  avenia,  nervo  medio  solummodo 
subtus  prominulo,  25-45  mm  longa,  15—25  mm  lata;  petiolis  5-10  mm  longis. 
Flores  pallide  virides,  1,5-2  mm  longi  (calyculo  computato),  hexameri,  feminei 
tantum  praesto  sunt.  Ternationes  in  umbellas  biradiatas  (pseudocymas)  con- 
natae;  pedunculis  umbellarum  3-5  mm  longis,  in  fructiferis  crassis  compla- 
natis striatisque,  5-8  mm  longis;  pedunculis  ternationum  trigonis,  2-5  mm  lon- 
gis. Alabastra  elipsoidea  1 mm  longa.  Bracteae  parvae,  deltoideae,  conchaefor- 
mes.  Calyculus  evolutus,  margine  eroso  denticulatus.  Tepala  crassa  1 mm  longa. 
Staminodia  antheris  cassis  filamentis  longioribus,  complanatis,  obtusis,  oblon- 
gis; filamentis  latis,  planis.  Stylus  valde  crassus.  Fructus  globoso-elipsoideus, 
4-5  mm  longus. 

Tipo:  Sierra  de  Pakaraima,  cabeceras  dei  Rio  Paragua  (Aguapira),  a lo 
largo  de  la  frontera  Venezolano-Brasilera,  1400m,  Estado  Bolivar,  legit  J.  A. 
Steyermark  107215  (5-V-1973);  holotypus  in  RB. 

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Psittacanthus  calyculatus  (DC.)  G.  Don  var.  wurdackii  Rizz.,  n.  var. 


Ps.  americano  (L.)  Mart.  evidenter  affinis  ramulis  quadrangulis  florumque 
fabrica,  autem  distinguitur  statim  foliis  anguuste  lanceolatis  apicem  versus 
attenuatis  utrinque  trinerviis,  ramisque  sulcatis.  Iisdem  notis  a Ps.  calyculato 
(DC.)  G.  Don  discrepat  primo  vultu. 

Fruticulus  ramis  crassis  teretibus  cortice  sulcato  ramulisque  quadran- 
gulatis  ad  nodos  paulo  complanato  dilatatis.  Folia  anguste  lanceolata,  utrin- 
que  angustata,  acuca,  modice  coriacea,  nervis  tribus  fere  paralellis  pereursa, 
ad  lentem  cum  retículo  venoso  immerso,  recta  vel  falcata,  subsessili  aut  pe- 
tiolis  2 mm  tantum  longis,  ambobus  paginis  stomatibus  fuscis  punctata,  6-8  cm 
longa,  6-10  mm  lata.  Fiores  in  ternationibus  aggregati.  Ternationes  in  umbellis 
3-4  radiatis,  umbellis  in  racemos  breves  cc.  3 cm  longos  ordinatis;  pedunculis 
cc.  1 cm  longis;  pedicellis  8-15  mm  longis.  Bracteae  deltoideae,  minutae. 
Cupula  parva,  basin  calyculi  tantum  cingens,  denticulo  laterali  evoluto.  Caly- 
culus  brevis,  margine  erosus.  Alabastra  Ps.  calyculati  nisi  parum  longiora  et 
crassiora,  ad  45  mm  longa.  Perigonium  ut  in  illa.  Fructus  latet. 

Tipo:  prope  rupes  circa  fluvium  Orinoco,  cc.  100  m.  s.  m.,  Estado  Bolivar, 
Venezuela,  inter  fluvium  Horeda  et  Cerro  Gavilan,  legerunt  J.  J.  Wurdack  & J. 
V.  Monachino  39909  (16-XII-55);  holotypus  in  RB  106302. 


Dendrophthora  parvispicata  Rizz. 

Valde  peculiaris  ramis  aphyllis  nodosis  aurantiacis  spicisque  auratis,  2-ar- 
ticulatis  6-floris,  solummodo  2-4  mm  longis.  In  universum  Phoradendro  fragüi 
Urban  similis  notis  vegetativis,  statim  discrepat  spicis  inconspicuis  antheris- 
que  Dendrophthorae. 

Fruticulus  erectus,  monoicus,  absque  foliis,  circa  20  cm  altus;  ramis  oppo- 
sitis,  teretibus,  nodosis,  plus  minusve  aurantiacis  vel  fuscescenti-luteis,  cortice 
laevi  indutis;  internodiis  8-15  mm  longis;  ramulis  colapsatis,  dense  papillosis, 
papillis  brevibus  albisque  obtectis.  Folia  squamiformia  decidua,  plerumque  jam 
delapsa,  ovado-suborbicularia,  camosula,  crassa,  circa  2 mm  longa.  Cataphylla 
ad  basin  ramulorum  obvia,  bidentata,  valida.  Spicae  auratae,  sessiles,  vulgo 
2 pro  axilla,  2-4  mm  longae,  plerumque  2-articulatae;  articulo  inferiore  2-floro, 
superiore  6-floro  cum  flore  apicali  solitário;  est  et  spicae  1-articulatae  articulo 
bifloro  vel  6-floro  ; flores  masculi  et  feminei  in  eodem  articulo  mixti,  unde 
atirps  monoica;  foveis  rachis  margine  ciliatis.  Fructus  ovoideo-globosus,  in 
vivo  albescens,  circiter  4 mm  longus,  5 mm  latus. 

Tipo:  Meseta  dei  Jaua,  Cerro  Jaua,  cumbre  de  la  porción  Sur-oeste,  sa- 
bana  al  Oeste  dei  tributário  dei  Rio  Marajano,  1800  m,  J.  Steyermark,  V.  C.  Es- 
pinoza  & Brewer-Carias  109448. 

A planta  é muito  peculiar  pelos  ramos  sem  folhas,  nodosos,  de  cor 
alaranjada,  e pelas  espigas  douradas,  bi-articuladas,  6-floras  e apenas  me- 
dindo 2-4  mm  de  comprimento.  Em  face  dos  caracteres  vegetativos  gerais, 
parece-se  notavelmente  com  Phoradendron  fragile  Urban,  porém,  discrepa 
imediatamente  pelas  espiguetas  mínimas. 

Dendrophthora  jauana  Rizz.,  n.  sp. 

Spicis  cum  D.  guatemalensi  Standl.  tantummodo  relaciones  praebet,  sed 
longe  divergit  ramis  crassioribus  nodosis,  ramulis  papillosis,  foliis  rotundis 


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majoribus,  etc.  A D.  ellipticu  (Gardn.)  Kr.  & Urb.  var.  elliptica  recedit  ramis 
crassioribus,  nodosis,  ramuluis  densius  papilliferis,  forma  foliorum  spicisque 
bitloris  lantum. 

Fruticulis  fusco-ochraceus  vel  rufo-fulvus,  dioicus,  ramis  crassis  oppositis, 
tereciDus,  ad  nouos  manifeste  incrassaiis;  internodiis  15-30  cm  longis;  ramulis 
papillis  brevissimis  hyalinis  dense  obtectis.  Folia  orbicularia,  interdum  latissime 
elnpt.ca,  crassissime  coriacea,  valde  rigida  siccitate,  margine  parum  incrassato 
cincta,  prorsus  avenia,  pl.cato-rugosa,  sessilia  vel  petiolo  subnullo  suffulta, 
6-10  mm  diâmetro  (elliptica  5 x 6-10  mm).  Cataphyila  paulo  supra  basin  ra- 
muiourum  valida,  vagina  bidentada  ampla,  denticulis  acutis  perspicuis.  Spicae 
femineae  solitariae,  brevissimae,  sessiles,  2-3  mm  longae,  circa  2 mm  latae, 
1-articulatae,  vagina  bracteali  ampla;  floribus  2 tantum  oppositis  (raro  cum 
flore  apicali  unico,  articulo  3-floro) ; occurrunt  rarius  spicas  2-articulatas  flo- 
ribus 2 pro  articulo,  floribus  4 dispositis  in  paribus  2 decussatis.  Fructo  deest. 

Tipo:  Meseta  dei  Jaua,  Cerro  Jaua,  cumbre,  porción  Sur-oeste,  selva  de 
árboles  promedio  de  20-25  m,  1800  m,  J.  Steyermark,  V.  C.  Espinoza  & C.  Bre- 
wer-Carias  109667. 


Apresenta  relações  tão-somente  com  D.  guatemalensis  Standl.  em  vir- 
tude ctas  espigas  identicamente  organizadas,  mas  de  resto  é muito  dife- 
rente. De  D.  elliptica  (Gardn.)  Ka.  8c  Urb.  var  elliptica  logo  se  afasta 
pelas  espigas  bifloras  e,  ao  demais,  pela  forma  das  folhas. 


Phoradendron  longipetiolatum  Urb. 


Fruticulus  parvus  fuscus  ramis  teretibus  ramulisque  modice  complanatis, 
novellis  compresso-subtetragonis;  intemodiis  2-6  cm  longis.  Cataphyllares  va- 
ginae  2-3  raro  4-5  paria,  acute  bidentada,  tubum  haud  formantes,  cc.  1 mm 
longae.  Folia  lanceolata,  plerumque  falcata,  utrinque  attenuata,  basi  cunefor- 
mia,  apice  obtusa,  membranaceo-coriacea,  nervo  centrali  distincto,  nervis  late- 
ralibus  gracilibus  sed  prominulis  et  evidenter  pinnatis,  elongatis,  absque  rete 
venarum,  margine  cartilagineo  cincta,  6-9  cm  longa,  1-2  cm  lata;  petiolus 
circa  1 cm  longus.  Spicae  solitariae  ad  axilla3,  vulgo  3-articulatae,  cc.  2 cm 
longae,  2-4  mm  longe  pedunculatae,  basi  1 prophyllo  suffultae;  articulis  crassis, 
5-7  mm  longis,  6-20-floris,  vulgo  12-14-floris,  floribus  6-seriatis. 

Ad  Ph.  heydeanum  Trel.  solummodo  accedens,  foliis  Ianceolatis  angustio- 
ribus,  cataphyilorum  numero  ampliore  floribusque  sexseriatis  satis  distat. 

Crescit  in  silva  nebulari  inter  Portachuelo  et  Fefiita,  haud  procul  a 
ilumine  Chichiriviche,  8-10  km  a Geremba,  1300-1500  m,  Distrito  Federal,  Ve- 
nezuela, legerunt  J.  A.  Steyermark,  G.  Bunting  & R.  Dressler  98262  (l-V-1967); 
holotypus  in  RB. 

Entre  as  espécies  peninérveas  e com  catáfilos  somente  basais  distin- 
gui-se pelas  folhas  estreitas,  sem  nervura  central  e pelas  nervuras  se- 
cundárias evidentemente  proeminentes. 


Phoradendron  falconense  Rizz.,  n.  sp. 


Inter  Gardnerianas  Trel.  distinguitur  foliis  majoribus,  tenuiter  coriaceis, 
undulatis,  spicisque  gracilioribus. 

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Fruticulus  minutus,  gracilis,  fusco-luteolus,  ramis  ramulisque  teretibus, 
repetite  dichotomo-ramosus;  internodiis  2-8  cm  longis.  Cataphylla  ad  omnes  no- 
dos  extantes,  1-2  paribus,  exigua,  bidentata.  Folia  lanceolata  vel  oblongo-lan- 
ceolata,  interdum  leviter  falcata,  basi  apiceque  angustata,  imo  apice  acutius- 
culo,  membranacea,  margine  undulata  et  vulgo,  crenato-undulata,  frequenter 
subrevoluta,  nervo  centrali  nullo,  nervis  lateralibus  subtilibus  sed  ad  lentem 
visibilibus,  elongatis  pinnatisque,  6,10  cm  longa,  12-30  mm  lata;  petiolus  3-8  mm 
longus.  Spicae  pergraciles,  solitariae,  4-6  mm  tantum  longae,  mox  usque  ad 
15  mm,  ad  dichotomias  congestae,  biarticulatae,  articulis  fere  semper  bifloris 
rariusve  6-floris,  in  2 (4)  seriebus.  Fructus  ovoideus,  4 mm  longus,  tepalis 
inflexis  applicatisve. 

Lectum  in  silva  ad  Sierra  de  San  Luiz,  Montana  de  Paraguariba,  1300  m, 
Edo.  Falcon,  Venezuela,  a J.  A.  Steyermark  99488  (23-VII-1967) ; holotypus 
in  R.B 


A espécie  é bem  caracterizada  pela  ramificação  dicotômica,  folhas 
crenado-onduladas  e artículos  em  grande  maioria  portadores  de  apenas 
2 flores. 


Phoradendron  semivenosum  Rizz. 


Prope  Ph.  multif oveolatum  Eichl.  inserendum,  cui  valde  affine,  discernitur 
tantum  spicis  articulisque  brevioribus,  his  floribus  minus  numerosis  gerentibus, 
et  foliis  basi  haud  amplexantibus;  etiam  ramis  gracilioribus  quam  in  111o. 

Fruticulus  parvus  fuscus  ramis  teretibus  ramulisque  ancipitibus,  sub  no- 
dos  compresso-dilatatis,  nonnullis  subquadrangulatis;  internodiis  gracilibus, 
2-6  cm  longis.  Cataphyllares  vaginae  1 ad  internodia  basilaria,  valde  reducta, 
vix  bifida.  Folia  lanceolata,  utrinque  attenuata,  basi  longe  angusteque  cuneata, 
acutiuscula  brevissime  apiculata,  fere  membranacea,  trinervia,  nervis  centrali 
et  duobus  lateralibus  admodum  gracilibus  sed  detergibilibus,  oculo  armato  re- 
ticuluo  venoso  laxissimo  ornata,  6-9  cm  longa,  10-15  mm  lata,  haud  raro  di- 
midiata,  i e.,  uuno  latere  quam  alter  rectiore;  petiolus  5-8  mm  longus.  Spicae 
gracillimae,  vulgo  2-nae  ad  axillas,  ad  3 cm  longae,  plerumque  4-articulatae, 
articulis  circa  1 cm  longis,  floribU3  34-44  in  6 seriebus. 

Vivit  in  silva  prope  Canaima,  Edo.  Bolivar,  400  m,  Venezuela,  coll.  J.  A. 
Steyermark  106372  (18-VII-1972) ; holotypus  in  RB. 

À primeira  vista  este  vegetal  lembra  bem  Ph.  multifovealatum  Eichl. 
pelo  aspecto  geral  e caracteres  essenciais.  Mas,  suas  espigas  mais  curtas  e 
artículos  menos  providos  de  flores  identificam-no  seguramente  como  en- 
tidade sui  generís.  Além  disso,  Ph.  multifoveolatum  possui  base  foliar  se- 

mi-amplexicaule,  o que  não  se  observa  no  casu. 


Phoradendron  scariosum  Rizz. 


Ph.  aperto  Trel.  manifeste  proximum,  dignoscitur  foliis  duplo  magnioribus 
6-10  mm  longipetiolatis  articulisque  crassioribus. 

Fruticulus  robustus  ramis  crassis  teretibus  oppositis  copiosis  ramulisque 
ancipito-quadrangulatis;  internodiis  2,5-5  cm  longis,  sub  nodis  ampliatis.  Va- 

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ISciELO/ JBRJ 


cm  .. 


ginae  cataphyllares  1-2  ad  intemodia  basilaria,  parvas,  bidentatae.  Folia  in 
universum  elliptica,  novella  ovado-elliptica,  haud  raro  plus  minusve  dimidiata, 
basi  modice  angustata,  apice  rotundata,  modice  coriacea,  margine  leviter  un- 
dulata  et  imprimis  juventude  calloso-albescentia,  nervo  centrali  in  novellis 
subtus  prominuio  albicante,  nervis  secundariis  vix  notais  palmatisque,  7-13  cm 
Jonga,  2,5-5  cm  lata;  petiolus  applanatus,,  7-12  mm  longus,  Spicae  1-2-nae, 
1-2,5  cm  (in  fructu)  longae,  crassae,  fere  sessiles;  articulis  3 subglobosis  cc. 
4 cm  longis,  f oveis  amplis  1-2  mm  diâmetro  profundis  margine  elevato  ciliatis; 
floribus  vulgo  6(8)  in  seriebus  4,  rarius  ad  basin  spicarum  usque  ad  10.  Fructus 
immaturus  ellipsoideus,  maturitate  paene  globosus,  4-5  mm  longus,  perigonio 
tepalis  parum  apertis. 

In  silva  inter  Alto  Hatillo  et  Vista  Linda,  haudu  procul  a Calle  Alto  Ha- 
tillo,  prope  flumen  Guarita,  1150  m,  Edo.  Miranda,  Venezuela,  collectum  a 
J.  A.  Steyermark  111845  (10-VIII-1975) ; holotypus  in  RB. 


Planta  especialmente  robusta,  com  ramos  grossos  e folhas  magnas, 
porém,  ao  lado  disso,  levando  espigas  pequenas,  conquanto  igualmente 
crassas,  providas  apenas  de  6 flores  por  artículo,  menos  vezes  8 ou  10, 
mais  raramente  ainda.  Ao  demais,  suas  tépalas  nos  frutos  mostram-se 
pouco  abertas.  Mediante  tais  fatos  morfológicos,  aparta-se  de  Ph.  aperto 
Trel.,  que  lhe  é indiscutivelmente  vizinho. 


Phoradendron  berryi  Rizz.,  n.  sp. 


Ph.  aperto  Trel.  quoque  patenter  affine,  foliis  apice  angustatis  margineque 
undulatis  spicisque  14-22-floris  (nec  6-8-ffloris  ut  Trelease  indicavit)  ab  eo 
discrepat. 

Fruticulus  humilis  fere  totus  niger  siccando,  ramis  oppositis  compresso- 
ancipitibus  ramulisque  fortiter  tetragonis  vel  ancipito-quadrangulis;  interno- 
diis  1,5-4  cm  longis.  Folia  oblongo-lanceolata,  utrinque  attenuata,  apice  obtu- 
siusculo  imprimisque  in  novellis  breviter  apiculato,  modice  coriacea,  margine 
solemniter  undulata  jam  prpima  juventute,  porsus  avenia  rariusve  nervis  vix 
indicatis,  nervo  centrali  nullo,  4-7  cm  longa,  15-25  mm  lata;  petiolus  5-8  mm 
longus.  Rami  foliaque  maculas  sive  laminullas  rubras  nitidas  ferunt  irregula- 
riter;  an  constat ? Spicae  graciles,  3-4-articulatae,  fere  sessiles,  1-2  cm  longae, 
cataphyllis  exiguis  acutisque;  articulis  4-6  mm  longis,  floribus  4-seriatis  (14) 
18-22  gerentibus.  Fructus  novus  tepalis  paulum  apertis. 

Legit  in  silva  prope  Macururo,  via  ad  Santa  Bárbara  dei  Orinoco,  Terri- 
tório Federal  Amazonas,  Venezuela,  P.  E.  Berry  734  (26-V-75);  holotypus 
in  RB. 


Espécie  interessante,  sem  dúvida  bem  aparentada  a Ph.  apertum  Trel., 
mas  logo  se  individualizando  pelas  folhas  estreitadas  na  direção  do  ápice 
e fortemente  onduladas,  ao  demais  dos  râmulos  robustamente  angulosos 
e artículos  plurifloros. 


Phoradendron  pseudomucronatum  Rizz.,  n.  sp. 

Ph.  mucronato  (DC.)  Kr.  & Urb.  primo  vultu  in  universum  sat  simile,  sed 
re  vera  valde  recedit  foliis  atro-castaneis  translucidis  penninerviis,  ramulis  mi- 

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nus  argute  angulosis  fructibus  laevibus;  praeterea  articuli  vulgo  6-10  floribus 
gaudent.  Inter  species  hujus  generis  in  Venezuela  vigentes  admodum  pecuUare. 
Inter  Penninervias  Trel.  nulla  affinitate. 

Fruticulus  robustus  colore  atro-castaneo  fere  niger,  ramis  elongatis  com- 
pressis  basinque  versus  teretibus  sub  nodis  dilatatis,  ramuiis  ancipitibus  ad  ex- 
tremitates  tetragonis;  internodiis  4-8  cm  longis  in  nostro.  Cataphylla  1 par  ba- 
salia,  parva,  bidentata.  Folia  latissime  elliptica  vel  orbicularia,  apice  late  ro- 
tundata.  integra  aut  retusa,  basin  versus  paulum  cuneata,  coriacea,  plana,  nervo 
centrali  nervisque  lateralibus  4-6  basalibus  pinnatisque  fere  aequaiter  promi- 
nulis,  retículo  venoso  impresso  sed  ad  lentem  perspicuo,  contra  lucem  inspecta 
praecipue  novella  translucentia  et  saturate  castanea  vel  fusco-rubra,  2,5-4  cm 
longa,  2-3  cm  lata,  rotundata  prope  2-2,5  cm  diâmetro;  petiolus  subnullus  vel 
2-4  mm  longus.  Spicae  1-2-nae  ad  axillas,  6-12  mm  longae,  2-3-articulatae, 
2-3  mm  longe  pedunculatae,  absque  prophyllis  ad  basin,  articulis  6-10-floris, 
raro  ad  14-  floris,  seriebus  florum  4.  Fructus  novus  tepalis  inflexis  applicatisve, 
epicarpio  laevi  obtectus. 

Habitat  ad  Gran  Sabana,  in  vicinia  Arautá-parú,  1350-1400  m,  Edo.  Bo- 
lívar, Venezuela,  super  arbusta  tortuosa  quos  ad  terram  sabulosam  vigent, 
lectumque  a J.  A.  Steyermark  & G.  et  E.  Dunsterville  104167  (21-XII-1970) ; 
holotypus  in  HB. 


Esta  espécie  mostra-se  notável  pelas  folhas  quase  negras  e translú- 
cidas, as  quais  examinadas  contra  a luz,  revelam  coloração  castanha;  além 
disso  é portadora  de  4 nervuras  basais,  porém,  nitidamente  penadas  e de 
espigas  muito  pequenas,  com  artículos  paucifloros.  À primeira  inspecção, 
parece-se  sobremaneira  com  Ph.  mucronatum  (DC.)  Kr.  & Urb.,  o nosso 
Ph.  emarginatum  Mart.  da  Flora  Bras.,  mas  tão-somente  quanto  aos  as- 
pectos gerais,  porquanto,  a última  espécie  é amarelado-esverdeada  em 
seco  e conduz:  folhas  opacas,  ramos  agudamente  angulosos,  nervuras 
palmadas,  .flores  comumente  4 à volta  do  artículo  e frutos  verrucosos 
desde  o início  do  desenvolvimento. 


Phoradendron  atrorubens  Rizz.,  n.  sp. 


Ph.  hexasticho  (DC.)  Gris.  appropinquat,  foliis  crassioribus  obscure  ru- 
bescentibus,  nervis  pinnatis  manifeste  magis  regularibus,  cataphyllis  2 (3) 
altius  insertis  floribusque  quadriseriatis  10-14  tantum  pro  articulo  longe  dis- 
tinctum. 

Fruticulus  valde  robustus  totus  colore  atro-rubro  perfusus,  ramis  eximie 
crassis  et  eomplanatis,  ancipitibus,  ramuiis  lateralibus  fere  teretibus  apicali- 
busque  optime  ancipitibus;  internodiis  ad  15  cm  longis.  Vaginae  cataphyllares 
vulgo  2 rariusve  3,  1-5  cm  supra  basin  internodiorum  distributae,  bidentatae, 
tubulosa,  circa  3 mm  altae.  Folia  adulta  ovata,  juniora  frequenter  oblonga,  e basi 
ampliore  rotundata  apicem  versus  modice  angustata  sed  extremo  apice  obtuso, 
crasse  coriacea,  contra  lucem  translucentia  et  saturate  castanea  aut  vinosa, 
margine  haud  incrassata,  nervo  centrali  crasso  utrinque  aequaliter  prominulo, 
ei  lateralibus  5-7  obliquis  regulariter  pinnatis  secundum  nervum  centralem, 
10-15  cm  longa,  5-7  cm  lata;  petiolus  1,2-2  cm  longus.  Spicae  robustae,  cc.  3 cm 
longae,  3-articulatae,  pedunculo  1 cm  longo  1 prophyllo  basali  ornato;  articulis 
10-14-floris  in  4 seriebus,  vaginibus  bractealibus  margine  ciliatis. 


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cm  .. 


Provenit  in  silva  nebulari  ad  Páramo  de  Tamá,  super  Betania  et  Tamá 
prope  Quebrada  Buena  Vista,  2300-2450  m,  Edo.  Tachira,  Venezuela,  legerunt 
J.  Steyermark  & G.  et  E.  Dunsterville  98799  (24-V-1967);  holotypus  in  RB. 


Espécie  absolutamente  caracterizada  pelas  grandes  folhas  ovadas,  pe- 
ninérveas  mui  regularmente  para  o gênero,  e grossos  ramos  ancipitais,  todos 
de  um  vermelho-escuro  vinhoso;  as  folhas  mostram-se  ainda  translúcidas. 
Quenanclos  fatos,  aliados  aos  artículos  paucilloros,  tornam-na  muito  bem 
definida  e distinta  entre  as  Pteroneurae  Trel.,  grupo  em  que  deve  inse- 
rir-se . 


Phoradendron  dunstervillorum  Rizz.,  n.  sp. 


Inter  Penninervias-Pteroneuras  Trel.  facile  negotio  recognoscitur  foliis  an- 
guste  oblongs.  Magis  affine  Ph.  brittoniano  Rusby,  quod  folia  8 x 11  cm  arti- 
culosque  circiter  14-floros  floribus  quadriseriatis  fert. 

Fruticulis  fusco-rubens  ramis  teretibus  subter  nodos  leviter  dilatatis  ra- 
mulisque  obtuse  quadrangulatis;  internodiis  3-6  cm  longis.  Cataphylla  1 par 
basale,  vulgo  alterum  accedit  15-25  mm  altius,  annularia,  margine  integro 
rotundato,  in  ramulis  novellis  solummodo  dentata.  Folia  anguste  oblonga,  basi 
cuneiformia,  ad  apicem  rotundatum  parum  angustata,  optime  falcata,  nonnulla 
dimidiata,  modice  vel  molliter  coriacea,  margine  cartilagineo  rubescente  cincta, 
nervis  (incluso  ei  centrali  impresso)  4-6  longitudinalibus  patenter  pinnatis 
prominulisque,  1,5-2, 5 cm  lata,  7-11  cm  longa;  petiolis  7-10  mm  longis.  Spicae 
vulgo  solitariae  rariusve  binae,  fructificatione  4-7  cm  longae,  saepissimae  4-ar- 
ticulatae,  pedunculo  fere  nullo,  1 prophyllo  suffulto;  articulis  10-15  mm  longis, 
teretibus  sed  cum  baccis  plus  minusve  turbinatis,  18-30-floris  floribus  sexse- 
riatis.  Fructus  albis,  globosis,  4 mm  diâmetro,  tepalis  omnino  applicatis'  pe- 
rigonio  clauso  coronatus. 

Provenit  in  vicinia  Canaima,  400  m alt..  Estado  Bolivar,  Venezuela,  leg. 
J.  A.  Steyermark  (106379  (18-VII-1972) ; holotypus  in  RB. 

Esta  planta,  ao  primeiro  exame,  recorda  Ph.  perrottetii  (DC.)  Eichl., 
mas  se  distingue  desde  logo  pelas  nervuras  penadas  e folhas  mais  es- 
treitas. 

Dendrophthora  capitellata  Rizz.,  n.  sp. 

Dendrophthora  capitélata  Rizz.,  n.  sp. 

Planta  robusta  luteo-fuscescens,  dioica,  ramis  crassis  oppositis,  ramulis 
modice  compressis  plicato-rugosis,  propter  apicem  papillis  brevissimis  obtec- 
tis,  absque  cataphyllis;  internodiis  2-3,5  cm  longis.  Folia  oblonga,  interdum  le- 
viter' obovata,  apicem  versus  basinque  parum  attenuata,  acutiuscula,  crassa, 
côncava,  nervis  carentia,  sessilia,  5-10  mm  longa,  2-3  mm  lata.  Spicae  fe- 
minae  articulum  unicum  gerentes  solemniter  globosum  jam  prima  juventute, 
mox  leviter  turbinatum,  crassum,  minores  3-5  mm  diâmetro,  majores  ad  5 x 8 
mm  usque;  artículo  apicali  parvo  parum  evoluto  haud  raro  praeditae;  pe- 
dunculo 3-6  mm  longo,  prophyllo  basali  destituto,  distali  cyathiformi;  floribus 
immersis  6-20  in  4-6  seriebus  sed  irregulariter.  Fructus  circa  3 mm  diâmetro, 
albus  ad  apicem  leviter  rubrus. 

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Habitat  ad  Rio  Blanco,  Peru,  500  m.  s.  m.,  legit  Macbride  & Feathers- 
tone  1606  (8-19-HI-1922) ; holotypus  in  NY.  Etiam  ad  Tambo  de  Vaca,  Peru, 
390  m.  alt.,  coll.  J.  F.  Macbride  4383  ( 10-24- VI-1923). 

A D.  mesembryanthemifolia  Gris.  ex  Urb.  discernitur  articulis  evolutis  so- 
litariis  et  optime  globosis  vel  globoso-turbinatis;  praeterea  est  dioica. 

A espécie  é notável  pelas  inílorescências  femininas  dotadas  de  1 artí- 
culo globoso  e quando  mais  velho  globoso-turbinado.  Foi  identificada 
como  D.  mesembryanthemifolia  Gris.  ex  Urb.,  com  a qual  realmente  é 
bastante  parecida.  Contudo,  quejando  artículo  e o fato  de  ser  dióica  afas- 
ta-a decididamente  dela  e outras  do  mesmo  grupo  específico.  Aproxima-se 
de  D.  longepedunculata  Rizz,  venezuelense,  em  face  das  espigas  uniarti- 
culadas,  mas  a última  é monóica  e leva  artículos  alongados  e delgados, 
além  das  folhas  longamente  espatuladas.  Deve  destacar-se  que  é uma  espé- 
cie de  baixa  altitude,  fato  invulgar  no  seu  gênero,  que  freqüentemente 
habita  grandes  elevações. 


Dendrophthora  pluriserialis  Rizz.,  n.  sp. 

D.  mesembryanthemifoliae  Gris.  ex  Urb.  primo  adspectu  similis,  ramulis 
ac  spicis  absque  papiüis  articulisque  42-120-floris  6-10  seriatis  facile  discrepat. 

Planta  modice  ramosa  fere  nigra,  subaphylla,  dioica,  fere  epapillosa,  ra- 
mulis compressis  cataphyllis  dificientibus;  internodiis  1,5-3, 5 cm  longis.  Folia 
obovata  seu  obovato-oblonga,  basin  versus  longiuscule  attenuata,  apice  obtusa, 
crassa,  côncava,  enervia,  solummodo  ad  apicem  ramulorum  extantia,  6-10  mm 
longa,  1-3  lata,  sessilia.  Spicae  plerumque  1 — articulatae  rariusve  2 — articula- 
tae,  solitariae,  penduculo  812  mm  prophyilis  basalibus  2 separatis  acutis  ciliatulis 
10-16  mm  longis,  arcte  42-120-floris  in  6-10  seriebus.  Fructus  desideratur. 

suffultis;  articulis  masculis  irregulariter  rectangularibus,  haud  dilatatis,  vulgo 

Vivit  ad  Cani  haudu  procul  a Mito,  2550  m.  alt.,  collegit  J.  F.  Macbride 
3477  ( 16-26-1  v -1923),  Peru;  Peru;  holotypus  in  NY. 

A planta  apresenta,  como  peculiaridade  marcante,  as  flores  ordena- 
das em  mais  de  6 series,  coisa  que,  tanto  quanto  pude  apurar,  não  se  co- 
nhecia antes  (mesmo  em  Phoradendron,  gênero  muito  semelhante,  porém, 
muito  maior,  o fato  é excepcional).  E,  ainda,  uma  sorte  de  subafilia,  visto 
as  folhas  só  serem  notadas  nas  pontas  dos  râmulos.  Além  destes  fatos  ine- 
rentes, foge  de  D.  mesembryanthemifolia,  da  qual  mostra  os  traços  gerais, 
pela  quase  total  ausência  de  papilas  nas  inovações  e pelas  espigas  pratica- 
mente uniarticuladas. 

As  duas  novas  entidades  peruanas  supra-erigidas  discrepam  das  mais 
aparentadas  em  consonância  com  a chave  subseqüente: 

!•  Folia  7-30  x 20-50  mm. 

■D.  hexasticha  v.  Tiegh.,  D.  subtrinervis  (Rusby)  Urb.  e D.  chrysostachva 
(Presl)  Urb. 


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cm  .. 


1.  Folia  usque  ad  5 x 16  (20)  mm. 

2.  Spicae  1 — articulatae,  raro  2 — articulatae. 

3 .  Articuli  globosi  aetate  globoso  — turbinati,  4 — 8 mm  longi,  3-5  mm 
longi,  3-5  mm  lati;  floribus  femineis  6-20  irregulariter  4-6  — se- 
riatis;  dioica,  foliis  oblongis  vel  parum  obovatis. 

D.  capitellata 

3.  Articuli  elongati,  4-16  mm  longi;  floribus  femineis  biseriatis  vel 
ignoti,  floribus  masculis  30-120  in  singulis  articulis. 

4.  Monoica;  foliis  longe  spathulatis;  articulis  masculis  30-60  — 
floris  in  6 seriebus  femineis  4-14  vulgo  biseriatis: 

D.  longepedunculata 

4.  Dioica;  foliis  parum  obovatis,  basin  versus  haud  longe  angus- 
tata;  articulis  masculis  42-120  — - floris,  floribus  in  6-10  se- 
riebus arcte  ordinatis. 

D.  pluriserialis 

2.  Spicae  2-3  — articulatae,  cum  ramulis  densissime  papillosae;  monoica, 
articulis  18-42  — floris  sexeriatisque. 


D.  mesembryanthemifolia 


Phoradendron  agostinorum  Rizz.,  n.  sp. 


Planta  elegans,  P.  rubro  similis,  ramis  ramulisque  gracilibus,  teretibus, 
apicem  versus  vix  compressis;  internodiis  2,5-7  cm  longis.  Cataphyllorum  1 par 
basale,  tubulosum,  ca.  2 mm  altum,  margine  obtusum  scariosumque.  Folia 
oblonga  assymetrica,  dimidiata  vel  falcata,  basi  breviter  cuneata,  apice  obtusa 
aut  rotundata,  tenuiter  coriacea  vel  membranaceo-coriacea,  contra  lucem  ins- 
pecta  paullum  translúcida,  margine  cartilaginosa  et  rubescentia,  nervis  5-8  lon- 
gitudinalibus,  manifeste  reticulata,  omnibus  prominulis,  4-6  cm  longis,  1-1,5  cm 
ancho;  petiolo  gracili,  3-5  cm  longo.  Spicae  solum  fructiferae,  1-2  — nae  ad  axil- 
las,  3-4  — articulatae,  3-4,5  cm  longae,  pedunculo  4-5  mm  vagina  sterili  tubu- 
losa  ornato;  articulis  usque  ad  15  mm  longis,  plus  minusve  fusiformibus,  14-26- 
floris  em  4 seriebus.  Fructus  globoso-ellipsoideus,  ca.  3 mm  longus,  tepalis  in- 
flexis,  perlgonio  leviter  aperto. 

Affine  P.  rubro  (L. ) Gris.,  foliis  dimidiato-falcatis  valde  nervosis,  cata- 
phyllis  tubulosis  floribus  numerosioribus  facili  negotio  cognoscitur.  P.  parieta- 
rioides  divergit  foliis  symmetricis  obtusis  cataphyllisque  haud  tubulosis.  Inter 
Andinas  Trel.  foliis  parvis,  reticulatis,  dimidiatis  discernitur. 

xiolotipo:  Prope  Churuguara,  650  m,  Estado  Falcon,  L.  Aristeguieta  3440 
(XH-1953). 

Phoradendron  filispicum  Rizz.,  n.  sp. 

A P.  wawrae  Trel.  differt  ramulis  teretibus,  cataphyllis  duobus  et  foliis 
obovatis  brevioribus;  P.  domingensi  Trel.  iisdem  notis.  A P.  tenuiflforo  Ste- 
yerm.  & Maguire  distat  ramulis  teretibus,  foliis  obovatis  fructibusque  elon- 
gatis. 


SciELO/JBRJ 


cm 


Planta  gracilis  ramis  cylindricis,  gracilibus,  ramulis  fere  teretibus.  Cata- 
phylla  2 panbus,  usque  ad  2 cm  supra  basin  ramulorum,  minuta,  leviter  den- 
ticulata.  Folia  obovata,  interdum  oblongo-obovata,  basi  gradatim  angustata, 
apice  late  roamaaia,  ngide  coriacea,  3-o  nervis  palmatis  prominulis  sed  inter- 
aam  subnuli.s,  1,5-2, 5 crn  lata,  3-6  cm  longa;  petiolo  2-4  mm  longo.  Spicae  fili- 
formes, 1-4  ad  axillas,  3-6  — articulatae,  1-2  cm  longae,  pedunculo  1-2  mm 
longo  suffultae,  1-2  propbyllis  bidentatis  ornato;  articulis  minutissimis,  bifloris, 
floribus  supra  médium  insertis.  1 ructus  ellipsoldeus,  4-5  mm  largo  prope  api- 
cem  articuli  positus,  perigonio  aperto  coronatus,  tepalis  erectis,  in  vivo  rubes- 
cens. 


Holotipus:  Los  Guayabitos,  El  Volcán.  1300  m,  Estado  Miranda,  F.  Pan- 
nier  659.  Etiam  ibidem,  1350  m.  V.  Vareschi  & F.  Pannier  2841;  silva  nebula- 
ris,  supra  Baruta,  1500  m,  J.  A.  Steyermark  90871. 


Phoradendron  glauco-lutescens  Rizz  , n.  sp. 

Inter  Penninervias  Percurrentesque  abhorret  foliis. 

Rami  ramulique  exacte  teretes,  obscure  olivacei,  internodiis  5-9  cm  longis. 
Cataphyiiorum  paria  2-4  ad  omnia  internodla,  bifida,  acuta.  Folia  oblonga,  ex- 
tremitates  versus  fere  aequaliter  angustata,  apice  obtusa,  modice  coriacea,  co- 
lore glauco  leviter  lutescente  donata,  margine  minute  crenulato-undulat-a  et  le- 
viter mcrassata,  nervo  medio  subtus  evidenter  elevato,  lateralibus  circa  4 paria 
pinnatis  secundum  nervum  centralem,  obsolete  impressis,  interdum  fere  nullis, 
10-20  cm  longa,  4,5-6  cm  lata;  petiolo  indistincto  a limbo,  circa  5 mm  longo. 
Spicae  1-2-nae  ad  axillas,  rectae,  teretes,  graciles,  circiter  4 mm  longae,  5-arti- 
culatae,  penduculo  ad  prophyllum  unicum  poculiformem  3mm  altum  redacto; 
articulis  5-6mm  longis,  18-24  — floris  in  seriebus  6. 

Habitat  ad  Reserva  Florestal  Rio  Tocuyo,  Estado  Yaracuy,  Venezuela,  le- 
glt  C.  A.  Blanco  995  (VIII-1970).  Holotypus  in  VEN. 

Phoradendron  microps  Rizz.,  n.  sp. 

Aphyllia  cataphyllisque  ad  P.  fragile  Urb.  accedit.  autem  ramis  haud  ar- 
ticulatis,  statura  humiliore,  spicis  solitariis  brevioribusque  et  floribus  usque  ad 
20  pro  articulo  sat  bene  distinguitur. 

Plantula  ad  ramos  paucos  reducta,  ramulis  teretibus  usuque  ad  8-10  cm 
longis,  nigris,  foliis  6quammiformibus  valde  minutis  praeditis,  cataphyllis  ba- 
salibus  solummodo  brevibus  margine  scariosis  crenulastique;  internodiis  2-4  cm 
longis.  Spicae  solitariae  ad  axillas  squammarum,  4-articulatae,  robustae,  3-4  cm 
largo,  pedunculo  5-6  mm  longo  prophyllis  duobus  basalibus;  articulis  anguste 
fusiformibus,  basi  absque  floribus,  15-20  — • floris,  vulgo  18-floris,  floribus  3 
supremis  probabiliter  masculis  ob  foveas  vacuas.  Fructus  immaturus  globosus, 
perigonio  clauso  coronatus,  in  vivo  viridis. 

Holotipus:  Parque  Nacional  Henry  Pittier,  Rancho  Grande,  in  silva  nebulari. 
G.  Agostini  & M.  Farinas  12  (XI-1962),  VEN. 

Phoradendron  nitidulum  Rizz.,  n.  sp. 

Planta  parva,  dioica,  ramis  parum  nodosis,  teretibus,  ramulis  vix  compres* 
ais  et  ancipitibus  extremitates  versum;  internodiis  2-6  cm  longis.  Cataphyllares 
vaginae  2,  rarius  1 vel  3,  5-15  mm  supra  basin  insertae,  bifidae,  bidenticulatae. 

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SciELO/JBRJ 


Folia  ovato-lanceolata,  frequenter  lanceolata  ima  basi  breviter  cuneiformia, 
apicem  versus  longe  attenuata,  acuminata,  acuta,  acumine  vulgo  falcato,  modice 
coriacea,  absque  nervis,  utrinque  sub  lente  rugosa  et  nítida,  margine  leviter  in- 
crassata,  4-8  em  longa,  1,5-3  cm  lata;  petiolo  3-5  longo,  gracili.  Spicae  femineae 
solitanae,  8-15  mm  longae,  2-3  — articulatae,  peaunculo  3-4  mm  longo  pro- 
phyllo  basali  minuto  instructo;  articulis  crassis,  fere  globulosis,  3-5  mm  ion- 
gis,  conscanter  6-floris,  rarissime  10-floris,  seriebus  florum  4.  Fructus  valde 
juvemlis. 

Holotypus : Chimantá,  Chimantá-tepui,  1700  m,  Estado  Bolivar,  J.  A.  Ste- 
yermark  75508;  eliam  ibidem,  1975  m,  J.  Steyermark  & J.  Wurdack  994;  ibi- 
dem,  silva  humili,  2150  m,  Steyermar  & Wurdack  1019. 


Phoradendron  nodulifer  Ri/z.,  n.  sp. 

Valde  simile  F.  bnthyorycto  Eichl.,  sed  longe  divergit  fructu  noduloso  peri- 
gonioque  tepalis  inflexis  sed  ample  aperto. 

Planta  robusta,  dioica,  ramis  fortiter  crassis,  nigris,  dilatatis  ad  nodos,  api- 
cem  versus  multum  compressis  et  acute  angulosis,  ancipitibus  vel  quadrangulo- 
compressis;  internodiis  4-10  cm  longis.  Cataphyllaris  vagina  1 solitaria,  basa- 
lis,  bifida,  margine  obtusata,  leviter  cubuluosa.  Folia  in  universum  oblonga,,  basi 
breviter  cuneaia,  apice  rotundata,  modice  coriacea,  frequenter  undulata,  ner- 
vis 5-7  longitudinalibus  impressis,  parum  perspicuis,  7-12  (15)  cm  longa,  3-7 
cm  lata;  peciolo  limbo  marginato,  5-12  mm  longo.  Spicae  elongatae  crassaequeu, 
1-3-nae,  3-5-articulatae,  5-9  cm  longae,  pedunculo  subnullo  vagina  sterili 
ampla  ornato;  articulis  subcylindicis,  cum  fructibus  turbinatis,  íoveis  pro- 
fundis,  15-25  mm  longis,  26-42  floris,  floribus  4-seriatis,  solum  fefmineis  cogni- 
tis.  Fructus  globosus,  cc.  2 mm  diâmetro,  in  vivo  aurantiacus,  manifeste  ver- 
ruculosus  in  parte  superiore  ab  initio  incrementi,  perigonio  ample  aperto  tepalis 
inflexis  ochraceis. 

Holotipo:  Quebarada  Araguato,  entre  Cerro  Pozo  y Cerro  Moporal,  alrede- 
dores  de  Buruica,  Dto.  Democracia,  560-620  m,  Estado  Falcón,  G.  & T.  Agostini 
1029  (I-IU-72). 

Não  deixa  de  ser  notável  achar-se  uma  espécie  deste  gênero  pratica- 
mente igual  a P.  bathyoryctum  e,  no  entanto,  diferente  dele  pelos  frutos 
providos  de  nódulos,  além  do  perigonio  lúteo.  Eis  um  caso,  entre  outros 
que  se  verificam  de  quando  em  quando,  que  sugere  íortemente  especiação 
recente  via  mutação:  duas  plantas  por  assim  dizer  iguais,  porém,  diferindo 
por  um  único  caráter  — o fruto  noduloso  e com  perigonio  amarelo-ocre. 


Phoradendron  plerocymosum  Rizz.,  n.  sp. 

A.  P.  cymoso  Urb.  distat  nodis  dilatatis,  cataphyllis  parvioribus  et  praeser- 
tim  spicis  gracilioribus  ad  nodos  numerosis  congestisque.  A P.  dichotomo 
(Bert.)  Kr.  & Urb.  recedit  spicis  congestis  floribusque  6-seriatis  cum  ramis  no- 
dosis. 

Planta  dichotomice  ramosa,  ramis  cymosis,  dichotomiis  ramulorum  spicis 
terminatis,  ramis  teretibus  ramulisque  parum  compressis;  internodiis  4-10  cm 
longis;  nodis  optime  incrassatis.  Cataphyllares  vaginae  semper  2 ad  omnes  in- 
ternodios,  profunde  bifidae,  denticulatae,  margine  pallidae  provectiore  aeta- 

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SciELO/JBRJ 


cm 


te.  Folia  oblonga  vel  oblongo-orbicularia,  basi  apiceque  modice  attenuata,  ob- 
tusa, haud  rigide  coriacea,  fere  enervia  aut  nervis  3 longitudinalibus  obsolete 
impressis,  7-10  cm  longa,  3-6  cm  lata;  petiolo  marginato,  lato,  parum  a limbo 
distincto,  5-15  mm  lato.  Spicae  numerosae,  congestae,  una  semper  terminalis 
in  dichotomiis,  4-6-articulatae,  graciles,  2-4  cm  longae,  pedunculis  4-5  mm  lon- 
gis;  articulis  4-10  mm  longis,  plus  minusve  teretibus,  18-38-floris  (ad  44-floris 
usque)  in  6 seriebus  rariusve  4. 

Holotypus:  Silva  ad  Catuche,  1000  m,  prope  Caracas,  legit  H.  Pittier  1068 
(25-111-1917),  VEN. 


Phoradendron  ramiaei  Rizz.,  n.  sp. 

Foliis  P.  tepuianum  Steyerm.  in  memoriam  revocat,  petiolis  brevioribus, 
spicis  longioribus  floribusque  sex-seriatis  abhorret.  Á P.  leptarthro  Rizz.  dig- 
noscitur  foliis  fere  enerviis,  crassioribusu,  ad  margines  et  nervum  centralem 
albido-callosis,  petiolis  haud  amplectentibus  spicisque  paucifloris. 

Planta  monoica,  ramis  oppositis  elongatis  gracilibus  teretibus,  ramulis  paene 
cylindricis;  internodiis  2-7  cm  longis.  Cataphyllorum  1 par  basale,  margine 
obtusum,  scariosum.  Folia  oblonga,  basi  parum  angustata,  apice  rotundata,  ri- 
gide coriacea,  fere  nervis  destituta,  margine  et  nervo  centrali  calloso-albescen- 
tibus,  5-8  cm  longis,  1,5-3  cm  latis;  petiolo  5-7  mm  longo.  Spicae  1-3-nae,  gra- 
ciles, fere  cylindricae,  4-6-articuulatae,  2, 5-4,5  cm  longae,  penduculis  2-3  mm 
longis;  articulis  teretibus,  7-10  mm  longis,  22-26-floris  in  seriebus  4. 

Holotypus:  Prope  Santa  Teresa,  carretera  a Altagracia  de  Orituco,  Vene- 
zuela, coll,  M.  Ramia  760  (27-VII-52),  VEN. 


Phoradendron  rotundifolium  Rizz.,  n.  sp. 


Cataphyllis  breviter  tubulosis,  foliis  orbicularibus  crassioribus,  interno- 
diss  haud  compresso-ancipitibus  et  sub  nodis  dilatatis  spicisque  fructiferis 
crassioribus  obscure  rubentibus  a P.  ivilliamsii  Rizz.  differt.  A P.  ovalifolio 
Urb.  vix  recedit  cataphyllorum  vagina  unica  evidenter  brevitubulosa  foliisque 
4-seriatis  (nec  6-seriatis)  semper  6 pro  articulo. 

Planta  robusta,  dioica,  ramis  crassis,  teretibus,  sulcatis,  ramuluis  parum 
rotundis,  retusis  spicisque  congestis  ad  axillas,  3-articulatis,  etiam  floribus 
rotundis,  retusis  spicisque  congestis  ad  axillas,  3-articulatis,  etiam  floribus 
compressis,  internodio  terminali  fere  ancipitali;  internodis  3-9  cm  longis.  Cata- 
phyllorum vaginae  1 par  basale  solum,  breviter  tubulosum,  leviter  bifidum. 
margine  obtusum,  edenticulatum.  Folia  orbiculari-elliptica  u orbicularia,  sym- 
me  coriacea,  margine  cartilaginosa  et  rubescentia,  subtus  absque  nervis,  supra 
métrica,  basi  breviter  cumeiformia,  apice  nunc  integra  nunc  retusa,  rigidissi- 
nervis  5 palmatis  obsolete  impressis  ornata,  utrinque  stomatophora,  4-6  em 
longa,  2,5-4  cm  lata;  petiolo  marginato,  parum  distincto  a limbo,  5-8  mm  longo. 
Spicae  congestae,  rubentes,  in  fructo  plerumque,  3-articulatae,  floriferae  cc.  1 
cm  longae,  fructiferae  1,5  cm,  pedunculo  subnullo;  articulis  femineis  semper 
6-6-floris  in  4 seriebus.  Fructus  castaneus,  ovoideus,  5 mm  longus,  tepalis  in- 
flexis  coronatus. 

Holotypus:  Parque  Nacional  Yacambú,  Estado  Lara,  legit  R.  F.  Smith 
V3373  (17-11-68),  VEN. 


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SciELO/JBRJ 


Phoradendron  theloneuron  Rizz.,  n.  sp. 


Recognoscitur  a P.  baileyae  Trel.,  cui  in  universum  proximum,  foliis  utrin- 
que  secundum  nervos  ad  basin  nodulorum  seriebus  obsitis  nervisque  magis  pro- 
minulis.  A P.  rubro  (L.)  Gris.  fructibus  elongatis  nodulisque. 

Planta  humilis  habito,  ramis  modice  nodosis,  ramulis  argute  quadrangulari- 
bus,  sub  lente  nodulosis  vel  verruculosis,  apicem  versus  compresso-tetragonali- 
bus;  internodiis  2-5  cm  longis.  Cataphylla  1 par  basale,  minuta,  annuliformia, 
víx  bidentata.  Folia  oblongo-obovata  aut  oblonga,  basin  versum  bene  angus- 
tata,  apice  rotundata,  frequenter  plus  minusve  falcata,  membranaceo-coriacea, 
paullum  translúcida,  nervis  5-6  longitudinalibus  perspicuis  percursa,  tenuiter  re- 
ticulato-venosa,  e basi  usque  ad  médium  secundum  nervos  nodulis  visibilibus 
nudo  oculo  praedita,  praecipue  in  foliis  adultis,  margine  parum  cartilaginosa, 
3-6  cm  longa,  1-2  cm  lata;  petiolo  2-4  mm  longo.  Spicae  1-2  ad  axillas,  3-6-arti- 
culatae,  floriferac  7-15  mm  longae,  fructiferae  ad  5 cm  usque,  peduneulis  1-2 
mm  longis;  articulis  leviter  fusiíormibus,  in  fructo  ad  10  mm  longis,  6-10-floris 
in  seriebus  4.  Fructus  elongatus,  ellipsoidalis,  niger,  laevis,  5-6  mm  longus,  in 
vivo  viridis,  tepalis  erectis,  perigonio  aperto. 

Holotypus:  Cerro  San  Borja,  Medio  Orinoco,  Estado  Bolivar,  Venezuela,  J 
Wurdack  & J.  Monachino  41415  (29-1-56),  VEN. 


Psittacanthus  gracilipes  Rizz.,  n.  sp. 


P.  lasseriano  Rizz.  evidenter  proximus,  discernitur  lobis  perigonni  brevio- 
ribus  papillosisque,  staminibus  pilis  elongatis  instructis  et  imprimis  pendulis 
pedicellisque  ruío-lepidotis.  P.  crassofolius  Mart.  est  valde  affinis,  sed  distin- 
guitur  floribus  in  ternationibus,  perigonio  breviore,  peduneulis  brevioribus  cras- 
sioribusque,  foliis  magis  crassis;  praeterea,  perinonioum  supra  médium  dilata- 
tum  in  eo,  in  P.  gracüipede  fere  cylindricum,  atque  folia  vix  modice  coriacea. 

Planta  robusta  ramis  teretibus  modice  ad  nodos  incrassatis,  ut  videtur  di- 
chotomice  ramosis;  internodiis  3-8  cm  longis.  Folia  stricte  opposita  (excepta 
basalia),  in  universum  ovata,  basi  lata  rotundata  et  leviter  cuneata  solum  ad 
imam  partem,  apicem  versus  bene  attenuata  sed  extremo  apice  obtusiusculo, 
modice  coriacea,  plana,  nervo  centrali  subtus  crasso  elevatoque,  supra  impresso, 
secundariis  prorsus  nullis  utrinque,  stomatibus  ambobus  paginis  haud  detergi- 
bilibus,  margine  subrevoluta,  ad  lentem  rugosula,  8-13  cm  longa,  3.5-7  cm  lata; 
petiolo  crasso,  apice  limbo  marginato  et  canaliculato,  10-15  mm  longo.  Flores  in 
binationibus  solitariis  et  in  binationibus  pseudocymosis  aggregati,  pseudocymis 
fasciculatis  ad  nodos;  peduneulis  pedicellisque  gracilibus,  5-12  mm  longis,  indu- 
mento  rufo-furfuraceo  dense  obtectis;  cupulis  parum  evolutis,  aetate  margine 
eroso-denticulatis,  ferrugineo-squammatis.  Calyculus  margine  fere  integer,  cum 
ovário  3-4  mm  longo  minutissime  papillosus.  Perigonium  angustum,  prope  api- 
cem usque  ad  4 mm  ampliatum,  in  vivo  sanguineum,  circitcr  7-8  cm  longum 
(stylum  post  perigonii  delapsum  9,3  cm  longum  observavi!),  lobis  2-2,2  cm  lon- 
gis, totum  minute  papillosum.  Alabastra  haud  clavata,  pergracilia.  Filamenta 
mserta  supra  basin  tepalorum,  5-10  mm  longa,  angulosa.  Antherae  5 mm  lon- 
gae, pilis  elongatis  rufisque  cum  filamentis  sat  dense  ornatae.  Stylus  sulcatus 
laevis  stigmateque  capitato. 

Holotypus:  In  silva  pluviali  supra  flumen  San  Gián,  in  vicinia  Borburata, 

750-1000  m,  Estado  Carabobo,  collegerunt  J.  & C.  Steyemark  95208  

(28-111-1966),  VEN. 

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SciELO/JBRJ 


cm 


A espécie  é muito  próxima  de  Ps.  crassifolius  Mart.,  a julgar  pela 
descrição  de  Eichler,  na  Fl.  Bras.  Veriíifco,  porém,  que  há  uma  série  de 
pequenas  discrepâncias,  cujo  conjunto  me  impede  de  identificá-las.  Assim, 
P.  gracilipes  exibe:  folhas  e flores  menores,  estas  ordenadas  em  diádes,  pe- 
dúnculos e pedicelos  mais  finos  e longos,  folhas  evidentemente  mais  del- 
gadas p o perigônio  aproximadamente  cilíndrico,  não  dilatado  entre  a me- 
tade e o ápice.  Em  suma,  por  enquanto  deve  permanecer  como  táxon  à 
parte,  até  que  se  possa  decidir  definitivamente  a questão. 

Oryctanthus  phthirusoides  Rizz.,  n.  sp. 

O.  phanerolomi  (Standl.)  Kuijt  manifeste  affinis  imprimis  indumento  ra- 
morum  et  brevitate  spicarum,  autem  perspicue  distat  foliis  rotundatis,  antheris 
hauu  porrectis  fructmusque  ellipsoideis  nodulis  obviis. 

Fruticulus  parvus,  ramis  parum  ramosis  teretibus  indumento  rufo-furfuraceo 
denso  prorsus  vestitis;  internodiis  1-2,5  cm  longis.  Folia  obvato-rotundata  sive 
orbicularia,  solummodo  basin  versus  leviter  attenuata,  coriacea,  undulata,  mar- 
gine incrassato  cincta,  nervis  palmatis  reticulastique  utrinque  obscure  promi- 
nulis  sub  lente,  12-13  mm  diâmetro  vel  13-20  mm  longa,  12-17  mm  lata;  petiolo 
distincto,  cc.  3 mm  longo.  Spicae  ad  axillas  solitariae,  3-5  mm  longae,  4-6-flo- 
rae,  cc.  1 mm  longe  pedunculatae,  foveis  profundis  intus  ad  latera  2 bracteo- 
lis  ferrugineo-membranaceis  validis  paulum  exsertis  ornatis.  Flores  circa  2 mm 
longi,  hexameri.  Calyculus  margine  conspicuo  scarioso  gaudet.  Tepala  linea- 
ria,  acutiuscula.  Stamina  suppra  basin  tepalorum  inserta,  filamentis  filiformi- 
bus  antheris  subaequilongis,  antreris  4-locellatis  omnibus  apice  muticis  (neque 
porrectis)  et  polline  defectis.  Stylus  ut  stigma  validus  crassusque.  Fructus  ovoi- 
deus,  4-5  mm  longus,  imprimis  juventude  circa  médium  nodulis  perspicuis  ins- 
tructus. 

Holotypus:  Vivit  in  silva  sabulicola  ad  Iauaretê,  ad  ripam  fluminis  Rio  Ua- 
pés  dicti,  Amazonas,  Brasil,  coli.  B.  G.  S.  Ribeiro  998  (25-V-75),  RB. 

Esta  entidade  é notável  pelas  pequeninas  espigas  paucifloras,  fato 
mediante  o qual  só  admite  relações  com  O.  phanerolomus  (Standl.)  Kuijt, 
da  América  Central.  Esta  afinidade  se  acentua  em  face  de  ambas  possuí- 
rem ramos  inteiramente  rufo-escamosos  e folhas  minutas.  Conforme  as 
notas  discriminativas  que  antecedem  a diagnose  latina,  elas  diferem  por 
vários  caracteres  perfeitamente  definidos.  As  anteras,  tanto  quanto  pude 
verificar,  não  encerravam  grãos  de  pólen,  motivo  porque  considero,  pro- 
visoriamente, O.  phthirusoides  como  espécie  dioica,  sendo  o espécime  exa- 
minado feminino.  Anteras  fechadas,  já  a planta  estando  em  fruto,  mos- 
travam-se formadas  de  massa  uniforme,  não  sendo  possível  distinguir 
quaisquer  grãos  individualizados.  Mas,  note-se,  não  é o primeiro  táxon 
dotado  de  flores  unissexuais  no  gênero. 


Phthirusa  myrsinites  Eichl. 


A P.  alternifolia  Eichl.,  cui  evidenter  próxima,  discernitur  ramulis  teretibus 
ferrugineo-furfuraceis  ut  margines  foliorum,  foliis  oppositis  minoribus  vulgo 
subcordatis,  nervo  medio  prorsus  nullo. 


27 


SciELO/JBRJ 


Fructiculus  ramis  elongatis,  teretibus,  rufo-frufuraceis  extremitatem  ver- 
sus, parum  ramosis,  vetustioribus  fusco-cinereis;  internodiis  1-3  cm  longis.  Fo- 
lia m universum  ovata  rariusve  oblonga  usque  ad  suborbicularia,  e basi  lata 
rotundata  et  irequenter  suocoraata  apicem  versus  sensim  attenuata,  imo  apice 
obtuso,  crasse  coriacea,  rígida,  ommmo  nullmervia,  utrinque  2-3,5  cm  longa, 
1,5-2, 5 cm  lata;  petiolo  subnullo  vel  ad  2 mm  tantum  longo, crasso,  rugoso.  Ter- 
nationes  sessiles,  congeste  in  glomemruios  axillares  plurifloros  ordinatae,  bra- 
cteolis  tere  íioríbus  aequiiongis.  Flores  femineis  1,5  mm  longi,  perigonio  hexa- 
mero  cc.  1 mm  longo.  Calyculus  valide  evolutus,  interger.  Filamenta  prorsus  cum 
tepalis  concrescentia  e basi  sursum,  leviter  ad  latera  excavata  in  parte  supera. 
Antherae  cassae  valde  minutae,  apice  liaud  productae,  imumescentias  formam 
refert.  Fructus  elipsoideus,  nondum  maturus,  omnes  pruinae  specie  albae  in- 
ductus,  prope  5 mm  longus,  in  sicco  viridis. 


Habitat  in  silva  hylaeana  ad  ripas  fluminis  Casiquiare  and  procul  a flumine 
Pacimoni,  110  m,  Território  Federal  Amazonas,  Venezuela,  leg.  B.  Maguire  & J. 
Wurdadck  35725  (19-IV-1953) , NY.  Etiam  ad  Laja  Arapacua,  flumen  Pacimoni, 
110  m,  iisdem  collectoribus  34876  (6-IV-53) . 

P.  myrsinites  é bastante  próxima  de  P.  alternifolia  Eichl.,  do  Rio  de 
Janeiro,  que  Eichler  afirma  possuir  folhas  alternas  e maiores,  râmulos  an- 
gulosos, etc.,  o que  confirmo  mediante  o exemplar  que  o Jardim  Botânico 
conserva,  oriundo  da  Serra  da  Bocaina,  RJ. 


Struthanthuus  yavitensis  Rizz.,  n.  sp. 

S.  dissimili  Rizz.  foliis  floribusque  apropiquat,  autem  ramis  subteretibus,  fo- 
liis  dimorphis  constanter  apiculatis  et  ternatiobinus  recemosis  distinguitur. 


Fructiculus  scandens  ramis  elongatis  ad  2 m longis,  gracilibüs,  extremita- 
tem versus  complanatis  interdum  subquadrangularibus,  cortice  leavi  lenticellis 
defecto  involutis;  internodiis  2-6  cm  longis.  Folia  in  eodem  ramo  modo  oblonga 
apice  acuta,  modo  obovata  apice  obtusa  vel  rotundata,  omnia  basin  versus  atte- 
nuato-  cuneata,  apice  solemniter  apiculata,  valde  coriacea,  absque  nervis  sto- 
matibusque,  siccitate  fusca  vel  atro-fusca,  3-5  cm  longa,  15-20  mm  lata;  petio- 
lus  4-7  mm  longus.  Racemi  feminei  solitarii,  parviusculi,  circiter  1 cm  longi, 
e ternationum  paribus  2 compositi;  peduneulo  obtuse  anguloso  5 (in  fructibus  ad 
8)  mm  longo;  penduculo  ternationum  2-3  mm  longo;  bracteolis  minimis.  Ala- 
bastra  teretia,  2,5  mm  longa.  Flores  2,5 (3) mm  longi.  Calyculus  inconspicuus. 
Perigonium  hexamerum.  Antherae  cassae  compressae,  subfoliaceae,  obtusae; 
filamentis  integris  latiuscubis  ab  antheris  parum  distinctis.  Stylus  stigma- 
que  crassi,  bene  evoluti.  Fructus  ellipsoideus,  in  vivo  aurantiacus,  prope  4x7-8mm. 

Habitat  in  vicinia  Yavita,  circa  carretera  Yavita-Pimichin,  5 km  a Pimi- 
chin,  Terr.  Fed.  Amazonas  (Venezuela),  140  m,  a G.  Bunting,  L.  M.  A.  Ak- 
kermans  & J.  van  Rooden  3707  (6-19-VH-69)  lectus.  Holotypus  in  MY. 


Tal  espécie  guarda  o aspecto  geral  de  S.dissimilis  Rizz.  no  que  tange 
às  folhas  e flores  minutas.  Contudo,  tendo  ramos  apenas  achatados  nas 
pontas  (não  quadrangulares),  folhas  a um  tempo  oblongas  e obovadas, 
sempre  manifestamente  apiculadas,  e inflorescências  racemosas  (não  umbe- 
ladas)  — distingui-se  bastante  satisfatoriamente. 

28 


ISciELO/ JBRJ 


Struthanthus  giovarmae  Rizz.,  n.  sp. 


Foliis  parvis  obtuse  breveque  acuminatis  nullae  aliae  affinis. 


Fructiculus  humilis  ramis  gracilibus  brevibus  teretibus,  lenticellis  nullis, 
cortice  integro  laevi  obtectis;  internodiis  2-4  cm  longis.  Folia  ovata,  basi  rotun- 
data,  apice  modice  angustata  atque  in  acumen  brevem  obtusiusculum  porrecta, 
modice  coriacea,  absque  nervis  stomatibusque  perspicuis,  12-25  mm  longa,  10-15 
mm  lata;  petioli  3-5  mm  longi.  Racemi  feminei  quam  folia  plus  minusve  duplo 
pedunuculo  4-7  mm  longi,  cum  rachi  ancipito-compresso;  pedunculis  triadum 
longiores,  15-35  mm  longi,  graciles,  1-2  ad  axillas,  5-7  pares  triadum  ferunt; 
2-2,5  mm  longis.  Perigonium  1,5  mm  longum,  6-merum.  Flores  2 mm  longi. 
Anthereae  rudimentarie  laminares  vel  foliaceae,  superiores  ovato-attenuatae.  In- 
feriores oblongae  apic  e obtusae.  Filamenta  inserta  circa  médium  tepalorum, 
antheris  breviora,  integra.  Stylus  crassus,  stigma  capitatulum.  Fructus  deest. 

Crescit  prope  Petare,  carretera  a Santa  Lucia,  Estado  Miranda  (Venezue- 
la), coll.  B.  Trujillo  4331.  Holotypus  in  MY. 

É fácil  de  separar  das  demais  espécies  venezuelanas  pelas  diminutas 
folhas  ovadas  e terminadas  por  acúmen  curto  e algo  obtuso.  É também 
significativo  o fato  de  que  os  racemos  são  mais  compridos  do  que  as  fo- 
lhas. O nome  específico  é uma  homenagem  que  presto  à Prof.  Giovanna 
Ferrari,  da  Facultad  de  Agronomia  de  Maracay,  Venezuela,  a qual  tem 
dedicado  à investigação  das  Lorantáceas  do  seu  país  bastante  esforço. 


Struthanthus  eichlerianus  Rizz.,  n.  sp. 


A S.  ternifloro  (Willd.)  Eichl.  distat  racemis  fere  duplo  longioribus  flo- 
risbuque  paene  duplo  brevioribus. 


Scandens,  ramis  elongatis,  complexis,  teretibus,  fere  laevibus,  lenticellis 
sparsis  ornatis;  intermodiis  ad  6 cm  longis  usque.  Folia  oblonga  vel  acutissima, 
lanceolata,  basi  apiceque  fere  aequaliter  attenuata,  extremo  apice  acutissima, 
novella  subapiculata,  mollitter  coriacea  vel  firmiter  membranacea,  enervia  aut 
supra  nervis  inconspicuis  vel  subtilibus  sed  perceptibilibus,  3-6  cm  longa,  10-25 
mm  lata;  petiolo  6-8mm  longo.  Racemi  masculi  1-4  pro  axillis,  interdum  ad  basin 
trifurcati  sed  paene  semper  simplices,  valde  graciles,  ternationum  paribus 
4-,  vulgo  3-6  cm  longi  rariusve  usque  ad  8cm,  15-25mm  longe  pedunculati; 
rachi  complanato-sulcata,  pendunculis  triadum  3-5  mm  longis;  bracteolis  mi- 
nimis.  Flores  masculi  3-3,5  mm  longi.  Perigonium  2,5-3  mm  longum.  Ala- 
bastra  clavata.  Antherae  ellipsoideae,  duplo  longioribus  quam  filamenta  in- 
tegra lateribus,  inferae  evidenter  apiculatae,  supernae  obtusae.  Stylus  gracilis, 
stigma  paullum  ampliatum.  Flores  feminei  3 mm  longi,  in  racemos  3-6  cm  lon- 
gos triadum  4-5  paribus  aggregati;  staminodiis  anguste  oblongis,  planis,  com- 
pressis,  obtusis,  antheris  a filamentis  parum  distinctis;  stylo  crasso  cum  stig- 
mate  subcapitatulo. 

Holotypus;  Prope  Las  Moras,  carretera  hacia  la  Colonia  Tovar,  Dto.  Ri- 
caurt,  Esiado  Aragua,  1700  m,  Venezuela,  a C.  E.  B.  de  Rojas  1797  (12-1-75) 
lecta;  MY.  Etiam  ad  Cerro  Baraguan,  100  m,  Estado  Bolivar  (Venezuela),  lege- 
runt  J.  Wurdack  & J.  Monachino  41204  (12-1-56). 


29 


JSciELO/ JBRJ 


Esta  espécie  ao  primeiro  exame,  mostra-se  bem  distinta  pelo  simples 
aspecto,  entre  as  venezuelanas,  pelas  folhas  associadas  aos  longos  e delga- 
dos racemos. 

OBS.  As  novas  entidades  taxionômicas  acima  apresentadas,  proce- 
dentes da  Venezuela,  foram  descobertas  no  curso  da  revisão  monográfica 
das  espécies  para  a 'Tlora  de  Venezuela",  dirigida  pelo  Dr.  Tobias  Lasser, 
diretor  do  Instituto  Botânico  de  Caracas.  O material  examinado  montou 
a cerca  de  mil  exemplares,  procedentes  de  vários  herbários,  além  do  Her- 
bário Nacional  de  Venezuela,  que  é básico,  associado  ao  herbário  da 
Faculdad  de  Agronomia  de  Maracay. 

BIBLIOGRAFIA 


Eichler,  A.  W.  1868.  Loranthaceae  in  Mart.  Fl.  Bras.,  5 (2):  1-136. 

Kuijt,  J.  1961.  A Revision  of  Dendrophthora.  Wentia,  6:  1-145. 

Kuijt,  J.  1964.  A Revision  of  the  Loranthaceae  of  Costa  Rica.  Bot.  Jahrb., 
83  (3):  250-326. 

Rizzini,  C.  T.  1956.  Pars  Specialis  Prodromi  Monographie  Loranthacearum 
Brasiliae  Terrarumque  Finitimarum.  Rodriguesia,  30-31:  87-234. 

Urban,  I.  1897.  Plantae  Novae  Americanae  Imprimis  Glaziovianae.  Bot.  Jahrb., 
23,  Beibl.  57:  1-16. 


30 


JSciELO/ JBRJ 


Phthirusa  Myrsinites 


33 


A:  Psittacanthus  Plagiophyllus;  B:  P.  Piauhyensis 


35 


JSciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


LEVANTAMENTO  DOS  TIPOS  DO  HERBÁRIO  DO 
JARDIM  BOTÂNICO  DO  RIO  DE  JANEIRO 

BIGN ONI ACEAE  II 


MARIA  DO  CARMO  MENDES  MARQUES' 
EDY  ALBERTINA  MONTALVO  " 


INTRODUÇÃO 


O presente  trabalho  consta  da  transcrição  de  dados  e ilustração  foto- 
gráfica de  alguns  tipos  existentes  no  herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio 
de  Janeiro.  Refere-se  à família  das  Bignoniaceae  e inclui  as  seguintes  es- 
pécies: Martinella  iquitoensis  A.  J.  Sampaio,  Martinella  manaosiana  A.  J. 
Sampaio,  Memora  biternata  A.  J.  Sampaio,  Memora  (campireticulatae) 
Duckei  A.  J.  Sampaio,  Memora  (Pharseaphora)  longilinea  A.  J.  Sampaio, 
Memora  maderensis  A.  J.  Sampaio,  Periarrabidaea  truncata  A.  J.  Sampaio, 
Petastoma  domatiatum  A.  J.  Sampaio,  Pseudocalymma  Kuhlmanni  (A.  J. 
Sampaio)  J.  C.  Gomes  e Saldanhaea  cratensis  J.  C.  Gomes,  seguindo  o 
mesmo  critério  do  trabalho  anterior. 


Metodologia: 

— Citação  da  espécie, 

— " do  autor  e da  obra  original. 


* Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisa  e Estagiária  do  Jardim  Botâ- 
nico do  Rio  de  Janeiro. 

**  Bolsista  da  Universidade  de  El  Salvador  na  América  Central  e Estagiária 
do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro. 


37 


JSciELO/ JBRJ 


cm  .. 


— transcrição  do  material  examinado  "Tipos",  tal  como  citado  na 
obra  original, 

— citação  da  sigla  do  herbário  do  Jardim  Botânico,  seguido  do  nú- 
mero de  registro, 

— transcrição  das  diversas  etiquetas  (schedulae)  encontradas  nas  ex- 
sicatas, 

— classificação  dos  "Tipos"  e 

— fotografia  dos  mesmos. 

Relação  do  material  estudado 

Martinella  iquitoensis  A.  J.  Sampaio 
Martinella  manaosiana  A.  J.  Sampaio 
Memora  biternata  A.  J.  Sampaio 
Memora  (campireticulatae)  Duckei  A.  J.  Sampaio 
Memora  (Pharseaphora)  longilinea  A.  J.  Sampaio 
Memora  maderensis  A.  J.  Sampaio 
Periarrabidaea  truncata  A.  J.  Sampaio 
Petastoma  domatiatum  A.  J.  Sampaio 
Pseudocalymma  Kuhlmanm(A.  J.  Sampaio)  J.  C.  Gomes 
Saldanhaea  cratensis  J.  C.  Gomes 

1.  — Martinella  iquitoensis  A.  J.  Sampaio  (Foto  1) 

An.  Acad.  Bras.  Sei.  7 (1):  123.  1935.  Habitat  in  silva  alta  prope 
Iquitos,  Perú,  leg.  J.  G.  Kuhlmann  n.  1492,  23-11-1924. 

Exemplar  RB.  22027  HOLÓTIPO 

l.a  Sched.: 

Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
Herbário 

N.°  22027  23-11-1924 

Fam.  Bignoniaceae 

Nome  cient.  Martinella  iquitoensis  A.  J.  Samp.  n.sp. 
Procedência  Iquitos,  Perú 

Observações  Escandente,  fl.  negro-purpura,  matta  de 
terra  firme. 

Collegit.  J.  G.  Kuhlmann,  1492 
38 


RB 

22027 

RB 

24095 

RB 

6464 

RB 

24092 

RB 

24097 

RB 

6466 

RB 

24093 

RB 

24089 

RB 

8798 

RB 

68295 

SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


30-VIII-1923 


N.°  6464  

Fam.  Bignoniaceae 
Nome  cient.  Memora  biternata  A.  Samp.  n.  sp. 
(original)  Det.  A.  J.  Samp. 

Procedência  Democracia,  Madeira, 

Observações  Liana;  fls.  alaranjadas 
Collegit.  J.  G.  Kuhlmann  (278) 


2.a  Sched.; 


N.°  278  30-8-1923 

Nome  Bignoniaceae 
Colh.:  p.  J.  G.  K. 

Local  Democracia  Madeira 


4.  — Memora  (Campireticulatae)  Duckei  A.  J.  Sampaio  (Foto  4) 

An.  Prim.  Reun.  Sul-Amer.  Bot.  Rio  de  Janeiro  3:  169.1938. 
Prov.  Amazonas:  Manaos,  ad  marginem  fluminis  (Igarapé  do  Alei- 
xo),  28-8-1931,  leg.  A.  Ducke,  Herb.  Jardim  Botân.  Rio  de  Janeiro 
24092. 

Duplicata  no  Herb.  Geral  do  Museu  Nacional  N.°  28617”. 
Exemplar  RB.  24092  HOLÓTIPO 


l.a  Sched.: 


Instituto  de  Biologia  Vegetal 
Seção  de  Botânica  (Jardim  Botânico) 

Herbário 

N.°  24092  28-8-1931 

Fam.  Bignoniaceae 

Nome  cient.  Memora  Duckei  A.  J.  Samp.  n.  sp. 
Procedência  Manaos  (Amazonas) 

Collegit.  A.  Ducke 

Determ.  por  A.  J.  Sampaio 1934 


2.a  Sched.: 


Manaos 

Beira  do  E.  Aleixo  t.  £. 

28-8-1931  A.  D. 

Cipó,  fl.  bem  amarella 

39 


ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


5.  — Memora  (Pharseaphora)  longilinea  A.  J.  Sampaio  (Foto  5) 

Boi.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro  12  (3-4):  85.  1936.  Amazonas:  Ma- 
naos, Estação  de  Aleixo  16-6-1933,  leg.  A.  Ducke,  Herb.  Jard.  Bot. 
N.°  24097  (Duplicata  no  Herb.  Museu  Nacional,  sob.  o 
N.°  28616)". 


Exemplar  RB.  24097 


HOLÓTIPO.... 


l.a  Sched.: 


Instituto  de  Biologia  Vegetal 
Seção  de  Botânica  (Jardim  Botânico) 

Herbário 

N.°  24097  14-6-1933 

Fam.  Bignon. 

Nom.  cient.  Memora  longilinea  A.  J.  Sampaio  n.  sp. 
Procedência  Manaos  (Amazonas) 

Collegit.  A.  Ducke 

Determ.  por  A.  J.  Sampaio 1934 


2.a  Sched.: 


Manaos 

E.  do  Aleixo  Km.  5,  matta  da  t.  £.  húmida, 
14-6-1933  A.D. 

Cipó,  11.  com  corolla  amarello-intenso. 


Nota: 


Consideramos  certa  a data  da  2.a  Schedulla  que  é ado  coletor;  acre- 
ditamos ter  havido  um  engano  tipográfico  na  edição  do  livro. 


6.  — Memora  maderensis  A.  J.  Sampaio  (Foto  6) 

An.  Prim.  Reun.  Sul-Amer.  Bot.  Rio  de  Janeiro  3:  168.  1938.  "Ha- 
bitat in  prov.  Brasiliae  Amazonas,  ad  Santa  Laura,  Fluvii  Madeira, 
a J.  G.  Kuhlmann  N.°  297,  31-VIII-1923  collecta". 

Exemplar  RB.  6466  HOLÓTIPO 

40 


cm 


SciELO/ JBRJ 


l.a  Sched.: 


"Prox.  de  M.  flavida  sed  diversa" 

Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
Herbário 

N.°  6466  31-VII1-1923 

Fam.  Bignoniaceae 

Nome  cient.  Memora  madeirensis  A.  J.  Samp.  n.  sp. 
Det.  A.  J.  Sampaio  (1931) 

Proceüencia  Santa  Laura  Madeira 
Collegit  J.  G.  Kuhlmann  (297 


2.a  Sched.: 


N.°  297 

Nome  Adenocalyma  sp. 
Coih.  p.  J.  G.  K. 

Local  Santa  Laura 


7.  — Periarrabidaea  truncata  A.  J.  Sampaio  (Foto  7) 

Boi.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro  12  (3-4):  86.  1936.  "Amazonas:  Ma- 
naos,  além  da  Viila  Municipal,  lugar  alto  27-7-1931.  Cipó,  flôr 
amarello-turvo,  leg.  A.  Ducke,  Herb.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro 
N.  24093;  (cotypo  no  Herb.  Mus.  Nac.  N.°  28731)". 


Exemplar  RB.  24093  HOLÓTIPO 

La  Sched.: 


Instituto  de  Biologia  Vegetal 
Seção  de  Botânica  (Jardim  Botânico) 

Herbário 

N.°  24093  27-7-1931 

Bignon. 

Periarrabidaea  truncata  A.  J.  Sampaio  n.  sp. 

Manaos  (Amazonas) 

Collegit.  A.  Ducke 

Determ  por  A.  J.  Sampaio 1934 

41 


ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


2.a  Sched.: 


Manaos 

Capoeira  alem  da  Villa  Municipal,  lugar  alto 
27-7-1931  A.D. 

Cipó;  11.  amarello-turno 


Nota: 


A exsicata  de  Periarrabidaea  truncata  A.  J.  Sampaio  acha-se  sem 
fotografia  em  virtude  da  mesma  ter  sido  enviada  ao  Missouri  Bo- 
tanical  Garden  Herbarium  antes  das  fotografias  serem  feitas. 

8.  — Petastoma  domatiatum  A.  J.  Sampaio  (Foto  7) 

Boi.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro  12  (3-4):  87.  1936.  "Amazonas: 
S.  Paulo  de  Olivença,  ad  marginem  paludosam  fluminis  Solimões. 
Leg.  A.  Ducke,  24-2-1932,  Herb.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro.  N.° 
24.098  et  Herb.  Mus.  Nac.  N.°  28.662". 


Exemplar  RB.  24.089  HOLÓTIPO 

l.a  Sched.: 


Instituto  de  Biologia  Vegetal 
Seção  de  Botânica  (Jardim  Botânico) 

Herbário 

N.°  24.089  24-2-1932 

Bignon. 

Petastoma  domatiatum  A.  J.  Samp.  n.  sp. 

S.  Paulo  de  Olivença  (Amazonas) 

Collegit.  A.  Ducke 

Determ.  por  A.  J.  Sampaio 1934 


2a  Sched.: 


S.  Paulo  de  Olivença  margem  inundável  do  Solimões 
24-2-1932  A.  D. 

Cipó;  il.  alvo  purpurea. 

Nota: 


O N.°  de  registro  da  2.a  schedulla  RB.  24.089  é o certo;  acreditamos 
ter  havido  erro  de  tipografia  na  edição  do  livro. 


SciELO/JBRJ 


9.  — Pseudocalymma  Kahlmanni  (A.  J.  Samp.)  J.  C.  Gomes.  (Foto  8) 
Dusenia  2 (5):  315. £.6.  1951. 

Bas.  Arrabidaea  Kuhlmannii  A.  J.  Samp.  in  An.  Acad.  Bras.  Sei. 
7 (1):  115.1935.  "Habitat  in  prov.  Brasiliae  Amazonas,  ad  Bouissú, 
rio  Branco,  leg.  J.  G.  Kuhlmann  N.Q  1.049,  3-1-1924". 

Exemplar  RB.  8.798  HOLÓTIPO 

l.a  Sched.: 


N.°  8.798 

Pseudocalymma  Kuhlmanni  (A.  J.  Samp.)  J.  G.  Gom. 

n . com . 

Proced.  Bouissú,  Rio  Branco  - Amazonas 

Obs.  Planta  scandens,  £1.  lobulos  alvo;  tubo  creme. 


Galyce  arroxeado. 

Gol.  J.  G.  Kuhlmann  1.049  3-1-924 

Det.  p.  José  Corrêa  Gomes  30-111-5 1 


2.a  Sched.: 


N.°  1.049  • 3-1-924 

Bignoniaceae 
J.  G.  K. 


3.a  Sched.: 


Museu  Nacional  do  Rio  de  Janeiro 

Identificação  de  Material  comunicado  para  estudo. 

Por.  Jardim  Botânico,  do  Rio  de  Janeiro 

Bignoniaceae 

Gen.  e Esp.  Arrabidaea  (?)  Kuhlmanni  A.  J.  Samp.  n.  sp. 
Classificação  provisória:  quando  descoberto  o Iruto, 
poderá  ser  talvez  Cremastus  ou  mesmo  Callichamys 
(forma  de  calyce  reduzido). 

Identif.  por  A.  J.  Sampaio 2 / 193 1 


10.  — Saldanhaea  cratensis  J.  C.  Gomes  (Foto  9) 

Arq.  Jarcl.  Bot.  Rio  de  Janeiro  9:227.  1949.  "Habitat  in  Crato, 
Ceará.  Collegit  A.  P.  Duarte  e Ivone  N.°  1.25G,  3-8-48.  Herbário 
do  Jard.  Bot.  do  Rio  de  Janeiro,  N.°  08.295  (Typus)". 

Exemplar  RB.  68.295  HOLÓTIPO 

43 


cm 


ISciELO/ JBRJ 


l.a  Sched.: 


Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 

N.°  (58.295 

Fam.  Bignoniaceae 

Saldanhaea  Cratensis  J.  G.  Gom,  n.  sp. 

Procedência  Estrada  de  Fortaleza  e Crato-Ceará. 
Observações  Flores  roxas  muito  vistosas,  trepadeira. 


em  plena  caatinga 

Gol.  A.  Duarte  e Ivone  1.256  3-8-1948 

Det.  p.  José  Corrêa  Gomes 20-11-49 


2.a  Sched.: 


01.256 
Bignoniaceae 
Pterocarpus  ? 

Flores  roxas  muito  vistosas 

trepadeira,  em  plena  caatinga.  Est.  Fortaleza  a Crato- 
Ceará. 

A.  Duarte  e Ivone 
3-8-1918. 

AGRADECIMENTOS 

Ao  Pesquisador  Jorge  Fontella  Pereira,  pela  orientação  deste  trabalho  e 
ao  Botânico  Demitri -Sucre,  peia  confecção  das  fotografias. 

SUMMARY 

This  paper  includes  the  data  and  photographs  concerning  some  holotype 
specimens  of  plants,  which  are  deposited  in  the  herbarium  of  the  Rio  de 
Janeiro  Botanical  Garden.  All  the  species  considered  are  native  to  Brazil 
and  ascribed  to  the  Bignoniaceae. 

BIBLIOGRAFIA 

GOMES,  J.  C.  Jr.  — Contribuição  ao  Conhecimento  das  Bignoniaceae  III. 

Novas  espécies  dos  gêneros  Adenocalymma,  Clytostoma  e Saldanhaea. 
Arq.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro  9:  223-229.  f.  1-6.  1949. 

Contribuição  ao  Conhecimento  das  Bignoniaceae  Brasileiras,  V.  Du- 

senia  2 (53:  314-316.  f.  1-4.  1951. 

SAMPAIO,  A.  J.  — Novas  espécies  de  Bignoniaceae.  An.  Acad.  Bras.  Sei.  7 (1) : 
111-127.  1935. 

Novas  espécies  de  Bignoniaceae.  Boi.  Mus.  Nac.  Rio  de  Janeiro.  12 

(3-4)  : 81-90.  f.  1-3.  1936. 

O gênero  Memora  Miers  (Bignoniaceae)  An.  Prim.  Reun.  Sul.  Amer. 

Bot.  Rio  de  Janeiro  3:  149-170.  1938. 


44 


SciELO/JBRJ 


cm  1 


ISciELO/ JBRJ 


Foto  1 


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Martinella  Iquitoensis  A.  J.  Sampaio 


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cm  l 


SciELO/JBRJ 


Marlinclla  Manao.siana  A.  J.  Sampaio 


Foto  2 


Foto  3 


Memora  Biternata  A.  j.  Sampaio 


49 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  l 


ISciELO/JBRJ 


Foto  4 


Memora  (Campireticulatae)  Duckei  A.  f.  Sampaio 


Foto  5 


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Foto  6 


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Memora  Maderensis  A.  J.  Sampaio 


55 


11 


JSciELO/ JBRJ 


Foto  7 


Pctastoma  Domatiatum  A.  f.  Sampaio 


57 


Foto  8 


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Pseudocalymma  Kuhlmanni  (A.  J.  Sanip.)  J.  (1.  Comes 


59 


JSciELO/ JBRJ 


Saldanhaca  Cratensis  I.  C.  Gomes 


Foto  9 


cm  12  3 4 


ISciELO/ JBRJ 


cm  .. 


2.a  Sched.: 


N.°  1492  23-11-1924 

Nome  Bignoniaceae 
Colh.  p.  J.  G.  K. 

Local  Iquitos,  Perú 

• — Martinella  manaosiana  A.  J.  Sampaio  (Foto  2) 

Boi.  Mus.  Nac.  Rio  cie  Janeiro  12  (3-4):  4.  1936.  "Habitat  Ama- 
zonas: Manaos:  Capuêra  de  terra  firme,  Villa  Belizario,  25-7-1931 
Cipó,  flôr  côr  de  vinho.  Leg.  Ducke  — Herb.  Jard.  Bot.  Rio  de 
Janeiro,  N.°  24095,  co-typo  no  Herb.  Museu  Nacional  -N.0  28732". 

Exemplar  RB.  24095  HOLÓTIPO 

l.a  Sched.: 


Manaos 

Capoeira  do  t.  f.  da  picada  de  Villa  Belizario 
25-7-1931  A.  Ducke 
Cipó;  11.  côr  de  vinho 


2a  Sched.: 


Instituto  de  Biologia  Vegetal 
Seção  de  Botânica  (Jardim  Botânico) 

Herbário 

N.°  24095  25-7-1931 

Bignon. 

Martinella  manaosiana  A.  J.  Sampaio  n.  sp. 

Manaos  (Amazonas) 

Collegit.  A.  Ducke 

Determ.  por  A.  J.  Sampaio 1934 

• — Memora  biternata  A.  J.  Sampaio  (Foto  3) 

An.  Prim.  Reun.  Sul-Amer.  Bot.  Rio  de  Janeiro  3:169.1938.  "Ha- 
bitat in  prov.  Brasiliae  Amazonas:  "Democracia",  fluvii  Madeira; 
lég.  J.  G.  Kuhhnann  278,  30-VIII-1923". 

Exemplar  RB.  6464  HOLÓTIPO 

l.a  Sched.: 


Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
Herbário 


63 


SciELO/JBRJ 


"CONVOLVULÁCEAS  DA  RESTINGA” 


JOAQUIM  INÁCIO  DE  A.  FALCÃO 
WANDETTE  FRAGA  DE  A.  FALCÃO 

Pesquisadores  em  Ciências  Exatas  e da  Natu- 
reza do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro, 
e Bolsistas  do  CNPq 


Após  o estudo  das  "Convolvuláceas  do  cerrado",  publicado  em  "Atas 
da  Sociedade  de  Biologia  do  Rio  de  Janeiro",  vol.  XII,  N.°s  5 e 6,  Ano 
de  1969,  reunimos  neste  novo  trabalho  as  espécies  da  citada  família  que 
ocorrem  na  restinga  (tipo  de  vegetação  que  cresce  nas  areias  brancas  do 
mar,  assim  como  nas  dunas,  e que  existe  desde  a Amazônia  até  o sul 
do  Brasil). 

Segundo  o botânico  MURÇA  PIRES,  em  fisionomia,  as  restingas  se 
parecem  muito  com  as  campinas  amazônicas;  esta  semelhança  é apenas 
externa,  a flora  é muito  diferente  nos  dois  casos. 

Na  elaboração  deste  nosso  trabalho  fornecemos  as  descrições  dos 
gêneros  e espécies  baseadas  nos  caracteres  essenciais  para  o seu  reconhe- 
cimento, indicamos  localidades,  organizamos  "chaves"  para  separação  dos 
gêneros  e espécies,  damos  a distribuição  geográfica,  e apresentamos  "fotos" 
de  quase  todas  espécies. 

Esperamos,  deste  modo,  dar  uma  pequena  contribuição  para  o co- 
nhecimento do  aspecto  florístico  do  referido  tipo  de  vegetação. 

Chave  para  separar  os  gêneros,  baseada  no  estigma 

AÍ  — Estigmas  2,  globosos  Ipomoea  L. 

AA  — Estigmas  filiformes  Evolvulus  L. 

AAA  — Estigmas  oval-planos  Jacquemontia  Choisy 

64 


2 3 4 


SciELO/JBRJ 


cm 


Evolvulus  L. 


Ervas  reptantes,  sub-arbustos  de  folhas  geralmente  pequenas,  podendo  ser: 
lanceoladas,  oblongas,  ovais,  geralmente  são  sésseis  ou  curto-pecioladas,  mem- 
branáceas,  glabras  ou  pilosas.  Cálice  geralmenté  com  5 sépalas,  membranáceas 
na  maioria  das  vezes,  sendo  persistentes  no  fruto.  Corola  com  5 pétalas,  ovais, 
com  áreas  episepálicas  de  coloração  geralmente  azul  ou  alva.  Estames  5,  filifor- 
mes; antéras  rimosas.  Ovário  súpero,  bilocular,  geralmente  com  2 óvulosJSsíi- 
letes  2,  cada  um  dos  quais  bifurcados;  estigmas  filiformes.  Fruto  cápsula, 
bilocular.  Semente  glabra. 


Ipomoea  L. 


Trepadeiras,  arbustos,  árvores,  rasteiras.  Folhas  inteiras,  3-5  lobadas  a 
partidas,  raro  pinnatiséctas  (Ip.  quamoclit ) glabras  ou  laxamente  pubescentes, 
com  pêlos  simples.  Cálice  gamosépalo,  5 sépalas.  Corola  campanulada,  gamopé- 
tala,  geralmente  providas  de  áreas  epissepálicas  de  coloração  laranja,  amarela, 
roxa,  azul,  purpurea,  raro  alvas.  Ovário  4-locular,  4-ovulado.  Estigmas  2,  ovais 
ou  globosos.  Fruto  cápsula.  Semente  ovóides-trígona,  glabra  ou  pubescente. 


Jacquemontia  Choisy 


Volúvel  a ereta  ou  recostada.  Folhas  geralmente  cordadas,  inteiras,  pube»- 
centes.  Flores  em  dicásios  geralmente  multifloros.  Sépalas  interiores  maiores 
que  as  exteriores.  Corola  pequena,  azulada,  mais  raro  de  outra  cor,  glabra  ou 
pubescente  nas  áreas  episépalicas.  Ovário  glabro,  2-locular,  4-ovulado.  Estames 
mais  ou  menos  desiguais,  insertos.  Estilete  filiforme,  Estigmas  oval-planos. 
Fruto  cápsula  geralmente  deiscente.  Sementes  4. 


Chave  para  Evolvulus,  da  restinga 


A — Arbusto,  folhas  oval-oblongas,  seríceo-tomentosas  em  ambas 
as  faces  — Evolvulus  genistoides. 


— Reptante,  folhas  oblongas,  pilosas  — Evolvulus  pusilus. 


Evolvulus  genistoides  V.  Ootstroom 

(In  Meded.  Bot.  Mus.  en  Herb.  Univ.  Utrecht,  1:267.1934) 


E.  phylicoides  Mart.  in  Flora  24:2.1841 

E.  diosmoides  Mart.  var.  sericeus  Choisy  DC.  Prodr.  9:  446.1845 
E.  maximiliani  auct.  non  Mart.,  Glaziou  in  Buli.  Soc.  Bot.  France 
LVIII  (1911)  Mem.  111:490 


Arbusto  de  folhas,  ovais,  oval-oblongas,  oblongas  ou  estreitamente  lanceo- 
ladas, curto-pecioladas,  sericeo-tomentosas  em  ambas  as  faces,  margens  revoluta. 


65 


SciELO/JBRJ 


Sépalas  ovais  ou  oval-oblongas.  Corola  alva.  O vário  bilocular.  Estiletes  2, 
cada  um  dos  quais  bifurcados.  Estigmas  filiformes.  Flores  1-3,  situadas  na 
áxila  das  folhas.  Pedúnculo  curto.  Fruto  cápsula.  Semente  glabra. 

Material  examinado:  — RB.  3.962,  Rio  de  Janeiro,  Restinga  de  Semambetiba, 
leg.  Markgraf,  3.790,  em  06.12.1938;  RB.  88.768,  Rio  de  Janeiro,  Re- 
creio dos  Bandeirantes,  leg.  A.  Duarte,  4.181,  em  1952;  RB.  109.120,  Rio 
de  Janeiro,  Restinga  de  Jacarepaguá,  leg.  Liene,  Dimitri,  E.  Pereira,  3.531, 
em  1958. 


Area  geográfica  no  Brasil:  — Rio  de  Janeiro,  Espírito  Santo. 


Evolvulus  pusilus  Choisy 
(DC.  Prodr.  9:447.1845) 


Meriana  procumbeus  Vell.  Fl.  Flum.  (1825)  128 

E.  alsinoides  auct.  non  L. ; Gardin  in  Hook.  Lond.  Journ.  Bot. 

1:535.1842 


Reptante.  Glabra.  Folhas  pequeníssimas,  oblongas,  quase  orbiculares,  curto- 
pecioladas,  pecíolo  de  0,5  — 1 mm  de  comprimento.  Pedúnculo  com  1 flor.  Sé- 
palas 5,  oval-lanceoladas.  Corola  alva.  Ovário  bilocular.  Dois  estiletes,  cada  um 
dos  quais  bifurcados;  estigmas  filiformes. 

Material  examinado:  — RB.  15.857,  Rio  Pereque,  Mun.  Paranaguá,  Paraná, 
leg.  Hatschbach,  15.203,  em  30.10.1966. 

Área  geográfica  no  Brasil:  — Paraná,  Santa  Catarina,  São  Paulo,  Rio  de 
Janeiro. 


Chave  para  Ipomoea  da  restinga 


A — Folha  orbicular,  emarginada,  corola  roxa  — Ip.  pes-ca- 
prae  (Foto  2) 

— Folha  orbicular;  ápice  levemente  emarginado;  corola  ró- 
sea — Ip.  asarifolia  (Foto  1) 

Folha  não  orbicular  — B 

B — Folhas  profundamente  cortadas,  corola  rósea  — Ip.  bata- 
toides 

— Folha  oval-oblonga;  corola  alva,  fundo  amarelado  — Ip. 
stolonifera  (Foto  3) 


Ipomoea  asarifolia  (Desr.)  Roem  et  Schultz 
(In  Roem  et  Schultz,  Syst.  Veg.  4:251.1819) 

Convolvulus  asarifolius  Desr.  in  Lam.  Encycl.  Méth.  3:562.1789. 


66 


SciELO/JBRJ 


cm 


Ipomoeu  urbica  (Salzm.  ex  Choisy)  Choisy  in  DC.  Prodr. 
9:349.1845. 


Ipomoea  nymphaefolia  Griseb.  Cat.  Pl.  Cub.  203.1866. 


Ipomoea  pes-caprae  (L.)  Svveet  var.  heterosepala  Chodat  et  Hass- 
ler,  Buli.  Herb.  Boiss.  Serie  5:692.1905. 


Rasteira,  completamente  glabra.  Caules  grossos  (4-6  m de  diâmetro),  lisos 
ou  muricados,  carnosos,  estriados,  angulosos.  Internódios  de  3-10  cm.  Pecíolos 
grossos,  de  1-9  cm  de  comprimento,  lisos  ou  finamente  muricados,  sulcados 
em  sua  parte  superior.  Folhas  orbiculares,  largamente  cordiformis,  sagitadas 
ou  hastadas  (2-12  cm  de  comprimento,  por  2-12  cm  de  largura),  base  cordada, 
ápice  arredondado,  com  aurículas  arredondadas  ou  agudas,  ápice  às  vezes 
levemente  emarginado.  Flores  solitárias  ou  cimeiras  com  2-10  flores.  Pedúnculos 
de  0,2-6  cm,  glabros  ou  com  alguns  pêlos  em  sua  base.Pedicelos  de  0,5-2, 5 cm. 
geralmente  muricados.  Brácteas  ovais  (3-3,5  mm  de  largura).  Bractéolas  tri- 
angulares ou  ovais  (1-2  de  comprimento),  mucronadas.  Sépalas  desiguais,  as 
exteriores  eliticas,  as  interiores  oblongas.  Corola  infundibuliforme,  de  5-8  cm 
de  comprimento,  de  coloração  rósea,  interiormente  mais  escura.  Estames  largos, 
de  mais  ou  menos  28-30  mm  de  comprimento,  os  mais  curtos  de  18-22  mm . 
Anteras  de  base  sagitada.  Ovário  cônico,  glabro;  estigmas  2,  globosos.  Fruto 
cápsula  globosa,  de  8-12  mm  de  diâmetro.Seraentes  quase  glabras  negras,  de 
6-Y  mm  de  comprimento,  com  alguns  pêlos  curtos. 


Material  examinado : — RB.  75.086,  Rio  de  Janeiro,  Praia  do  Leblon,  Ieg. 
C.  Machado,  em  15-04-1949;  RB.  19.650,  Bahia,  margem  do  S.  Francisco, 
leg.  C.  Porto,  2.365  s/d;  RB.  108.977,  Bahia,  Itapuã,  região  de  dunas. 
Ieg.  Paulo  Atayde,  em  03.1961;  RB.  125.203,  Pará,  Quatipuru,  lago,  leg. 
W.  Rodrigues,  5.074,  em  02.04.1963;  RB.  125.204,  Amazonas,  Cachoeira 
Alta  do  Tarumã,  leg.  W.  Rodrigues,  em  02-10-1964;  HB.  58.036,  Amazonas, 
Ponta  Negra,  margem  esquerda  do  rio  Negro,  leg.  Pabst,  9.432,  em 
14-03-1972. 


Area  geográfica  no  Brasil : — Amazonas,  Pará,  Rio  Grande  do  Norte,  Mara- 
nhão, Alagoas,  Ceará,  Pernambuco,  Bahia,  Rio  de  Janeiro. 

Ipomoea  batatoides  Choisy 
(DC.  Prodr.  9:376.1845) 

Convolvulus  triqueter,  Vell.  Fl.  Flum.  2.t.  53.1827 

Volúvel,  ramificada,  glabérrima.  Folhas  profundamente  cordadas,  inteiras, 
ou  com  as  margens  apenas  onduladas,  de  3-17  cm  de  comprimento  por  2-11  cm 
de  largura,  base  cordada  a subtruncada,  ápice  agudo.  Inflorescência  em  cimeira 
corimbiforme  com  2-5  flores,  de  coloração  rósea,  com  o tubo  interior  mais 
escuro.  Sépalas  coriáceas.  Ovário  glabro,  2-lócular.  Estigmas  2 globosos.  Pedi- 
celo  longo.  Fruto  cápsula.  Sementes  densamente  vilosas. 


Obs . : — Segundo  0’Donell  (especialista  argentino,  já  falecido)  em  Museu 
Paranaense  vol.  9:1952:215,  ocorre  nas  praias  da  Bahia. 

Area  geográfica  no  Brasil:  — Bahia. 


67 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


Ipomoea  pes-caprae  (L.)  Sweet  ssji.  brasiliensis  (L.)  V.  Ootstroom 

i Blumea  3:533.1940) 

Convolvulus  brasiliensis  L.  Sp.  Pl.  ed.  1:159.1753 

Ip.  pes-caprae  (L.)  Seet  var.  emarginata  Hallier,  Buli.  Soc.  Roy. 
Bot.  Belg.  38:98.1808 

ip.  brasiliensis  (L.)  G.  F.  W.  Mey.  Prim.  Fl.  Esseq.  1818. 


Caule  rastejante . Folha  orbicular,  cordada,  inteira  ou  emarginada,  ou 
ainda  reniforme  de  ápice  arredondado,  emarginado,  bilobado;  margem  sinuosa, 
membranácea,  com  as  nervuras  debilmente  salientes  em  ambas  as  páginas. 
Pecíolo  até  7 cms.  de  comprimento.  Pedúnculos  iguais,  cimosos,  com  uma  ou 
muitas  flores.  Sépalas  coriáceas.  Corola  roxa.  'Estigmas  2,  globosos.  Ovário 
supero,  glabro.  Fruto  cápsula. 

Material  examinado : — RB  76.078.  Rio  de  Janeiro,  Praia  do  Leblon,  leg.  O. 
Machado,  em  22-5-943;  RB.  93.700,  Pernambuco,  Praia  de  Boa  Viagem, 
leg.  V.  Sobrinho,  em  3-2-1937;  RB.  114.275,  Rio  de' Janeiro,  Restinga  de 
Jacarepaguá,  leg.  A.  Duarte,  5.251,  em  23-1-952;  RB.  12.411,  Sta.  Cata- 
rina, Praia  de  Camburici,  leg.  E.  Pereira,  8.791,  em  31-1-964;  RB.  146.313, 
Rio  de  Janeiro,  Cabo  Frio,  em  14-4-956;  RB.  158.847,  Paraná,  Balneário 
Sangri-lá,  leg.  Hatschbach,  29.667,  em  11-5-1972. 

Area  geográfica  no  Brasil : Todo  litoral  brasileiro. 


Ipomoea  stolonifera  (Cyrill.)  Gmelin 

(Gmelin,  Syst.  Veg.  1:345.1796) 

Convolvulus  littoralis  L.  Syst.  Nat.  ed.  10:924.1759 

Convolvulus  stoniferus  Cyrill.  P.  Rar.  Nearp.  14.1788 

Ipomoea  acetosaefolia  (Vahl)  Roem  et  Sch.  Syst.  4:246.1819. 

Batatas  littoralis  (L. ) Choisy,  Mem.  Soc.  Phys.  Hist.  Nat.  Génève 
8:46.1839. 

Batatas  acetosaefolia  (Vahl.)  Choisy  l.c.  47. 

Ipomoea  littoralis  (L.)  Bois.  Fl.  Orient.  4:112.1847. 


Rasteira.  Internódios  de  0,1-20  cms.  Peciolos  de  2-9  cms.,  glabros,  carnosos. 
Folhas  de  forma  muito  variável:  elíticas,  oval-oblongas,  lineares,  lanceoladas, 
inteiras  ou  com  as  margens  onduladas,  emarginadas  ou  bilobadas  no  ápice, 
base  obtusa,  truncada  a cordada  ou  hastada,  carnosas.  Pecíolo  delgado,  até 
6 cms.  de  comprimento.  Flores  solitárias  ou  cimeiras  com  2-3  flores.  Pedúnculos 
de  3-35  mm.,  glabros.  Sépalas  subcoriáceas.  Brácteas  oval-lanceoladas,  de  2-4 
mm.  Pedicelos  de'  0,5-9  cms.  Corola  infundibuliforme,  5-lobulada,  alva,  com  o 
tubo  interior  amarelo,  raramente  purpúreo.  Estames  largos,  de  18-20  mm.  An- 
teras de  4-4,5  mm.  Ovário  4-locular.  Estilete  de  19  mm.  Estigmas  2,  globosos. 
Fruto  cápsula  subglobosa  de  12  mm.  de  diâmetro.  Sementes  de  9 mm.  de  com- 
primento, tomentosas,  com  pêlos  mais  largos  nos  bordos. 

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SciELO/JBRJ 


Material  examinado:  — RB.  43.546,  Rio  de  Janeiro,  Praia  do  Leblon,  leg.  Bra- 
de, 16.142,  em  1939;  RB.  45.096,  Rio  de  Janeiro,  Praia  da  Barra  da  Tijuca, 
leg.  Brade,  15.484,  em  03-11-936;  RB.  62.095,  Pernambuco,  Praia  de 
Olinda,  leg.  Carlos  Leal,  em  23-03-1948;  RB.  109.123,  Rio  de  Janeiro,  Res- 
tinga de  jacarepaguá,  leg.  Liene,  Dimitri,  E.  Pereira,  3.513,  em  16-04-958; 
RB.  140.417,  Bahia,  Lagoa  Abaeté,  Restinga,  leg.  R.  P.  Belém,  em 
25-01-965;  RB.  151.494,  Minas  Gerais,  Lagoa  Dourada,  Leg.  A.  Castellanos, 
25.426,  em  17-03-1964. 


Área  geográfica  no  Brasil:  — Amazonas,  Pará,  Alagoas,  Bahia,  Pernambuco, 
Rio  de  Janeiro,  Minas  Gerais,  Paraná. 


Jacquemontia  holosericea  (Weinmann)  0'Donell  nov.  comb. 

( 0’Donell.  Lilloa  26:362.1953) 

Ipomoea  holosericea  Weinmann,  Syll.  Planct.  Nov.  2:17.1828. 

Jacquemontia  menispermoides  Choisy,  Conv.  Rar.  141 . 1838. 

Ipomoea  crotonifolia  Gardner,  Hooker’s  Lond.  Journ.  Bot. 
1:180.1842. 

Jacquemontia  menispermoides  Choisy  var.  canescens,  Meissn.,  in 
Mart.  Fl.  Bras.  vol.  7:295.1869. 


Volúvel,  ramificada.  Ramos  cilíndricos,  densamente  ferrugíneo-tomentosas. 
Rolhas  ovais,  eliticas,  raro  suborbiculares,  de  1-8  cms.  de  comprimento,  por 
1-6  cms.  de  largura;  bordos  inteiros  ou  levemente  sinuosos;  base  cordada  ou 
arredondada  a subtruncada;  ápice  agudo  a obtuso,  geralmente  ferrugineas.  Ci- 
meiras multifloras,  5-60  flores.  Pedúnculos  de  1-7  cms.,  densamente  tomentosos. 
Pedicelos  de  3-9  mm.,  tomentosos.  Sépalas  desiguais,  as  exteriores  menores, 
oblongas,  as  interiores  obovadas.  Corola  azul  ou  violácea,  pilosa  nas  extremi- 
dades das  áreas  epissepálicas.  Ovário  2-locular.  Estigmas  ovais-planos.  Cápsula 
sublgíobosa,  de  6-/  mm.  de  diâmetro,  glabras.  Sementes  de  3 mm  de  compri- 
mento, de  cor  ocre. 

Material  examinado:  — RB.  89.637,  Rio  de  Janeiro,  Recreio  dos  Bandeirantes, 
leg.  Pereira  e Egler  s/n,  em  15-05-955;  GUA  325,  Rio  de  Janeiro,  Praia 
de  Sernambetiba,  leg.  Chaves  4,  4 m 12-02-1960;  GUA  2.023,  Rio  de  Ja- 
neiro, Restinga  de  Itapeba,  leg.  Castellanos,  23.579,  em  13-12-1963;  GUA 
735,  Rio  de  Janeiro,  Restinga  de  Jaearepagua,  icg.  sUa.  g,  2^2,  U-» 
09-11-1960. 

Área  geográfica  no  Brasil:  — Rio  de  Janeiro,  São  Paulo. 


BIBLIOGRAFIA 

MEISSNER.  C.  F.  in  MARTIUS  — Convolvuláceas  in  Fiora  Bras.  vol.  7: 
1869:196-300,  tab.  52-128. 

0'DONELL,  C.  A.  — Convolv.  bras.  nuevas  — Dusenia  3:270..  1972. 
0'DONELL,  C.  A.  — Revista  de  Botânica,  tomo  28:354.1953. 


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cm  .. 


0”D0NELíL.,  C.  A.  — Revista  de  Botânica,  tomo  29:5-89.1959. 

OOTSTROOM,  S.  J.  — A monogr.  of  the  genus  Evolvulus.  Mededeelinger 
Bot.  Mus.  en  Her.  Uthrecht  14:1-267:1934. 

PIRES,  JOÃO  MURÇA  — Tipos  de  Vegetação  da  Amazônia,  Brasil  Florestal, 
vol.  17:48.1974. 


SUMMARY 


In  this  paper  the  author  presents  the  study  of  the  Convolvulaceous  plants 
vvhich  are  dispersed  throughout  the  restinga,  or  sandy  plains  near  the  sea 
covered  with  woody  vegetation.  Both  the  genera  and  the  species  were  distin- 
guished  by  means  of  keys.  All  species  were  described  and  photographed.  Their 
phytogeographical  distribution  in  the  Brazilian  territory  was  included  also. 


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jardim  botAnjco  do  rio  de  janeiro 


Ipomoea  Asarifolia 


Ipomoea  Pes-Capral 


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SciELO/JBRJ 


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cm  l 


ISciELO/ JBRJ 


Ipomoea  Stolonifera 


Jucqucmontia  Holoseritea 


1 

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LEVANTAMENTO  DOS  "TIPOS"  DAS  ESPÉCIES  DE  LOGANIACEAE 
DO  HERBÁRIO  DO  JARDIM  BOTÂNICO  DO  RIO  DE  JANEIRO  * 


MARIA  DA  CONCEIÇÃO  VALENTE  ** 


Nosso  trabalho  refere-se  apenas  ao  material  existente  no  Herbário 
do  Jardim  Botânco  do  Rio  de  Janeiro,  enquadrando  cada  typus  em  sua 
categoria,  conforme  as  normas  previstas  pelo  "International  Code  of 
Botanical  Nomenclature"  (1972),  confrontando-o  com  a obra,  onde  tenha 
sido  publicada  a espécie. 

Obedecemos  aos  seguintes  critérios: 


a)  Citação  da  espécie; 

b)  Citação  do  autor  e da  obra  original; 

c)  Transcrição  do  material  examinado  (typus),  tal  como  citado  na 
obra  original; 

d)  Citação  da  sigla  do  Herbário  do  Jardim  Botânico,  seguida  do 
número  de  registro; 

e)  Classificação  do  typus; 

f)  Transcrição  das  diversas  etiquetas  (schedulae)  encontradas  nas 
exsicatas; 

g)  Fotografia  dos  typus. 


* Este  trabalho  contou  com  auxílio  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 

**  Estagiária  da  Seção  de  Botânica  Sistemática. 


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1)  Buddleia  longiflora  Brade  (Foto  1) 


Arq.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro  15:11  .pl. 3. £.  1-6. 1957.  "Habitat: 
Brasil.  — Estado  de  Minas  Gerais:  Serra  do  Caparaó,  campo  em  2.400  m. 
s.  n.  do  mar.  Leg.  Newton  Santos  & lisa  Campos,  29  de  junho  de  1950". 
Typus  "Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  N.°  74.394". 


Exemplar  RB.  74.394  — HOLÓTIPO 
l.°  SCHED.: 


N.°  74.394 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Buddleia  longiflora  Brade  n.  sp. 

Proced.  — M.  G.,  Serra  do  Caparaó,  Zona  do  Campo,  2.400  m.  Ter- 
reirão  Grande 
Obs.  — 0,5  — 1 m alt. 

■Col.  — N.  Santos  e lisa  Campos  — data:  29-VI-1950 
Det.  — Brade  — VI1-1951 


2)  Strychnos  asperula  Sprague  et  Sandwith  (Foto  2) 


Kew  Buli.  1927:131.1927.  "Brasil.  Amazons  basin:  Rio  Acre;  Seringal 
San  Francisco,  fl.  Sept.  1911,  Ule  9.838  (Type  in  Herb.  Kew)". 


Exemplar  RB.  22.366  — ISÓTIPO 

1. °  SCHED.: 

E.  Ule.  Herbarium  Brasiliense  Amazonas  — Expedition 
N.°  9.838  — Strychnos 

Bl.  gelblichweiss,  Klettastr.  Seringal  S.  Francisco  — Rio  Acre.  Septem- 
ber  1911. 

2. °  SCHED.: 

N.°  22.366 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Strychnos  asperula  Sprague  ex  Sandw. 

Proced.  Seringal  S.  Francisco,  Rio  Acre  (Terr.  Acre) 

Col.  E.  Üle  9.838 

Det.  - B.  A.  Krukoff,  1967 


SciELO/ JBRJ 


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3)  Strychnos  barnhartiana  Krukoff  (Foto  3) 


Krukoíf,  Brittonia  4 (2):  268.1942.  "Type  locality:  Amazonas  (muni- 
cipality  São  Paulo  cie  Olivença),  Brazil.  Distribution:  Known  so  far  only 
íiom  the  basin  of  the  upper  Solimões  in  Brazil.  Doubtless  occurs  also  at 
least  in  adjacent  Colombia  and  Peru.  Brasil:  Amazonas:  basin  of  Rio 
Solimões,  Krukoff  8.927,  9.074,  9.084,  9.093,  9.103;  Ducke  570  (NY, 
TYPE)". 


Exemplar  RB.  51.030  — ISÕTIPO 

1. °  SCHED.: 

S.  Paulo  de  Olivença,  matta  da  t.  f.  — 27-5-1940  — A.  D. 
cipó  grande,  fl.  creme,  perfumada. 

= D.  570 

2. °  SCHED.: 

N.°  51.030 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Strychnos  barnhartiana  Kruk. 

Proced.  — S.  Paulo  de  Olivença,  matta  da  t.  f. 

Obs.:  — Cipó  grande,  fl.  creme,  perfumada. 

Col.  - A.  Ducke  570  - data  - 27-5-1940. 

Det.  - B.  A.  Krukoff,  1967. 

4)  Strychnos  blackii  Ducke  (Foto  4) 

Boi.  Técn.  Inst.  Agron.  do  Norte  19:22.1950.  "Habitat  ad  ostium 
Igarapé  Pixuna  canalis  Tajapuru  affluentis  prope  Antonio  Lemos  (in 
aestuarii  amazonici  insulis  Brevis,  civitate  Pará)  in  silva  riparia  quotidia- 
ne  inundata,  florebat  17-VII-1948,  leg.  G.  A.  Black  48-2.935,  typus  in 
Herbário  I.A.N.  Eodem  loco  cum  inílorescentiis  vetustioribus,  sine  co- 
rollis,  25-IX-1926  leg.  A.  Ducke  Herb.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro  22.364.  In 
honorem  amici  G.  A.  Black  denominata". 

Exemplar  RB.  22.364  - PARÁTIPO 

l.°  SCHED.: 

R.  Tajapurus  perto  de  Antonio  Lemos,  boca  do  Igarapé  Pixuna  — 
25-9-1926. 


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cm  .. 


A.  D.  — Arbusto  ascendente  de  grande  tamanho,  da  margem  inun- 
dada. 

2.°  SCHED.: 

N.°  22.364 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Strychnos  blackii  Ducke 

Proced.  — R.  Tajapurus  (Breves,  Pará) 

Col.  — A.  Ducke  — data  — 25-9-1926. 

Det.  - B.  A.  Krukoff  - 1947. 

5)  Strychnos  bovetiana  Pires  n.  sp.  (Foto  5) 

Boi.  Técn.  Inst.  Agron.  do  Norte  38:40.  pl.  24.1960.  "Brasil,  Pará, 
município  de  Ananindeua,  floresta  virgem  de  terra  firme.  Companhia 
Pirelli,  a 30  Km  de  Belém,  entre  a vila  de  Marituba  e o Rio  Guamá,  25. 
VII-1958,  J.  M.  Pires  6.987  (1AN  tipo;  RB.,  NY)". 

Exemplar  RB.  104.177  -ISÓTIPO 

1. °  SCHED.: 

Inst.  Agron.  do  Norte  — Plantas  do  Brasil  — Estado  do  Pará 
Strychnos  bovetiana  Pires  n.  sp. 

Mata  da  Cia.  Pirelli,  Faz.  Uriboca  — terra  firme  — cipó  grande 
J.  M.  Pires  6.987  - 25-7-1958. 

2. °  SCHED.: 

N.°  104.177 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Strychnos  bovetiana  Pires. 

Proced.  — Mata  da  Cia.  Pirelli,  Faz.  Uriboca,  terra  firme.  Inst, 
Agron.  do  Norte. 

Obs.  — Cipó  grande 

Col.  - J.  M.  Pires  6.987  - data  - 25-7-1958. 

Det.  — B.  A.  Krukoff,  1967. 

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collection.  Brazil:  Pará:  basin  of  Rio  Xingu,  Bach  s.  n.  (H.  A.  M.  P.  4159) 
(PG,  type)". 

Exemplar  RB  22359  - ISÓTIPO 

1. °  SCHED.: 

H.  A.  4159  — Xingú,  Providencia,  23-12-1903  — Cipó 

2. °  SCHED.: 


N.°  22359 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Strychnos  xinguensis  Kruk.  — cotipo 
Proced.  Providencia,  ilhas  do  baixo  Xingú,  Pará 
Col.  — Herb.  Amaz.  4159  — data  — 23-12-1903 


13)  Spigelia  amplexicaulis  Guimarães  et  Fontella 

Loefgrenia  30:  5.  pl.  2.  f..  k-1.1969.  "Brasil  — Estado  de  São  Paulo 
— Serra  da  Bocaina,  1500  msm,  19-IV-1951,  A.  C.  Brade  20627  (RB.  Holo- 
typus).  Typus:  A.  G.  Brade  20627". 


Exemplar  RB  74069  - HOLÓTIPO 
l.°  SCHED.: 

N.°  20627 

Fam.  — Loganiaceae 
Proced.  — Bocaina  subida 
Col.  - B - 19-IV-1951 


2.°  SCHED.: 

N.  74069 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Spigelia  amplexicaulis  Guim.  et  Font. 

Proced.  — Est.  de  S.  Paulo:  Serra  da  Bocaina  1500  m. 

Obs.  — barranco,  £1.  alvescentes 

Col.  - A.  C.  Brade  20627  - data  - 19-IV-1951 

Det.  Elsie  Guimarães  e J.  P.  Fontella  — data  — 15-XII-1968 


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cm  .. 


14)  Spigelia  araucariensis  Guimarães  et  Fontella 


Loefgrenia  30:  3.  pl.  2.  f.  H-J.  1969.  "Brasil  — Estado  do  Paraná: 
Araucaria,  22-XI-1963,  E.  Pereira  8095  et  G.  Hatschbach  10699  (RB  Ho- 
lotypus).  Typus:  E.  Pereira  8095  et  G.  Hatschbach  10699". 


Exemplar  RB  121582  - HOLÓTIPO 


l.°  SCHED.: 


Herbarium  Bradeanum 
N.°  30432 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Spigelia  araucariensis  Guimarães  et  Fontella 
Loc.  — Brasil,  Paraná,  Araucária 

obs.  — F.  alva,  com  a margem  das  pétalas  vinosas  e estrias 

Col.  — E.  Pereira  8095  e G.  Hatschbach  HH  10699  — data  — 22-11-63 

Det.  — Elsie  Guimarães  e J.  P.  Fontella  — data  — 26-12-1968 


15)  Spigelia  cascatensis  Guimarães  et  Fontella 

Loefgrenia  35:  8-9.  pl.  1.  f.  d-e.  1969.  "Brasil.  Estado  de  Minas  Gerais: 
Cascata  — Patos  de  Minas,  720  m,  em  solo  musgoso  na  rocha,  l-IX-1950. 
Leg.  A.  P.  Duarte  3065  (RB)". 

Exemplar  RB  73585  - HOLÓTIPO 


l.°  SCHED.: 

N.°  03065 

Proced.  — Cascata  em  solo  musgoso  na  rocha  720  m 
Col.  — A.  P.  Duarte  — 1-9-1950 


2.°  SCHED.: 


N.°  73585 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Spigelia  cascatensis  Guim.  et  Font. 
Proced.  — Cascata  — Patos  de  Minas,  720  m 


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cm 


Obs.  — Planta  de  formação  de  sphagnum  em  lagos  muito  sombrios, 
rupestre,  rocha  de  arenito  triássico,  com  conexões  calcáreas. 

Col.  — A.  P.  Duarte  3065  — data  — 1-9-1950 
Det.  — Elsie  Guimarães  e J.  P.  Fontella 


16)  Spigelia  retlexicalyx  Guimarães  et  Fontella 


Loefgrenia  30:  1.  pl.  1.  f.  a-d.  1969.  "Brasil  — Estado  do  Rio  de  Ja- 
neiro: Itatiaia,  Monte  Serrat,  lote  21,  900  msm.,  1-1938,  Burret  et  A.  C. 
Brade  16024  (RB  Holotypus).  Typus  — Burret  et  A.  C.  Brade  16024". 


Exemplar  RB  35214  - HOLÓTIPO 


l.°  SCHED.: 


N.°  35214 

Fam.  — Loganiaceae 

N.  cient.  — Spigelia  reflexicalyx  Guim.  et  Font. , 

Proced.  — Itatiaia  Monte  Serrat,  Lote  21  , 900  m 

Obs.  — semiarb.  fl.  alvescentes  — roxeadas 

Col.  — Prof.  Burret  8c  Brade  16024  — I.  1938 

Det.  — Elsie  Guimarães  e J.  P.  Fontella  — data  — 28-12-1968 


AGRADECIMENTOS 


Ao  Conselho  Nacional  de  Pesquisas  pela  bolsa  concedida  à autora; 
ao  Botânico  Jorge  Fontella  Pereira,  pela  valiosa  orientação  e ao  técnico 
de  laboratório  Walter  dos  Santos  Barbosa,  pela  reprodução  das  foto- 
grafias. 


BIBLIOGRAFIA  CONSULTADA 


BRADE,  A.  C.  1957  — Loganiaceae  in  Espécies  Novas  da  Flora  do  Brasil-II. 
Arq.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro  15:  11-12.  pl.  3.  f.  1-6. 

DUCKE,  A.  1932  — Espécies  Nouvelles  de  plantes  de  1’Amazonie  Brésilienne. 
Buli.  Mis..  Hist.  Nat.  Paris  2 (IV)  : 720-749. 

DUCKE,  A.  1947  — New  Forest  trees  and  climbers  of  the  Amazon.  Trop. 
Woods  90:  7-30. 

DUCKE,  A.  1950  — Plantas  novas  ou  pouco  conhecidas  da  Amazônia.  Boi. 
Técn.  Inst.  Agron.  do  Norte  19:  1-31,  pl.  VIII. 

85 


SciELO/JBRJ 


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GUIMARÃES,  E.  F.  et  J.  G.  PEREIRA.  1965  — Typus  do  Herbário  do  Jardim 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro-H.  Arq.  Jard.  Bot.  Rio  de  Janeiro  18:  261-267. 

GUIMARÃES,  E.  F.  1966  — Typus  do  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio 
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86 


SciELO/JBRJ 


Hiuldlcia  Longiflora  Hrade 


cm  i 


SciELO/JBRJ 


Strychnos  Asperula  Sprague  et  Sandwith 


cm  l 


.SciELO/ JBRJ 


cm  1 


.SciELO/ JBRJ 


Strychnos  Barnhartiana  Krukoll 


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Strychnos  Rlackii  Ducke 


93 


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SciELO/JBRJ 


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SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


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ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


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■Strvchnos  Diukei  Krukoll  ct  Mon;ic hino 


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cm  1 


JsciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


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Strythnos  Krukoffiana  Ducke 


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cm  1 


JsciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


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JsciELO/ JBRJ 


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JsciELO/ JBRJ 


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Strychnos  Trichostyla  Ducke 


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Strychnos  Xingucnsis  Krukofl 


cm  1 


JsciELO/ JBRJ 


Spigelía  Amplexicaulis  Guimarães  et  Fontella 


Spigelia  Aracuariensis  Guimarães  et  Fontclla 


115 


JSciELO/JBRJ 


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SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


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Spigeliu  Rcílcxicalyx  Cuimarâcs  ct  Fomella 


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cm  l 


ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


estudos  sobre  ocotea  aubl.,  phyllostemonodaphne 

KOSTERM.  E LI  CARIA  AUBL.  (LURACEAE) 


IDA  DE  VATTIMO 
Pesquisadora  do  Jardim  Botânico  do 
Rio  de  Janeiro 
Bolsista  do  CNPq. 


No  presente  trabalho  descrevemos  a flor  feminima  de  Ocotea  rusby- 
ana  Mez,  até  então  desconhecida  para  a ciência,  com  base  em  material 
botânico  coletado  por  B.  A.  Krukoff  na  Bolívia.  Esse  material  nos  foi  ce- 
dido para  estudo  pelo  Museu  Real  de  História  Natural  de  Estocolmo  (S). 
Estabelecemos  também  a nova  combinação  Licaria  parviflora  (Meissn.) 
Vattimo  n.  comb.,  desde  que  o epíteto  parviflora  não  se  acha  anteriormente 
ocupado,  como  julgamos  em  Rodriguésia  37:  101,  1960.  O basiônimo  de 
Licaria  parviflora  (Meissn.)  Vattimo  n.  comb.  é Mespilodaphne  parviflora 
Meissn.  Descrevemos  ainda  a nova  espécie  Licaria  fluminensis  Vattimo, 
cujo  material  estudado  foi  coletado  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  entre 
a Vista  Chinesa  e a Mesa  do  Imperador.  Esta  nova  espécie  difere  bastante 
de  outras  duas  que  ocorrem  na  mesma  região:  Licaria  reitzkleiniana  Vat- 
timo (da  qual  se  afasta  pela  forma  dos  estaminódios  das  duas  séries  ex- 
teriores do  androceu  e pelas  folhas  pilosas  e muito  menores)  e Licaria 
parviflora  (Meissn.)  Vattimo  n.  comb.  (da  qual  difere  pela  presença  de 
estaminódios  desenvolvidos  nas  duas  séries  exteriores  do  androceu  e pelas 
folhas  pilosas).  Quanto  a Phyllostemonodaphne  geminiflora  (Meissn.) 
Kosterm.,  atualizamos  sua  sinonímia  e diagnose. 

Agradecemos  ao  Conselho  Nacional  de  Pesquisas  a Bolsa  que  nos 
permitiu  a realização  deste  trabalho. 

OCOTEA  Aubl. 

Aubl.,  Hist.  Guyane  fr.  2:  780,  1775:  Ida  de  Vattimo,  in  Rodriguésia  30 
et  31:  272-275,  1956. 


121 


JSciELO/ JBRJ 


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Ocotea  rusbyana  Mez 


Mez,  in  Jahrb.  Kon.  Bot.  Gart.  Mus.  Berlin  V : 303,  1889. 

Holótipo:  Rusby  2674,  em  Guanai,  Bolívia  (NY);  parátipo:  Pearce  s.  n., 
próx.  a Sta.  Cruz,  Peru  (K). 

Floris  feminei  descriptio: 

Frutex  ramulis  brunneis  glabratis,  gemmis  flavido-tomentellis.  Folia  pe- 
tiolis  usque  ad  1,2  cm  longis,  sparsa,  chartacea,  adulta  supra  subglabra,  sub 
lente  in  areoiis  nigro-punctulata,  elliptica  vel  subovato-elliptica,  basi  acuta, 
ápice  acuminata,  circa  17  cm  longa,  7,5  cm  lata,  penninervia;  supra  subpro- 
minulo-costata,  areolata,  costis  subtus  prominulis  e nervo  medio  sub  angulo 
30-45°  prodeuntibus.  Inflorescentia  pauciflora  pyramidato-paniculata  glabra,  folia 
brevior.  Flores  androgyni  glabri  circa  3 mm  longi.  Perianthium  tubo  brevi, 
lobis  ovatis  sensim  ad  apicem  attenuatis  acutis.  Antherae  steriles  exteriores 
ovatae  apice  subtruncatae  vel  obtusae,  filamentis  brevibus  parce  pilosis,  se- 
riei III  subsagittatae  vel  subtriangulares  ad  apicem  valde  attenuatae,  locellis 
superis  constrictis,  basi  glandulis  binis  reniformibus.  Staminodia  nulla.  Gynae- 
ceum  (maturatione)  glaberrimum,  subglobosum,  stylo  breviore  et  stigmate  dis- 
coideo  parvc. 

Habitat:  Bolívia,  Departamento  de  La  Paz,  Provincia  de  Larecaja,  Tuiri, 
prope  Mapiri,  sinistra  margine  Mapiri  fluminis,  490-750  m altitudine,  Krukoff 
n.”  10968  leg.,  septembro  1939  (S). 


Phylostemonodaphne  Kosterm 


Kosterm.,  in  Med.  Bot.  Mus.  Gart.  Univ.  Utrecht  37 : 754,  1936  (Rec.  Trav. 
bot.  neerl.  33:  755,  1936);  id„  1.  c.  42:  605,  1937;  id.,  in  J.  scient.  res.  Indonésia 
1;-149,  1952;  id.,  in  Boi.  Tecn.  Inst.  Agron.  Norte  28:  73,  1953;  Ida  de  Vattimo, 
in  Rodriguésia  30  et  31:  46,  1956;  id.,  1.  c.  33  et  34:  161,  1959;  id.,  1.  c.  37: 
99,  1966. 


Phyllostemonodaphne  geminiflora  (Meissn.)  Kosterm. 


Kosterm.,  in  Med.  Bot.  Mus.  Gart.  Univ.  Utrecht  37 : 755,  1936 : id.,  1.  c. 

42:  605,  1937;  id.,  in  Boi.  Tecn.  Ist.  Agron.  Norte  28:  73,  1953;  Ida  de  Vattimo, 

in  Rodriguésia  30  et  31:  46,  1956;  id.,  1.  c.  33  et  34:  162,  1959;  id.,  1.  c.  37: 

99,  1966. 

Goeppertia  geminiflora  Meissn.,  in  DC.  Prod.  XV  (1):  175,  1864;  id.,  Mart. 
Fl.  Bras.  V (2):  286  p.p.  (quoad  cit.  spec.  Guillemin  n.  231),  1866. 

Mespüodaphne  indecora  Meissn.  var.  laxa  Meissn.,  in  DC.  1.  c.:  102,  1864;  id., 
in  Mart.  Fl.  Bras.  1.  c. : 196  p.p.,  1866;  Ida  de  Vattimo,  in  Rodriguésia  37: 
86,  1966  (sub  Ocotea  pretiosa  var.  pretiosa  Vatt.). 

Mespüodaphne  indecora  Meissn.  var.  canella  Maissn.,  in  DC.  Prod.  1.  c.:  103: 
id.,  Fl.  Bras.  1.  c.:  196;  Ida  de  Vattimo,  in  Rodriguésia  37:  86,  1966  (sub 
Ocotea  pretiosa  var.  longifolia  Meissn.). 


122 


SciELO/JBRJ 


cm 


Mespilodaphne  parviflora  Meissn.,  in  DC.  Prod.  1.  c. : 109,  1864  (quod  cit.  spec. 
Luschnath  s.  n.,  cet.  excl.). 

Acrodiclidium  geminiflorum  (Meissn.)  Mez,  in  Jahrb.  Kon.  bot.  Gart.  Mus. 
Berlin  V:  84,  t.  I,  fig.  8,  1889;  id.,  in  Arb.  Bot.  Gart.  Breslau  I:  110,  1892; 
Glaziou,  in  Buli.  Soc.  Bot.  France  59,  Mera.  3:  591,  1913. 

Acrodiclidium  parvijlorum  (Meissn.)  Mez,  in  Jahrb.  Kon-  bot.  Gart.  Mus.  Ber- 
lin V:  85,  1889  (quoad  cit,  spec.  Luschnath  s.  n.,  cet.  excl.). 

Ocotea  pretiosa  var.  pretiosa  Vatt.,  in  Rodriguesia  37 : 86,  1966  (quoad  Mespi- 
lodaphne  indecora  Meissn.  var.  laxa  Meissn.  cet.  excl.). 

Ocotea  pretiosa  var.  longifolia  Meissn.,  in  Vattimo,  Rodriguésia  37  : 86,  1966 
(quad  Mespilodaphne  indecora.  Meissn.  var.  canella  Meissn.,  cet.  excl.). 

Licaric  armeniaca  (Nees)  Mez,  in  Vattimo,  Arq.  Jard.  Bot.  V : 135,  1957 
(quoad  cit.  spec.  Luschnath  s.  n.  et  Araújo,  ex  Herb.  Schwacke  10341,  cet. 
excl.). 

Holótipo:  Guillemin  231,  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  Corcovado  (P). 

Arvor»  ou  arbusto  de  2-8  m de  altura,  râmulos  gráceis,  cinéreos,  glabros, 
no  ápice  com  pêlos  diminutos  esparsos,  os  adultos  cilindricos,  glabros;  gemas 
pouco  pilosas,  córtex  aromático.  Folhas  com  pecíolos  de  5-9  mm  de  comprimento, 
canaliculados,  alternas,  cartáceas,  glabras,  elíticas  a lanceoladas  ou  ovato- 
lanceoladas,  de  base  aguda,  ápice  acuminado  ou  caudado,  margem  subplana,  de 
6-12,5  cm  de  comprimento  e 2, 5-4, 5 cm  de  largura,  peninérveas,  na  face  ventral 
lisas  (obscuramente  promínulo-reticuladas),  glaucescentes,  na  face  dorsal  pro- 
mínulo-costadas  e densamente  promínulo-reticuladas,  de  costas  erecto-patentes, 
em  n."  de  5-7  por  lado,  saindo  da  nervura  mediana  num  ângulo  de  cerca  de 
40-60°,  conjuntas  a certa  distância  da  margem.  Inflorescências  axilares,  bas- 
tante paucifloras,  subracemosas,  na  maioria  trifloras,  até  cerca  de  5 cm  de 
comprimento,  mais  breves  que  as  folhas,  com  pedúnculos  gracílimos  de  cerca 
de  até  3 cm  de  comprimento.  Flores  cárneas  (segundo  Glaziou  esbranquiça- 
das), de  cerca  de  3-4  mm  de  comprimento  e 6-7  mm  de  diâmetro,  campanula- 
das,  com  pedicelos  gracílimos  de  até  1,5  cm  de  comprimento.  Tubo  do  perianto 
subnulo  na  flor  adulta,  com  lobos  iguais,  carnosos,  côncavos,  suborbicular- 
ovados.  Androceu  com  os  estaminódios  da  primeira  série  semelhantes  aos  lobos 
do  perianto,  muito  grandes  ( às  vezes  abortivos ) . Estames  da  segunda  série 
suborbicular-ovados,  de  ápice  arredondado,  glabros,  foliáceos,  carnosos,  com 
cerca  de  2 mm  de  comprimento,  com  duas  glândulas  diminutas  basais,  filetes 
não  distintos  das  anteras  e lóculos  diminutos  introrsos.  Estames  da  terceira 
série  glabros,  cilindrico-trígonos,  com  cerca  de  2 mm  de  comprimento,  com 
2 glândulas  grandes  extrorsas  na  base  e lóculos  lateral-introrsos.  Estaminódios 
da  quarta  série  nulos  ou  pequenos.  Gineceu  de  ovário  elipsóideo,  glabro,  com 
cerca  de  1,5  mm  de  comprimento,  aos  poucos  atenuado  em  estilete  cônico, 
pouco  mais  curto,  com  estigma  obtuso,  diminuto.  Fruto  bacáceo,  elipsóideo, 
liso,  com  cerca  de  1,  2-2,5  cm  de  comprimento  e 0,8-1, 5 cm  de  diâmetro,  assen- 
tado em  cúpula  quase  plana,  de  margem  dupla,  quase  todo  exserto. 

Espécie  de  hábito  semelhante  ao  da  Licaria  armeniaca  (Nees)  Kosterm. 
eLicaria  reitzkleiniana  Vattimo  (com  as  quais  se  confunde  facilmente  quando 
estéril),  das  quais  difere  pela  presença  de  duas  séries  de  estames  ferteis  (o 
gênero  Licaria  Aubl.  possui  apenas  uma  série  de  estames  férteis). 

Habitat:  Estado  do  Rio  de  Janeiro:  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  Corcovado. 
Glaziou  6016  leg.  em  outubro,  flores  esbranquiçadas  (C,  K,  BR,  P,  S);  Riedel 
481  leg.,  em  flor  em  dezembro  (G-B,  NY,  K,  W);  Riedel  s.  n.  leg.  (K.  G-B); 

123 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


Guillemin  231  leg.,  em  flor  em  dezembro,  tipo  (NY,  P,  G-DC)  e 837,  em  flor 
em  maio  (P,  G-DC) ; cidade  do  Rio  de  Janeiro,  Trapicheiro,  em  matas,  na 
cidade,  em  flor  em  novembro,  Kuhlmann  s.  n.  leg.  (U,  BR,  US,  S);  próximo 
à cidade  do  Rio  de  Janeiro,  Constantino  6.  n.  leg.,  em  flor  em  dezembro  (RB, 
BR,  U,  P,  US,  S);  próximo  ao  aqueduto,  meia  milha  distante  da  cidade  do 
Rio  de  Janeiro,  Bowie  e Cunnigham  s.  n.  leg.,  em  flor  em  fevereiro  (BM);  ci- 
dade do  Rio  de  Janeiro,  Morro  do  Pai  Ricardo,  árvore  de  flor  rósea,  Dionísio 
e Occhioni  s.  n.  leg.,  em  dezembro  (RB);  ibid.,  Obras  Públicas,  perto  do  Horto 
Florestal,  árvore  de  2-5  m,  flor  avermelhada,  na  mata,  col.  var.,  em  outubro 
(RB);  Serra  dos  Órgãos,  Luschnath  s.  n.  leg.,  flor  e fruto  em  junho  (KIEL, 
OXF);  "Parque  Nacional  do  Itatiaia,  lote  17,  cerca  de  800  m.s.m.,  W.  D.  de 
Barros  203  leg.,  fruto  em  fevereiro  (RB).  Minas  Gerais : Rio  Branco,  Retiro  de 
Antonio  Avelino,  Y.  Mexia  5455a  leg.,  flor  em  dezembro  (NY,  GH,  US);  Rio 
Novo, Araújo  leg.  ex  Herb.  Schwaek  6676  (BR)  e 8920  (BR);  Ribeirão,  pró- 
ximo a Rio  Novo,  em  mata  primário,  em  setembro,  Araújo  leg.  ex  Herb.  Schwa- 
cke  10915  (RB,  P).  Brasil,  loc.  ign.,  Schott  4347  leg.  (W,  NY),  tipo  de  Mes- 
pilodaphne  indecora  var.  canella  Meissn.;  Pohl  s.  n.  leg.  (W.  BR)  p.p. 


LICARIA  Aubl. 


Aubl.,  Guian.  I;  313,  1775;  id.,  1.  c.  III,  t.  121;  Kostermans,  in  Med.  Bot. 
Mus.  Herb.  Univ.  Utrecht  42:  575-576,  1937;  id.,  Boi.  Tecn.  Inst.  Agron.  Norte 
28:  65-66,  1953 


Licaria  parviflora  (Meissn.)  Vattimo  n.  comb. 


Mespilodaphne  parviflora  Meissn.,  in  DC.  Prod.  XV  (1):  109,  1864  (excl.  cit. 
spec.  Luschnath  s.  n.);  id.  in  Mart.  F.  Bras.  V (2):  202,  1866. 

Acrodiclidium  parviflorum  (Meissn.)  Mez  in  Jahrb.  Kon.  Bot.  Gart.  Mus.  Ber- 
lin  V:  85,  1889  (quoad  cit.  spec.  Riedel  478,  cet.  excl.). 

Acrodiclidium  armeniacum  (Meissn.)  Kosterm.,  in  Med.  Bot.  Mus.  Herb.  Univ. 
Utrecht  37:  733,  1936  (quoad  cit.  spec.  Riedel  478,  cet.  excl.). 

Licaria  armeniaca  (Nees)  Kosterm.,  in  Vattimo,  Arq.  Jard.  Bot.  XV:  135 
(quoad  cit.  spec.  Riedel  478,  cet.  excl.). 

Licaria  meissneriana  Vattimo,  in  Rodriguésia  37:  101,  1966  (quoad  cit.  spec. 
Riedel  478,  cet.  excl.). 

Holótipo:  Riedel  478,  Estado  do  Rio  de  Janeiro  (NY,  isótipos  em  K e G). 

Árvore  ou  arbusto  (Riedel),  râmulos  gráceis,  glabros,  cilíndricos,  cinéreos, 
laxamente  frondosos,  com  gemas  álbido-tomentelas  e córtex  bastante  aromá- 
tico. Folhas  com  pecíolos  de  até  8 mm  de  comprimento,  canaliculados,  alternas, 
de  cartáceas  a coriáceas,  glabérrimas,  lanceoladas  a estreitamente  ovado-lan- 
ceoladas,  de  base  aguda,  ápice  elegantemente  acuminado,  com  cerca  de  9 cm  de 
comprimehto  e 2,5  cm  de  largura,  peninérveas,  na  face  ventral  de  retículo 
imerso  ou  obsoleto,  na  face  dorsal  manifestamente  promínulo-reticulada,  com 
as  costas  cerca  de  4-7  de  cada  lado,  arcuadas,  na  face  ventral  imersas  ou 
obliteradas,  na  dorsal  promínulas,  sando  da  nervura  mediana  num  angulo  de 
cerca  de  40-50»,  de  margem  um  tanto  recurva,  às  vezes  ondulada.  Inflorescên- 
cia  axilar,  muito  pauciflora  e débil,  efusamente  paniculada,  brevíssima,  com 
pedúnculos  filiformes,  de  cerca  de  5-8  mm  de  comprimento,  com  2-3  fascículos 

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de  ramos  unifloros,  os  últimos  às  vezes  hifloros.  Flores  vermelho-escuras  ( (ex- 
Riedel),  glabras,  com  cerca  de  1 mm  de  comprimento.  Tubo  do  perianto 
cônico,  aos  poucos  atenuado  para  o pedicelo;  lobos  do  perianto  um  pouco  mais 
longos  que  o tubo  ou  quase  da  mesma  altura,  os  externos  mais  curtos  lata- 
mente ovados,  agudos,  fimbriados  na  margem.  Androceu  com  as  duas  séries 
externos  em  geral  abortivas  (uma  com  glândulas)  ou  com  um  ou  outro  ele- 
mento transformado  em  estaminódio  muito  pequeno.  Estames  férteis  da  ter- 
ceira série  cm  filetes  quase  igualando  as  anteras,  crassamente  dilatados,  gla- 
bros  no  ápice  um  tanto  constritos.  Anteras  compresso  sub-orbiculares,  no 
ápice  falvo-rimbriadas  com  os  locelos  orbiculares  extrorsos.  Estaminódios  nulos 
Gineceu  de  ovário  glaberrimo  imerso  no  tubo  do  perianto  longamente  flavo- 
piloso,  elipsóideo,  atenuado  em  estilete  um  tanto  mais  curto,  subcilindrico. 
estigma  minimo  obtuso.  Fruto  bacáceo,  elipsóideo,  liso,  com  cerca  de  2,5  cm 
de  comprimento  por  1,5  cm  de  diâmetro,  coberto  até  a quinta  parte  por  cúpula 
obscuramente  duplicimarginada,  subpateriforme.  Embrião  de  cotilédones  sub- 
iguais,  plúmula  muito  grande,  lanceolado-alongada,  quadrifila,  glabra;  radi- 
cula  longa  de  ápice  subagudo. 

Habitat:  Estado  do  Kio  de  Janeiro,  proximidades  da  cidade  do  Rio  de 
Janeiro,  em  lugares  sombrios  na  mata,  Riedel  n.  478,  tipo  de  Mespilodaphne 
pnrviflora  Meissn  (K,  NY,  G). 


Afim  de  Licaria  brasiliensis  (Nees)  Kosterm,  diferindo  pelas  flores 
obcônicas,  menores,  inflorescências  pauciíloras  e ápice  das  anteras  (em 
L.  brasiliensis  é truncado). 

Nota:  ME1SSNER  (l.c.,  1864)  coloca  os  exemplares  de  Riedel  n.° 
478  (do  Rio  de  Janeiro)  e Luschnath  s.  n.  (da  Serra  dos  Órgãos)  sob 
Mespilodaphne  parviflora  Meissner.  KOSTERMANS  (1937  e 1953)  con 
sidera  o material  de  Luschnath  como  Phyllostemonodaphne  geminiflora 
(Maissn.)  Kosterm.  Como  as  diagnoses  de  MEISSNER  (1864)  para  Mespi- 
lodaphne perviflora  Meissn.  e de  Mez  (1889)  para  a mesma  espécie  sob 
Acrcdiclidium  parviflorum  (Meissn).  MEZ  não  concordam  com  os  carac- 
teres de  Phyllostemonodaphne  Kosterm.,  pois  atribuem  a esta  espécie  ape 
nas  uma  série  fértil  de  estames,  mantemos  para  a mesma  a designação 
Licaria  parviflora  (Meissn.)  VATT1MO  n.  comb.,  desde  que  o gênero 
Acrodiclidium  Nees  caiu  na  sinonímia  de  Licaria  Aubl. 

A diagnose  de  MEZ  (1889)  é provavelmente  uma  mistura  de  carac- 
teres do  material  de  RIEDEL  478  e do  LUSCHNATH  s.  n.  (este  consi- 
derado por  Kostermans,  1953,  como  Phyllostemonodaphne).  Essa  diag- 
nose não  concorda  com  a original  de  MEISSNER  (1864)  que  dá  as  flores 
masculinas  como  desconhecidas,  atribuindo  à espécie,  que  descreve  como 
Mespilodaphne  parviflora  Meissn.  "nove  estames  estéreis,  os  três  iternos 
obsoietamente  biglandulares". 


Licaria  fluminensis  Vattimo  n.  sp. 

Licaria  meissneriana  Vattimo  [ non  L.  meissneri  (Mez)  Kosterm.  ], 
in  Rodriguésia  37:  101,  1966  (quoad  cit.  epec.  Paulino  et  Vitorio 
et  figs.  205-208,  cet.  excl.). 


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Arbor  5-7  m alta,  ramulis  teretibus  glabratis  cinereis  ad  apicem  ferru- 
giiieo  - veJ  albido  - tomeníéllis,  gemmls  lomentellis.  Tolia  petiolis  nsque 
ad  1,2  min  longis  canaliculatis,  chartacea,  lanceolata  vel  valde  auguste 
clliptica,  basi  attenuata  acuta,  apice  eleganter  acuminata,  circa  5, 5-8, 5 cm 
longa  et  1,7-2, 2 cm  lata,  pennivervia,  supra  glabra,  laete  viridia  obsolete 
jiroinimdo-reticulata,  areolata,  sparsc  adpresse  pilosa  praecipue  in  nervis, 
subtus  adpresse  ilavido-ochraceo  pilosa,  subprominulo-reticulata,  areolata, 
costis  utrinque  5-8  e nervo  medio  sub  angulo  40-45°  prodeuntibus,  ad 
margines  arcuato-conjunctis,  margine  crispula.  Inflorescentia  axillaris  per- 
pauciflora,  brevissima,  flavido-tomentella,  pedicellis  circa  4 mm  longis. 
Flores  ílavido-brunnei,  tomentelli,  circa  2 mm  longi,  perianthii  tubo 
subconico  vel  subrotundato  subabrupte  vel  sensim  in  pedicellum  circa 
1,2  mm  longum  attenuato;  perianthii  lobis  tubo  multo  brevioribus,  saepe 
crassis  subcucculatis.  Androceum  perianthio  brevior,  seriebus  duobus  ex- 
terioribus  staminodialibus  foliaceis,  saepe  crassis,  subtrapezoideis,  seriei 
III  iertilibus,  extrorsis  subcylindraceis  applanatis,  filamentis  pilosis  an- 
tlieris  longioribus;  staminodiis  IV  nullis.  Üvarium  ellipsoideum  vel  irre- 
gulariter  evolutum,  pilosum  in  stylum  subbreviorem  teretem  vel  conicum 
attenuatum,  stigmate  minimo.  Frucfus  ignotus. 

Species  L.  rcitzkleinianae  Vattimo  affinis  sed  differt  staminodiis  ex- 
terionbs  íoliisque  manifeste  brevioribus. 

Habitat:  Brasil,  Rio  de  Janeiro  civitate,  inter  Vista  Chinesa  et  Mesa 
do  Imperador,  arbor  5-7  m alta,  flores  brunneo-ílavidi,  Holotypus,  Pauli- 
no  R.  et  Vitorio  F.  s.  n.  leg.,  januario  1932  (RB). 

EXPLICAÇÃO  DA  ESTAMPA 

Licaria  fluminensis  Vattimo  n.  sp.:  1 — estame  da  série  III;  2 e 3 — 
estaminóidios  das  séries  I e II;  4 — ovário;  5 — folha  (tamanho  natural). 
Ocotea  rusbyana  Mez:  6 — flor;  7 — estame  estéril  das  series  I e II;  8 — 
estame  estéril  da  6érie  ni;  9 — ovário  no  início  da  frutificação. 


ABSTRACT 


The  Author  describes  the  feminine  flower  of  Ocotea  rusbyana  Mez,  till 
present  unknown  to  Science  (plant  material  collected  in  Bolivia  by  B.  A. 
Krukoff)  and  the  new  species  Licaria  fluminensis  Vattimo  n.  sp.  (plant  mate- 
rial collected  in  the  City  of  Rio  de  Janeiro).  Also  makes  the  new  combination 
Licaria  parviflora  (Meissn.)  Vattimo  n.  comb.  (basionym  Mespilodaphne  par- 
viflora  Meissn.)  and  the  revision  of  the  description  and  synonymy  of  Phyllos- 
temonodaphne  geminiflora  (Meissn.)  Kosterm. 

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HELICONIAE  NOVAE  AMERICAN  AE* 
(HELICONIACEAE) 


HUMBERTO  DE  SOUZA  BARREIROS  ** 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
( Com  6 figuras) 


Por  divergirem  estruturalmente  das  congêneres,  seis  espécies  de  Heliconia 
foram  por  mim  consideradas  novas  para  a ciência.  Ressalvou-se  nas  descrições 
certas  deficiências  comuns  em  material  herborizado  como  redução  (encurta- 
mento  ou  estreitamento),  achatamento  e perda  de  colorido,  além  de  etiquetas 
omissas.  Os  espécimens  se  encontram  nos  Herbários  do  Jardim  Botânico  do 
Rio  de  Janeiro  (RB),  Instituto  Botânico  da  Venezuela  (VEN),  Fundação  Esta- 
dual de  Engenharia  e Meio  Ambiente  (FEEMA)  e Smithsonian  Institution  (US). 

As  plantas  descritas  receberam  nomes  de  conhecidos  botânicos,  Heliconia 
'ipparicioi  e Heliconia  juliani,  nomes  topográficos,  Heliconia  goiasensis  c Heli- 
conia tarumaensis,  e nomes  que  aludem  às  características  florais,  Heliconia 
falcata  e Heliconia  tridentata.  Os  nomes  pessoais  são  de  Apparício  P.  Duarte 
e Julian.  A.  Steyermark,  pelas  valiosas  contribuições  aos  jardins  botânicos, 
e os  toponímicos,  do  Estado  de  Goiás  e Tarumã,  Bahia.  Vicansmo  ou  mesmo 
segregações  populacionais  intra-específicas  se  insinuam  nas  espécies  citadas, 
a ponto  de  induzir  a confusões  taxonômicas  em  suas  identificações. 


Heliconia  apparicioi  Barreiros  n.  sp. 

Herba  H.  hirsutam  simulans;  foliis  ellipticis,  abrupte  acuminatis,  subsessi- 
libus,  viridibus,  laminis  25  cm  longis  v.  ultra;  scapo  paulo  exserto;  cincinnis 
supracomosis,  erectis,  distichis,  glabris,  deltoides,  15  cm  longis,  rachi  sinuosa, 
internodiis  elongatis;  spathis  divaricatis  angustis  membranaceis,  sed  infera 
interdum  adscendente  lamina  parva  instructa;  bracteis  interioribus  chartaceis. 


* Entregue  para  publicação  em  22/3/76. 

“*  Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 

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lanceolatis,  abditis;  floribus  exsertis  tubulosis,  3 cm  longis,  stigmate  rotundato, 
staminodio  spathulato  tridentato;  schizocarpo  trigono;  Aug.-Sept.  floret. 

Species  H.  hirsutae  affinis,  differt  florum  characteribus. 

Habitat  — Floresta  pluvial. 

Holótipo  — RB.  117.217,  Brasil,  Amazonas,  Benjamim  Constant  — 
Alto  Solimões,  planta  de  mata  primária,  terra  firme,  A.  P.  Duarte  7.151, 
10-1X-62  (etiqueta  omissa  em  colorido,  porte,  etc.). 

Heliconia  juliani  Barreiros  n.  sp. 

Herba  gracilis;  folis  lanceolatis  acuminatis,  30  cm  longis  v.  ultra,  viridibus, 
basi  obliquis  v.  acutis,  subtus  pruinosis  longepetiolatis;  cincmnis  erectis  infra - 
comosis,  deitoideis,  distichis,  villosis,  rachi  recta,  prasina,  internodiis  elongatis; 
spathis  membranaceis,  divaricatis  v.  reflexis  rubris,  sed  superne  adscendentibus, 
angustis;  bracteis  interioribus  falcatis,  chartaceis,  occultis;  floribus  viridibus, 
exsertis  tubulosis,  3 cm  longis,  tepalo  trifido  glabro,  staminodio  reclinato  apice 
crasso  resupinato,  columbiam  simulante;  schizocarpo  trigono;  Mart.-Jul.  floret. 

Species  H.  dnayniithoe  affinis,  differt  plorum  structura. 


Habitat  — Floresta  pluvial 

Holótipo  — VEN  102.678,  Venezuela,  Território  Federal  Amazonas: 
San  Carlos  de  Rio  Negro,  savana  e selva,  perto  do  aeroporto;  alt.  125  m; 
J.  A.  Steyermark  e G.  Bunting  84.525,  17-1 8-IV-70. 

Parátipo  — US  146.647,  Peru,  Dept.  Junin:  Cahupanas  Rio  Pichis, 
540  m alt.,  floresta  densa;  espatas  vermelhas,  amarelas  por  dentro;  E.  P. 
Killips  e A.  C.  Smith  26.811,  20,  21-VI1-29. 


Heliconia  falcata  Barreiros  n.  sp. 

Herba  2,5  m alta;  follis  ovalibus  v.  lanceolatis,  basi  cordatis,  longepetiola- 
tis, viridibus;  cincinno  erecto  infracomoso,  disticho,  obdeltoideo  arcuato,  scapo 
exserto,  luteo,  rachi  recta  coccinea.  hirsuta;  spathis  coriaceis,  adscendentibus, 
falcatis,  coccineis,  circa  basin  hirsutis  versum  apicem  pubescentibus,  inferis 
27  cm  longis;  bracteis  interioribus  falcatis,  costa  crassis,  longis,  abditis;  flori- 
bus falcatis  3,5  cm  longis,  exsertis,  perigonio  viridi,  tepalis  exterioribus  hirsutis. 
tepalo  trifido  glabro;  stamina  prasina,  staminodio  magno  spathulato,  muero- 
nato;  schizocarpo  trigono  cyaneo;  Dec.-Jan.  floret. 


Species  H.  revolutae  affinis  differt  cincinnis  erectis.  etc. 


Habitat  — Floresta  tropical  chuvosa,  primária. 

Holótipo  — VEN  101.283,  Venezuela,  Tachira,  escarpa  margeando 
o rio  Quinimari  entre  La  Revancha  e La  Providencia;  alt.  1.60-1. 900 m; 
J.  A.  Steyermark  &:  G.  C.  K.  e E.  Dunsterville  86.226,  23-1-68. 

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SciELO/JBRJ 


Parátipo  — US  2.406.227,  Equador,  Santiago  — Zamora  Taisha,  ová- 
rio e pedúnculo  amarelos;  P.  Cazalet  & T.  Pennington. 

Heliconia  tridentata  Barreiros  n.  sp. 

Herba  2-3  m alta;  foliis  amplissimis  oblongis,  plerumque  laceratis,  perpuinosis 
(haud  lamina  observata),  longepetiolatis,  lamina  ad  1,60  m longa  v.  ultra,  basi 
cordata  inaequali,  acumine  introrso;  cincinno  pendulo  helicoidal,  30-40  cm  longo 
tel  ultra,  scapo  exserto  geniculato  villosulo,  rubroviridi;  rachi  intorta  villosula, 
rubra  v.  aurantiaca,  supra  lutea,  internodiis  3-2  cm  longis;  spathis  multifaris 
(rachis  torsione)  subfalcatis,  compressis,  rachide  haud  amplexantibus,  deflexis, 
membranaceis,  usque  ad  médium  coccineis  deinde  luteis,  apice  viridibus,  intus 
luteis,  prima  ad  28  cm  longa;  floribus  luteis,  arcuatis,  triangularibus,  semioccul- 
tis,  bracteis  adnatis  dgltoideis,  adpressis,  luteis;  tepalis  posteriortbus  parvis 
pubescentibus,  tepalo  semilibero  amplo,  curvato;  anttheriset  stigmate  perigonio 
superantibus;  pollinis  granula  alba,  obconica;  staminodio  (epitepalo)  spathulato 
tridentato;  ovário  e.t  pedicello  villosulo;  schizocarpo  exserto  cyaneo;  Dec.-Jun. 
floret. 

Species  H.  Platystochiyae  affinis  sed  differt  floralibus  characteribus,  etc. 

Habitat  — Matagal  ou  borque  fechado  ao  longo  dos  rios. 

Holotypus  — RB.  173.204  Colômbia,  col.  H.  Barreiros,  n.°  156, 
10-1-1972,  cultiv.  no  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro;  clones  cedidos 
pelo  industrial  Sr.  F.  Cardim,  Joá,  GB. 

Paratypus  — US  2.106.460  Colômbia,  Dep.  Santander,  ao  longo  do 
rio  Guayabita,  Cimitarra,  alt.  1.300  m,  fl.  1,50  m longa,  infl.  60  cm  lon- 
ga, espata  vermelha  e amarela,  leg.  N.  C.  Fasset,  25.378,  18-VI-1944;  US 
1-459.707  id.,  Dep.  Antioquia,  Carare,  leg.  Bro.  Daniel,  2.050,  VII-1939. 


Heliconia  goiasensis  Barreiros  n.  sp. 

Herba  glabra  ad  2 m alta;  foliis  ovalibus  v.  lanceolatis,  acuminatis,  basi 
cordiformibus  v.  rotundis,  curtopetiolatis,  lamina  38-45  cm  longa;  cincinno 
erecto  supracomoso,  obdeltoideo,  disticho,  rachi  sigmoidea,  internodiis  longis; 
spathis  membranaceis,  concavis,  lanceolatis,  adscendentibus,  paucis,  atrorubris, 
Prima  11-14  cm  longa;  floribus  exsertis  tubulosis,  arcuatis,  pedicellatis,  bracteis 
adnatis  parvis,  angustis,  occultis;  perigonio  4 cm  longo  aurantiaco,  tepalis 
exterioribus  superne  macula  atroviri  ornatis;  staminodio  oblongo  mucro- 
hato,  supra  resupinato;  ovário  viridi;  schizocarpo  cyaneo;  Nov.-Jan.  floret. 

Species  H.  hirsutae  affinis  sed  differt  notis  floralibus,  etc. 

Habitat  — Em  clareira  de  floresta  mosófita  situada  ao  longo  de 
rodovias,  ou  estendendo-se  dentro  da  floresta  virgem. 

Holotypus  — (US),  Brasil,  Goiás,  a poucos  km  ao  sul  da  cidade  de 
Miranorte  (ou  6,5  km  ao  norte  de  Vila  Norte),  nas  margens  da  rodovia 
Belém-Brasília,  9o  32’S,  48°  33'  W,  leg.  G.  Eiten  & L.  T.  Eiten,  1.016, 
30-XII-1969.  5 


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cm 


ISciELO/ JBRJ 


cm  .. 


Heliconia  tarumaensis  Barreiros  n.  sp. 

Herba  statura  media;  foliis  ellipticis  acuminatis,  curtopetiolatis  (petiolo 
5-6  cm  longo),  lamina  35-40  cm  longa,  12  cm  lata,  basi  acuta;  cincinno  deltoideo 
eupracomoso,  erecto,  disticho  videtur;  scapo  exserto  longo  superne  villosulo; 
rachi  sigmoidea  villosula,  internodiis  ad  2,5  cm  longis;  spathis  lanceolatis  fal- 
catis  v.  arcuatis,  concavis,  coriaceis,  adscendentibus,  luteis,  subtus  villosis; 
floribus  luteis  tubulosis,  pedicellatis,  tepalis  exterioribus  villosulis,  bracteis  ad- 
natis  occultis  v.  exsertis,  ligulatis,  4 cm  longis;  perigonio  4 cm  longo;  stamino- 
dio  subcordato,  apice  caudato;  ovário  et  pedicello  villosulis;  schizocarpo  cyaneo; 
Nov.-Jan.  floret. 

Species  H.  acuminatae  affinis  differt  notis  floralibus,  etc. 

Habitat  — Floresta  pluvial. 

Holotypus  — FEEME  2.094,  Brasil,  Amazonas,  Tarumã,  espatas  e 
flores  amarelas;  Lanna  393  e Castellanos  23.692,  26-1-1963. 

SUMMARY 

• * 

The  author  describes  6 new  species  of  Heliconia,  being  three  from  Brazil, 
and  others  occuring  in  Venezuela,  Colombia,  Peru  and  Ecuador.  Some  species 
have  the  habits  of  Canna  or  Zingiber  and  have  the  cincinnus  surpassing  the 
leaves,  and  others  are  musoidea  as  the  cincinnus  are  under  the  leaves.  Vicarism 
or  intraspecific  convergences  seem  to  occur  and  to  induce  taxonomic  confusions. 

CORRIGENDA 

k 

Em  Bradea,  X (46), 46),  1974,  sob  a diagnose  de  Heliconia  laneana  Barrei- 
ros, leia-se  Lectotypus  (e  não  Holotypus)  RB.  74.894.  Inclui-se  o seguinte 
detalhe  para  Heliconia  rauliniana  Barreiros,  in  Bradea,  I (45),  1974:  o cincino, 
embora  ereto,  tende  para  o plagiotropismo,  como  foi  observado  em  cultivo,  à 
semelhança  do  de  Heliconia  marginata  (G.)  Pitt. 


BIBLIOGRAFIA 


BAKER,  J.,  1893,  A synopsis  of  the  genera  and  species  of  Museae.  Ann.  Bot., 
7:  194. 

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N.  J.  USA. 

GRIGGS,  R F.,  1915,  Some  news  species  and  varieties  of  Bihai.,  Buli.  Torr.  Bot. 
Club.,  42  (6);  322. 

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KOCH,  C.  & BOUCHÊE,  1854,  tn  Ind.  Sem.  Hort.  Berol,  vb. 

PETERSEN,  O.  G.,  1890,  in  Mart.  Fl.  Brasil.,  3 (3)  t.  3. 

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STAlNDLiEY,  P.  C.,  1930,  in  Field.  Mus.  Nat.  Hist.  Chicago,  Bot.,  ser  8 (4). 

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cm 


Heliconia  apparicioi  — 1;  Heliconin  juliani  — 2;  Heliconia  falcata  — 3: 
cincino  — a,  flor  — b,  estaminodio  — d. 

Heliconia  tridentata  — 4;  Heliconia  goiasensis  — 5;  Heliconia  tarumnensis 
— 6;  cincino  — - a,  flor  — b,  bráctea  — c,  estaminodio  — d,  grão  de  polen  — f, 
espiral  do  cincino  — g;  desenhos  do  autor  (HSB). 

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CONTRIBUIÇÃO  AO  CONHECIMENTO  DAS  FLORAS 
NORDESTINAS 


CARLOS  TOLEDO  RIZZINI 
Jardim  Botânico 


O material  que  serve  de  base  a este  trabalho  foi,  em  parte,  coligido 
pelo  autor,  em  companhia  de  A.  DE  MATTOS  FILHO,  em  cerrados  e 
manchas  remanescentes  de  matas  no  Piauí  e Maranhão.  A época  dessa 
excursão,  abril,  com  abundantes  chuvas,  permitiu  o recolhimento  de  um 
número  relativamente  pequeno  de  espécimes  floríferos  e/ou  frutíferos, 
conquanto  alguns  notáveis,  como  Heisteria  brasiliensis,  pela  primeira  vez 
observada  em  savana  e antes  conhecida  do  leste.  Porém,  a maior  parte 
do  material  herborizado  proveio  da  Divisão  de  Botânica  Econômica  da 
Sudene  (Recife,  PE),  cujos  coletores  o obtiveram  em  várias  viagens  à 
Bahia  e ao  Piauí,  enviado  pelo  seu  Diretor,  Dr.  SÉRGIO  TAVARES.  Os 
mencionados  coletores  são  os  Srs.  F.  B.  RAMALHO,  D.  P.  LIMA  e M.  T. 
MONTEIRO;  este  último  operou  somente  nas  matas  austrobahianas.  Uma 
pequena  parte  foi  trazida  da  caatinga  bahiano-piauiense  por  A.  P.  DUAR- 
TE, também  em  abril. 

O relacionamento  de  quejando  conjunto  florístico  justifica-se  pela 
importância  taxionômica  e fitogeográfica  das  coleções  feitas  na  caatinga 
e no  cerrado,  que  trazem  apreciável  adição  à flora  nordestina,  não  só  no 
concernente  à flora  em  si,  mas  também  à distribuição  das  espécies.  Algu- 
mas conclusões  valiosas  emanarão  em  tais  setores  do  conhecimento  fito- 
lógico.  As  identificações  foram  realizadas  pelo  autor  e outros  membros 
do  corpo  técnico  do  Jardim  Botânico,  em  casos  específicos  indicada  a 
procedência  das  mesmas. 

É interessante  consignar  que  a região  de  vegetação  xerófila  limítrofe 
aos  Estados  da  Bahia'  e do  Piauí,  mediante  as  citadas  coleções,  forneceu 
relevante  cópia  de  espécies  novas  para  a Ciência  — e até  dois  gêneros 

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novos!  Além  disso,  Xerotecoma,  descrito  há  poucos  anos  em  Pernambuco 
por  J.  C.  Gomes  Jr.,  acaba  de  ser  redescoberto  na  área  em  tela.  Deve 
observar-se  que  a região  de  semelhantes  caatingas  foi  percorrida  por 
E.  ULE,  entre  novembro  de  1908  e fevereiro  de  1907,  e por  P.  LUETZEL- 
BURG  duas  vezes,  entre  janeiro  de  1911  e março  de  1912  e entre  maio 
de  1913  e março  de  1914.  Localidades  mencionadas  neste  artigo  como  Joa- 
zeiro.  Morro  do  Chapéu,  São  Raimundo  Nonato,  Floriano,  Remanso  e 
Simplício  Mendes,  v.  gr.,  foram  igualmente  visitadas  por  um  deles  ou 
por  ambos.  Suas  listas  têm,  portanto,  apreciável  relevância  para  a investi- 
gação florístico-fitogeográfica  das  áreas  secas  do  Nordeste.  Os  dois  botâ- 
nicos recolheram  ampla  quantidade  de  espécies  novas  e mesmo  gêneros. 
Ainda  assim,  não  poucas  escaparam  aos  argutos  coletores  e vão  a seguir 
descritas.  É especialmente  curioso  o caso  de  Apterokarpos  gardneri,  vali- 
dado alhures,  que,  tendo  passado  despercebido  deles,  se  verifica  hoje  ser 
extensamente  disperso  entre  Casa  Nova  e Remanso,  onde  têm-se  coletado 
várias  vezes  nos  últimos  anos. 


1.  ELORA  SILVESTRE 


Morro  do  Chapéu,  BA  (maio) 

Albertinia  brasiliensis  Spreng.  — Árb.  ca.  5 m,  capítulos  violáceo- 
pálidos  levemente  perfumados;  n.  v.  assa-peixe-preto. 

Allophyllus  edulis  (St.-Hil.)  Radlk.  — Árb.  ca.  5 m,  fl.  alvas  pequeni- 
nas e algo  perfumadas  (masc.);  n.  v.  leiteira. 

Anona  sp.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  verde-violáceas  odoríferas;  n.  v.  pau-de- 
colher. 

Baccharis  calvescens  DC.  — Árb.  ca.  4 m,  capítulos  alvos  pouco  oloro- 
sos; n.  v.  alecrim.  Ampla  dispersão. 

Belangera  tomentosa  Camb.  — Árv.  ca.  12m,  fl.  alvas  algo  perfumadas. 

Brosimum  gaudichaudii  Tréc.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  verdes  capituladas  e 
inodoras;  latescente;  n.  v.  cuiba.  Campestre. 

Byrsonima  bicorniculata  Juss.  — Árb.  ca.  3 m,  fl.  alvacentas  de  odor 
fraco;  n.  v.  murici. 

Chrysophyllmn  rufum  Mart.  — Árv.  ca.  10  m,  fl.  verdes  minutos  e 
com  cheiro  desagradável;  n.  v.  roca.  Folhas  inferiormente  ferrugíneas. 

Cupania  paniculata  Camb.  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  esverdeadas  inodoras; 
n.  v.  folha-larga.  Freqüente  no  cerrado  central. 

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Hortia  arbórea  Engl.  — Arb.  ca.  ü m,  botões  violáceos;  n.  v.  prá-tudo. 

Luehea  speciosa  YVilkl.  — Árv.ca.  8 m,  infl.  ruías,  fl.  alvas  algo  odo- 
ríferas; n.  v.  malva-branca.  Ampla  dispersão. 

Melanoxylon  braunia  Schott  — Árv.  ca.  8 m,  íl.  amarelas  perfumadas, 
vistosas;  infl.  rutas;  n.  v.  coração-de-negro.  Interessante! 

Ocotea  densiflora  (Meissn.)  Mez.  — Arv.  ca.  8 m,  botões  verdes;  n.  v. 
louro-cravo. 

Ocotea  glaucina  (Meissn.)  Mez.  — Arb.  ca.  G m,  fl.  amarelo-pardacen- 
tas e olorosas. 

Pilocarpus  longeracemosus  Mart.  var.  breviusculus  Rizz.  — Arb.  ca. 
5 m,  fl.  verdes  pouco  odoríferas;  n.  v.  jaborandi.  Interessante! 

Rapanea  ferrugínea  (R.  &:  P.)  Mez.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  verdes,  peque- 
ninas fasciculadas  e algo  olentes;  n.  v.  falha. 

Tibouchina  granulosa  (Desr.)  Cogn.  — Árv.  ca.  10  m,  11.  violáceas, 
vistosas  e odoríferas;  râmulos  quadrangulares  e alados;  n.  v.  quaresma. 
Interessantíssima! 

Tríchilia  ramalhoi  Rizz.  — Árv.  ca.  12  m,  fl.  esverdeadas  e odoríferas; 
n.  v.  caixão-preto.  Folíolos  rígidos. 

O chamado  Morro  do  Chapéu,  embora  situado  bem  no  interior  da 
Bahia,  contém  stands  de  mata  a par  da  formação  campestre.  Verifica-se, 
pela  relação  ílorística  acima  exarada,  que  aqueles  são  constituídos  basica- 
mente de  elementos  atlânticos.  Notáveis  nesta  categoria  são:  Balangera 
tomentosa,  Hortia  arbórea.  Melanoxylon  braunia,  Tibouchina  granulosa 
e Pilocarpus  longeracemosus,  e.  gratia.  Pode,  pois,  considerar-se  tal  loca- 
lidade como  mais  uma  serra  isolada  na  área  da  caatinga  com.  flora 
atlântica,  tal  as  que  existem  no  Ceará  e Pernambuco  (Ducke,  1959;  Riz- 
zini,  19G3). 

Ilhéus,  BA.  (set.-out.) 

Casearia  parvifolia  (L.)  Willd.  — Árv.  ca.  10  m,  fl.  esverdeadas  pouco 
olentes;  n.  v.  cocão-branco. 

Uex  uniflora  Rizz.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvacentas  e perfumadas;  n.  v. 

pau-falha. 

Mabea  piriri  Aubl.  var.  concolor  M.  Arg.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  masc.  em 
capítulos. 

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Miconia  sp.  — Arb.  ca.  (i  m,  II.  alvadias  de  odor  enjoativo;  n.  v. 
mundururu. 

Mouriri  chamissoniana  Cogn.  — Arb.  ca.  G m,  íl.  alvas  odoríferas; 
n.  v.  murta. 

Ocotea  prolifera  (Nees)  Mez.  — Árv.  ca.  9 m,  a ponta  dos  ramos 
cheias  de  cicatrizes,  íl.  amarelas  e olorosas;  n.  v.  louro-rosa. 

Ouratea  pycnostachys  (Mart.)  Engl.  — Árv.  ca.  9 m,  11.  amarelas  odorí- 
íeras;  n.  V.  rosa-branca. 

Parinari  subrotunda  Rizz.  — Árv.  ca.  10  m,  11.  lúteas  e.  perfumadas; 
n.  v.  oiti. 

Psychotria  sp.  — Árv.  ca.  8 m,  11.  alvacentas  odoríferas;  n.  v.  jenipapo- 
bravo. 

Rinorea  bahiensis  (Moric.)  O.  Kfze.  — Árv.  ca.  8 m,  11.  esverdeadas 
odoríferas;  n.  v.  cinzeiro. 

Tapirira  guianensis  Aubl.  — Árv.  ca.  7 m,  11.  esverdeadas  odoríferas; 
n.  v.  pau-pombo. 

Tetrastylidium  grandifolium  (Baill.)  Sleum.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  ama- 
relas pequeninas  e inodoras.  Também  na  restinga,  BA. 

Una,  BA 

Hydrogaster  trinerve  Kuhlm.  — Grande  árvore  com  reserva  de  água 
no  tronco;  fl.  lúteas  pequenas  inodoras  abril;  n.  v.  bomba-d'água. 

Macrolobium  latifolium  Vog.  — Árv.  12  m,  11.  alvas  odoríficas  (nov.); 
folhas  biíolioladas;  corola  unipétala;  n.  v.  óleo-cumumbá. 

Schoepfia  obliquifolia  Engl.  — Árv.  10  m,  íl.  esbranquiçadas  pouco 
perfumadas  (nov.);  folhas  crassas,  acuminadas. 

Vochysia  tucanorum  Mart.  — Árv.  ca.  15  m,  fl.  amarelas  odoríferas; 
n.  V.  louro-cajueiro. 


Belmonte,  BA.  (março-abril) 


Belangera  speciosa  Camb.  — Árv.  fl.  amarelas  olorosas;  folhas  digita- 
das 5 - folioladas,  serreadas;  sem  n.  v. 

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Rinorea  bahiensis  (Moric.)  O.  Ktze.  — Árv.  ca.  8 m,  H.  esverdeadas 
odorííiíeras;  com  frutos  novos;  n.  v.  cinzeiro. 

Stryphnodendron  pulcherrimum  (Willd.)  Hochr.  — Árv.  fl.  lúteas 
olentes;  folíolos  lineares  numerosos  e alternos;  n.  v.  angico. 

Styrax  glabratum  Spreng.  — Arvoreta  fl.  alvas  olorosas;  cálice  e coro- 
la densamente  argenteo-lepidotos  por  fora;  folhas  glabras;  sem  n.  v.  Difere 
do  tipo  descrito  na  Fl.  Brás.  somente  pelas  domácias  bursiformes,  que 
o texto  clássico  não  refere.  Espécie  rara. 

Vochysia  acuminata  Bong.  — Árv.  fl.  lúteas  quase  inodoras;  resina 
amarelada;  n.  v.  graveto. 

Itamaraju,  BA  (jul.-agos.) 

Alseis  floribunda  Schott  — Árv.  fl.  esverdeadas  odoríferas;  n.  v.  goia- 
beira-branca. 

Casearia  javitensis  H.  B.  K.  — Arvoreta  fl.  esverdeadas;  sem  n.  v.; 
madeira  avermelhada.  Det.  G.  M.  Barroso. 

Casearia  maximiliani  Eichl.  — Idem,  idem,  porém,  com  folhas  mais 
largas.  Det.  idem. 

Cordia  trichotoma  (Vell.)  Arrab.  — Árv.  fl.  marrons  inodoras,  cálice 
costulado;  pêlos  estrelados  na  página  inferior;  n.  v.  mutamba. 

Couratari  asterophora  Rizz.  — Árv.  fl.  róseo-luteólas  pouco  olentes; 
madeira  dura;  folhas  magnas,  obovadas,  com  pêlos  estrelados;  n.  v.  em- 
birema. 


Eriotheca  candolleana  (K.  Sch.)  Robyns  — Árv.  fl.  amarelas  perfu- 
madas, cálice  rufo  com  glândulas  negras  na  base;  n.  v.  embiruçu-branco. 

Ocotea  scrobiculifera  Vattimo  — Itamaraju;  Árv.  fl.  alvacentas  pouco 
perfumadas;  n.  v.  louro-cravo. 

Peschiera  sp.  — Árv.  leitosa  fl.  alvas  olorosas;  n.  v.  pau-de-colher. 

Polygala  pulcherrima  Kuhlm.  — Arvoreta  fl.  magnas,  azuis,  odorífe- 
ras, em  fascículos;  folhas  amplas;  alguns  espinhos;  madeira  dura;  sem 
n.  v.  Antes  conhecida  do  ES. 

Pouteria  coelomatica  Rizz.  — Árv.  lenho  mole  latescente,  fl.  esverdea- 
das; folhas  cuspidadas,  inferiormente  rufo-tomentosas;  n.  v.  bapeba-bran- 
ca.  Xotável  pelo  ovário  unilocular. 

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cm  .. 


Xiquc-Xique,  BA  (nov.) 

Goniorrhachis  marginata  Taub.  — Margem  do  rio  Verde;  Árv.  ca. 
12  m,  11.  alvas  perfumadas;  tolíolos  geminados;  eixo  da  iníl.  em  zig-zag; 
2 bractéolas  basais  abraçando  a base  do  cálice;  n.  v.  itapicuru.  Primeiro 
achado  fora  das  matas  orientais  dos  tabuleiros  terciários  (ES.  e BA.)  em 
plena  área  de  caatinga  (mata  ciliar). 

Com  exceção  das  poucas  matas  em  galeria  supra-referidas,  a flórula 
em  tela  pertence  ao  sul  da  Balira,  região  de  grande  florestas  pluviais. 
Nota-se,  desde  logo,  que  a flora,  diferentemente  da  flora  do  Morro  do 
Chapéu,  situado  no  centro  do  mesmo  Estado,  não  é atlântica  — embora 
contenha  elementos  desta  origem  e afinidade,  como  V.  tucanorum,  C.  tri- 
chotoma  e C.  brasilicnsis,  além  do  gênero  Tetrastylidiulm.  Ao  lado  de 
elementos  de  ampla  dispersão,  como  Tapirira  guianensis  e Casearia  par- 
vifolia,  possui  elementos  próprios  e amazônicos  (Lima,  1966;  Rizzini, 
1967),  servindo  de  exemplo  Polygala  pulcherrima,  S.  fasciata  e Hydro- 
gaster  trinerve,  entre  os  primeiros. 


PERNAMBUCO 


Acnistus  cauliflorus  Schott  — Maraial;  arvoreta  3 m,  íl.  alvas  fasci- 
culadas  (íev.);  n.  v.  salgueiro-branco. 

Banara  guianensis  Aubl.  — Ibidem;  arvoreta,  3 m,  fl.  lúteas  olentes 
(fev.);  folhas  serreadas;  n.  v.  pitingui. 

Brunfelsia  uniflora  (Pohl)  D.  Don  — Dois  Irmãos,  Recite;  Arb.  4 m, 
violáceo-pálidas  perfumadas  (jan.),  isoladas  em  râmulos  laterais;  n.  v. 
manacá.  Antes:  B.  hopeana  (Hook.)  Benth. 

Centropogon  cornutus  (L.)  Druce  — Ibidem;  erva  fl.  róseo-amareladas 
vistosas  (fev.),  latescente;  n.  v.  crista-de-galo. 

Cusparia  pentagyna  (St.-Hil.)  Engl.  — Pau  d'Alho;  arvoreta  fl.  alvas 
(out.);  folhas  simples  até  uns  80  cm;  n.  v.  lírio-do-mato. 

Helicteres  pentandra  L.  — Maraial;  Arb.  fl.  vinhosas  (jul.);  folhas 
cordiformes;  n.  v.  carrapicho. 

Hieronyma  oblonga  M.  Arg.  — Serinhaém;  Árv.  ca.  7 m,  fl.  lúteas 
odoríficas  (nov.);  folhas  esparsamente  lepidotas;  n.  v.  gerimum. 

Hippocratea  aspera  Lam.  — Vicência,  Córrego  do  Borrão;  liana  cáp- 
sulas tripartidas  planas  com  sementes  aladas  (março);  folhas  ásperas;  sem 
n.  v.  O nome  atual  seria  Prionostemma  aspera  (Lam.)  Miers. 

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SciELO/JBRJ 


cm 


Lacistema  recurvum  Sch.  — Maraial;  Arv.  íl.  mínimas  em  espiguilhas 
íasciculadas  (março);  n.  v.  cafezinho. 

Mimosa  rhodostachya  Benth.  — S.  José  do  Belmonte;  Arb.  1 m,  íl. 
rubras  odoríferas  (maio);  rica  em  pequenos  acúleos;  n.  v.  malícia.  Rara. 

Stryphnodendron  consimile  Martins  — Ibidem;  Arv.  ca.  10  m,  íl. 
atro-violáceas  pouco  olentes  (out.);  iolíolos  com  barba  unilateral  e basal 
deficiente  ou  escassa;  n.  v.  angico-d'água. 


K.IO  GRANDE  DO  NORTE 


Pouteria  lasiocarpa  (Mart.)  Radlk.  — Serra  do  Pindoba,  Canaã;  Arv. 
mediana  íl.  verdes  sem  cheiro  (set.),  ramitlora;  n.  v.  sabonete. 

Cordia  rufescens  DC.  — S.  José  de  Mipibu;  Arv.  íl.  alvas  inodoras 
(jan.);  ramos  rufo-tomentosos;  n.  v.  grão-de-galo. 


ALAGOAS  (set.-dez.) 

ÁmphiiTox  iongiíolia  (St.-Hil.)  Spreng.  — S.  Miguel  dos  Campos;  lo- 
lhas  e flores  lúteas,  aquelas  olorosas;  sem  n.  v. 

Casearia  arbórea  (Rich.)  RB.  — Ibidem;  Arv.  íl.  esverdeadas  em  •fas- 
cículos; sem  n.  v. 


Casearia  decandra  Jacq.  — Ibidem;  arvoreta  íl.  lutéolas  odoríferas, 
íasciculadas;  n.  v.  brogogó. 

Casearia  javitensis  H.  B.  K.  — Ibidem;  arvoreta  como  a anterior,  íl. 
alvacentas  perfumadas;  n.  v.  cafezinho. 

Cathedra  rubricaulis  Miers  — S.  Miguel  dos  Campos;  árv.  11.  ama- 
reladas odoríferas  (out.)  n.  v.  mucuru. 

Cordia  verbenacea  DC.  — Ibidem;  arb.  íl.  alvas  graveolentes;  folhas 
ásperas  serrulhadas;  n.  v.  piçarra. 

Inga  dysantha  Benth.  — Messias;  árv.  íl.  inteiramente  cobertas  de 
densa  lã  fulva;  ramos  e folhas  fulvo-hirsutos;  n.  v.  ingá-cabeludo.  Antes 
só  conhecida  da  Amazônia;  pouco  observada. 

Ocotea  opifera  Mart.  — Rio  Largo;  árv.  folhas  magnas  oblongo- 
acuminadas  e flores  amarelas  olorosas  (agosto);  n.  v.  louro. 

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ISciELO/ JBRJ 


Symplocos  nitens  (Pohl)  Benth.  var.  bahiensis  (DC.)  Brand.  — S.  Mi- 
guel dòs  Campos;  arvoreta  fl.  alvas  olorosas  em  curtíssimos  racêmulos  axi- 
lares; tolhas  uenticuladas;  sem  n.  v.  Det.  P.  Occhioni. 

Terminalia  obovata  (R.  &:  P.)  Poir.  — Ibidem;  árv.  il.  lúteas  perfu- 
madas; frutos  jovens  alados  ;n.  v.  miringuiba.  Det.  E.  Morais  & R.  Zander. 


CEARÁ  (ago-dez.) 

Colubrina  glandulosa  Perk.  var.  glandulosa  — Santana  do  Cariri,  Ara- 
ripe;  arb.  fl.  esverdeadas  sem  odor;  folhas  com  glândulas  marginais  na 
superfície  inferior;  n.  v.  jão-vermelho. 

Cordia  araripensis  Rizz.  — Crato;  árv.  fl.  alvas  odoríficas,  pequeninas 
glomeruladas;  n.  v.  gargaúba. 

Cybianthus  detergens  Mart.  — Barbalha,  Araripe;  arvoreta  fl.  ama- 
relas mal-cheirosas,  em  cachos;  n.  v.  café-brabo-preto. 

Cybistax  antisyphilitica  Mart/  — Ibidem;  arvoreta  fl.  lúteas  vistosas; 
folhas  digitadas;  n.  v.  sacapamba. 

Hirtella  glandulosa  Spreng.  — Ibidem;  arvoreta  3 m fl.  violáceas 
ino  doras;  brácteas  com  glândulas  estipitadas  nos  bordos;  n.  v.  balaio-de- 
velho.  Altamente  polimorfa. 

Pilocarpus  cearensis  Rizz.  — Serra  de  Ibiapaba;  arvoreta  fl.  minús- 
culas em  espigas  lineares  (nov.);  base  foliar  assimétrica. 

Pristimera  andina  Miers  — Crato,  Araripe;  liana  fl.  verde-amarela- 
dasinodoras;  ramos  verrucosos;  folhas  serreadas;  sem  n.  v.  Antes:  Hippo- 
catea  flaccida  Peyr.  Pouco  encontradiça. 


MARANHÃO  (março-abril) 

Amasonia  punicea  Vahl.  — Pequena  erva  comum  na  beira  das  matas 
e capoeiras;  intl.  vistosas  pelas  grandes  brácetas  sanguíneas.  Verbenácea 
que  parece  acantácea. 

Caesalpinia  bracteosa  Tul.  — Matões;  árv.  ca.  8 m,  fl.  amarelas  odo- 
ríferas; racemos  bracteados  na  ponta;  n.  v.  catinga-de-porco.  S.  João  dos 
Patos;  árv.  ca.  4 m,  fl.  lúteas  perfumadas;  n.  v.  catingueira  e pau-de-rato. 

Cassia  subpeltata  Rizz.  — S.  João  dos  Patos;  árv.  ca.  7 m,  fl.  ama- 
relas algo  graveolentes;  folíolos  castanhos  quase  sésseis,  subpeltados;  glân- 
dulas longamente  estipitadas;  n.  v.  candeia-preta. 

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SciELO/JBRJ 


cm 


Cenostigma  gardnerianum  Tul. — Comum;  árv.  semelhante  a C.  brac- 
teosa,  porém,  com  tronco  sulcado-perfurado  (Fig.  1)  e sem  brácteas;  n.  v. 
caneleiro.  Vulgas  nas  capoeiras  também. 

Chrysophyitum  arenarium  Fr.  Ali.  — S.  João  dos  Patos;  árv.  ca.  5 m, 
fl.  esverdeadas  com  perfume  enjoativo;  madeira  molle;  n.  v.  caretinha. 
Notável  redescoberta  de  uma  espécie  rara,  antes  conhecida  do  litoral 
cearense. 

Copaifera  martii  Hayne  — Passagem  Franca;  árv.  9 m,  fl.  alvacentas 
olorosas,  sem  pétalas;  n.  v.  pau-d’óleo. 

Coumarouna  lacunifera  Ducke  (Dipteryx)  — Matões;  árv.  ca.  8 m,  fru- 
tos ca.  3 cm  por  dentro  com  bolsas  de  resina;  n.  v.  castanha-de-burro. 

Dimorphandra  gardneriana  Tul.  — Buriti  Cortado;  cf.  cerrado;  árv. 
ca.  20  m,  n.  v.  fava-d'anta. 

raiimotum  nitens  (Benth.)  Miers  — Passagem  Franca;  árv.  ca.  6 m, 
fl.  alvacentas  algo  perfumadas;  folhas  inferiormente  fulvo-seríceas;  n.  v. 

folha-dura. 

Galipea  trifoliata  Aubl.  — Arb.  3 m fl.  branco-sujas  odoríferas;  n. 
v-  jaborandi. 

Helicteres  sp.  — Buriti  Cortado;  arb.  ca.  3 m,  fl.  vermelhas  e frutos 
helicoidais;  n.  v.  sacatrapo. 

Machaerium  acutifolium  Vog.  — Ibidem;  árv.  ca.  8 m,  frutos  alados; 
n-  v.  vioieta. 

Martiodendron  parvifolium  (Benth.)  Gleas.  — Comum  nas  capoei- 
ras; arb.  ca.  5 m até  arvoreta,  fl.  lúteas,  sépalas  rufas  longas;  n.  v. 
pau-de-de-arara  e quebra-machado. 

Feltogyne  confertiflora  (Hayne)  Benth.  — Buriti  Cortado;  árv.  ca. 
15  m,  madeira  roxa  após  exposição  à luz;  folíolos  geminados;  n.  v. 
pau-de-arara  e pau-roxo. 

Piper  abutilifolium  (Miq.)  A.  DC.  — Matões;  arb.  ca.  1-3  m herbáceo, 
fl.  em  espigas  finas,  folhas  cordiformes,  auriculadas,  acuminadas,  mem- 
hranáceas,  densamente  translúcido-pontuadas  e algo  aromáticas;  n.  v.  pi- 

menta-de-guariba. 

Pisonia  sp.  — Ibidem;  arvoreta  estéril;  n.  v.  pau-piranha. 

Pithecellobium  saman  (Jacç.)  Benth.  — Buriti  Cortado;  árv.  ca.  12  m, 
grossa,  folíolos  amplos  e inequiláteros;  n.  v.  bordão-de-velho. 

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Rauia  resinosa  Nees  &:  Mart.  — Árv.  fl.  alvas  pouco  pertumadas; 
corimbos  3-4-fidos;  n.  v.  sucanga-branca.  Pouco  freqüente. 

Stepháhopodium  branchetianum  Baill.  — Árv.  fl.  lúteas  odoríferas, 
presas  sobre  os  pecíolos  em  fascículos;  n.  v.  pau-pereira-branco.  Interes- 
sante. Det.  G.  M.  Barroso. 

Nov.  — Pisonia  sp.  — Árv.  fl.  verdes  perfumadas;  n.  v.  pau-sapo. 
Itamaraju,  BA  (set.-nov.) 

Carpotroche  brasiliensis  (Raddi)  Endl.  var.  bahiensis  Rizz.  — Árv.  fl. 
alvas  dentes  magnas;  folhas  castanhas  lúcidas;  n.  v.  fruta-de-paca. 

Cascaria  arbórea  (Rich.)  RB.  — Arvoreta  fl.  esverdeadas  odoríferas, 
fasciculadas;  n.  v.  catuá-girú. 

Cordia  trichotoma  (Vell.)  Arrab.  — Árv.  fl.  pardas  inodoras  corola 
marcescente;  n.  v.  mutamba.  Det.  E.  Morais. 

Macrolobium  latifolium  Vog.  — Árv.  fl.  róseas  algo  perfumadas;  n.  v. 
jatobá-mirim. 

Swartzia  elegans  Schott  — Árv.  fl.  lúteas  perfumadas;  n.  v.  alecrim- 
arruda.  Det.  E.  Morais  & J.  Almeida. 

Swartzia  fasciata  Rizz.  & Matt.  — Árv.  grande  fl.  esverdeadas  pouco 
odoríferas;  estames  brancos;  folhas  seríceas;  n.  v.  arruda.  Madeira  de  lei. 

Xylosma  prockia  (Turcz.)  — Arvoreta  fl.  verdes  sem  cheiro,  fascicula- 
das, com  espinhos  válidos.  Antes:  X.  salzmanni  (Cios.)  Eichl. 


Porto  Seguro,  BA  (nov.) 


Heisteria  laxiflora  Engl.  — Árv.  10  m,  cálice  acrescente,  início  da 
frutificação.  Det.  E.  Morais. 


Prado,  BA  (maio) 

* 

Qualea  multiflora  Mart.  ssp.  pubescens  (Mart.)  Stafl.  — Árv.  fl.  róseo- 
claras  olentes;  n.  v.  muçambê-branco  e piúna-branca.  Trata-se  realraentc 
de  Q.  jundiahy  Warm.,  que  Stafleu  (1953)  dá  como  sinônimo  daquela 
variedade,  a qual  devia  permanecer  como  espécie  válida,  a meu  ver. 

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Swartzia  ílaemingii  Raddi  var.  psilonema  (Harms)  Cowan  — Ibidem; 
cf.  cerrado;  n.  v.  jacarandá. 

Tabebuia  impetiginosa  (Mart.)  Standl.  — Ibidem;  árv.  ca.  20  m.  11. 
violáceas  amplas;  n.  v.  pau-d'arco  (roxo). 

Tabebuia  serratifolia  (Vahl)  Nichols.  — Ibidem;  árv.  ca.  18  m.  fl. 
lúteas  magnas;  n.  v.  pau-d’arco  (amarelo). 

Vitex  capitata  Vahl  — S.  João  dos  Patos;  arvoreta  4 m £1.  violáceas 
quase  inodoras,  em  densas  iníl.  globosas  no  ápice  de  longos  pedúnculos; 
tolhas  digitadas  com  algumas  domácias  barbadas;  n.  v.  guabiraba-preta. 


II.  FLORA  CAMPESTRE 
PIAUÍ  e MARANHÃO 

Acosmium  dasycarpum  (Vog.)  Yakov.  (Sweetia)  — Jerumenha,  PI;  árv. 
ca.  8 m,  fl.  alvas  odoríferas  (out.);  n.  v.  pau-cauá  (-). 

Agonandra  brasiliensis  Miers  — Buriti  Çortado,  MA;  árv.  ca.  8 m;  n. 
v.  manim.  Casca  grossa,  suberosa,  macia  e amarelada.  Ainda:  mata  e 
caat. 

Anacardium  occidentale  L.  — Vulgar  no  cerrado;  árv.  ca.  10  m;  n.  v, 
cajueiro.  Pseudofruto  minuto.  Flores  e frutos  em  outubro. 

Andira  sp.  — Floriano,  PI;  árv.  ca.  7 m,  folíolos  amplos. 

Aristida  longifolia  Trin.  — Por  todo  o cerrado;  iníl.  muito  laxas. 

Aspidosperma  cuspa  (HBK)  Blak  — Nazaré,  PI;  arb.  ca.  6 m,  fl. 
amarelas  minutas;  n.  v.  pereiro-branco. 

Aspidosperma  tomentosum  Mart.  — Jerumenha,  PI;  árv.  ca.  10  m, 
sem  súber,  fl.  esverdeadas  inodoras  (out.);  n.  v.  canudeiro. 

Astronuim  urundeuva  (Fr.  All.)  Engl.  — Floriano,  PI;  árv.  ca.  6-8  m, 
folíolos  aromáticos,  frutos  alados  (cálice  ampliado);  n.  v.  aroeira-do-sertão. 

Bowdichia  virgilioides  H.  B.  K.  — Buriti  Cortado,  MA;  árvore  fl. 
violáceas;  n.  v.  sucupira  e sucupira-preta.  Também  na  mata. 

Bredemeyera  floribunda  Willd.  — Uruçuí,  PI;  arb.  4 m fl.  esverdea- 
das inodoras,  paniculadas  (fev.);  folhas  nítidas;  n.  v.  canudo.  Pode  ser 
liana. 

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Caryocar  cuneatum  Wittm.  — Guadalupe,  PI;  árv.  ca.  8 m,  muito 
grossa,  h.  alvas  pouco  perfumadas,  magnas;  n.  v.  pequi.  Também  BA  e 
GO,  porem,  só  é comum  no  PI. 

Cassia  excelsa  Schrad.  — Floriano,  PI;  arb.  fl.  amarelas;  n.  v.  cana- 
fístula.  Ocasional. 

Crecropia  sp.  — Ibidem;  árv.  ca.  12  m,  fl  masc.  esverdeadas,  folhas 
alvacentas  em  baixo;  n.  v.  pau-de-formiga. 

Combretum  leprosum  Mart.  — Ibidem;  arb.  frutos  imaturos  (abril); 
n.  v.  mofumbo.  Ocasional.  Nazaré,  PI;  arb.  escandente,  fl.  alvas  odorífe- 
ras (nov.);  n.  v.  mofumbo. 

Combretum  mellifluum  Eichl.  — Uruçuí,  Pl;  arb.  3 .m  fl.  douradas 
perfumadas  (fev.);  folhas  escamígeras  como  o anterior;  n.  v.  mofunbo. 

Copaifera  martii  Hayne  var.  rigida  (Benth.)  Ducke  — Buriti  Cortado, 
MA;  árv.  ca.  8 m fl.  amarelas  (abril);  n.  v.  pau-d'óleo.  São  Francisco,  PI; 
árv.  ca.  8 m,  só  botões  (dez.);  n.  v.  ídem. 

Coumarouna  lacunifera  Ducke  — Uruçuí,  PI;  árv.  7 m fl.  alvas  oloro- 
sas (jan.);  lenho  duro  resinoso;  folíolos  translúcido-pontuados;  n.  v.  cas- 
tanheira.  Cf.  mata  (MA). 

Curatella  americana  L.  — Jerumenha,  PI;  arb.  ca.  6 m ou  arvoreta, 
frutos  novos  (out.);  n.  v.  sambaíba.  Também  na  mata  (pau-marfim). 

Dalbergia  violacea  (Vog.)  Malme  — Floriano,  PI;  arb.  ca.  6 m ou 
arvoreta;  n.  v.,cabiúna. 

Didymopanax  piauhyense  Rizz.  — Jerumenha,  PI;  árv.  ca.  8 m fl. 
esverdeadas  odoríferas  (out.);  folhas  ternadas:  n.  v.  louro. 

Didymopanax  sp.  Uruçuí,  PI;  árv.  ca.  7 m,  só  botões  verdes  (fev.); 
folíolos  fulvo-seríceas  em  baixo;  n.  v.  cascudo. 

Dimorphandra  gardneriana  Tul.  — Guadalupe,  Pl;  árv.  ca.  10  m fl. 
amarelas  fétidas  (out.);  infl.  compactas;  n.  v.  fava-d’anta.  Também  na 
mata. 

Dipteryx  alata  Vog.  (Coumarouna)  — São  Francisco,  PI;  árv.  ca.  15  m 
fl.  alvas  olorosas  (nov.);  n.  v.  sucupira-branca. 

Engenia  dysenterica  DC.  — Jerumenha,  PI;  árv.  ca.  7 m fl.  alvas 
perfumadas  (out.);  n.  v.  cagaita.  No  Brasil  central:  frutos  em  out. 

Exellodendron  cordatum  (Hook.)  Prance  — Guadalupe,  PI;  árv.  ca. 
8 m fl.  esbranquiçado-acinzentadas  pouco  odoríferas  (março);  n.  v.  pau- 
pombo.  Antes;  Parinari  cordata  Hook. 

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Guatteria  sp.  — Ibidem;  árv.  ca.  7 m;  fl.  amarelas  inodoras  (out.); 
n.  v.  conduru.  Uruçuí,  PI;  árv.  ca.  12  m fl.  alvacentas  odoríferas  (jan.); 
resina  sanguínea;  n.  v.  conduru-branco. 

Harpalyce  brasiliana  Benth.  — Uruçuí,  PI;  arb.  2,5  m fl.  amarelo- 
rosadas  (vermelhas)  olentes,  magnas  (fev.);  sem  n.  v. 

Heisteria  brasiliensis  Engl.  — Água  Branca,  PI;  arb,  ca.  6 m fl.  mí- 
nimas fasciculadas;  10  estames  de  2 tamanhos  (abril);  sem  p.  v. 

Himatanthus  attenuata  (Benth.)  Woods.  — Uruçuí,  PI;  árv.  ca.  8 m 
laticífera  fl.  alvas  perfumadas  (fev.);  n.  v.  pau-de-leite.  Corresponde  me- 
lhor a Plumeria  fallax  M.  Arg.,  dada  como  sinônimo. 

Himatanthus  drastica  (Mart.)  Woods.  — Timon,  MA;  arvoreta  ca. 
5 m com  súber  espesso,  folhas  magnas,  frutos  velhos  amplos  (abril). 

Hymenaea  stigonocarpa  Mart..var.  pubescens  Benth.  — Nazaré,  PI; 
árv.  ca.  8 m,  só  botões  (dez.);  indumento  cinéreo;  n.  v.  Jatobá-de- vaqueiro. 

Jacaranda  gomesiana  Rizz.  - Picos,  PI;  arb.  ca.  4 m fl.  violáceas 
odoríferas,  ílorítero  e frutífero  (set.);  n.  v.  carobinha. 

Krameria  tomentosa  St.-Hil.  — Floriano;  subarb.  frutos  com  cerdas 
pungentes  rubras  (abril). 

Lonchocarpus  sericeus  (Poir.)  H.  B.  K.  — Nazaré,  PI;  árv.  ca.  15  m 
fl.  violáceas  inodoras,  pétalas  sericea-vilosas  (dez.);  n.  v.  ingarana.  Margem 
de  rio.  Atrica  e America  tropicais. 

Luehea  paniculata  Mart.  — Floriano,  PI;  árv.  ca.  8 m;  n.  v.  açoita- 
cavalo. 

Mabea  pohliana  (Benth.)  M.  Arg.  — Uruçuí,  PI;  árv.  ca.  8 m fl.  ver- 
des mal-cleirosas,  em  racemos  masc.  com  1 flor  fem.  na  base  (jan.);  n.  v. 
cascudinho. 

Machaerium  acutifolium  Vog.  — Jerumenha,  PI;  árv.  ca.  7 m,  só  bo- 
tões (out.);  n.  v.  coração-de-negro.  Cf.  mata  (MA). 

Magonia  pubescens  St.-Hil.  — Buriti  Cortado,  MA;  árvr.  6-10  m fru- 
tos magnos,  imaturos  (abril);  n.  v.  tingui.  Uruçuí,  PI;  árv.  ca.  8 m fl.  es- 
verdeauas  por  tora  e vioiáceas  por  dentro,  quase  indorodas  (março);  n. 
v.  ídem. 

Mimosa  caesalpiniaefolia  Benth.  — Ibidem;  árv.  ca.  8 m,  fl.  alvas 
perfumadas;  látex;  n.  v.  sabiá.  Vulgar  nas  capoeiras;  ocasional. 

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Martiodendron  parvifolium  (Benth).  Gleason  (Martiusia,  Martia)  — 
Nazaré,  PI;  árv.  ca.  12  m,  £1.  amarelas  inodoras;  botões  oval-alongados 
(dez.);  n.  v.  quebra-machado.  Uruçuí,  PI;  ídem;  n.  v.  pau-de-arara. 

Mimosa  lepidophora  Rizz.  — Itaveira,  PI;  arb.  ca.  5 m,  11.  esverdea- 
das odoríferas  e minutas  (dez.);  estames  amarelos;  n.  v.  angelim.  Também 
na  caatinga  (cf.) . 

Mouriri  elliptica  Mart.  — Jerumenha,  PI;  arb.  ca.  6 m,  £1.  alvas  ino- 
doras (out.);  folhas  peninérveas;  n.  v.  puçá-frade. 

Ouratea  crassifolia  (Pohl)  Engl.  — Ibidem;  árv.  ca.  8 m,  £1.  amarelas 
olorosas,  tirsóideas  (out.);  n.  v.  serrote. 

Parkia  platycephala  Benth.  — Freqüente;  árvore  grande  e grossa,  es- 
téril (abril);  n.  v.  faveira.  Também  mata  e capoeira. 

Piptadenia  moniliformis  Benth.  — Nazaré,  PI;  árv.  ca.  8 m,  £1.  ver- 
des odoríferas  (nov.);  madeira  dura;  n.  v.  angico-de-bezerro.  Antes  da  ca- 
atinga. 

Plathymenia  reticulata  Benth.  — Picos,  PI;  árv.  ca.  8 m,  £1.  esverdea- 
das perfumadas  (set.);  n.  v.  candeia.  Freqüente. 

Platypodium  elegans  Vog.  — Conceição  do  Canindé,  Pl;  Arb.  ca. 
5 m,  arvoreta,  fl.  amarelas  pouco  olentes,  vistosas  (out.). 

Pouteria  chrysophylloides  (Mart.)  Radlk.  — Picos,  PI;  Arb.  ca.  6 m, 
fl.  esverdeadas  odoríferas  e fasciculadas  (set.);  n.  v.  maçaranduba.  Antes 
conhecida  de  campo,  BA. 

Pouteria  ramiflora  (Mart.)  Radlk.  — Guadalupe,  PI;  Ârv.  ca.  8 m,  fl. 
esverdeadas  pouco  cheirosas,  em  racêmulos  curtos  (março);  n.  v.  maça- 
randuba. 

Psittacanthus  piauhyensis  Rizz.  — Sete  Cidades,  Piracuruca,  PI;  Arb. 
parasítico  fl.  rubras  inodoras  (abril);  antes  identificado  como  P.  plagio- 
phyllus  Eicnl.,  que  é hileiano  e silvestre;  n.  v.  erva-de-passarinho. 

Pterodon  polygalaeflorus  Benth.  — Buriti  Cortado,  MA;  Árv.  ca. 
12  m,  com  frutos  velhos  (abril);  n.  v.  sucupira-branca. 

jQualea  grandiflora  Mart.  — Jerumenha,  PI;  Arb.  ca.  6 m,  fl.  amare- 
las inodoras  amplas  (out.);  n.  v.  pau-terra-de-folha-larga. 

Qualea  parviflora  Mart.  — Ibidem;  Arb.  ca.  6 m,  fl.  violáceas  bem 
menores  (dez.);  n.  v.  pau-terra-de-folha-miúda.  Folhas  secas  amareladas. 
São  Francisco,  PI;  Árv.  ca.  8 m,  como  acima  (out.),  inclusive  n.  v. 

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Rheedia  macrophylla  (Mart.)  PI.  & Tr.  — Buriti  Cortado,  MA;  Ârv. 
8 m,  frutos  magnos,  estéril  (abril);  n.  v.  bacopari. 

Rollinia  sp.  — São  Francisco,  PI;  Arb.  ca.  5 m,  fl.  pardas  pouco 
perfumadas  (nov.);  n.  v.  bananinha. 

Salada  induta  Rizz.  — Jerumenha,  PI;  Arb.  ca.  6 m,  fl.  violáceo- 
amareiaclas  levemente  perfumadas  e fasciculadas  (out.);  n.  v.  sete-capas. 

Sclerolobium  paniculatum  Vog.  - Ibidem;  Árv.  ca.  8 m,  galhos  su- 
bhorizontais,  fl.  douradas  odoríferas  (dez.);  n.  v.  cachamorra.  Floriano, 
PI  e Buriti  Cortado,  MA,  Ârv.  ca.  10  m,  como  acima;  n.  v.  pau-pombo 
(este  é o usual).  Em  Timon,  MA,  no  fim  da  floração  (abril). 

Solanum  jubatum  Wiild.  — Bertulimia,  PI;  Arb.  3 m,  fl.  violáceas 
pouco  olorosas  (tev.);  folhas  lobadas  estelato-tomentosas;  acúleos  e setas 
nos  ramos;  n.  v.  lobeiro. 

Solanum  lycocarpum  St.-Hil.  — Vulgar;  Arb.  1-5  m,  fl.  violáceas 
(abril),  grande  baga;  n.  v.  lobeira. 

Stryphnodendron  coriaceum  Benth.  — Jerumenha,  PI;  Ârv.  ca.  8 m, 
fl.  esverueadas  odoríferas  (out.);  n.  v.  barbatimão.  Comum. 

Swartzia  flaemingii  Raddi  var.  psilonema  (Harms)  Cowan  Nazaré, 
PI;  Ârv.  ca.  10  m,  pétala  única  serícea  e alva  (dez.);  resina  rubra;  n.  v. 
jacarandá.  Também  na  mata. 

Terminalia  actinophylla  Mart.  — São  Francisco,  PI;  Ârv.  ca.  8 m,  11. 
pardacentas  odoríferas  e racemulosas  (nov.);  n.  v.  chapada  e catinga-de- 
porco.  Muito  comum;  conhecida  antes  da  Bahia.  Em  abril,  frutos  novos. 

Terminalia  fagifolia  Mart.  & Zucc.  - Floriano,  PI;  Árv.  ca.  6-8  m, 
frutos  imaturos  (abril);  n.  v.  como  a anterior. 

Terminalia  punctata  Eichl.  - Água  Branca,  PI;  arbúscula,  folhas 
seríceo-vilosas  em  baixo  e com  pontos  translúcidos,  estéril  (abril). 

Terminalia  sp.  — Jerumenha,  PI;  Ârv.  ca.  8 m,  fl.  pardacentas  odo- 
ríferas (out.),  racemulosas;  n.  v.  chapada  e catinga-de-porco.  Picos,  PI; 
Árv.  6 m,  tt.  esverdeadas  quase  inodoras  (nov.);  n.  v.  chapada;  casca  dos 
ramos  exfoliativa;  folhas  jovens  mucronadas. 

Thieleodoxa  lanceolata  (Hook.)  Cham.  — Nazaré,  PI;  Arb.  ca.  6 m,  fl. 
esverdeadas  inodoras  (dez.)  masc.;  n.  v.  farinha-seca. 

Thiloa  glaucocarpa  Eichl.  — Ibidem;  Arb.  ca.  6 m,  fl.  cinéreas  quase 
inodoras  em  infl.  rubro-lepidota  (nov.);  n.  v.  cipáúba. 

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Tocoyena  brasiliensis  Mart.  — São  Francisco,  PI;  Ârv.  ca.  8 m,  fl. 
lúteas  odoríferas  (nov.);  corola  muito  longa;  n.  v.  jenipapinho.  Em  mar- 
gem de  riacho  no  cerrado. 

Trichilia  sp.  — Buriti  Cortado,  MA;  Ârv.  ca.  10  m,  com  frutos  cap- 
sulares passados  (abril);  n.  v.  mamoninha. 

Zehyera  digitada  (Vell.)  Hoehne  (Z.  montana  Mart.)  — Floriano,  PI; 
Arb.  variável,  trutos  equinados  (abril);  n.  v.  bolsa-de-pastor. 

Individualidade  fitogeográfica  do  cerrado  piauiense-maranhense  — 
A savana  do  Piauí  e do  Maranhão  é idêntica  à do  Brasil  Central  fisio- 
nômica e estruturalmente.  A constituição  das  comunidades  e as  carecte- 
rísticas  organográíicas  dos  vegetais  são  as  mesmas  em  ambas  as  regiões. 
Mas,  difere  sensivelmente  da  forma  central  ou  nuclear  no  concernente 
à composição.  Demonstra,  conseqüentemente,  individualidade  florística, 
conforme  se  verá  em  continuação,  mediante  o tratamento  analítico  de 
sua  flora. 

1 . Espécies  comuns  ao  cerrado  do  Brasil  Central  — Acosmnum  da- 
sycarpum,  Agonandra  brasiliensis,  Andira  humilis,  Aspidosperma  tomen- 
tosum,  Astronium  urundeuva,  Bowdichia  virgilioides,  Bulbostilys  para- 
doxa.  Casearia  sylvestris,  Curatella  americana,  Dalbergia  violacea,  Dimor- 
phandra  mollis,  D.  gardneriana,  Dipteryx  alata,  Enterolobium  gummife- 
rum,  Eugenia  dysenterica,  Hymenaea  stigonocarpa,  Lafoensia  sp.,  Luehea 
paniculata,  Magonia  pubescens,  Maprounea  brasiliensis,  Ouratea  crassi- 
folia,  Plathymenia  reticulata,  Platypodium  elegans,  Pterodon  polygalae- 
florus,  Qualea  grandiflora,  Q.  parviflora,  Salvertia  convallariodora,  Scle- 
rolobium  paniculatum,  Simarouba  versicolor,  Tabebuia  caraiba,  Termi- 
nalia  íagilolia,  Tocoyena  brasiliensis  e Thieleodoxa  lanceolata.  E:  Sola- 
num  jubatum,  Mabea  pohliana  e Pouteria  ramiflora. 

2.  Espécies  inexistentes  no  Brasil  Central  — Pertencem  a duas  ca- 
tegorias: 

2.a  Espécies  congenéricas  — Ou  seja,  que  substituem  entidades  se- 
melhantes ao  Planalto  Central:  Anacardium  occidentale,  Aristida  longi- 
folia,  Caryocar  cuneatum,  Copaifera  martii,  Combretum  mellifluum, 
Coumarouna  lacunifera,  Didymopanax  piauhyense,  Exellodendron  corda- 
tum,  Himatanthus  attenuata,  Jacaranda  gomesiana,  Mouriri  elliptica.  Sa- 
lada induta  e Psittacanthus  piauhyensis  — em  lugar  de,  respectivamente: 
A.  curatellifolium,  A.  setosa,  C.  brasiliense,  C.  langsdorffii,  C.  parviflorum, 
Dipteryx  alata  (Coumarouna),  D.  macrocarpum  e D.  vinosum,  E.  gard- 
neri,  H.  obovata,  J.  ulei,  M.  pusa,  S.  micrantha  e S.  campestris  e P.  pla- 
giophyllus,  ao  lado  de  representantes  de  gêneros  como  Andira,  Pouteria 
e koupala,  ex.  gr.,  ainda  não  investigados  quanto  às  conexões  em  foco. 

2.  Espéries  sem  parentesco  central  — Tais  como:  Bredemeyera  flo- 
ribunda.  Mimosa  lepidophora,  Parkia  platycephala,  Lecythis  pisonis, 

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11  12  13  14  15 


Rheedia  macrophylla,  Astrocaryum  vulgare,  Tenninalia  actinophylla,  T. 
punctata,  Heisteria  brasiliensis,  Cassia  excelsa,  Combretum  leprosum, 
Swartzia  flaemingii  var.  psilonema,  Thiloa  glaucocarpa,  Lonchocarpus 
sericeus,  Martiodendron  parvifolium,  Piptadenia  momliformis.  Mimosa 
caesalpiniaefolia  e Aspidosperma  cuspa,  aliadas  a outras  ainda  sem  iden- 
tificação por  ora.  A maior  parte  deste  elemento  corológico  é constituída 
de  espécies  acessórias  (oriundas  de  outras  formações)  — poder-se-ia  afirmar 
mesmo  que  todas  elas  (2b)  são  alienígenas!  Ao  demais,  espécies  como 
Anacardmm  occidentale,  Agonandra  brasiliensis,  Aspidosperma  cuspa,  As- 
tronium  urundeuva,  Bowdichia  virgilioides,  Curatella  americana,  Lon- 
chocarpus sericeus,  Luehea  paniculata  e Thieleodoxa  lanceolata  são,  so- 
bretudo, espécies  de  ampla  dispersão,  ocorrendo  em  matas  várias,  caatinga 
e mesmo  fora  do  país,  conquanto  algumas  sejam  igualmente  membros 
típicos  da  savana  centro-brasileira. 

Em  síntese,  temos:  36  espécies  comuns  ao  cerrado  central,  ou  seja, 
51  %,  e 33  espécies  que  neste  não  ocorrem,  isto  é,  49%;  destas  últimas, 
45  % apenas  são  peculiares  (2a.),  montando  as  acessórias  (2b.)  a 53  %.  Por 
fim,  faltam  elementos  típicos  do  Brasil  central,  tais  como:  Echinolaena 
infíexa,  Tristachya  leiostachya  e as  conspícuas  Vochysia;  mesmo  as  vulga- 
res malpighiáceas,  mirtáceas  e anonáceas  mostram-se  ali  escassas.  Em 
compensação,  há  uma  cereoídea  colunar  elevada  em  plena  savana,  pouco 
frequente,  contudo. 

Concluindo,  a despeito  de  haver  na  sávana  em  tela  ca.  48  % de 
espécies  acessórias  no  conjunto  (incluindo  as  comuns  ao  Brasil  Central 
que  são  também  intrusivas  no  cerrado),  o cerrado  piauiense-maranhense 
exiüe  evidente  individualidade  fitogeográfica  em  face  da  composição  flo- 
rística  — que,  se  por  um  lado  apresenta  manifesta  afinidade  com  a for- 
mação homóloga  central,  por  outro  mostra  cerca  de  metade  de  sua  flora 
dotada  de  caráter  particular  em  relação  àquela.  Nota-se  que  a proporção 
de  eiementos  secundários  não  discrepa  da  verificada  no  centro  do  país  e, 
mais  ainda,  que  lá  também  ocorrem  conspícuos  elementos  silvestres,  re- 
velando a mesma  relação  de  origem  com  a floresta,  conforme  se  sabe 
acontecer  na  área  nuclear  do  cerrado.  Dignos  de  menção  mostram-se: 
Parkia  platycephala,  Heisteria  brasiliensis,  Swartzia  flaemingii,  Agonan- 
dra brasiliensis,  Sclerolobium  paniculatum,  Curatella  americana,  Luehea 
paniculata,  Lecythis  pisonis,  Rheedia  macrophylla,  ex.  gr.  Em  suma, 
temos  no  PI.  e no  MA.  um  cerrado  contendo  metade  de  elementos 
centrais  e metade  de  eiementos  não-centrais,  dos  quais  a.  mór  parte  é 
de  espécies  acessórias,  pelo  que  pode  ser  caracterizado  pela  composição. 

II.  FLORA  XERÓFILA 

Casa  Nova,  BA  (março-abril) 

Acacia  piauhyensis  Benth.  — Arb.  ca.  6 m,  acúleos  minutos,  fl.  amare- 
las levemente  olorosas;  n.  v.  unha-de-gato. 

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cm  .. 


Allamanda  oenotheraefolia  Pohl  — Arb.  ca.  5 ra,  latescente,  fl.  lúteas 
sem  cheiro,  amplas;  fruto  setoso. 

Apterokarpos  gardneri  (Engl.)  Rizz.  — Ârv.  ca.  6-8  m,  resinosa,  folío- 
los  grosseiramente  crenados;  flores  e frutos  pequeninos;  n.  v.  aroeira-mole. 
Antes:  Loxopterygium  gardneri  Engl. 

Bauhinia  cheilantha  Steud.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvas  pouco  odoríferas; 
n.  v.  mororó. 

Byrsonima  sericea  DC.  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  pardacentas  pouco  oloro- 
sas; n.  v.  murici. 

Caesalpinia  ferrea  Mart.  var.  ferrea  — Arb.  ca.  6 m,  ou  arvoreta,  li. 
amarelas  perfumadas;  n.  v.  jucá. 

Caesalpinia  microphylla  Mart.  — Arb.  folíolos  minutos,  fl.  lúteas 
pouco  olentes;  n.  v.  catingueira-rasteira. 

Caesalpinia  pyramidalis  Tul.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  amarelas  odoríferas; 
folíolos  maiores;  n.  v.  catingueira-verdadeira  e canela-de-velho. 

Calhandra  macrocalyx  Harms  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  alvas  levemente 
olorosas,  magnas  e muito  pilosas;  sem  n.  v. 

Cassia  angulata  Vog.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  amareladas  inodoras;  n.  v. 
são-joãozinho. 

Cassia  biflora  L.  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  lúteas  pouco  perfumadas,  n.  v. 

pau-de-formiga. 

Cassia  excelsa  Schrad.  — Árv.  ca.  8 m,  flores  como  acima;  n.  v. 

canafístula. 

Combretum  monetaria  Mart.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  pardacentas  odorí- 
feras; frutos  alados;  n.  v.  cipaúba. 

Cordia  leucocalyx  Fresen.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  alvas  inodoras,  visto- 
sas; n.  v.  pintadinho. 

Fraunhofera  multiflora  Mart.  (Celastraceae)  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  esver- 
deadas sem  perfume;  n.  v.  pau-branco. 

Helicteres  sp.  — Arb.  fl.  esverdeadas,  folhas  cordiformes  serreadas; 
n.  v.  malva-branca. 

Jatropha  pohliana  M.  Arg.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvas  inodoras;  látex; 
acúleos  mínimos;  n.  v.  favela-braba. 

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cm 


Lycium  piocorreanum  Rizz.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  alvas  inodoras;  folhas 
e flores  em  tascículos  em  os  nós,  que  levam  também  um  espinho  curto; 
n.  v.  quixabeira-branca. 

Maytenus  rigida  Mart.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  minutas  verdes  pouco 
olorosas;  n.  v.  pau-de-colher. 

Mimosa  acutistipula  Benth.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvas  bem  odoríferas; 
estipulas  e estipelas  setosas;  n.  v.  jureminha. 

Mimosa  fascifolia  Rizz.  - Arb.  ca.  4 m,  fl.  alvas  capituladas  e per- 
fumadas; n.  v.  carquejo. 

Mimosa  limana  Rizz.  — Arvoreta  7 m,  fl.  alvas  perfumadas;  raros 
acúleos;  a etiqueta  assinala;  "látex  presente";  n.  v.  jurema-preta.  Cf.  Se- 
nhor do  Bontun. 

Mimosa  verrucosa  Benth.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  róseas  perfumadas;  ver- 
rucoso-tomentosa;  n.  v.  graminal. 

Pipatadenia  moniliformis  Benth.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  amarelo-parda- 
centas pouco  odoríferas;  n.  v.  angico-de-bezerro. 

Pithecellobium  oligandrum  Rizz.  — Árv.-  ca.  8 m,  resinípara,  fl.  alvas 
olorosas;  n.  v.  arapiraca. 

Sebastiania  singularis  Rizz.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  rubescentes  sem  chei- 
ro; n.  v.  cacuricaba. 

Triplaris  abbreviata  Rizz.  — Arb.  ca.  4 m,  racêmulos  curtíssimos, 
em  fruto  (fem.).  Arb.  ca.  5 m,  fl.  pardacentas  inodoras  (masc.). 


Casa  Nova,  BA  (agosto) 


Piptadenia  macrocarpa  Benth.  — Margem  do  riacho  dos  Canudos 
(mata  ciliar);  arvoreta  5 m,  fl.  levemente  perfumadas;  n.  v.  angico-brabo 
ou  angico-de-caroço. 

Pithecellobium  multiflorum  (H.  B.  K.)  Benth.  — Ibidem;  Árv.  8 m, 
fl.  alvas  levemente  olorosas;  n.  v.  muquém. 

Campo  Formoso,  BA  (abril) 

Aeschynomene  arbuscula  Rizz.  — Arb.  lenhoso  ca.  4 m,  fl.  lúteas 
vistosas;  n.  v.  pau-de-fuso. 

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cm  .. 


Kallstroemia  tribuloides  (Mart.)  Wight  8c  Arn.  — Erva  prostrada  muito 
vilosa;  semelhante  a Tribulus  terrestris,  porém,  os  carpídios  do  fruto  são 
mais  numerosos  e inermes,  e as  flores  maiores.  Pouco  encontradiça  (tam- 
bém em  Paulo  Aíonso).  As  duas  espécies  petencem  às  Zigofiláceas. 

Mimosa  fascifolia  Rizz.  — Arb.  ca.  3 m,  aculeado  e já  mencionado;  n. 
v.  alagadiço. 

Nicotiana  glauca  Grah.  — Arb.  ca.  5 m,  glauco,  fl.  amarelas  leve- 
mente perfumadas;  n.  v.  eucalipto-brabo.  Ruderal. 

Vitex  gardneriana  Schauer  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  violáceo-claras  pouco 
olorosas;  folhas  simples  e muito  duras;  com  fruto  também;  n.  v.  jenipapo- 
brabo. 


Petrolina,  PE  (ago.-set.) 


Cesalpinia  laxiflora  Tul.  — Arvoreta  ca.  4 m fl.  lúteas  olentes;  toda 
referta  de  glândulas  estipitadas;  n.  v.  canela-de-veado. 

Cassia  martiana  Benth.  — Arvoreta  3-5  m fl.  lúteo-douradas  inodo- 
ras, em  racemos  longos  estrobiliformes  no  ápice;  frutos  em  abril;  n.  v. 
canafístula.  No  Rio  de  Janeiro,  floresce  em  jan.-maio.  Fácil  de  cultivar  e 
extremamente  ornamental. 

Mimosa  acutistipula  Benth.  — Arvoreta  5 m fl.  alvas  pouco  odoríferas; 
raros  acúleos;  n.  v.  jurema-branca.  Cf.  Casa  Nova. 


Araripe,  PE  (agosto) 

Mimosa  verrucosa  Benth.  — Arvoreta  fl.  róseo-fortes  odoríficas;  toda 
coberta  de  pêlos  dispostos  em  vernáculas  diminutas;  n.  v.  jiquiri.  Cf.  Casa 
Nova. 


São  Raimundo  Nonato,  PI 

Acacia  trijuga  Rizz.  — Árv.  mediana,  resinífera,  fl.  amarelo-claras  odo 
ríferas  (set.),  com  vagens  algo  imaturas;  n.  v.  lambe-beiço  e rama-de-besta. 

Aspidosperma  pyrifolium  Mart.  — Art.  ca.  5 m,  fl.  alvas  perfumadas, 
vistosas  (set.);  n.  v.  pereiro. 

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cm 


Jatropha  mutabilis  (Pohl)  Baill.  — Arb.  1-2  m,  algo  suculento,  11.  pe- 
quenas; com  frutos. 

Pseudobombax  sp.  — Arvoreta  fl.  magnas,  vistosas,  verdes,  graveo- 
lentes;  pétalas  e estames  9-12  cm  (só  flores  em  julho). 

Tribulus  terrestris  L.  — Erva  humifusa,  alongada,  muito  pilosa,  fl. 
citrinas  e frutos  espinhosos.  Cosmopolita.  Rara  no  Brasil. 

Campo  Alegre  de  Lourdes,  BA 

Cenostigma  gardnerianum  Tul.  — Árv.  já  tratada,  vulgar  no  Pl,  pró- 
pria da  floresta  e comum  nas  capoeiras;  n.  v.  caneleiro  e canela-de-velho. 

Torresea  cearensis  Fr.  All.  — Arb.  odorífero  (cumarina)  no  lenho  e 
sementes;  n.  v.  imburana-de-cheiro. 


Ibipeba,  BA  (abril) 

Polygala  albicans  Chod.  — Arvoreta  espinhosa  4 m fl.  alvas  com  uma 
pétala  azul,  perfumadas;  sem  n.  v. 


Cameleira,  BA  (março) 

Peltogyne  pauciflora  Benth.  — Arvoreta  m fl.  alvas  sem  odor;  botões 
globosos,  minutos;  ovário  3-ovulado;  n.  v.  jitaí.  Espécie  rara. 


Jaguararí  BA  (abril-maio) 

Cordia  insignis  Cham.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvacentas  especiosas  e ino- 
doras; n.  v.  freijó. 

Luehea  uniflora  St.-Hil.  — Arb.  ca.  5 m,  infl.  fulvo-rufa,  fl.  alvadias 
pouco  odoríferas;  n.  v.  malvão-brabo. 

Ptilochaeta  glabra  Niedz.  — Arvoreta  6 m fl.  com  longas  cerdas  plu- 
mosas;  frutos  graveolentes  (set.);  n.  v.  estralador.  Det.  G.  M.  Barroso. 

Poeppigia  procera  Presl.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  amarelas  inodoras;  n.  v. 
coraçã  ode-negro. 

Joazeiro,  BA  (junho) 

Capparis  yco  Mart.  & Zucc.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  lúteas  quase  sem  cheiro; 
extremidades  áureo-pulverulentas;  n.  v.  icó-peludo. 

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cm  .. 


Xique-Xique,  BA  (maio) 

Aspidosperma  cuspa  (HBK)  Blake  — Arb.  ca.  6 m.  fl.  minutas  inodo- 
ras; n.  v.  pequiá. 

Couepia  uiti  (Mart.  & Zucc.)  Benth.  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  alvas  gra- 
veolentes;  resina  vinhosa;  n.  v.  assicí. 

Luetzelburgia  auriculata  (Fr.  All.)  Ducke  ( L.  pterocarpoides  Harms) 
— Árv.  ca.  8 m,  fl.  rubro,  violáceas,  cálice  rufo;  n.  v.  banha-de-galinha. 
Nada’  comum. 

Mouriri  weddelliana  Naud.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  violáceo-pálidas  de 
cheiro  desagradável;  folhas  enérveas;  n.  v.  cruíbi. 


Barra,  BA  (abril-julho) 

Luetzelburgia  frcire-allemani  Rizz  & Matt.  — Arvoreta  fl.  grandes  alva- 
centas e odoríferas  (julho);  corola  subregular,  pétalas  e estames  livres 
entre  sin.  v.  moela-de-galinha. 

Mimosa  hostilis  Benth.  — Arb.  espinhoso  fl.  alvacentas  cheirosas 
(abril);  n.  v.  jurema-preta. 

Piptadenia  biuncifera  Benth.  — Arvoreta  fl.  verdes  mal-olentes  (ju 
lho);  acúleos  curvos  (cf.  S.  Raimundo  Nonato,  PI);  n.  v.  espinheiro. 


Remanso,  BA  (abril) 

Cassia  supplex  Mart.  — Erva  prostrada  fl.  amarelas  pequeninas,  le- 
gumes minutos  vilosos;  5 estames  e 2 estaminódios  mínimos. 

Erythroxylum  pungens  Schulz  — Arb.  fl.  alvas  perfumadas  (nov.); 
muitos  râmulos  rígidos  e lenticelosos,  particamente  com  disposição  dís- 
tica; n.  v.  candeia.  Os  râmulos  anotinos  são  escamosos  como  peixe.  Pouco 
coletado.  Floresce  quase  desfolhado.  Det.  A.  Amaral  Jr. 

Luetzelburgia  freire-allemani  Rizz.  & Matt.  — Cf.  Barra,  BA;  a madei- 
ra desta  leg.  lotóidea  de  flores  quase  actinomorfas  é extremamente  seme- 
lhante à de  Sweetia  fruticosa  Spreng.  (=  Ferreira  spectabilis  Fr.  All.),  pro- 
piciando facilmente  confusão  na  identificação  da  espécie  na  ausência  de 
flores.  N.  v.  sipipira. 

Harpochilus  neesianus  Mart.  — Arb.  2-3  m,  algo  suculento,  fl.  ama- 
relas vistosas,  com  lábios  muito  longos,  e cápsulas  magnas. 

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cm 


Pithecellobium  blanchetianum  Benth.  — Árv.  mediana  II.  alvas  le 
vemente  olentes  (jan.);  pinas  trijugas;  n.  v.  saia-de-comadre.  Muito  rara. 


Jacobinia,  BA  (abril) 

Capparis  cynophallophora  L.  var.  puberula  Rizz.  — Arb  ca.  3,5  m,  fl. 
amarelo-claras  em  início  de  frutificação;  n.  v.  feijão-brabo. 


Senhor  do  Bonfim  (maio) 

Acacia  glomerosa  Benth.  — Arb.  6 m,  fl.  citrinas  odoríferas  em  glo- 
mérulos  capituliformes;  n.  v.  canaleiro. 

Mimosa  limana  Rizz.  — Arb.  ca.  6,5  m,  fl.  alvacentas  bem  perfuma- 
das n.  v.  jurema-preta. 

Mirangaba,  BA  (maio) 

Allamanda  puberula  DC.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  amarelas  pouco  oloro- 
sas, com  capsulas  equinadas;  n.  v.  sete-patacas. 

Lonchccarpus  obtusus  Benth.  — Arvoreta  6 m fl.  violáceas  odoríferas; 
n.  v.  sucupira-braba.  Pouco  disseminada. 

Pterocarpus  ternatus  Rizz.j — Arb.  ca.  3 m fl.  amarelas,  com  mácula 
violácea  no  vexilo,  olorosas;  resina  rubra;  n.  v.  pau-sangue. 


Curaçá,  BA  (maio-junho) 

Acacia  tavaresorum  Rizz.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvadias  muito  olentes; 
pequenos  acúleos  e estipulas  foliáceas;  n.  v.  espinheiro. 

Bumelia  sartorum  Mart.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  esverdeadas  com  odor 
enjoativo,  vistosas;  espinhos  geminados;  n.  v.  brinco-de-suim. 

Pihecolobium  diversifolium  Benth.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  esverdeadas 
com  odor  enjoativo,  vistosas;  espinhos  geminados;  n.  v.  brinco-de-suim. 

Sapindus  saponaria  L.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  amarelas  quase  inodoras;  n. 
v.  sabonete. 


Tabebuia  caraiba  (Mart.)  Bur.  — Árv.  ca.  12  m,  fl.  amarelas  odorí- 
feras, amplas;  n.  v.  craibeira. 


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cm  .. 


Capparis  jacobinae  Moric.  — Arb.  ca.  3,5  m,  fl.  esverdeadas  inodoras, 
folhas  lanceoladas;  n.  v.  icó-liso. 

Cassia  cana  Nees  & Mart.  — Arb.  ca.  4,5  m,  fl.  lúteas  quase  inodoras^ 
folhas  inferiormente  ferrugíneo-tomentosas. 

. . Cassia  excelsa  Schrad.  — Árv.  ca.  8 m,  já  citada;  n.  v.  são-joão. 

Colubrina  solanacea  Rizz.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  esverdeadas  quase  ino- 
doras. 

Cordia  crenatifolia  Rizz.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  alvas  levemente  odorífe- 
ras, pequenas;  n.  v.  folha-larga. 

Dalbergia  frutescens  (Vell.)  Britt.  (D.  variabilis  Vog.)  — Arb.  ca. 
4,5  m,  fl.  verde-pálidas  olorosas;  n.  v.  mata-pulga. 

Gochnatia  oligocephala  (Gardn.)  Cabr.  — Arb.  ca.  4 m,  capítulos 
lúteos  odoríferos;  n.  v.  candeia.  Det.  G.  M.  Barroso. 

Jatropha  pohliana  M.  Arg.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  róseo-escuras  pouco- 
olentes;  n.  V.  pinhão-brabo. 

Lantana  microphylla  Mart.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  alvacentas  pouco  per- 
fumadas; n.  v.  alecrim. 

Patagonula  bahiensis  Moric.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  alvadias  com  cálice 
pulverulento-sulfúreo;  n.  v.  mulambá. 

Piptadenia  moniliformis  Benth.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  lúteas  perfuma- 
das; n.  v.  amorosa. 

Vochysia  pyramidalis  Mart.  — Árv.  ca.  10  m,  resinífera,  £1.  amarelas 
inodoras;  n.  v.  pau-d'água.  Margem  de  rio. 

Campo  Formoso,  BA  (out.)  ; 

Auxemma  glazioviana  Taub.  — Arvoreta  5 m,  fl.  alvas  suaveolentes 
(jan.);  n.  v.  folha-larga.  Madeira  de  lei. 

Cassia  blanchetii  Benth.  — Arvoreta  4 m,  fl.  lúteas  perfumadas  (out.); 

1 par  de  folíolos  sésseis,  grossos;  folhas  subsésseis;  n.  v.  rompe-gibão.  O 
coletor  assinalou  na  etiqueta  "cerrado".  Det.  G.  M.  Barroso. 

Mouriri  pusa  Gardn.  — Margem  do  Preto  (mata  ciliar);  arvoreta  5 m, 
fl.  alvacentas,  ramiflora;  folhas  enérveas  apiculadas;  n.  v.  puça-vermelho.. 

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SciELO/ JBRJ 


cm 


Bursera  leptophloeos  Engl.  — Arb.  ou  arvoreta  copada,  muito  difun- 
dida; n.  v.  ialsa-imburana  e imburana-de-abelha;  comumente  abriga  abe- 
lhas selvagens. 

Caesalpinia  ferrea  Mart.  var.  ferrea  — Árv.  mediana,  fl.  lúteas  com 
mancha  rubra  no  estandarte  e odoríferas  (set.);  n.  v.  pau-ferro. 

Calhandra  aristulatá  Rizz.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  verde-pálidas  odorífe- 
ras, vistosas  (set.);  n.  v.triadim. 

Cassia  excelsa  Schrad.  — Arb.  já  mencionado  antes;  n.  v.  canafístula. 

Cassia  velutina  Vog.  - Arb.  com  estipulas  reniformes  magnas,  fl. 
amarexas  e frutos  lineares  (abril);  n.  v.  canafístula. 

Cenostigma  gardnerianum  Tul.  — Árvore  mediana,  tronco  escavado- 
canelado,  fl.  lúteas  odoríferas  (set.);  n.  v.  canela-de-velho  e caneleiro.  Mata 
e capoeira,  comum. 

Cnidoscolus  phyllacanthus  (Mart.)  Pax  Sc  Hoffm.  — Árv.  ca.  8 m,  fl. 
alvas  olentes  (set.);  sumidades  com  setas  cheias  de  líquido  urticante;  n.  v. 
favela  (faveleira). 

Croton  hemiargyreus  M.  Arg.  — Arbusto  vulgar;  n.  v.  marmeleiro. 

Dalbergia  sp.  — Arb.  ca.  ti  m,  frutos  e flores  amarelas  com  máculas 
pardas  (set.);  n.  v.  pereiro-de-caibro. 

Lonchocarpus  praecox  Mart.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  violáceas  inodoras, 
vistosas  (set.);  n.  v.  angelim. 

Piptadenia  biuncifera  Benth.  — Árv.  ca.  7 m,  só  frutos  (set.);  nós  com 
dois  espinhos  recurvados;  n.  v.  Jucurutu. 

Piptadenia  peregrina  (L.)  Benth.  - Árv.  ca.  12  m,  fl.  amarelo-claras 
odoríferas  (set.);  casca  verrucosa;  n.  v.  angico-verdadeiro  e angico-manso. 

Poeppigia  procera  Presl  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  amarelas  olorosas;  n.  v. 
caracu. 

Pterodon  abmptus  Benth.  — Arvoreta  rara,  o endocarpo  alado,  fl.  vio- 
láceas-, pálidas. 

Spondias  tuberosa  Arr.  Cam.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  alvacentas  de  cheiro 
enjoatwo  (set.);  n.  v.  umbuzeiro. 

Terminalia  fagifolia  Mart.  & Zucc.  — Arvoreta  com  frutos  jovens 
(abril);  n.  v.  catinga-de-porco. 

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cm  .. 


Xerotecoma  dardanoi  Gomes  Jr.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  amarelo-escuras  e 
internamente  arroxeadas,  o perlume  desagradável  (set.);  corola  larga- 
mente campanulada;  folíolos  pequenos  e tomentosos;  n.  v.  umbigo-de- 
viúva  e chiire-de-carneiro.  Gênero  descrito  recentemente  para  PE  (Gomes 
Jr.,  19(54). 

Zizyphus  joazeiro  Mart.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  minutas  (set.);  folhas  ser- 
readas  e trinérveas;  n.  v.  juazeiro. 


PICOS,  PI 


Agonandra  brasiliensis  Miers  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  fem.  mínimas,  esver- 
deadas (set.);  casca  suberosa,  crassa;  n.  v.  marfim.  Comum  no  cerrado  e 
na  mata. 

Aspidosperma  cuspa  (HBK)  Blake  — Arb.  ca.  5 m,  fl.  lúteas  odorí- 
feras (set.):  n.  v.  pereiro-branco.  Já  mencionado. 

Aspidosperma  pyrifolium  Mart.  — Arb.  ca.  (5  m,  fl.  alvas,  etc.;  citado 
antes. 


Callisthene  fasciculata  (Spr.)  Mart.  — Arb.  ca.  5 nl,  fl.  amarelas  sem 
odor  (set.);  n.  v.  capitão-do-campo. 

Chlorophora  tinctoria  (L.)  Gaud.  var.  tinctoria  — Árv.  ca.  10  m,  fl. 
esverdeadas  fem.  em  capítulos  (set.);  tolhas  serreadas;  látex;  n.  v.  amo- 
reira (moreira).  Margem  de  riacho  (planta  nemorosa).  Det.  P.  Carauta. 

Combretum  leprosum  Mart.  — Arb.  fl.  violáceas  (passadas),  etc.;  n.  v. 
catinga-branca. 

Dalbergia  cearensis  Ducke  — Arb.  ca.  5 m,  frutos  jovens  (set.);  n.  v. 
violeta.  Antes  conhecida  da  BA  e CE. 


Diptychandra  epunctata  Tul.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  esverdeadas  odorífe- 
ras, minutas  (set.);  n.  v.  birro-branco. 

Erythroxylum  sp.  — Arb.  ca.  4 m,  frutífero  (set.);  n.  v.  rompe-gibão. 

Pagara  stelligera  (Turcz.)  Engl.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  verdes  odoríferas 
(set.);  inerme  (ponta  de  ramo),  com  pêlos  estrelados;  n.  v.  laranjinha. 
Só  da  BA  antes;  rara. 

Hymenaea  sagittipetala  Rizz.  — Árv.  ca.  9 m,  fl.  alvacentas  perfuma- 
das (out.);  indumento  rufo-seríceo;  n.  v.  jatobá-de-vaqueiro. 

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cm 


Lonchocarpus  praecox  Mart.  — Árv.  ca.  8 m,  fl.  violáceas  inodoras, 
vistosas  (set.);  n.  v.  jasmim.  De  MG,  raro. 

Machaerium  sp  — Arb.  ca.  6 m,  £1.  em  início  de  frutificação,  violá- 
ceas (set.);  n.  v.  coração-de-negro. 

Ouratea  xerophila  Rizz.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  amarelas  odoríferas  (set.); 
escleróíila. 

Piptadenia  macrocarpa  Benth.  — Árv.  ca.  12  m,  fl.  alvas  pequeninas 
(set.);  casca  lisa;  n.  v.  angico-verdadeiro. 

Vitex  polygama  Chain.  — Árv.  ca.  lü  m,  indumento  dourado-parda- 
cento  e denso;  fl.  violáceas  odoríferas  (set.);  n.  v.  mama-cachorro.  Antes: 
de  CE  a SP. 


São  João  do  Piauí,  PI 


Allamanda  puberula  DC.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  lúteas,  amplas,  odorífe- 
ras (out.);  n.  v.  quatro-patacas. 

Caesalpinia  pyramidalis  Tul.  — Arb.  ca.  4 m,  fl.  amarelas  perfuma- 
das (out.);  n.  v.  pau-de-rato. 

Cassia  sp.  — Arbusto  fruto  cilíndrico-obovóideo  (abril);  folíolos  no 
ápice  bífidos. 

Guettarda  angélica  Mart.  — Arbusto  de  tolhas  pequenas  e duras,  fl. 
alvas  e olorosas  (aDril). 

Diptychandra  epunctata  Tul.  — Arvoreta  já  mencionada;  n.  v.  pau- 
de-bilro  ou  birro). 

Hymenaea  sagittipetala  Rizz.  — Árv.  ca.  7 m,  referida  anteriormente; 
n.  v.  jatobá. 

Helicteres  muscosa  Mart.  — Arbusto  fl.  vermelhas  (abril). 

Mimosa  lepidophora  Rizz.  — Arb.  ca.  5 m,  fl,  amarelo-pálidas  algo 
olorosas  (out.),  rico  em  escamas  rufas;  n.  v.  angico-de-bezerro.  Cf.  cerrado, 
onde  foi  encontrada  igualmente. 

Mimosa  verrucosa  Benth.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  rubras  de  odor  enjoativo  em 
densas  espigas  (out.);  indumento  verrucoso-tormentoso;  n.  v.  jurema-de- 
vaqueiro. 


163 


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cm  .. 


Pterocarpus  villosus  Mart.  — Arb.  ca.  3 m,  íl.  amarelas  com  mácula 
rubrano  labelo  e odoríferas  (out.);  cede  resina  sanguínea;  n.  v.  pau-san- 
gue. 

Tabebuia  spongiosa  Rizz.  — Árv.  ca.  8 m,  sem  folhas,  fl.  amarelas  com 
riscos  rubros  internamente  (out.);  ramos  dicotômicos;  n.  v.  cascudo. 


Paulistana,  PI 


Calhandra  suberifera  Rizz.  — Arb.  3,5  m ramos  suberosos,  râmulos  es- 
camosos e espinhos  terminais;  fl.  róseas  e brancas  inodoras  (nov.);  n.  v. 

barba-de-saguim. 

Capparis  cynophallophora  L.  var  praemorsa  Rizz.  — Arvoreta  5 m fl. 
amplas  violáceo-pálidas  graveolentes  (nov.);  tolhas  profundamente  recor- 
tadas no  ápice;  n.  v.  feijao-brabo. 

Erythroxylum  pungens  Schulz  — Arb.  3 m fl.  alvacentas  olentes  (nov.); 
n.  v.  rompe-gibão.  Cf.  Remanso,  BA.  Floresce  quase  sem  folhas.  Det.  A. 
Amaral  Jr. 

Mimosa  limana  Rizz.  — Arb.  4 m fl.  alvacentas  (nov.);  alguns  raros 
acúleos;  n.  v.  jurema-preta.  Cf.  Jacobina,  BA. 

Mimosa  acutistipula  Benth.  — Arb.  ca.  4 m fl.  esbranquiçadas  pouco 
olorosas;  n.  v.  jurema-de-caboclo.  Cf.  Casa  Nova,  BA. 

Sapium  argutum  (M.  Arg.)  Huber  — Arvoreta  leitosa  5 m fl.  amarelas 
odoríferas  (nov.);  folhas  agudamente  serruladas;  n.  v.  burra-leiteira. 

Stryphnodendron  piptadenioides  Martins  — ca.  5 m fl.  violáceas  (nov.); 
folíolos  pardo-lúteos,  com  tufo  de  pêlos  seríceos  em  um  dos  lados  da 
base,  na  página  inferior;  n.  v.  angico-brabo. 


Simplício  Mendes,  PI 


Aspidosperma  refractum  Mart.  — Arb.  ca.  6 m,  fl.  esverdeadas  com 
odor  enjoativo  (out.);  n.  v.  pequiá. 

Bocoa  mollis  (Benth.)  Cowan  var.  piauhyensis  Rizz.  — Antes:  Swart- 
zia.  Arb.  ca.  3 m,  fl.  alvas  unipétalas  (out.)  situadas  abaixo  das  folhas. 

Capparis  cynophallophora  L.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  verdes  pouco  oloro- 
sas, vistosas  (out.);  n.  v.  feijão-brabo.  Mencionado  antes. 

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cm 


Cordia  rufescens  DC.  — Arb.  ca.  3 m,  fl.  branco-pardacentas  algo 
perfumadas,  magnas  (out.);  tolhas  serreadas  do  meio  para  o ápice;  n.  v. 
grão-ae-gaio.  Antes  só  da  BA. 

Dalbergia  cearensis  Ducke  — Arb.  ca.  3,5  m,  fl.  esverdeadas  odorífe- 
ras (out.);  n.  v.  violeta.  Já  citada. 

Diptychandra  epunctata  Tul.  — Árv.  ca.  7 m,  fl.  amarelas  perfumadas 
(out.);  n.  v.  birro  (bilro),  indicada  anteriormente. 

Petraea  sp.  — Arbusto  escandente,  folhas  serreadas,  só  frutos  (abril), 
o cálice  ampliado. 

Piptadenia  moniliformis  Benth.  — Vulgar  no  PI  e BA,  flores  rubras 
e frutos  jovens  (abril);  n.  v.  angico-de-bezerro. 


Caracol,  PI 

Allamanda  violacea  Gardn.  & Field  — Arb.  fl.  violáceas  e cápsulas  se- 
tosas  (abril). 


Nazaré,  PI 

Croton  floribundus  Spreng.  var.  piauhyensis  Rizz.  — Arb.  ca.  5 m, 
II.  alvas  pouco  perfumadas  (nov.);  n.  v.  marmeleiro;  rico  em  escamas  pilí- 
feras  e brilhantes.  Transita  para  o cerrado. 


Monsenhor  Hipólito,  PI 

Cenostigma  gardnerianum  Tul.  var.  latifolium  Benth.  — Arb.  ca.  6 m, 
já  referido  (cf.). 


Santo  Antonio,  PI 

Brosimum  gaudichaudii  Tréc.  — Árv.  ca.  10  m,  fl.  verdes  em  capítulos 
(set.);  látex;  n.  v.  inharé.  Perto  d'água. 

Com  base  na  lista  florística  arrolada  neste  trabalho,  de  aquisição 
recente,  verifica-se  que  há,  na  caatinga  bahiano-piauiense,  cerca  de  6Ü% 
de  espécies  próprias  e 37%  de  espécies  acessórias,  originárias  de  outras 
formações.  Não  deixa  de  ser  interessante  confrontar  esses  novos  valores 
com  os  de  Rizzini  (1963),  que  montam  a 66%  de  espécies  peculiares  e a 
34%  de  elementos  alienígenas.  No  caso  presente,  não  houve  seleção;  todas 
as  espécies  recém-coletadas  mereceram  consideração,  num  total  de  115. 

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11  12  13  14  15 


No  exemplo  anterior  (1963),  o autor  escolheu  135  entidades  lenhosas  bem 
conhecidas.  E,  no  entanto,  os  números  são  praticamente  iguais!  Isto  leva 
a considerar  a unidade  florística  da  formação  xerófila  nordestina  nas  cir- 
cunstâncias em  pauta. 

ESPÉCIES  NOVAS  MENCIONADAS 


Acacia  trijuga  Rizz.,  n.  sp. 

Prope  A.  langsdorffii  Benth.  ponenda,  a qua  remota  aculeis  carentia,  piimis 
trijugis,  foliolis  15-jugis  utrinque  tomentosis,  glandulis  folli  numerosioribus, 
capitulis  racemosis,  etc. 

Arbuscula  inermis  ramis  solemnlter  striatis,  striis  pubescentibus,  inter  strias 
lenticellosis  et  apicem  versus  pilosioribus.  iátipulae  nullae.  Petiolus  communis 
puberulus,  12-15  mm  longus,  in  medio  apiceque  glandulosus;  prope  pinnam 
ultimam  altera  glandula  adest.  Folia  6 pinms  instructa,  3-6  longis.  Foliola 
30  oblonga,  basi  rotundata  subcordata  ad  lentem,  apice  rotunda,  cor,acea,  supra 
brunnea  subtusque  lutea,  ambobus  paginis  pubescentia  (magia  in  inferiore) 
et  nervis  parum  distinctis,  5-9  mm  longa,  3-4  mm  lata;  ultima  obovata  retu- 
saque.  Capitula  rubescenta  (in  vivo  lutea),  15-18  mm  longe  pedunculata, 
3-5-íascicuiata,  anthesi  cc.  10  mm  diâmetro,  in  racemum  terminalem  15-20  cm 
longurn  pubescentem  aggrtgata.  Bracteolae  villosae,  spathulatae,  cc.  1 mm 
longae.  Flores  sessiles.  Calyx  2 mm  longus,  dense  villosus.  Corolla  paullo 
calycem  excedens,  villosa.  Stamina  indepinita,  omnino  libera,  longe  exserta. 
Ovarium  dense  longeque  villosum  stipitem  glabrum  plus  minusve  aequans.  Le- 
gumen  breviter  stipitatum,  undulatum,  pube  tenui  obtectum,  coriaceo-lignosum, 
margine  leviter  incrassatum,  apice  rotundatum,  2-2,5  x 7-10  cm  (haud  perfecte 
evolutum ) . 

Crescit  in  caatinga  ad  São  Raimundo  Nonato  (Piauí),  a D.  P.  Lima  13.232 
(21-IX-1973)  lecta;  lambe-beiço  et  rama-de-besta  incolarum;  holotypus  in  RB. 

• Esta  espécie  é bem  diferente  das  outras  conhecidas  e,  na  caatinga, 
mais  ainda.  O coletor  menciona  resina.  Os  folíolos  mostram-se  fortemente 
discolores,  lembrando  os  de  Acacia  langsdorffii  Benth.,  Piptadenia  monili- 
formis  Benth.  e Mimosa  lepidophora  Rizz.  — todas  da  caatinga.  São,  posto 
isto,  4 espécies  xerófilas  de  gêneros  distintos  denotando  uma  semelhança 
geral  no  aspecto  dos  folíolos. 


Bocoa  mollis  (Benth.)  Cowan  var.  piauhyensis  Rizz.,  n.  var. 


Rami  subere  crassiore  multisulcato  manifeste  vestiti.  Partes  floris  paullurn 
majore,  ex.  gr.,  petalo  10-12  mm  lato  et  8-10  mm  longo,  tenuitcr  membranaceo. 
Ovarium  glabrum. 

Lecta  in  caatinga  ad  Simplicio  Mendes  (Piaui)  a D.  P.  Lima  13.253 
(ll-X-1973);  holotypus  in  RB;  frutex  cc.  2-3  m altus,  floribus  albis  odoratis. 

Calhandra  aristulata  Rizz.,  n.  sp. 


Inter  Laetevirentes  Benthamií  distincta  petiolo  apicem  in  setam  pprrecto 
foliolisque  perexiguis  et  longe  hirsutis. 


166 


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cm 


Frutex  cc.  3 m altus  ramis  teretibus  alternis  sparsim  lenticellosis  et  apicem 
versus  pilis  paucis  ornatis,  e quibus  ramulos  valde  abbreviatos  enascuntur 
paucifoliatos  atque  floriferos,  fasciculos  foliiferos  floriferosque  simulantes.  Sti- 
pulae  ovatae,  concavae,  ciliatulae,  4-5  mm  longae.  Folia  pinnis  5-7-jugis  usque 
ad  25  mm  longis.  Foliola  25-50,  linearia,  apice  acutiuscula,  basi  obliqua,  utrin- 
que  subtrinervia  reticulata,  supra  laevia  subtusque  dense  longe  hirsuta,  bre- 
vissime  petiolulata,  2-3  mm  longa,  prope  0,5  mm  lata.  Petiolus  communis  hir- 
sutis,  25-40  mm  longus,  apice  in  setam  ultra  foliola  porrectusi  glandulae 
basalis  apicalisque  bene  evolutae.  Capitula  parva  sed  pluriflora,  ad  axillas 
gemina,  pedunculis  hirsutulis  9-12  mm  longis  fulta.  Flores  sessiles,  viridescen- 
tes  in  vivo.  Calyx  cc.  15  mm  longus,  hispidulus,  vix  denticulatus.  Corolla  cc. 
4 mm  longa,  campanulata,  laciniis  5 apice  penicillato-papillosa,  fere  glabra. 
Stamina  8-10  mm  longe  exserta,  10-12  in  tubum  dimidiam  corollam  aequantem 
et  ovarium  totum  continentem  coalescentia.  Ovarium  cylindraceum,  sessile 
glabrumque.  Legumen  haud  suppetit. 

Habitat  in  caatinga  ad  São  Raimundo  Nonato  (Piauí),  collegit  D.  P.  Lima 
13.235  (24-IX-1973),  ubi  triadim  ab  incolis  dicitur;  holotypus  in  RB. 

Interessante  espécie,  fácil  de  situar  no  grupo  das  Laetevircntes  de 
Benthapr  (as  folhas  são  realmente  de  um  verde  puro),  onde  se  distingui 
desde  logo  pelas  duas  glândulas  e a seta  terminal  do  pecíolo,  aos  demais 
dos  folíolos  mínimos  e longamente  pilosos.  Nenhuma  das  várias  espécies 
descritas  por  Harms  (in  Ule,  Í909),  de  material  recolhido  em  área  não 
muito  distante  na  Bahia,  pertence  sequer  à mencionada  série  específica. 


Croton  floribundus  Spreng.  var.  piauhyensis  Rizz.,  n.  var. 


A speciminibus  typicis  austro-orientalibus  discernitur  foliis  supra  magis 
cum  ramulis  stellato-pilosis  et  olivaceis  nec  hirtello-scabratis,  petiolis  bre- 
vioribus. 

Vivit  ad  Nazaré  (Piaui),  collegit  F.  B.  Ramalho  296  (27-XI-1973)  in 
caatinga,  marmeleiro  nominatur;  holotypus  in  RB. 

Tem-se,  aí,  mais  um  caso  de  planta  silvestre,  de  área  úmida,  disten- 
dendo-se até  a caatinga  e apresentando  variação  em  consonância  com  o novo 
ambiente.A  var.  piauhyensis  distingui-se  do  modelo  nemoroso  por  vários 
caracteres  de  âmbito  restrito,  porém,  nítidos.  Suas  folhas  são  menores  e 
macias  ao  tato  em  cima,  onde  levam  muitas  lépides  pilíferas.  Os  râmu- 
los  são  uniformemente  cinéreo-lepidoto-pilosos  e não  flocoso-tomentosos. 
Os  racemos  têm  a parte  masculina  interrompida  na  base.  A var.  floribun- 
dus é muito  comum  no  sul  e leste  do  país,  mas  Luetzelburg  (1922-23) 
menciona  a espécie  na  caatinga  do  PI,  PB  e RN. 


Didymopanax  piauhyense  Rizz.,  n.  sp. 

Foliis  tematis  breviter  petiolatis  floribusque  vulgo  fasciculatis  insignius. 
distinctum. 

Arbuscula  cc.  8 m alta  ramis  teretibus  cicatricosus  apicem  versus  pubes- 
centibus.  Folia  trifoliolata,  petiolis  4-5  cm  longis  suffulta.  Foliola  subsessilia 
vel  2-5  mm  longe  petiolata,  obovata,  apice  rotundata  parum  angustata  emar- 

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11  12  13  14  15 


cm  .. 


ginata,  basin  versurn  longe  attenuata,  subcoriacea,  discolora,  glabra,  lichenibus 
crustaceis  albis  discoideis  parvulis  supra  maculata,  margine  leviter  incrassato 
rubescente  cincta,  nervis  prominulis,  9-12  cm  longa,  4-6  cm  lata.  Paniculae 
axillares  subterminales,  pubescentes,  e racemulis  florum  fasciculatorum  con- 
flatae,  3-9  cm  longae.  Pedunculi  1-3  cm  longi.  Pedicelli  2-2,5  mm  longi.  Flores 
minutissimi,  viridescentes,  suaveolentes.  Calyx  infra  millimetralis,  lobis  rotun- 
datis,  tomentellum.  Pétala  oblonga,  cc.  1,5  mm  longa,  pilis  valde  sparsis  ins- 
tructa.  Stamina  petalis  breviora,  antheris  obtusis  filamentis  aequilongis.  Stylus 
villosus. 

Crescit  in  cerrado  ad  Jerumenha  (Piauí),  a F.  B.  Ramalho  lecta  287 
(10-X-1973),  louro  ab  incolis  appellatum;  holotypus  in  RB. 


Didymopanax  gardneri  Seem.  é declarado  ter  folhas  "pro  genere 
brevissime  petiolatis",  medindo  6-9  cm  de  comprimento.  D.  piauhyense 
leva  folíolos  de  no  máximo  5 cm  (ponta  de  ramo  florido).  Além  disso, 
as  flores  mostram-se  quase  sempre  em  fascículos  (isto  é,  umbelas  sésseis 
ou  com  pedúnculos  curtíssimos). 


Hymenaea  sagittipetala  Rizz.,  n.  sp. 


Diversis  notis  imprimisque  ob  pétalas  conspicue  acute-auriculatas  nullae 
aliae  affinitatem  praebet. 

Arbuscula  cc.  7 m alta  et  20  cm  diâmetro,  tota  glabra  nisi  indumento 
inflorescentiae  calycisque  eo  H.  stilbocarpae  perfecte  eimili;  ramulis  teretibus. 
Foliola  modice  coriacea,  concolora  haud  nitentia,  oblonga,  basi  apiceque  rotun- 
data,  fortiter  inaequilatera  et  petiolulo  altius  ad  latus  inserto  minimo,  epunc- 
tata,  nervis  parum  notatis,  6-8  cm  longa,  3-4,5  cm  lata;  petiolus  2-2,5  cm. 
Racemi  3-7  cm  longi,  in  cymam  dichotomam  aggregati,  cum  calyce  dense  rufo- 
aurato-sericei.  Bracteae  bracteolaeque  deciduae.  Pedicelli  5-6  mm.  Sepala  cras- 
sa, oblonga,  10-15  mm  (calyx  cc.  20  mm)  longa.  Pétala  triangulari-hastata, 
basi  profunde  sagittata  et  4-6  mm  longe  unguiculata,  apicem  versus  attenuata, 
membranacea,  absque  nervis  glandulisque,  22-26  mm  longa,  4-5  mm  lata  ad 
médium.  Stamina  cc.  3 cm  longa,  antheris  6-7  mm  longis.  Ovarium  glabrum, 
stigmate  capitato.  Fructus  non  visus. 

Habitat  in  caatinga  ad  São  João  do  Piauí  (Piauí),  legit  D.  P.  Lima 
13.242  (l-X-1973) , floribus  odoratis,  ubi  jatobá  nominatur;  holotypus,  RB. 
Etiam  ad  Picos,  PI,  lecta  a F.  B.  Ramalho  253  (19-IX-1973),  floribus  grate 
olentibus,  jatobá-de-vaqueiro  dicitur. 

Notável  espécie  pela  conformação  das  pétalas  e base  foliolar  (Fig.  2). 
Aquelas  são  sagitadas,  caso  único  no  gênero  tanto  quanto  posso  apurar,  e 
esta  é deslocada  lateralmente  de  modo  que  o peciólulo  se  prende  bem 
acima  Ha  porção  habitual,  sendo  lateral.  Nenhuma  parte  exibe  glândulas 
perceptíveis,  o que  também  não  parece  ser  usual. 


Jacaranda  gomesiana  Rizz.,  n.  sp. 

J.  ulei  Bur  & K.  Sch.  affinitates  evidenter  praebet,  sed  abhorrèt  habito 
caulescente,  foliis  pari-bipinnatis  pinnis  5-jugis,  foliolis  infra  albo-tomentosis, 
inflorescentia  floribusque  minoribus. 


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Frutex  circa  4 m altus, ramis  teretibus  fuscia  sparsim  lenticellosis,  ramulis- 
armotinis  tomentosis.  Pinnae  5-jugae,  cc.  3-5  cm  longae.  Foliola  14-juga,  oblon- 
ga-lanceolata,  acuta,  apiculata,  supra  tomentosa,  subtus  albo-villosa,  nervis 
lateralibus  indistinctis,  4-7  mm  longa,  sessilia;  petiolis  communibus  basi  3-4  cm 
longis,  pubescentibus.  Racemi  terminales  ramis  bis  dichotome  divisis,  pedunculo- 
2 cm  longo  computado  cc.  8-10  cm  longitudinem  aequantes,  pubescentes;  pedi- 
cellis  3-4  mm  longis  tantum.  Bracteae  lanceolatae,  pilosae,  3-10  mm  longae. 
Calyx  laciniis  deltoideis,  acutis,  tomentosis,  cc.  4 mm  longis.  Corolla  tubuloso- 
infudibuliformis,  violacea,  odorifera,  pilis  capitellatis  modice  omata,  laciniis 
parvis  rotundatis  ciliatisque,  intus  partim  pilis  longis  vestita,  circiter,  2,5  cm 
longa.  Stamina  glabra.  Staminodium  dense  pilis  elongatis  cum  pilis  glandulosis 
brevioribus  intermixtis  obtectum,  antheras  bene  excedens.  Antherae  basi  cal- 
caratae.  Capsula  discoidea,  luteo-brunnea,  punctis  lucidis  inspersa,  vulgo  3 cm 
diâmetro.  Semina  ala  hyalina,  núcleo  seminifero  discoide,  prope  7 mm  diâmetro. 

Crescit  in  cerrado  ad  Picos  (Piaui),  a F.  B.  Ramalho  265  (25-IX-1973> 
lecta;  n.  v.  carobinha.  Holotypus  in  RB. 


Jacaranda  ulei  apresenta,  aos  demais,  íolíolos  mais  duros,  revolutos, 
em  baixo  com  as  nervuras  bem  proeminentes,  em  cima  bulados  e,  por  fim, 
o eixo  foliar  estreitamente  alado.  A cápsula,  embora  semelhante,  não  é 
igual.  Dedicamos  esta  espécie  ao  exímio  conhecedor  das  bignoniáceas  pá- 
trias, nosso  colega  e amigo,  José  Corrêa  Gomes  Jr.,  cujo  labor  taxonômico- 
continua  prestando  bons  serviços  no  herbário  do  Jardim  Botânico. 


Lycium  piocorreanum  Rizz.,  n.  sp. 


A L.  martii  Sendt.,  cui  manifeste  proxime  affine,  differt  statura  altiore, 
foliis  acutis  floribusque  in  fasciculum  numerosioribus.  Etiam  foliis  constanter 
3-5-fasciculatis  et  spinis  valde  brevioribus.  L.  glomerato  in  universum  simile, 
sed  spinis  evolutis  ramisque  lineis  elevatis  haud  percursis  distinctum.  Prae- 
terea,  foliis  plus  minusve  pilosis  distat. 

Arbuscula  cc.  8 m alta,  ramis  teretibus  flexuosis  (zig-zag)  et  pilis  ramosis 
brevibus  tomentosis.  Folia  semper  ad  nodos  3-5  in  fasciculos  congregata,  oblon- 
go-lanceolata,  basi  apiceque  angustata  sed  non  acuminata,  membranacea, 
utrinque  (magis  subtus)  pubescentia,  ciliata,  nervis  parallelis  parum  notatis, 
3,5-6  cm  longa,  13-20  mm  lata;  petiolis  pubescentibus,  7-12  mm  longis.  Spinae 
solitariae  ad  nodos,  pungentes,  puberulae,  5-7  mm  longae.  Flores  ad  12  in 
fasciculum  usque,  albi,  inodori;  pedicellis  tomentosis,  2-3  mm  longis.  Calyx 
campanulatus,  inaequaliter  3-4-denticulatus,  dentibus  apice  pilosis,  cc.  3 mm 
altus.  Corolla  infundibuliformis,  cc.  7 mm  longa,  lobis  reflexis  obtusis,  intus 
prope  staminum  insertionem  barbata.  Stamina  limbo  corollae  revoluto  exserta, 
filamentis  valde  villosis  usque  ad  médium  antherisque  cordatis.  Ovarium  ovoi- 
deum  glabrum. 

Vivit  in  caatinga  propter  Casa  Nova  (Bahia),  legit  F.  B.  Ramalho  172 
(27-III-1973),  nomine  quixabeira-branca  divulgatum.  Holotypus  in  RB. 


Não  deixa  de  ser  fato  digno  de  nota  se  encontrar  uma  solanácea 
deste  gênero  em  plena  caatinga.  Tanto  quanto  é possível  verificar,  uma 
única  vez  tal  ocorreu  anteriormente;  Lycium  martii  foi  apanhado  por 
Martius  em  Juazeiro,  BA,  e não  mais  reapareceu.  Conquanto  o gênero 

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seja  rico  em  representantes  na  zona  temperada  austro-americana,  no  Brasil 
apenas  se  conhecem  três  além  de  L.  piocorreanum  e de  L martii  (5  ao 
todo),  no  extremo  sul.  Cumpre  ainda  fazer  notar  que  as  duas  espécies 
xerófilas  são  malacófilas,  levando  folhas  moles  que  lembram  antes  mesó- 
fitos  que  xerófitos. 

O -nome  específico  é uma  homenagem  ao  distinto  estudioso  e divulga- 
dor da  flora  útil  nativa,  M.  Pio  Corrêa,  bem  como  ao  seu  empenho  na 
difusão  do  conhecimento  baseado  nos  resultados  da  investigação  científica. 
O grande  "Dicionário  das  Plantas  Úteis  do  Brasil  e das  Exóticas  Cultiva- 
das", continuado  por  Leonam  de  Azeredo  Penna  nos  últimos  anos,  no 
Jardim  Botânico,  continua  sendo  apreciado  e procurado  como  repositório 
de  informações  seguras. 


Mimosa  lepidophora  Rizz.,  n.  sp. 


M.  annulari  Benth.  primo  adspectu  similis.  Foliia  novellis,  ramulis  inflo- 
rescentiaque  rufo-furfuraceis,  petiolo  communi  valde  breviore  et  cum  ramis 
aculeis  destituto,  habito  arboreo  erecto  etc.,  sat  bene  dignoscitur  ab  illa. 

Arbuscula  inermis  5 m alta;  ramulis  vegetativis  floriferisque  cum  foliis 
dense  squamulis  rufia  pilis  albis  intermixtis  obtectis.  Folia  pinnis  5-9-jugis, 
oppositis,  4-8  cm  longis.  Foliola  10-18,  irregulariter  rhomboidea,  basi  fortiter 
obliqua  haud  raro  fere  truncata  uno  latere,  apice  rotunda,  dua  ultima  conspicue 
obovata  minusque  inaequilatera,  subcoriacea,  supra  brunnea  puberula,  subtus 
pallidiora  longiusque  pubescentia  et  juventute  squamulosa,  nervis  subtus  pro- 
minulis  pinnatis  basi  hirsutioribus  cum  retículo  venoso  manifesto,  8-20  mm 
longa,  valde  ramosa,  rufescens;  foliis  floralibus  fere  ad  petiolos  glandulosos 
2-4  cm  longos  redactis;  bracteolis  1 mm  longis,  concavis,  pilosis  ciliatisque. 
Capitula  antheseos  tempore  5-7  mm  diâmetro,  pedunculis  4-5  mm  longis  sufful- 
ta.  Calyx  1 mm  longus,  vix  denticulatus,  albo-villosiusculus.  Corolla  4-petala, 
campanulata,  cc.  2-3  mm  longa,  indumento  calycis,  segmentis  apice  villosiori- 
bus  inflexisque.  Stamina  8 longe  exserta.  Ovarium  sessile,  villosolum.  Legumen 
desideratur. 

Legit  in  cerrado  ad  Itaveira  (Piauí)  F.  B.  Ramalho  313  (ll-XII-1973) ; 
holotypus  in  RB.  Etiam  in  caatinga  ad  São  João  do  Piaui,  a D.  P.  Lima  13.245 
(2-X-1973)  lecta;  nominibus  vernacularibus  angelim  et  angico-de-bezerro  lau- 
datur  ab  incolis. 


Bela  planta,  com  folíolos  pardo-castanhos  e vastas  inflorescências  íer- 
rugíneas.  Apesar  da  evidente  semelhança  com  a descrição  e respectivo  ío- 
totipo  de  M.  annularis  Benth.,  esta  é declarada  inerme  e não  há  menção 
das  peculiares  escamas  rufas;  não  é de  crer-se  tenham  estas  escapado  a 
um  observador  tão  cuidadoso  quanto  Bentham  se  mostra  sempre.  Além 
disso,  tal  botânico  dí-la  "arbusto  escandante"  e não  arvoreta  — sendo, 
afinal,  somente  conhecida  por  uma  coleção  no  rio  Uapés,  AM,  em  floresta 
pluvial. 

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cm 


Piptadenia  macrocarga  Benth.  — Árv.  ca.  12  m,  fl.  alvas  pequeninas 
Ouratea  xerophila  Rizz.,  n.  sp. 

In  discrimine  specierum  Engleriano  ad  Fl.  Brasil,  juxta  O.  fieldingianam 
(Gardn.)  Engl.  ponitur,  sed  satis  diversa  imprimis  magnitudine  partium 
valde  distincta. 

Frutex  cc.  4 m altus,  ramis  cinereis  Uchenibus  crustaceis  indutis,  flexuosis, 
novellis  tomentellis.  Stipulae  foliaceae,  '3-8  mm  longae,  lanceolatae,  striatae, 
castaneae,  ad  ápices  ramulorum  persistentes  imbricatae.  Folia  late  ovado- 
oblonga,  rigide  coriacea,  e medio  acute  serrulata,  basi  rotundato-cordata,  ápi- 
ce attenuato-acuta,  ad  summitates  ramulorum  congesta,  fere  concolore  olivaceo- 
brunnea,  nervis  secundariis  subtiliter  prominulis,  2-3  mm  tantum  longe  petio- 
lata,  2-4  cm  longa,  2-3  cm  lata  .Racemuli  terminales  parvi,  nostri  usque  ad  25 
mm  longi,  rache  rufo-pubescente  fulti,  bracteis  stipulis  similibus  praediti.  Pedi- 
celli  5-10  mm  longi.  Alabastra  3-5  mm  longa.  Sepala  oblonga,  obtusa,  scariosa, 
cc.  3 x 6 mm.  Pétala  breviter  unguiculata,  ample  obovato-rotundata,  lutea,  cc. 
4x5  mm,  integra.  Antherae  modice  transverse  rugosa,  3 mm  longae. 

Habitat  in  caatinga  ad  Picos  (Piauí),  collecta  a F.  B.  Ramalho  266 
(25-ÍX-1973).  Holotypus  in  RB. 

O.  xerophila  parece  inegavelmente  a contraparte  xerófila  de  O.  fiel- 
dingiana,  que  é silvestre  em  ilhéus,  BA,  e freqüente  na  restinga  cearense, 
visto  diferirem  sobretudo  porque,  na  primeira,  as  partes  foliares  e florais 
se  mostram  de  2 a 4 vezes  menores  do  que  na  segunda.  Ao  demais,  Ouratea 
xerophila  apresenta  folhas  oliváceas  com  denticulos  mais  longos,  enquan- 
to O.  fieldingiana  leva  limbos  com  tonalidade  avermelhada  e denticulos 
apenas  indicados.  A espécie  nova,  ao  contrário  de  muitas  outras,  é escle- 
rófila. 


Salada  induta  Rizz.,  n.  sp. 

Arbuscula  cc.  5-6  m alta,  ramulis  subanguloso-complanatis  et  lenticelloso- 
verrucosis;  internodiis  2-3  cm  longis.  Folia  opposita  oblonga,  basi  apiceque 
parum  angus  ta  ta,  imo  apice  breviter  obtuseque  acuminata,  modice  coriacea, 
margine  breviter  crenulata,  glaberrima,  nervis  vix  distinctis,  6-9  cm  longa, 
2,5-3  cm  lata;  petiolo  supra  canaliculato,  rubente,  6-8  mm  longo.  Flores  lutes- 
centi-violacei  in  vivo,  5-6  mm  diâmetro,  ad  axillas  in  ramos  jam  depoliatos  fasci- 
culati,  fasciculis  multiíloris  10-20-floris;  pedicellis  cum  alabastris,  sepalis  et 
ovário  pruina  alba  squamiformi  indutis,  4-5  mm  longis.  Sepala  deltoideo-rotun- 
data,  margine  minutissime  denticulato-papillosa,  cc.  1,5  x 2 mm.  Pétala  oblonga, 
basi  truncatà,  glabra,  nervis  inconspicuis  percursa,  2 x 3-4  mm.  Stamina  3 
filamentis  linearibus  complanatis,  antheris  basi  divergentibus,  transversim 
dehiscentibus  et  locellis  confluentibus.  Discus  crassus,  camosus,  pulvinatus, 
obsolete  lobulatus,  cc.  1 mm  altus.  Ovarium  trigonum,  magnum,  loculis  biovu- 
latis;  stylo  ovário  subaequante,  stigmate  punctiformi  indistincto.  Fructus  late. 

Pedicellis,  alabastris,  sepalis  ovarioque  pruina  alba  conspícua  squamulis- 
simulante  inspersis  ab  aíiis  abhorret.  A Salada  elliptica  (Mart.)  Peyr.,  quae 
in  silva  et  interdum  in  caatinga  reperitur,  discrepat  loculis  ovarii  biovulatis 
(nec  3-4  ovulis  pro  loculo)  et  indutu  partium  floris. 

Observata  in  cerrado  ad  Jerumenha(  Piauí),  lecta  a F.  B.  Ramalho  273 
(3-X-1973),  ubi  vocatur  sete-capas  ab  incolis.  Holotypus  in  RB. 


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cm  .. 


A nova  entidade  exibe  um  induto  alvo,  em  forma  de  partículas  se- 
melhantes a pequeninas  escamas  e solúvel  n'água  quente  (ou  talvez  fusível, 
se  for  ccreo),  que  é único  no  gênero;  reveste  o botão,  pedicelo,  sépalas  e o 
ovário,  conferindo  um  aspecto  peculiar  a essas  partes  sob  lente.  O disco 
e as  pétalas,  contudo,  são  destituídos  dele.  Tão-somente  S.  amygdalina 
Peyr.  guarda  alguma  relação  com  esta  mediante  os  lóculos  ovarianos  bio- 
vulados,  mas  de  resto  é muito  diferente. 


Tabebuia  spongiosa  Rizz.,  n.  sp. 

Licet  sine  folio  descripta  facillime  distinguitur  ab  aliis  calycis  indumento 
spongioso-tomentoso  et  inrlorescentia  repetite  dichotoma. 

Arbuscula  circa  8 m alta  et  20  cm  diâmetro,  antheseos  tempore  aphylla, 
ramis  teretibus  sulcatis  sparsim  obscureque  lenticellosis  et  glabris.  Inflorescen- 
tia  ampla,  laxa,  pluries  dichotoma  solumque  ad  apice  florifera;  floribus  ter- 
natis,  pedicellis  3-5  mm  longis  cum  calyce  spongioso-tomentosis,  indumento  e 
pilis  valde  ramosis  fulvus  constituto.  Calyx  pentagonus,  sinubus  inter  ângulos 
profundis,  apice  brevissime  lobulatus  laciniis  scariosis,  totus  fulvo-spongiosus, 
intus  modice  minuteque  squamosus,  5-7  mm  longus.  Corolla  pro  rata  parva, 
lutea  cum  striis  rubris  in  vivo,  campanulata,  3-3,5  cm  longa,  extus  lineolata 
et  glabra,  intus  faseia  longe  villosa  a basi  ad  apicem  percursa.  Stamina  didy- 
nama  absque  pilis;  antheris  thecis  divergentibus,  cc.  1,5  mm  longis.  Stylus 
absque  pilis;  stigmatibus  foliaceis.  Ovarium  conspicue  sed  haud  dense  lépido to- 
glandulosum,  2-2,5  mm  longum.  Staminodium  lineare  cc.  3-4  mm  longum 
glabrum. 

Collecta  in  caatinga  ad  São  João  do  Piauí  (Piauí)  a D.  P.  Lima  13.247 
(3-X-1973),  nomine  cascudo  incolis  nota.  Holotypus  in  RB. 

Este  lindo  ipê  da  caatinga  caracteriza-se  não  só  pela  ampla  inflores- 
centia  várias  vezes  dicotomicamente  ramificada,  com  flores  só  nos  ápices 
ramulares,  como  também  pelo  cálice  e pedicelo  esponjoso-tomentosos, 
cujos  pêlos  ramificados  são  semelhantes  aos  de  Tabebuia  ochracea  (Cham.) 
Standí.  Além  do  mais,  o ovário  é ainda  bastante  peculiar  pela  cobertura 
de  grossas  escamas  que  sugerem  glândulas,  tal  se  verifica  em  T.  araliacea 
(Cham.)  Mor.  &:  Britt.  O pólen  é típico  do  gênero  (cf.  Gomes  Jr.,  1955). 
Tão  notável  é a parte  florifera  que,  no  habitat  indicado,  não  será  difícil 
identificar  suas  folhas,  quando  eclodirem  após  a floração.  O gênero  pró- 
ximo,  Xerotecoma  Gomes  Jr.,  já  mencionado  anteriormente,  não  se  con- 
funde com  esta  espécie  legítima  de  Tabebuia  (antigo  Tecoma,  Fl.  Brasil.). 
Naquele,  as  anteras  mostram-se  pilosas  e o ovário  é lepidoto-viloso,  com 
escamas  finas  e densos  pêlos  simples;  as  inflorescências  pequeninas,  etc. 


Capparis  cynophallophora  L.  var.  praemorsa  Rizz.,  n.  var. 

Ab  omnibus  formis  elchlerianis  divergit  foliis  late  ellipticis  praemorsis 
vel  apice  profunde  inciso,  3,5-6  cm  longis,  2-3,5  cm  latis. 

Crescit  in  caatinga  ad  Paulistana,  Piauí,  legit  D.  P.  Lima  13.306  (6-XI- 
1974);  arbor  cc.  5,5  m alta,  10  m diâmetro,  floribus  pallide  violaceis  graveo- 
lentibus,  nomine  vemaculari  feijão-brabo  vocatur.  Holotypus  in  RB. 


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cm 


Cassia  subpeltata  Rizz.,  n.  sp. 

Sect.  Apoucouita  Benth.  Cum  C.  scleroxylo  Ducke  et  C.  xinguensi  Ducke 
multis  notis  congTuit,  sed  manifeste  divergit  foliolis  parvioribus  (usque  ad 
1 x 3,5  cm),  iubpeltatis  (i.  e.,  petiolo  brevíssimo  ad  paginam  inferam  inserto), 
apice  obtusis  glandulisque  longe  stipitatis  ad  paria  omnia  foliolorum. 

Arbor  circiter  7 m alta,  20  cm  diâmetro,  ramis  rimosis  ramulisque  angu- 
losis  tomentellis;  innovationibus  rufo-tomentosis.  Folia  ad  ápices  aggregata, 
5-9  cm  longa;  petiolo  communi  profunde  canaliculato,  cano-pubescente,  ad  inser- 
tiones  foliolorum  parium  glandulis  longe  stipitatis  1 mm  longis  apice  capitella- 
tis  depressisque  praedito.  Foliola  7-9-juga,  oblonga,  basi  apiceque  obtusa,  inae- 
quilatera,  subcordata,  leviter  peltata,  petiolo  valde  abbreviato  crasso  subtus 
adnato,  modice  coriacea,  discolora,  supra  saturate  castanea,  infla  pallidiora 
punctulis  albis  pilisque  brevissimis  inspersa,  nervis  lateralibus  venisque  reti- 
culatis  parum  prominulis,  1,5-3, 5 cm  longa,  7-10  mm  latis.  Racemi  breves  pau- 
ciflori,  10-15  mm  longi  (floribus  haud  computatis),  rufo-pupbescentes,  glandulis 
subsessilibus  scutellatis  supra  depressis  ornati,  ad  ramulos  laterales  breves  et 
ad  axillas  supremas  inserU;  pedicellis  gracilibus,  pilis  subtilibus  vestitis,  15-30 
mm  longis.  Sepala  lanceolata,  extus  fulvo-tomentella,  coriacea,  cc.  3 mm  longa. 
Pétala  in  vivo  siccoque  lutea,  extus  pubescentia,  nervosa,  obovada,  unguibus 
elongatis  suffulta,  8-13  mm  longa.  Antherae  10  fere  aequales,  3-4  rriríl  longae, 
densius  fulvo-tomentosae.  Ovarium  stylusque  cc.  7 mm  longi  fulvo-tomentosi. 
Legumen  ignotum. 

Habitat  in  silva  ad  S.  João  dos  Patos,  Maranhão,  coll.  D.  P.  Lima  13.325 
(12-IH-1975),  ubi  candeia-preta  ab  incolis  appellatur.  Holotypus  in  RB. 


A seção  Apoucouita  Benth.  do  gênero  Cassia,  segundo  a revisão  recen- 
te de  Irwin  & Rogers  (1967),  encerra  13  espécies,  das  quais  nenhuma 
deixa  de  ser  nativa  no  Brasil.  Esta  14.a  entidade  genérica  mostra-se  nitida- 
mente distinta  das  mais  aparentadas  por  vários  caracteres,  particular- 
mente os  folíolos  obtusos  e subpeltados,  nos  quais  o pecíolo  não  é visível 
na  face  superior,  e as  glândulas  urceoladas  no  ápice  de  estipes  relativa- 
mente alongados,  as  quais  estão  presentes  entre  os  folíolos  de  todos  os 
pares. 


Chrysophyllum  arenarium  Fr.  Aliem. 

Trab.  comm.  Sei.  Expl.  Bot.,  Rio  de  Janeiro,  1:  72,  1866. 

Arbuscula  5 m alta,  15  cm  diâmetro,  ramis  transverse  rimulosis  rugosisque, 
ramulis  rufis  lenticellosis,  copiose  ramosa.  Folia  ovado-oblonga,  basi  rotundata 
paulo  angustato-cuneata,  apice  obtusa  acuminata,  acumine  4-6  mm  longo,  coria- 
cea, supra  nitida  et  fusca,  subtus  pallidiora,  utrinque  glabra  sed  novella  pilis 
obsessa,  margine  parum  incrassato  subrecurvo,  nervis  secundariis  rectis  subti- 
liter  prominulis  utraque  pagina,  venis  immersis,  2,5-4  cm  longa,  1-2  cm  lata; 
petiolo  supra  leviter  canaliculato,  subtus  tomentello,  3-5  mm  longo.  Flores  viri- 
descentes,  in  fascículos  9-14-floros  congesti,  2 mm  longitudine  diametroque; 
pedicellis  cum  calyce  rufo-sericeis,  2-4  mm  longis.  Calycis  segmenta  orbicularia, 
cc.  l'  mm  longa.  Corolla  glabra,  tubo  valde  brevi  fulta,  petalis  ellipticis  conchae- 
formibus  2 mm  longis  et  1 mm  latis.  Filamenta  pilis  carentia,  antheris  breviora, 
ad  tubum  corollae  inserta.  Antherae  ovatae,  basi  exeavatae,  rubrae  siccitate, 
pilis  elongatis  flexuosis  laxis  sericeis  involutae.  Ovarium  dense  fulvosericeo- 
villosum.  Stigma  obsolete  5-lobulatum. 


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cm  .. 


Vivit  in  silva  ad  S.  João  dos  Patos,  Maranhão,  a D.  P.  Lima  13.328 
(13-111-1975)  lecta,  loco  in  quo  caretinha  nominatur. 


Foi  muito  interessante  a redescoberta  desta  espécie,  antes  desconheci- 
da e não  citada  na  Flora  Brasiliensis,  do  ilustre  botânico  patrício.  Cron- 
quist  (1946),  em  sua  monografia  do  gênero  aqui  envolvido,  fornece  boa 
descrição  dela.  Foi  primeiro  achada  no  litoral  cearense  e,  depois,  no 
Araripe.  Agora  ressurge  no  Maranhão,  ampliando  sua  área  de  dispersão. 
A reclescrição  que  dela  apresento  se  destina  a pô-la  ao  alcance  de  quais- 
quer investigadores  e baseia-se  no  espécime  maranhense  citado,  ou  seja, 
material  recente.  As  pequenas  folhas  obtusamente  acuminadas  e as  ante- 
ras com  longos  pêlos  ílexuosos  e frouxos  são  o que  há  de  mais  caracterís- 
tico entre  as  espécies  nativas  de  Chrysophyllum. 


Pouteria  coelomatica  Rizz.,  n.  sp. 

Ovário  loculo  unico  foliisque  cuspidatis  rufo-tomentosis  prope  P.  platy- 
phyllam  (A.  C.  Sm.)  Baehni,  e Mato  Grosso  reportatam,  inserenda,  autem 
differt  foliis  minoribus,  pedicellis  saltem  duplo  brevioribus  et  corolla  longe  fim- 
briato-ciliata  duploque  parviore.  P.  campanulatae  Baehni  quoque  affinis,  recedit 
foliis  apice  longius  porrectis,  subtus  densius  obtectis  absque  venulis,  petiolis 
longioribus  petalisque  margine  ciliatis.  Ad  Sect.  Eremoluma  (Baill.)  Baehni. 

Arbor  mediana  ramis  teretibus  cinerascentibus  brevissime  denseque  appres- 
se  puberulis.  Folia  oblonga,  basi  modice  angustata,  apicem  versus  longius 
attenuata  et  acute  longeque  cuspidata,  acumine  8-15  cm  longo,  coriacea,  utrin- 
que  colore  castaneo  ornata,  supra  ad  nervo  centralem  parce  canopuberula  vel 
glabrata,  nervis  secundariis  immersis  venisque  prorsus  deficientia,  subtus  dense 
pilis  sericeis  applicatis  vestita  nervisque  evidenter  prominulis,  nervis  lateralibus 
inter  sese  7-14  mm  distantibus,  9-15  cm  longa,  4-6  cm  lata;  petiolo  canescente, 
2-3  cm  longo.  Fasciculi  axillares  ab  apice  ramorum  remoti,  foliorum  inferiorum 
ad  axillas  inserti,  e 4-11  floribus  compositi  cum  alabastris  numerosis;  pedicellis 
rufo-tomentosis,  4-7  mm  longis.  Flores  3 mm  longi,  in  vivo  veridescentes.  Calyx 
sepalis  4 ovatis  conchaeformibus  et  1 orbiculari,  rufo-villosis.  Corolla  glabra, 
tubo  brevi,  petalis  2,5-3  mm  longis  margine  manifeste  fimbriato-ciliata.  Fila- 
menta  antheris  breviora.  Antherae  ovatae,  glabrae,  apice  obtusae,  1 mm  longae. 
Staminodia  e basi  lata  apicem  versus  subulata.  Ovariuum  amplum,  conlcum, 
dense  fulvo-rufo-sericeo-villosum,  4-5-costatum,  1-loculare,  loculo  magno  cen- 
trali  uniovulato;  stylo  ovário  breviore;  stigmate  capitato. 

Crescit  in  silva  ad  Itamaraju,  in  parte  australi  Bahiae,  legit  M.  T.  Monteiro 
23.500  (24-VII-1971) ; nomine  populari  bapeba-branca.  Holotypus  in  RB. 

São  poucas  as  espécies  de  Pouteria  dotadas  de  ovário  unilocular.  E 
menos  ainda  as  que  levam  tal  caráter  associado  a folhas  cuspidadas  e rufo- 
pilosas.  Eis  porque  é negócio  fácil  e seguro  situar  P.  coelomatica  no  vasto 
esquema  de  Baehni  (1943).  O nome  específico  prende-se  a remota  identi- 
ficação do  amplo  lóculo  ovariano  com  a cavidade  geral  dos  animais  supe- 
riores, dita  celoma.  As  duas  espécies  próximas,  P.  platyphylla  e P.  campa- 
nulata,  podem  ser  separadas  por  vários  caracteres  de  menor  âmbito,  mas 
situados  dentro  dos  padrões  utilizados  em  Pouteria. 

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Carpotroche  brasiliensis  (Raddi)  Endl.  bahiensis  Rizz.,  n.  var. 


A var.  brasiliensi  dignoscitur  foliis  crenatis  glabris  breve  obtuseque  acumi- 
natis  et  pilositate  ramulorum,  pedicellorum,  alabastrorum  perianthique  minus 
evoluta  laxioreve. 

Lecta  in  silva  pluviali  ad  Itamaraju,  Bahia  australis,  a M.  T.  Monteiro 
23.582  (ll-XI-71) ; fruta-de-paca  incolarum.  Holotypus  in  RB. 

A forma  típica,  que  se  extende  da  BA  ao  RJ,  apresenta  folhas  denti- 
culadas  com  um  pequenino  tufo  de  pêlos  nos  dentículos  ou  no  lugar  deles 
quando  obsoletos  (o  que  é raro),  tufo  esse  que  está  no  ponto  terminal 
de  uma  nervura  lateral,  e râmulos,  botões,  flores,  todos  fulvo-seríceo-to- 
mentosos,  aos  demais  da  face  foliar  inferior  ser  pubescente. 


Calhandra  suberifera  Rizz.,  n.  sp. 

C.  sessilis  Benth.  atque  C.  spinosae  Ducke  in  affinitatem  proximam  perti- 
net,  ramis  cortice  suberoso  cinereo-lutescente  obtectis  facile  discernitur.  Ab  illa 
et  iam  ramis  apice  spinigeris,  staminibus  longioribus  foliisque  longius  hispidulis 
divergit.  Ab  altera,  quae  ramis  in  spinas  productis  quoque  gaudet,  foliis  hispido- 
ciliatis  staminibusque  magis  elongatis  praeterea  distat. 

Frutex  cc.  3 m altus,  10  cm  diâmetro,  ramis  tortuosis  cortice  evidenter 
suberoso,  molli,  rimuloso,  intus  luteolo  praeditis;  est  et  in  ramis  striae  dense 
squamulosae  e ramulis  olim  vigentibus  ortae,  pellem  reptilianam  in  memoriam 
revocantes;  ramulis  lateralibus  brevibus  5-20  mm  longis,  dense  squamulis  im- 
bricatis  2-3  mm  longis,  novellis  luteolis,  apice  marginesque  rubro-pubescentibus 
vestitis.  Spinae  ad  ápices  ramorum  5-12  mm  longae  pungentes.  Stipulae  ovatae, 
acutae,  rigidae,  pubescentes,  striatae,  in  squamulas  persistentes  mox  transmu- 
tatae  ramulis  obtegentes.  Folia  ad  ápices  ramulorum  brevium  pauca  tantum, 
vulgo  dua,  sessilia,  pinnis  unijugis;  pinnarum  axis  pilis  flexuosis  albis  longis 
laxe  hirsutus.  Foliola  cc.  15-20-juga,  oblonga,  ciliata,  pennivenia,  4-5  mm  longa, 
1 mm  lata,  superficie  glabra,  membranacea,  juventute  longa  albo-pilosa.  Glo- 
meruli  solitarii,  sessiles,  basi  bracteati,  ad  ramulos  brevíssimos  inserti.  Calyx  4 
sepalis  apice  tomentosis,  1,5  mm  longis.  Corolla  ca.  4 mm  longa,  basi  tubulosa, 
limbo  amplo,  lobis  apice  inflexis,  acutis.  Stamina  circiter  20,  circa  20-25  mm 
longa,  capillacea,  usque  ad  médium  corollae  monadelpha,  interdum  2-3  magis 
connata,  in  vivo  roseo-albescentia.  Ovariaum  nigum,  glabrum,  sessile. 

Provenit  in  caatinga,  Paulistana,  Piauí,  collegit  D.  P.  Lima  173.307  (6-XI- 
1974).  Holotypus  in  RB. 

O presente  táxon  exibe  aspecto  todo  peculiar  e deveras  estranho.  Os 
ramos,  além  do  súber  amarelo  e macio,  apresentam  estrias  escamosas  (restos 
de  antigos  râmulos  laterais  que  prosseguiram  crescendo)  que  recordam 
pequenos  répteis  escamosos.  Os  ramos  laterais,  muito  curtos,  mostram-se 
completa  e apertadamente  revestidos  de  escarninhas  imbricadas.  Além  de 
tudo  isso,  ainda  os  mesmos  ramos  terminam  por  um  bem  desenvolvido 
espinho  afilado.  As  referidas  escamas  não  passam  das  estipulas  persisten- 
tes, que  permanecem  indefinidamente,  já  então  muito  longe  da  sua  posi- 
ção habitual.  Em  suma.  Calhandra  suberifera  é a espécie  da  caatinga  que 
revela  aspecto  mais  característico,  de  todo  fora  do  comum. 


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cm  .. 


Exellodendron  cordatum  (Hook.)  Prance 

Fl.  JNeotropica,  9:  197,  1972. 

= Parinari  cordata  Hook. 

Fl.  Brasil.,  14  (2):  50,  1867. 

Arbor  8 m x 30  cm,  ramis  teretibus  parce  lenticellosis.  Stipulae  deciduae, 
conchaeformes,  acutae,  intus  imprimis  ad  basin  serlceo-  villosae,  2-3  mm  longae. 
Folia  ovado-obloga,  basi  lata,  rotundata  et  cordata;  apicem  versus  parum  atte- 
nuata  breviterque  abrupte  acuminata  (acumine  1 mm  longo),  modice  coriacea, 
fusco-cinerea,  supra  nitida,  subtus  dense  minuteque  pallido-punctulata  (pune- 
tuli  squamulas  in  memoriam  revocat  sed  e foliis  non  abscidunt),  utrinque  nervis 
subtilibus  fere  impressis,  venis  inter  nervos  laterales  plus  minusve  parallelis 
paulo  perspicuis,  retículo  venoso  obsoleto,  4-6  cm  longo,  2-3,5  cm  lata;  petiolo 
rugoso,  canaliculato,  5-6  mm  longo,  apice  poris  glandularibus  duobus  instructo. 
Paniculae  laterales  amplae  multiflorae,  9-15  cm  longae,  e racemis  1,5-5  cm  lon- 
gis  conflatae;  rachi  cano-pubescenti.  Flores  in  cymulas  trifloras  dispositi,  flore 
centrali  jam  evoluto,  lateralibus  in  alabastro;  pedunculis  cymarum  2-3  mm 
longis,  quoque  canescentibus ; pedicellis  brevissimis  eive  subnullis;  bractea  brac- 
teolisque  duabus  colore  rubro,  pilis  sericeis  vestitis,  cc.  1 mm  longis,  pedicellis 
basibusve  florum  omnium  cingentibus.  Hypanthium  infundibuliforme,  complana- 
tum,  circiter  3 mm  longum,  intus  densissime  longeque  albo-sericeo-villosum. 
Lobi  calycis  triangulares,  acuti,  reflexi.  Pétala  ovata,  irregularia,  acuta,  2 mm 
longa,  glabrata.  Stamina  7,  inaequalia,  exserta,  lateralia.  Ovarium  2-loculare, 
discoideum,  rubrum,  glabrum  sed  lana  laxa  copiosa  involutum,  ad  latus  hypan- 
thii  insertum. 

Vivit  in  cerrado  ad  Guadalupe,  Piaui,  ubi  a D.  P.  Lima  13.343  (24-11-75) 
lectus  et  nomen  vernaculare  pau-pombo  audit.  Holotypus  in  RB. 

O aspecto  da  planta  é característico;  as  densas  panículas  acinzentado- 
claras  mostram-se  semeadas  de  inumeráveis  pontos  vermelhos,  que  são 
as  brácteas  e as  bractéolas  jacentes  na  base  das  flores  e botões,  visto  serem 
persistentes.  Outro  tato  morfológico  distintivo  liga-se  às  pontuações  dimi- 
nutas e alvacentas  da  página  inferior  da  folha;  elas  parecem-se  com  pe- 
queninas escamas,  sob  forte  aumento,  mas  não  se  desprendem  quando 
forçadas  com  a ponta  do  estilete.  Há  mais  duas  espécies  semelhantes, 
das  quais  se  distingue  pelas  folhas  cordadas. 

É o único  representante  arbóreo  do  grupo  Parinari-Exellodendron 
que  é exclusivo  do  cerrado,  indo  do  Maranhão-Piauí  a Goiás-Bahia,  sem, 
contudo,  mostrar-se  comum.  P.  obtusifolia  Hook.  é muito  difundida  na 
savana  central,  mas  não  passa  de  humilde  subarbusto;  E.  gardneri  (Hook.) 
Prance  é arbusto  de  até  1,5  m,  que  ocorre  com  escassa  freqüência  em 
MG  e GO,  muito  semelhante  ao  supra-descrito. 

Sapium  argutum  (M.  Arg.)  Huber 

Buli.  Herb.  Boiss.,  2 (6) : 439,  1906. 

Arbuscula  vel  frutex  5 m altus,  6 cm  diâmetro,  ramis  collapsatis  laevibus. 
Stipulae  parvulae  laciniatae  rubescentes.  Folia  ad  ápices  ramulorum  pauca 
(2-3),  oblonga,  basi  rotundata,  apice  acuta,  membranacea,  contra  lucem  sub- 
pellucida,  fuscescente-viridia,  nervis  arcuatis  valde  tenuibus  omata,  margine 

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acute  serrulata  denticulis  apice  productis  glandulisque  nonnullis  interjectis, 
usque  ad  8 cm  longa,  2,5  cm  lata;  petiolo  apice  biglanduloso  4-7  mm  longo. 
Spicae  solitariae,  vulgo  5 cm  longae,  glandulis  nigris  magnis  praeditae,  plerum- 
que  masculae,  nonnullae  flore  femineo  basali  instructae.  Perigonium  floris 
masculi  tepalis  2,  campanulatum,  1 mm  tantum  longum.  Stamina  longe  exserta 
filamentis  elongatis,  antheris  thecis  disciformibus  margine  dehiscentibus,  inter 
sese  fere  liberis,  absque  pistilli  rudimento.  Ovarium  ovoideum,  stylo  breve 
terminatum. 


O espécime  descrito  foi  recolhido  na  caatinga  de  Paulistana,  PI,  por 
D.  P.  Lima  13.298  (l-XI-74).  Sua  inclusão  neste  trabalho  deve-se  a ser 
espécie  raríssima,  só  se  conhecendo  até  hoje  o exemplar-tipo  de  Martius, 
da  caatinga  pernambucana.  O autor  da  monografia  respectiva  do  Pflan- 
zenreich  nem  sequer  conseguiu  ver  a espécie  em  exame.  As  flores  são 
dadas  como  perfumadas  e o látex  é mencionado,  pelo  coletor. 


Couratari  asterophora  Rizz.,  n.  sp. 


Inter  Brasilienses  cum  C.  stellulata  mihi  omnino  insignis  pilorum  indumento 
stellatorum  superficiei  inferioris  foliorum.  Quoad  pilositatem  solummodo  cum  C. 
pulchra  Sandw.,  hylaeana,  relationes  offert,  sed  discernitur  foliis  majoribus  su- 
pra pubescentibus  (pilis  simplicibus)  pedicellisque  pluries  brevioribus  (sec. 
Knuth,  1956). 

Arbor  mediana  ramis  robustis  tomentellis.  Folia  latissime  oblongo-obovata, 
basin  versus  perparum  attenuata  et  obtusa,  apice  ample  rotundata,  margine 
leviter  sinuato-crenata,  supra  castanea  pilis  brevissimis  dense  pubescentia,  ner- 
vis  lateralibus  distinctis  sed  fere  impressis  reticuloque  venoso  haud  perspicuo, 
subtus  rufescentia  pillis  stellatis  ramis  elongatis  cum  pilis  indivisis  brevibus 
inspersa  imprimis  ad  nervos,  nervis  elevatis  reticuloque  venoso  fortiter  promi- 
nente,  modice  coriacea,  nervo  centrali  supra  plano  infraque  valde  elevato  et 
crasso,  ad  11  x 25  cm;  petiolo  piloso,  supra  excavato,  8-15  mm  longo.  Racemi  ad 
extremitates  ramorum  aggregati,  paniculati,  8-15  cm  longi,  pilis  brevibus  ful- 
visque  totum  fusco-luteo-sericei;  pedicellis  crassis  3-5  mm  longis;  rachi  obtu- 
se  angulata,  sulcata;  bracteis  bracteolisque  concavis,  coriaceis,  longe  aurato- 
ciliatis,  8-15  mm  longis.  Calycis  segmenta  coriacea,  ciliata,  utrinque  tomen- 
tosa,  4-5  mm  longa,  ad  mm  lata.  Pétala  in  vivo  roseo-luteola,  membranacea, 
obovata,  venoso-reticulata,  pilis  flexuosis  ciliata,  extus  prope  basin  fulvo-to- 
mentella,  2-3  cm  longa.  Androphorum  absque  processis  anantheris.  Filamenta 
triangulari-subulata,  brevia;  antheris  plus  minusve  discoideis.  Ovarium  dense 
villosum,  triloculare,  loculis  amplis. 

Habitat  in  silva  primaeva  ad  Itamaraju,  Bahia  australis,  legit  M.  T.  Mon- 
teiro 23520  (30-VH-1971),  nomine  embirema  a populo  locali  salutatur.  Holo- 
typus  in  RB. 


Este  magnifico  vegetal,  em  virtude  dos  pêlos  fasciculados,  detém  re- 
lações apenas  com  Couratari  panamensis  Standl.,  do  Panamá,  e C.  pulchra 
Sandw.,  da  Guiana  e Amazonas  (Juruá),  entre  as  espécies  já  conhecidas,  e 
com  C.  stellulata  Rizz.,  adiante  descrita.  Segue-se  esta  última,  do  Espírito 
Santo,  após  o que  virá  uma  chave  para  discriminar  as  espécies  do  Brasil 
oriental. 


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Couratari  stellulata  Rizz.,  n.  sp. 


C.  asterophorae  Rizz.  absimilis  foliis  parvioribus  acutis  utrinque  fasciculato- 
pubescentibus  nervisque  impressis,  etiam  sepalis  ampUoribus. 

Arbor  mediana  ramis  crassis,  puberulis,  lenticellosis.  Folia  oblonga,  basi 
apiceque  angustata,  apice  acuta  rariusve  obtusata,  margine  profundius  quam 
in  praecedente  dentato-crenata,  utrinque  sordide  fusca,  superne  minute  stellato- 
pubescentia,  inferne  densius  aequaliter  pubescentia,  ambobus  paginis  nervis  se- 
cundariis  impressis  vel  inconscpicue  prominulis  reticuloque  venoso  parum  pers- 
picuo,  nervo  medio  subtus  prominente  tomentoso,  modice  coriacea,  ad  7 x 16  cm; 
petiolo  piloso,  supra  canaliculato,  ad  1 cm  usque.  Racemi  praecedente  valde 
similes,  eodem  tomento  ac  longitudine;  rachi  acutius  angulata  et  profundius 
sulcata;  pedicellis,  bracteis  bracteolisque  ut  in  illa.  Alabastra  majora,  ad  2 cm 
diâmetro.  Calycis  lobi  ciliáti,  8-10  mm  longi,  6-8  mm  lati.  Pétala  amplissime 
obovata,  extus  densius  pubescentia,  ciliata,  2-2,5  cm  longa.  Androphorum  pro- 
cessis  carens.  Filamenta  linearia,  brevia;  antheris  ellipsoideis.  Ovarium  ut  in 
antecedente. 

Colleta  ad  Serra  de  Santa  Teresa,  Vale  do  Canaã,  Espírito  Santo,  ab  A.  P. 
Duarte  9760  (10-V-1966) . Holotypus  in  Rb  131349. 


Couratari  pedicellaris  Rizz.,  n.  sp. 


A C.  glabra  Camb.  longe  distat  pedicelis  multoties  longioribus  complana- 
tisque,  racemi  rachi  crassa  puberula. 

Arbor  20-25  m alta,  ramis  teretibus  apicem  versus  striatis  laevibus  gla- 
bris.  Folia  oblonga,  utrinque  paene  aequaliter  attenuata,  apice  vulgo  acuta 
rariusve  obtusa,  glabra,  margine  leviter  sinuato-crenata,  utraque  pagina  ru- 
fescentia  nitidula,  supra  nervis  venulisque  fere  impressis,  subtus  nervis  appro- 
ximatis  reticuloque  venoso  magis  elevatis,  nervo  mediano  gracili  elevato,  sub- 
conacea  vel  firmiter  membranacea,  ad  6 x 15  cm;  petiolo  gracili,  canaliculato, 
5-7  mm.  Racemum  solitarium,  prope  15  cm  longum  et  15-florum;  rachi  ad 
basin  crassa,  subtereti,  usque  ad  1 cm  crassitudine,  apicem  versus  graciliore 
angulata  et  breviter  tomentosa;  pedicellis  camplanatis,  latis,  plus  minusve  an- 
gulatis,  tomentosis,  ad  3,5  cm  usque;  bracteolis  ut  flores  nigris,  minutissime 
puberulis,  ciliatis,  8-10  mm  longis.  Sepala  rotundata,  glabra,  ciliata,  cc.  5-6  mm 
longa.  Coroila  pilis  defecta,  inter  2 et  3 cm  longa. 

Crescit  ad  Rio  Doce,  Colatina,  Espírito  Santo  borealis,  coll.  J.  G.  Kuhlmann 
394  (20-DC-1930),  embirema  ab  incolis  nominatur.  Holotypus  in  RB  136145. 

Boa  espécie,  com  nenhuma  outra  passível  de  confusão  em  face  dos 
conspícuos,  compridos  e achatados  pedicelos.  Pedicelos  do  mesmo  com- 
primento são  mencionados  em  Couratari  pulchra  Sandw.,  acima  citada, 
cujas  folhas,  conforme  se  assinalou,  se  revelam  densa  e minutamente 
"arachnoideo-stellato-pubescentia";  os  próprios  pedicelos,  nela,  mostram-se 
delgados  e não  comprimidos  e largos,  de  acordo  com  Knuth  (op.  cit.). 

A chave  subseqüente  indica  como  as  três  novas  entidades  diferem  en- 
tre si  e das  outras  duas  previamente  conhecidas  no  Brasil  oriental.  Uma 
delas,  Couratari  pyramidata  (Vell.)  Knuth,  antes  denominada  C.  rufescens 


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cm 


Camb.,  árvore  de  10-15  m,  ocorre  no  Rio  de  Janeiro  (Gávea)  e apresenta 
racemos  idênticos  às  anteriores,  porém,  mais  longos  (até  30  cm);  há  dela 
dois  espécimes  no  herbário  do  Jardim  Botânico:  Kuhlmann  28-V-1930  e 
Victorio  & Lourenço  24-VI-1932  (RB  136144  e 136143).  A outra,  C.  glabra 
Camb.,  é planta  rara,  sem  coleção  recente,  também  assinalada  no  RJ . 
Não  constava  a existência  do  gênero  na  Bahia  e Espírito  Santo,  o que 
passa  agora  a ser  lato  constatado  mediante  as  recém-descritas. 

Espécies  de  Couratari  presentes  no  Brasil  oriental,  da  Bahia  ao  Rio 
de  Janeiro: 


1.  Folhas  providas  de  denso  indumento  estrelado-tomentoso,  na  página  infe- 
rior ou  em  ambas. 


2.  Folhas  obovado-oblongas  até  11  cm  de  largura,  no  ápice  circulares,  a 
face  superior  provida  de  curtos  pêlos  simples,  indivisos,  as  nervuras 
na  face  dorsal  fortemente  proeminentes;  sépalas  até  5 mm  de  largura; 
pêlos  estrelados  com  ramos  alongados. 

1.  C.  asterophora  Rizz. 


2.  Folhas  oblongas  até  7 cm  de  largura,  no  ápice  agudas,  a face  superior 
dotada  de  minutos  pêlos  estrelados,  ramosos,  as  nervuras  em  ambas 
as  páginas  planas;  sépalas  medindo  6-8  mm  de  largura;  pêlos  estre- 
lados bem  mais  curtos  do  que  na  anterior. 

2.  C.  stellulata  Rizz. 


1.  Folhas  glabras  ou  somente  com  poucos  pêlos  simples  na  página  inferior. 

3.  Pedicelos  magnos,  achatados,  largos,  até  3,5  cm  de  comprimento,  to- 
mentosos,  raquis  muito  grossa,  até  1 cm  de  largura,  miudamente  pu- 
bescente . 

3.  C.  pedicellaris  Rizz. 


3.  Pedicelos  curtíssimos,  subcilíndricos,  até  5 mm  de  comprimento;  ra- 
quis glabra  ou  fulvo-tomentosa,  delgada,  anguloso-sulcada. 

4.  Folhas  inteiramente  glabras,  oblongo-lanceoladas,  até  4,5  x 10  cm; 
racemos  glabros;  pétalas  medindo  perto  de  15  mm  de  comprimento, 
sem  indumento. 

4.  C.  glabra  Camb. 


4.  Folhas  glabradas,  geralmente  com  escassos  pêlos  na  superfície  dor- 
sal, até  8 x 17  cm;  racemos  densamente  fulvo-tomentosos;  pétalas 
com  2-3  cm  de  comprimento,  por  fora  tomentosas. 


5.  C.  pyramidata  (Vell.)  Knuth 
(C.  rufescens  Camb.) 


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Cordia  araripensis  Rizz.,  n.  sp. 


Próxima  C.  scabrifoliae  DC.,  quae  gignit  folia  apice  2-3,5  cm  longe  cuspi- 
data  et  -subulata,  utrinque  aspera  piiis  brevissimis  rigidisque,  colore  castaneo, 
ac  minus  crassa.  Utraque  species  inflorescentias  floresque  idênticos  profert  nisi 
tomento  fulvo  Cordiae  araripensis  calycis  pedunculique.  C.  acutifolia  Fresen. 
foliis  magnioribus  longius  acuminatis  (ad  3 cm)  gaudet. 

Arbor  ramis  teretibus  cinereis  rimulosis  apicem  versus  luteo-fusco-pubes- 
centibus.  Folia  oblonga,  acuminata,  acumine  lato  1-2  cm  longo  imo  apice  acuto 
et  mucronulato,  basi  ampla  modice  attenuata,  coriacea,  paulo  discoiora,  mar- 
gine subrecurvo  cincta,  supeme  fusco-lutescentia  obscureve  olivacea  nitidula 
pilis  perbrevibus  adpressis  praesertim  ad  basin  nervi  centralis  instructa  inferne 
pallidiora  magisque  olivacea  tota  superfície  eodem  tomento  sed  longe  densius 
obsessa  et  rete  venularum  manifeste  prominulo  notata,  10-15  cm  longa,  4,5-6  cm 
lata;  petiolo  circiter  1 cm  longo,  crasso;  leviter  canaliculato,  pilosiusculo.  In- 
florescentia  2-3  cm  longe  pedunculata,  dichotome  ramosa,  cc.  7 cm  longa,  sor- 
dide  fulvo-pubescens,  ramulis  complanatis.  Flores  ad  extremitates  ramulorum 
congeste  glomeruiati,  in  vivo  suaveolentes.  Calyx  campanulatus,  laevis,  fulvo- 
tomentosus,  4-5  mm  longus,  lobis  triangularibus  acutis.  Corolla  alba  in  vivo, 
tubo  calyce  aequilongo,  laciniis  reflexis  prope  2,5  mm  longis  ellipticis,  glabra. 
Filamenta  exserta,  ore  tubi  corollae  inserta,  basi  pilis  longis  lucidis  numerosis 
ornata.  Ova  rium  nigrum  cum  stylo  pilis  omnino  carens. 

Crescit  in  silva  ad  Crato,  Serra  do  Araripe,  Ceará,  a J.  S.  Sobrinho  138 
(2S-X-65)  lecta;  nomine  gargaúba  populo  appellatur.  Holotypus  in  RB. 

As  duas  espécies  aparentadas,  Cordia  scabrifolia  e C.  acutifolia,  levam 
folhas  dotadas  de  acúmen  mais  comprido  e acutíssimo.  Ao  demais,  a pri- 
meira tem-nas  notavelmente  ásperas  e a segunda,  maiores.  É interessante 
observar  que  C.  araripensis  apresenta  a face  superior  das  folhas  jovens  evi- 
dentemente aspérula  e com  pêlos  muito  curtos;  mais  tarde,  estes  se  redu- 
zem  e a .superfície  torna-se  lisa  ao  tato. 


Cassia  martiana  Benth. 


Fl.  Brasil.,  15  (2):  127.1876. 


Legume  aproximadamente  retangular,  terminado  em  apículo  excêntrico, 
curtamente  estipitado,  coriáceo,  em  ambas  as  faces  velutino  e com  10-12  lojas 
seminiferas  fortemente  abauladas,  os  bordos  ligeiramente  espessados,  deiscente, 
7-9  cm  compr.,  ca.  15  mm  de  largura;  as  lojas  existem  freqüentemente  na  au- 
sência de  sementes,  tão  amplas  quanto  as  preenchidas  por  estas,  caso  em  que 
são  ocupadas  por  óvulos  abortados.  Sementes  irregularmente  ovóides,  pontua- 
das no  ápice,  envolvidas  longitudinalmente  por  um  rebordo  mediano  mais  crasso, 
com  hilo  diminuto  e micrópila  maior  do  que  ele,  alongada,  duríssimas,  pardo- 
amareladas,  nítidas,  5-6  mm  compr.;  a testa  mostra-se  inteiramente  ornamen- 
tada de  um  retículo  escrobiculado  e possui,  de  cada  lado,  uma  depressão  alon- 
gada em  cujo  ápice  há  um  poro  onde  ela  sofre  solução  de  continuidade;  esse 
ponto  é visivelmente  mais  macio  do  que  a testa  e provavelmente  permeável  à 
água  e aos  gases.  Interiormente,  ocorre  uma  boa  camada  de  endosperma  cór- 
neo, quase  tão  espessa  quanto  o próprio  embrião. 


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SUMMARY 


Contribution  to  the  knowledge  of  the  Brazilian  Northeastern  Floras.  The 
paper  bears  floristic  lists  of  a number  of  forest,  cerrado,  and  caatinga  stations 
from  the  States  of  Bahia,  Piaui,  and  Maranhão.  The  regional  cerrado  flora 
was  confronted  with  that  of  Central  Brazil  in  which  lies  the  Bazilian  savanna 
core  area.  Differences  and  similarities  between  them  were  pointed  out  upon  a 
floristic  and  distributional  viewpoint,  resulting  in  the  demonstration  that  both 
the  Piauí  and  Maranhão  cerrado,  though  clearly  related  to  the  central  one, 
deserves  to  be  considered  as  having  phytogeographic  individuality  of  its  own. 
The  caatinga  flora  was  subjected  to  an  analysis  by  means  of  a comparision 
with  the  previous  data  from  Rizzini  (1963),  and  the  conclusion  was  reached  at 
that  both  treatments  agree  significantly;  this  means  in  brief  that  the  caatinga 
of  the  cited  area  contains,  as  previously  established  in  Rizzini’s  paper,  some 
63%  species  of  its  own  and  some  37%  species  from  other  formations,  i.  e, 
alien  to  its  flora  though  occurring  among  the  characteristic  ones.  The  paper  in- 
cludes  also  a variety  of  information  regarding  distributíon,  habit,  flowers,  fruits, 
and  leaves  of  the  mentioned  species,  whenever  there  were  outstanding  features 
to  be  6tressed.  Finally,  17  new  species  and  4 new  varieties  were  described  as  an 
addition  to  the  savanna  as  well  as  xerophilous  vegetations  of  the  Northeastern 
region  of  Brazil. 


SUMÁRIO 

Neste  trabalho  descrevem-se  algumas  características  fitogeográficas  das 
vegetações  de  cerrado,  caatinga  e mata,  dos  estados  da  Bahia,  Piauí  e Mara- 
nhão. Compara-se  a flora  savanícola  regional  com  a do  Brasil  Central,  apon- 
tando-se afinidades  e discrepâncias  entre  ambas,  e concluindo-se  pela  indivi- 
dualidade do  cerrado  maranhense-piauiense.  A flora  da  caatinga  é analisada  em 
confronto  com  os  dados  mais  antigos  de  Rizzini  (1963),  tendo-se  notado  visível 
harmonia  entre  os  dois  tratamentos,  o anterior  e o presente.  Oferecem-se  dados 
sobre  a participação  das  espécies,  de  diferentes  categorias  distribucionais,  pró- 
prias das  vegetações  mencionadas.  Listas  de  entidades  taxionômicas,  recente- 
mente identificadas,  acham-se  aqui  incluídas,  distribuídas  segundo  as  localida- 
des onde  foram  coletadas.  Finalmente,  uma  série  de  espécies  novas  vai  des- 
crita, acompanhada  de  comentários  esclarecedores  a respeito  de  suas  afinida- 
des e particularidades  dignas  de  menção.  Espera-se  que  este  artigo  contribua 
para  o conhecimento  mais  efetivo  das  características  taxionômicas  e fitogeo- 
gráficas das  diversas  flora  nordestinas. 


AGRADECIMENTOS 

O autor  reconhece,  gratamente,  o auxílio  recebido  do  C.  N.  Pq.,  do  Dr. 
Sérgio  Tavares  e respectiva  equipe  técnica  (Sudene,  PE)  e dos  colegas  A.  P. 
Duarte,  A.  de  Mattos  Filho,  G.  M.  Barroso,  I.  de  Váttimo,  Pe.  R.  Reitz  e J.  de 
A.  Falcão. 


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Fig.  4 


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PICH ISERM  OLLIA  MONTEIRO  NETO 


UM  NOME  NOVO  PARA  GIGLIOLIA  BECC.* 


HONORIO  MONTEIRO  NETO 

Pesquisador  em  Botânica  no 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro- 
e Bolsista  do  CNPq. 


Pichisermoliia  H.  Monteiro  Neto  nov.  nom. 

Bason.  Gigliolia  Beccari,  Malesia  1 (2):  171.  (1877),  non. 
Gigliolia  Barb.  Rodr.,  Gen.  Orchid.  1:  25  (1877). 


Spadices  interlrondales,  egressi,  elongati,  spatha  solitaria  completa, 
longissima  induti.  Flores  inferiores  in  ramis  terni,  intermédio  íoemineo, 
superiores  masculi,  bini.  Flores  masculi  subsymmetrici,  calyce  breviter  tri- 
lobo,  Stamina  3-9.  Flores  masculi  multo  majores;  sepala  late  imbricata; 
pétala  sepalis  paullo  longiora  basi  imbricata,  supra  médium  incrassata  et 
valvata.  Ovarium  uniloculare.  Ovulum  basilare  erectum,  anatropum. 
Fructus  oblongus.  Semen  erectum,  elongatum. 

Typus:  Lectotypus  apud  Pichi-Sermolli  in  Beccari  et  Pichi-Sermolli 
(1956)  Palmae  Gerontogeae  pag.  33  et  fig.  1 (I)  Gigliolia  insignis.  (Becc.- 
\ falésia  1 2):  172.1877). 


(*)  Trabalho  entregue  para  publicação  em  09-04-1974. 


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Sub  gen.  Pichisermollia 

= Gigliolia 

Folia  pari-pinnata,  segmentis  lanceolatis.  Floris  masculi  stamina  tres; 
filamentis  brevissimis,  basi  unitis;  antheris  sub-reniformibus;  ovarii  rudi- 
mentum  crassum  crilobum. 

Pichisermollia  insignis  (Becc.)  H.  Monteiro  Neto  nov.  comb. 

Folia  Ilabellato-cuneata,  plicato  pluricostulata  bifide.  Floris  masculi 
stamina  7-9;  filamentis  basi  vix  unitis;  antheris  erectis,  basiíixis,  linearibus. 

Ovarii  rudimentum  minutum,  tridentatum 

Pichisermolia  subacaulis  (Becc.)  H.  Monteiro  Neto  nov.  comb. 

Examinando  a monografia  de  Beccari  postumamente  revista  e corri- 
gida por  Pichi-Sermolli  (1956),  como  subsídio  a um  trabalho  de  redeter- 
minação  e comportamento  das  palmeiras  da  grande  coleção  do  Jardim 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro,  deparamo-nos  com  o comentário  da  pág.  33- 
35  aqui  transcrito: 

"BECCARI  originariamente  riferi  a questo  genere  due  specie:  Gi- 
gliolia insignis  Becc.  e Gigliolia  subacaulis  Becc.  Anche  dalla  publicazione 
originale  è chiaro  che  il  tipo  dei  genere  deve  essere  Gigholia  insignis 
Becc.  Malasia  1 (2):  172.1877,  ma  la  subdivisione  in  due  sotto  generi  con 
1’indicazione  dei  tipi  relativi  qui  proposta  da  BECCARI  non  ammette 
dubbi  sulla  scelta  di  tale  tipo." 

Non  è certo  che  Gigliolia  Becc.  sia  nome  legitimo  poiché  existe  um 
altro  genere,  Gigliolia  Barb.  Rodr.,  pubblicato  nello  stesso  anno  ed  an- 
clVesso  dedicato  a E.  H.  GIGLIOLI. 

Gigliolia  Becc.  stando  a quanto  è detto  in  Malesia  2:  340.1886  sulla 
data  di  publicazione  dei  singoii  íascioli  dei  primi  due  volumi  di  Malesia, 
tu  pubblicato  nei  Settembre  1877. 

Gigliolia  Barbosa  Rodrigues,  Gen.  Sp.  Orchid.  1:  25.1877,  delia  fami- 
glia  delle  Orchidaceae,  è comunemente  ritenuto  un  sinonimo  di  Octomeria 
R.  Br.  in  A1TON.  II  lavoro  di  BARBOSA  RODRIGUES  porta  nel  fron- 
tespizio  come  data  di  publicazione  1'anno  1877,  ma  nessum  dato  nel  libro 
datada  "20  Juillet  1877"  e quindi  è certo  che  il  libro  apparve  dopo  tale 
permette  di  conoscere  in  quale  mese  esso  fu  pubblicato.  La  prefazione  à 
data.  Ho  cercato  nella  bibliografia  contemporânea  qualche  indicazione 
sul  mese  di  publicazione  di  questa  opera,  ma  ogni  ricérca  è stata  vana. 

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Probabilmente  la  data  di  publicazione  dei  due  generi  è pressoché  la 
medesima,  ma  rimane  incerto  quale  dei  due  ha  la  prioritá.  Fortunata- 
mente  Gigliolia  Barb.  Rodr.  è considerato  in  sinonimo  e non  viene  adot- 
tato,  quindi  non  può  nascere  confusione  nella  nomenclatura,  essenda 
attualmente  in  uso  solo  uno  dei  due  omonimi:  Gigliolia  Becc. 

A Gigliolia  appartengono  soltanto  2 specie  di  Borneo.  E 1'unico  ge- 
nere  di  Palmae  endemico  di  questa  isola."  (Pic.  ser.). 

Ora: 

a)  Gigliolia  Becc.  homônimo  de  um  gênero  de  Orquídeas  é real- 
mente homonimo  posterior,  sendo  o fascículo  1 de  Setembro  de  1877,  Ja 
Malesia;  o volume  1 de  Gen.  Sp.  Orchid.  Nov.  de  BARBOSA  RODRI- 
GUES, tem  como  data  1877  e seria  tomado  pela  citação  segundo  a nomen- 
clatura (Art.  45.  Cod.  Seatle  1972  ex  Stafleu); 

b)  Como  Becc.  in  Malesia  1,  é de  Setembro  de  1877  (Pichi-Sermolli 
1.  c.),  e na  pág.  V de  Barb.  Rodr.,  Gen.  Sp.  Orch.  Nov.  encontramos  a 
propósito  da  carta  de  Reich.  22-03-1877,  o seguinte  comentário:  "Au  récu 
de  cette  lettre,  je  me  suis  rendu  chez  MM.  FLEUIS,  pour  les  remercier 
et  leur  demander  de  suspendre  la  publication  commencée,  en  raison  de 
1'honorable  invitation  que  je  venais  de  recevoir. 

Ainda  na  pág.  VII  do  preâmbulo  fala  do  envio  em  1871  das  espécies 
de  Minas  Gerais  ao  Dr.  REICHEMBACH,  o qual  que  se  propõe  a pu- 
blicar em  carta  quando  já  estão  sendo  distribuídos  em  20  de  julho  de  1877 
os  fascículos  do  v.  1 e na  pág.  25  o gênero  Gigliolia. 

O fato  de  por  razões  taxinômicas  no  volume  II  publicado  em  1822, 
haver  BARBOSA  RODRIGUES  considerado  Gigliolia  sinônimo  de  Octo- 
meria  R.  Br.  e na  pág.  V do  preâmbulo  dizer  que  "Pour  eviter  des  doutes 
qui  pourreaient  se  produire  à 1’avenir,  je  préviens  que  mes  espéces  cueil- 
hes  á Caldas  et  qui  ont  até  publiés  dans  le  premier  volume;  je  compte 
donc  1'ancienneté  depuis  que  je  les  ai  publiées  dans  le  journal  "O  Cal- 
dense"  du  25  Mars  1877",  menos  portanto  que  a primeira  publicação,  vá- 
lida será: 

Gigliolia  Barb.  Rodr.  (Julho  1877) 

'O  Caldense"  (25  Março  1877) 

Gen.  Sp.  Orch.  ov.  (Julho  1877) 

pois,  embora  a publicação  em  um  jornal  não  científico  não  invalide  a 
prioridade  (art.  29),  consideramos  publicação  válida  o vol.  1 da  (RINB) 
obra  Gen.  Sp.  Orch.,  e,  assim  ficando  dirimida  a dúvida,  fomos  levados 

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a criar  um  nome  novo  e conseqüentemente  as  espécies  de  BECCARI  te- 
rão novas  combinações,  como  se  seguem: 


Pichisermollia  insignis  (Becc.)  H.  Monteiro  Neto  nov.  comb.  Diagno- 
sis  in  Beccari,  O doardo;  Malesia  1 (2):  172  1877  et  non  Malesia  2:  340. 
1886. 

sin.  Gigliolia  insignis  Becc  1877. 

Pichisermollia  subacaulis  (Becc.)  H.  Monteiro  Neto  nov.  — comb. 
Diagnosis  in  Beccari,  O doardo;  Malesia  1 (2):  172  1877. 

In  ista  opus  diagnosis  subgenericae  sunt  monotypicae  et  c.  f.  Art.  42 
Cod.  Int.  Nom.  Bot.  descriptio  generico  — specificae. 

Etimologia:  Nomen  Pichisermollia,  dedicatum  est  nobili 
Proí.  RODOLFO  P1CH1-SERMOLL1  investigator  ex-ad  Herbarium  Uni- 
versitatis  Florentinae. 

I — P.  insignis  (Becc.)  Mont.  Neto: 

a)  Fios  masc.  (X  7). 

b)  Fios  foem.  (X  5). 

c)  Fios  masc.  seccion.  vid.  androec.  (X  7)  Borneo:  Bintulu, 

BECCARI  P.  B.  3696  typus  ex  icone  Palm.  Geront.  Becc.  et  PICHI-SER- 
MOLLI:  34. 


II  — P.  subacaulis  (Becc.)  Mont.  Neto: 

a)  Fios  masc.  (X  7). 

b)  Fios  masc.  seccion.  duae  petalae  et  androec.  (X  7). 

c)  Fios  masc.  in  secc.  long.  petal.,  androec.  in  parte  et.  pistil- 
lodium  (X  7). 


d)  Fios  íoemin.  prefl.  forma  períecta.  (X  4). 

1)  Ovarium  immaturum  (X  4). 

g)  Ovarium  immaturm,  sectio  longit.  (X  4). 

h)  Fios  foemin.  (X  6). 

i)  Ovarium  in  secc.  long.  (X  6). 

Borneo:  Ripas  montis  Mattan  ad  Kutein,  BECCARI  P.  B.  3647  ty- 
pus, ex  icone  Palm.  Geront.  BECC.  et  PICHI-SERMOLL1:  34. 

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VARIAÇÕES  NO  LIMBO  FOLIAR  E NO  CINCINO  DE  HELICÔNIAS 
(HELICON IACEAE)— I * ** 


HUMBERTO  DE  SOUZA  BARREIROS 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
(com  2 figuras) 


Heliconia  é o único  gênero  da  nova  família  Heliconiaceae  lançada 
por  NAKA1  em'1941.  Seu  fruto  difere  dos  excongêneres  da  antiga  clas- 
sificação de  Musaceae  por  ser  um  esquizocarpo;  ele  é mucilaginoso  e tem 
função  atenuante  nos  desarranjos  intestinais.  Os  nativos  das  índias  Orien- 
tais comem  os  frutos  de  H.  bihai  L.,  e também  os  gomos  de  H.  psittaco- 
rum  L. 

Em  sua  distribuição  geográfica,  cada  espécie  de  Heliconia  adquire  for- 
mas inusitadas,  diversas  das  típicas  conhecidas  dos  centros  migratórios  de 
origem;  contribuem  assim,  freqüentemente,  para  equívocos  taxionômicos 
como  falsas  novas  espécies,  mas  que,  entretanto,  servem  de  estímulos  às 
novas  concepções  para  classificação.  O somatório  de  tais  variações  resul- 
tantes da  dinâmica  genes/ ambiente,  mostra  modificações  graduais  (clines) 
e abruptas  nas  quais  estão  implicadas  as  descontinuidades  topográficas, 
edáficas,  climáticas  e biológicas. 

O escopo  deste  trabalho  é demonstrar  iconograficamente,  com  supor- 
tes em  exames  de  espécimens  vivos  e secos  de  Heliconia,  os  registros  des- 
sas formas  novas  que  são  de  grande  valor  taxionômico  e ecológico.  Con- 
tudo, devido  ao  exaustivo  exame  que  isto  requer,  os  estudos  foram  orga- 


* Entregue  para  publicação  em  22-3-76. 

**  Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Pesquisas. 

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nizaclos  em  séries.  O material  utilizado  é o mesmo  das  anteriores  mono- 
grafias (BARREIROS,  1974),  mas  para  atingir  o presente  objetivo,  só 
as  formas  mais  contrastantes  são  demonstradas. 

Ilustram  estas  páginas  espécimens  escolhidos  de  H.  hirsuta  L.  e H.  fa- 
rinosa  Raddi  de  material  do  Missouri  Botanic  Garden  (MO),  US  Natio- 
nal Herbarium  (US)  e Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  (RB).  Ambas 
espécies  são  alopátricas;  a primeira  distribui-se  por  várias  regiões  da  Amé- 
rica do  Sul  e América  Central,  enquanto  que  a segunda  é encontrada  ape- 
nas nas  regiões  teste  e sul  do  Brasil.  H.  hirsuta  compõe  o grupo  de  Heli- 
cônias  com  o cincino  superando  as  folhas  e com  flores  maculadas,  en- 
quanto que  H.  farinosa  é do  grupo  que  esconde  o cincino  debaixo  das 
folhas  e não  possui  flores  com  mácula. 

As  variações  de  tais  espécies  sugerem  um  mosaico  de  "fácies"  sur- 
preendentes; elas  diferem  morfologicamente  em  estatura,  tamanho  e forma 
do  cincino  e limbo  foliar,  do  colorido,  mantendo,  porém,  o padrão  ge- 
nético da  espécie.  A plasticidade  fenótipa  é muito  rica.  H.  hirsuta  pode 
apareecr  glabra,  vilosa,  com  espatas  reflexas  (Acre)  ou  divaricadas,  às 
vezes,  com  muitas  (Cano  Teemeena);  com  o cincino  grande  ou  reduzido 
(Soere(ama),  e variegado;  seu  limbo  foliar  cresce  muito  (Cano  Guacayá), 
perde  a constrição  perto  do  ápice,  torna-se  cordiforme  na  base  (Todos  os 
Santos).  H.  farinosa,  por  sua  vez,  aparece  sem  a farinha,  cobre  de  pêlos 

0 ciHcino  (Teresópolis),  ou  o comprime  (litoral  de  S.  Paulo),  ou  então  o 
aumenta  muito,  com  o limbo  foliar  (Caraguatuba);  este  se  torna  elítico- 
alongado  (Pilões),  a raque  floral  se  flexiona  alongando  os  internos  (Jara- 
guá),  e assim  por  diante.  Observam-se  estes  detalhes  e outros  nos  ícones 

1 e 2 de  ambas  espécies. 

Para  facilitar  as  comparações  nas  figuras,  convém  assinalar  que  tais 
espécies  têm  em  comum  o limbo  oval  e o cincino  ereto  de  espatas  ascen- 
dentes, porém  em  H.  hirsuta  o limbo  é séssil,  caudado  e constrito  perto 
do  ápice,  e o cincino  é obdeltóide  e alaranjado;  em  H.  farinosa,  o limbo  é 
peciolado  e acuminado,  de  base  cordiforme,  e o cincino  é deltóide  com 
espatas  escarlates  e flores  verdes.  Estas  características  correspondem  às 
formas  típicas. 

Agradecimento  — Ao  Conselho  Nacional  de  Pesquisas  os  meus  agradeci- 
mentos pela  Bolsa  que  me  permitiu  realizar  este  trabalho. 

Fig.  1 — Heliconia  hirsuta  L.  (Variações  no  limbo  foliar  e no  cincino) : 
Brasil:  A — Acre,  Rio  Branco,  var.  villosa  (Peters.)  Lane  /.  laxa  Barreiros, 
30  flores,  limbo  constrito  (MO);  B — id..  Mato  Grosso,  Serra  do  Roncador,  var. 
glabra  espatas  vermelhas,  flores  alaranjadas  20,  limbo  levemente  constrito  (M); 
C — Colômbia.  Cano  Teemeena,  var  glabra  Barreiros,  /.  magnifolia  Lane,  cin- 
cino alaranjado,  11-12  espatas,  20  flores,  limbro  igual  a A (US) ; D — id.,  Soe- 
retama,  var.  hirsuta,  f.  angustifolia  Barreiros,  cincino  amarelo,  limbro  constrito 
(US);  E — Paraguai,  var  glabra,  f.  magnifolia,  limbo  incostrito  (MO);  F — 
Bolívia,  Boa  Vista,  var.  glabra,  f.  magnifolia,  internós  longos  (MO);  G — Co- 
lômbia, Cafio  Guacaya,  var.  glabra,  f.  magnifolia,  cincino  alaranjado,  limbo 
magno  constrito  (US);  H — od.,  Cerro  de  Mitú,  var.  glabra,  cincino  alaranjado, 

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cm 


limbo  inconstrito  assimétrico  na  base,  poucas  flores  (US);  I — Bolívia,  To- 
dos os  Santos,  var.  glabra,  f.  laxa , espatas  verde-amarelo-avermelhaclas,  flores 
verde-amarelas,  limbo  inconstrito  de  base  cordada  — a inclinação  do  escapo 
pelo  vento  sugere  um  falso  plagiotropismo  (MO).  A /.  valida  corresponde  a 
um  topótipo  de  Cerro  Neguatá,  Venezuela  (VEN)  com  um  cincino  de  22  cm 
de  altura  e folhas  também  longas;  essa  forma  foi  confundida  com  nova  es- 
pécie que  recebeu  o nome  de  H.  costanensis  Arist.  (sinônimo)  Por  falta  de  es- 
paço não  foi  incluído  o desenho.  Desenhos  do  autor.  Escala:  1/5  (10  cm  = 2 cm). 

Fig.  2 — Heliconia  farinosa  Raddi  (Variações  no  limbo  foliar  e no  cin- 
eino) : Brasil:  A — S.  Paulo,  Caraguatuba,  /.  magna  Barreiros,  também 
confundida  como  nova  espécie  (II.  velloziana  L.  Emy.  é sinônimo),  sem  farinha, 
cincino  50  cm  longo,  limbo  foliar  oblongo  mais  de  1 m.  longo,  base  assimétrica, 
espatas  vermelhas,  flores  verdes  (US);  B — id„  litoral  de  São  Paulo,  /.  cons- 
tricta  Barreiros,  sem  farinha  cincino  nblongo  pequenq,  espatas  alaranjadas  se- 
mi-imbricadas,  limbo  lanceolado  (RB);  C — id.,  Rio  de  Janeiro,  Corcovado, 
/.  angusta  Barreiros,  com  farinha,  espatas  estreitas  subfalcadas  vermelhas,  flo- 
res verdes,  limbo  oval  de  base  cordata  (RB);  D — id.,  Rio  de  Janeiro,  Tere- 
sópolis,  /.  versatilis  Barreiros,  (H.  sampaiona  L.  Emy  é sinônimo)  sem  farinha, 
cincino  hirsuto,  espatas  purpurinas,  flores  verdes,  limbo  igual  a C (RB);  E 
— id.,  Santa  Catarina,  Jaraguá,  /.  laxa  Barreiros,  com  farinha,  raque  flexuosa, 
espatas  purpurinas,  flores  amarelas,  limbo  foliar  igual  a C,  porém  muito  largo 
(RB);  F.  — id.,  Rio  de  Janeiro,  Corcovado,  f.  do  Tipo,  com  farinha,  espatas 
vermelhas,  flores  verdes,  limbo  igual  a C (RB);  G — id.,  Santa  Catarina, 
Reserva  dos  Pilões,  sem  farinha,  internós  longos,  espatas  pouco  ascendentes, 
limbo  oblongo-agudo  ou  fusiforme  (RB) ; H — id.,  Rio  de  Janeiro,  Caiçaras 
(f.  magna  Barreiros),  sem  farinha,  espatas  sulfurinas,  limbo  lanceolado,  base 
oblíqua  (RB)  Ressalvam-se  as  deformações  da  estufa.  Desenhos  do  autor 
(HSB) . Escalas:  1/14  e X/10. 


SUMMARY 


In  this  paper  the  author  describes  and  figures,  using  plants  both  alive 
and  dry,  some  new  forms  and  varieties  of  Heliconia  hirsuta  L.  and  H.  farinosa 
Raddi,  either  from  Brazil  or  from  surrounding  countries.  Herbarium  specimens 
previously  referred  to  (Barreiros,  1974),  were  taken  from  MO,  US,  and  RB. 


BIBLIOGRAFIA 


BARREIROS,  H.  S.,  1974,  Novas  localidades  de  Ocorrências  de  Heliconia,  in 
Bradea,  v.  I,  44. 

BARREIROS,  H.  S.,  1974,  Espécies  Críticas  de  Heliconia  — II,  in  Bradea  v.  I, 
46,  2 figs. 

BELL,  C.  R.,  1968,  Variacion  y Classificacion  de  Las  Plantas,  142  pp.,  Herrero 
Hermanos  Suc.  S.  A.,  México,  trad. 

CRONQUIST  A.,  1970,  The  Evolutlon  and  Classification  of  Flowering  Plants, 
cl.  l,  19-32,  V,  347-349,  Thomas  Nelson  and  Sons  Ltd.,  London. 

MELLO  F.,  L.  E.,  1976  — Heliconiae  noviu  Brasilienses  — III,  in  Bradea, 
11  (15):  91-94. 


201- 


SciELO/JBRJ 


Tipos  do  herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  — 
MELASTOMATACEAE  - I,  RHAMNACEAE  E VITACEAE  (*) 


LÜCIA  D’ AVI  LA  FREIRE  DE  CARVALHO  (**) 
Seção  de  Botânica  Sistemática,  Jardim  Botânico, 
Rio  de  Janeiro 


1 . Aciotis  spiritusanctensis  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  16  : 11,  est.  6,  1958. 
"Habitat:  Brasil  — Estado  do  Espírito  Santo,  Rio  Doce.  Leg.  J.  Viei- 
ra e J.  Mendonça,  setembro  de  1949.  Typus:  Herbário  do  Jardim 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  68.105". 

RB  68.105  - HOLOTYPUS  (***) 

Sched.;  Estado  do  Espírito  Santo,  norte  do  Rio  Doce,  matas  das 
margens  do  Rio  São  José,  leg.  J.  Mendonça  e J.  Vieira  n.°  28,  setem- 
bro de  1949.  Planta  colhida  em  pântano. 

2 Behuria  edmundoi  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14  : 221,  est.  7,  1956. 
-'Habitat:  Brasília  — Estado  do  Rio  de  Janeiro:  Serra  dos  Órgãos, 
picada  para  Campos  das  Antas.  Leg.  Edmundo  Pereira  n.°  369, 
i2-lll-1944.  Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
n.°  76. 195". 

RB  76.195  - HOLOTYPUS  (***) 


* Trabalho  realizado  como  parte  dos  requisitos  do  Curso  de  Pós-graduação 
em  Botânica  — nomenclatura,  pela  Universidade  Federal  do  Rio  de 
Janeiro. 

**  Bolsista  do  Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento  Cientifico  e Tecno- 
lógico. 

***  Tipificado  pelo  especialista,  Dr.  J.  J.  Wurdack  em  1965. 

207 


JSciELO/ JBRJ 


cm  .. 


Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos,  picada, 
para  Campos  das  Antes,  leg.  E.  Pereira  n.°  369,  12-III-1964. 

i 

3.  Behuria  huberoides  Brade  in  Arch.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (1)  : 14,  est.  1,. 
figs.  5-10.1935. 

"Habitat:  Brasil  — Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Maria  Magdalena, 
Pedra  dubois  1 . 100  m sobre  o nível  do  mar,  28  de  fevereiro  de  1934, 
leg.  Santos  Eima  e A.  C.  Brade  n.°  13.209.  Herbário  do  Jardim 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  24.997  — Herbário  Santos  Lima 
n.u  11b". 

RB  24.997  - HOLOTYPUS  (***) 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Santa  Magdalena,  Pedra  Du- 
bois 1.100  ms.  n.,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.°  13.209,. 
28-2-1934.  Arbusto  de  tlores  alvas. 

RB  45.549  - TOPOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Santa  Magdalena,  Pedra  Du- 
bois 1.1 00  m,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.°  14.524,  27-11-1935- 
Arbusto  de  flores  alvas. 

4.  Behuria  limae  Brade  in  Arch.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (1)  : 15,  est.  1,  figs. 

11- 16.1935. 

"Habitat:  Brasil  — Santa  Magdalena,  Alto  do  Desengano  ,2. 100  m, 
5-3-1934,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.°  13.210.  Herbário  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  24.990’’. 

RB  24.998  - HOLOTYPUS  (***) 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro  — Santa  Magdalena,  Alto  do 
Desengano  2.100m,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.  13.210, 

12- 3-1^34.  Arbusto  de  200-400  m de  altura,  flores  alvas. 

5.  Behuria  souza-limae  Brade  in  Rodriguésia  18  : 3,  est.  1,  figs.  1-8,  1945. 
"Habitat:  Brasília,  Estado  de  São  Paulo,  Estação  Experimental  Bo- 
racéia,  ieg.  A.  Souza  Lima  s/n,  16-1-1941.  Typus:  Herbário  do 
Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  44.236.  Cotypus:  Herbário  da  Seção 
de  Botânica  do  Instituto  Agronômico  de  Campinas,  São  Paulo  n.° 
6.117". 

RB  44.236  - HOLOTYPUS  (***) 

l.a  Sched.:  Estado  de  São  Paulo,  Boraceae,  leg.  Souza  Lima  s/n, 
16-1-1941. 

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2.a  Sched.:  Herbário  Seção  de  Botânica  do  Instituto  Agronômico 
do  Estado  de  São  Paulo,  Campinas,  n.°  6.117.  Estado  de  São  Paulo. 
Boraceia,  leg.  A.  S.  Lima  s/n,  16-1-1941. 

Arbusto  coletado  na  Estação  Experimental. 

Behuria  souza  limae  Brade  var.  pallescens  in  Rodriguésia  18:3,  1945. 
"Habitat:  ejusdem  loco.  Typus:  Herb.  da  Seção  de  Botânica  do 
Instituto  Agronômico  de  Campinas.  Cão  Paulo  n.°  6.115". 

RB  44.235  - HOLOTYPUS 

1. a  Sched.:  Estado  de  São  Paulo,  Boraceia,  leg.  Souza  Lima  s/n, 
16-1-1941. 

2. aSched.:  Herb.  Sec.  Bot.  Inst.  Agr.  do  Estado  de  São  Paulo, 
Campinas  n.°  6.115,  Estado  de  São  Paulo,  Boracéia,  leg.  A.  S.  Lima 
s/n,  16-1-1941.  Arbusto  coletado  na  Estação  Experimental. 

Benevidesia  magdalenensis  Brade  in  Arch.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (1):  16, 
est.  1,  ligs.  17-23-1935. 

"Habitat:  Brasil,  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Município  de  Sta.  Maria 
Magdalena,  Alto  da  República  1.600  m,  leg.  Santos  Lima  e Brade 
n.°  11.729,  maio  1932,  Herbário  Museu  Nacional  n.°  26.473.  Alto 
doDesengano  2.100m,  5-111-1934.  leg.  Santos  Lima  e Brade  n.° 
13.203.  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  24.999  — 
Idem  Herbário  Santos  Lima  n.°  248". 


RB  24.999  - SYNTYPUS 

1. a  Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Magdalena,  Alto  do 
Desengano,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.°  13.208,  5-3-1934. 
Arbusto  de  flores  alvas. 

2. a  Sched.:  Herbário  Santos  Lima  n.°  248,  Estado  do  Rio,  Mag- 
dalena. Alto  do  Desengano  a 2.000  m,  agosto  de  1934. 

RB  29.999  - - ISOSYNTYPUS 


Sched.:  Herbarium  Brasiliense  A.  C.  Brade,  Estado  do  Rio  de 
Janeiro,  Muunicípio  de  Santa  Magdalena,  Pedra  da  República  1.500 
ms.  n.  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade  n.°  11.729,  maio  de  1932. 
Arbusto  de  um  metro  e meio,  flores  alvas.  Ex.  herb.  Museu  Nacio- 
nal n.°  26.473. 


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cm  .. 


8.  Benevidesia  organensis  Sald.  et  Cogn.  in  Mart.  Fl.  Bras.  14  (4)  : 605, 
1888.  "Habitat  ad  Serra  dos  Órgãos  versus  Petropolin:  Glaziou  n.a 
16.027,  in  herb.  Berol.  et  ann.  1887.  Floret  Martio-Aprili. 

RB  25.000  - ISOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  Órgãos,  leg.  Salda- 
nha, em  março  de  1887.  Ex  Herb.  Glaziou  n.°  16.027., 

RB  43.948  - TOPOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  in  haut  de  la  Serra  dos  Órgãos, 
leg.  A.  Glaziou  n.°  17.529  (6-1V-1889),  Ex.  Herb.  Glaziou,  donné  par 
Mme.  Simard  sa  filie,  en  1907,  Ex.  Herb.  Mus.  Paris. 

RB  44.313  - TOPOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Serra  dos  órgãos,  cóté  de 
Petrópolis  (Rio  — Jan.  n.°  17.529.  Plantae  Flum.,  Ex.  Herb.  Gla- 
ziou n.°  16819. 


9.  Bertolonia  formosa  Brade  in.Atch.  Jard.  Bot.  14  : 224,  est.  9,  fig.  1, 
1956.  "Habitat:  Brasília  — Estado  do  Espírito  Santo:  Vargem  Alta 
600  ms.  n.  do  mar,  terrestre  na  mata  virgem.  Leg.  A.  C.  Brade  n.° 
19.418  — 3-IX-1948.  Typus:  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de 
Janeiro  n.°  64.613.  Idem  leg.  A.  C.  Brade  n.°  19.771:  10-5-1949. 
Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  67.096". 

RB  64.163  - SYNTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Espírito  Santo,  Município  de  Cachoeira  da 
Itapemirim,  Vargem  Alta,  leg.  A.  C.  Brade  n.°  19.418,  3-9-1948.  Ter- 
restre da  mta. 

RB  67.096  - SYNTYPUS 

Sched":  Estado  do.  Espírito  Santo,  Município  de  Cachoeira  do 
Itapemirim,  Vargem  Alta,  leg.  A.  C.  Brade  n.°  19.771,  10-X-1949,  ter- 
restre na  mata,  650  m s/n. 

10.  Bertolonia  hoehneana  Brade  in  Arch.  Jard.  Bot.  14  : 225,  est.  10- 
1956.  "Habitat:  Brasília,  Estado  de  São  Paulo,  Alto  da  Serra.  Leg. 
Augusto  Gehrt,  2-II-1922.  Herbário  do  Instituto  de  Botânica  São- 
Paulo  n.°  10.996.  Typus:  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de- 
Janeiro  n.°  39.248". 

210 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm 


RB  39.248  - HOLOTYPUS 

1. a  Sched.:  Estado  de  São  Paulo,  Alto  da  Serra,  leg.  A.  Gehrt 
s/n,  2-11-1922,  planta  da  mata  sombria. 

2. a  Sched.:  Serviço  de  Botânica  e Agronomia,  São  Paulo  n.° 
10.996.  Estado  de  São  Paulo,  Alto  da  Serra,  leg.  A.  Gehrt,  2-11-1922. 
Planta  da  mata  sombria. 

11.  Bertolonia  foveolata  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14  : 226,  est.  9.  íigs.  2 
e 2,  e est.  12-1956.  "Habitat:  Brasília,  Estado  do  Espírito  Santo: 
Vargem  Alta  mata  virgem  na  beira  de  um  córrego.  Leg.  A.  C.  Brade 
n.°  iy.411,  2-1X-1948.  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
n.°  64.164.  Idem  (exemplar  íloríiero),  leg.  Mário  Moreira,  22-X11- 
1949.  Typus:  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.° 
68.398". 

RB  68.398  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Espírito  Santo,  Vargem  Alta,  leg.  M.  Moreira 
e Dominique  s/n.,  22-XH-1949.  Flores  alvacentes. 

12.  Bertolonia  raulinoi  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14  : 226,  est.  11,  1956. 
"Habitat:  Brasília,  Estado  de  Santa  Catarina:  Itajaí,  Morro  do  Baú, 
600 ms.  n.  do  mar.  Leg.  Raulino  Reitz  n.°  2.083,  29-1-1948.  Typus: 
Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  63.421". 

RB  63.421  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Plantas  de  Santa  Catarina  — Brasil.  Herbário  Barbosa 
Rodrigues.  Estado  de  Santa  Catarina,  Itajaí,  Morro  do  Baú,  600  ms. 
n.  do  mar,  leg.  R.  Reitz  n.°  C 2.093,  29-1-1948.  Mata  virgem,  sub- 
arbustp  com  u,4U  cm  de  altura,  ilores  alvas. 

13.  Bertolonia  santos-limae  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14  : 223,  est.  8-1956. 
"Habitat:  Brasília,  Estado  do  Rio  de  Janeiro  — Santa  Magdalena, 
Serra  da  Furquilha.  Leg.  Joaquim  Santos  Lima  n.°  283.  Novembro 
de  1934.  Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
n.°  45.551". 

RB  45.551  - HOLOTYPUS 

l.a  Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Santa  Magdalena,  Fur- 
quilha. Leg.  J.  Santos  Lima,  n.°  283,  novembro  de  1934. 

2a  Sched.:  Herbário  Santos  Lima.  Estado  do  Rio  — Magdale- 
na, n.°  283,  Furquilha,  novembro  de  1934. 

211 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


14.  Bisglaziovia  behurioides  Cogn.,  Melast.  Monogr.  Phanerog.  Prod. 
7:  412.  1891.  "In  Brasiliae  prov.  Rio  de  Janeiro  prope  Novo-Fri- 
burgo  (Glaziou  n.°  16.821  et  16.970". 

RB  43.949  - ISOSYNTYPUS 

Sched.:  Ex.  Herb.  Mus.  Paris.  Leg.  A.  Glaziou  n.°  16.821 

RB  44.314  - ISOSYNTYPUS 

1. a  Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Nova  Friburgo,  Alto  Ma- 
cahé,  leg.  A.  Glaziou  n.°  16.970.  Ex.  Herb.  Damázio. 

2. a  Sched.:  N.°  16.970,  Alto  Macahé  de  Nova  Friburgo  (Rio  — 
Jan).  do  coletor  ? 

15.  Calyptrella  gracilis  Tr.,  Melast.  Monogr.  Phanerog.  Prodr.  7 : 454, 
1 89 1 . "In  Peruvia  orientali  ad  Tarapoto  (Spruce  n.°  4.896)". 

RB  21.554  - ISOTYPUS 

1. a  Sched.:  Peru,  Tarapoto,  leg.  R.  Spruce  n.°  4.896. 

2. a  Sched.:  Ex.  Herb.  Musei  Britannici  (d  ° 20.129)  Provinciae 
orientalis,  Prope  Tarapoto,  leg.  R.  Spruce  4.8Q6,  1825-6. 

16.  Calyptrella  tristis  Tr.  Melast.  Monogr.  Phanerog.  Prodr.  7 : 454  : 72. 
1891.  "In  Peruvia  orientali  ad  Tarapoto  (Spruce  n.°  4.823)". 

RB  21.553  - ISOTYPUS 

l.a  Sched.:  Peru,  Tarapoto,  leg.  R.  Spruce  4-^23. 

2a  Sched.:  In  montibus  Campana  prope  Taraponto,  Peruviae 
orientalis,  leg.  R.  Spruce  n.°  4.823,  Aug.  1856. 

3. a  Sched.:  Ex.-Herb.  Museu  Britannici  n.°  20.129. 

17-  Cambessedesia  bahiensis  Brade  et  Mgf.  in  Arq.  Jard,  Bot.  17  : 43,  est. 
1,  figs.  1-7,  1959/1961.  "Habitat:  Brasília,  Bahia,  Morro  do  Chapéu 
1.000  ms.  n.  do  mar;  leg.  Edmundo  Pereira  n.°  2-014,  11-9-1956. 
Typus:  Herbarium  Bradeanum  n.°  10.729.  Isotypus:  Jardim  Botâni- 
co do  Rio  de  Janeiro.  N.°  96.007". 

RB  96.007  - ISOTYPUS 

Sched.:  Estado  da  Bahia,  Morro  do  Chapéu,  1000m  de  altura, 
leg.  E.  Pereira  n.°  2.014,  11-9-1956.  Arbusto  de  flores  '■'ioláceas. 

212 


cm 


ISciELO/ JBRJ 


cm 


RB  86.912  - HOLOTYPUS (***) 

1. a  Sched.:  Entre  Santa  Tereza  e Vitória  (Serra).  Leg.  A.  P. 
Duarte  n.°  3.674  e J.  C.  Gomes  n.°  430,  23-XI-1953.  Planta  com  flo- 
res pequenas,  ramos  graciosos,  em  solo  úmido,  onde  corre  água  du- 
rante quase  todo  ano. 

2. °  Shed.:  Espírito  Santo,  Serra  de  Santa  Thereza,  leg.  A.  P. 
Duarte  n.°  3.674,  23-XI-1953. 

25.  Graffenrieda  cinnoides  Gleason  in  Mem.  N.  Y.  Gard.  8 (2)  : 135. 
1953.  "Type:  summit  o£  Cerro  Sípapo,  Basset  Maguire  & Louis  Politi 
28.180;  New  York  Botanical  Garden.  The  plant  has  a strong  habitat 
resemblance  to  G.  cinna  Macbr.,  a plant  of  low  altitudes  in  Peru, 
but  diííers  in  the  nearly  glabrous  leaves  and  sessile  flowers". 

RB  76.925  - ISOTYPUS 

Sched.:  The  new  York  Botanical  Garden.  Plants  of  the  Kunhardt 
Venezuelan  Expedition,  1948-49.  Cerro  Sipapo  (Paráque),  Territó- 
rio Amazonas  n.°  28.180.  Leg.  B.  Maguire  e L.  Politi,  6-1-1949. 
Shrub  or  small  tree,  4 m high  along  creek,  upper  Cano  Negro. 


26.  Graffenrieda  rupestris  Ducke  in  Ark.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (1)  : 66.1935. 
"Habitat  in  rupibus  humidis  humo  obtectis  secus  ripas  fluminis 
Curicuriary  (Rio  Negro  superioris  affluentis,  in  civitate  Amazonas), 
21-X11-1931,  leg.  A.  Ducke,  H.  J.  B.  R.  n.°  24.107". 

RB  24.107  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Amazonas,  Rio  Curicuriary  affl.  Rio  Negro, 
rochedos  da  margem,  leg.  A.  Ducke,  21-XII-1931,  árvore  pequena 
ou  arbusto,  flores  alvas  com  estames  amarelo-claros. 


27.  Henriettea  gomesii  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  16  : 13.1958.  est.  8, 
figs.  1-5.  "Habitat:  Brasil,  Estado  do  Espírito  Santo,  entre  Guarapa- 
ri  e Iconha.  Planta  de  formação  baixa  e solo  úmido,  próximo  de 
restinga.  Leg.  A.  P.  Duarte  n.°  3.614  e J.  C.  Gomes  n.°  426,  28-X1- 
1953.  Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.° 
86.907". 

RB  86.907  - HOLOTYPUS (***) 

Sched.:  Estado  do  Espírito  Santo,  entre  Guarapari  e Iconha,  leg. 
A.  P.  Duarte  3.614  e J.  C.  Goms  426,  28-XI-1953,  planta  de  forma- 
ção baixa  e solo  úmitio  próximo  de  restinga,  cauliilora. 

215 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


22.  Comolia  serpyllaceae  Wurdack  in  Mem.  N.  Y.  Bot  Gard.  10  (1)  : 102, 
fig.  11  a-g,  1958.  "Types:  petals  deep  purple  basally  yellow,  anthers 
yellow,  forming  dense  íestoons  on  vertical  cliff  face  under  waterfalls, 
upper  part  of  Cano  Culebra,  elev.  1500-1600  m,  Cerro  Duída,  Rio 
Cunucuna,  Terr.  Amazzonas,  Venezuela.  Nov.  21.1950.  Basset  Ma- 
guire,  R.  S.  Cowan  e J.  J.  Wurdack  29.635  (NY).  Paratypes:  repent, 
mat-forming,  petals  magenta,  anthers  yellow,  common  on  ledges  on 
upper  escarpment  face,  elev.  1300-1700  m.  Cerro  Huachamacari,  Rio 
Cunucunuma,  Terr.  Amazonas,  Venezuela,  Dec.  5.1950.  Maguire, 
Cowan  & Wurdack  29.886;  creeping  in  liverworts,  petals  pink,  an- 
thers yellow,  upper  escarpment  slopes  east  of  Camp  3,  elev.  1700  m, 
Cerro  de  la  Neblina,  Rio  Yatua,  Terr.  Amazonas,  Venezuela.  Dec. 
24,1953.  Maguire,  Wurdack  & Bunting  36.844;  idem,  Dec.  27,1953, 
36.923;  idem  elev.  1600 m,  Jan.  24-1954,  37.372. 

RB  10.212  - ISOTYPUS  (***) 

Sched.:  Plants  of  the  New  York  Botanical  Gardens.  Venezuelan 
Expedition,  1950-1.  Cerro  Duida,  Rio  Cumucunuma,  Amazonas.  Leg. 
B.  Maguire,  R.  S.  Cowan  & J.  J.  Wurdack  n.°  29.635,  21-11-1950. 
Forming  dense  íestoons  on  vertical  cliff  face  under  water  falis:  pe- 
tals deep  purple,  yellow  at  base;  anthers  yellow.  Locally  abundant. 
Upper  part  of  Cano  Culebra,  elev.  1500-1600  m. 

23.  Diolena  repens  Gleason  in  Buli.  Torr.  Cl.  75  (5)  : 541.1958.  "Type: 
flowering  stems  pendent,  calyx  lobes  faintly  purple,  verticel  moist 
walls  of  Potaro  River  George,  1 mile  below  Kaisteur  Falis,  British 
Guiana,  May  13,  1944,  Maguire  & Fanshawe  23.426.  New  York 
Botanical  Garden". 

RB  66.729  - ISOTYPUS 

1. a  Sched.:  Tipificado  por  Gleason,  1945. 

Plantas  da  garganta  do  Rio  Jorge,  Guiana  Inglesa,  leg.  B.  Maguire 
e D.  B.  Fanshawe,  13-V-1944.  New  York  Botanical  Garaen  n.°  23.426. 

2. a  Schad.:  British  Guiana  Forest  Department  — New  York 
Botanical  Garden.  Plants  of  the  Potaro  River  George,  British  Guia- 
na n.°  23.426.  Calyx  lobes  paintiy  purpie;  trorn  moist  rocky  walls, 
one  mile  below  Kaisteur  Falis,  Leg.  Bassett  Maguire  e D.  B.  Fan- 
shawe, 13-V-I944. 


24.  Dolichoura  spiritosanctensis  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  16  : 12.  1959. 
Habitat:  Brasil  — Estado  do  Espírito  Santo,  entre  Vitória  e Santa 
Tereza  (Serra),  em  solo  úmido  onde  corre  água  durante  quase  todo 
o ano,  leg.  A.  P.  Duarte  n.°  3.674  e J.  C.  Gomes  n.°  430,  23-XI-1953. 
Typus:  RB  86.912". 

214 


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cm  i 


18.  Clidenia  graciliflora  Huber,  Boi.  Mus.  Goeldi  (Museu  Paraense)  4 
(1-4)  — 596,  1906.  "Arbusto  bastante  frequente  na  Quebrada  grande 
do  Cerro  de  Canchachuaya,  13-11-1898". 

RB  14.385  - ISOTYPUS 

1. a  Sched.:  Peru,  Rio  Ucayali,  Cerro  de  Canchachuaya,  leg.  J. 
Huber,  13-11-1898. 

2. a  Sched.:  Ex.-Herb.  Amazônico  Musei  Paraensis  (Museu  Goel- 
di) Pará,  n.°  1.476.  Rio  Ucayali,  Cerro  de  Canchachuaya,  Perón, 
leg.  J.  Huber,  13-11-1898. 

19.  Clidenia  ulei  Pilg.  in  Verh.  Bot.  Brand.  47  : 180.1905.  "Peru:  De- 
partamento — Loreto,  Iquitos  (Ule  n.°  6.235  — bluhend  in  Juli 
1902)". 

RB  24.744  - TOPOTYPUS 

1. a  Sched.:  Exploration  in  Peru  Dept.  Loreto:  Iquitos;  alt.  about 
100  meters;  woods,  leg.  E.  P.  Killip  e A.  C.  Smith  n.°  27.475, 
3-11-1929. 

2. a  Schad.:  Smithsonian  Institution.  From  the  United  States  Na- 
tional Herbarium. 

20.  Comolia  affinis  Hoehne  in  Anex.  Mem.  Inst.  Butantan  1 (5)  : 91,  t. 
13,  f.  1,  1922.  "Jardim  Botânico  n.°  4.711  (Aquiles  Lisboa  n.°6) 
Ilha  Mongunça,  Maranhão,  em  6.904". 

RB  4 711  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Maranhão,  Ilha  Mongunça,  leg.  A.  Lisboa  n.° 
6,  julho  de  1914. 

Nota:  A data  de  coleta  está  errada  na  citação  original  da  espécie. 

21.  Comolia  edmundoi  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  16  : 11,  est.  5,  figs. 
8-15,  1959.  "Habitat:  Brasil  — Minas  Gerais,  Diamantina,  Água 
Limpa,  leg.  E.  Pereira  n.°  1.414,  2-5-1955.  Typus:  Herbário  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  90.885". 

RB  90.885  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais,  Dimantina,  Água  Limpa,  leg. 
leg.  E.  Pereira  n.°  1.414,  22-5-1955.  Flor  violácea. 

2 13 


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11  12  13  14  15 


cm  .. 


28.  Henriettea  sylvestris  (Gleason)  Macbride  in  Publ.  Field.  Mus.  NaU 
Hist.  Chicago,  Bot.  Ser.  13  (4)  1 : 502.1941.  "Junin:  La  Merced,. 
5.493  — San  Martin:  Lamas,  Willians  6.392  — Loreto:  Pebas, 
Willians  2.091  — Rio  Acre:  Krukoff  5.272.  Type  "Hullpa  caspi". 

RB  81.051  - ISOTYPUS 

1. a  Sched.:  B.  A.  Krukof£'s  4th  Expedition  to  Brazilian  Ama- 
zônia, Basin  of  Rio  Purus,  n.°  5.272.  Territory  o£  Acre:  near  mouth 
of  Rio  Macauhan  (tributary  of  Rio  Yaco),  lat.  9o  20'  S.,  long.  69°  W.; 
august  3,  1933.  Tree  50  feet  high;  on  terra  lirma. 

2. a  Sched.:  Smithsonian  Institution.  From  the  United  States 
National  Herbarium. 


29.  Lavoisiera  campos-portoana  Mello  Barreto  in  Arch.  Inst.  Biol.  Veg. 
2 (1)  : 8.1935.  "Typus:  R 28.758  (A.  Sampaio  n.°  6.580)  Habitat 
in  civitate  Minas  Geraes,  in  Campis  siccis  arenosisque  in  Serra  do 
Cipó,  secus  margines  viarum  ad  vicum  Morro  do  Pilar  et  ad  urbem 
Conceição  do  Serro,  ubi  frequentíssima.  Florest  Augusto  ad  Februa- 
rium. 

RB  28.892  - TOPOTYPUS 

1. °  Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais,  Serra  do  Cipó,  km  140, 
Estrada  Pilar,  leg.  Mello  Barreto  s/n,  11-1-1934,  arbusto  0,45  cm 
de  altura,  flores  violáceas. 

2. °  Sched.:  Herbário  do  Jardim  Botânico  de  Bello  Horizonte 
n.°  9.666.  Estado  de  Minas  Gerais,  Município  Santa  Luzia,  Serra 
do  Cipó,  km  140,  Estrada  Pilar.  Habitat  — Camp.  Freqüência  — 
muito,  arbusto  de  0,45  cm,  flor  violácea. 


30.  Lavoisiera  goyazensis  Cogniaux  in  Engl.,  Jahrb.  21  : 447,  1905. 
"Habitat  in  montibus  Serra  de  Balisa,  i50Ü-i600m:  Ule  n.°  2.903. 
Flor.  m.  Sept". 

RB  10.828  - TOPOTYPUS 

Sched.:  Estado  de  Goyaz,  Serra  da  Balisa,  leg.  Ule  n.°  901  ? 
ou  n.°  23  ?,  set.  1892. 

31.  Lavoisiera  sampaioana  Mello  Barreto  in  Inst.  Biol.  Veg.  2 (1)  : 
10.1935.  "Typus  in  Herb.  Museu  Nacional  28.764  (A.  Sampaio  n.° 
6.579).  Habitat  in  civitate  Minas  Gerais,  in  Campis  siccis  arenosis- 

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cm 


que  in  Serra  do  Cipó,  secus  margines  viae  ad  vicum  Morro  do 
Pilar,  ubi  frequentíssima  — Floret  Januario-Februario’'. 

RB  28.895  - TOPOTYPUS 


1. a  Sched:  Estado  de  Minas  Gerais,  município  de  Santa  Luzia, 
Serra  do  Cipó  km  140,  Estrada  do  Pilar,  leg.  Mello  Barreto  s/n, 

11-1-1934,  arbusto  de  0,60,  flor  rubra. 

2. a  Sched.:  Jardim  Botânico  de  Bello  Horizonte  n°  9.690,  idem. 

32.  Lavoisiera  sampaiona  var.  parvifolia  Mello  Barreto  in  Arch.  Inst. 
Biol.  Veg.  2 (1;  : 11-1935.  "Typus  in  Herb.  Museu  Nacional  28.765 
(A.  Sapaio  n.°  6.578).  Habitat  in  eodem  loco  indicato  in  saxosis 
— Floiet  Februario". 

RB  28.894  - TOPOTYPUS 


1. a  Sched.:  Minas,  Serra  do  Cipó,  km  134,  leg.  Mello  Barreto  s/n, 
2-11-1934,  arbusto  0,40  cm,  flores  rubras. 

2. a  Sched.:  Ex.-Herb.  Jard.  Bot.  de  Bello  Horizonte  n.°  12.023, 
idem. 


33.  Lavoisiera  senaei  Schwacke  in  PI  Nov.  Mineir.  2 : 3.1900,  t.  2,  figs. 
1-6.  "Habitat  in  cacumine  montium  Serra  do  Cipó  prope  Conceição 
do  Serro  ubi  raríssima,  leg.  Sena  V1I1-1895.  Herb.  11.753". 

RB  40.728  - ISOTYPUS 


1. a  Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais.  Serra  do  Cipó  pr.  Concei- 
ção do  Serro,  leg.  Sena  s/n.,  VIU.  1895,  Ex.  Herbário  Damasio 
(Schwacke  n.°  11753). 

2. a  Sched.:  Herb.  Schwacke  n.°  11753.  Fruticulus,  corolla  flava. 
Estado  de  Minas  Gerais  in  cac.  m.  Serra  do  Cipó  prope  Conceição 
do  Serro,  leg.  Sena,  VIII.  1985. 


34.  Leandra  adamantinensis  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14:  243,  est. 
1.1956.  "Habitat:  Brasília,  Estado  de  Minas  Gerais,  Diamantina, 
1000  m.  s.  n.  do  mar.  Leg.  A.  C.  Brade  n.°  13769.  Junho  de  1934. 
Typus:  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  40611”. 

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SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


cm  .. 


RB  40.611  - HOLOTYPUS  (***) 


Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais.  Cons.  Matta  pr.  Diamantina 
1000  m s.n.,  leg.  Brade  13769,  junho,  1934,  arbusto  1 m,  flores  ró- 
seas nos  campos. 


35.  Leandra  balduinii  Brade  in  Sellowia  8:  369,  est.  3. 1957.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Fazenda  Englert  pr.  São 
Francisco  de  Paula,  in  araucarieto,  22-1-1955,  leg.  Balduino  Rambo 
S.  J.  n.°  56.295.  "Typus"  in  Herbário  Anchieta,  Colégio  Anchieta, 
Porto  Alegre  "Cotypus"  in  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de 
Janeiro,  n.°  90.500.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade”. 


RB  90.500  - PARATYPUS  (***) 


Sched.:  Herbarium  Anchieta.  Florae  Brasiliae  Australis.  Rio- 
Grande  do  Sul,  Faz.  Englert  p.  S.  Fr.  de  Paula.  In  araucarieto,  leg- 
B.  Rambo  S.  J.  n.°  56.295,  22-1-1955.  Frutex  1,5  metralis. 


36.  Leandra  camporum  Brade  in  Sellowia  8:  370,  est.  4.1957.  "Habitat:. 
Brasília.  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbezinho  pr.  São  Fran- 
cisco de  Paula,  in  campestribus  dumentosis.  3-XI-1954.  Leg.  Bal- 
duino Rambo  S.  J.  n.°  55.951.  "Typus"  in  Herbário  Anchieta, 
Colégio  Anchieta,  Porto  Alegre.  "Cotypus":  Herbário  Jardim  Botâ- 
nico do  Rio  de  Janeiro  n.°  90.498.  Fragmento:  in  Herbário  A.  C. 
Brade” . 

RB  90.498  - PARATYPUS 


Tipificado  por  Wurdack  em  1965,  como  ISOTYPUS 


Sched.:  Herbarium  Anchieta.  Florae  Brasiliae  australis,  Estado 
do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbèzinho  p.  S.  Fr.  de  Paula,  leg.  B.  Ram- 
bo n.°  55.951,  3-XI-1954.  Frutex  usque  0,75  metralis  e xylopodio 
multiramosus.  In  campestribus  dumetosi. 


37.  Leandra  hatschbachii  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14:  246.1956.  "Ha- 
bitat: Brasília.  Estado  do  Paraná,  Queimada,  Morro  Alvino  Souza. 
Leg.  Gert  Hatschbarch  n.°  806.  22-X1T1947.  Typus:  Herbário  do 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  rt.°  62.023". 

218 


ISciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


RB  62.023 


HOLOTYPUS  (***) 


l.a  Sched.:  Estado  do  Paraná,  Município  Piraquuara,  Queima- 
da, Morro  Alvino  Souza,  leg.  G.  Hatschbach  n.°  806,  22-X1I-47.  Sub- 
arbusto  de  1 m,  flores  cheirosas. 


2.a  Sched.:  Herbário  Hatschbach  n.°  806,  idem. 


38.  Leandra  magdalenensis Brade  in  Rodriguesia  18  : 4.1945.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Maria  Magdalena:  Alto  do 
Desengano,  2000  m s.n.  do  mar  3-II1-1934,  leg.  A.  C.  Brade  n.°  3.221 
Sc  Joaquim  Santos  Lima,  Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do 
Rio  de  Janeiro  n.°  40.625  e 40.624". 

RB  40.625  - HOLOTYPUS 


Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Magdalena,  Alto  do  De- 
sengano 2000  m,  leg.  Santos  Lima  e Brade  n.°  13.221,  3-111-1934, 
arbusto. 

Obs.:  Por  erro  de  tipografia  no  número  do  coletor  (Brade  n.° 
13.221),  o especialista  Dr.  J.  J.  Wurdack  não  considerou  esta  ex- 
sicata  como  Typus. 


39.  Leandra  markgrafii  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14:  248.1956.  "Ha- 
bitat: Brasília.  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Serra  do  Itatiaia,  Maciei- 
ras 1900  m s.n.  do  mar,  leg.  Fr.  Markgraf  (n.°  3.666)  & Brade, 
24-XI-1938.  Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro 
n.°  39.481". 


RB  39.481  - HOLOTYPUS  (***) 

Sched.:  Itatiaia,  Macieiras  1900  m s.n.,  leg.  F.  Markgraf  e Brade 
n.°  3.666,  24-XI-1938.  Arbusto  de  flores  alvas. 


40.  Lpandra  navicularis  Brade  in  Sellowia  8.  368.  est.  2.1957.  "Habitat: 
Brasília,  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul:  Fazenda  Englert,  pr.  São 
Francisco  de  Paula,  in  araucarieto.  2-1-1955.  Leg.  Balduino  Rambo 
S.  J.  n.°  56.343.  "Typus"  in  Herbário  Anchieta,  Colégio  Anchieta, 
Porto  Alegre.  "Cotypus"  in  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de 
Janeiro  n.°  90.499.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade". 

219 


JSciELO/ JBRJ 


cm  .. 


RB  90.499  - PARATYPUS 


Sched.:  Herbarium  Anchieta,  Florae  Brasiliae  australis.  Estado 
do  Rio  Grande  do  Sul,  Fazenda  Englert  p.  S.  Fr.  de  Paula.  In 
araucarieto,  leg.  B.  Rambo  S.  J.  n.°  56.343,  2-1-1955.  Frutex  2 me- 
tralis. 


41.  Leandra  neglecta  Brade  in  Sellovvia  8:  375.  est.  8.1957.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  de  Santa  Catarina,  Serra  do  Fachinal  pr.  Biguaçu, 
in  araucarieto,  20-VI1-1951.  Leg.  Balduino  Rambo  S.  J.  n.°  52.627. 
"Typus":  in  Herbário  Anchieta,  Colégio  Anchieta,  Porto  Alegre. 
"Cotypus"  in  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro,  n.° 
90.803.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade". 

RB  92.803  - PARATYPUS 


1. a  Sched.:  Estado  de  Santa  Catarina,  Serra  Fachinal  prp.  Bi- 
guaçu, in  araucarieto,  leg.  B.  Rambo  S.  J.  n.°  52.627,  20-VII-1951. 

2. a  Sched.:  do  especialista  J.  J.  Wurdack,  identificando  como 
L.  quinquedentata  (DC.)  Cogn.  var.  depauperata  Cogn.,  em  1965. 


42.  Leandra  opaca  Brade  in  Sellowia  8:  373.  est.  6.1957.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbèzinho  pr.  São  Fran- 
cisco de  Paula,  in  araucarieto,  13-X1-1953.  Leg.  Balduino  Rambo 
S.  J.  n.°  54.485.  "Typus”:  in  Herbário  Anchieta,  Colégio  Anchieta, 
Porto  Alegre.  "Cotypus";  in  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de 
Janeiro,  n.°  92.802.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade". 

RB  92.802  - PARATYPUS 

Tipificado  por  Wurdack,  1965  como  ISOTYPUS 

Sched.:  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbèzinho  pr.  S.  Fran- 
cisco de  Paula,  in  araucarieto,  leg.  B.  Rambo  n.°  54.485,  13-XI-1953. 


43.  Leandra  pallida  Cogn.  var  caparoensis  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot. 
14:  247.1965.  "Habitat:  Brasília.  Estado  de  Minas  Gerais,  Serra  do 
Caporaó,  2100  m s.n.  do  mar.  Leg.  A.  C.  Brade  n.°  17.027.  27-IX-1941. 
Typus:  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  45.991". 

220 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14  15 


HOLOTYPU  S 


RB  45.991 

Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais,  Serra  do  Caparaó,  2100  mt., 
leg.  A.  C.  Brade  n.°  17.027,  27-IX-1941,  arbusto  de  flores  alvas. 


44.  Leandra  pallida  Cogn  var.  hispidula  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14: 
247.1956.  "Habitat:  Brasília.  Estado  de  São  Paulo,  Serra  da  Bocaina 
1600  m s.n.  do  mar.  Leg.  A.  C.  Brade  n.°  21.188.  10-X-1951.  Typus: 
Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  75.918". 

RB  75918  - HOLOTYPUS 


Sched.:  Estado  de  São  Paulo,  Serra  da  Bocaina,  1600  m,  leg.  A. 
C.  Brade  n.°  21.118,  10-X-1951,  arbusto  0,50  m,  mais  ou  menos 
prostrada,  flores  alvas  na  mata  ciliar  baixa. 


45.  Leandra  phelpsiae  Gleason  in  Phytologia  3 (7):  351.1950.  "Type, 
Phelps  474,  collected  on  Serrania  Parú,  in  Southern  Venezuela,  de- 
posited  at  the  New  York  Botanical  Garden". 

RB  84.974  - ISOTOPOTYPUS 


Tipificado  por  Wurdack  em  1953,  como  Topotypus 


Sched.:  Plants  of  the  New  York  Botanical  Garden,  Venezuela 
Expedition,  1950-51  n.°  31.366.  Serrania  Parú,  Rio  Perú,  Cano  Asi- 
sa  Rio  Ventuari,  Amazonas,  leg.  R.  S.  Cowan,  J.  J.  Wurdack, 
10-11-1951.  Suffrutescent,  1,5  m.  Stamens  white.  Valley  head  above 
camp,  elev.  2000  m. 


46.  Leandra  planifilamentosa  Brade  in  Sellowia  8:  371.  est.  5.  1957.  "Ha- 
bitat: Brasília.  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbèzinho  pr.  São 
Francisco  de  Paula,  in  araucarieto;  20-11-1953.  Leg.  Balduino  Rambo 
S.  J.  n.°  53.970.  "Typus":  Herbário  Anchieta,  Colégio  Anchieta, 
Porto  Alegre.  "Cotypus":  Herbário  Jardim  Botânico  do  Rio  de 
Janeiro,  n.°  92.804.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade". 

RB  92.804  - PARATYPUS 

Tipificado  por  Wurdack  em  1953,  como  ISOTYPUS 

221 


cm 


ISciELO/ JBRJ 


Sched.:  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Taimbezinho  pr.  S.  Fran- 
cisco de  Paula,  in  araucarieto,  leg.  B.  Rambo  S.  J.  n.°  53.970. 
(20-11-1953). 


47.  Leandra  ramboi  Brade  in  Sellowia  8:  374.  est.  7.1957.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul,  Fazenda  Englert  prp.  São 
Francisco  de  Paula,  in  Araucarieto.  Leg.  Balduino  Rambo  S.  J. 
21-1-1955.  N.  56.382.  "Typus"  in  Herbário  Anchieta,  Colégio  An- 
chieta,  Porto  Alegre.  "Cotypus":  Herbário  Jardim  Botânico,  n.° 
90.497.  Fragmento  in  Herbário  A.  C.  Brade". 

RB  90.497  - PARATYPUS 

Sched.:  Ex  Herbarium  Anchieta.  Florae  Brasiliae  australis,  leg. 
B.  Rambo  S.  J.  n.°  56.382,  21-1-1955.  Fruticulus  0,5  metralis. 

48.  Leandra  santos-limae  Brade  in  Rodriguésia  18:  4.1945.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Maria  Magdalena  800  m s.n. 
do  mar.  Leg.  Brade  n.°  13.213  8c  Joaquim  Santos  Lima  7-I1I-1934. 
Typus:  Herbário  do  Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  40.285". 

RB  40.285  - HOLOTYPUS  (***) 

Sched.:  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  Sta.  Maria  Magdalena,  matta 
Lauriana  Vicente  800  m,  leg.  Santos  Lima  e A.  C.  Brade,  n.°  13.213, 
7-III-1934.  Arbusto  de  flores  alvas. 

49.  Leandra  uliginosa  Brade  in  Arq.  Jard.  Bot.  14:  244.1956.  "Habitat: 
Brasília.  Estado  de  São  Paulo,  Serra  da  Bocaina  1600-1700  m s.n. 
do  mar.  Leg.  A.  C.  Brade  n.°  21.187.  10-X-1951.  Typus:  Herbário 
Jardim  Botânico  do  Rio  de  Janeiro  n.°  75.917". 

RB  75917  - HOLOTYPUS 

Sched.:  Estado  de  São  Paulo,  Serra  de  Bocaina,  1600  m s.  n., 
várzea  pantanosa  nas  toceiras  de  Cortadeira  e Xyridaceae,  associado 
a Sphagnum;  leg.  A.  C.  Brade  n.°  21.187,  10-X-1951. 

RHAMNACEAE: 


50.  Ampelozizyphus  amazonicus  Ducke  in  Arch.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (2): 
157.1935.  "Habitat  circa  Manáos  in  silvis  non  inundatis.  humidis, 

222 


2 3 4 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


legit  A.  Ducke:  prope  Cachoeira  do  Mindú,  17-12-1929,  florif.  et 
fruct.  junioribus  (H.  J.  B.  R.  n.°  25.654),  et  circa  cataractas  — 
fluminis  Tarumã,  24-12-1929,  floribus  junioribus  et  anthesi  inci- 
piente (H.J.B.R.  n.°  25.653)".  Espécie  genérica. 

RB  25.654  - SYNTYPUS 


Sched.:  Estado  do  Amazonas,  Mandos,  mata  humosa  dos  arre- 
dores da  Cachoeira  do  Mindú,  leg.  A.  Duck  s/n.,  17-12-1929.  Cipó 
grande,  flor  verde,  casca  com  cheiro  de  salicilato  de  metila.  Nome 
vulgar:  saracura-mirá. 

RB  25.653  - SYNTYPUS 


Sched.:  Estado  do  Amazonas,  Mandos,  mata  de  terra  firme  da 
região  das  Cachoeiras  do  Tarumã,  Leg.  A.  Ducke  24-12-1969,  cipó 
grande,  flor  verde. 


51.  Gouania  blanchetiana  Miquel  in  Linnaea  22:  797.  1849.  "Habitat 
in  Prov.  Bahia,  leg.  Blanchet  n.°  2.015". 

RB  37.942  - ISOTYPUS 

Sched.:  Herb.  Mus.  Paris,  leg.  Blanchet  n.°  2.015.  Brézil. 

RB  44.037  - ISOTYPUS 

Sched.:  Herb.  Mus.  Paris,  leg.  Blanchet  n.°  2015.  Brézil. 
Donné  par  M.  De  Candolle  em  1869. 


VITACEAE: 


52.  CISSUS  FUSCO  - FERRUGINEUS  Kuhlmann,  in  Ann.  l.a-Reun. 
Sul-Amer.  Bot.  3:  84  est.  12,  1930.  "Legit  J.  G.  Kuhlmann,  Viçosa,  Mi- 
nas Gerais". 


RB  42.413  - ISOTYPUS 


Sched.:  Estado  de  Minas  Gerais.  Escola  Superior  de  Agrono- 
nomia  de  Viçosa  (n.°  1805),  leg.  J.  G.  Kuhlmann  em  12-12-1934. 

223 


SciELO/JBRJ 


Relação  das  espécies  apresentadas  nesse  trabalho,  com  as  íotogralias  ç-J-) 
correspondentes: 

1.  Aciotis  spiritusanctensis  Brade.  (Foto  1). 

2.  Behuria  edmundoi  Brade.  (Foto.  2). 

3.  Behuria  huberoides  Brade.  (Foto' 3 e 4) . 

4.  Behuria  limae  Brade.  (Foto  5). 

5.  Behuria  souza-limae  Brade  (Foto  6)  . 

6.  Behuria  souza-limae  Brade  var.  pallescens.  (Foto  7). 

7.  Benevidesia  magdalenensis  Brade.  (Foto  8 e 9) . 

8.  Benevidesia  organensis  Sald.  et  Cogn.  (Foto  10  e 11). 

9.  Bertolonia  formosa  Brade.  (Foto  12  e 13). 

10.  Bertolonia  hoehneana  Brade.  (Foto  14). 

11.  Bertolonia  foveolata  Brade.  (Foto  15). 

12.  Bertolonia  raulinoi  Brade.  (Foto  16). 

13.  Bertolonia  santos  limae  Brade  (Foto  17). 

14.  Bisglaziovia  behurioides  Cogniaux.  (Foto  18  e 19). 

15.  Calyptrella  gracilis  Tr.  (Foto  20) . 

16.  Calyptrella  tristis  Trianan.  (Foto  21). 

17.  Cambessedesia  bahiensis  Brade.  (Foto  22). 

18.  Clidenia  graciliflora  Huber.  (Foto  23). 

19.  Clidenia  ulei  Pilger.  (Foto  24). 

20.  Comolia  affinis  Hoehne.  (Foto  25). 

21.  Comolia  edmundoi  Brade.  (Foto  26). 

22.  Comolia  serpyllaceae  Wurdack.  (Foto  27). 

23.  Dolichoura  spiritosanctensis  Brade.  (Foto  28). 

24.  Graffenrieda  cinnoides  Gleason.  (Foto  29). 

25.  Graffenrieda  rupestris  Ducke.  (Foto  30). 

26.  Henriettea  gomesii  Brade.  (Foto  31). 

( -f- ) As  siglas  dos  herbários  estrangeiros  que  aparecem  nas  fotografias,  in- 
dicam futuro  intercâmbio  com  os  mesmos. 

224 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


27.  Lavoisiera  campos-portoana  Mello  Barreto.  (Foto  32). 

28.  Lavoisiera  goyazensis  Cogniaux.  (Foto  33). 

29.  Lavoisiera  sampaioana  Mello  Barreto.  (Foto  34). 

30.  Lavoisiera  sampaioana  Var.  parviflora  Mello  Barreto.  (Foto  35) . 

31 . Lavoisiera  senaei  Schwacke.  ( Foto  36 ) . 

32.  Leandra  adamantinensis  Brade.  (Foto  37). 

33.  Leandra  balduinii  Brade.  (Foto  38) . 

34.  Leandra  camoporum  Brade.  (Foto  39). 

35.  Leandra  hatschbachii  Brade.  (Foto  40) . 

36.  Leandra  magdalenensis  Brade.  (Foto  41). 

37.  Leandra  markgrafii  Brade.  (Foto  42). 

38.  Leandra  navicularis  Brade.  (Foto  43). 

39.  Leandra  neglecta  Brade.  (Foto  44). 

40.  Leandra  opaca  Brade.  (Foto  45). 

41.  Leandra  pallida  Cogniaux  var.  caparoensis  Brade.  (Foto  46). 

42.  Leandra  pallida  Cogniaux  var.  hispidula  Brade.  (Foto  47). 

43.  Leandra  phelpsiae  Gleason.  (Foto  48). 

44.  Leandra  planifilamentosa  Brade.  (Foto  49). 

45.  Leandra  ramboi  Brade.  (Foto  50). 

46.  Leandra  santos-limae  Brade.  (Foto  51). 

47.  Leandra  uliginosa  Brade.  (Foto  52). 

48.  Ampelozizyphus  amazonicus  Ducke.  (Foto  53  e 54). 

49.  Gouania  blanchetiana  Miquel.  (Foto  55  e 56)  . 

50.  Cissus  fusco-ferrugineus  Kuhlmann.  (Foto  57). 


REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS 


BRADE,  A.  C.  1935.  Melastomataceae  Novas.  Arch.  Inst.  Biol.  Veg.  2 (2): 
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1945  — Melastomataceae  Novae.  III.  Rodriguésia  18:  3-7,  5 estampas. 

1956  — Melastomataceae  Novae  IV.  Arq.  Jard.  Bot.  14:  213-228,  12  es- 
tampas. LL 

225 


SciELO/JBRJ 


cm  .. 


1957  — Melastomataceae  novas  do  Estado  do  Rio  Grande  do  Sul.  Sellowia 
8:  367-382,  12  estampas. 

1958  — Melastomataceae  novae  VI.  Arq.  Jard.  Bot.  16:  7-16,  10  estampas. 

1959/61  — • Melastomataceae  novas  do  Estado  da  Bahia.  Arq.  Jard.  Bot. 
IV:  43-48,  3 estampas. 

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2-655,  ilustr. 

1891  — Monographie  Phanerogramarum  Melastomataceae  7 : 1-1256 . 

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226 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  1 


Aciotis  Spiritusanctensis  Brade 


SciELO/ JBRJ 


227 


Estampa  2 


Behuria  Edmundoi  Brade 


229 


Estampa  3 


liehuria  Huberoides  Brade 


231 


SciELO/JBRJ 


l.duiiia  Huberoiile.s  Braile 


233 


SciELO/JBRJ 


Estampa  4 


Estampa  5 


Behuria  Limac  Brade 


235 


cm 


SciELO/ JBRJ 


Estampa  6 


Bchuria  Souza  Limae  Brade  Var.  Pallescens 


237 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  7 


Behuria  Souza  Limac  Brade  Var.  Pallescens 


239 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  3 


Benevidesia  Magdalenensis  Brade 


241 


cm 


SciELO/JBRJ 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


Bcnevidesia  Magdalenensis  Brade 


243 


Estampa  9 


Estampa  10 


ltenevidesia  Organensis  Salcl.  et  Cogn. 


245 


Estampa  11 


Benevidesia  Organensis  Sald.  et  Cogn. 


247 


Estampa  12 


Bertolonia  Formosa  ISracle 


cm 


SciELO/JBRJ 


Estampa  13 


Bertolonia  Formosa  Brade 


251 


cm  12  3 4 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  14 


Bertolonia  Hoehneana  Brade 


cm 


SciELO/JBRJ 


253 


Estampa  15 


Bertolonia  Foveolata  Brade 


cm 


SciELO/JBRJ 


255 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


Rcriolonia  Raulinoi  Brade 


Estampa  16 


257 


Estampa  17 


Bertolonia  Santos-Limae  Brade 


259 


cm 


SciELO/JBRJ 


Estampa  18 


Bisglaziovia  Behurioides  Cogniaux 


261 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  19 


Itisgla/.iovia  Behurioides  Cogn. 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


11 


263 

12  13  14 


Estampa  20 


Calyptrella  Gracilis  I r. 


265 


cm  12  3 4 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  21 


Calyptrella  Tristis  Tr. 


267 


2 3 4 


SciELO/JBRJ 


Cambessedesia  Bahiensis  Brade 


269 


SciELO/JBRJ 


Estampa  22 


Estampa  23 


Clidcnia  Graciliflora  Huber 


271 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  24 


Cliclcnia  Ulei  Pilg. 


Estampa  25 


Comolia  Affinis  Hoehne 


27  5 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


Comolia  Edmundoi  Brade 


277 


Estampa  26 


Estampa  27 


Comolia  Serpyllaceae  Wurdack 


279 


cm  i 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  28 


Dolichoura  Spiritosanctensis  Brade 

281 


SciELO/JBRJ 


Estampa  29 


Graffenrieda  Cinnoiiles  Gleasou 


283 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  30 


Graffenrieda  Rupestris  Ducke 


285 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  31 


Henriettea  Gomesii  Brade 


287 


cm 


SciELO/JBRJ 


Estampa  32 


Lavoisiera  campos-portoana  Mello  Barreio 


289 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  33 


Lavoisiera  Goya/.ensis  Cogniaux. 

291 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Lavoisicra  Sampaioana  Mello  Barreio 


293 


Estampa  34 


cm  .. 


Estampa  35 


Lavoisiera  Sainpaioana  Var.  Parviflora  Mello  Bando 


295 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  36 


Lavoisiera  Senaei  Schwacke 


297 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Leandra  Adamantinensis  11  taci 


299 


cm  12  3^: 


SciELO/ JBRJ 


Estampa  37 


Estampa  38 


Leanclra  Kalduinii  Brade 

301 


cm 


SciELO/ JBRJ 


Estampa  39 


Lcandra  Camponim  lírailc 


303 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14  15 


SciELO/JBRJ 


cm  1 


Lcaiulra  I lal.si  libat  liii  llnulc 


Estampa  40 


305 


Estampa  41 


Leandra  Magdalenensis  Brade 


307 


Estampa  42 


Leandra  Markgrafii  Hrade 


309 


SciELO/JBRJ 


Estampa  43 


~ 90*“!=! 


Leanilra  Navicularis  Braile 

311 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  44 


Lcaiulra 


nl;i  lirailc 


313 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  45 


j/*4C'V  . -í 


Leandra  Opaca  Brade 


315 


SciELO/ JBRJ 


cm  .. 


Estampa  4S 


Leandra  Pallida  Cogniaux  Var.  Caparaoensis  Brade 


317 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  47 


Leandra  Pallida  Cogniaiix  var.  Hispidula  Brade 


319 


cm  l 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


Estampa  48 


3-?  r 


Leanclra  Phelpsiae  Gleason 


Estampa  49 


Leandra  Planifilamentosa  Brade 


323 


Estampa  50 


Leandra  Ramboi  Brade 


325 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  51 


Leandra  Santos-Limae  Brade 


327 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Estampa  52 


Lcandra  Uliginosa  Brade 


329 


cm  l 


SciELO/JBRJ 


Estampa  53 


*\J  % 


■V 


»;  /t  h/f 


Ampelozizyphus  Amazonicus  Duc  ke 

331 


2 3 4 


SciELO/JBRJ 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Estampa  54 


Ampclozizyphus  Amazonicus  Ducke 

333 


5 Cm 


;*»&•*»  BâtAN^O  90  9:0  Oí  MMMK» 

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cm  .. 


Gouania  Blanchetiana  Micjuel 


335 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


*■  V -? 

• » ■ t.,  ? „ • # s f 


Gouania  Blanchctiana  Miqucl 


337 


Estampa  56 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Cissus  Fusco-Ferrugiencus  Kulilniaiin 


339 


cm  1 


SciELO/JBRJ 


Estampa  57 


INFLUÊNCIA  DA  TEMPERATURA  SOBRE  A GERMINAÇÃO  DE 
DIÁSPOROS  DO  CERRADO 


CARLOS  TOLEDO  RIZZINl 
Jardim  Botânico 


Considerando  que  a savana  brasileira,  ou  cerrado,  é varrida  anual- 
mente por  queimadas  extensíssimas,  como  as  savanas  tropicais  em  geral, 
e que  a multiplicação  vegetativa  é ali  muito  difundida  ( FERRI,  1959; 
RIZZINl  & HERINGER,  1962;  BOSCAN,  1967),  pareceu  conveniente  ve- 
rificar até  que  ponto  as  sementes  de  espécies  representativas  podem  su- 
portar temperaturas  elevadas.  Dados  existentes  na  literatura,  sobre  vege- 
tações homólogas  ou  semelhantes  (llanos,  chaparral  e florestas  esclerofilas 
australianas)  e seu  compotramento  frente  ao  fogo,  servirão  para  dar  orien- 
tação e permitir  confronto.  Dir-se-á  talvez  que  várias  espécies  peculiares 
não  estão  incluídas.  A razão  é óbvia:  elas  não  apresentaram  sementes  nas 
condições  requeridas  pela  presente  investigação,  nos  anos  em  que  esta 
transcorreu.  Contudo,  julga-se  perfeitamente  lícito  considerar  a amostra- 
gem em  tela  capaz  de  expressar,  de  maneira  razoável,  a natureza  da  ve- 
getação savanícola.  As  partes  subseqüentes  congregam  os  resultados  obti- 
dos em  vários  setores  que  se  julgaram  necessários  à compreensão  do  as- 
sunto. Desse  modo,  ficaremos  sabendo  se  há  realmente  espécies  pirófilas 
ou  termófilas  no  cerrado,  isto  é,  plantas  que  se  beneficiam  do  calor  das 
queimadas  no  capítulo  da  germinação  e do  estabelecimento  no  habitat. 
Ou  se  ocorrem  vegetais  (termo)  piro-resistentes,  capazes  de  suportarem 
altas  temperaturas  sem  prejuízo,  embora  também  sem  benefício.  Ver-se-á 
que,  em  várias  instâncias,  os  dados  gerais,  decorrentes  deste  trabalho,  in- 
dicam a necessidade  de  investigações  mais  acuradas  para  alucidar  casos 
especiais,  servindo,  portanto,  como  ponto  de  partida  para  outros  traba- 
lhos experimentais  de  âmbito  mais  restrito.  Tal  é,  ex.  gr.,  a germinação 
tias  sementes  de  Curatella  americana  e de  Bowdichia  virgilioides,  extre- 
mamente variáveis  e cujas  condições  ainda  estão  por  discernir.  Haverá, 

341 


SciELO/ JBRJ 


cm  .. 


posto  isto,  amplas  tarefas  futuras  no  que  concerne  à minuciosidade.  Es- 
pera-se que  as  presentes  indicações  tenham  a faculdade  de  sugerí-las. 

Este  trabalho  está  ligado  a mais  de  13  anos  de  pesquisas  ecológicas 
no  cerrado.  Porém,  especificamente,  os  dados  levantados  sobre  o tema  em 
pauta  iniciaram-se  em  outubro  de  1967,  ano  em  que  realizamos  copiosa 
colheita  de  sementes.  Desta  data  em  diante,  não  só  pessoalmente,  mas  tam- 
bém por  meio  da  colaboração  de  vários  colegas  prestimosos,  temos  conse- 
guido apreciável  quantidade  de  material  aüequado,  cuja  procedência  é 
bem  variada.  As  espécies  mencionadas,  sua  origem  e as  características 
mais  salientes  de  seus  frutos  e sementes  constituíram  objeto  de  uma  pu- 
blicação à parte  (RIZZ1NI,  1971);  nesta,  o leitor  deve  procurar  informa- 
ções adicionais  básicas,  que  séria  exorbitante  reproduzir  aqui. 

Convém  chamar  a atenção  para  o fato,  várias  vezes  notório  no  curso 
desta  pesquisa,  de  que  sementes  de  procedência  diversa  podem  exibir 
comportamento  germinativo  diferente.  V.  gr.,  as  sementes  de  Magonia 
pubescens  e de  Bowdichia  virgilioides  variam  em  face  do  tratamento  tér- 
mico, inclusive  quando  originam-se  da  mesma  localidade,  mas  são  de 
anos  distintos.  Dai  a preocupação,  sempre  que  possível,  de  empregar 
diásporos  bastante  variados. 


1.  Queimadas  experimentais 


Caixas  de  pinho,  medindo  20  x 68  x 9 cm,  foram  perfuradas  lateral- 
mente a 5 cm  do  fundo,  de  maneira  a poder-se  introduzir  nelas  um  ter- 
mômetro. Preenchidas  com  areia  da  restinga  ou  argila  do  cerrado,  o bulbo 
termométrico  ficava  ao  nível  da  superfície  (S)  ou  era  mergulhado  a 
5-6  cm  (P).  Anteriormente,  capim  havia  sido  recolhido  no  cerrado  de 
Paraopeba,  MG,  durante  a época  seca  e sua  dessecação  completada  em 
estufa  a 70°.  Por  "capim"  entende-se  uma  mistura  natural  de  gramíneas 
savanícolas,  cujos  principais  componentes  são:  Echinolaena  inflexa  (ca. 
70-80%),  Andropogon  sp.  e Aristida  sp.  Uma  camada  de  capim  dessecado, 
medindo  5 cm  de  altura  e bem  aplainada,  era  colocada  por  cima  do  bulbo 
termométrico  de  maneira  a ocupar  uns  15-20  cm  em  torno  dele.  Com  au- 
xílio de  alguns  ml  de  etanol,  o logo  era  ateado,  consumindo  inteiramente 
o combustível  vegetal  dentro  de  3-5  minutos;  daí  para  a frente,  obser- 
vam-se regularmente  a ascenção  e o decréscimo  das  temperaturas  até  a 
volta  a 40°.  Em  alguns  casos,  sementes  foram  postas  sob  as  queimadas  e 
controladas  por  sementes  indenes,  colocadas  na  outra  extremidade  das 
caixas,  de  modo  a verificar-se  a ação  do  calor  desenvolvido  sobre  a ger- 
minação. Cf.  Fig.  1. 

As  Tabelas  subseqüentes  mostram  os  resultados  no  que  concerne  às 
temperaturas  na  superfície  e na  profundidade,  bem  como  algumas  carac- 
terísticas das  mesmas. 

342 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Tabela  n.  1 — Temperaturas  a 5-6  mm  de  profundidade  e tempo 
(min.)  de  sua  permanência,  em  areia  de  restinga  e argila  do  cerrado,  du- 
rante a queima  de  uma  camada  de  5 cm  de  capim  seco  do  cerrado.  Data: 
21  a 28-X-67  e 28-X-68. 


Queima 

Temp.  máx. 

80-70° 

70-60° 

60-50° 

50-40° 

1,  areia 

73° 

0,5 

2 

2 

6 min. 

2,  areia 

75 

1 

2 

1 

2 

3,  areia 

60 

— 

— 

3 

6 

4,  argila 

65 

— 

1 

4 

10 

5,  argila 

60 

— 

— 

5 

20 

12,  argila 

67,5 

— 

2 

10 

18 

13,  argila 

83 

6 

10 

9 

13 

14,  argila 

69,5 

8 

6 

8 

Tais  resultados  confirmam  inteiramente  os  de  Stone  &:  Juhren  (1951), 
os  quais  queimavam  delgadas  fitas  de  madeira  nas  mesmas  condições. 


Tabela  n.  2 — Temperaturas  na  superfície  e tempo  (min.)  de  sua  per- 
manência, nas  condições  mencionadas  na  Tabela  n.  1.  Data:  cf.  Tabela 
n.  1. 


Queima 

Temp.  máx. 

190-150° 

150-100°  100-80°  86-60° 

60-40° 

6,  areia 

102° 

3 

2 

6 min. 

7,  argila 

150 

— 

2 

3 

4 

9 

8,  areia 

118 

— 

2 

2 

4 

22 

9,  areia 

124 

— 

3 

2 

6 

20 

10,  areia 

118 

— 

2 

3 

7 

18 

11,  argila 

192 

2,5 

4 

3 

4 

26 

15,  argila 

173 

2 

6 

3 

4 

10 

16,  areia 

(muito  seca) 

190 

3 

4 

3 

6 

16 

17,  areia 

(úmida) 

105 

— 

1 

1 

3 

8 

18,  areia  (ca- 

pim:  10  cm 

212 

1 

3 

3 

4 

13 

OBS.  1 . Estas  pequenas  queimadas  experimentais  de  capim  revelam 


343 


SciELO/ JBRJ 


a situação  usual  nos  cerrados  anualmente  queimados,  os  quais,  por  serem 
muito  abertos,  não  permitem  acumulação  de  combustível  lenhoso.  Nas  sa- 
vanas comuns,  deste  tipo,  as  gramineas  constituuem  o material  básico  das 
queimadas.  Havendo  material  lenhoso,  as  temperaturas  são  muito  mais 
altas  (Vareschi,  1962;  lieadle,  1940;  Sampson,  1944).  2.  Sementes  colo- 
cadas na  superfície,  diretamente  sob  as  chamas,  apresentam,  em  sua  maio- 
rria,  a testa  carbonizada;  tanto  na  superfície  como  a 5-6  mm  de  profun- 
didae,  são  freqüentes  rachaduras  na  testa;  foram  experimentadas  semen- 
tes de  Bowdichia  virgilioides,  Luehea  paniculata.  Mimosa  laticifera,  Acos- 
mium  dasycarpum,  Kielmeyera  coriacea,  ex.  gr.  3.  Temperaturas  acima 
de  100°,  inclusive,  dificilmente  duram  mais  de  10  minutos,  razão  pela 
qual  se  usaram,  nas  experiências  com  calor  de  estufa,  100°/ 10  min.  4. 
Temperaturas  em  torno  de  80°  em  geral  não  ultrapassam  muito  a dura- 
ção de  5 minutos  por  isso,  numa  segunda  série  de  experiências  em  es- 
tufa, empregaram-se  80°/ 5 min.,  conforme  os  dados  da  Tabela  n.  1 (com 
sementes  ligeiramente  enterradas) . 

Uma  fogueira  com  o mesmo  capim,  em  camada  laxa  de  10  cm  sobre 
10  sementes  de  Magonia  pubescens,  foi  feita  medindo-se,  porém,  as  tem- 
peraturas no  meio  do  combustível;  era  um  dia  quente  e de  sol  forte.  A 
Tabela  n.  3 mostra  o comportamento,  minuto  a minuto,  da  temperatura, 
notando-se  que  a combustão  foi  rápida  (2  minutos). 

Tabela  n.  3 — Comportamento  da  temperatura,  nos  primeiros  15  mi- 
nutos, tomada  no  meio  de  uma  camada  (1U  cm)  de  capim  do  cerrado  em 
chamas.  Data;  10-XI-68. 


Hora 

Temper. 

Hora 

Temper. 

10.00 

Início 

10.10 

148 

10.03 

320° 

10.11 

132 

10.04 

275 

10.12 

122 

10.05 

250 

10.13 

112 

10.06 

230 

10.14 

107 

10.07 

205 

10.15 

102 

10.08 

180 

10.16 

99 

10.09 

160 

10.17 

95 

34.4 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


Uma  hora  depois  de  iniciada  a queima  a temperatura  era  ainda 
de  70°.  Dada  a altura  e densidade  das  gramíneas  do  cerrado,  é iácil  supor 
que  muitos  diásporos  volumosos  e leves  fiquem  aí  retidos.  É o caso,  e. 
gr.,  de  Magonia  pubescens  (tingui),  colocada  na  fogueira  experimental  em 
pauta.  Algumas  destas  sementes  são  consumidas  pelo  logo.  As  restantes, 
com  raras  exceções,  ficam  inteiramente  carbonizadas  por  iora.  Interna- 
mente,  os  cotilédones  tornam-se  amarelados,  secos  e friáveis,  fragmentan- 
do-se  ao  menor  esíorço.  A despeito  destas  observações,  elas  foram  postas 
em  areia  úmida,  sem  qualquer  sinal  de  germinação.  Os  320°  obtidos  em 
3 minutos  podem  ser  confrontados  com  os  335°  observados  no  chaparral 
(cf.  Tabela  n.  6 sob  Adenostoma  fasciculatum).  Convém  antecipar  que  as 
sementes  de  M.  pubescens  se  mostraram  (veja  adiante)  as  mais  resistentes 
a temperaturas  elevadas;  seria  inútil  operar  acima  de  100°  com  diásporos 
do  cerrado. 

A Tabela  n.  4 agrega  dados  adicionais  acerca  da  questão  em  exame. 

Tabela  n.  4 — Tempos  gastos  (min.)  para  alcançar  a temperatura  má- 
xima e para  descer  desta  até  40°.  S:  superfície;  P:  5-ü  mm  de  proíundidae. 


Queima 

Subir  até  a temp.  máx. 

Descer  até  40° 

S/P 

1 

9 min. 

73° 

10,5  min. 

P 

2 

2 

75 

6 

P 

3 

5 

60 

9 

P 

4 

4 

65 

15 

P 

5 

3 

60 

25 

P 

6 

5 

102 

11 

S 

7 

4 

150 

18 

s 

8 

3 

118 

30 

s 

9 

4 

124 

31 

s 

10 

5 

118 

30 

s 

11 

5 

192 

40 

s 

12 

5 

67,5 

30 

p 

13 

7 

83 

48 

p 

14 

8 

69,5 

30 

p 

15 

3 

173 

23 

s 

16 

4 

190 

32 

s 

17 

4 

105 

13 

s 

18 

3 

212 

25 

s 

345 


SciELO/JBRJ 


cm  .. 


OBS.  As  temperaturas  e os  lapsos  temporais  variam,  naturalmente, 
segundo  a textura  e o grau  de  umidade  do  substrato,  a temperatura  e 
o movimento  do  ar,  e ainda  o arranjo  do  capim.  Contudo,  a ascenção- 
é bastante  uniforme;  com  exceção  de  4 experimentos,  a temperatura  má- 
xima foi  atingida  dentro  de  3 a 5 minutos.  A descida,  por  outro  lado, 
mostrou-se  muito  mais  variável. 

Influência  da  umidade  edáfica  — As  mesmas  areia  e argila  anterior- 
mente usadas,  após  vários  meses  de  armazenagem  a seco,  foram  submeti- 
das a idênticas  queimadas,  a segunda  reduzida  a pó  fino.  A areia,  em 
seguida,  foi  umedecida  com  um  pouco  de  água,  sem  qualquer  excesso. 
A Tabela  n.  5 indica  o que  se  conseguiu  a 5-6  mm  de  profundidade;  al- 
guns termos  de  comparação  foram  incluídos. 

Tabela  n.  5 — Influência  da  umidade  edáfica  sobre  as  temperaturas 
desenvolvidas  em  queimas  de  capim  do  cerrado;  demais  condições  já  re- 
feridas. Data:  28-X-68. 


Substrato 

Temp. 

máx. 

120- 

100° 

100- 

90° 

90- 

80° 

80- 

70° 

70- 

60° 

60- 

50° 

50- 

40° 

Areia  comum 
(queima  14) 

69,5° 

8 

6 

8 

Areia  seca 

120 

5 

3 

2 

2 

3 

5 

9 

Areia  úmida 

75 

— 

— 

— 

1 

2 

3 

5 

A mesma,  10 
cm  de  capim 

89 

— 

— 

2 

3 

2 

5 

8 

Argila  comum 
(queima  13) 

83 

— 

— 

— 

6 

10 

9 

13 

Argila  seca 

118 

4 

2 

1 

2 

2 

3 

7 

Conforme  já  assinalado  por  BEADLE  (1940),  a água  tende  a reduzir 
o aquecimento  do  solo.  Convém  lembrar  dois  fatos  adicionais  que  se  pro- 
cessam pelo  fim  da  estação  seca  no  cerrado:  1)  as  queimadas  são  levadas 
a cabo;  2)  a maioria  das  árvores  liberta  as  sementes  entre  agosto  e fim 
de  setembro. 

A Tabela  n.  6 informa  a respeito  das  maiores  temperaturas  desen- 
volvidas em  queimadas  de  várias  vegetações  da  Terra,  nas  proximidades 
da  superfície.  A Tabela  n.  7 sobre  a germinação  de  sementes  submetidas, 
às  queimadas  experimentais  de  capim  do  cerrado.  E a Tabela  n.  8 indica 
a germinação  após  exposição  das  sementes  ao  calor,  segundo  vários  tipos 
de  vegetação. 

OBS.  à Tabela  n.  6 — Na  superfície,  as  temperaturas  são  sempre  su 
periores  a 100°,  podendo  sê-lo  até  várias  vezes.  Pouco  abaixo,  são  ainda 
altas  demais  no  chaparral  para  a viabilidade  seminal  em  geral,  mas  não 
nas  savanas,  ao  que  tudo  indica.  Ex.  gr.,  VARESCHI  (1.  c.)  não  encon- 

346 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


347 


Tabela  n.  6 — Temperaturas  máximas  observadas  perto  da  superfície  em  queimadas  de  vários  tipos  relacio- 
nadas com  vegetações  mais  ou  menos  secas. 


Material  da 

Prof. 

(mm)  : 

queimada 

temp.  (°) 

Observações 

Autor 

Chaparral : Arctostaphylos 

12: 

190» 

Subarbustos  e gramíneas  como 

manzanita  e gramíneas 
anuais  densas. 

37: 

71 

no  estrato  baixo  do  cerrado 

Sampson  (1944) 

e campo  limpo.  Temp.  máximas 
atingidas  em  2 a 16  minutos. 

Chaparral:  Adenostoma  fas- 

0: 

335 

ciculatum  e gramíneas  e 

18: 

169 

Idem,  idem. 

O mesmo. 

ervas  bastante  densas. 

37: 

110 

Chaparral : A.  fasciculatum, 

12: 

748 

Queima  de  material  lenhoso.  O 

quase  sem  material  herbáceo. 

37: 

332 

l.°  número  indica  a manta. 

O mesmo. 

Chaparral:  Ceanothus  cunea- 

12: 

490 

Arbustos  bastante  lenhosos.  O 

tus  e Quercus  wislizenii. 

25: 

206 

l.°  número  concerne  à manta. 

O mesmo. 

50: 

99 

Llanos:  principalmente  Tra- 

Como  em  muitos  campos  cerrados 

Vareschi  (1962) 

chypogon  montufari  (capim) 

0: 

100 

e campos  sujos  (mesma  gramínea). 

Boscan  (1967) 

Fogueiras  experimentais  (ca. 

0: 

213 

60  cm  diâm.)  na  Austrália 

25: 

67 

Em  floresta  esclerofila. 

Beadle  (1940) 

Fitas  de  madeira:  fogueiras 

Camada  combust*vel  de  5 cm  sobre 

experimentais  em  caixas. 

6: 

80 

areia.  Temp.  máx.  durou  meio  min. 

Stone  & Juhren  (1951) 

Capim  seco  do  cerrado:  como 

0: 

192 

Camada  combustivel  de  5 cm  sobre 

Rizzini  (neste 

o precedente. 

5-6: 

83 

argila.  Concorda  com  os  anteriores. 

trabalho) 

.SciELO/JBRJ 


14  15  16  17  18  19  20  21 


cm  .. 


trou  aumento  manifesto  de  temperatura  logo  abaixo  da  superfície  em 
seguida  à passagem  das  chamas,  em  queimadas  investigadas  nos  llanos  ve- 
nezuelanos; Schnell  (1970-71)  informa  exatamente  a mesma  coisa  com  re- 
ferência à savana  africana  e Beadle  (ib.)  também,  quanto  às  florestas  es- 
cleroíilas  de  Eucalyptus,  na  Austrália. 

Tabela  n.  7 — Germinação  das  sementes  novas  de  árvores  do  cerrado 
submetidas  ao  calor  das'  queimadas  experimentais,  a 5-6  mm  de  profun- 
didade, em  areia  de  restinga.  Controle;  mesmas  sementes  colocadas  na 
extremidade  oposta  das  caixas,  que  ficaram  ao  ar  livre  no  Rio  de  Janeiro. 
T/T:  temperatura  máxima  e sua  duração  em  minutos  que  cacía  espécie 
suportou  ao  nível  das  sementes  durante  o fogo.  O algarismo  entre  parên- 
teses remete  às  observações  ulteriores. 


Espécie 

T/T 

Sob  fogo 
% Dias 

Controle 
% Dias 

Kielmeyera  coriacea 

65° 

1 min. 

96 

16-28 

92 

13-25 

Copaifera  langsdorffii  (1) 

60° 

2 min. 

48 

25-70 

92 

18-45 

Bowdichia  virgilioides  (2) 

73° 

1 min. 

20 

20-76 

0 

— 

Mimosa  multipinna 

Ca. 

100° 

12 

85-110 

16 

27-125- 

Luehea  paniculata  (3) 

73° 

1 min. 

8 

10-14 

8 

10-14 

Astronium  urundeuva  (3) 

75° 

1 min. 

4 

6 

60 

4-7 

Sweetia  dasycarpa 

73° 

1 min. 

4 

20 

0 

— 

Qualea  grandiflora  (4) 

65° 

1 min. 

0 

— 

8 

24 

Mimosa  laticifera  (5) 

Ca. 

100° 

0 

— 

24 

4-95 

348 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


OBS.  1 . As  plântulas  de  sementes  aquecidas,  depois  de  um  lapso 
mais  ou  menos  longo,  acabam  retomando  o crescimento  normal,  visto  se- 
sem  inicialmente  retardadas;  após  o fogo,  só  germinam  as  sementes  junto 
ás  margens  da  caixa,  onde  o calor  é bem  menos  intenso.  2.  A germinação 
de  B.  virgilioides  prossegue  por  longo  tempo,  da  maneira  seguinte: 
a)  sementes  aquecidas  — 25%  em  108  dias,  48%  em  20-114  dias, 
52%  em  20-128  dias,  56%  em  20-167  dias  e 64%  em  20-373  dias;  sementes 
não  aquecidas  — 4%  em  108  dias,  16%  em  108-114  dias,  20%  em  108-125 
dias,  28%  em  108-354  dias.  36%  em  108-363  dias  e 40%  aos  384  dias, 
46%  aos  471  dias;  a germinação  parou  de  maio  a setembro  (época  seca 
no  habitat  natural)  e recomeçou  em  outubro  (reinicio  das  chuvas  no  cer- 
rado). 3.  Só  germinaram  as  sementes  aquecidas  que  estavam  junto  às 
bordas  da  caixa.  4 Sementes  não  selecionadas,  muitas  das  quais  estéreis. 
5.  A germinação  de  Mimosa  laticifera  (sementes  mais  esclerodérmicas  do 
que  as  de  B.  virgilioides)  também  é prolongada:  28%  em  106  dias,  32% 
em  126,  36%  em  170,  40%  em  177,  44%  em  193,  48%  em  330,  52%  em 
429,  56%  em  505,  60%  em  905,  68%  em  943  e 72%  em  1 . 149  dias;  somente 
as  não  submetidas  ao  fogo  germinaram. 

Diante  das  variações  de  T/T  e dos  resultados,  passamos  a empregar 
calor  de  estufa,  muito  mais  fácil  de  controlar  com  segurança;  como  subs- 
trato para  a germinação,  usamos  placa  de  Petri  mantida  a 35°  constantes 
e areia  no  meio  exterior. 

Tabela  n.  8 — Percentagem  média  de  germinação,  segundo  a tem- 
peratura e o tempo  de  exposição  ao  calor  (estufa),  em  vegetações  mais  ou 
menos  secas,  de  acordo  com  vários  autores. 


349 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


cm 


CO 

CJ1 

o 


Espécie 

Vegetação 

Temp. 

Tempo 

% germ. 

Controle 

Autor 

Rhus  ovata 

Chaparral 

] 20*’ 

5 m 

32 

3% 

Stone  & 

*»  tt 

tt 

100 

5-10 

34-33 

3% 

J uhren 

(1951) 

Rhus  ovata 

rt 

105- 

5 

30-27 

4 

Sampson 

125 

(1944) 

Ceanothus 

115- 

5 

.68-79 

12-15 

tt 

leucodermís 

tt 

125 

Prunus  de- 

105- 

5 

21 

6 

rt 

missa 

tt 

115 

Rhamnus  ca- 

70- 

5 

70-67 

59-47 

tt 

lifornica 

” 

80 

Bowdichia  vir- 

70 

60 

80 

Boscan 

gilioides 

Llanos 

90 

5 

70 

35 

(1967) 

150 

5 

0 

Copaifera 

90 

5 

70 

officinalis 

tt 

150 

5 

0 

92 

tt 

Hyptis  sua- 

70 

60 

48 

tt 

veolens 

tt 

90 

5 

22 

49 

Marsdenia 

90 

1 

34 

macrophylla 

tt 

90 

5 

22 

100 

tt 

Acacia  de- 

Floresta 

Beadle 

currens 

esclerofila 

80 

4 h 

98 

98 

(1940) 

Hackea  aci- 

100- 

100 

cularis 

tt 

110 

4 h 

88 

100 

tt 

SciELO/JBRJ 


14  15  16  17  18  19  20  21 


351 


Autor 


Espécie  Vegetação  Temp.  Tempo  % germ.  Controle 


Angophora 

100- 

98 

lanceolata 

II 

110 

4 h 

90 

98 

H 

Eucalyptus 

li 

100- 

92 

gummifera 

II 

110 

4 h 

90 

92 

II 

Magonia  pubescens 

Cerrado 

100 

10  rn 

100 

80 

Rizzini  ined 

Eugenia  dys- 

enterica 

II 

100 

10 

75 

100 

II 

Copaifera 

langsdorffii 

II 

100 

10 

20 

90 

II 

Bowdichia  major 

II 

100 

10 

78-90 

70-80 

II 

Pisum  sa- 

Para 

70- 

84 

(Beadle 

tivum 

comparação 

80 

4 h 

11 

100 

(ib.) 

Helianthus 

annuus 

I» 

70 

4 h 

15 

100 

II 

Phaseolus 

100 

20m 

69 

Siegel 

vulgaris 

II 

40 

6 

84 

(1950) 

60 

2 

O mesmo 

II 

100 

10 

2 

70 

Rizzini  ined. 

Zea  mays 

1» 

100 

20 

86 

40 

0 

91 

Siegel  (ib.) 

60 

2 

Linum  usl- 

100 

20 

75 

tatissimum 

II 

40 

76 

100 

1» 

60 

57 

SciELO/JBRJ 


14  15  16  17  18  19  20  21 


cm  .. 


OBS.  à Tabela  n.  8.  Consoante  dados  de  Sampson  (op.  cit.),  de  21 
espécies  de  subarbustos  e arbustos  do  chaparral  M germinam  melhor  as 
sementes  entre  105  e 125.°  e 3 entre  125  e 135.°.  Segundo  Went  et  al. 
(1052),  a temperatura  ótima  para  a eclosão  de  Ceanothus  divaricatus, 
também  do  chaparral,  é de  150.°.  As  gramíneas  revelam-se  muito  mais 
sensíveis;  em  12  espécies  verifica-se  boa  germinação  até  80-00.°;  daí  para 
cima  a percentagem  decresce  continuamente,  sobretudo  além  de  100.°. 
Nessa  vegetação,  durante  a parte  mais  quente  do  verão,  o solo  pode-se 
aquecer  até  70.°.  Siegel  (1050)  confirma  tais  achados  operando  com  outras 
gramíneas;  assim.  Digitaria  sanguinalis  (L.)  Scop.,  a 25.°,  mostra  08%  de 
germinação;  a 60.°,  01%  e a 75°,  nenhuma;  Sporobolus  airoides  (Torr.) 
Torr.,  a 25°,  dá  02%;  a 05°,  71%  e a 100°,  nada.  De  sorte  que,  no  cha- 
parral, há  eletivamente  espécies  termófilas  (pirófilas),  isto  é,  que  se  bene- 
ficiam com  o aquecimento  de  suas  sementes.  Já  as  árvores  indicadas  por 
Beadle  (ib.)  são  apenas  termo-resistentes,  visto  tpie  germinam  igualmente 
bem  sem  choque  térmico;  salvo  A.  decurrcns,  todas  levam  testa  macia;  a 
120"  quase  não  ocorre  germinação  em  nenhuma,  esta  decaindo  a 110°. 
2.  No  cerrado  brasileiro,  encontraram-se  apenas  dois  exemplos  de  termo- 
filia  relativa:  Magonia  pubescens  e Bowdichia  major  (veja  adiante);  todas 
as  demais  espécies  investigadas  foram  forte  ou  completamente  entravadas 
no  capítulo  da  germinação  a 1 00°)  10  minutos.  3.  Boscan  (ibid.)  veri- 
ficou que,  em  13  espécies  dos  llanos  da  Venezuela,  todas  são  fortemente 
prejudicadas  pela  exposição  de  suas  sementes  ao  calor  das  queimadas. 
Tratando  sementes  pelo  calor  em  laboratório,  observou  que  Bowdichia 
virgilio'des  realmente  se  beneficiou;  contudo,  esta  árvore,  no  cerrado,  é 
termo-sensível  (cf.  adiante  n.  3). 

2.  Germinação  no  meio  exterior 

Objetivando  comparação  com  os  dados  obtidos  em  temperatura  con- 
tínua e ajrós  tratamento  calorífico,  cuidou-se  de  assentar  a germinação 
em  condições  próximas  das  naturais.  Para  tanto,  as  sementes  (frutos) 
loram  semeadas  em  areia  de  restinga  e deixadas  a céu  aberto  nas  condi- 
ções climáticas  do  Rio  de  Janeiro  (Gávea),  quase  sempre  no  curso  da  pri- 
mavera e verão.  Este  jreríodo  corresponde  em  geral  à época  chuvosa  no 
c errado,  pois  as  experiências  foram  empreendidas  particularmente  de  ou- 
tubro a março  de  1 967,  19G8,  1969  e 1970;  poucas  foram-no  de  1971  a 
1973.  Usou-se  a rega  semjrre  que  necessário.  Conforme  o tamanho  dos 
diásporos,  empregaram-se  de  10  a 50,  raras  vezes  100,  em  latas  preen- 
chidas com  aeria.  A germinação  foi  evidenciada  mediante  a exterioriza- 
ção da  parte  aérea  acima  do  substrato.  Convém  esclarecer  uue  a areia 
utilizada,  analisada  na  Divisão  de  Pedologia  e Fertilidade  do  Solo  do  Mi- 
nistério da  Agricultura,  revelou  97%  de  aeria  grossa,  pH  7,8,  fósforo  30 
pprn,  potássio  17  pptn,  cálcio  c magnésio  2,1  ppm,  nitrogênio  10  mg%  e 
carbono  130  mg%.  Cf.  Tabela  n.  9. 

Tabela  n.  9 — Germinação  de  sementes  de  plantas  do  cerrado  em 
areia  e no  meio  exterior  (Rio  de  Janeiro,  GB).  Tipo  — H:  hipogéia;  E; 
epigéia. 

352 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Espécie 


% Dias  Tipo  Observações 


Aegiphila 

lhotzskyana 

12 

40-50 

H 

Endocarpo. 

Alibertia  sessilis 

72 

25-40 

E 

Anacardium 

othonianum 

80 

15-21 

H 

Fruto. 

Andira  humilis 

60 

234-284 

H 

Endocarpo  íntegro;  70%  aos 

Andira  humilis 

70 

41-123 

H 

354  dia. 

Endocarpo  escarificado. 

Andira  humilis 

100 

12-45 

H 

Embrião  exciso  ou  livre. 

Anona  crassiflôra 

76 

245-292 

E 

De  Paraopeba. 

Aspidosperma 

dasycarpon 

54 

21-35 

E 

Sementes  deitadas. 

Astronium 

fraxinifolium 

100 

7-13 

H 

Noz. 

Astronium 

urundeuva 

60-80 

4-7 

E 

Noz.  Aos  3 meses,  cai  a 12%. 

Bômbax 

tomentosum 

70 

12-30 

H 

Várias  produziram  2 e 3 epi- 
cótilos. 

Brosimum 

gaudichaudii 

80 

21-30 

H 

Bowdichia  major 

74 

11-69 

E 

Testa  íntegra.  Deu  80%  em 

Bowdichia  major 

56 

6-10 

E 

226  dias. 
Escarificada. 

Bowdichia 

virgilioides 

20 

108-125 

E 

Aos  384  d:  40%.  Após  5 me- 
ses de  armazenagem:  40%  aos 
362  d. 

B.  virgilioides 

40 

6-12 

E 

Escarificada. 

Cabralea 

polytricha 

80 

17-27 

H 

Sementes  recém-colhidas. 

Cassia  mummu- 
lariaefolia 

80-90 

5-6 

E 

Escarificada.  Aos  3 m:  70%  em 

0 

Coccoloba 

cereifera 

34 

30-88 

E 

4-7  dias. 

Endocarpo.  Em  areia  do  ha- 

Connarus suberosus  90 

15-18 

H 

bitat  natural:  52%  em  35-150 
dias. 

Arilo  retirado.  Aos  40  dias  já 

Copaifera 

langsdorffii 

92 

18-45 

E 

não  germina. 

De  Paraopeba,  MG. 

Curatella 


353 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


americana 

32 

36-106 

if 

De  Paraopeba. 

C.  americana 

4 

130 

19 

De  Cuiabá;  outra:  4%  em 

Cybistax  anti- 
syphilitica 

92 

18-45 

E 

56-125  dias. 

Lhmorphandra 

mollis 

60 

10-16 

E 

Escarificadas. 

D.  mollis 

20 

15 

E 

Integras;  1 ano  de  idade. 

Dipteryx  alata 

80 

16-26 

E 

Intactas. 

D.  alata 

30 

26 

E 

Escarificadas. 

Erytnroxylum 

pruinosum 

5 

22 

E 

Pericarpo  íntegro. 

E.  tortubsum 

20 

18-23 

E 

Idem..  Pericarpo  suspenso  no  ar 

Eugenia 

dysenterica 

90 

40-66 

H 

ao  germinar. 

De  Itaúna,  MG  (1968). 

E.  dysenterica 

100 

25-74 

H 

De  Pedro  Leopoldo,  MG 

Fagara  rhoifolia 

40 

50-95 

E 

(1969). 

Ferdinandusa 

elliptica 

25 

36-40 

E 

Outra:  O (2,5  meses  de  idade). 

Hymenaea 

stigonocarpa 

100 

20-25 

E 

Escarificadas. 

Kielmeyera 

coriacea 

100 

11-18 

E 

Sementes  logo  abaixo  da  super- 

K. rubriflora 

90 

13-30 

E 

fície. 

Idem;  1 mês  de  idade. 

Luehea  paniculata 

8 

10-14 

E 

E.  speciosa 

80 

10-27 

E 

Machaerium 

opacum 

75 

13-16 

E 

Vários  cotidédones  perfurados 

Magonia  pubes- 
cens  90-96 

15-25 

H 

por  larvas. 

Cotilédones  podem  aflorar  à 

Miconia  sp. 

15 

30-40 

E 

superfície.  Sem  a testa. 
Sementes  mínimas. 

Mimosa  laticifera 

95 

4-6 

E 

Escarificadas. 

M.  laticifera 

56 

4-437 

E 

Integras. 

Mimosa  multipinna  90 

4-5 

E 

Escarificadas. 

M.  multipinna 

20 

27-342 

E 

Intactas. 

Piptadenia 

peregrina  90-100 

4-6 

H 

Integras.  Radícula  sai  em  2 

Plathymenia 

reticulata 

80 

5-8 

E 

dias.  Não  germina  aos  3,5- 
meses. 

Escarificadas. 

Psidium 

cattleyanum 

55 

23-44 

E 

Para  comparação. 

354 


SciELO/ JBRJ 


11  12  13  14 


Pterodon- 
polygalaeflorus 
P.  pubescens 


30  30-33 

30-40  13-17 

Qualea  grandiílora  71  23-35 

Salada 

crassiíolia  50-60  24-30 

Stryphnodendron 
barbadetiman  60  6-8 

Acosmium  dasy- 
carpum  0 — 

Symplocos  lanceolata  0 — 

Tapirira  guianensis  32  6-8 

Terminalia 


argentea 

22 

35-54 

T.  argentea 

17 

21 

Thieleodoxa 

lanceolata 

92 

27-40 

Vochysia 

thyrsoidea 

95 

13-25 

Zeyhera  montana  70-80 

15-21 

H Integras;  70%  aos  145  dias. 

E Intactas.  Não  germinara  dentro 

do  endocarpo  oleífero. 

E Sementes  pardas,  normais. 

H 

E Escarificadas. 


Sementes  livres. 

E Endocarpo. 

E Drupa  inteira. 

E Semente  sem  pericarpo. 

E 

E Sementes  pouco  abaixo  da  su- 
perfície. 

E Sementes  deitadas. 


OBS.  Sementes  novas  e perfeitas  de  Eugenia  aurata,  ao  contrário 
do  que  se  passa  com  E.  dysenterica,  não  germinam  nem  em  areia  (12% 
aos  208  dias)  no  meio  exterior  nem  em  placa  a 35°  contínuos;  neste  caso, 
observa-se  a protrusão  do  hipocótilo  sem  que  nenhuma  radícula  se  esboce. 


3.  Germinação  após  choque  térmico 


Considerando,  como  se  demonstrou  na  parte  n.  1,  que  no  cerrado 
(e  alhures)  temperaturas  superiores  a 100°  duram  apenas  uns  poucos  mi- 
nutos na  superfície  do  solo,  julgou-se  acertado  adotar  o nível  térmico  de 
100°  pelo  prazo  de  10  minutos  para  investigar  a termo-resistência  seminal 
em  plantas  lenhosas  daquela  formação  vegetal.  O acerto  de  tal  decisão 
patenteou-se  claramente  mais  tarde. 

De  cada  espécie  tomaram-se,  em  consonância  com  as  dimensões,  10-50 
unidades  de  dispersão  novas  e bem  conformadas,  as  quais  foram  submeti- 
das, em  estufa  elétrica,  a 100°/ 10  min.  Em  seguida,  colocaram-se  as  mes- 
mas em  placa  de  Petri  e esta  em  termostato  Heraeus  a 35°C..  Outros 
10-50  diásporos,  indenes,  serviram  de  controles.  A extrusão  da  radícula 
foi  observada  como  critério  da  germinação.  Algarismos  e números  adi- 
ante dos  nomes  específicos  remetem  o leitor  às  observações  ulteriores.  Veja 
Tabela  n.  10. 


355 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


Tabela  n.  10  — Germinação  de  sementes  de  plantas  lenhosas  do 
cerrado  após  tratamento  a 100°  durante  10  minutos.  Placa,  35°  contínuos. 


Germ. 

Espécie 

após  100°/ 10  min. 
Dias  % 

Controles  . 
Dias  % 

Magonia  pubescens  5 

6-9 

100 

6-11 

80 

Bowdichia  major  13 

9-22 

78 

8-31 

70 

Eugenia  dysenterica  9 

17-42 

75 

21-55 

100 

Hymenaea  stigonocarpa  2 

7-24 

70 

7-28 

100 

Qualea  grandiflora  12 

8-14 

56 

9-16 

88 

bômbax  tomentosum  17 

4-11 

54 

4-11 

100 

Copaitera  langsdorffii  6 

13 

20 

16-20 

90 

Brosimum  gaudichaudii 

11 

10 

7-13 

30 

Salacia  crassifolia 

12 

10 

10-20 

80 

Phaseolus  vulgaris  (para 
comparação)  7 

2 

10 

1-3 

70 

Astronium  fraxinifolium  15 

3-7 

0-30 

3-7 

70-92 

Bowdichia  virgilioides  4 

0-14 

0-5 

13-49 

30 

B.  virgilioides  (Cuiabá,  MT) 

— 

0 

4-241 

98 

Piptauenia  peregrina  1G 

— 

0 

1-2 

100 

Cabralea  polytricha 

— 

0 

5-12 

84 

Connarus  suberosus 

— 

0 

6-8 

100 

Plathymenia  reticulata 

— 

0 

11-17 

gn 

Thieieodoxa  lanceolata 

— 

0 

10-13 

90 

Alibertia  sessilis 

— 

0 

6-13 

85 

Kielmeyera  coriacea  8 

— 

0 

8-15 

80 

Kielmeyera  rubriílora 

2-6 

20 

2-25 

78 

Astronium  urundeuva  14 

— 

0 

3-4 

80 

Luehea  especiosa 

— 

0 

7-10 

70 

Cassia  nummulariaefolia 

— 

0 

4-13 

60  ' 

Sweetia  dasycarpa  3 

— 

0 

3-7 

40 

Erythroxylum  tortuosum 

— 

0 

8-10 

40 

Campomanesia  sp. 

— 

0 

8-15 

20-30 

Mimosa  laticifera  11 

— 

0 

3-23 

20 

Aegignna  lhotzkyana 

— 

0 

35-74 

20 

Curalella  americana  (de 
Paraopebaj  10 

— 

0 

45-50 

16  « 

OBS.  1.  Não  germinaram, 

mesmo 

sem  aquecimento  prévio: 

Byrso- 

nima  sp..  Eugenia  aurata,  Dimorphandra  mollis,  Anoma  crassiflora,  Da- 
villa  rugosa,  Fagara  rhoifolia,  Hancornia  speciosa,  Pterodon  pubescens, 
Symplocos  lanceolata,  Stryphnodendron  barbadetiman  e Xylojlia  grandi- 
flora.  2.  Em  D.  mollis,  após  o aquecimento,  a testa  exibiu  numerosas 
fissuras  curtas  e transversais;  75%  incharam,  foram  atacadas  por  fungos 
e nenhuma  germinou.  Também  fissuram-se  as  sementes  de  H..  stigono- 
carpa.  3.  S.  dasycarpa  revelou  rutura  da  testa  mediante  ação  do  calor, 

356 


SciELO/JBRJ 


cm 


em  várias  sementes.  Estas  difundem  corante  vermelho  no  papel  de  filtro. 
Quase  todas  incham  e enegrecem.  4.  O mesmo  sucede  a B.  virgilioides  e 
íó  tais  sementes  germinam;  libertam  matéria  corante  violácea  somentt 
acima  de  100°.  Após  100°/ 10  min.,  em  quase  todos  os  casos,  as  sementes 
apodrecem,  ainda  mesmo  depois  de  1 ano  de  armazenagem  a seco.  Se- 
mentes provenientes  de  Luziânia  (GO),  Brasília  (DE)  e Paraopeba  (MG), 
no  ano  de  1969,  submetidas  a 100°  durante  10  minutos,  emitiram,  no 
conjunto,  apenas  uma  radícula!  Especiaimente  digno  de  menção  é o caso 
dos  diásporos  de  Luziânia,  que  se  revelaram  excepcionalmente  moles,  for- 
necendo 100%  em  placa  a 35°  contínuos,  no  prazo  de  6-27  dias;  após  o 
tratamento  térmico,  nenhuma  germinou,  tendo  apodrecido,  sob  pesado 
ataque  de  fungos,  todos  eles.  Também  é de  assinalar-se  que  sementes 
trazidas  de  Cuiabá,  MT  (Tabela  n,  10)  por  N.  Saddi  a 25-X-71,  apre- 
sentaram desempenho  máximo  em  placa:  1)  no  exterior  — 100%  em  5-540 
dias;  2)  a 35°  constantes  em  estufa  — 98%  em  4-241  dias;  3)  após  80°/5 
min.  — 99%  em  4-157  dias.  A Fig.  2 documenta  o quanto  esta  semente  é 
variável.  Com  Curatella,  foi  a mais  infiel  no  que  tange  a resultados  ex- 
perimentais. A 35°  observaram-se,  ao  demais,  35%  em  6-49  dias  (e  45%  ao 
cabo  de  53  dias).  Em  água  fervente  durante  5 minutos  todas  apodrecem. 
Em  areia,  no  exterior,  em  seguida  a 100°/ 10  min,  nenhuma  escapou  à 
putrefação. 

5.  M.  pubescens  exibiu  excelente  crescimento  depois  de  aquecimento 
a 100°  durante  10  min.,  emitindo  radículas  muito  robustas  e velozes;  em 
6 Uias,  mostrou  90%  de  germinação.  A 35°  e sem  aquecimento  prévio,  o 
crescimento  é algo  inferior;  em  6 dias,  deu  apenas  50%  de  germinação.  Os 
dados  obtidos  a 100°  foram  reverificados,  após  tratamento  calorífico,  em 
areia  no  ambiente  externo:  100%  em  14-20  dias  (controle:  90%  em  15-25 
dias);  aqui  o critério  de  germinação  é a exteriorização  da  parte  aérea,  o que 
responue  pelo  maior  tempo  consumido.  M.  pubescens,  submetida  a 12o °/ 
10  min.,  forneceu  tão-somente  30%  em  7-9  uias;  mas  as  sementes  denota- 
ram aspecto  anormal,  sombrio  e loram  severamente  atacadas  por  tungos, 
o que  não  sucedera  antes;  aos  14  Uias,  toUas  estavam  podres  e as  germina- 
das com  as  rauiculas  paraiizadas  e começando  a escurecer.  O justa-releriuo 
e ue  k>o/,  com  material  ue  Paraopeba.  Em  1968,  com  sementes  daí  mesmo, 
uni  experimentado  em  estufa  a óbu,  de  curso  irregular,  confirmou  clara- 
mente a ação  benéfica  da  temperatura  alta.  Vinte  sementes  sem  a testa 
foram  sujeitas  a 160“/ 10  min.  e postas,  com  outras  20  não  aquecidas,  em 
piacas  ue  Petri  a 35°.  Elas  sofreram  dois  períodos  de  dessecação  por  absor- 
verem toda  a água  disponível,  que  era  insuficiente  dado  o grande  tama- 
nho das  mesmas.  Assim,  a germinação  foi  duas  vezes  suspensa  e reiniciada 
após  a reintrodução  de  água.  Isto  explica  a dilatação  do  processo.  As  semen- 
tes aquecidas  deram  85%  entre  9 e 18  dias;  as  não  tratadas,  40%  no 
mesmo  prazo;  aos  14  dias,  as  primeiras  mostraram  60%  e as  segundas 
apenas  15%.  È evidente  que  o choque  térmico  conferiu  às  sementes  resis- 
tência bem  maior  a uma  condição  ambiental  desfavorável.  Em  ambos  os 
casos,  a germinação  sofreu  atraso  e redução,  porem,  nitidamente  menores 
tm  seguida  ao  calor  prévio.  Sementes  (50)  da  mesma  amostra,  tratadas 

357 


SciELO/JBRJ 


11  12  13  14 


como  se  disse  e postas  a germinar  em  areia  no  meio  externo,  revelaram: 
88%  em  13-25  dias  após  100°/ 10  min.  e 96%  em  16-25  dias  no  controle; 
todas,  porém,  emitiram  radículas  e abriram  os  cotilédones,  dando,  de 
fato,  100%  de  germinação  em  ambas  as  condições  térmicas.  As  proporções 
diferentes  prendem-se  à falta  de  formação  do  epicótilo  em  algumas.  Se- 
gue-se que  o benefício  auferido  do  aquecimento  parece  nulo,  mas  o que 
houve  de  notável  nesta  experência  foi  a velocidade  de  crescimento  da 
parte  aérea  — bem  maior  no  caso  de  aquecimento  prévio.  Assim,  e.  g.,  aos 
19  dias,  7 plântulas  já  abriam  os  foliolos  e aos  22  dias,  10  exibiarr-nos 
distendidos,  após  a ação  do  calor;  nas  indenes  deste,  aos  19  dias  1 come- 
çava e aos  22  dias  apenas  mostrava  foliolos  abertos.  O simples  aspecto 
era  bem  diferente,  a favor  do  choque  calorífico,  conquanto  a germinação 
fosse  ocasionalmente  algo  inferior.  O que  se  acaba  de  descrever  refere-se 
a sementes  do  cerrado  de  Paraopeba,  MG.  A 27-VIII-69,  com  sementes 
colhidas  em  Cuiabá,  MT,  a 15-V11-69,  novos  experimentados  (20  sementes 
em  cada)  foram  realizados,  os  quais  não  alcançaram  confirmar  inteiramen- 
te os  resultados  acima  relatados.  O controle,  sob  35°  constantes  e água 
sempre  favorável,  deu  100%  em  4-11  dias,  mostrando  que  as  sementes 
eram  excelentes.  No  experimento  subseqüente  houve  um  momento  de 
carência  hídrica  nas  placas,  logo  reparado.  Após  100°/ 10  minutos.,  obti- 
veram-se 75%  em  7-20  dias;  sem  aquecimento:  90%  em  7-19  dias.  Em  suma, 
manteve-se  a termo-resistência,  porém,  diíerentemente  do  que  se  observara 
antes,  a impressão  recolhida  foi  de  que  ela  não  se  acompanhou  de  qual- 
quer benefício;  por  isso,  não  convém  falar  em  termofilia.  Acentue-se  que, 
com  as  sementes  de  Cuiabá,  as  radículas,  depois  do  tratamento  térmico, 
mostraram-se  sempre  menores  do  que  sem  dito  tratamento.  A 13-XI-69, 
mediante  o uso  de  diásporos  enviados  por  E.  P.  Heringer  (Paraopeba, 
MG),  outros  testes  foram  levados  a cabo;  tais  sementes,  era  notório,  mos- 
travám-se  menores  do  que  o habitual,  medindo  25-40  mm  de  cumprimento; 
além  disso,  sua  aquisição  foi  difícil  em  vista  da  escassa  frutificação  no  ano 
citado.  Os  controles,  sem  aquecimento  prévio,  forneceram  80%  em  4-12 
dias.  Após  o choque  térmico,  a germinação  montou  a 50%  em  4-12  dias, 
sendo  as  radículas  menos  compridas  do  que  na  primeira  instância.  Res- 
pectivamente 3 a 4 sementes  torain  agredidas  por  fungos  o que  não  é 
habitual  em  Magonia  e reflete,  novamente,  o menor  vigor  desta  safra 
escassa.  Houve,  como  se  vê,  decréscimo  da  termo-resistência  no  presente 
caso,  em  que  as  sementes  pareciam,  por  outras  razões,  ter  vitalidade  redu- 
zida. 

Sementes  de  Paracatu,  MG  (Heringer,  IX-1970),  germinaram,  sem 
aquecimento,  a 64%  em  16-33  dias  e,  após  100° /40  min.,  a 80%  em  10-33 
dias.  Poderá  ter  havido  algum  benefício  da  temperatura  alta,  porém- 
muito  pequeno.  Vê-se  que  a germinação  se  mostrou  inabitualmenie  pro- 
longada nas  duas  condições,  não  tendo  ocorrido  falta  de  água.  Com 
sementes  de  Minas  Gerais  (A.  P.  Duarte,  X-1970),  obtiveram-se  70%  de 
germinação  em  7-22  dias  sem  calor  e 59%  em  9-26  dias  com  calor.  Neste 
teste,  a relação  inverteu-se:  as  sementes  aquecidas  demonstraram  compor- 
tamento manifestamente  inferior  ao  das  sementes  não  aquecidas.  A Tabe- 

358 


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cm 


la  n.  11  permite  avaliar  as  diferenças  referidas  de  maneira  mais  rápida 
e segura. 

Tabela  n.  11  — Influência  do  aquecimento  prévio  a 100°  durante  10 
minutos  sobre  a germinação  de  sementes  de  Magonia  pubescens,  em  placa 
a 35°. 


Procedência  e data 

Sem 

% 

aquecimento 

Dias 

100°/ 10 

% 

min. 

Dias 

Paraopeba,  MG,  1967 

80 

6-11 

100 

6-9 

Cuiabá,  MT,  1969 

90 

7-19 

75 

7-20 

Paraopeba,  MG,  1969 

80 

4-12 

50 

4-12 

Paracatu,  MG,  1970 

64 

16-33 

80 

10-33 

Minas  Gerais,  1970 

70 

7-22 

59 

9-26 

O material  de  Paraopeba,  1967,  e de  Paracatu  1970,  revelam  algum 
benefício;  os  outros  três,  certo  prejuízo  — seja  na  percentagem,  seja  no 
tempo,  seja  em  ambos. 

A Tabela  n.  12  informa  sobre  experiência  de  maior  âmbito  feitas  a 
3-XI-72  com  sementes  oriundas  de  Paraopeba,  MG,  e enviadas  por  E.  M. 
da  Silva,  que  as  colheu  a 15-VIII-72.  Cada  placa  levou  25  sementes  sem 
testa. 

Tabela  n.  12  — Ação  de  100°/ 10  min.  sobre  a germinação  de  se- 
mentes de  Magonia  pubescens  (Paraopeba,  MG,  15-VIII-72)  sob  vários 
conjuntos  de  condições  exteriores  em  confronto  com  a germinação  em 
diversas  condições. 


Germinação  final 

Germinação  (%) 

Tratamento 

% 

Dias 

no  3.°  dia 

Sem  aquecimento  prévio 

Luz,  temperaturas  flutuantes 

92 

4-14 

52 

(meio  exterior) 

Obscuridade,  temperaturas 

flutuantes  (ídem) 

92 

5-13 

66 

Obscuridade,  30°  constantes 

96 

4-12 

72 

Após  aquecimento 

a 100°/10. 

Luz,  temperaturas  flutuantes 

100 

4-10 

72 

Obscuridade,  30°  constantes 

100 

4-10 

80 

359 

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11  12  13  14 


cm  .. 


Vê-se  que  os  vários  conjuntos  de  fatores  externos  se  acompanham  de 
insignificantes  divergências;  o embrião  é sempre  ativo  em  qualquer  meio 
onde  possa  crescer.  O choque  térmico  só  o favorece  ligeiramente,  confor- 
me já  fora  notado  antes,  quando  há  uma  condição  menos  favorável  — no 
caso,  a iluminação  (cf.  luz,  com  e sem  aquecimento  prévio):  o desempe- 
nho é algo  melhor  depois  dos  100°.  No  caso  da  obscuridade,  há  também 
uma  pequenina  melhora  depois  do  calor.  Mas,  em  tão  leve  intensidade  que 
é mais  correto  falar  em  termo-resistência  nos  dois  casos. 

Na  Tabela  n.  13,  com  sementes  de  Paraopeba,  MG  (28-VIII-73),  obser- 
vou-se o desempenho  germinativo,  cõm  e sem  choque  térmico,  de  sementes 
repartidas  conlorme  as  dimensões  e a idade. 


Tabela  n.  13  — Germinação  de  sementes  de  Magonia  pubescens,  co- 
lhidas em  Paraopeba,  MG,  a 28-V11I-73,  aos  6 e 42  dias  após  a recoleção, 
com  e sem  aquecimento  prévio  de  100°/ 10  min.  Placa,  temperaturas  ílu. 
tuantes  e luz  (exterior). 


Idade  das  Sem  aquecimento  Após  aquecimento 

sementes  % Dias  % Dias  Observações 


6 dias 

88 

7-24 

92 

7-20 

Sementes  maiores 

42  dias 

88 

4-16 

80 

4-17 

(3,5-4,5  cm) 
Sementes  menores 

6 dias 

64 

8-20 

44 

10-20 

(2,5-3, 2 cm) 

Para  logo  nota-se  que  as  sementes  menores  se  mostraram  inferiores 
funcionalmente  e que  o calor,  considerando  a idade  e a armazenagem, 
não  acarretou  benetício  decisivo  ao  processo  germinativo.  Mas,  pode  dizer- 
se  que  as  sementes  36  dias  mais  velhas  revelaram  desempenho  mais  veloz,, 
embora  solressem  algo  sob  a ação  do  calor. 

Finalmente,  a Tabela  n.  14  prova  que  diásporos,  cuja  vitalidade  está 
em  boa  proporção  comprometida,  não  são  melhorados  pela  temperatura 
elevada.  Tais  resultados  concernem  a material  procedente  de  Cuiabá,  MT 
(N.  Saddi,  4-XI-73  e 26-V-74)  no  qual  os  embriões  em  parte  se  encontram 
deteriora  dos  (frutos  remanescentes  nas  árvores  após  a frutificação)  e de 
Paraopeba,  MG  ( E.  M.  da  Silva,  25-VIII-74),  no  qual  a germinabilidade- 
se  mostrou  baixa  (mesmo  em  areia  no  exterior). 

360 


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11  12  13  14 


Tabela  n.  14  — Germinação  de  sementes  passadas  e menos  viáveis, 
de  Cuiabá,  MT,  e de  Paraopeba,  MG,  com  e sem  aquecimento.  Placa  e 
areia. 


Tratamento 

Sem  aquecimento 
% Dias 

Após  aquecimento 
% Dias 

Observações- 

Luz,  placa 

52 

9-15 

56 

7-13 

1973  MT 

Escuro,  " 

52 

8-15 

— 

— 

1973  MT 

Luz,  placa 

32 

5-8 

28 

5-8 

1974  MT 

Escuro,  " 

24 

5-6 

24 

5-7 

1974  MT 

Placa,  ext. 

66 

5-16 

48 

5-10 

1974  MG 

Areia,  ext. 

40 

22-34 

0 

0 

A taxa  de  apodrecimento  dessas  sementes  (MT),  fortemente  ataca- 
das por  fungos,  montou  a 48%  na  ausência  de  calor  prévio  e a 44%  após. 
a aplicação  deste,  em  1973,  e a respectivamente  54%  e 51%  em  1974.  As  de 
MG  também  foram  severamente  agredidas  por  bolores.  E bem  de  ver  que 
o choque  térmico  não  trouxe  quaisquer  benefícios  em  se  tratando  de  em- 
briões cuja  viabilidade  é escassa.  Essa  espécie  exigiu,  conseqüentemente, 
necessárias  e prolongadas  experiências  com  material  de  variada  proce- 
dência. 

Em  conclusão,  certas  amostras  de  Magonia  pubescens  recolhem  algu- 
ma vantagem  da  temperatura  elevada,  outras  apenas  suportam  tal  nível 
térmico  e umas  tantas,  menos  vigorosas,  sofrem  um  pouco.  Portanto,  a es- 
pécie em  pauta  merece  a designação  de  termo-resistente. 

6.  Em  C.  langsdorffü  aquecida  a radícula  sai  logo  estacionando.  Se- 
mentes envolvidas  no  arilo  carnoso  sofrem  pesado  ataque  de  bolor  e ne- 
nhuma germina.  Sementes  do  Rio  Gipó,  MG  ( 1 5- V 11-71),  deram,  a 35° 
em  placa,  92%  em  10-20  dias.  7.  P.  vulgaris  (feijão-preto-uberabinha),  ad- 
mitido para  confronto,  emitiu  radículas  vigorosas  após  o choque  térmico- 
8.  As  sementes  de  K.  coriacea,  na  estufa  e em  placa,  enegreceram,  fato. 
que  não  se  passa  na  areia.  Mesmo  a 35°  sem  aquecimento,  a germinação 
apenas  começa  e não  prossegue.  Para  ver  se  o efeito  é devido  à falta  de 
luz,  já  que  germinam  tão  bem  no  exterior,  tomaram-se  latas,  cada  uma 
contendo  20  diásporos,  das  quais  uma  permaneceu  à luz  e outra  foi  en- 
coberta de  maneira  a excluir  totalmente  a radiação  solar.  Eis  os  resul- 
tados obtidos:  sob  iluminação,  100%  em  13-20  dias;  no  escuro,  90%  em 
14-20  dias.  Como  quase  não  houve  diferença,  com  grande  probabilidade 
a temperatura  constante  da  estufa  entravou  o processo  germinativo,  con- 
forme é sabido  de  não  poucos  casos.  Sementes  mais  novas  de  K.  coriacea, 
recolhidas  a 16-VII-69  na  Serra  do  Cipó,  MG,  exibiram,  sob  35°,  90% 
em  12-27  dias,  apenas  uma  tendo  enegrecido.  9.  Os  dados  da  Tabela  10 

361 


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cm  .. 


foram  obtidos,  em  1968,  com  sementes  de  Itaúna,  MG;  é péssimo  o cresci- 
mento após  o choque  térmico:  não  só  morrem  muitas  radículas  e outras 
arrastam-se,  como  também  é pesado  o ataque  de  fungos;  a emissão  da  plú- 
mula  é ainda  retardada  e difícil  (55%  em  50  dias).  Em  1967,  com  semen- 
tes recolhidas  em  Paraopeba,  verificaram-se  a 100%/ 10  min.  — 60%  em 
28-63  dias;  controle  — 60%  em  32-63  dias.  Ainda  uma  terceira  série  foi 
realizada,  em  1969,  com  sementes  de  Pedro  Leopoldo,  MG;  os  resultados 
mostraram-se  tão  maus  que  não  puderam  ser  anotados  em  números  se- 
guros. Os  prejuízos  do  calor  elevado  não  diferiram  -dos  assinalados,  inclu- 
indo enegrecimento  das  pontas  radiculares.  10.  C.  americana  submetida 
a 100°:  resultado  confirmado  em  areia,  no  ambiente  externo.  Amostra 
contemporânea,  oriunda  de  Cuiabá,  MT,  deu,  sem  tratamento  térmico. 
16%  em  40-74  dias  em  estufa;  na  areia,  ao  tempo,  estas  sementes  igual- 
mente não  germinaram  depois  de  receberem  exposição  a 100°/ 10  min., 
confirmando  o disposto  na  Tabela  n.  10.  Sementes  colhidas,  logo  ao  ini- 
ciar-se  a maturação  (novembro  de  1968),  perto  do  Rio  Corumbá,  GO,  de-' 
ram,  a 35“  constantes,  22%  em  14-42  dias  e nada  após  100°.  11.  De  M. 
laticifera,  20%  incharam  e apodreceram  após  o calor,  as  demais  perma- 
necendo inalteradas.  12.  Experiência  anterior  (1967)  com  Q.  grandiflora 
dera  resultado  inteiramente  negativo  mediante  aquecimento  contra  80% 
em  13-28  dias  sem  este.  Os  dados  incluídos  na  Tabela  n.  10  são  de  cuida- 
doso experimento  de  1968,  com  sementes  normais  novas  oriundas  de  Pa- 
racatu,  MG.  13.  Uma  repetição  com  sementes  de  B.  major  revelou:  90% 
em  12-25  dias  a 100°/ 10  min.  e 80%  em  10-41  dias  sem  calor.  Este  prepara 
as  sementes  para  a germinação  de  modo  muito  rápido,  pois  a grande  maio- 
ria fica  logo  negra  e intumescida,  sem  o que  não  germinam.  14.  Em  quase 
todos  os  casos,  o forte  aquecimento  determina  vigoroso  desenvolvimento 
de  fungos  sobre  as  sementes;  isto  não  sucede,  ou  apenas  sucede  em  escala 
de  pequena  a moderada,  com  as  germinantes  em  condições  favoráveis.  15. 
De  A.  fraxinifolium,  sob  100°/ 10  min.,  apenas  germinaram  algumas  nozes 
de  Paraopeba;  o material  contemporâneo  de  Pedro  Leopoldo  mostrou-se 
inteiramente  refratário.  Em  ambos  os  casos,  foi  violento  o ataque  de 
fungos  (cf.  n.  14).  Quanto  à germinação  sem  choque  calorífico,  os  fru- 
tos de  P.  Leopoldo  revelaram-se  mais  prolíficos:  92%  em  3-7  dias;  os  do 
Paaropeba  só  deram  70%  no  mesmo  lapso.  Anote-se  que  a colheita  destes 
últimos  antecedeu  a dos  primeiros  de  16  dias.  16.  Sementes  de  P.  pere- 
grina, mergulhadas  previamente  em  água  durante  9 horas,  deram  100% 
em  24  horas  nas  placas  a 35°.  17.  B.  tomentosum,  submetido  a 100°,  além 
do  obstáculo  à germinação  e retardamento  do  crescimento,  apresentou, 
como  já  se  apontou  noutros  casos,  invasão  fúngica  maciça,  não  verificada 
sob  condições  diferentes. 

Conclusão.  De  40  espécies  savanicolas  investigadas,  29  germinaram 
bem  sob  35°  contínuos.  Somente  duas,  Magonia  pubescens  e Bowdichia 
major,  demonstraram  receber  algum  benefício,  quanto  à germinação,  do 
aquecimento  de  sementes  a 100°  durante  10  minutos.  As  demais  revela- 
ram-se nitidamente  prejudicadas,  a maioria  de  maneira  absoluta:  60% 
não  exibiram  qualquer  germinação.  Considerando  estas  e as  prejudicadas, 

362 


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11 


tem-se  que  93%  das  espécies  não  podem  se  submeter  regularmente  a altas 
temperaturas  em  a Natureza. 

Convém  acentuar  que  a termo-resistência  das  sementes  de  Magonia 
definitivamente  não  é importante  frente  ao  fogo  que  varre  anualmente  o 
cerrado,  visto  que  a testa,  papirácea  e seca,  queima  muito  facilmente, 
permitindo  dano  imediato  aos  cotilédones  (cf.  observação  na  Tabela 
n.  3).  Nos  experimentos  referidos  a testa  foi  arrancada  para  reduzir  o 
enorme  tamanho  das  sementes.  Ao  demais,  as  sementes  não  aquecidas 
germinam  de  maneira  perfeitamente  satisfatória;  o choque  térmico  antes 
acelera  o crescimento  da  raiz  e do  ramo  primários,  sem  vantagem  decisiva 
em  condições  naturais.  Igualmente,  B.  major  germina  bem,  seja  em  con- 
dições naturais,  seja  no  incubador. 

Boscan  (1967)  menciona  que  Bowdichia  virgilioides,  dos  llanos,  se 
beneficia  do  aquecimento  de  suas  sementes  a 90°/5  min.,  exibindo  70% 
de  germinação  contra  apenas  35%  sem  calor  prévio.  E cita  experiências 
segundo  as  quais  Curatella  americana  germinaria  tão-somente  depois  de 
submeter-se  a 550°/60  seg.  em  estado  úmido,  dando  12%.  As  sementes  do 
cerrado  brasileiro,  conforme  esta  investigação,  não  suportam  100°/ 10 
min.;  a primeira  espécie  não  melhora  seu  desempenho  nem  mesmo  a 
80°/5  min.  É curioso  assinalar  que,  sem  aquecimento,  a percentagem  de 
germinação  indicada  por  Boscan  para  B.  virgilioides  é praticamente  a 
mesma  aqui  assinalada. 

Tendo  em  conta  os  resultados  basicamente  negativos  obtidos  sob 
100°/ 10  min.  e que  pouco  abaixo  da  superfície  (5-6  mm)  a temperatura 
máxima  observada,  durante  a combustão  de  gramíneas  da  cerrado,  é de 
80°,  noutra  série  de  experiências  empregaram-se  80°  pelo  prazo  de  5 
minutos.  O procedimento  foi  o mesmo  anteriormente  utilizado. 


363 


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11  12  13  14  15 


Tabela  n.  15  — Germinação  de  sementes  de  plantas  do  cerrado  após 
tratamento  a 80"  durante  5 minutos.  Placa,  35°  constantes. 


Germinação  após  80°/5  min.  Controles 
Espécie  Dias  % Dias  % 


Piptadenia  peregrina  1 

1-2 

100 

1-2 

100 

Hymenaea  stigonocarpa 

9-18 

100 

7-28 

100 

Thieleodoxa  lanceolata  9 

10-18 

95 

10-13 

90 

Astronium  fraxiniíolium 

3-7 

88-100 

8-7 

70-92 

Astronium  urundeuva 

3-4 

90 

3-4 

80 

Connarus  suberosus  2 

6-8 

85 

6-8 

100 

Alibertia  sessilis 

8-13 

85 

6-13 

85 

Kielmeyera  rubriflora 

2-25 

76 

2-25 

78 

Eerdinandusa  elliptica 

20-34 

85 

17-34 

95 

Gopaifera  langsdorffii  3 

10-27 

80 

16-20 

90 

Magonia  pubescens  4 

6-11 

80 

6-11 

80 

Bômbax  tomentosum 

6-9 

72 

4-11 

100 

Plathymenia  reticulata  5 

13-15 

70 

11-17 

90 

Salacia  crassiíolia  7 

7-22 

70 

10-20 

80 

Bowdichia  major 

10-31 

68 

10-41 

80 

Chrysophyllum  soboliferum  6 

3-13 

60 

2-14 

70 

Luehea  speciosa  9 

4-10 

50 

5 

30 

Zeyhera  montana 

27-35 

50 

26-35 

90 

Luehea  paniculata 

4-5 

40 

4 

40 

Bowdichia  virgilioides  9 

22-27 

40 

6-53 

45 

B.  virgilioides  (Cuiabá,  MT) 

4-157 

99 

5-540 

98 

Aegiphila  lhotzskyana  10 

35-70 

40 

35-74 

20 

Mimosa  laticifera 

19-40 

30 

3-23 

20 

Gmateila  americana  (de 

Paraopeba,  MG)  10 

44-50 

28 

45-50 

16 

Cassia  nummulariaefolia 

6-8 

15 

4-13 

60 

Mimosa  multipinna 

42 

10 

19-40 

20 

Stryphnodendron  barbadetiman 

11 

10 

— 

0 

Cabralea  polytricha 

— 

0 

5-12 

84 

Erythroxylum  tortuosum  8 

~ 

0 

8-10 

40 

OBS.  1 . P.  peregrina:  das  germinadas  a 80°  apenas  30%  prosseguiram 
crescendo;  as  demais  apodreceram.  2.  Em  C.  suberosus,  20%  têm  os  coti- 
lédones abertos  já  com  a plúmula  saindo;  apressa-se  o crescimento  a des- 
peito da  percentagem  mais  baixa.  3.  O calor  retarda  muito  o cresci- 
mento das  plântulas  de  C.  langsdorffii.  4.  Quanto  a M.  pubescens,  as 
plantinhas  cie  80°  são  nitidamente  melhores  do  que  as  de  sementes  não 
aquecidas,  sobretudo  as  primeiras  50%,  cujo  incremento  é excelente.  5. 
Em  I\  reticulata,  o calor  retarda  o alongamento  da  radícula.  6.  As  radí- 
culas  de  C.  soboliferum,  mediante  a temperatura  usada,  mostraram-se  algo 

364 


SciELO/JBRJ 


retardadas,  alcançando  5-10  mm  contra  10-20  sem  aquecimento;  mais 
tarde,  porém,  igualam-se.  A 80°/5  min.,  esta  espécie  atinge  70%  em  24 
dias,  soírendo  manifesto  atraso  na  germinação.  7.  O mesmo  sucede  a 
S.  crassifolia,  que  vai  a 80%  em  35  dias.  8.  E.  tortuosum  não  germinou 
na  temperatura  empregada.  9.  Depois  de  um  ano  de  armazanegaem  a 
seco,  as  mesmas  sementes  de  B.  virgilioides  revelaram  o seguinte:  sem 
choque  calorífico  — 7(3%  em  13-46  dias;  após  80°/5  min.  — 72%  em  9-45 
dias;  logo,  não  houve  diferença  significativa.  Na  Tabela  n.  13  e na  Fig.  2, 
vê-se  que  as  sementes  novas  são  beneficiadas  por  80°,  o que  deixa  de 
acontecer  após  armazenagem,  iü.  A.  lhotzskyana  e C.  americana  denotam 
certo  incremento  do  processo  germinativo  depois  do  aquecimento  a 80°. 
Também  a velocidade  é acelerada;  por  exemplo,  Aegiphila  alcança  20% 
(a  taxa  a 35°  puros)  em  apenas  43  dias;  aos  106  dias  atinge  o máximo 
observado:  48%.  Curatella  de  Cuiabá  (16%  em  40-74  dias  na  estufa  a 
35°)  forneceu,  a 80”,  em  areia  exposta  ao  tempo,  8%  em  25-53  dias  e 12% 
aos  105-dias  (já  em  meados  de  junho);  neste  substrato  dá  somente  4%  em 
130  dias  sem  aquecimento  prévio.  C.  americana,  de  Paraopeba,  chega  a 
32%  ao  cabo  de  108  dias  na  estufa  após  80°/5  min.  É bom  considerar  estes 
dados  como  preliminares,  pois  é grande  a variabilidade  destas  duas  espé- 
cies em  face  da  germinação,  sobretudo  a última.  Serve  de  exemplo  desta 
asserção  o que  se  observou  com  sementes  de  Curatella  apenas  amadureci- 
da%  trazidas  em  novembro  de  1968  do  Rio  Corumbá,  GO,  as  quais  não 
demonstraram  os  referidos  benefícios;  após  80°/ 5 min.,  deram  12%  em 

13- 43  dias,  do  mesmo  passo  que  as  testemunhas  forneceram  22%  em 

14- 42  dias. 

Conclusão.  Pode-se  considerar  que  80°  durante  5 minutos,  nível  tér- 
mico máximo  que  as  sementes  soem  suportar  logo  abaixo  da  superfície 
edáfica,  mostram  pequena  influência  sobre  a germinação  de  sementes 
oriundas  do  cerrado  (sabe-se  de  outros  autores  que  as  gramíneas  toleram 
muito  bem  tal  condição).  Algumas,  como  A.  lhotzskyana  e C.  americana, 
parecem  recolher  benefícios;  outras,  como  C.  nummulariaefolia,  Z.  mon- 
tana,  C.  polytricha  e E.  tortuosum,  revelam  patente  prejuízo.  Verifica-se 
que,  de  28  espécies  submetidas  ao  tratamento  térmico  com  resposta  sensí- 
vel, cerca  de  23%  são  indiferentes,  30%  algo  favorecidas  e 46%  mais  ou 
menos  retardadas.  Todavia,  excluindo  as  exeções  apontadas,  em  quaisquer 
destas  eventualidades  benefícios  e prejuízos  são  de  pequena  monta  e tal- 
vez permaneçam  no  âmbito  de  variação  do  fenômeno  germinativo  sob 
condições  artificiais,  na  maioria  dos  casos.  Aumentando  um  tanto  o tempo 
de  exposição  a 80°  crescem  os  prejuízos.  Assim,  após  80"/ 10  min.,  P.  pere- 
grina e A.  urundeuva  forneceram  respectivamente:  70%  em  1-3  dias  e 
-t0%  em  3 dias  — isto  é,  manifesto  decréscimo.  É curioso  notar  que  icu.- 
peratura  pouco  mais  baixa  pode  ser  suportada  por  período  muitíssimo 
superior;  e.  gr.,  em  seguida  a 70’’  durante  2 horas,  em  areia  no  exterior, 
Z.  montana  deu  90%  em  17-24  dias  e Qualea  grandiflora  80%  em  21-32 
dias;  L paniculata  exibiu  20%  em  13-20  dias. 

É sempre  útil  observar  a germinação  no  meio  exterior,  em  condi- 
ções próximas  às  naturais,  e inspecionar  o crescimento  da  parte  aérea. 

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cm  .. 


Segue-se  o que  foi  obtido  mediante  a semeadura  de  sementes  novas,  sub- 
metidas a 80°/5  min.  e postas  em  areia,  nas  condições  climáticas  do  Rio 
de  Janeiro  (Jardim  Botânico).  O critério  da  germinação  foi  a exteriori- 
zação da  parte  aérea.  Cf.  Tabela  n.  16. 


Tabela  n.  16  — Germinação  em  areia  e no  meio  externo  de  sementes- 
de  plantas  do  cerrado  após  aquecimento  a 80°  durante  5 minutos. 


Germinação  após  80°/5  min.  Controles 
Espécie  Dias  % Dias  % 

Aspidosperma  dasycarpon 

20-35 

96 

21-35 

f 

54 

Cybistax  antisyphilitica 

21-44 

60 

21-47 

64 

Qualea  grandiflora 

21-40 

58 

23-35 

71 

Rielmeyera  coriacea 

8-17 

90 

11-16 

100 

Thieleodoxa  lanceolata 

22-37 

100 

27-40 

9Z 

Luehea  speciosa 

8-22 

60 

10-27 

8a 

Bowdichia  virgilioides 

13-328 

25 

108-125 

20 

Mimosa  laticitera 

10 

5 

4-170 

36 

Psidium  araca  (comparação) 

24-33 

55 

23-44 

5S 

Curatella  americana  (de 

Cuiabá,  MT) 

25-105 

12 

130 

4 

Terminalia  argentea 

30-50 

10 

35-54 

2 Z 

Conclusão.  Chega-se  à mesma  conclusão  anteriormente  alcançada  para 
80°/5  min.  com  as  sementes  germinando  em  placa  na  estufa  (temperatura 
constante).  Do  mesmo  passo  que  A.  dasycarpon  e C.  americana  revelam-se 
nitidamente  beneficiadas  pelo  aquecimento  prévio,  Q.  grandiflora,  L.  spe- 
ciosa  e M.  laticifera,  e.  g.,  mostram-se  bastante  entravadas.  As  demais, 
ligeiramente  beneficiadas  ou  retardadas,  sem  significação  evidente.  T.  ar- 
gêntea, submetida  a 100°/ 10  min.  nas  mesmas  condições,  exibe  certo  re- 
tardamento na  eclosão  do  embrião:  10%  em  47  dias. 

4.  Aquecimento  de  pericarpos  grossos  e duros 

Sabe-se  que  (Sampson,  1944)  as  sementes  em  getal  alcançam  a tempe- 
ratura da  estufa  dentro  de  3-4  minutos.  Isto  significa  que  os  embriões  dos 
diásporos  que  submetemos  ao  calor  realmente  sofrem  a ação  deste,  fato, 
aliás,  patenteado  pelos  próprios  resultados,  negativos  em  muitas  instân- 
cias. Outro  será  o caso  de  drupas  volumosas,  cujos  putámens  se  revelam 
espessos  e extremamente  compactos;  é o que  se  passa  com  Andira  humilis, 
Caryocar  brasiliense  e Dipteryx  alata,  v.  g.  Com  o fito  de  avaliar  o grau 

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de  aquecimento  interno  de  tais  frutos,  que  constituem  unidades  de  dis- 
persão, escolhemos  primeiro  o mais  delgado  deles:  D.  alata,  o baru  do 
cerrado.  Sete  drupas  frescas  foram  perfuradas  na  extemidade  pedicelar 
apenas  o suficiente  para  permitir  a introdução  do  bulho  termomelétrico, 
tendo  a broca  passado  pelo  centro  do  embrião.  Os  orifícios,  de  6mm  de 
diâmetro,  ocluíram-se  por  meio  de  um  cilindro  de  cortiça,  o qual  penetrou 
apertadamente.  Os  frutos,  numerados,  foram  colocados  na  estufa  a 100°; 
a lapsos  regulares,  retiravam-se  dois  e media-se  a temperatura  interna 
através  do  orifício.  A temperatura  ambiente,  no  momento,  era  de  24°.  A 
Tabela  n.  17  indica  os  resultados  (experiência  de  novembro  de  1968). 


. . .Tabela  n.  17  — Temperaturas  internas  de  drupas  frescas  de  Dipteryx 
alata  submetidas  a 100°.  Tempo  de  permanência  em  miutos. 


Fruto  n.° 

Permanência  a 100° 

Temperatura  interna 

1 

05 

46°, 5 

2 

10 

55°,0 

3 

10 

57°,0 

4 

20 

67°,  5 

5 

20 

68°, 5 

6 

30 

73°, 0 

7 

30 

75°,5 

Vê-se  que,  praticamente,  o embrião  está  indene  dos  efeitos  do  calor, 
sobretudo  a 5 e 10  minutos,  o que  se  confirma  pelos  achados  após  sujei- 
tar sementes  a 80°/5  min.  No  que  tange  a Caryocar  e a Andira,  a influ- 
ência será  ainda  menor;  haja  vista  os  pericarpos  mais  espessos. 

Os  frutos  de  D.  alata  estão  maduros  no  fim  da  estação  seca  e só  po- 
derão ser  atingidos  pelo  calor  das  queimadas  em  estado  fresco.  O contrá- 
rio sucede  aos  de  Andira,  maduros  ao  término  das  chuvas;  na  vigência  das 
queimadas,  estão  com  o mesocarpo  seco  e engelhado.  A Tabela  n.  18 
mostra  os  resultados  obtidos  com  drupas  dessecadas,  cuja  idade  era  de  7 
meses  (fim  da  seca),  porém  perfeitas,  de  A.  vermífuga  (praticamente 
iguais  às  de  A.  humilis);  usou-se  a técnica  acima  indicada,  sendo  a tem- 
peratura ambiente  de  26°  (experiência  de  novembro  de  1969). 

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Tabela  n.  18  — Temperaturas  internas  de  drupas  secas  e perfeitas  de 
Andira  vermifuga  submetidas  a 100°.  Tempo  de  permanência  em  minutos. 


Fruto  n.° 

Permanência  a 100° 

Temperatura  interna 

1 

05 

36°, 0 

2 

10 

43°, 0 

3 

10 

44°, 5' 

4 

20 

55°, 5 

5 

20 

55°, 0 

6 

30 

67°, 0 

7 

30 

68°, 2 

A.  vermifuga  confirma  os  achados  referentes  a D.  alata.  As  tempera- 
turas menores,  observadas  com  aquela,  prendem-se  não  só  aos  pericarpos- 
mais  espessos  como  também  ao  seu  estado  seco,  quando  as  lacunas  do  me- 
socarpo  fibroso  estão  preenchidas  por  ar.  Entre  outras  espécies  que  pro- 
vavelmente se  incluirão  nesta  ordem  de  idéias  estão  Pterodon  pubescens, 
P.  polygaliflorus  e talvez  mesmo  Diospyros  sp.  Vale  a pena  anotar  que 
mesmo  drupas  de  A.  vermifuga  perfuradas  mas  não  ocluídas  com  cortiça 
não  revelaram  aquecimento  interno  acentuado;  e.  g.,  após  5 e 10  minu- 
tos sob  100°,  a temperatura  no  interior  delas  foi  respectivamente  de  38%. 
e 47°. 


5.  Principais  características  das  plântulas  observadas 

Dos  experimentos  anteriores  resultaram  numerosas  plântulas,  cujo 
crescimento  foi  inspecionado  e anotado.  Isto  é importante  por  dupla  ra- 
zão: 1)  para  verificar  possíveis  efeitos  dos  tratamentos  térmicos;  2)  para 
assinalar  seus  caractees  de  maneira  a favorecer  o reconhecimento  em  a Na- 
tureza. 

Na  discriminação  subseqüente,  a idade  é dada  em  dias.  Por  epicótilo 
entende-se  o primeiro  entrenó  do  ramo  primário;  folhas  primárias  são  a 
primeira  tolha  ou  o primeiro  par  de  folhas  a surgirem  sobre  o epicótilo; 
plúmula  é a gema  terminal,  situada  entre  os  cotilédones,  do  embrião  em 
crescimento;  dá  origem  ao  epicótilo. 

Os  algarismos  empregados  nas  descrições  indicam:  1.  Idade;  2.  Hipo- 
cótilo;  3.  Cotilédones;  4.  Ramo  primário;  5.  Observações. 

Aegiphila  lhotzskyana  — 1.  15.  2.  Muito  curto  (germinação  hipogéia).  3. 
Subterrâneos,  incluídos  no  endocarpo.  4.  Epicótilo  curto,  pubérulo,  ver- 
de; Io  par:  folhas  opostas,  lobátulas,  puberulentas,  ciliátuas,  ovadas. 

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cm 


Alibertia  sessilis  — 1.  15.  2.  Curto,  grosso,  alvo,  glabro,  subterrâneo.  3. 
Eli  ticos  a suborbiculares,  glabros,  reticulado-nervosos,  peciolados,  8-12  x 
10-15  mm.  A.  Epicótilo  curto,  pubérulo;  Io  par:  folhas  opostas,  glabras: 
estipulas  ainda  ausentes,  salvo  na  plúmula.  5.  A raiz  primária  mede  8-10 
cm,  sendo  indivisa  e única;  na  semelhante  Thieleodoxa  lanceolata  ela  vai 
a 5-6  cm,  havendo  mais  2-4  raízes  adventícias  que  partem  da  base  do 
epicótilo;  nesta  há  sempre  várias  secundárias  evidentes,  mas  não  em  Ali- 
bertia. 

Anacardium  othonianum  — 1.  5.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3. 
Magnos,  crassos,  subterrâneos.  4.  Epicótilo  longo,  cúpreo,  glabro;  l.°  par: 
folhas  opostas,  glabras,  com  nervuras  rubéolas  bem  impressas;  2.°  par: 
idêntico. 

Andira  humilis  — 1.  50.  2.  Ausente  (germinação  hipogéia).  3.  Subter- 
râneos, fundidos  em  peça  unica,  grande  e maciça,  com  vários  sulcos,  in- 
cluída no  endocarpo;  duram  mais  de  2 anos.  4.  Epicótilo  robusto,. pubes- 
cente,  com  catafilos  e gemas  axilares;  la:  folha:  com  3-5  folíolos  cúpreos, 
obtusos  e/ou  emarginados,  inferiormente  pubérulos. 

Anona  crassiflora  — 1 . 20 . 2 . Longo,  cúpreo,  mais  grosso  na  base,  liso, 
glabro.  3.  Foliáceos,  elíticos,  delicadamente  nervosos,  glabros,  10-13  x 40-45 
mm.  4.  Epicótilo  muito  curto,,  verde;  l.°  par:  folhas  opostas,  obovada'â 
a oblongas,  emarginadas,  nítidas  em  cima;  2.°  par:  fulvo-pubescente.  5.  A 
base  hipocotilar  é tuberizada. 

Aspidosperma  dasycarpon  — 1 . 30 . 2 . Longo,  verde,  curtamente  pubérulo. 
3.  Suborbicular-elíticos,  auriculados,  peciolados,  delicadamente  nervosos 
23-30  x 30-40  mm.  4.  Epicótilo  longo,  pubescente;  l.°  par:  folhas  opos- 
tas, obovadas,  discolores,  ciliadas.  5.  Todas  as  partes  são  latescentes. 

Astronium  fraxinifolium  — 1.  15.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3. 
Subterrâneos,  incluídos  no  pericarpo  ou  já  desprendidos  e deixando  dois 
cotos  minutos  pouco  acima  da  raiz.  4 . Epicótilo  longo  e muito  fino,  entre 
esverdeado  e cúpreo,  levemente  pubérulo;  l.°  par:  folhas  trifolioladas,  aro- 
máticas quando  esmagadas;  folíolos  ovado-lanceolados,  praticamente  gla- 
bros, a margem  serrada  e não  ciliada;  não  há  estipulas. 

Astronium  urundeuva  — 1.  15.  2.  Longo,  vermelho,  com  pêlos  muito 
curtos.  3.  Ovados,  carnosos,  glabros,  trinerves,  7x7  mm.  4.  Episótilo 
longo,  rosado,  pubérulo;  l.°  par:  folhas  lobadâs,  depois  partidas  e com  2 
segmentos  basais,  ciliadas  e esparsamente  pilosas,  estipulas  subuladas. 

Bômbax  tomentosum  — 1.  15.  2.  Quase  nulo  (geminação  hipogéia).  3. 
Subterrâneos,  crassos,  no  interior  da  testa  rompida,  coalescentes,  irregula- 
res. 4.  Epicótilo  mediano,  glabro,  provido  de  alguns  catafilos  róseos  e tri- 
angulares; la.  folha:  ovada,  glabra,  nítida,  séssil,  quase  erecta.  5.  £ co- 

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11 


cm  .. 


mum  que  uma  semente  origine  duas  plântulas  independentes,  cada  uma 
unida  a um  cotilédone,  os  quais,  então,  se  acham  separados. 

Bowdichia  major  — 1.  30.  2.  Curto,  verde,  glabro,  3.  Elíticos,  carnósu- 
los,  quase  enerves,  glabros,  6-10  x 1 1-iG  mm.  4.  Epicótilo  curto,  com  pêlos 
fulvos;  la.  folha:  simples,  ovada,  bem  como  a 2a.;  as  outras:  trifol.iol ar- 
das; todas  com  pêlos  lulvo-rufos  e longos;  estipulas  subuladas,  pilosas. 

Bowdichia  virgilioides  — 1.  30.  2.  Curto,  verde,  glabro.  3.  Ovado-elíticos, 
carnosos,  enerves,  glabros,  6-10  x 10-16  mm.  4.  Epicótilo  curto,  com  pêlos 
rulos;  la.  tolha:  simples;  2a.  folha:  ternada;  todas  com  pêlos  rufos;  estipu- 
las lanceoladas,  pilosas.  5.  Só  em  Mato  Grosso  coabita  com  a anterior. 

Brosimum  gaudichaudii  — 1.  12.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3. 
Subterrâneos,  com  testa  coriácea,  latescentes,  alvos  por  dentro,  crassos,  o 
hilo  escavado,  10-12  x 17-20  mm.  4.  Epicótilo  longo,  pardo-rosado  (raro 
verde),  pubérulo,  com  catafilos;  la.  folha:  dentada,  pubérula,  ciliada.  5. 
Há  látex  em  todas  as  partes. 

Cabralea  polytricha  — 1.  17.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3.  Subter- 
râneos, crassos,  verdes,  dentro  da  testa  rasgada  e solta,  ca.  1 cm  de  com- 
primento. 4.  Epicótilo  curto'  verde,  tomentoso;  las.  folhas:  variáveis, 
quase  sempre  ternadas,  os  folíolos  pilosos  e comumente  lobátulos.  5.  Pon- 
to de  partida  da  raiz  algo  engrossado;  raízes  secundárias  copiosas. 

Cassia  mummulariaefolia  — 1 . 20 . 2 . Curto,  grosso,  amarelo-rosado,  gla- 
bro. 3.  Obovado-elíticos,  verdes,  enerves,  glabros,  7-10  x 10-14  mm.  4. 
Toda  a parte  aérea  possui  pêlos  glandulosos  dilatados  na  base  e mais  ou 
menos  avermelhados.  Epicótilo  curto;  l.°  par:  biíoliolado;  folíolos  opos- 
tos, apiculados;  estipulas  subuladas. 

Cassia  sylvestris  — 1.  15.  2.  Longo,  amarelo-pardacento,  ligeiramente  pu- 
bérulo. 3.  Elíticos,  espessos,  verdes,  trinerves,  glabros,  10-13  x 15-18  mm. 
4.  Epiçótilo  hirsútulo;  la.  folha:  penada,  com  4 (2)  folíolos  ciliados  e com 
alguns  pêlos  inferiormente. 

Chrysophyllum  soboliferum  — 1.  15  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3. 
Magnos,  crassos,  subterrâneos,  no  interior  da  testa;  permanecem  por  mui- 
to tempo.  4.  Epicótilo  curtíssimo,  rufo-viloso;  l.°  par:  folhas  atro-cúpreas 
(raro  verdes),  nitidíssimas,  seríceo-pilosas  e ciliadas,  parecendo  sair  de  den- 
tro do  solo. 

Connarus  suberosus  — 1.  15.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3.  Faseo- 
liíormes,  subterrâneos,  incluídos  na  testa  negra.  4.  Epicótilo  longo,  rufo- 
tomentoso;  la.  folha:  tipicamente  cordiforme,  simples,  primeiro  rósea  e 
depois  verde,  seríceo-vilosa  e ciliada. 

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cm 


Copaifera  langsdorffii  — 1.  12.  2.  Longo,  rosado,  glabro.  3.  Faseolifor- 
mes,  rosados,  crassos,  8-10  x 15-17  x 5 mm,  rescendendo  a cumarina.  4. 
Epicótilo  verde,  curtamente  pubescente;  l.°  par:  folhas  penadas,  com  4 
foxíoios  rosados,  pubérulos,  dotados  de  glândulas  translúcidas  e uma  es- 
tipela  terminal. 

Curatella  americana  — 1.  15.  2.  Curto,  glabro,  verde,  subterrâneo.  3. 
Ovados  e oblongos,  enerves,  peciolados,  lisos,  6-7  x 11-13  mm.  4.  Epicó- 
tilo curtíssimo,  liirsuto;  l.a  folha:  ovado-oblonga,  dentado-serraoa,  mrsu- 
ta,  áspera,  ciliada. 

Cybistax  antisyphilitica  — 1.  28.  2.  Longo,  pubérulo,  verde.  3.  Lunula- 
dos,  bipartidos,  quase  enerves,  escamosos  na  face  inferior,  7-10  x 11-16 
mm.  4.  Epicótilo  curto,  pilósulo;  l.°  e 2.°  pares:  folhas  simples,  opostas, 
serradas  do  meio  para  a ápice,  inferiormente  com  pêlos  curtos  e escamas. 

Dimorphandra  mollis  — 1.  15.  2.  Longo,  verde-pálido,  glabro,  leve- 
mente sulcado.  3.  Já  caindo,  retangulares,  glabros,  enerves,  5-6  x 19-21 
mm.  4.  Epicótilo  curto,  pubescente;  l.°  par:  folhas  penadas,  o pecíolo 
pubescente,  os  folíolos  cordado-elíticos,  glabros. 

Dipteryx  alata  — 1.  10.  2.  Curto  (ca.  15  mm),  grosso,  pardo-violáceo, 
vesiculoso  e mais  tarde  lenticeloso,  quase  subterrâneo.  3.  Grandes,  cras- 
sos, plano-convexos,  verde-pardacentos,  glabros,  10-13  x 25-30  mm.  4. 
Epicótilo  muito  longo,  verde,  minuta  e densamente  vesiculoso;  l.°  par: 
folhas  penadas,  com  8 folíolos  opostos,  ovados,  glabros,  com  pontos  trans- 
lúcidos; estípulos  e estipelas  ausentes;  pecíolo  comum  achatado  e alado. 

Erythrina  mulungu  — 1.  13.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3.  Faseoli- 
formes,  subterrâneos,  com  restos  de  testa.  4.  Epicótilo  longo,  verde,  gla- 
bro; ].°  par:  folhas  simples,  ovadas,  glabras,  com  2 estipulas  e 2 estipelas. 

Erythroxylum  pruinosum  — 1.  15.  2.  Longo,  verde,  glabro.  3.  Oblongos, 
a margem  ligeiramente  escariosa,  3-4  x 8-10  mm.  4.  Epicótilo  curtó,  gla- 
bro ;1.°  par:  folhas  opostas,  glabras,  apiculadas;  plúmula  verde. 

Erythroxylum  tortuosum  — 1.  25.  2.  Longo,  rosado,  glabro.  3.  Oblon- 
gos, estreitos,  enerves,  glabros,  3-5  x 10-12  mm.  4.  Epicótido  curto,  gla- 
bro; l.°  par:  folhas  opostas,  glabras,  glaucas,  emarginando-mucronadas; 
plúmula  rósea. 

Eugenia  dysenterica  — 1.  35.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3.  Hemisfé- 
ricos, crassos,  alvos,  no  interior  do  tegumento  seminal,  subterrâneos;  duram 
longamente.  4.  Epicótilo  alongado,  rubro,  pubérulo,  com  alguns  catafi- 
los;  l.°  par:  folhas  opostas,  ovadas,  glabras,  com  pontuações  translúcidas, 
primeiro  cúpreas  e depois  oliváceas. 


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11  12  13  14  15 


Fagara  rhoifolia  — 1.  15.  2.  Longo,  verde,  totalmente,  delgado  3.  Obo- 
vado-orbiculares,  enerves,  fortemente  glandulosos  na  margem,  que  é erosa, 
peciolados,  4-6  x 7-8  mm.  4.  Epicótilo  curto,  verde;  l.°  par:  folhas  tripar- 
tidas, a margem  serrada,  pelúcido-pontuadas. 

Ferdinandusa  elliptica  — 1 . 40 . 2 . Curtíssimo,  verde,  glabro,  subterrâneo. 
3.  Suborbiculares,  glabros,  enerves,  6-7  mm  de  diâmetro.  4.  Epicótilo  nulo; 
l.°  par:  folhas  opostas,  inferiormente  híspidas,  de  margem  cartilaginosa, 
ciliadas. 

Hymenaea  stigonocarpa  — 1.  15.  2.  Muito  longo  (ca.  7-8  cm),  verde-ro- 
sado, grosso,  glabro,  sulcado.  3.  Começando  a murchar,  oblongos,  crassos, 
verde-pardacentos,  enerves,  18-20  x 28-33  x 5-7  mm.  4.  Epicótilo  curto,  gla- 
bro; l.°  par:  folhas  amplas,  simples,  sésseis,  opostas,  mais  ou  menos  cordi- 
íormes,  glabras,  com  glândulas  translúcidas. 

Kielmeyera  coriacea  — 1.  15.  2.  Longo,  verde,  glabro,  envolvido  pela 
testa  em  parte.  3.  Lunulados,  carnosos,  glabros,  enerves,  dispostos  como 
as  valvas  de  uma  concha,  55-32  x 17-20  mm.  4.  Epicótilo  longo,  circun- 
dado basalmente  pela  testa  persistente;  l.a  folha:  oblonga,  glabra,  fina- 
mente reticulada,  a margem  cartilaginosa  muito  conspícua  (sob  lente).  5. 
Há  látex  em  todas  as  partes. 

Kielmeyera  rubrif lora  — 1 . 42 . 2 . Longo,  grosso,  tuberiforme  e pardo. 
3.  Lunulados  a suborbiculares,  carnosos,  glabros,  as  nervuras  mal  percep- 
tíveis, longamente  pedicelados,  20-22  x 15-18  mm.  4.  Epicótilo  longo, 
glabro;  l.a  folha:  oblonga,  glabra.  5 Latescente. 

Luehea  paniculata  — 1.  16.  2.  Curto  (6-8mm)  pubérulo  ou  glabro.  3. 
Orbiculares,  pubérulos,  trinerves,  delgados,  5-6  mm  de  diâmetro.  4 Epi- 
cótuo  curto,  nirsuto;  la.  folha:  cordiíorme,  lobada,  com  pêlos  longos,  ní- 
tida. 

Luehea  speciosa  — 1.  15.  2.  Curto  (5-8  mm),  rosado,  hirsuto.  3.  Obova- 
dos  suborbiculares,  cordados,  pubérulos,  ciliados,  trinervados,  9-10  x 10-11 
mm.  4.  Epicótilo  muito  curto,  algo  rosado,  hirsutíssimo;  l.°  par:  folhas 
como  as  de  L.  paniculata. 

Machaerium  opacum  — 1.  12.  2.  Longo,  verde,  puberulento.  3.  Irregu- 
larmente faseoiiformes,  verdes,  ca.  10  x 15  mm.  4.  Epicótilo  pubescente, 
longo;  l.°  par:  folhas  simples,  suborbiculares,  longamente  ciliadas,  infe- 
rio. mente  pubescentes;  estipulas  largas. 

Magonia  pubescens  — 1.  20.  2.  Curto  (1-2  cm),  grosso,  alvo,  subterrâneo, 
glabro.  3.  Amplos  lunulados,  exteriormente  revestidos  pela  testa,  inter- 
namente verdes,  lisos,  enervos,  ao  nível  do  solo  ou  algo  subterrâneos, 
20-25  x 45-50  mm.  4.  Epicótilo  longo,  verde,  ligeiramente  pubérulo,  com 
2-3  catafilos;  l.°  par:  folhas  penadas,  com  4-6  folíolos  cúpreos  e pubes- 
centes. 

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Mimosa  laticifera  — 1.  12.  2.  longo,  verde,  com  pêlos  muito  curtos.  3. 
Subordinaculares,  truncados  na  base,  glabros,  quase  enerves,  ca.  15  mm 
de  diâmetro.  4.  Epicótilo  longo,  liso;  l.°  par:  folhas  penadas,  com  4 fo- 
'■'olcs  opostos,  glabros  com  um  par  de  estipulas.  5.  Latescente. 

Mimosa  multipinna  — 1.  17.  2.  Curto,  verde,  com  minutos  pelos  simples 
e pelos  glandulosos.  3.  Elíticos,  cordados,  glabros,  enerves,  carnosos,  6-7  x 
8-9  mm.  4.  Epicótilo  curto;  l.°  par:  folhas  penadas,  com  6-10  folíolos;  2.° 
par:  folhas  bipenadas,  com  2-12  folíolos;  todos  providos  de  pêlos  simples 
e pêlos  glandulosos,  estes  violáceos  na  ponta. 

Piptadenia  peregrina  — 1.  10.  2.  Muito  curto  (8-10  fhm),  subterrâneo 
(germinação  hipogéia).  3.  Orbiculares,  auriculados,  subterrâneos,  com 
festos  de  testa,  18-25  mm  de  diâmetro.  4.  Epicótilo  muito  longo,  verde, 
pubérulo;  l.a  folha:  bipenada,  pubérula;  estipulas  subuladas. 

Plathymenia  reticulata  — 1.  16.  2.  Longo,  verde-pálido,  glabro,  com  es- 
treitas asas  longitudinais.  3.  Obovado-elíticos,  sagitados,  glaucos  (cera), 
10-15  x 14-15  mm.  4.  Epicótilo  fino,  glabro;  l.a.  folha:  penada,  com  4-6 
folíolos  glabros,  retusos;  estipulas  lanceoladas. 

Pterodon  polygalaeflorus  — 1.  10.  2.  Curtíssimo  ou  nulo  (germinação 
hipogéia).  3.  Subterrâneos,  podendo  aparecerem  à superfície,  elíticos, 
carnosos,  enerves,  ca.  4 x 13  mm.  4.  Epicótilo  longo,  verde,  glabro,  com 
numerosas  pontuações  glandulares;  l.°  par:  folhas  penadas,  opostas,  com 
folíolos  glabros  e dotados  de  glândulas  translúcidas. 

iQualea  grandiflora  — 1 . 30 . 2 . Longo,  verde-pardacento,  hirsútulo.  3 . 
Amplos,  foliáceos,  suborbiculares,  bulados  ou  pregueados,  cordados,  mu- 
cronados,  qüinqüenerves,  reticulado-venosos,  glabros,  17-30  x 24-35  mm. 
4.  Epicótilo  longo,  hirsútulo;  l.°  par:  folhas  opostas,  mais  ou  menos 
cúpreo-violáceas,  com  alguns  pêlos  inferiormente. 

Salada  crassifolia  — 1.  20.  2.  Nulo  (germinação  hipogéia).  3.  Magnos, 
crassos,  subterrâneos,  no  interior  da  testa,  avermelhados  por  dentro;  du- 
ram mais  de  15  meses.  4.  Epicótilo  longo,  verde,  glabro,  lenticeloso, 
com  alguns  catafilos;  l.°  par:  folhas  oblongas,  cuja  margem  é glandulosa. 

Sclerolobium  aureum  — 1 . 20 . 2 . Longo,  quadrangular,  glabro,  com  es- 
treitas asas  longitudinais.  3.  Ovado-elíticos,  verde-escuros,  delgados,  qüin- 
qüenerves, 13-15  x 16-22  mm.  4.  Epicótilo  fino,  pubérulo;  l.a  folha:  pena- 
üa,  com  -i  toiíoios  ovados,  pubescentes;  estipulas  e estipelas  subuladas. 

Stryphnodendron  barbadetiman  — 1.  16.  2.  Longo,  verde,  fino,  glabro.  3. 
Elíticos,  cordados,  glabros,  espessos,  enerves,  4-6  X 10-13  mm.  4.  Epicó- 
tilo ligeiramente  pubérulo;  la.  folha;  penada;  2a.  folha,  bipenada;  folío- 
los ciliados  e pilosos  nas  duas  faces:  estipulas  inconspícuas. 

37? 


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com  os  obtidos  por  STONE  &:  JUHREN  (1951)  mediante  a queima  de 
fitas  de  madeira.  Estes  autores  consignaram,  a 6 mm  de  protundidade, 
um  máximo  de  80.°  durante  0,5  minuto  e no  presente  trabalho  foi  con- 
seguido o máximo  de  83.°  durante  uns  6 minutos.  Se  bem  que  no  cha- 
parral se  observem  temperaturas  muito  mais  altas  pouco  abaixo  da  super- 
fície (Tabela  n.  6),  Vareschi  (1962),  em  queimadas  reais  nos  llanos,  não 
encontrou  aumento  manifesto  de  temperatura,  em  seguida  à passagem 
do  fogo,  dentro  do  substrato  edáfico.  Beadle  (1940),  em  queimadas  expe- 
rimentais  na  Austrália,  assinalou  81-213.°  na  superfície  e 43-67.°  a 25  mm 
de  profundidade.  Na  superfície  do  substarto,  queimando  capim,  obtive- 
ram-se  aqui  níveis  térmicos  máximos  de  192°;  a duração  de  100  ou  mais 
graus,  porém,  não  ultrapassou  10  minutos  (Tabela  n.  2,  queima  11). 
bCHNrsLL  (1970-71)  menciona  mensurações  de  MASSON  (1948),  na  sa- 
vana africana,  onde  a temperatura  pode  atingir  a 720-850°  nas  altas  gra- 
míneas  (1,5  m).  Mas  fá-lo  muito  rapidamente  e sem  se  aprofundar.  A ape- 
nas 2 cm  de  profundidade  o calor  alcançou  somente  14°.  4 acima  dá 
temperatura  ambiente,  ao  cabo  de  8 minutos.  "Le  charactère  superficiel 
et  trés  bref  de  1'echauffement  du  sol  explique  que  des  graines  ou  des 
organes  souterrains  survivent  íort  bien  au  passage  du  feu."  Refere  ainda 
SCHNELL  que,  após  as  queimadas,  umas  poucas  plantas,  sobretudo  do 
gênero  Acacia,  apresentam  germinação  abundante  (Congo). 

Conclui-se  que  as  sementes  envolvidas  pela  terra  não  suportam  habi- 
tualmente mais  do  que  80°  durante  5 minutos.  E que  as  sementes  ex- 
postas a 100°  ou  mais  dificilmente  irão  além  de  10  minutos.  Eis  porque 
tais  foram  os  dois  níveis  de  temperatura  escolhidos  para  testar,  em  labo- 
ratório, a termo-resistência  seminal  de  plantas  do  cerrado.  Nestas  expe- 
riências, aplicou-se  calor  de  termostato,  visto  o fogo  ter-se  revelado  abso- 
lutamente nocivo,  carbonizando  as  sementes  (Tabela  n.  3,  Magonia  pubcs- 
cens;  Tabela  n.  2,  várias  espécies).  A colocação  de  sementes  sob  o capim 
em  chamas  revelou  (Tabela  n.  7)  efeitos  deletérios  atribuíveis  ao  fogo, 
mas  o método  é cheio  de  irregularidades,  fáceis  de  eliminar  pelo  uso  da 
estufa. 

A temperatura  de  100°  durante  10  minutos  prejudica  manifestamente 
93%  das  sementes  testadas,  sendo  que  60%  não  evidenciam  qualquer  sinal 
de  germinação.  Apenas  Magonia  pubescens  e Bowdichia  major  demons- 
traram receber  algum  benefício  do  choque  térmico.  Pode-se,  porém,  clas- 
sificar semelhante  benefício  de  termo-resistência,  ao  invés  de  termofilia, 
considerando  que  as  sementes  de  ambas  as  plantas  germinam  bem  sem 
aquecimento.  Em  vista  dos  resultados  colhidos  através  da  presente  inves- 
tigaçüo^  cumpre  declarar  que  não  há,  no  cerrado  ou  savana  brasileira,  es- 
pécies pirófilas;  assim,  M.  pubescens,  conquanto  possa  auferir  certas  van- 
tagens do  aquecimento,  não  poderia  ser  classificada  como  pirófila  porque 
suas  grandes  sementes  estão  envolvidas  numa  ampla  testa  alada  e papirá- 
cca  que  é altamente  combustível;  além  disso,  conforme  assinalado,  os  co- 
tilédones não  resisteem  ao  fogo  direto. 

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Sweetia  dasycarpa  (Aosmium)  — 1.  15.  2.  Longo,  verde.  3.  Suborbiculares, 
truncados  na  base,  carnosos,  enerves,  glabros,  ca.  10  mm  de  diâmetro.  4. 
Epicótilo  longo,  pubgscente;  l.°  par.:  folhas  simples,  ovadas,  com  longos 
pelos;  estipulas  diminutos. 

Tapirira  guianensis  — 1.  10.  2.  Longo,  verde  e depois  cúpreo,  glabro.  3. 
Ovado-acuminados,  falciformes,  carnosos,  costulados  exteriormente,  plano- 
convexos,  3-4  x 10-12  mm.  O.  Epicótilo  longo,  cúpreo,  glabro;  l.°  par: 
folhas  simples,  ovado-acuminadas,  opostas,  glabras. 

Terminalia  argentea  — 1.  21.  2.  Curto,  grosso,  púbérulo.  3.  Cordados  na 
base,  truncados  no  ápice,  trinervados,  coriáceos,  glabros,  10-13  x 23-25  mm. 
4.  Epicótilo  curto,  hirsuto;  l.a  folha:  ovado-acuminada,  com  longos  pêlos 
alvos  e esparsos. 

Thieleodoxa  lanceolata  — 1.  15.  2.  Longo,  verde,  glabro.  3.  Ovados  e su- 
borbiculares, glabors,  reticulado-nervosos,  subcordados,  7-10  x 8-12  mm. 
4.  Epicótilo  nulo;  l.°  par:  folhas  opostas,  a nervura  central  inferiormente 
com  pelos  esparsos;  estipulas  triangulares.  Cf.  Alibertia  sessilis. 

Vochysia  thyrsoidea  — 1.  65.  2.  Curto  (ca.  15  mm),  espesso,  glabro.  3 Am- 
plos, carnósulos,  com  3 nervuras  e vênulas  bem  impressas,  nítidos  em 
cima,  curtamente  paciolados,  23-33  x 38-45  mm.  4.  Epicótilo  curto,  gla- 
bro, verde;  l.°  par:  folhas  opostas,  obovadas,  glabras.  4.  A plântula  tem 
aspecto  peculiar  em  virtude  de  os  amplos  cotilédones  comporem  uma 
como  taça. 

Zeyhera  montana  — 1.  18.  2.  Longo,  seríceo-viloso.  3.  A forma  dos  cotilé- 
dones lembra  um  8,  levando  duas  reentrâncias  laterais;  são  pubérulos  e 
medem  5-9  x 10-16  mm.  4 Epicótilo  nulo;  l.°  par:  folhas  sésseis,  com  den- 
sos pêlos  estrelados  e alvacentos. 

OBS.  1.  A idade  das  plântulas  dependeu  da  velocidade  do  cresci- 
mento. 2 Como  depreende-se  do  antecedente,  plantinhas  tão  novas  já 
apresentam  características  adequadas  ao  seu  reconhecimento  seguro.  Isto 
é patente  nos  casos  de  formas  semelhantes,  como  Alibertia  sessilis  e Thie- 
leodoxa lanceolata,  e de  espécies  muito  próximas,  tais  como  Erythroxylurn 
pruinosum  e E.  tortuosum  e Astronium  fraxinifolium  e A.  urundeuva; 
nestes  casos,  a despeito  da  grande  semelhança  das  formas  jovens,  as  dife- 
renças consignadas  são  evidentemente  diagnósticas  (no  último  par  de  es- 
pécies, até  o tipo  de  germinação  difere).  Por  outro  lado,  Mimosa  laticifera 
e M.  multipinna  mostram-se  entidades  congenéricas  muito  distintas  já  nos 
primeiros  dias,  enquanto  que  Bowdichia  virgilioides  e B.  major  são  indis- 
tinguíveis na  fase  jovem  (contudo,  a última  só  existe  em  Mato  Grosso). 

COMENTÁRIOS 

A combustão  experimental  de  capim  do  cerrado,  em  camada  de  5 cm 
sobre  areia  da  restinga  e argila  do  cerrado,  deu  resultados  concordantes 

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cm  .. 


Mesmo  temperatura  mais  suave  como  80°  durante  5 minutos  exerce 
certo  efeito  nocivo  sobre  ca.  46%  das  espécies.  Uma  outra  parte  parece 
algo  beneficiada  e uma  terceira  mostra-se  indiferente  a tal  nível,  tér- 
mico. Pode-se,  contudo,  afirmar  que  danos  e vantagens,  neste  caso,  são 
moderados  ou  leves,  não  tendo  80°/ 5 min.  ação  decisiva  sobre  a germi- 
nação de  plantas  savanícolas. 

Quanto  aos  pericarpos  (endocarpos)  grossos  que  não  libertam  suas 
sementes,  a mensuração  das  temperatuuras  internas,  que  eles  alcançam 
após  aquecimento  a 100°,  provou  não  haver  calor  suficiente  para  danificar 
as  respectivas  sementes,  porquanto,  não  se  observou  mais  do  que  75°,  5 
depois  de  30  minutos  a 100°. 

Em  conclusão,  estando  os  diásporos  na  superfície  do  solo  ou  entre 
o capim  — a passagem  das  chamas  das  inevitáveis  queimadas  indubi- 
tavelmente impedirá  o desempenho  dos  embriões.  Escaparão  a este  des- 
tino os  pericarpos  e endocarpos  espessos,  as  sementes  que  estiverem 
abaixo  da  superfície  e as  que  se  desprenderem  no  curso  das  chuvas,  ger- 
minando nos  meses  pluviosos. 

Quanto  à germinação  no  meio  exterior,  sob  condições  semelhantes 
às  naturais,  verifica-se  que  apenas  algumas  espécies  exigem  lapsos  tem- 
porais muito  dilatados.  Distribuem-se  elas  em  dois  grupos.  O primeiro 
é formado  de  plpantas  dotadas  de  semente  esclerodérmicas  e,  por  isso, 
impermeáveis;  a germinação  é realmente  prolongada,  cobrindo  todo  o 
período;  aqui  entram  as  leguminosas  Bowdichia  virgilioides.  Mimosa 
laticuera  e M.  multipinna.  O segundo  compõe-se  vegetais  que  só  co- 
meçam a germinar  depois  de  transcorrido  um  longo  período  e o fazem 
duma  vez;  aqui  incluem-se  Andira  humilis  e Annona  crassiflora.  No  pri- 
meiro caso,  uma  ou  outra  semente  vai  germinando  através  dos  meses 
e o fenômeno  parece  não  ter  fim;  no  segundo,  as  sementes  só  germinam 
dentro  de  certo  prazo,  após  atravessarem  o longo  período  de  latência. 
As  leguminosas  citadas  só  podem  germinar  à medida  que  a dura  testa 
amolece  o torna-se  permeável.  As  outras  duas,  ao  contrário,  têm  envol- 
tórios seminais  permeáveis  à água  e a dormência  reconhece  outra  causa; 
ambas  consomem  quase  o mesmo  tempo:  cerca  de  8-10  meses,  após  os  quais 
a germinação  está  deíinitivamente  encerrada.  Destas  últimas  aproxi- 
mam-se Eugenia  dysenterica,  Curatella  americana,  Pagara  rhoifoiia  e 
Coccoloba  cereifera. 

Em  alguns  casos,  espécies  próximas  comportam-se  de  maneira  bas- 
tante diversa.  Vejam-se  Bowdichia  virgilioides  e B.  major.  A primeira 
exibe  profunda  dormência,  a germinação  arrastando-se  comumente  por 
mais  ae  1 ano  (Fig.  2),  enquanto  que  a segunda  possui  poucas  sementes 
dormentes,  a germinação  processando-se  em  massa  num  período  muito 
menor,  seja  no  meio  externo,  seja  em  incubador  sob  temperatura  cons- 
tante. Além  disso,  B.  major  extrai  alguma  vantagem  do  choque  térmico, 

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cm 


a 100°,  ao  passo  que  B.  virgilioides  é termo-sensível.  E,  contudo,  elas  foram 
durante  muito  tempo  consideradas  uma  única  espécie  (Rizzini,  1971). 

Em  três  espécies  de  Astronium  o hábito  germinativo  diverge  de  modo 
característico,  graças  ao  que  elas  podem  ser  identificadas  desde  a eclosão 
da  piântula.  Em  A.  urundeuva  a germinação  é tipicamente  epigéia  e em 
A.  fraxinifolium  ela  é tipicamente  hipogéia,  ficando  os  frutos  dentro  do 
substrato  mesmo  quando  suuperficialmente  enterrados.  Em  A.  gracile  (res- 
tinga; nozes  como  as  de  A.  fraxinifoluim,  porém,  um  pouco  mais  curtas  e 
grossas,  100  pesando  3 g),  a germinação  é intermediária  ou  semi-epigéia 
a grande  maioria  dos  frutos  exterioriza-se  e permanece  suspensa  no  ar  — 
mas  os  cotilédones  não  saem  de  dentro  do  pericarpo  (ao  contrário  de  A. 
urundeuva);  eles  unem  o pericarpo  à piântula  como  dois  filamentos,  o con- 
junto lembrando  uma  noz  de  palmeira  em  processo  de  germinação.  De 
resto,  A gracile  germina  bem  em  placa  a 35°  (82%  em  3-9  dias)  e em  areia 
no  exterior  (78%  em  6-12  dias),  sendo  as  plantinhas  desde  logo  bastante 
diversas  das  que  são  próprias  das  outras  duas  espécies. 

Andira  humilis  e A.  vermífuga  constituem  exemplos  de  entidades  se- 
melhantes cuja  atuação  é a mesma  no  concernente  à germinação  e cres- 
cimento inicial. 

Por  fim,  confrontando  a situação  do  cerrado,  no  capítulo  do  papel 
do  calor  sobre  a germinação,  com  outras  vegetações,  conclui-se  que  ela 
não  difere  do  observado  nos  llanos  venezuelanos.  BOSCAN  (1967)  verifi- 
cou que  as  queimadas  são  altamente  nocivas  a 13  espécies  que  investigou; 
mostra  ele,  por  outra  parte,  que  a multiplicação  vegetativa  é ali  fre- 
qüente,  fato  excelentemente  ilustrado  em  seu  trabalho;  raízes  gemífer-às 
foram  achadas  em  6 espécies,  incluindo,  e gr..  Casearia  sylvestris  e Bowdi- 
chia  virgilioides,  ambas  também  do  cerrado  e mencionadas,  pela  mesma 
razão,  por  RIZZINI  e HERINGER  (1962).  BEADLE  (1940),  na  Austrá- 
lia, e SAMPSON  no  chaparral  californiano,  encontraram  uma  série  de 
plantas  adaptadas  ao  calor  elevado  por  suas  sementes.  Todavia,,  há  grande 
diferença  entre  os  dois  casos.  As  árvores  estudadas  por  Beadle  não  se 
beneficiam  das  altas  temperaturas,  visto  germinarem  igualmente  bem  sem 
aquecimento;  devem  ser  encaradas  como  termo-resistentes  simplesmente. 
Muito  ao  contrário,  de  21  espécies  lenhosas  do  chaparral,  15  exibem  ger- 
minação acentuadamente  melhor  depois  de  submetidas  a 105-125°;  logo, 
merecem  efetivamente  a qualificação  de  termófilas.  Nada  disto  se  achou 
no  cerrado  centro-brasileiro  e apenas  duas  árvores,  já  mencionadas,  po- 
dem ser  designadas  como  termo-resistentes  (no  máximo:  relativamente  te- 
mófilas).  Confirma-se,  conseqüentemente,  a opinião  já  antiga  de  que  o 
fogo  entrava  em  grande  escala  a regeneração  por  sementes  nos  cerrados 
onde  ele  passa  regularmente  (e  são  a imensa  maioria).  Tanto  nestes  cer- 
rados quanto  nos  lianos  (BOSCAN,  ibid.)  é excepcional  o encontro  de 
plantas  jovens,  devidamente  estabelecidas,  oriundas  de  sementes.  Em  con- 
sonância com  semelhante  conclusão,  HERINGER  (1971)  observa  que  a 
passagem  do  fogo  pelo  cerrado,  abrindo  clareiras  sem  gramíneas,  facilita 

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a germinação  — mas  que  sua  constante  presença,  ano  após  ano,  "acaba 
destruindo  quase  100%  das  plânlulas  que  surgirem."  Tal  é o cerne  do 
problema  da  regeneração  natural  nas  savanas  — o estabelecimento  no 
habitat,  visto  que,  durante  as  prolongadas  chuvas,  há  germinação,  con- 
forme vários  outros  autores  demonstraram. 


SUMARIO 


O presente  trabalho  objetivou  estabelecer  a ação  de  temperaturas  elevadas 
sobre  a germinação  de  sementes  de  espécies  lenhosas  do  cerrado,  vegetação 
esta  anualmente  varrida  pelo  fogo  de  queimadas  regulares.  Pequenas  queima- 
das experimentais  de  gramíneas  do  cerrado  provaram  que,  a 5-6  mm  de  pro- 
fundidade, a temperatura  máxima  anda  em  torno  de  80°  pelo  prazo  de  5 mi- 
nutos. Na  superfície  do  substrato,  o calor  pode  chegar  perto  de  200°;  todavia, 
a duração  de  níveis  tão  altos  é muito  curta,  tendo-se  assentado  que  100°  ou 
mais  não  permanecem  além  de  uns  10  minutos.  Estes  limites  foram  confrontados 
com  os  dados  de  outros  investigadores  que  trabalharam  com  vegetações  dife- 
rentes. 

Como  o fogo  aplicado  diretamente  carbonizava  as  sementes  e não  podia 
ser  controlado  de  maneira  satisfatória,  empregou-se  um  termostato  como  fonte 
de  calor  com  o fito  de  estabelecer,  em  laboratório,  a existência  ou  não  de  termo- 
resistência  espermática  em  vegetais  do  cerrado.  A fim  de  permitir  melhor 
compreensão  dos  efeitos  obtidos,  sementes  das  espécies  investigadas  foram  tam- 
béém  postas  a germinar  em  areia  no  meio  exterior,  recebendo  sol  e chuva,  em 
condições  próximas  das  vigentes  in  natura. 

Sementes  submetidas  a 100°  durante  10  minutos  mostraram-se  decidida- 
mento  prejudicadas,  mais  da  metade  das  espécies  não  exibindo  qualquer  sinal 
de  germinação.  Tão-somente  Magonia  pubescens  e Bowdichia  major  não  reve- 
laram prejuízo  após  tal  tratamento,  antes  pequenas  vantagens  num  caso  ou 
noutro;  porém,  como  suas  sementes  germinam  bem  sem  receberem  calor,  ó 
preferível  qualificar  as  duas  sepécies  de  termo-resistentes,  ao  invés  de  termó- 
filaa.  Segue-se  que  não  há,  no  cerrado  brasileiro,  plantas  pirófilas  até  o presente 
momento  quanto  às  sementes,  que  não  suportam  ainda  as  chamas  diretamente. 

As  mesmas  sementes  (frutos),  sujeitas  a 80°  durante  5 minutos,  em  50% 
dos  casos  revelaram  efeitos  nocivos.  Notou-se,  contudo,  que  este  não  era  de 
grande  amplitude,  como  sob  100°/10  min.,  pelo  que  parece  licito  considerar  o 
nível  de  80°/5  min.  como  destituído  de  poderosa  ação  impediente  da  germina- 
ção de  plantas  savanícolas.  Segue-se  que  as  sementes  algo  enterradas  no  solo 
estarão  indenes  dos  efeitos  deletérios  do  fogo.  0 mesmo  verificou-se  ser  verdade 
quanto  aos  pericarpos  espessos,  cujo  aquecimento  interno  (ao  nível  do  embrião) 
é inferior  a 80°,  ainda  quando  submetidos  a 100"  durante  30  minutos. 

Alcançou-se  a conclusão  de  que,  localizando-se  as  sementes  ou  frutos  na 
superfície  do  solo  ou  no  meio  das  gramíneas,  a passagem  do  fogo  sem  dúvida 
eliminará  os  embriões.  Umas  e outros  que,  ao  contrário,  estiverem  enterrados, 
bem  como  os  pericarpos  e endocarpos  grossos  e,  ainda,  os  diásporos  desprendi- 
dos durante  a estação  chuvosa  e logo  germinando,  todos  escaparão  aos  efeitos 
das  queimadas. 

Fêz-se  observar  que  umas  poucas  espécies  apresentam  prolongada  dormên- 
cia, sendo  distribuiveis  em  dois  grupos  conforme  seja  esta  causada  pela  testa 
impermeável  (germinação  transcorrendo  ao  longo  de  lapsos  muito  grandes)  ou 
por  condições  internas  (germinação  demorada  mas  processando-se  de  uma  vez); 
no  primeiro  caso,  é preciso  amolecer  o tegumento,  no  segundo  há  necessidade 

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de  comprida  p'ós-maturação  do  embrião.  Chama-se  a atenção  para  espécies  pró- 
ximas cujo  comportamento  durante  a germinação  é nitidamente  diverso,  inclu- 
sive havendo  dormência  numa  e pronta  germinação  noutra.  As  jovens  plantas 
das  espécies  investigadas  foram  descritas  em  vista  de  suas  características 
organográficas  serem  diagnósticas  para  o reconhecimento  no  campo. 

Comparando  os  resultados  obtidos  com  as  espécies  do  cerracio,  em  face 
das  altas  temperaturas,  com  os  dados  de  outros  pesquisadores,  notou-se  que  os 
llanos  venezuelanos  estão  na  mesma  ordem  de  fatos.  Foi  no  chaparral  que  se 
encontraram  verdadeiras  espécies  termófilas,  altamente  beneficiadas  pelo  ele- 
vado aquecimento.  Já  árvores  australianas  podem  ser  termo-resistentes,  pois, 
germinam  tão  bem  sem  calor  prévio  quanto  depois  de  tratadas  por  este.  Nada 
semelhante,  exceto  quanto  a Magonia  pubescens  e Bowdichia  major,  pôde  ser 
encontrado  no  cerrado,  onde  o fogo  entrava  seriamente  a regeneração  por  se- 
mentes, tal  como  acontece  nos  citados  llanos. 


AGRADECIMENTOS 

É com  prazer  que  o autor  manifesta  sua  gratidão  a quantos  o-ajuudaram  em 
várias  fases  deste  trabalho,  destacando  Ezechius  P.  Heringer,  Enael  M.  da  Silva, 
IV.  E.  Chalmers  e o egrégio  Conseiho  Nacional  de  Pesquisas,  a cujo  firme  apoio 
muito  é devido  em  possibilidades  de  realização. 


SUMMARY 

In  this  paper  there  has  been  described  the  effect  of  high  temperatures  on 
the  germination  of  seeds  of  woody  plants  native  to  the  cerrado;  this  vegetation 
is  annually  swept  by  recurrent  fires.  Small,  experimental  burnings  set  on  cer- 
rado grasses  provedthat  the  maximal  temperature,  at  a depth  of  5-6mm,  is 
about  80°  during  some  5 minutes.  At  the  surface  heat  can  attain  200°,  but 
only  for  brief  periods  of  time.  Thus,  temperatures  of  100°  or  more  did  not  stay 
beyond  some  10  minutes,  which  agrees  with  the  findings  of  other  investigators 
working  with  different  vegetations.  As  the  fire  directly  applied  carbonized  the 
seeds  and  could  not  be  adequately  controlled,  a thermostat  was  used  as  a source 
of  heat  intending  to  search  for  heat-resistant  seeds  among  cerrado  plants.  Seeds 
of  these  were  subjected  to:  1)  100°  for  10  minutes  and  put  in  Petri  dishes  main- 
tained  at  35°;  2)  80°  for  5 minutes  and  treated  as  in  1;  3)  the  Controls  only 
remained  at  35°  in  Petri  dishes;  4)  finally,  in  order  to  get  a better  insight  into 
the  effects  obtained,  the  seeds,  of  the  same  species  were  sown  in  sand  outdoors, 
receiving  sunshine  and  rain  as  in  their  natural  habitat. 

Seeds  treated  at  100°/10  mirim,  were  decidedly  injured,  more  than  50%  beco- 
ming  incapable  of  any  germination  at  all.  Only  Magonia  pubescens  and  Bowdi- 
chia major  did  not  apparently  reveai  damage  after  such  treatment;  rather  they 
seem  to  derive  some  little  profits  from  it.  But  as  their  seeds  germinate  equally 
well  without  heat,  it  is  preferable  to  look  upon  them  as  heat-resistant  instead 
of  as  thermophilous.  It  follows  that  there  are  no  pyrophilous  plants  in  the  cer- 
rado hitherto  known.  Besides,  these  seeds  do  not  resist  the  flames  directly.  Se- 
eds of  the  same  crops  subjected  to  80°/;)  min.  showed  harmful  effects  in  almost 
50%  of  the  instances.  But  such  effects  proved  to  be  of  little  importante  in  most 
cases,  and  so  seeds  somewhat  buried  in  soil  will  scape  fire  injury.  The  same 
holds  true  for  thick  pericarps  whose  internai  heating  did  not  reach  80°  even 
under  100°  for  30  minutes. 

It  has  been  concluded  that  fruits  and  seeds  standing  on  the  grond  or  among 
the  grasses,  will  undoubtedly  be  destroyed  by  fire.  But  if  they  will  be  buried  at 
a little  depth,  they  will  scape  burnings  easily.  According  to  data  from  literature, 
the  situation  in  the  Venezuelan  llanos  is  similar  to  that  in  the  Brazilian  cerrado. 

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Only  in  the  Californian  chaparral  there  exist  true  termophilous  species  of  plants, 
i.  e.,  species  that  really  profit  írom  high  temperatures.  On  other  hand,  Austra- 
lian  trees  are  heat-resiscant  since  they  germinate  equally  well  with  and  without 
heat  treatment.  Notiiing  looking  like  ihis  could  be  íound  in  the  cerrado  vegeta- 
tion,  with  the  exception  of  Mugonia  pubescens  and  Bowdichia  major;  in  cerrado 
fire  seriously  hinders  regeneration  by  means  oí  seeds. 


BIBLIOGRAFIA 


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SITUAÇÃO  ATUAL  DA  "TABEBUIA  CASSINOIDES"  (LAM.)  DC.  E 
"TABEBUIA  OBTUSIFOLIA"  (CHAM.)  BUR.  NA  BAIXADA  DE 
JACAREPAGUÁ,  RIO  DE  JANEIRO 


ROSE  CLAIRE  MARIA  LAROCHE  (*) 


Resumo: 

Neste  trabalho  estuda-se  a distribuição  e situação  atual  de  duas  espé- 
cies do  gênero  Tabebuia  da  família  Bignohiaceae,  na  Baixada  de  Jaca- 
repaguá, Rio  de  Janeiro. 

Apresentam-se  os  fatores  que  prejudicam  e ameaçam  atualmente  a so- 
brevivência das  espécies,  sua  sistemática,  anatomia,  morfologia,  biologia 
floral  e observações  sobre  o comportamento  fora  de  seu  "habitat’'. 

Dão-se  algumas  sugestões  sobre  a área  de  repovoamento  das  espécies. 


Introdução: 


Na  Baixada  de  Jacarepaguá  ambas  as  espécies  são  conhecidas  como 
tabebuias",  cuja  madeira  foi  aproveitada  para  fabricação  de  tamancos, 
atividade  que  prejudicou  bastante  as  populações  da  "Tabebuia  cassinoi- 
<Ies"  (Lam.)  DG.  e "Tabebuia  obtusifolia”  (Cham.)  Bur.  Atualmente  não 
e mais  possível  essa  atividade  porque  as  árvores,  apesar  de  grande  capa- 
cidade de  regeneração,  foram  cortadas  antes  de  atingirem  seu  crescimento 
máximo  em  diâmetro.  Após  o corte  os  troncos  rebrotaram  com  patente 


(*)  Pesquisadora,  bolsista  do  CNPq. 


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deficiência  fisiológica.  Na  Baixada  Fluminense  (LAROCHE,  1975),  em- 
bora ainda  exista  tal  exploração,  a tendência  é ficar  em  situação  idêntica 
à Baixada  de  Jacarepaguá. 

O fator  que  no  momento  ameaça  a sobrevivência  dos  exemplares  re- 
manescentes das  "tabebuias"  é a especulação  imobiliária  que  continua- 
mente vem  se  alastrando  na  região.  Grandes  áreas  de  florestas  são  devasta- 
das para  a ocupação  humana,  abrangendo  as  zonas  fitogeográficas  das  es- 
pécies em  apreço. 

Um  movimento  conservacionista  em  1951  tinha  como  objetivo  preser- 
var a Baixada  de  Jacarepaguá  com  seus  ecossistemas  sob  forma  de  a uma 
grande  reserva  biológica  (STRANG,  1974).  Todavia,  apenas  a Reserva 
Biológica  e o Parque  ecológico  do  Governo  restaram  desse  objetivo. 

O plano  piloto  idealizado  em  1968  por  LU CIO  COSTA,  consistia  em 
conservar  ao  máximo  as  áreas  verdes.  Entretanto,  as  companhias  imobi- 
liárias e as  firmas  construtoras  desejam  investir  seu  capital  privado  re- 
duzindo as  áreas  verdes  e ampliando  ao  máximo  as  construções. 

O Governo  perdeu  a oportunidade  de  incorporar  ao  patrimônio  esta- 
dual, aquelas  áreas,  quando  a Baixada  não  era  tão  cobiçada  e pouco  valia 
monetariamente  (STRANG,  op.  cit . ).  Agora  as  companhias  imobiliárias 
se  apropriam  da  região. 

A ocupação  imobiliária  indiscriminada  e predatória  aumentará  com 
o sistema  de  túneis  e viadutos  criado  pelo  DER  para  livre  acesso  à Bai- 
xada dej  acarepaguá. 

Ê preciso  que  as  áreas  florestais  não  sejam  destruídas,  evitando-se  as- 
sim a desvirtuação  da  paisagem  e desaparecimento  da  flora  e da  fauna 
típica  da  região. 

As  construções  deveriam  ser  erguidas  preferivelmente  em  terrenos  já 
descampados  e não  em  locais  onde  a flora  e a fauna  são  relativamente 
ricas. 

Sistemática: 

Seguimos  a sistemática  adotada  por  RIZZINI  (1971). 

Tabebuia  cassinoides  (Lam.)  DC. 

Características  distintivas: 

Árvore  de  5-13  m.  de  comprimento  por  20-25cm.  de  diâmetro.  Ramo 
cilíndricos  lenticeloso,  estriado,  glabro.  Folhas  simples,  lanceola‘das  ou 

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oblongo- lanceoladas,  coriaceas,  glabras,  ápice  obtuso,  base  aguda  com  10  a 
22cm.  de  comprimento  por  4-8cm.  de  largura.  Inílorescência  címulas  tri- 
íloras.  Cálice  liso  2 cm.  de  comprimento,  turbinado-campanulado,  biloba- 
do.  Corola  ampla,  branca  com  fauce  amarelada,  perfumada  com  6-9  cm. 
de  comprimento.  Semente  com  alas  hialinas  de  2 cm.  de  comprimento. 

Nome  vulgar:  tabebuia,  pau-de-tamanco,  tabebuia-do-brejo,  pau-de-viola, 
tamanqueira. 


Tabebuia  obtusifolia  (cham.)  Bur. 

Características  distintivas: 

Árvore  de  5-9  m.  de  comprimento  por  25-30  cm.  de  diâmetro.  Ramoxilin- 
drico,  lenticeloso,  estriado,  glabro.  Folhas  simples,  oblonga  ou  obovada- 
oblcnga  muito  coriacea,  ápice  obtuso,  9-12  cm.  (7-14)  cm.  de  comprimento, 
por  45cm.  (3-6)cm.  de  largura.  Inílorescência  cimulas.  Cálice  tubuloso 
campulado,  2-4  dentado  de  2,5-3cm.  de  comprimento.  Corola  ampla, 
branca  com  7, 5-8, 5 cm.  de  comprimento.  Sementes  aladas  alas  hialinas 
com  1 cm.  de  comprimento. 

Nome  vulgar:  pau-de-tamanco,  tamanqueira  e tabebuia. 

Chave  analítica  para  determinação  das  espécies: 

Árvore  grande  e mais  fina.  Cálice  liso  com  1-2  cm.  de  comprimento.  Cáp- 
sula com  15  cm.  de  comprimento T.  cassinoides  (Lam.)  DC. 

Árvore  pequena  e mais  grossa.  Cálice  costulado  com  2,5-3  cm.  de  compri- 
mento. Cápsula  com  15-32cm.  de  comprimento  T.  obtusifolia  (Cham.)  Bur. 

Morfologia: 

Essas  espécies  são  providas  de  raízes  aéreas  na  base  do  tronco  que  ser- 
vem de  escora.  O tronco  tem  a casca  cinza  clara  lisa  com  pequenas  fissuras 
e lenticelosso;  internamente  é esverdeada  junto  ao  fino  ritidoma,  e um 
pouco  mais  para  dentro  é amarelada  (Rizzini,  op.  cit.). 

Anatomia: 


Tabebuia  cassinoides  (Lam.)  DC. 

Parenquina  Jtem  sempre  jconstataclo  predominantemente  aliforme  com 
longas  extensões  laterais  unindo  vários  poros  formando  ora  trechos  oblí- 
quos interrompidos  ora  quase  concêntricos;  poros  visíveis  a olho  nu  pouco 
numerosos,  muito  pequenos  e solitários,  vazios  ou  com  substância  branca; 
raios  finíssimos  e numerosos  só  visíveis  com  lente  no  topo  e na  face  tangen- 

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ciai;  camada  de  crescimento  demarcada  por  certo  alinhamento  tangencial 
dos  poros  e pelo  parenquima  terminal;  lenho  branco  mui  levemente  rosa- 
do ou  encardido  (Mainieri,  1958). 

Tabebuia  obtusifolia  (Cham.)  Bur. 

Parenquima  constratado  aliforme  com  extensões  laterais  longas  em  gru- 
pos oblíquos  em  trechos  sinuosos  descontínuos;  poros  pequenos  na  maioria 
solitários,  vazios;  raios  finos  só  visíveis  com  lente  no  topo  e na  face  tan- 
gencial; camadas  de  crescimento  só  demarcadas  pelo  parenquima  terminal 
em  linhas  finas;  cerne  branco  rosado,  amarelo  ou  encardido,  uniforme 
(Mainieri,  op.  cit). 

Biologia  Floral: 

A corola  é a parte  mais  importante  no  processo  da  polinização  das. 
flores  das  "tabebuias’',  pois  ali  se  localizam  os  nectários.  Os  agentes  poli- 
nizadores  são:  para  T.  cassinoides  (Lam.)  DC.,  a abelha,  seguindo  a con- 
vencional polinização  das  flores  do  gênero  Tabebuia;  para  a T.  obtusi- 
folia (Cham.)  Bur.,  o morcego  nectarívoro.  Segundo  MEEUSE  (1961),  o 
morcego  durante  sua  alimentação,  coloca  sua  cabeça  dentro  da  corola,  e 
pelas  garras  se  prende  às  flores.  Essas  são  de  tons  claros  para  que  possam 
ser  percebidas  por  aquele  Microchiroptero.  A substância  elaborada,  em 
grande  quantidade  pelo  nectários  tem  odor  repulsivo  de  uma  gaiola  de 
ratos  (MEEUSE,  op.  cit.). 

Distribuição  e situação  atual  das  espécies: 

A T.  cassinoides  (Lam.)  DC.  e T.  obtusifolia  (Cham.)  Bur.  se  distri- 
buem desde  Pernambuco  áíé  São  Paulo. 


Em  São  Paulo,  na  zona  litorânea  de  Santos  até  Juquiá,  HO  EH  NE  em 
1929  já  havia  observado  parcos  sobreviventes  das  "tabebuias’',  procura- 
das durante  muito  tempo  para  a fabricação  de  tamancos.  Atualmente  essas, 
árvores  estão  desaparecendo  do  litoral  de  São  Paulo. 

No  Rio  de  Janeiro,  na  Baixada  de  Jacarepaguá  elas  ocorrem  nas  zo- 
nas de  Ubaeté  à Vargem  Grande  (MAGALHÃES  CORRÊA,  1936).  O- 
corte  da  madeira  era  feito  nas  margens  alagadas  que  contornam  as  Lagoas 
da  Tijuca,  Camorim  e Campo  de  Sernambetiba,  Ilha  do  Ribeiro,  Vargem 
Grande,  e daí  restinga  de  Itapeba,  passando  por  Piabas  e Caeté  num  per- 
curso de  35  km.  Em  todo  esse  trecho  as  árvores  que  se  salientavam  pela 
abundância  eram  as  "tabebuias".  Os  portos  da  puxada  das  toras  estavam 
à Estrada  de  Guaratiba  que  vinham  desde  o caminho  da  Caieira  à Vargem 
Grande.  Em  1974  estivemos  na  Baixada  de  Jacarepaguá  para  verificar  a 
situação  atual  das  espéécies.  Em  um  trecho  próximo  ao  Arroio  da  Pavuna 
encontramos  exemplares  remanescentes  de  uma  população  das  "tabebuias” 
com  troncos  raquíticos.  Nas  margens  da  Tijuca,  Camorim,  Vargas  e Cam- 

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bos  de  Sernambetiba  não  encontramos  nenhum  exemplar  dessas  árvores. 
Observamos  exemplares  das  "tabebuias",  também  com  troncos  raquíticos, 
na  mata  paludosa  das  Taxas.  Nas  áreas  dos  rios  e corregos,  aproveitadas 
antigamente  para  puxada  das  toras,  não  observamos  nenhum  exemplar, 
aliás  essas  áreas  estão  agora  urbanizadas.  Nas  próprias  matas  frondosas  pro- 
tegidas pelo  Governo,  observa-se  "tabebuias"  de  finos  troncos  devido  a 
exploração  da  madeira.  Em  toda  a Baixada  de  Jacarepaguá  a T.  cassinoi- 
des  (Lam.)  DC  e T.  obtusiíolia  (Cham.)  Bur.,  estão  limitadas  às  proximi- 
dades do  Arroio  Fundo,  Rio  Pavunua,  Rio  Camorim  e Mata  do  Canal  das 
Taxas. 

O desmatamento  da  Baixada  de  Jacarepaguá  começou  com  a ocupa- 
ção humana  que  se  dedicou  desde  1667  até  1891  ao  plantio  da  cana-de-açú- 
car e ua  mandioca.  A produção  chegou  a ser  exportada  em  grande  quan- 
tidade. Foi  a fase  aurea  das  fazendas  de  Santa  Cruz,  Camorim,  Vargem 
Grande  e Vargem  Pequena  (ABREU,  1957). 

Em  1760  a cultura  do  café  provocou  o desflorestamento  da  região 
atingindo  a area  de  Jacarepaguá. 

Fm  1773,  o cultivo  do  anil,  com  a remessa  para  a Europa  de  boas 
amostras  uo  produto.  Essa  atividade,  entretanto  teve  duração  efêmera. 

Algumas  culturas  foram  substituídas  por  outras,  e a região  foi  se  trans- 
formando em  zona  agrícola.  As  planícies  próximas  às  vias  de  comunicação 
ficaram  seriamente  ameaçadas  pela  expansão  urbana.  Dessa  maneira  a 
Baixada  de  Jacarepaguá  foi  perdendo  suas  florestas  e com  elas  o "habitat" 
das  "tabebuias". 


"Habitat”: 

As  "tabebuias"  se  encontram  nas  áreas  florestadas  alagadas  e rema- 
nescentes da  Baixada  de  Jacarepaguá.  A vegetação  é típica  de  mata  palu- 
dosa. O estrato  arbóreo  é composto  pelas  famílias  Gutiferaceae,  Sapin- 
daceae,  Mirtaceae  e Myrsinaceae.  Elas  são  frequentemente  cobertas  por 
bromeliáceas  do  gênero  Tillandsia,  e outras  epífitas.  Outros  elementos  asso- 
ciados às  "tabebuias"  são:  Bactris,  Achrosticum  e Typha.  Essa  vegetação 
cresce  num  solo  turfoso.  O terreno  é de  formação  quaternária.  O clima  é 
quente  e úmido. 


Comportamento  da  "tabebuias"  fora  do  seu  "Habitat". 

As  condições  biológicas  das  tabebuias  foram  observadas  em  ambi- 
ente de  montanha  no  Alto  da  Boa  Vista,  na  cota  de  365  m.,  entre  a ver- 
tente da  Guanabara  e Lagoa  da  Tijuca.  Apesar  do  clima  desfavorável  as 
plantas  se  adaptaram  bem  a esse  ambiente. 


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A germinação  obtida  das  "tabebuias"  íoi  de  99%.  Fizemos  ensaios 
germinativos,  em  placas  de  Petri,  e as  sementes  germinaram  ao  todo  em  30 
dias.  Em  seguida  íoi  íeita  a repicagem  para  caixa  de  madeira  contendo 
areia  e terra  peneiradas,  e regadas  respectivmente  com  água  salobra  da  La- 
goa do  Parque  Ecológico  (ao  Dep.  ae  Cons.  Amb.)  e ãgua  da  chuva.  As 
plantas  em  caixa  contendo  areia  e regadas  com  água  salobra  morreram. 
Resistiram  as  plantas  da  caixa  contendo  terra  e regadas  com  água  da 
chuva.  Concluímos  que  em  ambiente  natural,  as  "tabebuias"  não  são 
inundadas  constantemente  pela  água  salobra. 

Colocadas  em  local  de  meia  sombra,  as  plantas  soíreram  o fenômeno 
de  íototropismo,  inclinando-se  para  o lado  onde  podiam  receber  bas- 
tante luz.  Constatamos  também  que  estavam  mal  desenvolvidas.  Expostas 
à luz  direta  do  sol,  elas  voltaram  a sua  posição  normal  e começaram  a se 
desenvolver.  Aliás  na  mata  paludosa  seu  "habitat",  elas  recebem  luz  direta 
do  sol  por  não  haver  estratos  acima  delas. 

Durante  a fase  de  crescimento  das  "tabebuias"  adicionamos  soluções 
nutritivas  de  nitratos.  A deficiência  de  nitrogênio  foi  constatada  pela  colo- 
ração amarelada  das  folhas.  Outrossim  elas  apresentavam  um  aspecto  pato- 
lógico causado  por  uma  micose.  As  lesões  foram  motivadas  peia  carência 
do  elemento  nutritivo  que  sensibilizou  as  plantas  à infecção  com  fungos. 
Concluímos  que  em  ambiente  natural,  as  "tabebuias"  exigem  solo  fértil, 
rico  em  nitrogênio. 

Não  observamos  nenhum  ataque  de  insetos  ou  outros  animais  às 
plantas  embora  estivessem  desprotegidas  de  quaisquer  artifícios. 

Medidas  de  proteção: 

As  "tabebuias"  serão  reintroduzidas  em  seu  ambiente  natural.  Esta- 
mos com  um  cultivo  de  25  plantas.  A área  escolhida  para  repovoar  as. 
"tabebuias",  deve  ser  pelas  ooservações  realizadas,  de  solo  fértil,  rico  em 
nitrogênio,  inundada  por  rios  ou  corregos.  Os  elementos  vegetais  devem  ser 
típicos  de  mata  paludosa. 

Experiências  realizadas  anteriormente,  demonstraram  que  não  há  mui- 
ta possibilidade  de  repovoar  com  indivíduos  retirados  diretamente  das 
matas. 

Agradecimentos: 

Agradecemos  ao  Prof.  ADELMAR  FARIA  COIMBRA  FILHO,  pela 
orientação  básica  do  trabalho,  ao  Prof.  RONALDO  F.  DE  OLIVEIRA, 
que  patrocinou  as  excursões  realizadas  na  Baixada  de  Jacarepaguá,  e de 
uma  maneira  geral  a todo  o corpo  técnico  do  Departamento  de  Conser- 
vação Ambiental  da  FEEMA. 

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ABSTRACT: 

The  present  work  studies  the  distribution  and  the  actual  situation  of  two 
species  of  the  genus  Tabebuia  from  the  Bignoniaceae  family  in  the  Baixada 
de  Jacarepaguá,  Rio  de  Janeiro. 

Some  factors  are  presented  which  injure  and  menace  the  survival  of  the 
species,  its  taxonomy,  morphology,  forest  biology  and  also  the  remarks  about 
its  behavior  inside  the  ““habitat””. 

We  hereby  suggest  about  the  area  of  repopuluation  of  the  mentioned 
species. 


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Fig.  1 


Tabdbuia  com  tronco  raquítico 


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Habitat  das  tabebuias,  bastante  degradado 


Fig.  2 


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